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Reduction of edema by the administration of chestnut and hibiscus in patients that make treatment with corticoids/REDUCAO DE EDEMA PELA ADMINISTRACAO DE CASTANHA-DA- INDIA E HIBISCUS EM PACIENTES QUE FAZEM TRATAMENTO COM CORTICOIDES.

INTRODUCAO

O edema caracteriza-se por um aumento de volume de liquido no intersticio. Sabe-se que o liquido corporal esta dividido entre o espaco intra e extracelular. Quando esse mecanismo esta alterado surge o edema (Coelho, 2004).

O edema pode ter varias causas, desde patologias ate o uso de medicamentos. Neste trabalho sera apresentado o edema causado pelo uso de corticoides e os fitoterapicos que ajudam na perda de peso e reducao do edema. 1

Os glicocorticoides (GC) alteram a regulacao do eixo-hipotalamo-hipofise adrenal, aumentam o apetite e causam retencao de liquidos e aumento de peso (Arend e colaboradores, 2005; Pereira e colaboradores, 2007).

Pacientes que fazem uso cronico de GC apresentam a Sindrome de Cushing iatrogenica. Os glicocorticoides alteram o sistema renina-angiotensina que causam retencao de sodio (Faical e Uehara, 1998).

Os GC sao farmacos usados em funcao de seus efeitos imunossupressores e anti-inflamatorios para o tratamento de doencas reumaticas e inflamatorias, porem os efeitos colaterais causados pelo seu uso os tornam, muitas vezes, limitados (Anti, Giorgi, Chahade, 2008; Caplan, Russel, Wolfe, 2005).

Apos a ingestao cronica de GC ha um aumento do apetite e do ganho de peso (Ciriaco e colaboradores, 2013).

Sabe-se que dentre os efeitos da administracao exogena dos GC estao o aumento de peso, edema, a Sindrome de Cushing e a retencao hidrica (Pimenta e Anti, 2006).

A Castanha-da-India (Aesculus hippocastanum) (AH) possui acao terapeutica a insuficiencia venosa e a fragilidade capilar. Possivelmente alivie o edema e tem acao antiinflamatoria (Brasil, 2014).

Ja o HS e considerado um alimento funcional por suas propriedades antioxidantes, contem antocianinas, vitamina C e polifenois.

Existem evidencias de seu efeito emagrecedor (Maciel e colaboradores, 2011; Teixeira e colaboradores, 2014).

Suas indicacoes sao como diuretico, laxante, estomaquico, calmante, antiescorbutica, anti-hipertensiva, colagogo e redutor de colesterol (Castro, 2003; Vieira, 1992).

Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar estudos que utilizaram estes fitoterapicos, Castanha-da-India e Hibiscus, e avaliar seus efeitos no tratamento coadjuvante para o emagrecimento e reducao da retencao de liquidos em pessoas que fazem uso de glicocorticoides.

MATERIAIS E METODOS

Esse artigo e uma revisao de literatura sistematica. Para realizar a pesquisa foi feita uma sintese de estudos sobre Castanha-daindia e Hibiscus e sua relacao com reducao de edema, efeito diuretico e anti-inflamatorio. Foram usados periodicos das bases de dados eletronicas Google scholar, Biblioteca virtual em saude (BVS), Scientific Eletronic Libary Online (Scielo), Pubmed central Brasil NCBI e LILACS.

Tendo como termo indexador: "glicocorticoides e edema", e seu correspondente em ingles "glucocorticoids and edema", Aesculus hippocastanum e edema, Hibiscus sabdariffa.L diuretic and edema,, aescin, [beta]-Escina, fitoterapicos contraindicados na gestacao, interacoes medicamentosas com Hibiscus sabdariffa.L, Horse chestnut, Chronic venous insufficiency, aesculaforce.

As publicacoes foram preselecionadas pelos titulos, estes deveriam conter como primeiro criterio o termo completo da relacao entre glicocorticoides e edema. Descricao da relacao entre Aesculus hippocastanum/ Horse chestnut ou seu principio ativo a aescin, [beta]-Escina e seu efeito diuretico e anti-inflamatorio, Hibiscus sabdariffa.L e seu efeito diuretico, alem de procurar as doses recomendadas e seguras bem como a sua interacao com medicamentos e seu efeito durante a gestacao e lactacao. Acompanhada da leitura dos resumos disponiveis.

A partir dos descritores foram identificados 5608 estudos na Pubmed central NCBI destes, 5000 foram excluidos, apos analise inicial (fase 1 = leitura do titulo, abstract e as palavras-chave), 608 foram para a avaliacao de fase 2, apos a leitura 602 foram excluidos por nao atenderem os criterios de inclusao e entao, foram selecionados, 6 artigos.

No Google scholar foram identificados 990 estudos, dos quais 950 foram excluidos apos analise inicial, destes 40 foram para leitura e apos analise foram selecionados 10 para o artigo.

Na base de dados Scientific Eletronic Libary Online (Scielo) foram identificados 20 artigos destes 15 foram excluidos apos analise inicial. Desses 15 foram excluidos apos a leitura 11 artigos, dos quais 4 foram selecionados.

Na Biblioteca virtual em saude (BVS) foram encontrados 1000 artigos dos quais 890 foram excluidos na fase 1 apos leitura do titulo e abstract, 110 foram para a fase 2 da analise, enfim foram selecionados 10 artigos.

Por fim na base de dados LILACS foram encontrados 200 artigos dos quais 120 foram excluidos na fase 1 de selecao, 80 foram para analise de fase 2, desses 5 foram selecionados para o artigo.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Tendo em vista a retencao hidrica que os GC causam nos pacientes, o uso de fitoterapicos que diminuem esse efeito colateral pode ser de grande auxilio no tratamento.

Assim, apresentam-se em destaque nessa revisao da literatura os possiveis beneficios da Castanha-da-India (Aesculus hippocastanum) e do o Hibisco (Hibiscus sabdariffa.L).

A tabela 1 apresenta os principais resultados encontrados na literatura com dados de pesquisas experimentais e clinicas.

Com relacao ao HS as partes usadas para o cha sao as flores, a via de administracao e oral e e contraindicado para pacientes que usam o medicamento cloroquina contra a malaria.

Segundo a Resolucao SES/RJ No 175 (Brasil, 2012), durante a gestacao e contraindicado por ter efeito enemagogo e abortivo.

No estudo de Fekeye e colaboradores (2007), obteve-se o resultado sobre a interacao dos compostos hibiscus e o diclofenaco.

Segundo Kolawole e Maduenyi, (2004) deve-se tomar paracetamol 3 a 4h/ antes de ingerir (HS), pois, segundo os resultados da pesquisa, aumenta a excrecao do medicamento e atrapalha a sua absorcao.

A dose recomendada do hibiscus e na forma de Tintura 20%. Administra-se 75 gotas 3x ao dia em meio copo de agua e 3 gramas (1 colher de sopa) do extrato seco em 150 ml de agua 3x ao dia (Aziz, Wong, Chong, 2013; Hopkins e colaboradores, 2013; Serban e colaboradores, 2015; Wahabi e colaboradores, 2009).

Para a Castanha-da-India, via de administracao tambem e a oral. A sua forma de uso e o extrato e o principio ativo e a escina (Brasil, 2014). A dose diaria e de 32 mg a 120 mg de escina (Brasil, 2014).

Houve notificacoes da farmacovigilancia para a Castanha-da-India, uma de inefetividade, uma notificacao de eritema e sudorese, uma de depressao e angustia respiratoria e uma terceira de vomito, tontura e mal-estar geral quando a castanhada-India foi associada ao antivaricoso e antiinflamatorio rutina, ou quando associada ao extrato seco de Adonis vernalis, Nerium oleander,Scila maritima e Convallaria majalis. Houve ainda efeitos adversos para um medicamento contendo Fenopirazona, aesculum hipocastanum e miroton por ter causado cefaleia, vomito, coceira, tontura, Sindrome de Pseudo Lupus (Balbino e Dias, 2010).

No entanto, efeitos colaterais podem ser observados quando AH for utilizado concomitantemente com acido acetilsalicilico, varfarina, heparina, clopidrogel e antiinflamatorios como ibuprofeno, aumentando o risco de hemorragia (Brasil, 2014).

Pode, ainda, ter interacao medicamentosa com hipoglicemiantes orais ou insulina e tambem com farmacos antiacidos por ser irritante gastrintestinal, bem como ter interacao com sene aumentando seu efeito laxativo.

Alem disto, nao e orientado prescrevelo com farmacos nefrotoxicos e e contraindicado na gestacao e lactacao (Nicoletti e colaboradores, 2007).

Os resultados do estudo de Sogo e colaboradores (2015) demonstraram efeitos importantes tanto in vitro quanto in vivo, do DP3- San (antocianina do hibiscus), foi significativo seu efeito anti-inflamatorio e a reducao do inchaco das patas dos ratos. Macrofagos tratados com DP3-Sam e Delfinidina tiveram a producao de mediadores inflamatorios reduzidos quando expostas a LPS. No modelo de edema da pata de rato, o LPS aumentou o inchaco da pata, o tratamento com DP3-SAM reduziu o edema em 89,3% e 96,3%. Os resultados mostraram que a delfinidina tem maior biodisponibilidade do que a DP3-Sam (Sogo e colaboradores, 2015).

No estudo de Nwachukwu e colaboradores (2015) realizado com humanos, comparou-se o efeito diuretico e anti-hipertensivo de 150 mg/kg do extrato seco do calice do HS, com o diuretico tiazidico hidroclorotiazida. Os resultados mostraram que o extrato seco do HS tem efeito diuretico semelhante ao medicamento hidroclorotiazida. Porem nesse estudo foram dispensados pacientes diabeticos e com doenca renal. Seria interessante um estudo feito com pessoas nessas condicoes.

No ensaio clinico duplo cego randomizado de McKay e colaboradores (2010) os pesquisadores compararam 1,25 g de HS (1 sache) do calice do botao seco da flor, 3 porcoes/dia durante 6 semanas com placebo em pacientes hipertensos.

Teve como resultado a reducao da pressao sistolica, mas nao da pressao diastolica quando comparado com o grupo placebo. Entretanto nao explicou o porque da nao reducao da pressao diastolica.

Asgary e colaboradores (2016), em ensaio clinico randomizado provaram que 500 mg do po do calice de HS quando comparado com o placebo tem efeito anti-hipertensivo, diuretico e hipolipemiante.

Ja no estudo de Mozaffari-Khosravi e colaboradores (2009) o objetivo foi avaliar a eficacia do cha de HS a curto prazo em pacientes diabeticos tipo II com hipertensao leve e comparar com o cha preto. No grupo que recebeu o cha de HS a pressao reduziu 134,4 mm/hg para 112,7 mm/hg, ja no grupo que recebeu o cha preto a pressao aumentou de 118,6 mm/hg para 127,6 mm/hg. Mostrando assim a eficacia terapeutica positiva do cha de HS duas vezes por dia. Dos 60 pacientes, 53 concluiram o estudo.

Herrera-Arellano e colaboradores (2007) em seu ensaio clinico randomizado, controlado e duplo-cego um grupo recebeu 250 mg do extrato seco de (HS) e o outro grupo recebeu 10 mg de Lisinopril medicamento para hipertensao. Obteve o resultado de reducao da pressao arterial de 10 mm/hg para o grupo que recebeu o hibiscus.

CONCLUSAO

A revisao da literatura demonstra que tanto o Hibiscus quanto o Aesculus hippocastanum tem efeito diuretico, porem sao contraindicados para pessoas que ja tiveram reacoes adversas aos seus componentes ou que fazem tratamento com anticoagulantes, tambem sao contraindicados durante a gestacao e lactacao.

O Aesculus hippocastanum e eficiente para o edema de membros inferiores causado por insuficiencia venosa. O Hibiscus tem efeito diuretico e anti-hipertensivo e tambem antioxidante, e tambem contraindicado durante a gestacao e lactacao.

REFERENCIAS

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(14)--Herrera-Arellano, Miranda-Sanches, J.; Avila-Castro, P.; Herrera-Alvarez, S.; Jimenez-Ferrer, J.E.; Zamilpa, A.; Roman, R.; Ponce, H.; Tortoriello, J. Clinical effects produced by a standardized herbal medicinal product of Hibiscus sabdariffa on patients with hypertension. A randomized, double-blind, lisinopril-controlled clinical trial. Revista Planta Medica. Vol. 73. Num. 1. p.6-12. 2007.

(15)--Hopkins, A. L.; Lamm, M.G.; Funk, J.L.; Ritenbaugh, C. Hibiscus sabdariffa L. in the treatment of hypertension and hyperlipidemia: a comprehensive review of animal and human studies. Fitoterapia. Vol. 85. p.84-94. 2013.

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(27)--Vieira, L.S. Fitoterapia da Amazonia: manual de plantas medicinais (a Farmacia de Deus). 2a edicao. Sao Paulo. Editora Agronomica Ceres. 1992.

(28)--Wahabi, H. A.; Alansary, L. A.; Al-Sabban, A. H.; Glasziuo, P. The effectiveness of Hibiscus sabdariffa in the treatment of hypertension: a systematic review. Phytomedicine. Vol. 17. Num. 2. p.83-86. 2010.

Endereco para correspondencia:

Rua Promotor Gabriel Netuzzi Perez, 108.

Santo Amaro, Sao Paulo-SP.

CEP: 04743-020.

Telefone: 4003-6767.

Recebido para publicacao em 22/09/2016

Aceito em 15/01/2017

Adriana Budelon de Macedo [1], Gabriela Chamusca Lopes da Silva [2] Daniela Caetano Alves [2], Luiz Carlos Carnevalli [3] Ana Lucia Hoefel [3]

[1]--Graduada em Nutricao, pos-graduacao prescricao de fitoterapicos e suplementacao nutricional Clinica e Esportiva da Estacio de Sa, Brasil.

[2]--Coordenador da pos-graduacao prescricao de fitoterapicos e suplementacao nutricional Clinica e Esportiva da Estacio de Sa, Brasil.

[3]--Docente do curso de pos-graduacao prescricao de fitoterapicos e suplementacao nutricional Clinica e Esportiva da Estacio de Sa, Brasil.

E-mail dos autores:

demacedoadriana@yahoo.com.br

gabriela.chamusca@gmail.com

dacaetanog@gmail.com

contato@ca rneva lijunior.com.br

nutrianahoefel@gmail.com
Tabela 1--Resumo dos artigos que testaram Hibiscus e Castanha-da-
India para reduzir edema. Referencia Metodologia Resultados Conclusao

Herrera-Arellano e     Realizam um ensaio clinico randomizado,
colaboradores          controlado e duplo-cego com 193 pacientes de 25-
(2007)                 61 anos, com hipertensao estagio I, II. Um grupo
                       recebeu 250 mg do extrato seco de HS e o outro
                       10 mg de Lisinopril.

                       Um estudo com 60 pacientes diabeticos e com
Mozaffari-Khosravi e   hipertensao leve para comparar a eficacia do
colaboradores (2009)   efeito anti-hipertensivo e diuretico do cha de
                       HS e do cha preto. Neste ensaio clinico
                       randomizado controlado os participantes foram
                       alocados aleatoriamente um recebeu o cha de
                       hibiscus e o outro o cha preto 2 x ao dia por 1
                       mes.

                       Estudo randomizado duplo/cego, ensaio clinico
                       controlado por placebo. Com 65 pre/hipertensos e
McKay e                com hipertensao leve com idade entre 30 e 70
colaboradores          anos. Um grupo recebeu 240 ml de cha de hibisco
(2010)                 infusao, contendo 1,25 g de HS 1 sache do calice
                       do botao seco da flor, 3 porcoes/dia durante 6
                       semanas. E o outro grupo recebeu 240 ml de
                       placebo.

                       Estudo em 80 nigerianos com hipertensao de leve
                       a moderada sem outro tratamento, para avaliar o
Nwachukwu e            efeito diuretico e hipotensor durante, 5
colaboradores          semanas. Foram divididos em 3 grupos A, B, C.
(2015)                 comparando: placebo (150 mg de cafe/dia), 25 mg/
                       dia hidrocolorotiazida e 150 mg/kg extrato do
                       calice seco de (HS) em forma de infusao uma vez
                       ao dia.

                       Foi isolada uma antocianina (100/200 ml) do
                       calice de Hibiscus seco de fitoterapicos. Foram
Sogo e                 incubadas as celulas de macrofagos de ratos por
colaboradores          cultura de celulas DMEM. Ratos divididos em
(2015)                 quatro grupos: controle, LPS, LPS mais DP3/Sam,
                       e LPS mais Dp. DP3/Sam ou Dp foi injetado i.p.
                       (15 mcg/Kg de peso corporal) durante 4 dias
                       antes do tratamento com LPS.

                       Estudo com 40 pacientes adultos com sindrome
                       metabolica foram distribuidos aleatoriamente. Um
Asgary e               grupo recebeu 500 mg do extrato seco po do
colaboradores          calice de HS e o outro grupo 500 mg de placebo
(2016)                 uma vez por dia durante 4 semanas. Os dois
                       grupos tiveram sua pressao arterial sistolica e
                       diastolica aferida, niveis sericos de glicose
                       jejum, insulina, lipideos sanguineos, PCR e
                       malondialdeido.

Herrera-Arellano e     Reducao da pressao       E seguro usar extrato
colaboradores          arterial de 10 mm/hg     seco de hibiscus-
(2007)                 para o grupo que         sabdariffa.
                       recebeu o hibiscus

Mozaffari-Khosravi e   O grupo que recebeu o    O estudo mostra
colaboradores (2009)   cha de hibiscus teve a   resultados semelhantes
                       pressao sistolica        ao de outros estudos
                       reduzida de 13,4 mm/     com hibiscus-
                       hg para 11,7 mm/hg.      sabdariffa.

                       Teve efeito diuretico
McKay e                e reduziu a pressao      O cha de hibisco tem
colaboradores          sistolica em 1,8 mm/     efeito diuretico e
(2010)                 hg, mas nao a            anti-hipertensivo
                       diastolica comparada     quando consumido
                       com o grupo placebo.     diariamente.

                                                O cha de HS tem efeito
                       A reducao da pressao     diuretico anti-
Nwachukwu e            arterial do grupo que    hipertensivo melhor do
colaboradores          recebeu a HCTZ foi       que o medicamento
(2015)                 8,55 [+ or -] 1,64 %,    hidroclorotiazida em
                       enquanto a de HS foi     pessoas com hipertensao
                       de 11,38 [+ or -]        leve a moderada sem
                       2,53%                    efeitos colaterais
                                                nessa populacao
                                                estudada.

                       Em celulas a
                       delfinidina reduziu os
                       mediadores
Sogo e                 inflamatorios. Em        Antocianinas do
colaboradores          ratos foi observado      Hibiscus possuem
(2015)                 que as anticiocianinas   potencial anti-
                       do Hibiscus reduziram    inflamatorio in vitro e
                       as citocinas atenuando   in vivo.
                       o edema da pata dos
                       ratos de 96,3% para
                       89,3%.

                       O grupo que recebeu o
                       HS teve os               O HS tem efeito
Asgary e               triglicerideos           diuretico sim quando
colaboradores          reduzido em 0,044 e      consumido diariamente.
(2016)                 pressao arterial         Ja as outras variaveis
                       p=0,049 quando           nao tiveram alteracao
                       comparado com o grupo    com a intervencao.
                       placebo.
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Author:de Macedo, Adriana Budelon; da Silva, Gabriela Chamusca Lopes; Alves, Daniela Caetano; Carnevalli, L
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Article Type:Clinical report
Geographic Code:9INDI
Date:Sep 1, 2017
Words:3362
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