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SOCIOECONOMIC PROFILE OF CONSUMERS OF RESTAURANTS AS REGARDS ORGANIC PRODUCTS: A COMPARATIVE ANALYSIS/PERFIL SOCIOECONOMICO DOS CONSUMIDORES DE RESTAURANTES EM RELACAO A VALORIZACAO DE PRODUTOS ORGANICOS: UMA ANALISE COMPARATIVA/PERFIL SOCIO-ECONOMICO DE LOS CONSUMIDORES DE RESTAURANTES EN RELACION A LA VALORACION DE PRODUCTOS ORGANICOS: UN ANALISIS COMPARATIVO.

INTRODUCAO

A alimentacao tem como funcao biologica fornecer ao corpo as substAncias indispensaveis para sua subsistencia (Lima, 2012). Com o passar do tempo, o sustento dos individuos deixou de ser meramente uma necessidade instintiva de sobrevivencia e passou a se tornar, tambem, uma fonte de desejo e um meio de socializacao para a satisfacao da propria especie humana (Angnes & Moyano, 2013). O ato de alimentar-se e um processo consciente e voluntario que se ajusta a diferentes normas, segundo cada cultura, e por meio do qual o ser humano e socializado desde o seu nascimento (Lima, 2012).

No passado, o ato de se alimentar remetia ao habito de restaurar as forcas. Assim surgiram os primeiros restaurantes, que serviam um caldo regenerativo. Com o passar do tempo, esses locais tambem passaram a ser espacos sociais urbanos (Spang, 2003). Nesses espacos, sao representados os estilos de vida contemporAnea, acompanhados de inumeros significados sociais, culturais e simbolicos (Finkelstein, 1989).

Nesse interim, sair de casa para comer pode expressar a vontade individual de interagir socialmente, ou seja, uma forma de o individuo se apresentar perante a sociedade e de reforcar seus lacos sociais (Heck, 2004). Por outro lado, tambem pode simbolizar a nova dinAmica da sociedade, que, devido as mudancas no estilo de vida, passou a "terceirizar os servicos domesticos" (Rebelato, 1997).

Nesse contexto, o segmento de refeicoes fora do lar (food service) tem adquirido dimensao e importancia relevantes nas sociedades posindustriais (Lima, 2012).

No Brasil, refeicoes em restaurantes representam 20% dos gastos com alimentacao, chegando a quase 30% em familias de baixa renda. Dados da Associacao Brasileira da Industria de Alimentos aduzem que o crescimento medio anual do mercado de food service e de 14,7% (Datamark, 2014).

Na atualidade, alem desses aspectos, outros tem modificado os habitos das pessoas acerca da alimentacao. Gracas ao avanco da tecnologia, a populacao tem cada vez acesso mais abrangente a informacao, compondo-se de maior quantidade, de melhor qualidade e de forma mais rapida e economica. Isso tem gerado um consumidor cada vez mais informado e exigente nos mais diversos aspectos (Krein, Abicht & Ceolin, 2014), inclusive em consumir produtos que nao agridam a saude e o meio ambiente (Duran & Bergamini Puglia, 2007), como e o caso dos alimentos organicos.

Esses alimentos provem de um sistema de producao diferenciado, capaz de manter a conservacao dos solos, a biodiversidade e a integridade dos ecossistemas, tendo um valor agregado que resulta em custos mais elevados, o que os impede de competir em precos com os alimentos convencionais (Terrazzan & Valarini, 2009). Em varias pesquisas (Terrazzan & Valarini, 2009; Poulston, Yau & Yiu, 2011; Figueiro et al., 2012; Bertolini et al., 2013) os alimentos organicos foram apontados como mais caros.

A opcao por alimentos mais nutritivos, provenientes de sistemas de producao mais saudaveis, como os metodos de producao de organicos, e uma tendencia que vem se fortalecendo ao longo dos anos (Escola & Laforga, 2007).

O consumo de alimentos organicos vem assumindo novas proporcoes, associado a busca por uma alimentacao saudavel e segura, bem como pela preocupacao com o impacto da atividade produtiva no meio ambiente. Contudo, ha dificuldades em dimensionar o tamanho e a evolucao desse mercado, fato que demanda estudos para conhecer o perfil desse consumidor especifico (Rezende, 2006; Padilla-Bernal, Perez-Veyna, 2008; Lacaze, 2009).

Ao se tratar de alimentos organicos, bem como do food service, varios estudos ja contemplam esses temas, contudo, a partir de uma revisao bibliografica, verificou-se que apenas tres analisaram os aspectos ligados ao consumo de alimentos organicos em restaurantes.

Poulston, Yau e Yiu (2011) procuraram obter informacoes por meio de proprietarios de restaurantes, sobre o conceito de "jantar orgAnico" e suas motivacoes percebidas para se inserirem no setor de fornecimento de alimentos organicos. Constataram os autores que as motivacoes se deram por conta da possibilidade de obtencao de lucros, a partir da prestacao de servicos com produtos diferenciados, enquanto outros atribuem as suas crencas ambientais os motivos pelos quais optaram por esse setor.

Sob outra otica, Debastiani et al. (2014), ao utilizarem o modelo de analise de investimento para a fabricacao de produtos ecologicamente corretos de Bertolini, Rojo e Lezana (2012), avaliaram a viabilidade financeira da substituicao do cardapio de saladas oferecidas no bufe de dois restaurantes de uma rede de supermercados por outro oportunamente oferecido com base em saladas de origem orgAnica. Sobre essa analise de investimento ou de estrategia, a pesquisa apurou que os clientes se declaravam favoraveis a mudanca de cardapio, porem, o valor que se dispunham a pagar a mais por esse beneficio nao seria suficiente para cobrir o aumento nos custos que essa alteracao ocasionaria, ou seja, a substituicao demonstrou-se inviavel.

Adicionalmente, outro estudo que utilizou o modelo de Bertolini, Rojo e Lezana (2012) foi realizado por Thomas e Johann (2014), quando investigaram a viabilidade da estrategia na substituicao do cardapio de saladas oferecidas em um restaurante por outro de origem orgAnica. A pesquisa demonstrou que os clientes desse estabelecimento se declararam favoraveis a substituicao desse cardapio, bem como estariam dispostos a pagar um valor maior por sua alimentacao que contivesse essa caracteristica ecologica. Essa disponibilidade era suficiente para absorver o aumento nos custos dos alimentos, por parte do restaurante, propiciando ainda incremento na lucratividade, portanto, viavel naquela realidade investigada.

A essa incipiente literatura que vincula produtos organicos e restaurantes, o presente estudo busca se agregar, avancando no conhecimento ao responder a seguinte questao: Qual e a diferenca do perfil socioeconomico entre os consumidores que valorizam e os que nao valorizam os produtos organicos em restaurantes? Como proposito de pesquisa, nesse contexto, objetiva-se analisar comparativamente o perfil socioeconomico dos consumidores que valorizam e o dos que nao valorizam produtos organicos em restaurantes de uma rede de supermercados de grande porte localizada no Estado do Parana.

Ressalta-se a importAncia deste trabalho, uma vez que nao existem, ate o momento, estudos sobre a tematica proposta.

REVISAO DE LITERATURA

Este topico aborda as tematicas relacionadas ao estudo, contemplando o mercado de food service, os alimentos organicos e o consumidor de alimentos organicos.

O MERCADO DE FOOD SERVICE

Antes do seculo XIX, a palavra "restaurante" transmitia a ideia de algo regenerativo. Na Franca, as pessoas tinham o habito de se sentar no restaurante, debilitadas, e pedir um caldo para restaurar as forcas (Spang, 2003).

A utilizacao moderna do termo surgiu com a abertura do primeiro estabelecimento publico em Paris, no ano de 1765. Atualmente, restaurante e entendido como um lugar em que se servem refeicoes avulsas a certo numero de pessoas (Spang, 2003).

No Brasil, o instituto teve inicio com a chegada da familia real, em 1808, tendo, a epoca, forte predominAncia da gastronomia portuguesa e influencia da culinaria indigena, alem de receitas de imigrantes europeus e asiaticos (Leal, 2008).

Desde entao, vem sendo observadas mudancas no padrao alimentar dos brasileiros quanto ao local onde sao feitas as refeicoes e tipos de preparacoes consumidas (Monteiro et al., 2010).

De acordo com Canizal (2010), muitos elementos incidem sobre a demanda da alimentacao fora do lar, como: evolucao demografica e os movimentos migratorios; os estilos de vida segundo a idade; condicao social; a estrutura dos lares, com familias classicas sendo substituidas por um unico responsavel pela casa; alem do preco e da qualidade dos alimentos.

Reforcando esse entendimento, Lima-Filho et al. (2010) apontam que os motivos individuais de decisao de trocar o preparo da refeicao em casa pela comida servida em restaurante podem ser resumidos em: conveniencia de tempo e esforco, sociabilizacao, variedade de alimentos e celebracao em ocasioes especiais. Esses novos habitos tem sido observados no aumento da despesa media mensal com alimentacao fora do domicilio, especialmente em restaurantes que oferecem refeicoes rapidas (Bleil, 1998; Bezerra & Sichieri, 2010).

Segundo a Abia--Associacao Brasileira das Industrias de Alimentacao, o segmento vem crescendo de forma consistente, a taxa media de 14,7% ao ano, valor mais expressivo que os apresentados pelo canal de varejo alimentar (10,8%) e tres vezes superior ao aumento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro nos ultimos cinco anos. Em 2013, o consumo alimenticio da populacao brasileira feito fora de casa foi de 32,9%. Em 1995, esse numero era de 19%, o que demonstra um crescimento vertiginoso e solido e que aponta, outrossim, para o potencial de desenvolvimento desse mercado, que faturou, em 2013, R$ 116,5 bilhoes (Datamark, 2014).

ALIMENTOS ORGANICOS

A agricultura orgAnica e uma forma sustentavel de producao, pois, dentre outros fatores, promove e estimula a biodiversidade, os ciclos biologicos e a atividade biologica de solo. Baseiase, nao obstante a isso, no uso minimo de insumos externos e em metodos que recuperam, mantem e promovem a harmonia ecologica. Considera, ainda, a propriedade agricola como uma unidade, ou seja, como um organismo, em que o solo, a planta, o animal e o homem interagem harmoniosamente com o meio ambiente, e procura o equilibrio entre todos os seres vivos do ecossistema das plantas cultivadas e o desenvolvimento da vida do solo (Graziano et al., 2006).

Em razao desse modo de producao, os alimentos organicos sao considerados mais saudaveis do que os alimentos convencionais (Radman, 2005).

Os alimentos organicos trazem beneficios a saude e a qualidade de vida, alem de preservarem os ecossistemas naturais. Eles configuram uma opcao equilibrada e consciente nao apenas a quem preza o ato exclusivo de se alimentar, mas tambem aqueles que se preocupam com toda a cadeia produtiva do alimento ate que este chegue a sua mesa (Darolt, 2000).

No Brasil, embora o consumo de alimentos organicos seja menor e o mercado, menos desenvolvido do que o europeu e o norte-americano (Rodrigues et al., 2010), vem crescendo consideravelmente (Terrazzan & Valarini, 2009).

Nao existem testes cientificos que atestem se um alimento e ou nao cultivado organicamente (Poulston, Yau & Yiu, 2011) e nao se pode visualizar a diferenciacao no produto, visto que a diferenca ocorre durante o processo produtivo (Rodrigues et al., 2010). Por esses motivos, os controles se concentram no Ambito da producao.

Assim sendo, para que um alimento seja considerado orgAnico, precisa receber um selo de certificacao que identifica a procedencia do produto e atesta que as praticas de cultivo sao livres de fertilizantes quimicos ou de agrotoxicos (Denobile, 2005; Poulston, Yau &Yiu, 2011; Terrazzan & Valarini, 2009).

Poulston, Yau e Yiu (2011) afirmam que os que se preocupam com o meio ambiente, com o bem-estar e com a saude tem, nos alimentos organicos, uma alternativa adequada de consumo.

Essa nova percepcao do consumidor vem aumentando o consumo de alimentos organicos em diversas partes do mundo (Gil, Garcia & Sanchez, 2000; Poulston, Yau & Yiu, 2011; Terrazzan & Valarini, 2009).

No Brasil, o setor de organicos fechou o ano de 2014 com faturamento em torno de R$ 2 bilhoes e, em 2015, deve avancar entre 25% e 30% (Organicsnet, 2015).

O CONSUMIDOR DE ALIMENTOS ORGANICOS

Sabe-se que as atitudes dos consumidores sao fortemente influenciadas pela sua experiencia pessoal, pela familia, pelos amigos e pelo marketing direto e comunicacao de massa. As decisoes de compra, vale destacar, tambem podem ser influenciadas pela idade, por caracteristicas pessoais, pelo estagio no ciclo de vida, pela ocupacao, pela situacao economica, pela personalidade, pela autoimagem, pelo estilo de vida e pelos valores de cada um. A analise dos fatores pessoais busca entender cada um desses aspectos tao importantes do comportamento do consumidor (Kotler & Keller, 2006).

Assim, verifica-se que o comportamento do consumidor de alimentos esta diretamente ligado ao seu perfil, a sua cultura e a sua realidade economica. Esse comportamento tambem e influenciado pelo valor que esse individuo possui sobre a variavel ambiental (Bertolini et al., 2013).

Influenciados pelas modificacoes que ocorrem no setor agroalimentar, ocasionados pelo uso indiscriminado de agrotoxicos, de fertilizantes e de sementes modificadas geneticamente, os consumidores de alimentos organicos passaram a estabelecer uma relacao entre saude, alimentacao e preocupacao ambiental (Hoefkens et al., 2009).

Do ponto de vista dos estudos do consumo, a escolha por produtos organicos parece refletir tanto o aumento da demanda por alimentos saudaveis quanto a ampliacao de um discurso e de uma proposta que estimulam a incorporacao de dimensoes eticas, sociais e ambientais nas escolhas alimentares (Portilho, 2005; Portilho, Carneiro & da Cunha Galindo, 2010).

No que se refere especificamente ao consumidor de alimentos organicos, Canavari et al. (2002) mencionam que as necessidades por alimentos seguros tem se incrementado nos ultimos anos.

Com a importAncia que os alimentos ocupam no dia a dia das pessoas, diversos aspectos podem ser esclarecidos a partir do entendimento desse consumo alimentar (Casotti, 2002).

Em relacao ao perfil desse consumidor, alguns estudos (Darolt, 2001; Francisco et al., 2009; Lima, 2010) tem demonstrado uma predominancia de mulheres entre os consumidores ou potenciais de produtos organicos. Outros estudos (Brandenburg, 2002; Cuenca et al., 2007; Francisco et al., 2009) revelam uma relacao positiva entre a escolaridade e a valorizacao de produtos organicos. Ha tambem estudos (Rucinski & Brandenburg, 2002; Francisco et al., 2009; Sebrae, 2012) em que se observa que o maior consumo de alimentos organicos esta relacionado a pessoas com maior poder aquisitivo. Ha ainda a relacao positiva entre idade e valorizacao de produtos organicos, como apresentado nos estudos de Brandenburg (2002) e Moraes et al. (2015).

Desse modo, e relevante que as empresas que comercializam produtos organicos verifiquem o perfil dos seus clientes e o quanto estes valorizam a oferta desses produtos (Bertolini et al., 2013). A busca pelas informacoes junto aos consumidores contribui com a implantacao de estrategias (Kotler & Keller, 2006).

METODO E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA

Os componentes metodologicos retratam o conjunto de instrumentos que servem de aporte para o criterio epistemologico da pesquisa, bem como refletem os processos de coleta, analise e interpretacao dos resultados.

Nesta secao, sao apresentados os componentes metodologicos adotados para que fossem atingidos os objetivos da pesquisa.

ENQUADRAMENTO METODOLOGICO

Trata-se de um estudo comparativo, com finalidade exploratorio-descritiva, de corte transversal, realizado por meio de levantamento e de abordagem quantitativa dos dados.

De acordo com Gil (2008), um estudo pode ser considerado comparativo quando apresenta a intencao de investigar fenomenos ou fatos, objetivando ressaltar diferencas ou similaridades existentes entre eles.

Quanto aos fins, o estudo e exploratorio, uma vez que esse e o utilizado quando ha pouco conhecimento sobre determinado tema a ser abordado (Aaker, Kumar & Day, 2001), a exemplo do que ocorre nesta pesquisa.

O estudo tambem se caracteriza por ter a finalidade descritiva. De acordo com Gil (2008), as pesquisas descritivas possuem como objetivo a descricao das caracteristicas de uma populacao, de um fenomeno ou de uma experiencia. Assim, o presente artigo se caracteriza dessa maneira por ter como objetivo comparar o perfil socioeconomico dos consumidores que valorizam e o dos que nao valorizam produtos organicos em uma rede de restaurantes.

Os estudos transversais sao feitos uma unica vez e buscam representar o fenomeno em apenas um determinado momento (Churchill, 1999).

Para atender aos objetivos da pesquisa, como instrumento de coleta de dados foi aplicado um survey, frequentemente empregado na concepcao de pesquisas descritivas (Malhotra, 2011).

Quanto a analise dos dados, foi adotada a abordagem quantitativa, usual nos estudos de carater descritivo, que emprega a quantificacao das modalidades de coleta de dados e trata essas informacoes por meio de tecnicas estatisticas para garantir validade as inferencias feitas pelo autor (Malhotra, 2011).

PROCEDIMENTOS DE PESQUISA

Para que fosse possivel a realizacao deste trabalho, foi aplicada uma pesquisa com os consumidores de dois restaurantes de uma rede de supermercados de grande porte localizada no Estado do Parana.

Para assegurar a qualidade dos dados, foram adotados os procedimentos de coleta de dados expostos a seguir. A primeira etapa da pesquisa consistiu no calculo amostral, que foi levantado com base no historico do numero de refeicoes servidas entre os meses de maio de 2013 e maio de 2014, nos restaurantes objetos da pesquisa. No periodo pesquisado, foram servidas 18.130 refeicoes, sendo 59% no restaurante 01 e 41% no restaurante 02. A partir da tabulacao desses dados, determinou-se o numero medio de consumidores atendidos para cada dia da semana em cada restaurante.

Estabeleceu-se o tamanho amostral (n), com erro amostral de 5% pela metodologia proposta por Barbetta, Reis e Bornia (2004), obtendo-se, assim, uma amostra de 392 individuos.

Como foram constatadas diferencas na quantidade de clientes e de atendimentos por restaurante entre o meio e o fim da semana (sabados e domingos), adotou-se a amostragem estratificada proporcional para garantir essa representacao proporcional, o que deu origem ao plano de coleta de dados da Tabela 1.

A coleta de dados foi realizada por meio de questionarios aplicados pelas discentes do Programa de Pos-Graduacao em Administracao--Mestrado Profissional da Universidade Estadual do Oeste do Parana. O publico pesquisado foi de consumidores que almocavam, nos dias 20 e 24 de junho de 2014, no restaurante 01, e nas datas de 18, 20, 21 e 22 de junho de 2014, no restaurante 02, no periodo das 11h00 as 14h00.

As perguntas dos questionarios e suas possiveis respostas foram elaboradas com base na literatura (Bertolini, Rojo & Lezana, 2012). As variaveis incluiam: valorizacao dos produtos organicos, genero, escolaridade, renda familiar e idade. Com relacao a valorizacao dos produtos organicos, o questionario conteve as alternativas: a) sim; b) nao; e c) nao verifico essa caracteristica. Portanto, sera considerado como "nao valoriza" o conjunto das respostas "nao" e "nao verifico essa caracteristica". A fim de construir a base de dados e de elaborar as tabelas que serviram de base para as analises, realizou-se um trabalho sistematico de organizacao dos dados por meio de tabulacao no software Excel.

A etapa seguinte consistiu na realizacao da analise exploratoria dos dados por meio da construcao de tabelas de distribuicao de frequencia e de dupla-entrada, nas quais os cruzamentos entre as variaveis qualitativas foram explorados. Para a tabulacao cruzada foram estudadas duas variaveis em conjunto, buscando identificar se existem influencias entre elas.

Na analise dos dados nao foram encontradas diferencas significativas entre as respostas dos dois restaurantes, motivo pelo qual os resultados sao apresentados em conjunto.

ANALISE DOS DADOS

Nesta secao, realizou-se uma analise descritiva dos dados coletados.

A Tabela 2 tem como objetivo identificar os consumidores que valorizam os produtos organicos e os que nao valorizam ou nao observam essa caracteristica. Essa variavel e utilizada como base para a analise comparativa do perfil socioeconomico.

A Tabela 2 revela que os dados percentuais sao desiguais entre os pesquisados: dos consumidores, 75% valorizam os produtos organicos, enquanto 25% nao valorizam ou nao observam essa caracteristica, o que reforca a afirmacao de Escola e Laforga (2007) de que a valorizacao de alimentos provenientes de metodos de producao mais saudaveis, como os organicos, e uma tendencia que tem se fortalecido.

O passo seguinte foi caracterizar o perfil dos respondentes por genero, escolaridade, renda familiar e idade, para, em seguida, realizar a analise cruzada entre essas caracteristicas socioeconomicas, comparando o perfil dos que valorizam com o dos que nao valorizam produtos organicos.

A Tabela 3 mostra a relacao entre o genero e o publico que valoriza e o que nao valoriza os produtos organicos.

A Tabela 3 demonstra que 59% dos entrevistados sao do genero feminino. Dessa porcentagem, 78% valorizam os produtos organicos, enquanto 22% nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica. Quanto aos entrevistados do genero masculino, estes representam 41% do total de entrevistados, dos quais 71% valorizam os produtos organicos, ao passo que 29% nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica.

O fato de a maioria do publico entrevistado ser do genero feminino pode estar relacionado ao fato de os restaurantes estarem localizados nas dependencias de supermercados. Isso corrobora varios estudos, como, por exemplo, os desenvolvidos por Barbosa (2007), Miller (2002), Trevisan e Casemiro (2009), entre outros, que apontam para o fato de que as mulheres, de maneira geral, influenciam mais na decisao de compra de alimentos do que os homens. Ou seja, em grande parte das familias, a aquisicao de produtos alimenticios e tarefa predominantemente feminina.

Quanto a valorizacao dos produtos organicos tendo como maioria o publico feminino, os resultados aqui obtidos sao coerentes com a pesquisa de Lima et al. (2010), realizada em Sao Joaquim da Barra/SP, na qual a maioria dos consumidores de organicos sao mulheres. Segundo esses autores, isso se da pelo fato de que, alem de serem, na maioria dos casos, responsaveis pela compra mensal dos alimentos, as mulheres tambem se preocupam em adquirir um produto que garanta menor risco alimentar, alem da preocupacao com a saude e a maior qualidade dos alimentos.

Quanto ao grau de escolaridade dos respondentes, constata-se que grande parte da amostra e composta por sujeitos com um alto grau de escolaridade: 70% deles sao portadores de diploma de curso superior, sendo que 35% do total de pesquisados possui curso de pos-graduacao. Em contrapartida, observa-se que somente 3% possuem somente instrucao de ensino fundamental e que 27% possuem apenas o ensino medio (Tabela 4).

No que diz respeito a escolaridade, a analise comparativa entre o publico que valoriza e o que nao valoriza os produtos organicos revelou que quanto mais instruido e o pesquisado, mais ele valoriza os produtos organicos. Por outro vies, verifica-se que o percentual do publico que nao valoriza e maior entre os respondentes que possuem menor grau de instrucao.

O resultado se assemelha aos obtidos por Cuenca et al. (2007) e por Francisco et al. (2009), nos quais se observou que a maioria dos entrevistados possui nivel superior completo ou pos-graduacao.

Brandenburg (2002) explica que o alto grau de instrucao que tende a aparecer nas pesquisas sobre organicos ocorre porque um nivel mais elevado de escolaridade possibilita uma melhor percepcao da articulacao entre consumo alimentar, meio ambiente e saude.

A Tabela 5 explana a relacao entre a renda percebida e o publico que valoriza e o que nao valoriza os produtos organicos.

A Tabela 5 mostra que 26% dos entrevistados tem renda familiar de ate tres salarios minimos. Desse conjunto, 63% valorizam os produtos organicos, enquanto 37% nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica. O grupo de entrevistados que tem renda acima de tres salarios minimos representa 74% do total de entrevistados, dos quais 79% valorizam os produtos organicos e 21% nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica.

Decorrente da analise da Tabela 5 tem-se a inferencia de que os consumidores com renda maior que tres salarios minimos valorizam mais os produtos organicos do que os com menor renda.

O resultado se assemelha aos obtidos por Rucinski e Brandenburg (2002) e por Francisco et al. (2009), em que se observou que o maior consumo de alimentos organicos esta relacionado as pessoas com maior poder aquisitivo. O aumento do poder aquisitivo possibilita o consumo de produtos mais caros e de melhor qualidade, como os produtos organicos (Sebrae, 2012). No entanto, nao se pode afirmar que quanto maior a renda, maior a valorizacao, pois, a partir da estabilizacao da renda superior a tres salarios minimos, o percentual nesta pesquisa se manteve o mesmo.

A Tabela 6 dispoe da relacao entre a idade e o publico que valoriza e o que nao valoriza os produtos organicos.

Considerando-se a idade dos consumidores, constata-se, por meio da Tabela 6, que 67% tem ate 40 anos de idade, dos quais, aproximadamente 71% valorizam os produtos organicos, em detrimento de 29% que nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica. O grupo de entrevistados que tem idade entre 41 e 48 anos representa 16% do total de entrevistados, dos quais 79% valorizam os produtos organicos, enquanto 21% nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica. Para aqueles com mais de 49 anos de idade (17% da amostra pesquisada), 88% valorizam os produtos organicos, contra 12% que nao valorizam ou nao verificam essa caracteristica. De forma geral, a medida que a idade aumenta, aumenta tambem a valorizacao de produtos organicos.

Para Brandenburg (2002), a valorizacao de produtos organicos pelas pessoas de mais idade pode ser explicada pelo maior indice no aparecimento de doencas relacionadas aos habitos alimentares, a exemplo de colesterol, diabetes, pressao alta, entre outras. Nesse sentido, essas pessoas estariam mais suscetiveis a preocupacao com uma dieta alimentar mais saudavel e equilibrada. Outra possivel explicacao apontada pelo autor e a de que esses consumidores viveram em uma epoca anterior a "invasao" dos produtos industrializados e, portanto, consumiam, desde a infAncia, produtos mais "naturais".

CONSIDERACOES FINAIS

Considerando o objetivo do trabalho, pode-se dizer que ha diferenca entre o perfil socioeconomico dos consumidores que valorizam e o dos que nao valorizam produtos organicos em restaurantes.

Por meio desta pesquisa foi possivel observar algumas consideracoes: a primeira e que os produtos organicos sao mais valorizados pelo publico feminino e que conforme aumenta o nivel de escolaridade e idade, maior e a valorizacao.

Por outro lado, apesar de os consumidores com maior renda valorizarem mais os produtos organicos do que os com menor renda, percebe-se uma estabilizacao nessa valorizacao a partir de tres salarios minimos.

Desse modo, a presente investigacao, embora realizada dentro de um contexto especifico --restaurantes de uma rede de supermercados--, reforca as tendencias encontradas em outros estudos sobre o perfil socioeconomico de consumidores de organicos, os quais foram evidenciados na analise de dados.

Para uma melhor evolucao do tema, sugere-se a realizacao de estudos mais aprofundados, com o uso de tecnicas qualitativas apropriadas--como entrevistas e grupos focais--, que possam esclarecer melhor as relacoes entre genero, escolaridade, renda e idade com a valorizacao de produtos organicos em restaurantes.

Como contribuicao empirica, esta pesquisa colabora com os restaurantes que visam a atender esse perfil de consumidor, pois cresce a cada dia o numero de pessoas que fazem suas refeicoes fora do lar, do mesmo modo que tambem se encontra gradativamente mais elevado o numero de pessoas que valorizam os produtos organicos. Por essas circunstAncias, entender esse consumidor especifico para melhor servi-lo torna-se um dos aspectos relevantes para o desenvolvimento de estrategias visando explorar esse mercado incipiente.

DOI: 10.5585/geas.v5i1.341

Recebido: 05/10/2015

Aprovado: 24/02/2016

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(1) Belquis Oliveira Meireles

(2) Solange Maria Debastiani

(3) Geysler Rogis Flor Bertolini

(4) Jerry Adriani Johann

(1) Mestranda em Administracao pela Universidade Estadual do Oeste do Parana-- UNIOESTE, Brasil Diretora de Planejamento e Administracao do Instituto Federal do Parana, Brasil E-mail: belquis.meireles@hotmail.com

(2) Mestre em Administracao pela Universidade Estadual do Oeste do Parana-- UNIOESTE, Brasil Professora na Universidade Estadual do Oeste do Parana--UNIOESTE, Brasil E-mail: sdebastiani@hotmail.com

(3) Doutor pela Universidade Federal de Santa Catarina--UFSC, Brasil Professor na Universidade Estadual do Oeste do Parana--UNIOESTE, Brasil E-mail: geysler rogis@yahoo.com.br

(4) Doutor pela Universidade Estadual de Campinas--UNICAMP, Brasil Professor na Universidade Estadual do Oeste do Parana--UNIOESTE, Brasil E-mail: jerry. johann@hotmail.com
Tabela 1--Numero de clientes definidos em funcao dos dias da semana e
de cada restaurante pesquisado

Dias da semana      Restaurante 01     Restaurante 02     Total

Sabado                    48                 28             76
Domingo                   35                 23             58
Segunda                   29                 20             49
Terca                     29                 22             51
Quarta                    28                 22             50
Quinta                    30                 23             53
Sexta                     32                 23             55
Total                    231                161            392

Fonte: Dados da pesquisa

Tabela 2--Valorizacao dos produtos organicos

Consumidores         Quantidade           %

Valorizam            294                  75%
Nao valorizam        98                   25%
Total                392                  100%

Fonte: Dados da pesquisa

Tabela 3--Relacao entre valorizacao dos produtos organicos e genero
dos entrevistados

Genero            Total Pesquisados        Valoriza

                Total por        %     Quantidade       %
                    Genero

Masculino              160     41%            113     71%
Feminino               232     59%            181     78%
Total                  392    100%            294     75%

Genero            Nao valoriza

                Quantidade       %

Masculino               47     29%
Feminino                51     22%
Total                   98     25%

Fonte: Dados da pesquisa

Tabela 4--Relacao entre valorizacao dos produtos organicos e
escolaridade dos entrevistados

Escolaridade             Total Entrevistados       Valoriza

                        Quantidade      %      Quantidade      %

Ensino Fundamental          11         3%          7          64%
Ensino Medio               105         27%         68         65%
Ensino Superior            140         35%        108         77%
Pos-Graduacao              136         35%        111         82%
Total                      392        100%        294         75%

Escolaridade               Nao valoriza

                        Quantidade      %

Ensino Fundamental          4          36%
Ensino Medio                37         35%
Ensino Superior             32         23%
Pos-Graduacao               25         18%
Total                       98         25%

Fonte: Dados da pesquisa

Tabela 5--Relacao entre valorizacao dos produtos organicos e renda dos
entrevistados

                                      Total de            Valoriza
                                    Entrevistados

Renda Familiar                 Quantidade      %     Quantidade     %

ate 3 salarios minimos             101        26%        64        63%
de 3 ate 6 salarios minimos        119        30%        94        79%
mais de 6 salarios minimos         172        44%       136        79%
Total                              392       100%       294        75%

                                   Nao valoriza

Renda Familiar                  Quantidade      %

ate 3 salarios minimos              37         37%
de 3 ate 6 salarios minimos         25         21%
mais de 6 salarios minimos          36         21%
Total                               98         25%

Fonte: Dados da pesquisa

Tabela 6--Relacao entre valorizacao dos produtos organicos e idade
dos entrevistados

Idade                Total Entrevistados        Valoriza

                    Quantidade      %      Quantidade      %

ate 24 anos             73         19%         52         71%
de 25 a 32 anos        109         28%         77         71%
de 33 a 40 anos         80         20%         56         70%
de 41 a 48 anos         62         16%         49         79%
mais de 49 anos         68         17%         60         88%
Total                  392        100%        294         75%

Idade                  Nao valoriza

                    Quantidade      %

ate 24 anos             21         29%
de 25 a 32 anos         32         29%
de 33 a 40 anos         24         30%
de 41 a 48 anos         13         21%
mais de 49 anos         8          12%
Total                   98         25%

Fonte: Dados da pesquisa
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Author:Meireles, Belquis Oliveira; Debastiani, Solange Maria; Bertolini, Geysler Rogis Flor; Johann, Jerry
Publication:Revista de Gestao Ambiental e da Sustentabilidade
Date:Jan 1, 2016
Words:6198
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