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Response of the common bean to nitrogen application at sowing and topdressing in non-tillage systems/Resposta do feijoeiro a aplicacao de nitrogenio na semeadura e cobertura no sistema plantio direto.

Introducao

A area de cultivo, em sistema de plantio direto, vem crescendo anos apos anos no Estado do Parana, e com isto tem gerado questionamento sobre adubacao nitrogenada em relacao as doses, as epocas e ao modo de aplicacao para a cultura do feijoeiro.

Dentre os nutrientes, destaca-se o nitrogenio, o seu fornecimento em quantidade adequada propicia alta atividade fotossintetica, crescimento vegetativo vigoroso e folhas verde-escuras. A deficiencia de nitrogenio associa-se ao pequeno desenvolvimento das plantas, as folhas verde-palidas ou mesmo amareladas e ao desenvolvimento de poucas flores, acarretando perdas na producao (Vieira, 2006). Para alta produtividade, quantidade superior a 100 kg [ha.sup.-1] de nitrogenio sao necessarias para a cultura do feijoeiro (Vieira, 2006). A absorcao de nitrogenio promove maior influencia na absorcao de cations e anions, alem do que, e o nutriente mais absorvido pelo feijoeiro e o unico que pode ser absorvido tanto na forma cationica quanto anionica (Vale et al., 1993). A maior absorcao da forma nitrica causa elevacao do pH e quando prevalecer a absorcao na forma amoniacal ocorre o abaixamento (Vale et al., 1993 e Marschner, 1995). O teor foliar adequado de nitrogenio no feijoeiro no estadio [R.sub.6] (florescimento pleno, segundo escala de Fernandez et al. (1986)) de acordo com a metodologia descrita por Raij (1991), e de 30 a 50 g [kg.sup.-1] de massa seca de folhas. Oliveira et al. (1996) afirmam que plantas com deficiencias de nitrogenio apresentam, alem de folhas com coloracao amarelada, vagens com numero e tamanho de graos menores. Em estudo que confirma a importancia do nitrogenio para o feijoeiro, Andrade et al. (2000) trabalharam com quatro solos de varzeas utilizando a tecnica do elemento faltante, e concluiram que a omissao de nitrogenio reduz o crescimento, o numero de vagens por planta e o rendimento de graos. Embora no feijoeiro ocorra a fixacao simbiotica de nitrogenio, que segundo Cassini e Franco (1998), contribui com cerca de 20 a 30% do nitrogenio a planta, o fornecimento de nitrogenio e necessario, pois o nitrogenio e o nutriente mais absorvido por esta especie (Rosolem, 1987 e Vieira, 2006).

O nitrogenio por ser afetado por uma dinamica complexa e que nao deixa efeitos residuais diretos das adubacoes. O manejo adequado da adubacao nitrogenada e um dos mais dificeis (Raij, 1991).

Em geral, tem-se obtido respostas do feijoeiro ao nitrogenio em todo o Brasil, embora a frequencia e amplitude de respostas variam de regiao para regiao, e ainda dentro de uma mesma regiao em funcao do tipo de manejo (Rosolem, 1987).

Vieira (2006), em levantamento feito no Estado de Minas Gerais, descreve que dos 80 ensaios conduzidos em condicao de campo, 51 (64%) deles houve respostas positivas a aplicacao de nitrogenio e em tres casos a resposta produtiva foi negativa.

Em solos que apresentam elevada disponibilidade de restos culturais com alta relacao C/N, acima de 30:1 (Lopes, 1989), o nitrogenio pode torna-se insuficiente as plantas em decorrencia da fixacao microbiana do solo Lopes (1989).

Em estudos realizados por Arf et al. (2005), foi avaliado o efeito residual de coberturas vegetais e as doses de nitrogenio aplicado na cultura do feijoeiro em plantio direto e constataram que a aplicacao de nitrogenio em cobertura nao influenciou os componentes de producao e nem na produtividade de graos, independente dos tipos de residuos vegetais existente em cobertura. Meira et al. (2005) avaliaram a aplicacao de 0, 40, 80, 120, 160, 200 e 240 kg [ha.sup.-1] de nitrogenio na cobertura do feijoeiro em sistema plantio direto e irrigado. A cultura anterior foi o arroz e a cultivar de feijao utilizada foi a IAC Carioca. A aplicacao da ureia, em cobertura, foi realizada no estadio [V.sub.4-5] (quinta folha trifliolada em mais de 50 % das plantas), no estadio [V.sub.4-9] (primeiros botoes florais em mais de 50% das plantas), estando as plantas com aproximadamente 11 a 12 folhas trifolioladas e no estadio [R.sub.6] (primeira flor aberta em mais de 50% das plantas). Como resultado, obtiveram que a aplicacao de nitrogenio nas diferentes fases da cultura nao interferiu no numero de vagens por planta, numero de sementes por vagem e massa de 100 sementes. No entanto, houve influencia na produtividade de graos. Silveira et al. (2005) conduziram um experimento em condicao de plantio direto e sob irrigacao com o objetivo de avaliar a resposta do feijoeiro a adubacao nitrogenada em cobertura, em sucessao as culturas de braquiaria cv. Marandu, milho em consorcio com braquiaria, guandu, milheto, mombaca, sorgo granifero, e estilosante cv. Mineirao, e como resultado observaram que o feijoeiro respondeu a aplicacao de nitrogenio em cobertura em todas as sucessoes. Kiehl et al. (1993) estudaram o efeito dos modos de aplicacao de ureia na producao de feijao e observaram que a aplicacao de uma so vez em cobertura conferiu menores producoes, enquanto que o fracionamento da dose aplicada (no plantio e cobertura) ou somente no plantio foram os melhores metodos e igualmente efetivos.

E consenso de que a incorporacao do adubo nitrogenado quando aplicado em cobertura, deve ser realizada logo apos a sua aplicacao, principalmente, se a fonte de nitrogenio for a ureia. Estudos desenvolvidos por Lara Cabezas et al. (2000) indicam que podem ocorrer perdas de ate 54% do nitrogenio quando a ureia e aplicada na superficie do solo, principalmente em solo com baixo teor de umidade, ou ainda sobre restos culturais. Esses autores destacam ainda que as perdas sao insignificantes quando a ureia e incorporada em profundidade de 5 a 8 cm.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a campo, a resposta do feijoeiro comum, cultivar IPR Juriti, as doses de nitrogenio e aos metodos de aplicacao que compreende a aplicacao da dose total na semeadura e a aplicacao de parte da dose na semeadura e o restante da mesma em cobertura, durante o estadio [V.sub.4] (emissao da terceira folha trifoliolada), segundo escala de Fernandez et al. (1986), em sistema plantio direto.

Material e metodos

O experimento foi conduzido no periodo denominado "safra das aguas" (primavera-verao) entre agosto/2004 e janeiro/2005, em area da Fazenda Escola do Colegio Agricola Estadual Manoel Ribas, de Apucarana-PR, situado na regiao norte do Estado do Parana (23[degrees]30'S; 51[degrees]32'W Grw.; 746m). O clima da regiao, de acordo com a classificacao Koeppen, e do tipo Cfb. (IAPAR, 1994). A temperatura minima diaria e maxima diaria assim como, a precipitacao pluvial diaria durante o periodo que antecederam ao cultivo e que ocorreram na fase de cultivo e apresentada na Figura 1.

[FIGURA 1 OMITIR]

O solo da area experimental, conforme Embrapa, (1999), classifica-se como Nitossolo Vermelho eutroferrico.

O solo, coletado na camada de 0 a 20 cm de profundidade na area experimental, foi levado ao laboratorio para que se efetuassem as analises e como resultados foram obtidos para a analise granulometrica: areia grossa = 90 g [kg.sup.-1], areia fina = 60 g [kg.sup.-1], silte = 110 g [kg.sup.-1], argila = 740 g [kg.sup.-1] e quanto para a analise quimica, essa foi realizada de acordo com a metodologia descrita pela Embrapa (1997), sendo o pH ([H.sub.2]0) = 6,0; pH (Ca[Cl.sub.2]) = 5,1; [Al.sup.+++] = 0,0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; [H.sup.++] [Al.sup.+++] = 4,96 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; [Ca.sup.++] = 5,04 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; [Mg.sup.++] = 3,44 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3]; [K.sup.+]= 0,20 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] e P = 11,0 mg [dm.sup.-3]; SB = 8,68 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] e CTC = 13,64 cmolc [dm.sup.-3], V% = 63,64; C = 25,74 g [dm.sup.-3]; e para os micronutirentes Fe = 53,30 mg [dm.sup.-3]; Zn = 1,88 mg [dm.sup.-3]; Cu = 4,57 mg [dm.sup.-3] e o Mn = 73,70 mg [dm.sup.-3]. Em funcao dos resultados da analise, nao foi realizada a calagem, uma vez que a saturacao de bases do solo era de 63,64%. A adubacao fosfatada e potassica foram, respectivamente, de 30 kg de [P.sub.2][O.sub.5] [ha.sup.-1] e 40 kg de [K.sub.2]O [ha.sup.-1], tendo como fonte o Superfosfato Simples e o Cloreto de Potassio, ambos aplicados por ocasiao da semeadura.

A semeadura foi realizada no dia 23/10/04 e a colheita no dia 23/01/05. A cultivar utilizada foi a IPR Juriti, grupo comercial Carioca, habito de crescimento indeterminado, (Tipo II). O delineamento experimental utilizado foi o bloco casualizado, com seis tratamentos e cinco repeticoes. O cultivo do feijoeiro foi realizado em sistema plantio direto em area que anteriormente foi cultivado de acordo com a seguinte ordem (sorgo, aveia preta, soja e por ultimo trigo).

Os seis tratamentos foram definidos da seguinte forma: T1 = 0; T2 = 20+30; T3 = 40+60; T4 = 60+90; T5 = 80+120 e T6 = 100 kg [ha.sup.-1] de N. Em T6, a aplicacao de nitrogenio foi todo na semeadura. Nos demais, exceto o tratamento testemunha (T1), uma parte do N na forma de ureia foi aplicado na semeadura e a outra em cobertura, estadio [V.sub.4] (emissao da terceira folha trifoliolada), segundo escala de Fernandez et al. (1986). O adubo foi aplicado proximo das fileiras do feijoeiro, formando um filete sobre a superficie do solo. A semeadura e a adubacao foram realizadas manualmente. As sementes foram tratadas com Benomyl 500, na dose de 100 g 100 [kg.sup.-1] de sementes. O controle de plantas daninhas foi realizado mediante a aplicacao de 0,5 L [ha.sup.-1] do produto Fluazifop-p-Butil na formulacao 200 = 250 g [L.sup.-1], quando o feijoeiro encontrava-se no estadio [V.sub.3] (emissao da primeira folha trifoliolada). Posteriormente, efetuou-se o repasse por meio do controle manual. O controle de doencas foi realizado preventivamente, aplicando uma vez apos a realizacao da coleta de plantas no florescimento. O produto utilizado foi o Tebuconazole 250, na dose de 250 g [ha.sup.-1].

As parcelas foram constituidas por seis linhas de 6,0 metros de comprimentos e espacadas, entre si, de 0,45 m, com densidade de semeadura de 13 sementes por metro linear de sulco. A area util da parcela foi composta pelas duas linhas centrais, excluindo-se 0,5 m de suas extremidades, sendo, portanto, a area util de cada parcela de 4,5 [m.sup.2].

As caracteristicas estudadas foram: indice de area foliar, materia seca de folha, teor foliar de macro e micronutrientes, componentes de producao e populacao final. Quanto a area foliar (AF), esta foi estimada, conforme descrito por Andrade et al. (2005), que consiste em coletar todas as folhas da quatro plantas, colhidas ao acaso da area util de cada parcela durante o estadio de florescimento ([R.sub.6]). Destas plantas, retiraram-se tres folhas trifolioladas de cada uma das plantas, uma de cada terco da planta. Para cada uma das folhas, retiraram-se tres discos, um de cada foliolo, com o auxilio de um 'furador' com a area de corte conhecida. Os discos foliares foram acondicionados separadamente em sacos de papel e levados para secagem em estufa a 65[degrees]C com circulacao de ar forcado. A partir da massa seca dos discos foliares e da area foliar ocupada pelos mesmos, e tambem da massa seca total das folhas da planta, efetuou-se o calculo da area foliar da planta de feijoeiro e o indice de area foliar (IAF) que foi obtido por meio da divisao do valor da area foliar pela area ocupada pela planta (S), conforme descrito por Benincasa (2003).

Em relacao aos teores de N, P, K, Ca, Mg, Cu, Zn, e Mn, estes foram realizados de acordo com a metodologia descrita por Raij (1991), que consiste em coletar todas as folhas das plantas, lavar e secar preferencialmente a 65[degrees]C ate massa constante e, posteriormente efetuar a moagem. Para a realizacao deste estudo, foram coletadas todas as folhas de quatro plantas conforme Andrade et al. (2005). Apos o processo de moagem, o material passou pelo processo de digestao via umida, utilizando combinacao de acido nitrico e perclorico, desta forma obtendo-se os teores totais dos nutrientes. Estes teores de nutrientes, no material, foram analisados quimicamente, conforme metodologia proposta por Malavolta et al. (1997) que compreendem para o N a utilizacao do metodo Kjedahal; para P, K, Ca, Mg, Cu, Zn e Mn por meio da digestao nitrico-perclorica e determinados nos extratos: P - colorimetria; K - fotometria de chama; Ca, Mg, Cu, Zn e Mn por espectrofotometria de absorcao atomica. A interpretacao dos resultados, dentro das faixas criticas do teor de cada elemento nas folhas do feijoeiro, foi realizada de acordo com Raij (1991).

Foram retiradas dez plantas ao acaso da area util de cada uma das parcelas para determinar os componentes primarios da producao: numero de vagens por planta (NVP), numero de graos por vagem (NGV) e massa de 100 graos (M 100 G). No final do estadio de maturidade fisiologica [R.sub.9] (maturidade das vagens, segundo escala de Fernandez et al., 1986), foi avaliada a produtividade de graos (PROD), mediante a colheita de todas as plantas da area util. Os graos foram pesados e, a suas massas foram corrigidas para 13% de umidade de acordo com a expressao: M= Mc (100 - Uo)/ (100 - Oi), em que: M = massa corrigida; Mc = massa de campo; Uo = umidade de campo (%); Ui = umidade de correcao = (13%). As populacoes de plantas por hectare (POP) foram determinadas a partir dos numeros de plantas verificadas em cada area util de cada parcela por ocasiao da colheita.

Apos a coleta e tabulacao dos dados, procedeu-se a analise estatistica, segundo recomendacao de Campos (1984), utilizando-se o programa SAEG 8.0 (Ribeiro Junior, 2001), da UFV. As comparacoes entre as medias dos tratamentos foram efetuadas pelo teste Scott-Knott, em nivel de 5%.

Resultados e discussao

Os resumos das analises de variancia da materia seca de folha (MSF), indice de area foliar (IAF), populacao de plantas [ha.sup.-1] (POP), numero de vagens por planta (NVP), numero de graos por vagem (NGV), massa de 100 graos (M 100 G) e produtividade (PROD), encontram-se na Tabela 1.

Observa-se que houve diferencas para IAF, MSF, NVP, PROD, no entanto, nao foram observadas diferencas entre os tratamentos para POP, NGV e M100 G (Tabela 1).

Os resumos das analises de variancia dos teores foliares de N, P, K, Ca, Mg, Cu, Zn e Mn encontram-se na Tabela 2.

Observa-se que houve diferencas para os teores foliares de N, P, Ca, Mg e Cu. No entanto, nao foram observadas diferencas entre os tratamentos para os teores foliares de K, Zn e Mn (Tabela 2).

As medias das caracteristicas avaliadas, em funcao de doses e metodos de aplicacao de adubacao nitrogenada na cultura do feijoeiro, encontram-se na Tabela 3.

Em relacao ao numero de plantas por hectare (POP) nao houve diferenca entre os tratamentos.

No que se refere ao indice de area foliar (IAF), observa-se que ocorreram diferencas entre os tratamentos. Os maiores valores de (IAF) foram obtidos para os tratamentos que receberam doses iguais ou maiores de 100 kg [ha.sup.-1] de N. Os menores valores foram para o tratamento-testemunha e para aquele que recebeu 50 kg [ha.sup.-1] de N parcelado. Os tratamentos que apresentaram os valores medios do IAF maiores (ficaram entre 1,62 e 2,10) foram os que proporcionaram as maiores produtividades (Tabela 3).

Em relacao a materia seca de folhas (MSF), os maiores valores ocorreram quando se aplicou nitrogenio na dose igual ou superior a 100 kg [ha.sup.-1] de N, enquanto os menores valores, para doses de ate 50 kg [ha.sup.-1] de N (Tabela 3). Esses resultados indicam que o N presente no solo e a quantidade de 50 kg [ha.sup.-1] de N foram insuficiente para o acumulo de materia seca foliar nos mesmos niveis dos demais tratamentos que receberam maiores quantidades de N. Com isto, fica evidente que em sistema de plantio direto com elevado teor de materia organica ha necessidade da aplicacao de N em doses mais elevadas para obter plantas com maiores valores de massa de folhas.

Observa-se, na (Tabela 3), que houve diferenca significativa entre tratamentos para o numero de vagens por planta (NVP). Os acrescimos do NVP entre o tratamento 0 kg [ha.sup.-1] de N e os demais tratamentos que receberam as doses de 20+30; 40+60; 60+90; 80+120 e 100 kg [ha.sup.-1] de N foram, respectivamente de 78,03; 118,56; 112,5; 148,86 e 138,63%, evidenciando a importancia da aplicacao de nitrogenio, independente do metodo da aplicacao do nitrogenio, quer seja parcelado ou aplicado todo na semeadura. Corroboram com o estes resultados Silveira e Damasceno (1993).

Quanto o numero de graos por vagem (NGV), este nao foi influenciado pelos tratamentos (Tabela 3). Em estudos realizados por Andrade et al. (1998b), envolvendo adubacao de N, nao foi obtida diferenca para o NGV. Segundo estes autores, isto se deve, provavelmente, devido ao NGV sofrer menor influencia do ambiente e este carater esta mais relacionado com o genotipo.

Em relacao a massa de 100 graos (M 100 G) a mesma nao foi influenciada pelos tratamentos utilizados. Todos os valores estiveram proximos de 25,75 g que e o valor descrito para a cultivar (Tabela 3).

Entre as caracteristicas avaliadas a de maior interesse aos produtores e a produtividade. As condicoes climaticas, em especial as temperaturas minimas e maximas diarias no periodo, assim como, as ocorrencias de precipitacoes bem distribuidas no periodo, sobretudo, na germinacao e na semana que antecedeu ao florescimento, sao condicoes muito importantes a serem observadas.

Conforme pode ser verificado na Figura 1, as ocorrencias de precipitacao apos a semeadura e na semana anterior ao periodo de florescimento foram favoraveis. Quanto a temperatura minima e maxima diaria, sobretudo no periodo de florescimento, verifica-se que para a temperatura minima registrada nestes dias foram favoraveis e a temperatura maxima em alguns dias do periodo do florescimento nao foi favoravel, ou seja, apresentou acima do desejado. Segundo Mariot (2000), a temperatura ambiente mais favoravel situa-se proximo a 21[degrees]C e que temperatura diurna superior a 30[degrees]C e noturna acima de 25[degrees]C causam reducao nos componentes de producao, principalmente no numero de flores e no numero de vagens pequenas por planta.

A produtividade de graos (PROD) diferiu entre tratamentos. Os maiores rendimentos foram observados, nos tratamentos que tiveram como doses 40+60; 60+90; 80+120 e 100 kg [ha.sup.-1] de N, enquanto que os menores para a aplicacao das doses de 0 e 20+30 kg [ha.sup.-1] de N (Tabela 3). A produtividade entre o tratamento 0 kg [ha.sup.-1] de N e os tratamentos que proporcionaram os maiores rendimentos 40+60; 60+90; 80+120 e 100 kg [ha.sup.-1] de N, foram acrescidas de 114,73, 156,48, 155,26 e 129,72%, respectivamente. Esses resultados denotam a importancia da aplicacao de N, tanto aplicada parte da dose na semeadura e o restante em cobertura quanto aplicada a dose total somente na semeadura, para a cultura do feijoeiro conduzido em condicao de plantio direto. Isto pode ser explicado em parte pela reducao dos niveis de precipitacoes ocorrida apos a emergencia do feijoeiro que se deu no inicio de novembro. A maior precipitacao foi de 28 mm e posteriormente nao ultrapassou os 19,2 mm ate a fase de florescimento, reduzindo as perdas por lixiviacao (Figura 1). Corroboram com estes resultados os trabalhos de Kiehl et al. (1993), Silva et al. (2003) e Soratto et al. (2003).

Os valores medios dos teores foliares de N, P, K, Ca, Mg, Cu, Zn e Mn encontram-se na Tabela 4.

Em relacao ao teor de N foliar, observa-se que diferiu entre os tratamentos. O maior teor observado foi para a dose de 80+120 kg [ha.sup.-1] de N seguido da dose de 60 + 90; 40 + 60; (20 + 30 e 100) e 0 kg [ha.sup.-1] de N. Os teores foliares de N foram superiores em 80 + 120; 60 + 90; 40 + 60 kg [ha.sup.-1] de N em relacao a faixa critica proposta pela metodologia descrita por Raij (1991), que e de 30 a 50 g [kg.sup.-1] de materia seca de folhas, e para 100; 20 + 30 e 0 kg [ha.sup.-1] de N os teores ficaram dentro da faixa critica. Houve aumento do teor de N na folha em funcao das doses crescentes (Tabela 4). Resultado semelhante tambem foi observado por Silveira e Damasceno (1993),

Andrade et al. (1998a) e Soratto et al. (2003). Em termo de produtividade de graos, pode ser observado que nos tratamentos em que os teores foliares foram superiores aos da faixa critica, e para T6 = 100 kg [ha.sup.-1] de N, que apresentou teor dentro da faixa critica, foram obtidas as maiores produtividades para a cultivar IPR Juriti. Nos demais tratamentos T2 (20 + 30 kg [ha.sup.-1] de N) e T1 (0 kg [ha.sup.-1] de N), as produtividades foram menores, (Tabelas 3 e 4). E importante destacar que embora em T2 e T6 nao tenha diferido em termo de teores foliares de N, houve diferenca em relacao a produtividade. Esse resultado pode indicar que a maior quantidade de N utilizada em T6 (100 kg [ha.sup.-1] de N) e aplicado na semeadura foi disponibilizado ao feijoeiro por maior periodo de que T2 (20 + 30 kg [ha.sup.-1] de N) em funcao da menor dose e parcelado. Conforme Lara Cabezas et al. (2000), quando o N e aplicado em cobertura as perdas por volatilizacao podem chegar ate 54% e quando incorporado na forma de ureia as perdas sao insignificantes. A importancia do N para crescimento e desenvolvimento e incontestavel. Segundo Malavolta (1980), o N e macronutriente anionico mais abundante na planta e tambem e o mais exigido entre todos os demais, pois e constituinte de uma serie de compostos indispensavel a planta. Segundo Marschner (1995), o N esta envolvido na sintese de proteinas, na promocao do crescimento vegetativo, na formacao de gemas floriferas e frutiferas. A influencia do N, na producao de graos relaciona com o numero de flores, vagens por planta e graos por vagens, e descrita por Oliveira et al. (1996), Andrade et al. (2000) e Vieira (2006).

No que se refere ao teor foliar de P, este foi superior e dentro da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 2,5 - 4,0 g [kg.sup.-1] de materia seca de folhas, para os tratamentos-testemunha T1(0) e para T2 (20 + 30 kg [ha.sup.-1] de N). Para os demais tratamentos, os teores ficaram abaixo da faixa critica, mostrando que o fosforo pode ter sofrido processo de diluicao em funcao dos maiores valores de MSF (Tabela 4). Resultado semelhante foi obtido para o fosforo por Andrade et al. (1998a), os quais em suas argumentacoes atribuem aos resultados o processo de diluicao. Segundo Raij (1991) e Marschner (1995), a maior absorcao de N contribuiu para o aumento da area da superficie radicular que favorece a maior absorcao de P conforme ressalta Lopes e Guilherme (1992).

O teor de potassio (K) nas folhas nao diferiu em funcao das doses de N e dos metodos de aplicacao desse nutriente. Em todos os tratamentos, os teores foliares de potassio foram abaixo da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 20 a 24 g [kg.sup.-1] de materia seca de folhas (Tabela 4). Este resultado pode ter contribuido para restringir que a cultivar utilizada pudesse obter produtividade proxima do rendimento medio obtido em ensaios realizados pelo IAPAR que foi de 2.607 kg [ha.sup.-1]. Oliveira et al. (1996) relatam que plantas deficientes em K formam poucas flores e ocasionam reducao na producao de vagens. Segundo Marschner (1995), o K relaciona-se com a sintese de proteina e de carboidratos, promove o armazenamento de acucares e amido, alem de estimular o crescimento vegetativo.

Em relacao a absorcao de K pelo feijoeiro em funcao da aplicacao de N, a mesma depende da forma de suprimento do mesmo, sendo a forma amoniacal mais favoravel para a absorcao do K em relacao a nitrica, segundo Marschner (1995).

O teor de calcio (Ca) nas folhas, em todos os tratamentos, ficou dentro da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 10 a 25 g [kg.sup.-1] de materia seca de folhas. Porem, houve diferenca significativa entre T1 (0 kg [ha.sup.-1] de N) e os demais tratamentos. Para os tratamentos que receberam a aplicacao da adubacao nitrogenada, os teores foliares de Ca foram superiores ao T1 (0 kg [ha.sup.-1] de N), (Tabela 4). O que pode ter ocorrido e que o processo de contato fizesse com que a necessidade da planta fosse superada em decorrencia do maior desenvolvimento de raiz, que pode ser promovido pela adicao do nitrogenio Raij (1991), Lopes e Guilherme (1992) e Marschner (1995). Em relacao a absorcao de calcio em razao do fornecimento de N, este depende da concentracao de N[H.sub.4.sup.+] no meio.

O teor de magnesio (Mg) nas folhas diferiu entre o tratamento-testemunha (o teor ficou abaixo da faixa critica) e os demais tratamentos, sendo que estes apresentaram maiores teores foliares e superior ao da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 2,5 a 5,0 g [kg.sup.-1] de materia seca folhas, (Tabela 4). O que pode ter ocorrido e que o processo de contato fizesse com que a necessidade da planta fosse superada em decorrencia do maior desenvolvimento de raiz promovido pela adicao do nitrogenio Raij (1991), Lopes e Guilherme (1992) e Marschner 1995). A absorcao do Mg pode ser fortemente reduzida pela presenca do N na forma amoniacal e em contrapartida a forma nitrica benefica a absorcao do Mg (Vale et al., 1993).

O teor de cobre (Cu) nas folhas diferiu entre o tratamento T3 (40:60) e os demais tratamentos. Todos os teores ficaram acima da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 4 a 10 mg [kg.sup.-1] de materia de folhas (Tabela 4). A acidificacao da rizosfera favorece a absorcao de micronutrientes cationicos tais como o cobre. No entanto, no presente trabalho, esta questao nao ficou evidenciada claramente. Andrade et al. (1998a) observaram que com a adicao de fertilizante nitrogenado aumentou o teor de Cu nas folhas. Thomson et al. (1993) verificaram que ha influencia da forma do nitrogenio fornecido ao feijoeiro sobre a concentracao de Cu nas folhas. Como resultado, observaram que o teor foliar de Cu foi maior quando aplicou o nitrogenio na forma N-N[H.sub.4.sup.+] em relacao a forma N-N[0.sub.3.sup.-] e para a situacao de nao-aplicacao. Marschner (1995) relata que a alta disponibilidade de N pode acentuar a deficiencia de cobre.

O teor de zinco (Zn) nas folhas nao diferiu entre os tratamentos estudados. Os teores ficaram dentro da faixa critica proposta por Raij (1991), que e de 18 a 50 mg [kg.sup.-1] de materia seca folha (Tabela 4). Thomson et al. (1993) avaliaram a influencia da forma do nitrogenio fornecido ao feijoeiro sobre a concentracao de Zn nas folhas. Os teores foliares de Zn foram maiores quando foi aplicado o nitrogenio na forma N-N[H.sub.4.sup.+] em relacao a forma N-N[0.sub.3.sup.-] e para a situacao de nao-aplicacao. Marschner (1995), tambem indica que ocorre maior conteudo de Zn no feijoeiro quando a fonte de N e NH[4.sup.+] em relacao a N[O.sup.-.sub.3]. Andrade et al. (1998a) observaram que com a adicao do nitrogenio aumentou o teor de Zn nas folhas.

O teor de manganes (Mn) nas folhas nao diferiu entre os tratamentos e a faixa critica para o Mn, segundo metodologia apresentada por Raij (1991) e de 15 a 100 mg [kg.sup.-1] de materia seca folha, sendo que os valores ficaram acima para T3 (40+60 kg [ha.sup.-1] de N) e T6 (100 kg [ha.sup.-1] de N) (Tabela 4).

Thomson et al. (1993) avaliaram a influencia da forma do nitrogenio fornecido ao feijoeiro sobre a concentracao de Mn nas folhas. Os teores foliares de Mn foram maiores quando foi aplicado o nitrogenio na forma N-N[H.sub.4.sup.+] em relacao a forma N-N[0.sub.3.sup.-] e para a situacao de nao-aplicacao. Marschner (1995) tambem indica que o maior conteudo de Mn em planta de feijao quando a fonte de N foi a forma N[H.sub.4.sup.+] em relacao a N[O.sub.3.sup.-].

Conclusao

O feijoeiro cultivado no sistema plantio direto responde a adubacao nitrogenada aplicada toda na semeadura ou parcelada.

A massa seca de folhas, o indice de area foliar, o numero de vagens por planta e o rendimento, assim como, o teor folia de nitrogenio, calcio e de magnesio foi maior com a aplicacao de doses mais elevadas de nitrogenio.

Received on February 28, 2007. Accepted on September 05, 2007.

Referencias

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Elias Franco *, Carlos Alberto de Bastos Andrade, Carlos Alberto Scapim e Paulo Sergio Lourenco de Freitas

Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringa, Parana, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: ciafranco@bol.com.br
Tabela 1. Resumo da analise de variancia de populacao de plantas (POP),
indice de area foliar (IAF), materia seca de folhas (MSF), numero de
vagens por planta (NVP), numero de graos por vagem (NGV), massa de 100
graos (M 100 G) e Produtividade de graos (PROD), em funcao de doses e
metodos de aplicacao de adubacao nitrogenada na cultura do feijoeiro.
Apucarana, Estado do Parana, 2004/05.

Fonte de G.L. Quadrados medios
variacao POP IAF MSF

Tratamento 5 0,5196731 (ns) 0,8507995 * 4,347811 *
Blocos 4 0,1832924 0,8443648 0,4371383
Residuo 20 0,4188530 0,1229611 0,6313963

Fonte de Quadrados medios
variacao NVP NGV M 100 G PROD

Tratamento 41,43260 * 0,1178913 (ns) 1,019203 (ns) 1429763,0 *
Blocos 1,088,367 0,2781050 1,970,113 377290,2
Residuo 5,327,267 0,3041630 0,7917633 90951,34

(ns) = nao-significativo pelo teste F; * significativo pelo teste F
(p [less than or equal to] 0,05).

Tabela 2. Resumo da analise de variancia dos teores foliares de N, P,
K, Ca, Mg, Cu, Zn e Mn em funcao de doses e metodos de aplicacao de
adubacao nitrogenada na cultura do feijoeiro. Apucarana, Estado do
Parana, 2004/05.

Fonte de G.L. Quadrados medios
variacao N P K

Tratamento 5 271,9727 * 0,3921393 * 8,3906 ns
Blocos 4 1,227,042 0,1925583 7,130,933
Residuo 20 6,437,846 0,8724433 3,639,357

Fonte de Quadrados medios
variacao Ca Mg Cu

Tratamento 44,64223 * 56,64364 * 8,783733 *
Blocos 3,420,537 2,222,408 1,896,333
Residuo 7,627,167 2,178,966 2,992,733

Fonte de Quadrados medios
variacao Zn Mn

Tratamento 78,678 ns 805,85 ns
Blocos 3,028,083 5,308,212
Residuo 9,726,823 3,578,994

(ns) = nao-significativo pelo teste F; * significativo
p [less than or equal to] 0,05 pelo teste F.

Tabela 3. Valores medios de populacao de plantas (POP), indice de area
foliar (IAF), materia seca de folha (MSF), numero de vagens por planta
(NVP), numero de graos por vagens (NGV), massa de 100 graos (M100 G) e
produtividade de graos (PROD), em funcao de doses e metodos de aplicacao
de adubacao nitrogenada na cultura do feijoeiro. Apucarana, Estado do
Parana, 2004/05.

Trat. Met/doses Caracteristicas
 Pop (1) IAF MSF (2) NVP

T1 0 199.666 0,96 b 2,17 b 5,28 b
T2 20 + 30 170.666 1,34 b 3,04 b 9,40 a
T3 40 + 60 173.777 1,62 a 3,74 a 11,54 a
T4 60 + 90 187.555 1,80 a 4,07 a 11,22 a
T5 80 +120 188.888 1,89 a 4,27 a 13,14 a
T6 100 167.999 2,10 a 4,76 a 12,60 a

Media 179.925 1,62 3,68 10,53
C.V.(%) 11,37 21,57 21,61 21,91
DMS 27,052 0,46 1,05 3,05

Trat. Caracteristicas
 NGV M100G (3) PROD (4)

T1 5,12 24,57 880,782 c
T2 4,84 24,01 1.460,755 b
T3 4,80 24,07 1.891,324 a
T4 4,81 25,01 2.259,013 a
T5 4,65 25,07 2.248,347 a
T6 4,79 24,41 2.023,355 a

Media 4,83 24,52 1.793,930
C.V.(%) 11,40 3,62 16,01
DMS 0,72 1,17 398,63

(1) (plantas [ha.sup.-1]); (2) (g [planta.sup.-1]), (3) (g),
(4) (kg [ha.sup.-1]); Medias seguidas de mesma letra, em cada
coluna, nao diferem entre si, em nivel de 5% de probabilidade,
pelo teste de Scott-Knott.

Tabela 4. Valores medios dos teores foliares de N, P, K, Ca, Mg, Cu,
Zn e Mn no florescimento do feijoeiro (estadio [R.sub.6]), em funcao de
doses e metodos de aplicacao de adubacao nitrogenada na cultura do
feijoeiro. Apucarana, Estado do Parana, 2004/05.

 Nutrientes

Trat. Met/doses N P
 --(g [kg.sup.-1] de folha)--

T1 0 38,13 e 2,77 a
T2 20 + 30 48,47 d 2,67 a
T3 40 + 60 52,00 c 2,31 b
T4 60 + 90 55,76 b 2,30 b
T5 80 +120 59,18 a 2,20 b
T6 100 47,28 d 2,04 b

Media 50,13 2,38
C.V.(%) 5,06 12,40
DMS 3,35 0,39

 Nutrientes

Trat. K Ca Mg
 --(g [kg.sup.-1] de folha)--
T1 14,56 15,50 b 1,41 b
T2 16,46 22,38 a 8,95 a
T3 16,28 22,93 a 9,03 a
T4 16,68 22,18 a 9,74 a
T5 17,16 23,51 a 10,06 a
T6 13,90 22,64 a 10,05 a

Media 15,84 21,52 8,20
C.V.(%) 12,04 12,82 17,99
DMS 2,52 3,65 1,95

 Nutrientes

Trat. Cu Zn Mn
 --(mg [kg.sup.-1] de folha)--
T1 11,58 b 32,06 73,30
T2 12,28 b 30,36 86,68
T3 14,10 a 36,92 103,30
T4 11,20 b 38,04 94,76
T5 10,66 b 38,16 99,74
T6 10,54 b 29,56 108,30

Media 11,72 34,18 94,34
C.V.(%) 14,75 28,85 20,05
DMS 2,28 13,03 25,00

Medias seguidas de mesma letra, em cada coluna, nao diferem entre
si, em nivel de 5% de probabilidade, pelo teste de Scott-Knott.
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Author:Franco, Elias; Andrade, Carlos Alberto de Bastos; Scapim, Carlos Alberto; de Freitas, Paulo Sergio L
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2008
Words:6602
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