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SURVEY REGARDING THE USE OF ANIMALS IN RESEARCH AT UNESP BIOSCIENCES INSTITUTE, BOTUCATU--SP/INQUERITO SOBRE O USO DE ANIMAIS NAO HUMANOS EM PESQUISAS NO INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS--UNESP--BOTUCATU--SP/ENCUESTA SOBRE EL USO DE ANIMALES NO HUMANOS EN INVESTIGACIONES EN EL INSTITUTO DE BIOCIENCIAS DE LA UNESP, BOTUCATU--SP.

INTRODUCAO

O estreitamento da relacao homem-animal e o reconhecimento dos animais como seres sencientes tem incrementado a pauta de discussao sobre o uso de animais em pesquisa e tornado o bem-estar animal uma area de crescente importancia (1).

Apesar dos animais serem empregados ha tempos em estudos cientificos, estes sempre ocuparam uma posicao secundaria nesse cenario. Apenas recentemente passou-se a dar maior importancia ao bem-estar animal, para garantir resultados confiaveis em pesquisas, de modo que o proprio animal passou a ser o foco de estudos. Para avaliar o bem-estar animal e necessario compreender o contexto fisiologico, etologico, anatomico e de manejo da especie. A partir dai, emergem as condutas eticas a serem seguidas nas pesquisas, que favorecem o bemestar dos animais de laboratorio (2).

Segundo Duncan (3), "bem-estar e o que o animal sente", nao necessariamente relacionado a saude ou a condicao fisica. A capacidade de sofrer, tida como caracteristica vital inerente aos seres sencientes, deveria ser o ponto referencial para que o animal seja digno de consideracao (4). Em sua obra-prima, "A Origem das Especies", Charles Darwin (5) coadunase com essa colocacao quando ressalta que "nao ha diferencas fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais ... os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento". Nesse contexto, surge o termo senciencia, formalmente definido como a capacidade dos seres vivos de pensar, tomar decisoes, sentir dor e prazer e ter percepcao inteligente do entorno (6). A senciencia, para alguns, confere um valor moral intrinseco ao animal, que e sua propria vida (7).

O famoso principio dos tres "Rs" de Russel e Burch, preconiza a substituicao (replacement), a reducao (reduction) e o refinamento (refinement) do uso de animais nao humanos em experimentos cientificos (8). No entanto, embora exista um alicerce para desenvolver os metodos substitutivos, ha uma maior convergencia para a reducao e refinamento em comparacao a substituicao (9).

De acordo com Wells (8), as necessidades psicologicas, fisicas e comportamentais do animal devem ser supridas pela instituicao e pelas pessoas responsaveis pelo mesmo. Atender as exigencias para criacao e manutencao de animais demanda um alto dispendio financeiro, havendo necessidade de funcionarios capacitados e instalacoes apropriadas, o que pode ser um obstaculo para as instituicoes com baixo orcamento, como as universidades publicas (10). Desta forma, ao menos sob o ponto de vista economico, os metodos substitutivos aparentam ser mais viaveis, pois poupam tempo e despesas (11).

No ambiente academico ha muitas opinioes controversas e dispares no que concerne a adocao de tecnicas substitutivas (12). Para alguns pesquisadores, ha de fato metodos substitutivos comparaveis ou ate superiores em eficacia em comparacao aos procedimentos realizados em animais (13-15). Outros, porem, argumentam que as alternativas nao devem ser vistas como um conceito, mas sim como tecnica complementar as pesquisas com animais, utilizando o argumento da escassez de metodos substitutivos como subterfugio para justificar a pratica experimental em animais (1,16).

Ate pouco tempo atras, a literatura cientifica que aborda a percepcao das pessoas sobre a exploracao animal se voltava principalmente para questoes como caca, conservacao e animais de companhia e o numero de trabalhos que retratava o uso de animais de laboratorio era escasso (17). Ainda hoje existe pouca disponibilidade de levantamentos sobre as bases morais das atitudes que envolvem o uso de animais em pesquisas cientificas e, menos ainda, variedade de estudos que abordem a visao de cientistas que apoiam o uso de animais para tal finalidade (18). Uma explicacao possivel para essa questao seria que a problematica dos animais utilizados na pesquisa teve maior notoriedade social somente apos 1980 (19). Aliado a isso, a ciencia do bem-estar animal, que propulsiona as discussoes em torno da etica na pesquisa com animais tambem e um objeto de estudo recente (20).

Estudos que salientem a importancia dos animais nao humanos em pesquisas cientificas e que, sobretudo, ponderem sobre as condicoes a que os mesmos sao submetidos em ambientes laboratoriais, sao de fundamental importancia na area de bem-estar animal (21).

Apesar da legislacao federal pertinente ao tema ter surgido tardiamente no Brasil com a criacao do Conselho Nacional de Controle e Experimentacao Animal--CONCEA em 2008 (Lei "Arouca" 11.794), antes da legislacao em pauta, o CFMV normatizou por meio de Resolucoes, criterios de eutanasia em 2002 (resolucao 714), redefinidos em 2012 (resolucao 1000), normas para realizacao de procedimentos cirurgicos (resolucao 877) e normas sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa, bem como regulamentacao das Comissoes de Etica no Uso de Animais (CEUAs) no ambito da Medicina Veterinaria e da Zootecnia (resolucao 879). Tais acoes foram de suma importancia para o uso de animais em ensino e pesquisa no pais. Entretanto, por se tratar de um conselho profissional, nao tiveram abrangencia em outras profissoes.

Este trabalho objetivou, por meio de questionario, verificar as concepcoes de pesquisadores, a pratica e as condicoes do uso de animais em experimentacao cientifica na area de Ciencias Biologicas do Instituto de Biociencias (IB), da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP), campus de Botucatu-SP.

MATERIAL E METODOS

Foram aplicados questionarios em 13 departamentos do Instituto de Biociencias (UNESP, Botucatu), envolvendo 52 pesquisadores, os quais sao, ou ja foram, docentes responsaveis por disciplinas do curso de Ciencias Biologicas, abrangendo pelo menos um docente de cada disciplina/area. Os professores foram subdivididos em tres grupos e cada grupo respondeu a um questionario diferente: (I) docentes que atualmente utilizam animais de laboratorio em pesquisas; (II) docentes que ja utilizaram animais em experimentos, mas abandonaram a pratica; (III) docentes que nunca realizaram estudos envolvendo experimentacao animal.

ANALISE ESTATISTICA

Os resultados sao apresentados em termos de frequencias relativas e absolutas das respostas. As associacoes entre essas variaveis foram testadas pelo teste exato de Fisher ou Quiquadrado e teste de proporcao de Goodman. O nivel de significancia empregado foi de 5%.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Dos 52 questionarios enviados, 39 (75%) foram respondidos, computando-se pelo menos um questionario por departamento. Destes docentes, 20 eram do sexo feminino e 19 do masculino, nao havendo diferenca estatistica neste aspecto. A maioria dos respondentes (58%) apresentava acima de 20 anos de atividade em pesquisa, o que foi significativamente superior aos pesquisadores entre 10 e 19 anos de atividade (28%) e menos de 10 anos (14%). Dentre os participantes, a maioria dos professores pertencia a areas das Ciencias Biologicas nas quais a experimentacao animal nao e normalmente empregada (Botanica, Educacao), ou as areas nas quais existe potencial para o uso de animais em experimentacao, porem em linhas de pesquisas que nao requerem tal pratica (Fisica e Biofisica, Quimica e Bioquimica, Microbiologia e Imunologia, Zoologia, Bioestatistica, Genetica). Dessa forma, o Questionario I foi respondido por 11 docentes (28%), o questionario II por 6 docentes (15%) e o questionario III por 22 docentes (57%). Com relacao ao grau de necessidade do uso de animais em pesquisa, percebese que a maioria dos docentes que respondeu ao Questionario III assinalou a alternativa "Necessario", enquanto a maioria dos respondentes do Questionario II assinalou a opcao "Altamente necessario" (Tabela 1).

Para os docentes que utilizavam animais em pesquisas, o uso predominante foi para testes de hipoteses (73%), extracao de materiais (36%) e treinamento de procedimentos (18%). Somente 36% dos pesquisadores usavam analgesicos em procedimentos invasivos. Este baixo indice se deve, possivelmente, a ampla utilizacao de animais invertebrados, segundo a Tabela 2, ou porque os animais eram eliminados antes do inicio dos procedimentos invasivos. No entanto, dentre os que utilizam animais vertebrados (6 de 7 pesquisadores--86%), quatro (57%) afirmaram utilizar analgesicos nesses procedimentos e tres afirmaram nao usar (43%). Sabe-se que os animais submetidos a procedimentos experimentais devem ser medicados para minimizar a dor e o estresse e que a administracao de analgesicos eficientes e fundamental no periodo perioperatorio (22). De acordo com Flecknell e Roughan (23), o uso de analgesicos, tanto na clinica veterinaria, quanto em institutos de pesquisa, geralmente e inadequado. Este fato se deve, principalmente, a relutancia dos pesquisadores em acrescentar mais uma variavel ao protocolo experimental (no caso, o farmaco), no entanto, a propria dor provocada pela ausencia do uso de analgesicos pode ser uma variavel muito mais significativa e indesejavel.

Os animais foram submetidos aos seguintes tipos de estresse: manipulacao (73%), contencao (36%) e dor (18%). Atribui-se esse resultado ao fato de que a maioria das experimentacoes com animais envolve o manejo. O estudo de Viau e colaboradores (24) demonstrou que o estresse de transporte e manuseio deflagram respostas fisiologicas e bioquimicas, dai a necessidade de um periodo de aclimatacao para reduzir os efeitos do estresse nos resultados da pesquisa.

Embora do ponto de vista estatistico nao houvesse uma especie animal utilizada com maior frequencia, houve maior tendencia de uso de roedores e peixes (Tabela 2). Em praticas experimentais priorizam-se modelos animais menos complexos do ponto de vista filogenetico, que possam ser obtidos em quantidades satisfatorias e com facilidade. Por isso, roedores, em especial ratos e camundongos, sao amplamente utilizados (25). Alem disso, nas ultimas decadas, o uso de animais de porte maior, como caes, gatos e primatas, tem sido preterido devido a menor aceitacao da sociedade, ja que o uso de roedores e menos condenado pelo censo coletivo. E provavel que a baixa aceitacao do uso de caes e gatos na pesquisa se justifique por serem considerados animais de estimacao. Em contrapartida, os roedores sao vistos como animais sinantropicos, que geram transtornos e sao criados especificamente para este fim (17).

Dentre os metodos de eliminacao mecanicos e quimicos citados (Tabela 2), alguns estao em desacordo com a Resolucao Normativa no. 13, de 20/09/2013 do CONCEA (ainda nao vigente quando esta pesquisa foi realizada) e a Resolucao 1000 de 2012, do CFMV. Por exemplo, no caso dos vertebrados, grupo taxonomico abrangido pela legislacao brasileira, o deslocamento cervical e a decapitacao sao considerados metodos de eliminacao aceitos com restricao, pois podem nao produzir consistentemente a morte do animal de forma humanitaria ou porque nao sao bem documentados na literatura cientifica. A decapitacao e seccao medular sao consideradas praticas inaceitaveis em peixes. Observa-se que algumas tecnicas de eliminacao nao estao enquadradas na legislacao brasileira (CONCEA) e espera-se que este cenario tenha se alterado apos a publicacao da Resolucao Normativa no. 13, de 20/09/2013 do CONCEA.

Com relacao a eliminacao dos animais, 33% foram eliminados exclusivamente para a finalidade da pesquisa, 33% foram utilizados vivos para o estudo e eliminados depois dos procedimentos e 17% foram eliminados por indicacao clinica. Os animais foram eliminados para isolamento de material biologico (36%) ou por outras razoes que inviabilizariam a manutencao dos mesmos, seja devido as sequelas sofridas pelo animal, ou, adicionalmente, devido a impossibilidade de retorno ao bioterio, no caso dos roedores (26).

Em 73% dos ambientes havia controle de temperatura e luminosidade, entretanto, em apenas 36% havia enriquecimento ambiental. O enriquecimento ambiental nas instalacoes de animais cativos estimula a manifestacao de comportamentos naturais e minimiza os estereotipados. E uma necessidade basica para o animal e para os resultados experimentais (2), ja que reduz o comportamento anormal e a ansiedade em camundongos, sem afetar negativamente os resultados do estudo (27). Tambem se constatou que camundongos preferem que haja disponibilidade de materiais para a confeccao do ninho, do que receber ninhos prontos, pois esta e uma expressao comportamental basica (28).

No total, considerou-se o uso de animais na pesquisa "altamente necessario" (34%) e "necessario" (45%), sem diferenca estatistica. Nenhum pesquisador que usa animais em pesquisa optou pelas alternativas "dispensavel" ou "complementar". Este resultado vem de encontro ao achado nesta categoria de pesquisadores que usam animais, visto que 73% deles nao acreditavam na viabilidade de metodos substitutivos em suas linhas de pesquisa e, portanto, nao tinham expectativa de postergar o uso de animais em seus experimentos, contra 27% que vislumbravam uma expectativa de implementar algum metodo substitutivo futuramente. Apesar da crescente propagacao de estudos inerentes a aplicabilidade de metodos substitutivos e de sua crescente utilizacao no ensino, o processo de validacao e longo e burocratico, portanto, os metodos substitutivos ainda sao pouco empregados em pesquisas cientificas. De acordo com Cerqueira (26), o metodo substitutivo tem um custo de aproximadamente um terco em comparacao ao tradicional, alem de trazer vantagens referentes a economia de espaco fisico nas instalacoes laboratoriais e gastos com energia, agua e recursos humanos. Apesar disso, e nitida a relutancia dos pesquisadores em reconhecer os metodos substitutivos como uma tecnica eficiente, sendo este fato corroborado pela afirmacao do ex-Presidente do CONCEA, Morales (29): "O mais sensato, portanto, e admitir que existem metodos complementares, mas que nao podem ser considerados substitutivos".

Dentre os professores que abandonaram as praticas experimentais com animais (questionario II), estes o fizeram por mudanca da linha de pesquisa (5/6--83%) e nao por razoes eticas ou financeiras. Quando esses pesquisadores foram questionados sobre a viabilidade de metodos substitutivos ao uso de animais na pesquisa, 50% responderam que acreditam na viabilidade de substituicao e 33% responderam que nao acreditavam que os metodos substitutivos poderiam suprir as necessidades dos estudos experimentais. Segundo Lima (30), a juncao do saber cientifico com a implementacao de tecnicas humanitarias na pesquisa sao os meios para que se possa transgredir o dilema da subjetividade que cinge a questao da etica nessa pratica.

A maioria dos pesquisadores respondeu ao questionario III, ou seja, nunca usaram animais em pesquisa, o que se deve ao fato de que a grade curricular do curso de Ciencias Biologicas e composta, em sua maior parte, por disciplinas de areas em que, normalmente, a experimentacao animal nao e empregada, como Educacao e Botanica e outras que tem potencial para realizar estudos dessa natureza, mas que a linha de pesquisa nao requer tais praticas, como Genetica e Bioestatistica. Dos 22 respondentes, 55% acreditam na viabilidade dos metodos substitutivos, 23% descreem na sua aplicacao e 23% nao responderam a pergunta. Desta forma, mais uma vez, as opinioes se dividem igualmente.

Isto posto, percebeu-se que mesmo entre os pesquisadores que nao mais utilizam animais em pesquisa, existe uma nitida preponderancia dos que consideram relevante o uso de animais na pesquisa, o que demonstra a dificuldade de se chegar a um consenso quanto a questao etica inerente ao uso de animais em experimentacao (30).

Ao analisar as diferencas entre os questionarios, com relacao a variavel "Tempo de docencia", constatou-se que os pesquisadores com 20 ou mais anos de docencia assinalaram mais vezes a opcao "Altamente necessario" do que os professores com menos de 10 anos de carreira, o que evidencia o crescimento da ciencia do bem-estar animal no ambiente academico entre os mais jovens e a relutancia das mudancas de status quo nos mais antigos.

CONCLUSOES

A maioria dos pesquisadores, ainda considera o modelo animal como necessario para testar hipoteses cientificas e esta opiniao e ainda mais evidente em pesquisadores mais antigos.

As praticas experimentais com animais foram substituidas por mudancas na linha de pesquisa, e nao por consideracoes eticas baseadas nas recomendacoes do principio dos tres "Rs", o que salienta a necessidade de incentivar a aplicacao de tecnicas substitutivas, por meio de acoes de conscientizacao e validacao de metodos substitutivos, para que os pesquisadores se familiarizem com essa nova perspectiva. O lado positivo e que, aproximadamente, apenas um terco dos pesquisadores da area de ciencias biologicas da instituicao ainda utiliza animais em pesquisas, com predominio de ratos, camundongos e peixes.

Com relacao ao uso dos animais, faz-se necessaria a adequacao dos metodos de eliminacao de acordo com a legislacao vigente, alem do uso de analgesicos em todas as intervencoes invasivas, bem comoa insercao de enriquecimento ambiental para melhoria do bem-estar dos animais.

Recebido em: 04/12/2015

Aceito em: 21/12/2016

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (FAPESP) pela bolsa concedida (processo no 2012/06030-6).

Este estudo foi aprovado pela Comissao de Etica institucional da Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ) da UNESP de Botucatu, em 21 de maio de 2012 sob o protocolo numero 137/2012--CEUA.

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(30.) Lima WT. Entendimento humano da experimentacao animal. Cienc Cult. 2002;60(2):26-7.

Ana Elisa Sales Dourado [1]

Stelio Pacca Loureiro Luna [2]

Nadia Crosignani [2]

[1] Graduacao em Ciencias Biologicas, Instituto de Biociencias de Botucatu--Unesp--Campus de Botucatu. Contato principal para correspondencia: anaelisa_salles@hotmail.com

[2] Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinaria--FMVZ--Unesp--Campus de Botucatu.
Tabela 1. Grau de necessidade do uso de animais em pesquisas
conforme o questionario respondido pelos docentes.

Uso de animais      Altamente       Necessario   Dispensavel
em pesquisa      necessario N (%)      N (%)        N (%)

Questionario
  Q I                 5 (13)         6 (16)ab        --
  Q II                4 (11)          1 (3)a         --
  Q III              4 (11)AB       10 (26)bB      1 (3)A
  TOTAL             13 (34)bc        17 (45)C      1 (3)A

Uso de animais   Complementar    TOTAL     Valor
em pesquisa          N (%)       N (%)     de P

Questionario                               2,41
  Q I                 --        11 (29)
  Q II              1 (3)        6 (16)
  Q III            6 (16)ab     21 (55)
  TOTAL            7 (18)ab     38 (100)

Os docentes foram classificados nos grupos (I) os quais atualmente
utilizam animais de laboratorio em pesquisas; (II) os que ja
utilizaram animais em experimentos, mas abandonaram a pratica;
(III) os que nunca realizaram estudos envolvendo experimentacao
animal. Letras minusculas diferentes indicam diferencas nas
variaveis dispostas nas colunas para cada multinomial e maiusculas
indicam diferencas entre as linhas.

Tabela 2. Distribuicao de frequencias quanto a especie de animal
utilizada em pesquisa e seu respectivo metodo de eliminacao
(N=11/11).

Especie          n (%)    Metodo de eliminacao        n (%)

Rato             5 (45)   Mecanico (Decapitacao,     3 (27)
                            Deslocamento cervical)    1 (9)
                            Quimico (Sobredosagem
                            de anestesico)
Peixe            4 (36)   Mecanico (Decapitacao,     4 (36)
                            seccao de medula)
Camundongo       3 (27)   Quimico (Sobredosagem      2 (18)
  (Mus                      de anestesico)            1 (9)
  musculus)               Mecanico (Deslocamento
                            cervical)
Caranguejo       1 (9)    Mecanico (Congelamento)     1 (9)
Ermitao           1(9)    Mecanico (Congelamento)     1 (9)
Esperanca         1(9)    Quimico (Sobredosagem       1 (9)
  (Tettigonia               de anestesico)
  viridissima)
Gafanhoto        1 (9)    Quimico (Sobredosagem       1 (9)
                            de anestesico)
Grilo            1 (9)    Quimico (Alcool 85%)        1 (9)
Camarao          1 (9)    Mecanico (Congelamento)     1 (9)
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Author:Dourado, Ana Elisa Sales; Lunam, Stelio Pacca Loureiro; Crosignani, Nadia
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Jun 1, 2017
Words:3640
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