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Science on the internet serving everyone?/A ciencia na internet a servico de todos?

Editorial policies have changed gradually during the last decade. Before the advent of the internet and the digital formats, scientific information reached the scientific community through institutional libraries that received the periodicals by subscription. These subscriptions were expensive but the prices were compatible with the whole structure needed to produce, print and distribute paper periodicals.

Other periodicals, generally of minor importance, could be distributed for free, and their costs were covered by annual membership fees from some association. Some received money from advertising and from scientific agencies to cover the expenses. The invention of the internet and the possibility it offered to distribute digital information seemed to be the perfect opportunity to democratize information, since it would make it possible, at least in theory, to reduce considerably the periodical production and distribution costs. In spite of this, electronic subscriptions are not cheaper, and many times are more expensive than the printed versions. Nowadays, most electronic journals are sold in separate papers and the articles cost around 40 US dollars each. Considering 12 volumes per year, containing 10 papers each, and the subscription would cost around 4,800 US dollars p.a. More recently the new vending method is the production of the so-called "open-access" papers which are in fact paid by the authors for the promess of many citations. From several hundreds to a few thousand dollars the author may make available on the web the results of his research for free download. This should be called "sponsored-access" instead. This policy benefits the journals and also a few countries, institutions or scientists who can afford it, since huge amounts of money are required. The poorest countries get excluded once more. Fortunately there are true "openaccess" journals and those who collect symbolic fees to maintain themselves independent from exclusively volunteer work. Even better is the creation of scientific digital libraries like Scielo which is 15 years old and gathers today 12 countries from South and Central Americas plus Portugal and now South Africa. This kind of initiative should be recognized and be more valued by the scientific community, especially by ours that is still too attached to foreign indexes that seem to be world's only scientific guides. This is the way to create a virtuous cycle that shall lead to a gradual enhancement in quality and to an efficient divulgation, and, more important: really free of the scientific work in Brazil and in other countries in a similar situation.

A politica editorial dos periodicos cientificos vem mudando gradualmente ao longo da ultima decada. Desde antes do advento da internet e dos formatos digitais, a informacao cientifica chegava a comunidade cientifica por meio das bibliotecas institucionais que recebiam os periodicos por assinatura. Estas eram caras, mas os precos pareciam compativeis com toda a estrutura que necessaria a producao, impressao e distribuicao dos periodicos em papel.

Outros jornais, de menor importancia, geralmente eram distribuidos gratuitamente e seus custos eram subsidiados pelas anuidades dos socios de alguma entidade. Recursos de agencias de fomento e propaganda ajudavam a custear o todo. A chegada da internet e a possibilidade que ela ofereceu de distribuir informacao em formato digital parecia a oportunidade perfeita para democratizar a informacao, uma vez que seria possivel, pelo menos em tese, reduzir consideravelmente os custos com a producao e

distribuicao dos periodicos. Apesar disto, assinar um jornal em formato eletronico, como sao hoje a maioria deles, nao e mais barato proporcionalmente, as vezes ate mais caro. Hoje em dia o preco e geralmente cobrado por artigo e custa em torno de 40 dolares norte-americanos. Considerando 12 volumes por ano, com no minimo 10 artigos, a assinatura sairia por aproximadamente 4800 dolares. O metodo de venda mais recente e a producao de artigos do tipo "openaccess" que na verdade sao artigos patrocinados pelos proprios autores, na promessa de muitas citacoes. Por algumas centenas ou milhares de dolares o autor pode disponibilizar o conteudo de sua pesquisa para download gratuito na rede. Deveria, portanto, ser conhecido como "sponsored-access". Alem de beneficiar as revistas, esta politica so beneficia alguns privilegiados ja que so pode ser considerada por paises, instituicoes ou cientistas que podem dar-se a este luxo, uma vez que envolve somas astronomicas.

Os paises mais pobres, mais uma vez acabam excluidos. Por sorte, existem os periodicos que sao realmente de acesso livre, e aqueles que cobram quantias simbolicas para se manterem, se dependerem exclusivamente de trabalho voluntario. Melhor ainda, e a criacao de bibliotecas digitais como o Scielo, que completa 15 anos e hoje reune periodicos de 13 paises das Americas do Sul e Central, alem de Portugal e agora Africa do Sul. Iniciativas como estas devem ser reconhecidas e mais valorizadas pela comunidade cientifica, principalmente pela nossa que ainda e muito apegada a indexadores estrangeiros que parecem ser os unicos norteadores cientificos mundiais. So assim e possivel criar um circulo virtuoso que implica em uma melhora paulatina de qualidade e uma divulgacao eficiente e, sobretudo, realmente livre do trabalho cientifico desenvolvido no Brasil e outros paises em situacao similar.

Gregoire Jean-Francois Demets

Editor Associado (Orbital)
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Title Annotation:Editorial
Author:Demets, Gregoire Jean-Francois
Publication:Orbital: The Electronic Journal of Chemistry
Article Type:Editorial
Geographic Code:1USA
Date:Apr 1, 2013
Words:842
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