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Riscos ocupacionais de uma empresa de embalagens plasticas.

Occupational risks in the plastic packages industry (*)

INTRODUCAO

O plastico e uma materia sintetica dotada de grande maleabilidade e facilmente transformavel mediante o emprego de calor e pressao (1). Sao materiais derivados da transformacao do petroleo e por isso houve grande aumento da oferta a partir da segunda guerra mundial (2). A producao de plasticos no Brasil alcancou 3,4 milhoes de toneladas em 1999, em comparacao com 26,3 milhoes de toneladas na Europa e 41,6 milhoes de toneladas nos Estados Unidos, onde o consumo de plasticos para embalagens foi equivalente a 31% (3).

O enfoque deste trabalho e a industria de embalagens em polietileno de alta densidade (PEAD), com moldes por sopro de ar comprimido. O PEAD e um tipo de plastico, portanto derivado do petroleo bruto, que sofre processos de destilacao, e transportado para a unidade de quebra e, entao, origina o etileno, que e material direto do polietileno. Este e vendido em forma de graos, completamente formulados, pronto para o uso em maquinas. O processo de conversao do PEAD em frascos prontos fundamenta-se na propriedade plastica dos materiais. O processo inicia-se com o aquecimento do material ativando o estado plastico, seguido de constricao mecanica, gerando a forma que tera apos o esfriamento.

No molde por sopro de ar comprimido, quando se atinge a plasticidade e feito um tubo plastico dentro do molde aberto, depois fecha-se o molde e expande-se o tubo com a pressao de ar, fazendo com que o material adquira a forma do molde; ha o resfriamento do frasco e a liberacao do artigo pela maquina (2).

Os principais riscos descritos no processo de producao que envolva material plastico sao as lesoes em maquinas, queimaduras, disposicao inadequada de maquinas e acidentes por queda por causa de oleos ou graos no solo (2,4). O ruido tambem e um risco descrito nesse tipo de empresa (5).

A empresa estudada neste estudo encontra-se no mercado ha 12 anos, sendo considerada como industria de pequeno porte e com producao mensal de 650 mil frascos, em media.

No presente estudo objetiva-se avaliar o setor de producao da empresa, identificando, no processo, riscos para a saude, higiene e seguranca no trabalho. Os setores administrativo e comercial nao foram estudados. Objetiva-se, tambem, sugerir medidas para beneficios embasadas nas analises, se for necessario.

METODOS

Trata-se de um estudo descritivo, em que foi realizado o reconhecimento preliminar de riscos, para analise inicial da empresa e dos postos de trabalho; as analises do Programa de Prevencao de Riscos Ambientais (PPRA) e do Programa de Controle Medico de Saude Ocupacional (PCMSO), enfocando os riscos existentes e posterior comparacao com o encontrado neste estudo; a avaliacao dos niveis de ruido, utilizando-se um decibelimetro Sper Scientific 840029, classe 2, com circuito de compensacao A, com circuito de resposta lenta 80-130 dB; a avaliacao dos niveis de calor, utilizando um termometro Wibget IST RSS-214; a avaliacao dos niveis de iluminamento, realizada com um luximetro com fotocelula dirigida para a sensibilidade do olho humano Sper Scientific 840020, na escala de 200-2000 lux; e a avaliacao dos riscos ergonomicos por meio do check-list de Suzanne Rodgers e criterio quantitativo de Moore e Garg.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Informacoes gerais

A empresa foi fundada em 1994. Tem grau de risco 3 e conta com 40 funcionarios, sendo nove do setor administrativo e, portanto, fora do objetivo deste estudo. Todos os funcionarios da producao sao do sexo masculino. A faixa etaria variou de 18 a 60 anos, com media de 30,5 anos. A distribuicao dos funcionarios e dada pela tabela 1, tres funcionarios nao entraram no estudo por estarem em ferias.

A empresa funciona 24 horas, sendo a jornada de trabalho um dos grandes problemas encontrados na empresa. A cada mes um grupo de trabalhadores estara trabalhando no terceiro turno, o que causa grande desconforto e alteracoes do ritmo biologico. Os trabalhos em turnos noturnos tem sido apontados como uma continua e multipla fonte de problemas de saude, comportamentais e de perturbacao sociofamiliar.

Sob uma rotina noturna, os trabalhadores sao obrigados a modificar o periodo sono-vigilia, os ritmos endogenos nao se ajustam a nova rotina com tamanha velocidade, produzindo sintomas como fadiga, nervosismo, variacoes de humor, dificuldade para dormir, falta ou aumento de apetite, dificuldade para realizar o trabalho habitual e perturbacoes de memoria.

E interessante notar que a demora dessa adaptacao e proporcional ao numero de jornadas de trabalho que obrigam o trabalhador a inverter o ciclo (6). Algumas empresas tem contado com o quarto turno e outras com uma quarta equipe para que seja reduzida a jornada de trabalho, conforme sugerido na nova Constituicao de 1988.

Ainda em relacao a jornada de trabalho, notou-se que o terceiro turno, de sexta-feira para sabado, trabalha mais do que 8 horas seguidas, o que nao e permitido de acordo com a Consolidacao das Leis do Trabalho. Alem disso, do ponto de vista da saude ocupacional, a exposicao aos riscos por 12 horas seguidas e extremamente prejudicial, nao havendo sequer parametros para limites de tolerancia, ja que estes sao dados fundamentados em, no maximo, 8 horas diarias. Esse tipo de pratica deve ser desencorajada mesmo com o descontentamento dos funcionarios.

Outro tema a ser discutido sao as frequentes horas extras feitas pelos trabalhadores. Ressalta-se que o prolongamento da jornada de trabalho e causa de hipertensao arterial sistemica e doencas cardiovasculares, independente do ambiente de trabalho (7), e que o estresse ocupacional e fator adicional para hipertensao em operarios (8). Outra consequencia pode ser a chamada sindrome de burn-out ou esgotamento profissional (6), gerando estafa, fadiga e frustracao.

Saude ocupacional

A empresa nao possui Servico de Engenharia, Seguranca e Medicina do Trabalho (SESMT). Ocorreram dois acidentes por prensamento de mao em maquina, sem perda de substancia, mas com discreta diminuicao funcional (um caso em 2006 e outro em 2007). Nao ha Comissao Interna de Prevencao de Acidentes (Cipa) na empresa. A empresa nao possui um programa ativo de seguranca e os dois unicos acidentes que a empresa possuiu ocorreram recentemente, indicando a necessidade de programas que instruam melhor os trabalhadores, alem de mecanismos de protecao de maquinario mais efetivo. Nao ha sistema de bloqueio de acionamento das prensas contra acidentes de trabalho em maos, o atual constitui de grades que fecham o local onde se encontra o molde, mas se a grade e aberta nao ha interrupcao de funcionamento da maquina. E importante ressaltar que em agosto de 2007, o sindicato da industria, juntamente com os representantes dos trabalhadores, assinou uma convencao coletiva para prevenir acidentes em maquinas sopradoras de plastico, que preve a instalacao de diversos dispositivos para prevencao de acidentes. Essa preocupacao com os acidentes de trabalho e justificada, pois em estudo feito em 2000 no estado da Bahia (9), a industria de transformacao foi responsavel por mais de 15% dos beneficios por acidente de trabalho.

No PPRA da empresa nao foram realizadas medidas de temperatura na fabrica e as avaliacoes quantitativas do ruido e do iluminamento nao foram feitas em todas as maquinas. As tabelas de risco detectadas encontram-se em branco no PCMSO, o que chama atencao para a qualidade de ambos. Os autores de um trabalho que verificou 30 PPRAs e PCMSOs de empresas com mais de 100 funcionarios da Bahia (10) constataram a baixa qualidade tecnica desses programas e apontaram a evidente necessidade de ampliar a cobertura da fiscalizacao estatal, assim como de estimular a participacao dos trabalhadores e dos seus representantes no desenvolvimento dos programas.

Durante a observacao dos postos de trabalho, verificou-se que apenas seis trabalhadores (21,4%) utilizavam todo o uniforme e o equipamento de protecao individual (EPI) fornecido, dois (7,2%) estavam sem uniforme, pois eram funcionarios recentes, um (3,6%) estava sem bota e protetor auricular e 19 (67,9%) estavam sem protetor auricular.

Avaliacao quantitativa dos niveis de ruido

Foram realizadas avaliacoes nos postos de trabalho, proxima a zona auditiva do trabalhador (Tabela 2).

O nivel de ruido nas maquinas sofre grande aumento quando ha o sopro de ar comprimido, por isso a variacao de valores nas maquinas e na ferramentaria, por sua proximidade com elas. O PPRA da empresa acusou que apenas uma maquina gera ruidos acima do permitido pela norma regulamentadora (85 decibeis). Nem mesmo os moinhos encontraram-se ruidosos no PPRA. E importante destacar que duas maquinas nao foram avaliadas. Ressalta-se que apesar dos moinhos serem mais ruidosos, o tempo a que os trabalhadores ficam expostos a eles e menor, e que os moinhos se encontram devidamente isolados do setor de producao. O ideal para esse caso seria o uso de dosimetro de ruido para melhor avaliacao.

A literatura especializada internacional aponta que trabalhadores expostos ao ruido ocupacional intenso apresentam risco aumentado de se acidentarem quando comparados a trabalhadores nao expostos (11).

Avaliacao quantitativa dos niveis de calor

A exaustao e feita por meio de cinco exaustores de teto e a ventilacao por intermedio de tres ventiladores. A avaliacao de calor foi realizada no primeiro turno por volta das 12 horas e demonstrada na tabela 3.

Quanto aos niveis de calor, nao foi possivel a comparacao com o PPRA, pois esta medida nao foi feita neste. Apesar da fabrica ser aparentemente muito quente, os indices de bulbo umido termometro de globo (IBUTGs) apresentados nao superaram o permitido para o tipo de trabalho, de acordo com a norma regulamentadora. A temperatura efetiva foi realizada para que possa ser comparada a temperatura de conforto (20-23[grados]C). Sabe-se que essa e utilizada para atividades que exijam solicitacao intelectual, mas o calculo foi feito somente para titulo de demonstracao do calor do patio de maquinas. A exaustao e a ventilacao deficientes sao facilmente notadas em visitas ao setor de producao.

Avaliacao quantitativa dos niveis de iluminamento

A medida foi realizada no terceiro turno por volta das 22 horas. O aparelho foi posicionado no local onde o funcionario realiza a atividade, e para os funcionarios que circulam no setor, foram feitas medidas a 75 cm do chao em diversos pontos da sala e feita uma media aritmetica. A tabela 4 mostra os resultados.

A iluminancia e deficiente em quase todos os setores da fabrica (minimo exigido de acordo com a Associacao Brasileira de Normas Tecnicas e de 300 lux). Isso pode estar relacionado ao numero alto de queixas de diminuicao de acuidade visual. Novamente houve discordancia entre as medidas do PPRA.

Riscos quimicos

Quanto aos riscos quimicos, de acordo com o Berufsgenossenschaftliches Institut fur Arbeitssicherheit (12), os produtos volateis da decomposicao do polietileno seriam os hidrocarbonetos alifaticos insaturados e os aldeidos alifaticos. Porem, nao ha referencia de concentracoes toxicas dessas substancias nesse tipo de processo, em que a temperatura no interior da maquina durante o sopro e de mais ou menos 150[grados] e o resfriamento se da no interior dela. O risco de toxicidade e descrito em processos que exigem temperatura mais elevada, por exemplo, quando soldamse pecas metalicas em pecas plasticas.

Analise ergonomica

Foram utilizadas ferramentas para a quantificacao dos riscos. O check-list de Suzanne Rodgers foi o escolhido para uma avaliacao geral de varios segmentos do corpo, por ser completo, de facil utilizacao e renomado. Logo apos foi aplicado o criterio de Moore e Garg, por ser mais especifico para membros superiores.

De acordo com o check-list de Suzanne Rodgers, a pontuacao dos ajudantes de producao apresentou prioridade baixa para riscos ergonomicos (pontuacao 5 em todos os seguimentos corporeos, levando-se em conta o nivel e o tempo de esforco e o numero de esforcos por minuto). Os ajudantes da serigrafia tambem apresentaram a mesma pontuacao, exceto para os seguimentos de ombros e costas, em que a prioridade foi moderada (pontuacao 6). O criterio de Moore e Garg apresentou indices baixos para ajudantes de producao (1,125) e duvidosos para ajudantes de serigrafia (5,0625). Isso ocorre porque os ajudantes de producao trabalham sentados, em cadeira ergonomicamente adequada, e o numero de movimentos que exigem esforco e mesmo o de movimentos repetitivos e relativamente baixo. Ja os ajudantes de serigrafia apresentam maior numero de movimentos antiergonomicos, principalmente para as costas e os ombros, por transportarem as pranchas com frascos que foram serigrafados para o local de secagem e ensacarem os frascos com a tinta ja seca; a maioria do trabalho e feita em pe e em movimento.

Avaliacao clinica dos funcionarios

Sao tabagistas 14,3% e ex-tabagistas 28,6% dos funcionarios. Quanto ao etilismo, somente 25% dos funcionarios nao ingerem bebidas alcoolicas, visto que um deles esta em programa de reabilitacao.

Em relacao ao estado emocional dos trabalhadores: 71,4% sentem-se calmos; 21,4%, estressados (a causa maior referida e o excesso de trabalho provocado pelas horas extras feitas aos finais de semana); 3,6%, ansiosos; e 3,6%, deprimidos.

Quando interrogados a respeito da presenca de patologias, sao hipertensos 14,3%. Sobre a vacinacao de tetano, 13 trabalhadores (46,4%) negaram estar com a vacinacao devidamente regularizada.

As queixas apresentadas pelos trabalhadores foram: quatro lombalgias (14,3%), dor no ombro, pre-cordialgia esporadica, dor no joelho e epigastralgia, cada uma em um trabalhador (3,6%). Queixam-se de acuidade visual diminuida seis trabalhadores (21,4%) e nao fazem uso de correcao.

A pressao arterial encontrou-se em niveis normais em 21 trabalhadores (75%) e atingiu valores alterados (maximo de 160 x 100 mmHg) no restante dos trabalhadores. A pressao arterial alterada encontrada pode estar relacionada a jornada de trabalho prolongada, conforme discutido anteriormente. A literatura tambem revela que o excesso de ruido e o calor podem ser responsaveis pela elevacao da pressao arterial (13).

Quanto ao aparelho osteomioarticular, cinco (17,9%) apresentaram crepitacao assintomatica de ombros, outros cinco, lordose de coluna lombar e dois, crepitacoes sintomaticas em joelho. As dores osteomusculares nao foram compativeis as ferramentas ergonomicas nao sendo encontradas nos ajudantes de serigrafia e distribuidas equilibradamente nos outros cargos. Os motivos podem ser o numero pequeno de trabalhadores avaliados e o fato de que, em geral, a faixa etaria dos ajudantes da serigrafia ser jovem. De acordo com a literatura (14), um novo perfil patologico configura-se, o qual e caracterizado pela maior prevalencia, na populacao trabalhadora, de agravos a saude marcados pelas doencas cronicas, cujo nexo de causalidade com o trabalho nao e mais evidente como ocorria com as doencas (e acidentes) classicamente a ele relacionadas. Proliferam, entao, as doencas cardiocirculatorias, gastrocolicas, psicossomaticas, os canceres, a morbidade musculoesqueletica expressa nas lesoes por esforcos repetitivos (LERs), as quais somam-se ao desgaste mental e fisico patologicos e mesmo as mortes por excesso de trabalho, alem das doencas psicoafetivas e neurologicas ligadas ao estresse. Por meio do levantamento das doencas encontradas neste estudo, foi observada essa tendencia bem caracterizada. Um outro autor (15) sugere ate que este novo perfil seja usado como um dos indicadores de qualidade de vida no trabalho.

Analise dos prontuarios

A analise dos prontuarios demonstrou que os exames medicos realizados sao bastante sumarios, com poucas informacoes e os exames fisicos extremamente resumidos.

CONCLUSAO

Conclui-se que o processo produtivo mostrou ser incompativel com uma melhor qualidade de vida no trabalho para os trabalhadores examinados. Ele poderia ser modificado a fim de garantir a seguranca de producao, diminuir os prejuizos financeiros e tornar-se cada vez menos danoso a saude do trabalhador, gerando assim melhora do desempenho da empresa como um todo. A empresa apresenta diversos riscos fisicos, como ruido excessivo, luminosidade deficiente e calor desconfortante. A seguir, sao apresentadas diversas medidas que devem ser tomadas para gerar melhorias.

Recomendacoes

Algumas medidas se tomadas poderiam melhorar a qualidade de vida no trabalho:

1. Limitar a jornada de trabalho. Reestruturar a troca de plantao no sabado.

2. Fornecer folgas apos um periodo de jornadas de trabalho noturno.

3. Limitar o numero de horas extras de cada funcionario.

4. Criar sistema de pausas para descanso no trabalho noturno, pois reduzem os sintomas provocados pela dessincronizacao.

5. Instituir a Cipa.

6. Implantar um grupo de brigadistas de incendio.

7. Dispor um quite de primeiros socorros proximos as maquinas e treinar funcionarios para seu uso.

8. Implantar um programa ativo de seguranca do trabalho, enfocando a prevencao de acidentes e doencas com a participacao da Cipa.

9. Investir em medidas de protecao das maquinas, de modo que se o trabalhador estiver em posicao de risco de acidente, a maquina seja desligada automaticamente ou seu movimento seja invertido. Nos maquinarios mais modernos isso ja e possivel, algumas ate com dispositivo de fotocelula. Outra medida mais simples seria trancar a grade de protecao da maquina e apenas o encarregado da producao portar as chaves.

10. Instituir a ventilacao de fluxo laminar.

11. Aumentar o numero de lampadas no galpao.

12. Conscientizar os funcionarios sobre os riscos a que estao sendo submetidos e a importancia das medidas de protecao.

13. Realizar a dosimetria de ruido.

14. Implantar um programa de conservacao auditiva e realizar manutencao preventiva das maquinas, para que essas sejam o menos ruidosas possivel.

15. Fornecer com regularidade protetores auriculares e outros EPIs, fiscalizando seu uso.

16. Rodiziar os funcionarios que utilizam o moinho.

17. Dar preferencia para compra de maquinas menos ruidosas e com menor producao de calor.

18. Realizar a troca do piso atual do patio de producao por um de mais facil limpeza e cor clara para que se possa ate realizar o reaproveitamento das farpas de PEAD que caem no chao durante o processo produtivo.

19. Realizar mudancas no processo de producao do ajudante de serigrafia a favor de um ambiente mais ergonomico. Uma sugestao e a instalacao de uma bancada para a colocacao das pranchas de frascos, de modo que o trabalhador possa trabalhar sentado ensacando os frascos.

20. Instituir a ginastica laboral.

21. Acompanhar e exigir PPRAs e PCMSOs

mais completos e detalhados.

22. Promover campanhas de vacinacao, antietilismo e combate a hipertensao arterial sistemica.

Recebido: 10/6/2009 -- Aceito: 26/6/2009

REFERENCIAS

(1.) Rose A, Rose E. The condensed chemical dictionary. 6a ed. Nova York: Reinhold Publishing Corporation; 1961.

(2.) Stellman JM, editor. Encyclopaedia of occupational health and safety. 4a ed. Geneva: International Labour Office; 1998.

(3.) Wallis G. A evolucao do mercado brasileiro de embalagem e sua insercao no mercado internacional. Anais Brasil Pack Trends 2005. Seminario Embalagem, Distribuicao e Consumo, Campinas; 2000.

(4.) Eckardt RE. Occupational and environmental health hazards in the plastics industry. Environ. Health Perspect. 1976;17:103-6.

(5.) Carlos RC, Neves H, Sapienza PBB, Dalton MTB. Ruido em empresa de transformacao do plastico [monografia]. Sao Paulo: IMESP; 1998.

(6.) Mendes R. Patologia do trabalho. 2a ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 1997.

(7.) Steenland K. Research findings linking workplace factors to cardiovascular disease outcomes. In: Belkic K, Schnall PL, Ugljesic M. The workplace and cardiovascular disease. Occup Med. 2000;15:13-22.

(8.) Rocha R, Porto M, Morelli MYG, Maesta N, Waib PH, Burini RC. Efeito de estresse ambiental sobre a pressao arterial de trabalhadores. Rev Saude Publica. 2002;36:568-75.

(9.) Santana VS, Araujo-Filho JB, Oliveira PRA, Branco AB. Acidentes de trabalho: custos previdenciarios e dias de trabalho perdidos. Rev Saude Publica. 2006;40(6):1004-12.

(10.) Miranda CR, Dias CR. PPRA/PCMSO: auditoria, inspecao do trabalho e controle social. Cad Saude Publica. 2004;20:224-32.

(11.) Dias A, Cordeiro R, Goncalves CGO. Exposicao ocupacional ao ruido e acidentes do trabalho. Cad Saude Publica. 2006;22:2125-30.

(12.) Berufsgenossenschaftliches Institut fur Arbeitssicherheit (BIA). In: Stellman JM, editor. Encyclopaedia of occupational health and safety. 4a ed. Geneva: International Labour Office; 1998.

(13.) Belli S, Sani L, Scarficcia G, Sorrentino R. Arterial hypertension and noise: a cross-sectional study. Am J Int Med. 1984;6(1):59-65.

(14.) Gorender J. Globalizacao, tecnologia e relacoes de trabalho. Estud Av. 1997;11(29):311-61.

(15.) Lacaz FAC. Qualidade de vida no trabalho e saude/doenca. Cienc Saude Coletiva. 2000;5:151-61.

(*) Monografia apresentada do termino do curso de especializacao em Medicina do Trabalho da Faculdade de Ciencias Medicas da Santa Casa de Sao Paulo (FCMSC-SP).

Michelle Cristina Ichida [1], Cesar Augusto Patta [1], Luiz Carlos Morrone [2]

[1] Medico(a) do Trabalho

[2] Professor adjunto do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciencias Medicas da Santa Casa de Sao Paulo (FCMSC-SP).

Endereco para correspondencia: Michelle Cristina Ichida. Rua Dr. Cesario Mota Jr., 61, 5 andar -- Santa Cecilia -- 01221-020 -- Sao Paulo, SP. E-mail: mi_ichida@yahoo.com.br
Tabela 1. Distribuicao dos funcionarios.

Funcao                       Funcionarios    Funcionarios
                              examinados       no setor

Almoxarifado                       3               3
Encarregado de manutencao          1               1
Ajudante de producao              18              21
Encarregado de producao            3               3
Ajudante da serigrafia             3               3
Total                             28              31

Tabela 2. Niveis de ruido (em decibeis).

Local             Ruido aferido   Ruido no PPRA

Almoxarifado
Maquina 1             75-89           87,7
Maquina 2             77-85           80-84
Maquina 3             76-89          80-83,9
Maquina 4             76-88          80-81,2
Maquina 5             79-84
Maquina 6             80-85
Serigrafia             75            73,7-80
Ferramentaria         79-82          67,6-80
Moinho 1               97             80-83
Moinho 2               96             80-81,8
Moinho 3               93             80-85

Tabela 3. Niveis de temperatura de bulbo umido termometro de
globo (em graus Celsius).

Local              IBUTG    IBUTG maximo    Temperatura
                             permitido        efetiva

Almoxarifado       22,8          30             23
Maquina 1          25,3          30            25,8
Maquina 2          25,7          30            26,6
Maquina 3          26,3          30            27,1
Maquina 4          26,8          30            27,5
Maquina 5          27,5          30             28
Maquina 6          27,6          30            28,2
Serigrafia          23          26,7           22,5
Ferramentaria      27,2          30            27,6
Moinho 1           27,3          30            27,4
Moinho 2           27,4          30            27,4
Moinho 3           27,9          30            27,7

Tabela 4. Niveis de iluminamento (em lux).

Local              Nivel de     Nivel de iluminamento
                 iluminamento          no PPRA

Almoxarifado                             375
Maquina 1            260                 300
Maquina 2                                290
Maquina 3            220                 260
Maquina 4                                170
Maquina 5            270                 NR
Maquina 6                                NR
Serigrafia           205                 90
Ferramentaria                            450
Moinho 1             600                 484
Moinho 2                                 509
Moinho 3             515                 411
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Article Details
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Title Annotation:ARTIGO ORIGINAL
Author:Ichida, Michelle Cristina; Patta, Cesar Augusto; Morrone, Luiz Carlos
Publication:Revista Brasileira de Medicina do Trabalho
Article Type:Report
Date:Dec 1, 2009
Words:4068
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