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SUPLEMENTACAO DE BICARBONATO DE SODIO EM PRATICANTES DE MUSCULACAO.

INTRODUCAO

No corpo humano ocorrem diversas reacoes quimicas essenciais para o bom funcionamento do organismo. Estas reacoes sao dependentes de condicoes que as favorecam, e uma delas e o potencial hidrogenionico (pH) dos liquidos extracelulares.

Este potencial e finamente regulado, podendo variar de 7,35 a 7,4. Para que isso aconteca, o corpo mantem em controle constante a quantidade de ions hidrogenio ([H.sup.+]) presentes nos liquidos extracelulares, por meio dos sistemas tampao, como o sistema bicarbonato, responsavel por neutralizar os [H.sup.+] (Guyton e Hall, 2006).

Ao se executar um exercicio fisico de moderada a alta intensidade, e possivel que aconteca a diminuicao do pH muscular e sanguineo, pois aumenta-se a producao de lactato e de ions [H.sup.+], que sao responsaveis pela acidificacao do meio. Isto ocorre pelo maior recrutamento do sistema anaerobio latico para producao de energia, pelo esgotamento do sistema Adenosina Trifosfato - Creatina Fosfato (ATP-CP) e pela incapacidade de atender a demanda energetica do sistema aerobio. Com o aumento na concentracao de [H.sup.+] no musculo, a atividade da enzima fosfofrutoquinase (PFK) diminui que, por sua vez, ira limitar a glicolise e, consequentemente, a producao energetica; e pode tambem interferir na contracao muscular por reduzir o efluxo de Calcio ([Ca.sup.++]) e diminuir sua ligacao a troponina, evento esse essencial para a contracao (Powers e Howley, 2014).

A suplementacao de bicarbonato de sodio (Na[HCO.sub.3]) age reduzindo os ions [H.sup.+] do meio extracelular por meio do tamponamento, promovendo o efluxo deste ion do meio intracelular para o meio extracelular, diminuindo assim a acidez e, consequentemente, a fadiga muscular (Pithon-Curi, 2013).

Segundo Felippe e colaboradores (2013) este fato ocorre porque a membrana da celula muscular e impermeavel ao Bicarbonato ([HCO.sub.3.sup.-]), fazendo com que ocorra a saida para o meio extracelular dos ions [H.sup.+].

Segundo Kenney, Wilmore e Costill (2013), a alcalinizacao do meio extracelular causada pela maior presenca do Na[HCO.sub.3] ativa um transportador de membrana sensivel a alteracao no pH sanguineo, que ira transportar o lactato gerado pelo exercicio mais rapidamente do interior do musculo a corrente sanguinea, diminuindo assim a acidez intracelular.

Segundo Messonnier e colaboradores (2012) este transportador e denominado Transportador Monocarboxilato (MCT), com duas isoformas (MCT1 e MCT4), que sao responsaveis pela saida de 70% a 80% de lactato e de 70% a 75% de [H.sup.+] para fora da celula, que ocorrem em cotransporte.

As doses de Na[HCO.sub.3] utilizadas nos estudos para avaliacao da melhora no desempenho variam de 0,2 a 0,5 g/kg de massa corporal, sendo mais frequentemente adotada a dosagem de 0,3 g/kg de massa corporal.

Doses maiores que 0,5 g/Kg de massa corporal apresentam mais colaterais do que beneficios, por isso nao sao utilizadas (Mcnaughton, Siegler e Midgley, 2008).

Segundo Krustrup, Ermidis e Mohr (2015) e Marriott, Krustrup e Mohr (2015), a suplementacao de Na[HCO.sub.3] mostra-se capaz de melhorar o desempenho de atletas em esportes caracterizados pelo exercicio intermitente.

Muitos estudos reforcam a eficacia da suplementacao de Na[HCO.sub.3] no exercicio, entretanto, poucos foram aplicados a praticantes comuns de musculacao.

Sendo assim, o presente estudo visa contribuir para reforcar a aplicabilidade do bicarbonato de sodio aos praticantes de musculacao e, com base nessa justificativa, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da suplementacao de Na[HCO.sub.3] no desempenho fisico de praticantes de musculacao.

MATERIAIS E METODOS

Estudo transversal, realizado com quatro praticantes de musculacao de Barra do Pirai, Rio de Janeiro, Brasil. Os praticantes eram maiores de dezoito anos, que aceitaram participar de forma espontanea por meio da assinatura do termo de consentimento, e que nao faziam uso de nenhum medicamento, nao tinham nenhum problema previo de saude e nao possuiam alguma contraindicacao a utilizacao do Na[HCO.sub.3].

Os participantes tiveram a percepcao subjetiva de esforco (PSE) e o lactato sanguineo aferidos em dois momentos. No primeiro dia de teste ([T.sup.1]) nao foi administrada suplementacao, e foram coletados os dados de peso (kg) e estatura (m). Na segunda avaliacao ([T.sup.2]), ocorrida dois dias apos o [T.sup.1], a suplementacao foi administrada, 24 horas e 60 minutos antes dos testes diluida em 500 ml de agua; e os participantes foram orientados a manter a alimentacao normalmente, principalmente a refeicao pre-treino em ambos os dias de testes. A suplementacao de Na[HCO.sub.3] foi calculada a 0,3 g/kg de massa corporal (comumente utilizado segundo a literatura) disposta em saches contendo aproximadamente 10g de maltodextrina para conferir sabor ao produto e amenizar os efeitos colaterais.

Foram analisadas as concentracoes de lactato apos o treinamento usando lactimetro da marca Accutrend[R] Plus Roche, e tiras reagentes Accusport BM-Lactate. O teste de percepcao subjetiva de esforco foi adaptado de Borg (1982).

Os dados estao expressos como media [+ or -] desvio padrao (DP). As medias dos valores de lactato, PSE obtidos foram comparados antes e depois por meio do teste t para dados pareados, com auxilio do programa SPSS Statistcs 23.0 considerando significancia de p<0,05. A pesquisa foi aprovada pelo Comite de Etica em Pesquisa em Seres Humanos (CoEPS), do Centro Universitario de Volta Redonda, segundo CAAE no: 79093817.6.0000.5237.

RESULTADOS

Foram incluidos no estudo quatro participantes, porem, houve a exclusao do participante tres, pois nao conseguiu seguir o protocolo previamente determinado. Com isso foram analisados tres participantes com seus dados expressos na Tabela 1.

A idade teve media de 21,67 [+ or -] 2,52 anos, o peso teve media de 82,93 [+ or -] 21,71 kg e o indice de massa corporal (IMC) teve media de 27,09 [+ or -] 5,22 kg/[m.sup.2].

No [T.sup.1] a finalidade foi registrar o resultado de cada participante sem a suplementacao, que estao expressos na tabela 2. A media do lactato sanguineo foi de 4,45 [+ or -] 1,3 mmol/L e media na PSE de 5,75 [+ or -] 1,26.

A tabela 3 apresenta os resultados no [T.sup.2]. Em relacao a concentracao de lactato sanguineo, observou-se uma media de 8,03 [+ or -] 2,04 mmol/L e, em relacao a PSE, a media dos resultados foi de 4,67 [+ or -] 0,58.

Ao compararmos os 2 momentos de cada participante (Tabela 4), observa-se aumento nas concentracoes de lactato sanguineo de todos os participantes, com destaque para o participante 2 (+ 164%).

Tambem ocorreu variacao da PSE, onde apenas o participante 1 nao apresentou declinio, permanecendo com o mesmo nivel em ambos momentos. Mesmo observando alteracoes nos valores entre o [T.sup.1] e o [T.sup.2], a diferenca das medias nao foi significativa (p = 0,82).

DISCUSSAO

A dosagem de lactato como indicador de fadiga muscular na musculacao e um indicador importante, visto que segundo Junior (2016), os exercicios resistidos sao passiveis da producao deste metabolito, que por sua vez ira desencadear os efeitos ja citados neste estudo.

Os niveis de lactato na normalidade giram em torno de 1,2 mmol/L segundo Guyton e Hall (2006), e segundo Kenney, Wilmore e Costill (2013), os niveis de lactato sanguineo podem chegar ate 25 mmol/L mediante estimulo do exercicio, o que demonstra que os resultados encontrados estao de acordo com o preconizado pela literatura, visto que nao foi dada nenhuma suplementacao.

Quando se fala em fadiga periferica, a primeiro momento deve-se considerar o esgotamento das reservas de glicogenio, o que ira gerar um deficit na producao energetica e, consequente, queda no desempenho. Porem, deve-se tambem associa-la ao acumulo de metabolitos no meio intracelular, como lactato e ions [H.sup.+], estes quais irao causar queda no pH e acidose metabolica (Rossi e Tirapegui, 1999).

A concentracao de lactato sanguineo pode variar de acordo com o individuo, mas a concentracao tende a se equilibrar naturalmente em atividades de capacidades aerobicas leves a moderadas. Outrossim, em analises feitas com pessoas que nao costumam praticar exercicio, a capacidade de depuracao do lactato sanguineo se limita, sendo a explicacao mais classica para esse acumulo, a ocorrencia de hipoxia gerada pela baixa capacidade respiratoria.

A capacidade de liberar [H.sup.+] para a cadeia de transporte de eletrons e ultrapassada pela diminuicao de oxigenio fazendo com que o piruvato capture esses ions, aumentando a producao de acido latico. Tambem e consolidado que quanto maior a intensidade do exercicio, maior sera a producao de lactato (Mcardle, Katch e Katch, 2016).

Driller e colaboradores (2012), dividiram 8 ciclistas masculinos bem treinados em 3 grupos: 1) ingestao aguda de Na[HCO.sub.3] (90 minutos antes com 0,3 g/Kg), 2) ingestao cronica (3 dias antes com 0,4 g/Kg de Na[HCO.sub.3]) e 3) placebo e, ao submete-los a um teste fisico feito em uma bicicleta ergometrica, encontraram resultados semelhantes, onde o lactato sanguineo se elevou apos a intervencao, sendo essa elevacao mais acentuada na administracao aguda do suplemento.

Em ambos os grupos suplementados houve melhora no rendimento fisico. Aquino, Navarro e Navarro (2009), tambem obteve melhora no desempenho de corredores de meio de fundo, suplementando Na[HCO.sub.3] a 0,3 g/Kg de massa corporal, paralelamente ao aumento das concentracoes de lactato sanguineo.

Essa elevacao pode ser explicada pelo aumento de [HCO.sub.3.sup.-] sanguineo, que promove a ativacao do cotransportador de membrana capaz de aumentar o efluxo de [H.sup.+] e lactato para o meio extracelular, diminuindo sua concentracao no meio intracelular. Esta situacao e corroborada em revisoes feitas por Mendes e Musse (2006), Messonier e colaboradores (2007) e Mendes (2009).

Porem Robergs e colaboradores (2005) ao realizarem um estudo com 12 homens competidores de ciclismo, analisando o pH sanguineo, as concentracoes de lactato e [HCO.sub.3.sup.-] no sangue e a melhora na performance, acharam o mesmo aumento do estimulo de efluxo do lactato intracelular frente a suplementacao de Na[HCO.sub.3], em comparacao com o grupo placebo, porem nao houve melhora na performance do grupo suplementado com bicarbonato de sodio em comparacao com o grupo nao suplementado.

O presente estudo tambem mostrou um efeito inverso, onde a concentracao de lactato sanguineo aumentou e a PSE diminuiu nos participantes 2 e 4; e no participante 1 a PSE permaneceu estabilizada.

O aumento na concentracao de lactato e a reducao da PSE pode ser explicado por uma melhora no desempenho dos mesmos, semelhantes aos encontrados por Carr e colaboradores (2013), que submeteram 12 homens divididos em 2 grupos (0,3 g/Kg de Na[HCO.sub.3] e placebo) a exercicios de agachamento, leg press inclinado e extensao de joelho para determinar pH, bicarbonato, lactato e excesso de bases no sangue, encontrando aumento no desempenho do exercicio resistido, aumentando o numero total de repeticoes dos exercicios, assim como um aumento nos niveis sanguineos de lactato.

Segundo os autores, a suplementacao de Na[HCO.sub.3] aumentou a performance e o numero de repeticoes, citando 3 possiveis causas para isso. Uma seria a explicacao ja dada pelos estudos supracitados; a segunda poderia ser um aumento na producao de metabolitos, como o lactato e, consequente, aumento no seu transporte para fora da celula. A ultima possivel causa seria a reducao na remocao do lactato sanguineo pelos tecidos corporais, aumentando da lacticemia (Carr e colaboradores, 2013).

Segundo revisao feita por Nakamura, Moreira e Aoki (2010), a PSE se reflete fiel ao treinamento de forca, ou seja, quanto maior o esforco impresso no treino, a percepcao ira acompanhar este efeito. Portanto e correto dizer que embora o lactato dos participantes tenha sido alterado para cima, sua PSE reflete um menor esforco frente ao treinamento, sugerindo um aumento no desempenho apos a suplementacao.

Vale ressaltar que, apesar do numero pequeno de participantes, nenhum deles relatou efeitos colaterais com a suplementacao, e que ao contrario da suplementacao ser considerada de dificil aceitacao quando administrada em forma de po e diluicao em liquidos, os participantes tiveram uma boa aceitacao, provavelmente pelo seu metodo de fabricacao, onde foi incluido junto ao Na[HCO.sub.3], uma porcao de maltodextrina.

Situacao essa tambem encontrada por Franca e colaboradores (2015), que ao suplementarem 5 homens com 5g de Na[HCO.sub.3] em capsulas, 4 vezes ao longo do dia com adicao de 1,5 mg/Kg de carboidrato, e submete-los a um protocolo de saltos, obtiveram melhora no rendimento dos participantes juntamente com ausencia de desconforto no trato gastrointestinal.

CONCLUSAO

Ja e consolidado na literatura que a suplementacao de bicarbonato de sodio na concentracao de 0,3 g/kg de massa corporal e eficaz em melhorar o desempenho de atletas de diversas modalidades esportivas, porem, ha escassez de pesquisas relacionadas ao treinamento de resistencia.

O presente estudo, embora com suas limitacoes metodologicas, mostrou que a suplementacao de Na[HCO.sub.3] desempenhou o papel de agente alcalinizante intracelular, visto que aumentou a saida de lactato para o meio extracelular, e que consequentemente pode ter ocasionado a saida de ions [H.sup.+], visto que o transporte de lactato ocorre em cotransporte com o hidrogenio.

A suplementacao parece ter influenciado na diminuicao da percepcao subjetiva de esforco de dois participantes, o que demonstra uma ligeira melhora no desempenho, possivelmente pelo seu efeito alcalinizante que atenuou a fadiga muscular.

Conclui-se que a suplementacao de bicarbonato de sodio nos participantes deste estudo agiu elevando a concentracao de lactato sanguineo e diminuindo a percepcao subjetiva de esforco.

Ressalta-se tambem que nenhum participante relatou algum dos efeitos colaterais descritos em outras pesquisas, sendo necessarias novas pesquisas para evidenciar se a adicao de maltodextrina pode de fato minimizar estas adversidades

relatadas. Por fim, mesmo consolidado na literatura, faz-se necessario a realizacao de mais estudos acerca da eficacia do bicarbonato de sodio nos exercicios resistidos.

REFERENCIAS

1-Aquino, D.C.; Navarro, A.C.; Navarro F. Os efeitos do bicarbonato de sodio na concentracao de lactato e na performance de corredores de meio-fundo e fundo. Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio. Sao Paulo. Vol. 3. Num. 16. 2009. p. 412-424. Disponivel em: <http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/188/191>

2-Borg, G.A.V. Psychophysical bases of perceived exertion. Medicine and Science in Sports and Exercise. Stockholm. Vol. 14. Num. 5. 1982. p. 377-381.

3-Carr, B.M.; Webster, M.J.; Boyd, J.C.; Hudson, G.M.; Scheett, T.P. Sodium bicarbonate supplementation improves hypertrophy-type resistance exercise performance. European journal of applied physiology. Vol. 113. Num. 3. 2013. p. 743-752.

4-Driller, M.W.; Gregory, J.R.; Williams, A.D.; Fell, J.W. The effects of serial and acute Na[HCO.sub.3] loading in well-trained cyclists. The Journal of Strength & Conditioning Research. Vol. 26. Num. 10. 2012. p. 2791-2797.

5-Felippe, L.C.; Araujo, G.G.; Bertuzzi, R.; Silva, A.E.L. Efeito da ingestao de bicarbonato de sodio no desempenho em exercicios intermitentes de alta intensidade: uma revisao sistematica. Revista Acta Brasileira do Movimento Humano. Vol. 3. Num. 2. 2013. p. 19-42.

6-Franca, E.; Xavier, A.P.; Dias, I.R.; Andrade, I.A.; Correa, S.C.; Caperuto, E.C. Co-ingestao Fracionada de bicarbonato de sodio e carboidrato aumenta a performance sem desconforto gastrointestinal. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Vol. 9. Num. 53. 2015. p. 437-446. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/568>

7-Guyton, A.C.; Hall, J.E. editors. Tratado de fisiologia medica. Rio de Janeiro. Elsevier. 2006. p. 1176.

8-Junior, G.A.O. Avaliacao dos efeitos do uso de bicarbonato de sodio no lactato sanguineo ao realizar exercicio de agachamento. Trabalho de Conclusao de Curso. UniCEUB. Brasilia. 2016.

9-Kenney, W.L.; Wilmore, J.H.; Costill, D.L. Fisiologia do Esporte e do Exercicio. Manole. 2013. p. 620.

10-Krustrup, P.; Ermidis, G.; Mohr, M. Sodium bicarbonate intake improves high-intensity intermittent exercise performance in trained young men. Journal of the International Society of Sports Nutrition. Vol. 12. Num. 1. 2015. p. 25.

11-Marriott, M.; Krustrup, M.; Mohr, M. Ergogenic effects of caffeine and sodium bicarbonate supplementation on intermittent exercise performance preceded by intense arm cranking exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition. Vol. 12. Num. 1. 2015. p. 13.

12-Mcardle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V.L. Fisiologia do exercicio: nutricao, energia e desempenho humano. Rio Janeiro. Guanabara Koogan. 2016. p 1455.

13-McNaughton, L.R.; Siegler, J.; Midgley, A. Ergogenic effects of sodium bicarbonate. Current sports medicine reports. Vol. 7. Num. 4. 2008. p. 230-236.

14-Mendes, N.M.C. Efeito ergogenico da suplementacao de bicarbonato de sodio em atletas de alto rendimento. Universidade do Porto. Porto. 2009.

15-Mendes, F.S.; Musse, R. Efeitos da suplementacao de bicarbonato de sodio, nos niveis de lactato sanguineo, em praticantes de musculacao. Trabalho de Conclusao de Curso. Universidade Gama Filho. Sao Paulo. 2006.

16-Messonnier, L.; Kristensen, M.; Juel, C.; Denis, C. Importance of pH regulation and lactate/H+ transport capacity for work production during supramaximal exercise in humans. Journal of applied physiology. Vol. 102. Num. 5. 2007. p. 1936-1944.

17-Nakamura, F.Y.; Moreira, A.; Aoki, M.S. Monitoramento da carga de treinamento: a percepcao subjetiva do esforco da sessao e um metodo confiavel?. Revista da Educacao Fisica/UEM. Maringa. Vol. 21. Num. 1. 2010. p. 1-11.

18-Pithon-Curi, T.C. Fisiologia do Exercicio. Rio de janeiro. Guanabara Koogan. 2013. p. 354.

19-Powers, S.K.; Howley, E.T. Fisiologia do Exercicio: Teoria e Aplicacao ao Condicionamento e ao Desempenho. Bareuri. Manole. 2014. p. 372.

20-Robergs, R.; Hutchinson, K.; Hendee, S.; Madden, A.; Siegler, J. Influence of pre-exercise acidosis and alkalosis on the kinetics of acid-base recovery following intense exercise. International journal of sport nutrition and exercise metabolism. Vol. 15. Num. 1. 2005. p. 59-74.

21-Rossi, L.; Tirapegui, J. Aspectos atuais sobre exercicio fisico, fadiga e nutricao. Revista Paulista de Educacao Fisica. Sao Paulo. Vol. 13. Num. 1. 1999. p. 67-82.

Erico dos Santos Motta (1)

Elton Bicalho de Souza (1)

(1-)Centro Universitario de Volta Redonda-UniFOA, Volta Redonda-RJ, Brasil.

E-mail dos autores:

elton.souza@foa.org.br

ericosmotta@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Elton Bicalho de Souza

Avenida Paulo Erlei Alves Abrantes, 1325.

Tres Pocos, Volta Redonda - RJ.

CEP: 27240-560.

Recebido para publicacao em 22/03/2018

Aceito em 02/05/2018
Tabela 1 - Perfil antropometrico dos participantes.

Variavel                 Participante 1  Participante 2  Participante 4
Sexo                     Masculino       Feminino        Masculino

Idade (anos)                24              19             22
Peso (kg)                 98,3            58,1           92,4
Indice de Massa          29,68           21,08          30,52
Corporal (kg/[m.sup.2])

Tabela 2 - Lacticemia e PSE dos participantes antes da intervencao.

                  Participante 1  Participante 2  Participante 4

Lactato (mmol/L)  6,3             3,6             3,5
PSE (*)             4               6               7

Legenda: (*) PSE = Percepcao Subjetiva de Esforco.

Tabela 3 - Lacticemia e PSE dos participantes apos suplementacao.

                  Participante 1  Participante 2  Participante 4

Lactato (mmol/L)  8,9             9,5             5,7
PSE (*)             4               5               5

Legenda: (*) PSE = Percepcao Subjetiva de Esforco.

Tabela 4 - Comparacao de Lacticemia e de PSE antes e apos suplementacao.

                Lactato (T0)  Lactato (T1)    %   PSE (T0)  PSE (T1)

Participante 1  6,3           8,9            41%  4         4
Participante 2  3,6           9,5           164%  6         5
Participante 4  3,5           5,7            63%  7         5
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Author:dos Santos Motta, Erico; de Souza, Elton Bicalho
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Nov 1, 2018
Words:3528
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