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School-age hearing screening: identification of hearing impairments in first grade students/Triagem auditiva escolar: identificacao de alteracoes auditivas em criancas do primeiro ano do ensino fundamental.

* INTRODUCAO

A audicao dentro dos padroes de normalidade e um dos fatores essenciais para que o individuo tenha um bom desenvolvimento psicossocial. A integridade deste sentido depende do adequado funcionamento dos sistemas das orelhas externa, media e interna. Alem disso, e importante em qualquer etapa da vida, nao so para o desenvolvimento das habilidades auditivas, fundamentais para a aquisicao da linguagem oral, mas tambem para a compreensao verbal, aquisicao da leitura e da escrita e para um bom aprendizado e desempenho academico [1-3].

A perda auditiva tem um impacto significante sobre o individuo e a sociedade. Nas criancas, o problema e agravado, uma vez que a audicao normal fornece a principal fonte para aquisicao da linguagem, fala e habilidades cognitivas [4]. Nos grupos etarios mais jovens, mesmo uma ligeira alteracao no limiar auditivo ja pode prejudicar a aprendizagem e a compreensao da fala, o desenvolvimento de habilidades sociais e a autoimagem [5].

O impacto da perda auditiva sobre a aprendizagem inicia ja nos primeiros anos de vida escolar, entretanto, muitas criancas com perda auditiva de grau leve manifestam dificuldades de aprendizagem consideraveis apenas ao alcancarem a 3a serie. Esta dificuldade pode ocorrer em razao de mudancas na complexidade da linguagem, do menor numero de pistas visuais, da maior demanda de informacoes auditivas encadeadas e de evocacoes, alem da perda do desenvolvimento das habilidades (pre-requisitos) nas series anteriores [6].

Entende-se por Triagem Auditiva um processo simples, rapido e de baixo custo capaz de identificar individuos com maior probabilidade de uma alteracao na funcao testada e que, se detectada falha nessa triagem, deverao ser encaminhados para a realizacao de procedimentos diagnosticos de maior complexidade. Em suma, busca identificar individuos com alteracoes auditivas, com o proposito de que possam ser encaminhados para avaliacao otorrinolaringologica e audiologica completa [7,8]. Os Programas de Triagem Auditiva tem demonstrado a sua importancia como a principal forma para deteccao precoce de perdas auditivas no publico infantil. Ate agora, os Programas realizados nas escolas tem sido oferecidos principalmente em forma de iniciativas locais em lugares como Estados Unidos, Australia, China e em alguns paises europeus [9], diferentemente do Brasil, onde ainda nao fazem parte da rotina na maioria das escolas.

As Politicas de Saude Publica recomendam, alem do Programa de Triagem Auditiva Neonatal, a realizacao da Triagem Auditiva Escolar (TAE), a fim de que a perda auditiva tenha um diagnostico precoce e para que seja realizada a intervencao necessaria tambem o mais precocemente possivel [1]. Entre os testes utilizados nos diferentes Programas de Triagem, a avaliacao auditiva pode ser realizada por exames objetivos como as Emissoes Otoacusticas (EOA) e a Timpanometria, por apresentarem um perfil ideal devido sua rapidez, seu carater nao invasivo e sua fidedignidade [10,11].

Kemp [12] foi o primeiro a observar e descrever as EOA. Definiu-as como a liberacao de energia sonora originada na coclea, que se propaga pela orelha media ate alcancar o Meato Acustico Externo (MAE). Demonstrou que estao presentes em todas as orelhas funcionalmente normais e que deixam de ser detectadas quando os limiares tonais estao acima de 20-30 dB. Segundo o autor, a medida das EOA e um procedimento objetivo, nao invasivo, rapido, aplicavel em locais sem tratamento acustico e possivel de ser realizado em qualquer faixa etaria. A sua utilizacao e indicada para realizacao da Triagem Auditiva em escolares, por se tratar de um exame que ja demonstrou seus beneficios para a realizacao de triagens, por ser um teste objetivo, capaz de avaliar a funcionalidade da coclea [3].

A Timpanometria e um exame eletroacustico que contribui para a identificacao de alteracoes da orelha media, investigando a integridade do sistema timpano-ossicular. Este procedimento traz vantagens de baixo custo, rapidez e simplicidade como metodo de escolha para a diferenciacao entre as condicoes da orelha media que afetam individuos em todas as faixas etarias, principalmente em escolares, onde a maioria das perdas auditivas encontradas e decorrente de alteracoes da orelha media [13,14].

Devido ao fato de muitas criancas nao terem acesso a nenhum tipo de avaliacao auditiva antes de iniciarem a vida escolar, a TAE e um importante instrumento para a identificacao precoce de comprometimentos na audicao [15]. Por meio da TAE, e possivel oferecer uma maior atencao para a saude auditiva infantil e, principalmente, para o diagnostico e intervencao precoce da perda auditiva nesta populacao. Detectar alteracoes auditivas em criancas ja em idade escolar e de fundamental importancia. Quanto mais tarde for identificada a perda auditiva, maiores serao as dificuldades enfrentadas. O diagnostico, quando realizado precocemente, possibilita encaminhamentos para profissionais especializados, visando a reabilitacao e prevenindo alteracoes cognitivas, sociais, emocionais e comunicativas da crianca.

Diante disso, este trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil audiologico de escolares do primeiro ano do Ensino Fundamental da rede municipal da cidade de Caxias do Sul-RS, investigando e identificando a ocorrencia de alteracoes auditivas nesta populacao, por meio de medidas eletroacusticas.

* METODOS

Este estudo foi submetido a analise do Comite de Etica em Pesquisa da Associacao Cultural e Cientifica Virvi Ramos e obteve sua aprovacao sob o parecer no. 183.613. O trabalho foi realizado apos a aprovacao da Secretaria Municipal da Educacao de Caxias do Sul-RS (oficio no. 728/2012).

Por meio de um estudo transversal, prospectivo, descritivo e quantitativo, foram triados 391 escolares, de ambos os sexos, com idade entre seis e nove anos, matriculados no primeiro ano do Ensino Fundamental de nove escolas da rede municipal da cidade de Caxias do Sul-RS, escolhidas de forma aleatoria, porem, abrangendo as quatro regioes da cidade e diferentes classes economicas.

Como criterios de inclusao foram considerados: estar cursando o primeiro ano do Ensino Fundamental em uma das escolas da rede municipal da cidade de Caxias do Sul-RS selecionadas para esse estudo e apresentar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) assinado por um responsavel. Foram excluidos da amostra os sujeitos que apresentaram alguma alteracao otologica previa referida no questionario e/ou perda auditiva permanente ja diagnosticada.

O TCLE foi enviado aos responsaveis por meio da agenda escolar dos alunos, juntamente com um questionario adaptado pelas pesquisadoras especialmente para este estudo [3,16] (1). Composto por 11 questoes de multipla escolha, sendo estas objetivas e de facil compreensao, o questionario englobou perguntas sobre o desenvolvimento e antecedentes otologicos de cada crianca.

A TAE foi realizada em salas silenciosas, onde os escolares foram submetidos a quatro procedimentos audiologicos: Meatoscopia, Emissoes Otoacusticas Evocadas por Estimulo Transiente (EOAT), Emissoes Otoacusticas--Produto de Distorcao (EOAPD) e Timpanometria.

Como primeiro procedimento da TAE, foi realizada a Meatoscopia, utilizando o otoscopio de diagnostico HEINE MINI 3000, a fim de avaliar se as condicoes do MAE dos escolares encontravamse adequadas para a realizacao dos demais testes, bem como verificar a presenca de excesso de cerumen e/ou corpo estranho. Os alunos que nao apresentaram alteracoes no MAE foram submetidos aos demais procedimentos da TAE. Nos casos em que foram observadas alteracoes, o escolar foi encaminhado para avaliacao otorrinolaringologica pre-agendada no Centro de Saude Clelia Manfro Unidade Auditiva (CSCM-UA)--centro de referencia para atendimentos otorrinolaringologicos e audiologicos de media complexidade pelo Sistema Unico de Saude em Caxias do Sul-RS--em dia diferente ao da Triagem Auditiva e em fluxo contrario ao dos atendimentos rotineiramente realizados. Apos a avaliacao e conduta otorrinolaringologica, os escolares foram reavaliados, na mesma data e local.

Em seguida a inspecao do MAE, aqueles que nao apresentaram alteracoes realizaram as EOAT e as EOAPD, por meio do equipamento automatico portatil ERO--SCAN(tm) da marca Maico, bem como a Timpanometria, por meio do imitanciometro portatil MT-10 da marca Interacoustics. Todos os equipamentos utilizados na pesquisa foram calibrados conforme as normas e orientacoes preconizadas pelos fabricantes.

Como criterios de normalidade e/ou "passa" nas EOAT foram considerados os resultados que apresentaram valores de amplitude igual ou superior a -12 dB e relacao sinal/ruido igual ou superior a 4 dB em pelo menos tres das frequencias testadas. Para as EOAPD, foram considerados normais e/ou "passa" os resultados que apresentaram amplitude igual ou superior a -5 dB e relacao sinal/ruido igual ou superior a 6 dB em pelo menos tres das frequencias testadas. Estes criterios foram adotados de acordo com o sugerido pelo fabricante.

Para os valores das curvas timpanometricas, utilizou-se a classificacao proposta por Jerger [17]. Considerou-se como "passa" todos os escolares que obtiveram curvas tipo A, C, Ad e As na Timpanometria, bem como resultado satisfatorio nas EOAT e EOAPD. Aqueles que apresentaram curvas tipo B, em pelo menos uma das orelhas, foram considerados como "falha" e encaminhados para avaliacao audiologica completa, a fim de confirmar ou nao a presenca de alteracao de orelha media.

Todos os escolares que nao apresentaram alteracao a Meatoscopia e falharam nas EOA e/ ou na Timpanometria foram encaminhados para a realizacao do diagnostico audiologico, por meio de avaliacao audiologica completa pre-agendada, por meio dos testes de Audiometria Tonal por Via Aerea e por Via Ossea, Logoaudiometria (realizados com o audiometro MA 41 da marca Maico), Imitanciometria (realizado com o Imitanciometro automatico AT 235 da marca Interacoustics), EOAT e EOAPD (realizados com o ERO-SCAN(tm)), no CSCM-UA.

Para melhor esclarecimento, elaborou-se um fluxograma dos procedimentos realizados desde a TAE ate a conduta audiologica final dos escolares (Figura 2).

Imediatamente apos receberem o resultado do diagnostico audiologico, os responsaveis pelos escolares, nos quais foi constatada alguma alteracao na avaliacao audiologica, receberam um encaminhamento e foram orientados a procurar avaliacao e conduta otorrinolaringologica.

Para analise dos resultados, foram utilizados o Teste de Igualdade de Duas Proporcoes e o Teste de Qui-quadrado. Ao utilizar o Teste de Qui-Quadrado e necessario, em alguns resultados, fazer a Correcao de Yates, uma vez que o resultado do Qui-Quadrado e significante, mas ha uma frequencia inferior ou igual a cinco casos. Adotou-se um nivel de significancia de 0,05 (5%), onde todos os intervalos de confianca foram construidos com 95% de confianca estatistica.

* RESULTADOS

Foram submetidos a triagem auditiva 391 escolares, sendo 208 (53,2%) do genero masculino e 183 (46,8%) do genero feminino. Destes, 288 (73,7%) tinham seis anos de idade, 101 (25,8%) sete anos e apenas dois (0,5%) nove anos. Todas as criancas foram submetidas a quatro procedimentos em ambas as orelhas, tendo sido avaliadas, portanto, 782 orelhas.

Destas 782 orelhas avaliadas, 85,4% apresentaram normalidade nos exames realizados (Meatoscopia, EOAT, EOADP e Timpanometria) e 14,6% demonstraram algum tipo de alteracao. A seguir serao apresentados os resultados obtidos em cada procedimento. Vale salientar que, para tanto, foram analisadas as orelhas em conjunto.

Com relacao a meatoscopia, foi verificado que 733 (93,7%) orelhas nao apresentaram alteracoes e 49 (6,3%) apresentaram, sendo o excesso de cerumen a mais observada.

Todos os escolares em que foi constatada alteracao a meatoscopia foram encaminhados para o otorrinolaringologista (Figura 2) e, em seguida, submetidos a TAE apos realizada a conduta medica. Considerando as orelhas que nao apresentaram alteracao a meatoscopia durante a TAE e as avaliadas posteriormente a conduta otorrinolaringologica, estao apresentados na Tabela 1 os resultados passa/falha das EOAT e EOAPD por orelha.

Na Figura 3 estao demonstrados os resultados obtidos na Timpanometria, onde a curva timpanometrica predominante foi a tipo A, seguida pela tipo C.

Em relacao aos encaminhamentos realizados para os escolares que apresentaram comprometimento em algum momento da TAE, 37 (9,5%) (sendo 49 orelhas) foram encaminhados para avaliacao e conduta otorrinolaringologica e 21 (5,4%) para o diagnostico audiologico.

Quanto aos escolares encaminhados para o diagnostico audiologico, foi detectada perda auditiva condutiva em 14 (66,7%) e audicao normal em tres (14,3%), conforme mostra a Tabela 2.

Na Tabela 3, estao demonstrados os valores referentes a conduta fonoaudiologica adotada apos terem sido realizadas todas as avaliacoes. Quinze (3,8%) escolares apresentaram alteracoes apos o diagnostico audiologico e foram encaminhados para avaliacao e conduta otorrinolaringologica.

As respostas dos responsaveis ao questionario pre-triagem auditiva estao apresentadas na Tabela 4.

Ao serem comparadas as respostas do questionario com os quatro procedimentos realizados na TAE, verificou-se relacao estatisticamente significante entre a questao "Voce acha que seu filho ouve bem?" e todos os testes da TAE. Em 92% dos escolares, onde o responsavel respondeu achar que a crianca ouve bem, nao foi encontrada alteracao durante a inspecao do MAE, passaram nas EOAT, EOAPD e na Timpanometria. Ja para os escolares em que o responsavel respondeu achar que a crianca nao ouve bem, foram observadas alteracoes a Meatoscopia em 23%, falharam nas EOAT e EOAPD 27% e na Timpanometria 32%.

Observa-se na Tabela 5 que, ao serem associadas as EOAT com as demais perguntas do questionario, tambem foi verificada significancia estatistica entre o teste e as questoes: "Voce acha que seu filho ouve bem?" e "Seu filho ja teve infeccoes de ouvido ou qualquer outro problema de ouvido?".

* DISCUSSAO

Foram selecionados para este estudo quatro procedimentos distintos, que avaliam desde o MAE ate a integridade e a funcionalidade das Celulas Ciliadas Externas da coclea, a fim de proporcionar uma avaliacao mais completa na TAE e por ser considerada imprescindivel a deteccao precoce de perdas auditivas que possam interferir no processo de aprendizagem, leitura e escrita dos escolares. A identificacao e a reabilitacao precoce das alteracoes auditivas proporcionam grandes beneficios a crianca [18], alem de diminuirem os prejuizos linguisticos, educacionais e psicossociais.

Desta forma, e consensual que a investigacao auditiva e o acompanhamento nao devem ser realizados apenas quando a crianca nasce, mas tambem durante os primeiros anos de vida escolar.

O cerumen e uma ocorrencia natural, expulsado normalmente do MAE e, geralmente, assintomatico. Porem, quando em excesso, pode causar complicacoes, como a perda auditiva [19]. No presente estudo, a alteracao mais observada a meatoscopia foi o excesso de cerumen, relatado na literatura como uma das causas mais frequentes de alteracoes em criancas na fase pre-escolar e escolar [1]. Em estudos recentes, a presenca de cerumen excessivo no MAE foi a alteracao mais comumente encontrada nos escolares [20-22], concordando com os resultados deste estudo. Entretanto, em outras pesquisas [10,11,23,24], a prevalencia de cerumen em excesso foi superior a encontrada neste.

As EOA tem revelado uma aplicabilidade relevante para a realizacao de triagens auditivas, por serem um metodo rapido, eficiente e viavel [25]. Porem, os resultados destas triagens sao frequentemente influenciados pela presenca de anormalidades patologicas da orelha media. As EOA mostram-se como medidas eficazes para identificar estas alteracoes, bem como graus moderados ou mais severos de perdas auditivas cocleares [26].

A frequencia de falhas nas EOA encontradas na literatura diverge quanto as observadas neste estudo. Ao realizar a triagem em 744 pre-escolares, avaliando-os por meio das EOAT, autores encontraram um indice de falhas em 5,5% das criancas [25]. Em outro estudo, onde foram realizadas as EOAT em 93 escolares, foi encontrado um percentual de 25,8% de falhas [27]. Ao avaliar 105 criancas por meio das EOAPD, autores verificaram que 5,37% das criancas submetidas ao teste apresentavam exames alterados [28]. Ja em outro estudo utilizando as EOAPD para examinar 846 criancas, foi encontrado um indice de 96% de passa na triagem auditiva [29], dado semelhante ao deste estudo.

Em pesquisa com metodologia semelhante ao presente estudo, ao serem analisados os exames por orelhas, foram encontradas 818 (90,6%) que passaram e 84 (9,4%) que falharam nas EOAT. Nas mesmas orelhas, quando foram realizadas as EOAPD, foram observadas 849 (94,0%) que passaram e 53 (6,0%) que falharam nesse tipo de emissao [10]. Estes dados corroboram com os do presente estudo, uma vez que foi encontrado um maior numero de passa nas EOAPD do que nas EOAT. Isso pode ocorrer devido ao fato de as EOAT serem registradas em aproximadamente 98% das pessoas com limiares auditivos de ate 25dBNA, ja as EOAPD podem ser detectadas em praticamente 100% dos individuos com limiares auditivos normais ou melhores que 45dBNA, nao detectando, assim, as perdas auditivas cocleares leves [30,31].

E relatado, ainda, na literatura, variacoes de 11,6 a 37,8% de alteracoes auditivas encontradas na TAE [11, 32, 33]. Autores recomendam que as EOAT sejam sempre utilizadas em conjunto com a Timpanometria, uma vez que, desta forma, uma interpretacao mais significante e possivel, bem como a deteccao de perdas auditivas com alteracao de orelha media [26, 27, 34, 35].

A Timpanometria e um teste objetivo, rapido e que tem sido amplamente utilizado nos programas de triagem auditiva, por ser decisivo para a identificacao precisa de alteracoes condutivas, visto que o principal objetivo deste procedimento e avaliar a integridade funcional do sistema timpano-ossicular [7,36]. Assim como neste estudo, outros autores tambem observaram a predominancia da curva timpanometrica tipo A3738, seguida pela tipo C, na realizacao da Timpanometria na TAE [2,7,22,27].

A ocorrencia de 26,5% de curvas timpanometricas dos tipos B, C, As e Ad identificadas na populacao deste estudo, as quais podem ter relacao com alteracoes de orelha media e/ou tuba auditiva, infere que os achados foram compativeis com os tipos de perda auditiva (condutiva e mista) encontrados nos escolares encaminhados para o diagnostico audiologico.

Qualquer resultado alterado na TAE requer um encaminhamento adequado para realizacao de avaliacao audiologica, a fim de que sejam realizados testes mais completos e definitivos. A triagem auditiva so ira resultar em beneficio para o escolar, se os resultados dos procedimentos que estao fora do padrao de normalidade forem confirmados e, apos isso, for realizada a intervencao adequada [35].

A perda auditiva condutiva pode ser considerada a causa mais comum de falhas de TAE, sendo esta mais frequente nos meses de outono e inverno, devido ao clima [32,35]. Vale salientar que a coleta desta pesquisa foi realizada neste periodo. Assim como no presente estudo, este tipo de alteracao auditiva e o mais relatado como falha na TAE, tanto na literatura nacional quanto na internacional [10,22,32,38].

A combinacao de procedimentos para a identificacao de criancas com comprometimentos auditivos e recomendada, pois, muitas vezes, a crianca falha somente em um deles [6]. A realizacao das EOAT e das EOAPD em conjunto [3], assim como a Timpanometria e a avaliacao audiologica completa apos a TAE, caso necessitem de encaminhamento, e importante para evitar falso-positivos, uma vez que, no presente estudo, houve escolares que, apos encaminhados para o diagnostico audiologico, apresentaram audicao normal.

A relacao significante entre algumas das respostas dadas pelos responsaveis sobre os escolares e os procedimentos realizados na TAE, demonstra que e possivel a utilizacao de questionarios associados a outros testes para a realizacao de triagens auditivas. Em um estudo para analisar a eficacia de uma ferramenta para triagem de baixo custo, autoras concluiram que questionarios podem ser usados como um instrumento de triagem para classificar criancas como tendo audicao normal ou perda auditiva. Ainda apontaram que o desenvolvimento de estrategias com baixo custo pode ajudar no cuidado as criancas com problemas de audicao nos paises em desenvolvimento. Para tanto, e necessario estabelecer e adotar procedimentos de menor despesa, tais como a utilizacao de triagem e/ou questionarios, que sao acessiveis as areas carentes e permitem identificar grupos de criancas que estao em risco para perda auditiva [39].

E relatado na literatura que a perda auditiva pode ser percebida por alguns comportamentos dos escolares, tais como: pedidos frequentes para repetir frases, virar a cabeca em direcao ao orador, falar com intensidade elevada ou reduzida, demonstrar esforco ao tentar ouvir, olhar e concentrar-se nos labios da professora, ser desatento quando ha debates na sala de aula, preferir o isolamento social, ser passivo ou tenso, cansar-se com facilidade, nao se esforcar para demonstrar capacidade, ter dificuldade no aprendizado [1].

Muitas vezes os responsaveis tambem nao percebem a dificuldade auditiva da crianca. Nao e raro que a perda auditiva seja detectada apenas na escola, por meio da TAE e da observacao do comportamento do aluno. Muitas criancas chegam a idade escolar sem identificar uma perda auditiva e sao tachadas de desatentas, hiperativas, com baixo rendimento, de dificil adaptacao escolar, entre outros, quando o verdadeiro problema esta em uma perda auditiva nao diagnosticada [24].

A prevalencia de 14,6% de alteracoes auditivas encontrada na populacao deste estudo evidencia a necessidade de intensificacao da implantacao de programas de prevencao e diagnostico precoce de alteracoes auditivas. A TAE mostra-se um meio eficaz e acessivel para identificar comprometimentos nao diagnosticados ate a idade escolar, assim como aqueles que se desenvolvem ao longo dessa, a fim de que suas consequentes dificuldades e prejuizos possam ser minimizados.

Sendo assim, a triagem auditiva regular das criancas durante sua fase escolar garantiria que nao fossem afetadas por perdas auditivas ou outras alteracoes evitaveis. As informacoes desse estudo demonstram a importancia da priorizacao da identificacao e do tratamento precoce de comprometimentos audiologicos.

* CONCLUSAO

A populacao desse estudo foi composta, em sua maioria, por escolares do genero masculino, com seis anos de idade. Das 782 orelhas avaliadas, 85,4% apresentaram normalidade nos exames realizados e 14,6% demonstraram algum tipo de alteracao. Destas, 5,8% apresentaram ausencia de respostas nas EOAT e 4,2% nas EOAPD. A curva timpanometrica predominante foi a tipo A, seguida pela tipo C. Nos escolares encaminhados para o diagnostico audiologico, a alteracao mais encontrada foi a perda auditiva condutiva.

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[37.] Guida HL, Diniz TH. Perfil audiologico em criancas de 5 a 10 anos de idade. Arq. Int. Otorrinolaringol. 2008; 12(2):224-9.

[38.] Araujo AS, Moura JR, Camargo LA, Alves W. Avaliacao auditiva em escolares. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2002; 68(2):263-6.

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http://dx.doi.org/ 10.1590/1982-0216201517512314

Recebido em: 06/07/2014

Aceito em: 02/07/2015

Endereco para correspondencia:

Natalia Ramos

Rua Alexandre Fleming, 454 Caxias do Sul - RS - Brasil CEP: 95041-520

E-mail: taia.ramos@yahoo.com.br

Daiane Tamanini(1), Natalia Ramos(1), Louise Varela Dutra(1), Humberto Jose Chiste Bassanesi(1)

(1) Faculdade Nossa Senhora de Fatima, Caxias do Sul, RS, Brasil.

Conflito de interesses: inexistente

Caption: Figura 1--Questionario pre-triagem auditiva

Caption: Figura 2--Fluxograma de procedimentos desde a triagem auditiva escolar ate a conduta audiologica final
Tabela 1--Distribuicao de passa-falha das emissoes otoacusticas
evocadas transientes e emissoes otoacusticas--produto de distorcao
por orelha

Testes   Falhou      Passou        P-valor

         N     %      N      %

EOAT     41   5,2%   741   94,8%   <0,001
EOAPD    33   4,2%   749   95,8%   <0,001

Legenda--EOAT: Emissoes Otoacusticas Evocadas Transientes; EOAPD:
Emissoes Otoacusticas--Produto de Distorcao; N: Numero de sujeitos
estudados.

Teste de Igualdade de Duas Proporcoes; P-valor <0,05.

Tabela 2--Distribuicao para o diagnostico audiologico

Diagnostico Audiologico    N      %     P-valor

Normal                     3    14,3%   <0,001
Perda Auditiva Condutiva   14   66,7%    Ref.
Perda Auditiva Mista       1    4,8%    <0,001
Nao Compareceu             3    14,3%   <0,001

Legenda--N: Numero de sujeitos estudados. Teste de
Igualdade de Duas Proporcoes; P-valor <0,05.

Tabela 3--Distribuicao para a conduta fonoaudiologica

Conduta N                         N      %     P-valor

Liberado                         366   93,6%    Ref.
Encaminhado para Avaliacao ORL   15    3,8%    <0,001
Nao Compareceu                   10    2,6%    <0,001

Legenda--Avaliacao ORL: Avaliacao Otorrinolaringologica; N: Numero de
sujeitos estudados. Teste de Igualdade de Duas Proporcoes; P-valor
<0,05.

Tabela 4--Distribuicao para respostas ao questionario pre-triagem
auditiva

Pergunta                                          N      %     P-valor

1. Seu filho ja fez algum exame de         Sim   67    17,1%   <0,001
audicao?                                   Nao   322   82,4%   Ref.
                                           NR    2     0,5%    <0,001

2. Voce acha que seu filho ouve bem?       Sim   352   90,0%   Ref.
                                           Nao   36    9,2%    <0,001
                                           NR    3     0,8%    <0,001

3. Seu filho parece ouvir melhor em        Sim   102   26,1%   <0,001
alguns dias do que em outros?              Nao   278   71,1%   Ref.
                                           NR    11    2,8%    <0,001

4. Tem alguem na familia que apresenta     Sim   126   32,2%   <0,001
alteracao na audicao?                      Nao   262   67,0%   Ref.
                                           NR    3     0,8%    <0,001

5. Houve alguma complicacao durante a      Sim   50    12,8%   <0,001
gravidez ou o parto?                       Nao   338   86,4%   Ref.
                                           NR    3     0,8%    <0,001

6. Seu filho ja teve infeccoes de ouvido   Sim   146   37,3%   <0 001
ou qualquer outro problema de ouvido?      Nao   245   62,7%

7. Seu filho ja fez alguma cirurgia no     Sim   6     1,5%
ouvido?                                    Nao   385   98,5%   <0,001

8. Seu filho utiliza cotonete para         Sim   263   67,3%   Ref.
limpar o ouvido?                           Nao   125   32,0%   <0,001
                                           NR    3     0,8%    <0,001

9. Seu filho tem algum problema de         Sim   80    20,5%   <0,001
saude?                                     Nao   310   79,3%   Ref.
                                           NR    1     0,3%    <0,001

10. Seu filho apresenta dificuldade de     Sim   46    11,8%   <0,001
aprendizado na escola?                     Nao   345   88,2%

11. Seu filho apresenta deficit ou         Sim   76    19,4%   <0,001
problema com linguagem e fala?             Nao   315   80,6%

Legenda--NR: Nao respondeu; N: Numero de sujeitos estudados.
Teste de Igualdade de Duas Proporcoes; P-valor <0,05.

Tabela 5--Relacao e-ou associacao entre as emissoes otoacusticas
evocadas transientes e o questionario pre-triagem auditiva

EOAT                                        Falhou      Passou

                                            N    %      N     %

1. Seu filho ja fez algum exame de    Nao   22   79%    617   83%
audicao?                              Sim   6    21%    122   17%

2. Voce acha que seu filho ouve       Nao   8    27%    60    8%
bem?                                  Sim   22   73%    675   92%

3. Seu filho parece ouvir melhor em   Nao   18   60%    531   74%
alguns dias do que em outros?         Sim   12   40%    188   26%

4. Tem alguem na familia que          Nao   21   70%    496   67%
apresenta alteracao na audicao?       Sim   9    30%    239   33%

5. Houve alguma complicacao           Nao   26   87%    641   87%
durante a gravidez ou o parto?        Sim   4    13%    94    13%

6. Seu filho ja teve infeccoes de     Nao   13   43%    472   64%
ouvido ou qualquer outro problema     Sim   17   57%    269   36%
de ouvido?

7. Seu filho ja fez alguma cirurgia   Nao   28   93%    733   99%
no ouvido?                            Sim   2    7%     8     1%

8. Seu filho utiliza cotonete para    Nao   12   40%    232   32%
limpar o ouvido?                      Sim   18   60%    503   68%

9. Seu filho tem algum problema de    Nao   26   87%    586   79%
saude?                                Sim   4    13%    153   21%

10. Seu filho apresenta dificuldade   Nao   30   100%   651   88%
de aprendizado na escola?             Sim   0    0%     90    12%

11. Seu filho apresenta deficit ou    Nao   25   83%    596   80%
problema com linguagem e fala?        Sim   5    17%    145   20%

EOAT                                        Total       P-valor   Yates

                                            N     %

1. Seu filho ja fez algum exame de    Nao   639   83%   0,493
audicao?                              Sim   128   17%

2. Voce acha que seu filho ouve       Nao   68    9%    <0,001
bem?                                  Sim   697   91%

3. Seu filho parece ouvir melhor em   Nao   549   73%   0,093
alguns dias do que em outros?         Sim   200   27%

4. Tem alguem na familia que          Nao   517   68%   0,773
apresenta alteracao na audicao?       Sim   248   32%

5. Houve alguma complicacao           Nao   667   87%   0,930
durante a gravidez ou o parto?        Sim   98    13%

6. Seu filho ja teve infeccoes de     Nao   485   63%   0,024
ouvido ou qualquer outro problema     Sim   286   37%
de ouvido?

7. Seu filho ja fez alguma cirurgia   Nao   761   99%   0,008     0,067
no ouvido?                            Sim   10    1%

8. Seu filho utiliza cotonete para    Nao   244   32%   0,331
limpar o ouvido?                      Sim   521   68%

9. Seu filho tem algum problema de    Nao   612   80%
saude?                                Sim   157   20%   0,326

10. Seu filho apresenta dificuldade   Nao   681   88%   0,042     0,082
de aprendizado na escola?             Sim   90    12%

11. Seu filho apresenta deficit ou    Nao   621   81%   0,694
problema com linguagem e fala?        Sim   150   19%

Legenda--N: Numero de sujeitos estudados. Teste de Qui-Quadrado e
Correcao de Yates. P-valor <0,05.

Figura 3--Distribuicao do tipo de curva timpanometrica

Curva A         72,1%
Curva B         2,8%
Curva C         14,1%
Curva As        8,1%
Curva Ad        1,5%
Map realizado   1,4%
na TAE

Legenda--TAE: Triagem Auditiva Escolar.
Teste de Igualdade de Duas Proporcoes;  P-valor <0,05.

Note: Table made from bar graph.
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Author:Tamanini, Daiane; Ramos, Natalia; Dutra, Louise Varela; Bassanesi, Humberto Jose Chiste
Publication:Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao
Article Type:Clinical report
Date:Sep 1, 2015
Words:5640
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