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Removal of apical meristem and increase in plant density of soybean plants for the single seed descent method/Remocao do meristema apical e adensamento em plantas de soja visando sua utilizacao no metodo descendente de uma unica semente.

Introducao

O melhoramento na cultura da soja tem tido como metas primordiais a introducao, criacao, selecao e caracterizacao de genotipos de soja com potencial produtivo e qualidade de sementes superiores as das cultivares pioneiras.

O melhoramento genetico da soja e um processo continuo de desenvolvimento de novas cultivares. Os programas de melhoramento sao assentados em objetivos gerais e especificos e visam a solucao das limitacoes reais ou potenciais das cultivares frente aos fatores bioticos e abioticos que interferem na producao da soja. As hibridacoes sao realizadas para desenvolver germoplasma com variabilidade genetica e as populacoes segregantes sao conduzidas por metodos tradicionais de melhoramento de plantas autogamas, para permitir a selecao e a avaliacao de genotipos com as caracteristicas agronomicas desejadas nas novas cultivares.

Um dos metodos de melhoramento genetico mais utilizado na cultura da soja e o Metodo Descendente de uma Unica Semente, mais conhecido como Single Seed Descent (SSD). Este preve que uma semente [F.sub.3] de cada individuo [F.sub.2] da populacao seja colhida aleatoriamente e agrupada para constituir a geracao [F.sub.3,] sendo estas agrupadas e semeadas, e uma semente F4 de cada individuo [F.sub.3] e colhida na epoca da maturacao, repetindo-se o processo ate a geracao [F.sub.5], selecionandose apos, plantas individuais que sao submetidas ao teste de progenie (BOREM; MIRANDA, 2005; SEDIYAMA et al., 2005).

Este metodo permite o fornecimento de maxima variancia genetica entre as linhagens na populacao final, alem de poder ser conduzido fora da regiao de adaptacao. E um bom metodo, principalmente quando se dispoe de casa-de-vegetacao ou locais de multiplicacao de inverno, para avanco de geracao. Por nao sofrer influencia do ambiente, e possivel avancar de duas a tres geracoes por ano (BOREM; MIRANDA, 2005; SEDIYAMA et al., 2005). Outras vantagens deste metodo, segundo os autores, sao: menor espaco por geracao, menor dispendio de esforco na colheita, nao ha necessidade de anotacoes e a selecao para caracteres de alta herdabilidade (altura de planta, maturacao, floracao e resistencia vertical as doencas) pode ser praticada em plantas individuais.

O adensamento das plantas de soja poderia auxiliar no desenvolvimento de novas cultivares, proporcionando maior variabilidade genetica em pequenos campos de producao. Uma tecnica que favoreceria a conducao de altas populacoes de plantas em programas de melhoramento de soja, aumentando possibilidade de trabalho em areas limitadas, e remocao do meristema apical das plantas.

Com esta tecnica, estimula-se o desenvolvimento das gemas laterais, aumentando o numero de ramificacoes e, consequentemente, aumenta a produtividade em cultivos adensados, bem como a reducao da altura das plantas e o indice de acamamento, podendo-se citar o trabalho de Tancredi et al. (2004). Sugere-se o desenvolvimento de novos trabalhos nessa linha de pesquisa, utilizando tecnicas como as estudadas por Junior et al. (2008) com retardante vegetal e Mortele et al. (2008) com biorregulador, ambos com a cultura da soja.

Sabe-se que o fator mais limitante de uma casade-vegetacao e sua area interna, que deve ser utilizada da forma mais adequada obtendo-se sua maxima exploracao. Portanto, desenvolver tecnicas que proporcionem melhores resultados nos experimentos conduzidos em casa-de-vegetacao e a maneira mais pratica de se obter o seu maximo proveito da mesma (TANCREDI et al., 2004).

Neste sentido, objetivou-se, neste trabalho, verificar a eficiencia da remocao do meristema apical em diferentes densidades de plantas de soja, quanto ao estimulo a ramificacao, a producao de sementes na maior densidade e a reducao da altura da planta, buscando-se estrategias de cultivo em casa-devegetacao para fins de melhoramento genetico pelo metodo SSD.

Material e metodos

O experimento foi conduzido na casa-devegetacao do Programa de Melhoramento Genetico de Soja do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Vicosa, localizado no Campus Universitario, no municipio de Vicosa, na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais.

A cultivar UFV-18 (Patos de Minas) foi estudada nas densidades de uma a dez plantas por vaso, combinadas com tres alturas de remocao do meristema apical, isto e, quando as plantas atingiam o 3 e 6 trifolios, mais a testemunha sem remocao, com data de plantio no dia 8/11/2002.

A analise estatistica foi realizada, utilizado o esquema em parcelas subdivididas, sendo o fator densidade com dez niveis (de uma a dez plantas/vaso) casualizado nas parcelas e o fator remocao do meristema com tres niveis (sem, 3 e 6 trifolios) casualizado nas subparcelas, no delineamento em blocos casualizados, com tres repeticoes, cada vaso constituindo uma repeticao.

Os tratamentos receberam, na semeadura, adubacao equivalente a 100 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5], 20 kg [ha.sup.-1] de N, 100 kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O, 2000 kg [ha.sup.-1] de calcario bem homogeneizados ao solo. O substrato utilizado continha 2/3 de solo adubado e 1/3 de esterco de curral. O substrato foi colocado em vasos de aproximadamente 3 L de capacidade e dispostos nas bancadas de aproximadamente 1 m de largura por 3,5 m de comprimento, em tres fileiras, cada fileira com 12 vasos, sendo os das extremidades considerados como bordadura.

Antes da semeadura, foram realizados o tratamento das sementes com o fungicida e a inoculacao com Bradyrhizobium japonicum. Apos a emergencia, realizou-se desbaste para adequacao do estande entre os estadios de desenvolvimento [V.sub.C] e [V.sub.1] segundo a escala de Fehr et al. (1971).

Os controles de pragas e doencas foram realizados na medida em que se fizeram necessarios. As irrigacoes foram realizadas diariamente. Os tratamentos receberam adubacao de cobertura uniforme, equivalente a 50 kg [ha.sup.-1] de N e 60 kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O, sendo realizados conforme a necessidade da cultura. Para o cultivo de soja, em casa-de-vegetacao, faz-se necessaria a adubacao nitrogenada tanto na semeadura quanto de cobertura, pois mesmo inoculadas, as plantas apresentam sintomas de deficiencia.

As plantas foram tutoradas conforme a necessidade. Em cada vaso foi colocada uma estaca de bambu na qual as plantas foram amarradas, visando evitar o tombamento e permitir o bom desenvolvimento das mesmas.

Foram avaliadas as seguintes caracteristicas:

a) Altura de insercao da primeira vagem (cm): antes do corte da haste, mediu-se a distancia do solo ate a primeira vagem, com aproximacao de 0,5 cm;

b) Altura da planta (cm): mediu-se a planta, com aproximacao de 0,5 cm, logo apos o corte rente ao solo da haste principal, desde esta posicao ate a insercao do ramo terminal;

c) Numero de nos da haste principal (un.): contado apos a colheita, com excecao do no cotiledonar;

d) Numero de ramificacoes por planta (un.): a contagem foi feita por meio do numero de ramificacoes da haste principal;

e) Numero de vagens por planta (un.): foram contadas todas vagens produzidas pela planta;

f) Numero medio de sementes por vagem (un.): apos a colheita, foi obtido dividindo-se o numero total de sementes pelo numero total de vagens;

g) Numero de sementes por planta (un.): foram contadas todas sementes produzidas pela planta correspondente e;

h) Peso de 100 sementes (g): as sementes (13% de umidade) foram pesadas em balanca com precisao de 0,01 g.

O meristema apical das plantas era removido assim que as mesmas atingiam o 3 e 6 trifolios completamente desenvolvidos, eliminando-se apenas o meristema.

As colheitas foram efetuadas cortando-se a haste principal das plantas rente ao solo, depois do estadio de desenvolvimento R8 de Fehr et al. (1971), sendo as mesmas identificadas com etiquetas por ocasiao da colheita para avaliacoes posteriores. As plantas foram avaliadas individualmente, sendo tomadas as medias dos vasos com mais de uma planta.

Os dados das caracteristicas agronomicas foram submetidos a analise de variancia, aplicando-se o teste F a 5% de probabilidade. Efetuou-se o desdobramento da interacao densidade x remocao do meristema apical, para estudar os efeitos das diferentes densidades de semeadura para cada nivel de remocao do meristema apical, por meio de analise de regressao a 5% ou 1% de probabilidade.

Resultados e discussao

Na caracteristica altura de insercao da primeira vagem, exceto para as densidades de duas e tres plantas por vaso, as menores alturas ocorreram quando o meristema apical foi removido no 6 trifolio (Tabela 1). Esse resultado difere do observado por Tancredi et al. (2006) em que os autores observaram que a remocao do meristema apical na menor altura estudada (25 cm) resultou nas menores alturas de insercao da primeira vagem nas densidades de uma a seis plantas por vaso. Trabalhos de Botrel e Rezende (1999) e Rezende et al. (2001) indicaram que o corte da haste principal tambem reduziu significativamente a altura de insercao da primeira vagem e a altura da planta de soja.

Nas equacoes de regressao, confirma-se que as menores alturas sao obtidas quando o meristema foi removido no 6 trifolio e conforme se aumenta a densidade, menor sera a altura das plantas (Tabela 1). No caso do tratamento sem remocao, observa-se o inverso, quanto maior a densidade maior a altura de insercao da primeira vagem, resultado que corrobora com o observado por Buriol et al. (1988), Sediyama et al. (1996) e Tancredi et al. (2006). A insercao da primeira vagem esta associada a altura da planta. A tendencia observada de maior altura de insercao da primeira vagem em plantios com densidades maiores e consequencia do aborto de flores em porcoes inferiores, ocasionado pela maior competicao entre plantas de soja, principalmente por luz.

A caracteristica altura da planta, com excecao da densidade de tres plantas por vaso, as menores alturas foram atingidas quando o meristema foi removido no 6 trifolio comparando-se com o tratamento sem remocao (Tabela 2).

Alturas maiores de corte tem resultado em melhor produtividade de graos, em relacao as menores alturas de corte, que produzem maior massa verde e feno (REZENDE; FAVORETTO, 1987), principalmente, pela permanencia de maior Numero de gemas vegetativas na haste principal, o que proporciona maior desenvolvimento de ramificacoes, e em cortes menores ha maior aproveitamento da parte aerea da planta.

Comportamento semelhante entre as caracteristica altura da planta e altura de insercao da primeira vagem foi verificado para as diferentes densidades de plantas por vaso nos tratamentos de remocao do meristema apical (Tabela 2). Esta caracteristica tambem sofre variacao da populacao, concordando com a verificacao de Buriol et al. (1988), Nakagawa et al. (1988), Sediyama et al. (1996), Peluzio et al. (1997), Peluzio et al. (2000), Rocha et al. (2001), Tancredi et al. (2006) e Junior et al. (2008), em que as maiores populacoes estimularam o crescimento das plantas.

Na caracteristica numero de nos da haste principal, o menor numero de nos da haste foi verificada quando o meristema apical foi removido no 6 trifolio, comparando-se com o tratamento sem remocao para as densidades com uma, duas, quatro e oito plantas por vaso. Tancredi et al. (2006) tambem observaram que a remocao do meristema apical reduziu o numero de nos na haste principal. Nas demais densidades, nao foram verificadas diferencas entre os tratamentos de remocao do meristema (Tabela 3).

No estudo do efeito das densidades em cada tratamento de remocao, observou-se que quanto maior a densidade de plantas por vaso, maior o numero de nos da haste, para os tratamentos sem remocao e remocao no 6 trifolio. No tratamento de remocao no 3 trifolio, observou-se comportamento inverso (Tabela 3), esse comportamento tambem foi verificado por Tancredi et al. (2006) em que as maiores populacoes apresentaram os menores numeros de nos da haste. Verifica-se, na caracteristica numero de ramificacoes, que o maior numero de ramificacoes ocorreu quando o meristema apical foi removido no 6 trifolio, comparando-se com o tratamento de remocao no 3 trifolio para as densidades de uma, duas, tres e quatro plantas por vaso, nao sendo verificado diferenca entre os tratamentos de remocao do meristema nas demais densidades (Tabela 4).

Quanto ao efeito das densidades de plantas em cada tratamento de remocao do meristema, observou-se que quanto menor a densidade, maior o numero de ramificacoes, e, o maior numero de ramificacoes foi obtido no tratamento de remocao do meristema apical no 6 trifolio na densidade de uma planta por vaso (Tabela 4).

A soja apresenta grande capacidade de competir por espaco, pela sua facilidade de emitir ramificacoes e seu potencial para produzir area foliar. Portanto, em pequenas populacoes, as plantas emitem maior numero de folhas e de ramificacoes (SEDIYAMA et al., 1996).

Na caracteristica numero de vagens por planta, a remocao do meristema no 6 trifolio foi a que proporcionou maior numero de vagens por planta, comparando-se com a remocao no 3 trifolio para as densidades com uma, duas, tres e quatro plantas por vaso. Nao foram verificadas diferencas entre os tres tratamentos de remocao do meristema apical nas demais densidades de plantas por vaso (Tabela 5).

Conforme se aumenta a densidade de plantas por vaso, reduz-se o numero de vagens por planta, fato tambem observado por outros autores que relatam melhores resultados em menores densidades (ARANTES; SOUZA, 1993; PELUZIO et al., 1997; PELUZIO et al., 2000; ROCHA et al., 2001 e TANCREDI et al., 2004). Junior et al. (2008) nao verificaram influencia da densidade de plantas sobre os componentes de producao e produtividade da soja. Comparando-se os tres tratamentos, o que apresentou melhores resultados foi o tratamento de remocao no 6 trifolio.

Ressalta-se que no metodo de melhoramento SSD, o interesse e produzir pelo menos uma semente e ou uma vagem por planta, com o maior numero de individuos diferentes, possibilitando maior variabilidade genetica em pequenos campos de producao, utilizando-se maiores densidades de plantio. Portanto, o tratamento com dez plantas por vaso apresenta-se totalmente viavel ao proposito deste trabalho (Tabela 5).

Os resultados da caracteristica numero de sementes por planta comportaram-se de maneira semelhante ao observado na caracteristica numero de vagens por planta, destacando-se que o melhor tratamento de remocao do meristema foi no 3 trifolio (Tabela 6). Resultados semelhantes foram observados por Tancredi et al. (2004). Conforme Sediyama et al. (1996), por a soja apresentar grande facilidade de emitir ramificacoes, em menores densidades, as plantas emitirao maior numero de folhas, de ramificacoes e, consequentemente, produzindo mais sementes. Ressalta-se tambem o mesmo raciocinio quanto ao metodo de melhoramento SSD.

Exceto para a densidade de dez plantas por vaso, onde o maior peso foi obtido quando o meristema foi removido no 6 trifolio, comparando-se com o tratamento de remocao no 3 trifolio. Nao foram verificadas diferencas entre os tratamentos de remocao do meristema apical nas demais densidades (Tabela 7).

Nos tratamentos de remocao, independente da variacao da densidade, nao ocorreu variacao no peso de 100 sementes (Tabela 7). Segundo Rosolem et al. (1983), Cardoso e Rezende (1987) e Rocha et al. (2001), o peso de 100 sementes nao e influenciado pela densidade de plantas. Portanto, podem-se utilizar dez plantas por vaso com ou sem remocao do meristema apical.

Uma estrategia de uso do espaco de casa-devegetacao para avanco de geracoes segregantes e usar o metodo SSD quando a populacao segregante a ser colhida for muito grande e usar a SPD quando a mesma for pequena, em relacao ao espaco disponivel.

Conclusao

A remocao do meristema apical quando realizada no 6 trifolio, foi mais eficiente em estimular a ramificacao nas densidades de uma, duas, tres e quatro plantas por vaso, reduzindo a altura da planta e da primeira vagem.

A remocao do meristema apical realizada no 6 trifolio, na densidade de dez plantas [vaso.sup.-1], permitiu a producao de pelo menos uma vagem [planta.sup.-1] mostrando-se totalmente viavel ao cultivo em casa-de-vegetacao, para fins de melhoramento genetico, pelo metodo SSD ou SPD.

DOI: 10.4025/actasciagron.v31i1.6656

Referencias

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Received on June 13, 2007.

Accepted on May 15, 2008.

Marcia Ribeiro Toledo (1) *, Fabio Daniel Tancredi (1), Tuneo Sediyama (1), Jose Ivo Ribeiro Junior (2) e Mucio Silva Reis (1)

(1) Departamento de Fitotecnia, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Federal de Vicosa. Av. P.H. Rolfs, s/n, 36570-000, Vicosa, Minas Gerais, Brasil. (2) Departamento de Informatica, Centro de Ciencias Exatas e Tecnologicas, Universidade Federal de Vicosa, Vicosa, Minas Gerais, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: mribeirotoledo@yahoo.com.br
Tabela 1. Medias da altura de insercao da primeira vagem, em dez
populacoes de plantas de soja e tres tratamentos de remocao do
meristema apical, em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6

Sem 64,7 a 43,0 a 57,0 a 67,7 a 69,3 a 78,7 a
3 44,0 ab 37,5 a 43,7 a 39,2 b 49,8 ab 50,9 b
6 31,3 b 42,8 a 44,2 a 40,6 b 44,5 b 47,1 b

M (2)

 7 8 9 10

Sem 73,9 a 74,0 a 70,5 a 82,3 a
3 49,1 b 51,7 b 53,2 ab 50,5 b
6 42,9 b 51,2 b 48,5 b 48,2 b

 CV Parcelas (%) = 29,43 CV Subparcelas (%) = 20,20

M2 Equacoes de regressao R2 (%)
Sem Y ** = 52,6209 + 2,8156D 56,56
3 Y = 46,95 --
6 Y * = 49,2778 - 17,5561/D 77,84

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre si
pelo teste de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do meristema apical. (1)
*,** Significativo pelo teste t (p < 0,05 e p < 0,01,
respectivamente).

Tabela 2. Medias da altura da planta, em dez populacoes de plantas de
soja e tres tratamentos de remocao do meristema apical, em casa-de-
vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6

Sem 209,3 a 200,5 a 174,1 a 194,0 a 164,0 a 158,8 a
3 177,0 a 146,0 b 140,4 a 144,1 b 126,4 ab 127,2 ab
6 129,0 b 127,3 b 140,2 a 105,8 b 106,2 b 94,0 b

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 7 8 9 10

Sem 132,5 a 160,0 a 138,5 a 142,2 a
3 117,0 ab 119,7 ab 92,7 b 109,1 ab
6 87,5 b 97,0 b 92,8 b 87,5 b

CV Parcelas CV Subparcelas
(%) = 21,21 (%) = 15,50

M (2) Equacoes de regressao [R.sup.2] (%)

Sem [??] ** = 210,669 - 79,38
 7,86725D
3 [??] ** = 168,92 - 84,51
 7,08465D
6 [??] ** = 136,675 - 75,62
 5,44565D

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre si
pelo teste de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do meristema apical.
** Significativo pelo teste t (p < 0,01).

Tabela 3. Medias do numero de nos da haste principal, em dez
populacoes de plantas de soja e tres tratamentos de remocao do
meristema apical, em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6 7

Sem 15,0 a 14,0 a 12,2 a 12,2 a 10,9 a 10,6 a 10,1 a
3 15,5 a 12,7 a 10,1 a 10,4 ab 10,7 a 10,5 a 9,7 a
6 12,0 b 9,3 b 11,4 a 9,5 b 9,2 a 8,4 a 8,7 a

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 8 9 10

Sem 11,0 a 10,0 a 9,7 a
3 8,9 ab 7,8 a 8,7 a
6 7,5 b 8,3 a 8,0 a

CV Parcelas CV Subparcelas
(%) = 12,38 (%) = 12,01

M (2) Equacoes de regressao [R.sup.2] (%)

Sem [??] ** = 14,5138 - 83,80
 0,535111D
3 [??] ** = 8,30515 + 88,55
 7,4919/D
6 [??] ** = 11,4398 - 69,52
 0,401657D

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre
si pelo teste teste t (p < 0,01). de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do
meristema apical. ** Significativo pelo

Tabela 4. Medias do numero de ramificacoes por planta, em dez
populacoes de plantas de soja e tres tratamentos de remocao do
meristema apical, em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6 7

Sem 1,7 b 2,0 ab 1,6 ab 1,3 b 1,4 a 1,4 a 1,1 a
3 2,0 b 1,8 b 1,2 b 1,3 b 1,1 a 1,2 a 1,1 a
6 3,0 a 2,7 a 2,0 a 2,2 a 1,7 a 1,5 a 1,2 a

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 8 9 10

Sem 1,2 a 1,2 a 1,1 a
3 1,2 a 1,3 a 1,2 a
6 1,6 a 1,6 a 1,5 a

CV Parcelas CV Subparcelas
(%) = 21,46 (%) = 23,02

M (2) Equacoes de regressao [R.sup.2] (%)

Sem [??] Y ** = 1,83422 - 74,59
 0,0795556D
3 [??] ** = 1,03357 + 80,51
 1,02913/D
6 [??] ** = 1,35572 + 82,53
 1,84347/D

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre si
pelo teste de teste t (p < 0,01). Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do
meristema apical. ** Significativo pelo

Tabela 5. Medias do numero de vagens por planta, em dez populacoes
de plantas de soja e tres tratamentos de remocao do meristema
apical, em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6 7

Sem 34,3 a 18,2 a 10,6 a 11,7 a 9,0 a 6,6 a 6,0 a
3 37,0 a 18,0 a 13,1 a 9,8 a 8,0 a 6,8 a 6,1 a
6 37,3 a 17,5 a 13,4 a 11,8 a 7,9 a 5,5 a 6,2 a

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 8 9 10

Sem 6,0 a 5,3 a 4,3 a
3 4,8 a 2,8 a 4,4 a
6 4,7 a 4,6 a 3,8 a

CV Parcelas CV Subparcelas
(%) = 27,66 (%) = 19,74

M (2) Equacoes de regressao [R.sup.2] (%)

Sem [??] ** = 1,61194 + 98,81
 32,6795/D
3 [??] ** = 0,346034 + 99,56
 36,6135/D
6 [??] ** = 0,556626 + 99,07
 36,6194/D

(1) 'Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre
si pelo teste de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do meristema apical.
** Significativo pelo teste t (p < 0,01).

Tabela 6. Medias do numero de sementes por planta, em dez populacoes
de plantas de soja e tres tratamentos de remocao do meristema
apical, em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6 7

Sem 75,0 a 36,0 a 20,4 a 21,8 a 15,4 a 11,1 a 9,8 a
3 75,0 a 35,7 a 23,0 a 17,0 a 14,8 a 10,2 a 9,4 a
6 63,7 a 30,2 a 26,8 a 22,1 a 10,8 a 7,8 a 9,3 a

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 8 9 10

Sem 10,2 a 9,0 a 6,9 a
3 6,7 a 4,7 a 7,3 a
6 7,5 a 7,9 a 5,7 a

CV Parcelas CV Subparcelas
(%) = 37,66 (%) = 28,11

M (2) Equacoes de regressao [R.sup.2] (%)

Sem [??] = -0,199722 + 99,10
 74,288 ** /D
3 [??] = -2,14199 + 99,75
 76,8524 ** /D
6 [??] = 0,458299 + 97,18
 63,9023 ** /D

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre
si pelo teste de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do meristema apical.
** Significativo pelo teste t (p < 0,01).

Tabela 7. Medias do peso de 100 sementes, em dez populacoes de
plantas de soja e tres tratamentos de remocao do meristema apical,
em casa-de-vegetacao (1).

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 1 2 3 4 5 6 7

Sem 13,5 a 13,5 a 14,0 a 10,8 a 11,5 a 13,6 a 12,2 a
3 14,8 a 13,9 a 12,1 a 11,6 a 12,7 a 12,6 a 13,1 a
6 14,8 a 13,9 a 12,3 a 11,5 a 12,9 a 13,2 a 12,7 a

M (2) Densidade (D) (plantas [vaso.sup.-1])

 8 9 10

Sem 12,0 a 12,3 a 13,4 ab
3 13,5 a 14,8 a 11,6 b
6 13,0 a 12,1 a 14,6 a

CV Parcelas CV Subparcelas
(%)= 9,93 (%) = 11,13

M (2) Equacoes de regressoes [R.sup.2] (%)

Sem Y = 12,70 --
3 Y = 13,08 --
6 Y = 13,08 --

(1) Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre
si pelo teste de Tukey (p > 0,05). (2) Remocao do meristema apical.
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Author:Toledo, Marcia Ribeiro; Tancredi, Fabio Daniel; Sediyama, Tuneo; Ribeiro, Jose Ivo Junior; Reis, Muc
Publication:Acta Scientiarum. Agronomy (UEM)
Date:Jan 1, 2009
Words:4807
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