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Resposta pressorica pos-exercicio resistido em circuito de membros superiores e inferiores.

INTRODUCAO

Considerado uma intervencao importante para melhorar a aptidao fisica e qualidade de vida, o exercicio resistido (ER) e recomendado para individuos saudaveis, idosos e portadores de riscos cardiovasculares (ACSM, 2009; Williams e colaboradores, 2007).

Uma forma de treinamento resistido frequentemente utilizada e a divisao por membros (ACSM, 2009). Por exemplo, em uma sessao de treinamento utiliza-se somente exercicios para membros superiores (MS) e em outra sessao membros inferiores (MI).

Essa possibilidade apresenta importante significado clinico, pois existem muitas condicoes que nao permitem a realizacao dos ERs para corpo todo, tais como: integridade musculo-tendinea

comprometida, pos-operatorio ou condicoes neurologicas que resultam na incapacidade de ativar voluntariamente e completamente um musculo, como lesoes medulares e paralisia cerebral.

No entanto, os efeitos cardiovasculares do ER, especificamente na pressao arterial (PA), nao foram totalmente esclarecidos. A hipotensao arterial apos o ER tem sido atribuida a diminuicao do debito cardiaco (DC) nao compensada pelo aumento da resistencia vascular sistemica (RVS) (Rezk e colaboradores, 2006).

No entanto, a literatura tem relatado aumento (Focht e Koltyn, 1999), manutencao (Focht e Koltyn, 1999; Polito e Farinatti, 2009; Veloso e colaboradores, 2010) e diminuicao (Polito e Farinatti, 2009; Rezk e colaboradores., 2006; Veloso e colaboradores., 2010) da PA apos o ER.

Essa discrepancia pode estar atribuida as diferentes variaveis do treinamento resistido, fadiga muscular e massa muscular envolvida (Cardoso e colaboradores, 2010; de Souza Nery e colaboradores, 2010; Lima e colaboradores, 2011; Polito e Farinatti, 2009; Rezk e colaboradores., 2006; Simoes e colaboradores, 2010; Veloso e colaboradores, 2010).

Contudo, observa-se que ER de menor intensidade (Focht e Koltyn, 1999; Rezk e colaboradores., 2006), maior volume (Polito e Farinatti, 2009) e maior massa muscular (Polito e Farinatti, 2009) apresenta melhor resposta hipotensora. Portanto, o ER em forma de circuito (ERC) parece ser uma aplicacao promissora para reducao da PA apos o exercicio, uma vez que o intervalo de recuperacao entre as series parece nao influenciar as respostas hipotensoras (Veloso e colaboradores, 2010).

Assim, referente a massa muscular envolvida, e razoavel pensar que as respostas hipotensoras apos o ERC sejam diferentes quando realizadas com MI e MS na mesma intensidade e volume.

Portanto, o objetivo deste trabalho foi comparar a resposta da frequencia cardiaca (FC), pressao arterial sistolica (PAS) e pressao arterial diastolica (PAD) entre protocolos de ERC realizados com MS e MI do corpo.

METERIAIS E METODOS

Amostra

Participaram do estudo 11 mulheres voluntarias com idade de 23,5 [+ or -] 2,8 anos, saudaveis, com indice de massa corporal (IMC) de 20,5 [+ or -] 1,5 e percentual de gordura de 23,8 [+ or -] 6.

Foram incluidas mulheres nao etilistas, nao tabagistas, nao usuarias de esteroides anabolizantes, suplementos nutricionais e medicamentos que interferissem na resposta da pressao arterial.

Tambem, estavam no minimo ha dois meses engajadas no treinamento resistido garantindo a execucao correta dos movimentos e prevencao de lesoes.

Procedimentos experimentais

Esclareceram-se os objetivos e procedimentos a que seriam submetidas. Em seguida, assinaram o termo de consentimento livre esclarecido, exigencia da resolucao no. 196/outubro/1996 do Conselho Nacional de Saude (CNS). O projeto de pesquisa teve parecer favoravel do Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Federal Triangulo Mineiro-UFTM (protocolo Num. 2031).

Inicialmente, todas as voluntarias foram submetidas a anamnese, antropometria, afericao da PA e FC de repouso e familiarizacao do teste de 20 repeticoes maxima (RM). A PA, FC e o teste de 20RM foram reavaliados apos 24h da primeira avaliacao. Em seguida (apos realizacao de todas as avaliacoes), as voluntarias retornaram ao local de avaliacao, aferiram a PA e FC duas vezes e foram submetidos ao protocolo de ERC. Ao termino do protocolo de ERC a PAS, PAD e FC foram avaliadas durante 60 minutos, com intervalos de 5 minutos.

Avaliacoes antropometricas e da composicao corporal

A massa corporal e a estatura foram avaliadas por balanca de cilindro, com estadiometro, devidamente calibrada, e de posse dos dados foi calculado o IMC. A composicao corporal foi avaliada pelo metodo de dobras cutaneas (DC). As DCs tricipital, supra-iliaca, coxa e abdominal foram mensuradas por adipometro (Lange[R]). Para calculo da densidade corporal e percentual gordura usou-se a formula de Jackson e colaboradores (1980) e Ortiz e colaboradores (1992), respectivamente (Queiroga, 2005).

Teste de vinte repeticoes maximas (20RM)

Para estabelecer as cargas utilizadas nas sessoes de exercicios, realizou-se o teste de 20RM.

O teste consistiu na colocacao da carga baseada durante a adaptacao de cada individuo. Quando o numero de repeticoes foi superior ou inferior a 20, a carga foi ajustada e uma nova tentativa foi realizada. O teste foi refeito apos 24 horas e utilizada a carga do reteste.

Com o proposito de evitar a fadiga muscular, o que pode subestimar os valores da carga no teste de repeticoes maximas, realizou-se apenas dois exercicios por dia, sendo um para membros superiores e outro para membros inferiores.

Protocolo de exercicios resistido em circuito

Para as sessoes de ERC utilizou-se carga encontrada no teste de 20RM para cada exercicio, mas para evitar fadiga concentrica foram utilizadas 15 repeticoes por serie.

1a sessao (membros superiores): 6 passagens pelo circuito x 4 exercicios.

2a sessao (membros inferiores): 6 passagens pelo circuito x 4 exercicios.

Cada sessao teve a duracao de 30 minutos, intervalo de 20 segundos entre cada exercicio (tempo necessario apenas para sair de um aparelho e se posicionar em outro) e uma semana de intervalo entre cada sessao.

A primeira sessao foi realizada com os seguintes exercicios: puxada por tras, polia triceps, remada alta fechada e supino inclinado. Na segunda sessao as voluntarias fizeram os seguintes exercicios: leg press 45[degrees], leg press 45[degrees] (panturrilha), cadeira extensora, mesa flexora.

Avaliacao da Pressao Arterial e Frequencia Cardiaca

A PA foi aferida por um esfigmomanometro aneroide e estetoscopio (Premium[R]), devidamente calibrado. A PA foi obtida antes e apos o ERC com o individuo deitado. Antes do ERC a PA foi aferida duas vezes, com intervalo de 5 minutos, apos 10 minutos de repouso. As medidas realizadas apos ERC foram repetidas a cada cinco minutos, durante 60 minutos. A FC foi monitorada por cardiofrequencimetro (Polar[R] modelo FS2).

Analise estatistica

Os valores sao apresentados em media e desvio padrao. As diferencas entre os momentos foram testadas com auxilio de tecnicas de Analise de Variancia (ANOVA), seguidas da verificacao post-hoc de Tukey. O nivel de significancia escolhido foi de 5% (p<0,05).

RESULTADOS

A tabela 1 apresenta os valores da PAS e PAD em repouso e durante 60 minutos apos o ERC realizado com os MS ou MI. Constatou-se reducao da PAS, em relacao ao repouso, dos 35 aos 60 minutos apos a realizacao de ERC de MS, enquanto que apos o ERC de MI a reducao foi verificada apenas na ultima afericao (60 min).

Por outro lado, quando analisada a PAD, observou-se reducao dos 30 aos 60 minutos apos a realizacao de ERC de MI, enquanto que no ERC de MS observou-se reducao apenas nos primeiros 15 minutos.

A tabela 2 apresenta os valores da FC em repouso e durante 60 minutos apos a realizacao de ERC com os MS ou MI. Observou-se aumento da FC entre os minutos 5 a 25 e 5 a 30, apos a realizacao do ERC de MS e ERC de MI, respectivamente.

DISCUSSAO

O presente estudo se propos investigar a resposta pressorica apos (durante 60 mim) ERC realizados com MS e MI em mulheres jovens normotensas. Observou-se que o ERC de baixa intensidade promoveu efeito hipotensor subagudo. No entanto, quando realizado com MS a reducao da PAS foi mais precoce quando comparado a MI. Mas, quando realizado com MI, a reducao da PAD foi mais tardia e duradoura.

As respostas da PA e FC apos os exercicios aerobios sao bem demonstradas, sendo evidente a hipotensao (valores da PA pos-exercicio menores que antes da realizacao). No entanto, em ER a resposta da PA pos-exercicio ainda e controversa, sendo observado aumento, manutencao ou diminuicao (Cardoso e colaboradores, 2010; Focht e Koltyn, 1999; Rezk e colaboradores, 2006).

Possivelmente, a diferenca nas variaveis (ex. intensidade, volume, etc) do treinamento resistido, fadiga concentrica e quantidade de massa muscular envolvida no exercicio sejam possiveis explicacoes (de Souza Nery e colaboradores, 2010; Lima e colaboradores, 2011; Rezk e colaboradores, 2006; Simoes e colaboradores, 2010).

Destaca-se o fato de que maior componente isotonico ou isometrico do ER pode influenciar nas respostas da PA apos o exercicio (Rezk e colaboradores, 2006; Williams e colaboradores, 2007).

Assim, a intensidade do exercicio parece ser um fator importante para explicar as diferentes repostas da PA apos o ER.

Neste sentido, Rezc e colaboradores (2006), observaram que ER de baixa e alta intensidade proporcionaram hipotensao sistolica, mas somente o de baixa intensidade diminuiu a PAD. Os autores mostraram que a reducao da PAD foi causada pela diminuicao do DC que nao foi compensada pela RVS.

Isso foi mediado pela diminuicao no volume sistolico (VS), a qual e acompanhada por um aumento incompleto da frequencia cardiaca (FC). Esta por sua vez, promovida pela ativacao simpatica cardiaca e desativacao parassimpatica. O que nao ocorreu no exercicio de alta intensidade.

Portanto, o ER realizado com intensidade mais baixa (40 - 50% de 1 RM), e consequentemente menor componente isometrico, promove resposta hipotensiva, principalmente na PAD. Da mesma maneira, observamos neste estudo que ERC com intensidade baixa e sem fadiga concentrica promoveu hipotensao arterial.

No presente estudo, apesar de os exercicios terem sido realizados na mesma intensidade, volume e sem fadiga concentrica, os protocolos mostraram diferenca na resposta da PAD apos o ER. Isto pode ser atribuido a quantidade de massa muscular envolvida (Polito e Fatinatti, 2009).

Pelo fato que MI possuem maior quantidade de massa muscular que os MS, maior quantidade de massa muscular pode ser ativada em ER com MI do que MS. Assim, na tentativa de compensar a diminuicao do DC (como discutido previamente), a RVS pode apresentar um menor aumento (ou nao aumentar), apos exercicios para MI (Rezk e colaboradores, 2006), uma vez que, durante a realizacao do exercicio, ocorre vasodilatacao dos vasos sanguineos da musculatura ativa (Halliwill, 2001).

O estudo apresenta algumas limitacoes. Primeiro, o valor da PAS de repouso no dia da execucao do ERC com MI foi menor que do ERC com MS. Isto pode explicar a resposta hipotensiva mais tardia da PAS encontrada com MI. Segundo, o tamanho da amostra foi relativamente pequeno devido aos criterios de inclusao e natureza da intervencao (ER) usada. Finalmente, embora as participantes fossem orientadas a nao ingerir estimulantes que pudesse alterar a resposta pressorica, a ingestao alimentar nao foi controlada.

CONCLUSAO

Concluimos que o exercicio resistido de baixa intensidade realizado por meio de circuito promove efeito hipotensor subagudo (60 min) em mulheres jovens e normotensas.

Quando realizado com MS a reducao da PAS e mais precoce quando comparado com MI. Mas, quando realizado com MI, a reducao da PAD e mais tardia e duradoura.

REFERENCIAS

(1-) ACSM. American College of Sports Medicine position stand. Progression models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc, Vol. 41. Num. 3. 2009. p. 687708.

(2-) Cardoso, C. G.; Gomides, R. S.; Queiroz, A. C.; Pinto, L. G.; Silveira Lobo, F.; Tinucci, T.; Mion, D.; Forjaz, C. L. Acute and chronic effects of aerobic and resistance exercise on ambulatory blood pressure. Clinics. Vol. 65. Num. 3. 2010. p. 317-25.

(3-) De Souza Nery, S.; Gomides, R. S.; da Silva, G. V.; Forjaz, C. L.; Mion, D.; Tinucci, T. Intra-arterial blood pressure response in hypertensive subjects during low- and high-intensity resistance exercise. Clinics. Sao Paulo. Vol. 65. Num.3. 2010. p. 271-7.

(4-) Focht, B. C.; Koltyn, K. F. Influence of resistance exercise of different intensities on state anxiety and blood pressure. Med Sci Sports Exerc. Vol. 31. Num.3. 1999. p. 456-63.

(5-) Halliwill, J. R. Mechanisms and clinical implications of post-exercise hypotension in humans. Exerc Sport Sci Rev. Vol.29. Num.2. 2001. p. 65-70.

(6-) Lima, A. H.; Forjaz, C. L.; Silva, G. Q.; Meneses, A. L.; Silva, A. J.; Ritti-Dias, R. M. Acute effect of resistance exercise intensity in cardiac autonomic modulation after exercise. Arq Bras Cardiol, Vol.96. Num.6. 2011. p. 498503.

(7-) Polito, M. D.; Farinatti, P. T. The effects of muscle mass and number of sets during resistance exercise on postexercise hypotension. J Strength Cond Res. Vol.23. Num.8. 2009. p. 2351-7.

(8-) Queiroga, M. R. Testes e medidas para avaliacao da aptidao fisica relacionada a saude em adultos. Guanabara Koogan. 2005.

(9-) Rezk, C. C.; Marrache, R. C.; Tinucci, T.; Mion, D.; Forjaz, C. L. Post-resistance exercise hypotension, hemodynamics, and heart rate variability: influence of exercise intensity. Eur J Appl Physiol. Vol. 98. Num.1.2006. p. 105-12.

(10-) Simoes, R. P.; Mendes, R. G.; Castello, V.; Machado, H. G.; Almeida, L. B.; Baldissera, V.; Catai, A. M.; Arena, R.; Borghi-Silva, A. Heart-rate variability and blood-lactate threshold interaction during progressive resistance exercise in healthy older men. J Strength Cond Res. Vol.24. Num. 5. 2010. p. 1313-20.

(11-) Veloso, J.; Polito, M. D.; Riera, T.; Celes, R.; Vidal, J. C.; Bottaro, M. Effects of rest interval between exercise sets on blood pressure after resistance exercises. Arq Bras Cardiol. Vol. 94. Num.4. 2010. p. 512-8.

(12-) Williams, M. A.; Haskell, W. L.; Ades, P. A.; Amsterdam, E. A.; Bittner, V.; Franklin, B. A.; Gulanick, M.; Laing, S. T.; Stewart, K. J. Resistance exercise in individuals with and without cardiovascular disease: 2007 update: a scientific statement from the American Heart Association Council on Clinical Cardiology and Council on Nutrition, Physical Activity, and Metabolism. Circulation. Vol. 116. Num.5. 2007. p. 572-84.

Recebido para publicacao 29/04/2012

Aceito em 05/05/2012

E-mail: fabiorsatti@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Prof. Dr. Fabio Lera Orsatti Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)

Laboratorio de Biologia do Exercicio

Av. Frei Paulino, 30--Uberaba--MG

CEP 38.025-180 (34) 3318-5000 ou (34) 3318- 5931

Fax: +55 (34) 3318-5931

Aline Raile de Miranda [2], Ricardo Benini [1,2,3], Paulo Ricardo Prado Nunes [1,3], Bruno Victor Correa da Silva [3], Octavio Barbosa Neto [1,4], Gustavo Ribeiro da Mota [4], Fabio Lera Orsatti [1,4]

[1-] Laboratorio de Pesquisa em Biologia do Exercicio (BioEx), Instituto de Ciencias da Saude, Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)

[2-] Graduado em Educacao Fisica, Universidade Paulista (UNIP)

[3-] Aluno do Programa de Pos Graduacao em Educacao Fisica, Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM), Uberaba-MG, Brasil

[4-] Professor do Departamento de Ciencias do Esporte, Instituto de Ciencias da Saude, Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)
Tabela 1--Valores medios ([+ or -] desvio padrao) para a pressao
arterial sistolica (PAS) e diastolica (PAD) entre os membros
superiores (MS) e inferiores (MI)

           PAS MS                PAS MI

Repouso    101,5 [+ or -] 2,1    97,6 [+ or -] 1,9
apos 5'    102,7 [+ or -] 2,2    100,4 [+ or -] 1,9
apos 10'   100,1 [+ or -] 2,1    100,4 [+ or -] 1,8
apos 15'   98,7 [+ or -] 2,0     98,7 [+ or -] 1,6
apos 20'   99,5 [+ or -] 2,1     99,3 [+ or -] 1,6
apos 25'   99,6 [+ or -] 2,0     97,5 [+ or -] 1,9
apos 30'   98,7 [+ or -] 2,0 *   96,0 [+ or -] 1,6
apos 35'   97,1 [+ or -] 1,6 *   95,8 [+ or -] 1,9
apos 40'   97,1 [+ or -] 1,5 *   96,0 [+ or -] 1,9
apos 45'   95,8 [+ or -] 1,4 *   95,6 [+ or -] 2,0
apos 50'   96,9 [+ or -] 1,4 *   95,8 [+ or -] 1,8
apos 55'   96,0 [+ or -] 1,5 *   95,5 [+ or -] 2,1
apos 60'   96,0 [+ or -] 1,5 *   95,3 [+ or -] 1,9 *

           PAD MS                PAD MI

Repouso    62,7 [+ or -] 2,1     62,2 [+ or -] 1,8
apos 5'    59,3 [+ or -] 2,2 *   61,1 [+ or -] 2,7
apos 10'   59,3 [+ or -] 2,2 *   60,7 [+ or -] 2,5
apos 15'   58,4 [+ or -] 2,0 *   61,6 [+ or -] 2,4
apos 20'   60,9 [+ or -] 2,0     61,5 [+ or -] 2,3
apos 25'   61,1 [+ or -] 2,4     61,1 [+ or -] 2,4
apos 30'   61,1 [+ or -] 2,1     59,8 [+ or -] 2,3 *
apos 35'   61,1 [+ or -] 2,2     60,0 [+ or -] 2,3 *
apos 40'   61,5 [+ or -] 2,2     59,8 [+ or -] 2,2 *
apos 45'   61,6 [+ or -] 2,3     59,5 [+ or -] 2,3 *
apos 50'   61,8 [+ or -] 2,1     59,5 [+ or -] 2,1 *
apos 55'   61,8 [+ or -] 2,1     59,8 [+ or -] 2,0 *
apos 60'   63,6 [+ or -] 2,7     59,8 [+ or -] 2,1 *

* =p<0,05 em relacao ao repouso

Tabela 2--Valores medios ([+ or -] desvio padrao) para a frequencia
cardiaca (FC) entre os membros superiores (MS) e inferiores (MI)

           FC MS                 FC MI

Repouso    74,2 [+ or -] 2,6     73,2 [+ or -] 2,1
apos 5'    88 [+ or -] 3,5 *     91,2 [+ or -] 3,5 *
apos 10'   83,8 [+ or -] 3 *     89,6 [+ or -] 3,2 *
apos 15'   81,9 [+ or -] 3,1 *   85,8 [+ or -] 3 *
apos 20'   79,7 [+ or -] 2,7 *   84,5 [+ or -] 2,5 *
apos 25'   79 [+ or -] 2,8 *     81,5 [+ or -] 2,7 *
apos 30'   76,5 [+ or -] 2,6     79,5 [+ or -] 2,3 *
apos 35'   75,1 [+ or -] 2,2     76 [+ or -] 2,4
apos 40'   75,9 [+ or -] 2,6     77,3 [+ or -] 2
apos 45'   75,9 [+ or -] 2,9     76,9 [+ or -] 2,1
apos 50'   73,5 [+ or -] 2,7     74,2 [+ or -] 2,4
apos 55'   73,5 [+ or -] 2,5     73,5 [+ or -] 2,2
apos 60'   71,9 [+ or -] 2,3     74,5 [+ or -] 2,5

* =p<0,05 em relacao ao repouso
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Author:de Miranda, Aline Raile; Benini, Ricardo; Nunes, Paulo Ricardo Prado; Silva, Bruno Victor Correa da;
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2012
Words:2929
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