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Recursos estrategicos en el escenario 2009/2015 de las IESS privadas en la region Nordeste de Brasil.

RECURSOS ESTRATEGICOS NO CENARIO 2009/2015 DAS IESS PARTICULARES DA REGIAO NORDESTE DO BRASIL

STRATEGIC RESOURCES IN SCENARIO 2009/2015 OF PRIVATE HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS IN THE NORTHEAST REGION IN BRAZIL

1 INTRODUCAO

A conjuntura atual do ensino superior na America Latina tem evidenciado o surgimento de novos atores e a proliferacao de instituicoes das mais variadas, compondo quadro bastante heterogeneo.

Segundo dados da Organizacao para a Cooperacao e o Desenvolvimento Economico (OCDE, 2008), o Mexico atingiu indice de 15% da populacao, a Argentina 14% e o Chile, 13%. O Brasil tem apenas 8% de sua populacao com ensino superior completo, enquanto a media dos paises da OCDE e de 26%. Se o Brasil conseguir ampliar esse indice em uma media de 0,5% ao ano, tera em dez anos chegado perto dos 15%, considerado padrao para alguns paises desenvolvidos.

No Brasil, observa-se uma evolucao no numero de Instituicoes de Ensino Superior (IESs) e de alunos matriculados. Dados do MEC/INEP (2008) apontam que no periodo pos- Lei de Diretrizes e Bases da Educacao Nacional (LDB), de 1997 a 2006, houve uma variacao de 152% no total de IESs (de 900 em 1997, para 2.270 em 2006) e de 140% no total de alunos matriculados (de 1.945.615 em 1997, para 4.676.646 em 2006). Neste periodo, o Ensino Superior Privado apresentou um acrescimo no numero de IES de 193% e uma variacao de 192% no numero de alunos matriculados (1.186.433, em 1997 para 3.467.324, em 2006).

Na regiao Nordeste do Brasil, ressalta-se a evolucao com maior intensidade, o que sinaliza crescimento maior dessa regiao em relacao a media nacional. Este incremento tambem e sustentado principalmente pela evolucao do setor privado, que passou de 58, em 1997, para 349 IESs em 2006 (variacao de 502%), e de 91.029, em 1997, para 439.862, em 2006, em alunos matriculados (variacao de 383%) (MEC/INEP, 2008).

Contudo, apos uma rapida expansao vivida no periodo de 1997 a 2005, os numeros dao claros sinais de desaceleracao de ritmo de crescimento. Ja entre 2005 e 2006, o crescimento anual das IESs foi de apenas 5%, saindo do patamar anterior de 14,8% apresentado no inicio da decada. Outro dado relevante, demonstra que em 2006 foram ofertadas 2.629.598 vagas, mas apenas 1.448.509 foram preenchidas, resultando numa ociosidade de 45% (MEC/INEP, 2008).

O mesmo fenomeno tambem e evidenciado na Educacao Superior Privada da regiao Nordeste, que apresentava, em 1997, uma relacao media de 1.569 alunos por IES. Contudo, em 2006, apos um crescimento desproporcional do numero de Instituicoes em relacao ao crescimento do numero de alunos, apresentou uma relacao 19,7% inferior, totalizando 1.260 alunos por IES particular e dando sinais claros da hipercompetitividade do setor na regiao (MEC/INEP, 2008; Nogueira, 2005).

Diante deste contexto, visando compreender a dinamica desse universo empresarial de grande importancia para o desenvolvimento social, economico e cultural, escolheu-se a regiao Nordeste como foco deste trabalho. Definiu-se como proposta a identificacao e atualizacao de um cenario prospectivo para o periodo de 2009 a 2015, entre os cenarios prospectados por Porto e Regnier, que compreende o final do Governo Lula e mais cinco anos, com o mandato do proximo presidente e mais um ano de transicao.

Assim, a questao que orientou o trabalho foi: quais as dimensoes e recursos competitivos de utilizacao mais provaveis pelas IESs particulares do Nordeste frente ao cenario prospectado para o periodo de 2009 a 2015? Para tanto, definiu-se como objetivo geral identificar as dimensoes de recursos competitivos de utilizacao mais provaveis pelas IESs particulares do Nordeste frente ao cenario prospectado.

Para o alcance do objetivo geral foram definidos os seguintes objetivos especificos: (1) Identificar e atualizar cenario prospectivo mais provavel tendo como base quatro cenarios prospectados por Porto e Regnier (2003), com o auxilio de expertises de diversas regioes do Brasil, atualizado com informacoes do Ministerio da Educacao e leituras de fontes especializadas; (2) Verificar a existencia de inter-relacoes nas dimensoes dos recursos; (3) Identificar fatores por dimensao de recursos.

Diante da importancia do ensino superior para o desenvolvimento do pais e da diminuicao e do possivel fortalecimento do numero de atores (IESs), este trabalho reveste-se como de interesse tanto aos gestores quanto aos educadores brasileiros.

Este trabalho esta estruturado com o objeto do estudo nesta introducao, seguido do referencial teorico (cenarios prospectivos e recursos estrategicos da Resource Based View), metodologia, analise, conclusao e referencias.

2 CENARIOS PROSPECTIVOS

Esses cenarios compelem os gestores a comecarem a pensar no futuro, considerando o que poderia ser (futuro), nao o que foi (passado) (Wack, 1985). Eles possibilitam explorar diferentes padroes de negocio futuro, baseados em uma procura criativa (Godet, 1985). Para Schoemaker (1991, 1995), a maioria dos individuos e organizacoes tem uma tendencia a subestimar seu desconhecimento sobre o futuro ou mesmo superestimar o futuro.

Os gestores tem por finalidade, quando tencionam mapear cenarios, compreender as razoes das mudancas dos "niveis do mar economico" em que esta inserido seu negocio, bem como incorporar tais variacoes as suas acoes estrategicas (Ghemawat, 2007).

Cenarios nao sao predicoes sobre o que ira acontecer, mas descricoes, com base em hipoteses plausiveis, do que podera acontecer (Oliveira, 2008). Permitem se tomar decisoes estrategicas que sejam plausiveis para todos os futuros possiveis (Marcial e Grumbach, 2002). Nao importa qual futuro aconteca, se tem maior chance de estar pronto para ele e influencia-lo, tal perspectiva possibilita a analise de cenarios (Schwartz, 2006).

Observa-se um crescimento em pesquisas academicas sobre o tema "cenario" no Brasil, cabendo destaque as realizadas por Kato (2005), Moritz (2004), Santos (2004), Silva (2005), e Oliveira (2008). Com abordagem em "cenarios", e "recursos", de forma conjunta, como e o caso desta pesquisa, encontrou-se somente o trabalho realizado por Oliveira (2008).

Porto e Regnier (2003) realizaram estudo com uma abordagem exploratoria em que objetivaram mapear futuros possiveis e provaveis para o ensino superior no mundo, com enfase no Brasil.

O estudo foi concluido com o desenho de quatro cenarios, em um horizonte de 22 anos (2003 a 2025, estudo de Porto e Regnier, 2003), sendo eles:

2.1 CENARIO A

Educacao como um bem publico em um contexto de crescimento sustentado com orientacao endogena--Conhecido por educacao massificada, o Cenario A e de ampla inclusao social. Nesta perspectiva, a educacao e assumida como o principal vetor de promocao da inclusao e da mobilidade ascendente, alem de ser o grande capital dos paises, especialmente em um contexto onde predomina a economia baseada no conhecimento.

2.2 CENARIO B

Educacao como mercadoria num contexto de crescimento sustentado e abertura economica--Tambem conhecido por massificacao segmentada. Neste cenario, se busca a inclusao social pela via da educacao, mas o ensino superior, antes de ser um bem publico a ser provido e regulado pelo Estado, assume posicao de produto a ser negociado segundo a logica do mercado. Neste ambito, o segmento privado responde por 80% das matriculas.

2.3 CENARIO C

Educacao como bem publico em um contexto de crescimento economico instavel e naosustentado --Conhecido por massificacao desqualificada, o Cenario C busca a inclusao social em que a educacao nao so e um bem publico, como tambem e considerada um recurso estrategico para o pais; mas o contexto nacional e de baixo crescimento economico, com escassez de recursos publicos e modesto investimento privado, inclusive no ensino superior. De qualquer forma, com isso tem-se um maior equilibrio na oferta, com o segmento publico superando os 50% do atendimento da demanda.

2.4 CENARIO D

Educacao como mercadoria em um contexto de crescimento economico instavel e naosustentado --Tambem conhecido por tudo pelo mercado, o Cenario D, assim como nos demais, encontra-se presente como invariante a conviccao cultural de que a educacao atua como o principal mecanismo de mobilidade social ascendente e que por isso os individuos dos diversos estratos sociais encontram-se dispostos a investir na melhoria de seus patamares educativos. Nessa perspectiva, a concorrencia e intensa e o mercado praticamente livre, com o vestibular praticamente eliminado nas IESs privadas.

3 RECURSOS ESTRATEGICOS

As definicoes de estrategia conduzem a construcao teorica de como as empresas podem alcancar performances superiores nos mercados em que elas atuam (Barney & Arikan, 2006).

A teoria da Resource Based View (RBV) surgiu com o objetivo de desenvolver ferramentas para analisar a posicao da empresa em relacao aos recursos por ela utilizados e, a partir dessa apreciacao, propor opcoes de estrategias a serem adotadas (Wernerfelt, 1984; Mintzberg et al., 2000; Hoopes, Madsen & Walker, 2003).

A RBV, diferentemente da visao determinista da Organizacao Industrial, enfatiza o uso dos recursos internos na empresa como os principais determinantes de sua competitividade (Prahalad & Hamel, 1990 e Wernerfelt, 1984). Ha neste caso, um contraponto na analise de que o ambiente externo e considerado o principal determinante desde processo de concorrencia.

As utilidades da RBV se multiplicaram e, apos maior desenvolvimento, a teoria dos recursos nao apenas se tornou base para criacao de vantagem competitiva (Barney, 1991 e Grant, 1991), como tambem geracao de barreiras a novos entrantes ou imitadores (Wernerfelt, 1984; Barney, 1991 e Grant, 1991).

Lynch e Baines (2004) realizaram um censo no Reino Unido, dedicando as IESs um estudo embasado em dados primarios de pesquisas longitudinais. A primeira analise a ser destacada e que na performance superior de uma IES pudesse priorizar a exploracao de recursos competitivos superiores, como, por exemplo, a qualidade de melhores estudantes; equipe administrativa; melhor qualidade no staff; qualidade no ensino e a habilidade de pesquisa para desenvolvimento de conhecimento.

Em ambito nacional, Sousa et al. (2005) realizaram uma pesquisa do tipo survey com 100 diretores e coordenadores de instituicoes de ensino superior com o objetivo de identificar e categorizar os recursos competitivos das IESs particulares. Os resultados encontrados demonstraram que ha uma compreensao dos recursos tangiveis e dos intangiveis como capazes de promover vantagens competitivas para uma Instituicao de Ensino Superior privada, com enfase principal na capacidade dinamica para gestao destes recursos.

4 METODOLOGIA DA PESQUISA

Com base em Vergara (2000), quanto aos fins esta pesquisa caracteriza-se como descritiva, posto que identifica recursos em um cenario mais provavel sem investigar a relacao de causa e dependencia entre eles. Quanto a natureza, classifica-se como quantitativa, fazendo-se uso de tecnicas descritivas e multivariadas (Malhotra, 2006).

Apos a elaboracao do questionario para construcao do cenario mais provavel foi efetuado um pre-teste (Lakatos & Marconi, 2005) no periodo de setembro a outubro de 2008, com a selecao intencional de quatro especialistas que faziam parte do grupo dos 30 previamente escolhidos.

O questionario sobre cenarios foi aplicado para dois grupos distintos: sendo um grupo de 19 gestores de uma IES de porte medio, e outro formado por 30 especialistas de diversas IESs. A aplicacao do instrumento para um grupo de uma Instituicao, com a mediacao de um consultor especializado em construcao de cenarios para o setor de Ensino Superior, objetivou obter a indicacao do cenario mais provavel. Apos preenchimento dos questionarios, foi feita a tabulacao dos dados e o cenario D identificado pela maior frequencia (48%), seguido do cenario B com 25%, numa escala de 0 a 100%.

De posse do cenario mais provavel (cenario D), desenvolveu-se um debate visando calibralo com itens muito bem pontuados dos outros cenarios e sugestoes dos participantes.

O segundo grupo foi formado por 30 especialistas em cargos estrategicos de IESs de todo Brasil. Ressalta-se que o numero de especialistas para escolha dos cenarios foi definido com base em Godet (2000, p.71), que recomenda que o numero de peritos em elaboracao de cenarios situe-se, frequentemente, entre 10 e 20.

Para a indicacao dos especialistas, foi possivel contar com o auxilio de uma empresa de Consultoria Educacional (Brasilia/DF). Tendo em vista o estudo estar focado na regiao Nordeste e considerando as contribuicoes das diversas regioes do pais, procedeu-se a seguinte distribuicao: Regiao Nordeste: 20 especialistas--area de foco do estudo; Regiao Sudeste: 4 especialistas; Regiao Norte: 2 especialistas; Regiao Centro-Oeste: 2 especialistas; e Regiao Sul: 2 especialistas. Solicitouse que os 30 especialistas indicassem a probabilidade de ocorrencia dos quatro cenarios, numa escala de 0 a 100%. O questionario foi enviado inicialmente via e-mail, como anexo, com carta convite. Tomou-se a iniciativa de disponibilizar o instrumento em uma home page, cujo acesso se deu por meio de um link. Obteve-se 20 questionarios de retorno.

Para selecionar o cenario mais provavel, utilizou-se a tecnica de media aritmetica das probabilidades de ocorrencia. Tambem se utilizou da contagem por peritos dos cenarios apontados como mais provaveis, Dos 20 peritos, 9 escolheram o cenario D e 5 o cenario C. O Cenario D obteve um percentual de 49%, contra 25% do cenario C.

Com base no cenario escolhido e nas contribuicoes dos envolvidos nas fases de pre-teste, e na coleta de dados para os dois grupos (coordenadores de uma IES e especialistas de diversas IESs), procedeu-se a construcao do cenario prospectado atualizado a ser utilizado como referencia para a proxima etapa da pesquisa.

A segunda etapa compreendeu o periodo de dezembro de 2008 a fevereiro de 2009 com o objetivo de identificar os recursos competitivos de utilizacao provavel pelas IESs particulares da regiao Nordeste do Brasil, frente ao cenario prospectado e atualizado na etapa anterior. Para tanto, foi aplicado um questionario aos principais gestores estrategicos das que constavam como contato no site do Ministerio da Educacao e Cultura (MEC), listando recursos em escala de 0 a 4 (likert) de grau de utilizacao, sendo 0 (nao utilizacao), 1 (baixa utilizacao), 2 (moderada utilizacao), 3 (boa utilizacao), e 4 (forte utilizacao). O instrumento foi disponibilizado em uma home page. Para garantir o retorno dos questionarios, optou-se pela nao identificacao das IESs e dos respondentes.

Em razao da carencia de estudos especificos para o Ensino Superior Particular, especialmente na regiao Nordeste do Brasil, decidiu-se pelo censo com as 386 instituicoes (Mec, 2008). Para a selecao inicial dos recursos competitivos, utilizou-se como referencia a pesquisa realizada por Lynch e Baines (2004), que se baseia em cinco dimensoes: reputacao, arquitetura organizacional, capacidade inovadora, competencias essenciais e vantagem baseada em conhecimento. Essas dimensoes foram ampliadas para sete em razao de levantamentos das regulamentacoes do Mec e Inep, de acordo com a realidade brasileira. Esse levantamento gerou a necessidade de coleta de dados com base em 39 recursos, distribuidos nas sete dimensoes. Para uma analise estatistica mais aprofundada, demandaria, no minimo, 195 respondentes, ou seja, necessitaria de quase 50% de retorno dos questionarios enviados, o que seria impraticavel neste tipo de pesquisa, tendo em vista as dificuldades identificadas para obter a participacao de grande numero de gestores. As sete dimensoes dos recursos encontram-se dispostas na figura 1.

A escolha das tecnicas de analise dos dados baseou-se nos objetivos da pesquisa, nas caracteristicas dos dados e nas propriedades de tecnicas estatisticas. (Malhotra, 2006). Inicialmente os dados coletados foram organizados no software Excel (versao 2007) e, posteriormente, transferidos para o SPSS (versao 16), sendo utilizadas as tecnicas de analise de exploracao de dados, clusters e fatorial.

A analise de clusters teve o proposito de reunir os respondentes segundo os recursos similares, ou seja, encontrar e separar objetos em grupos por caracteristicas comuns. A analise fatorial foi utilizada com o intuito de verificar a inter-relacao das variaveis dentro de cada dimensao, verificando se havia necessidade de uma subclassificacao dentro dos grupos.

Na analise de clusters, o procedimento adotado foi o hierarquico aglomerativo do tipo Ward's method. A medida de distancia usada foi a indicada para dados escalares/intervalares, ou seja, a "qui-quadrado". Cabe registrar, por fim, que foi verificado os pressupostos da analise de clusters, tais como amostra e multicolinearidade.

Na analise fatorial, o metodo de extracao dos fatores utilizado foi o "Componente Principal" com rotacao "Varimax". Os testes selecionados foram: KMO, Bartlett's test of sphericity, matriz anti-imagem e communalities.

5 ANALISE DOS RESULTADOS

5.1 CENARIO PROSPECTADO

Na atualizacao do cenario D, levaram-se em conta, ainda, as regulamentacoes do MEC/INEP, tais como Lei de Diretrizes e Bases da Educacao Nacional (LDB), Sistema Nacional de Avaliacao da Educacao Superior (Sinaes), Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), Fatores que compoem o Indice Geral de Cursos da Instituicao de Educacao Superior (IGC) e outros requisitos de regulacao, supervisao e avaliacao de instituicoes e cursos superiores. A descricao do cenario e apresentada na figura 2. Este cenario foi batizado com o nome de "Tudo pelo Mercado Regulamentado".
Figura 2--Descricao do cenario prospectado.

Descricao do Cenario Prospectado (2009 a 2015)

Neste cenario, encontra-se presente como invariante a conviccao
cultural de que a educacao atua como o principal mecanismo de
mobilidade social ascendente e, portanto, os individuos dos
diversos estratos sociais encontram-se dispostos a investir na
melhoria de seus patamares educativos. Este fato e reconhecido pelo
Estado, mas a grande perspectiva assumida pelo poder publico reside
em priorizar a educacao fundamental e media, visando nao apenas a
universalizacao, mas tambem a melhoria de qualidade e dos
indicadores basicos, tais como indice de conclusao, reducao da
evasao e relacao idade-serie.

Neste contexto, apesar de iniciativas voltadas a ampliacao do
numero de vagas nas Instituicoes Publicas (Federais, Estaduais,
Cefets e Fatecs), a educacao superior ou pos-media tambem sera
norteada por algumas metas e politicas, mas o principal agente
executor do atendimento a demanda que cresce substancialmente
continuara sendo a iniciativa privada.

O desequilibrio entre a demanda e a oferta de mercado provocado
pela crescente entrada de novas instituicoes privadas de ensino,
fusoes, aquisicoes, incorporacoes e abertura de capital, somados as
tambem crescentes exigencias do MEC, como o conceito atribuido pelo
Enade, em razao do aproveitamento dos alunos, e a necessidade de
maior titulacao e qualificacao do corpo docente, impoem desafios
crescentes a gestao educacional. Outros fatores como altos indices
de evasao e inadimplencia, dificuldades na captacao de novos alunos
e pressao por aumento ou manutencao das margens operacionais trarao
desafios ainda maiores aos gestores.

Nessa linha, a maioria das instituicoes privadas e particulares,
para conseguir sobreviver em um ambiente economico de incertezas e
sem fontes de financiamento confiaveis ou de longo prazo priorizam
a reducao de custos, o que se traduz na operacao com estruturas
muito enxutas, baixas relacoes de docentes e funcionarios por
aluno, turmas bastante ampliadas, entre outras. Com isso, conseguem
baixar seus precos, permitindo o ingresso de alunos das classes C e
D nesse nivel de ensino, mas com baixos padroes de qualidade e de
eficacia muito heterogeneos.

A partir dai, opera-se um sistema de regulacao, segundo o qual o
poder publico so intervem nos casos de flagrante desrespeito a lei
ou nao atendimento as regras emanadas pelo MEC. As instituicoes
publicas ganham maior autonomia, mas algumas nao conseguem se
sustentar e poderao ser privatizadas. A oferta de ensino se amplia
substancialmente, em parte alavancada por modernas tecnologias
educacionais--entre elas o ensino a distancia; e em parte pela
variedade de alternativas, de todas as naturezas e precos. Nesta
perspectiva, a concorrencia e intensa e com o vestibular em
processo de eliminacao nas IESs privadas, o mercado tornou-se
praticamente livre, O Enem e testes especificos redirecionam o
ingresso dos estudantes no ensino superior.

Fonte: Pesquisa de campo (2009).


5.2 ANALISE DOS RECURSOS COMPETITIVOS FRENTE AO CENARIO PROSPECTADO

Exame grafico dos dados--O recurso apontado na dimensao Reputacao como o mais usual foi o R4, que possui projetos de fortalecimento da imagem institucional, com total de 307 pontos e o menos usual seria o recurso R7, que adota um sistema de acompanhamento dos egressos, com 178 pontos nesta dimensao. Na dimensao Arquitetura Organizacional, observou-se que o recurso R9, tem competencia para levantar fundos ou desenvolver relacoes financeiras e foi apontado como o de maior utilizacao. Em relacao ao recurso de menor utilizacao, o item R11 possui programa de financiamento estudantil proprio ou em parceria (exceto FIES) e apresentou a menor frequencia de uso. Pode-se inferir que todos os recursos da dimensao Capacidade de Inovacao tiveram boa indicacao de uso, cabendo destacar o recurso R14, que possui flexibilidade para se adaptar as inovacoes de mercado e do ambiente educacional, como o de maior indicacao. Quanto a dimensao Competencias Essencias, os seis recursos que a compoem tiveram a maioria das respostas concentradas em boa utilizacao, ressaltando a importancia dada a esses recursos pelos gestores das IES da regiao Nordeste.

Na dimensao vantagem baseada no conhecimento, os recursos mais utilizados sao R22, que prepara os academicos com aplicacao de teorias para resolucao de problemas praticos ao exercicio profissional, e R23, que realiza cursos e treinamentos em diferentes areas visando ao desenvolvimento de conhecimentos e competencias diferenciadas do corpo docente e demais recursos humanos. As respostas tiveram uma grande concentracao em "boa utilizacao", tendendo para "forte" em todas as estrategias listadas na dimensao infraestrutura. Os recursos R33, que adota politica de mensalidades diferenciadas por turno e cursos em razao de demanda, e R34, que possui mecanismos contratual e politica de cobranca que estimulam a reducao da inadimplencia, foram os apontados como sendo os mais usuais. Dentre os recursos, foi apontado como de menor utilizacao o R31, que adota gestao profissional baseada em indicadores de desempenho.

* Observacoes atipicas (outliers)--Analisando-se as observacoes atipicas presentes nos recursos identificou-se que tratavam de observacoes que se encontravam dentro dos intervalos da escala utilizada na metodologia. Assim, decidiu-se manter os outliers.

* Dados perdidos (missing values)--Buscando garantir que todos os itens do questionario fossem respondidos, disponibilizou-se o instrumento em uma home page (surveymonkey) que permite que se insira um comando que informa ao respondente no momento do envio se algum item estiver sem resposta, so possibilitando o envio quando todos estivessem preenchidos, ou seja, nao houve dados perdidos.

* Alpha de Cronbach--Analisando-se as matrizes de correlacao dos dados, observou-se consistencia nas escalas indicando que sao satisfatorias para aplicacao da analise multivariada. A aplicacao resultou nos coeficientes do Alfa de Cronbach nao padronizado e padronizado para as variaveis das sete dimensoes, obtendo-se coeficientes que variaram de 0,628 a 0,859 (Koning & Franses, 2003).

5.3 ANALISE DE CLUSTERS POR DIMENSAO

* Dimensao Reputacao--Observando-se o dendrograma, optou-se pela divisao em cinco clusters. O cluster 1 agrupou 36% dos respondentes que apresentam, num contexto geral, o maior grau de utilizacao para todos os recursos desta dimensao. O cluster 2 agrupou 7% dos respondentes e possui como similaridade a "fraca utilizacao" do recurso R1, cujo processo de selecao de academicos consegue atrair os melhores candidatos e "boa e forte utilizacao" do recurso R2, que possui estrutura e tecnologias de promocao da comunicacao institucional interna e externa. O cluster 3 agrupou 30% dos respondentes que possui como similaridade a "baixa e moderada utilizacao" do recurso R7, que adota um sistema de acompanhamento dos egressos. Ja o cluster 4 agrupou 19% dos respondentes que nao estao fazendo uso do recurso R7 que adota um sistema de acompanhamento dos egressos. Por fim, no cluster 5 foram agrupados 7% dos respondentes que apontaram a nao-utilizacao do recurso R6, que tem politica de valorizacao dos academicos que permite rete-los como futuros colaboradores e ou parceiros.

* Dimensao Arquitetura Organizacional--Quanto ao numero de grupos, a solucao com tres clusters mostrou-se a melhor, considerando-se o criterio de tamanhos relativos (Malhotra, 2006). O cluster 1, que agrupou 36% dos respondentes que nao utilizam o recurso R11, possui programa de financiamento estudantil proprio ou com parceria--exceto FIES. O cluster 2, que agrupou 45% dos respondentes que nao usam o recurso R11, possui programa de financiamento estudantil proprio ou com parceria--exceto FIES, e tem grau de utilizacao moderado (2) ou bom (3) do recurso R9--e competencias para levantar fundos ou desenvolver relacoes financeiras. Ja o cluster 3, que agrupou 19% dos respondentes que tem como similaridade a utilizacao do recurso R11, possui programa de financiamento estudantil proprio ou com parceria--exceto FIES.

* Dimensao Capacidade de Inovacao--Quanto ao numero de grupos, a solucao com tres clusters mostrou-se a melhor, considerando-se o criterio de tamanhos relativos (Malhotra, 2006). O cluster 1, da dimensao capacidade de inovacao, contou com 41% dos respondentes, que estao fazendo bom uso de todos recursos desta dimensao. Ja o cluster 2, que contou com 39% dos respondentes apresenta como similaridade "boa utilizacao" do recurso R15, que desenvolve e incentiva novas praticas e metodos de ensino que estimulem a presenca e participacao dos alunos gerando maior produtividade no processo ensinoaprendizagem. No cluster 3, foram agrupados 20% dos respondentes que estao fazendo "baixo uso" do recurso R12, que possui programa de remuneracao variavel e ou beneficios extras em razao do desempenho da IES, e "boa utilizacao" do recurso R14, que confere flexibilidade para se adaptar as inovacoes de mercado e do ambiente educacional.

* Dimensao Competencias Essenciais--Quanto ao numero de grupos, a solucao com tres clusters mostrou-se a melhor. No cluster 1, foram agrupados 40% dos respondentes que estao fazendo bom uso do recurso R17, que contempla a cultura voltada a qualidade visando a melhoria continua dos processos da IES. Ja o cluster 2 agrupou 40% dos respondentes que apontaram "boa e forte utilizacao" para o recurso R18, que detem tecnologias de informacao em atendimento as necessidades da gestao do marketing, academica e financeira. No cluster 3, foram agrupados 20% dos respondentes, que apontaram nao utilizacao do recurso R21, que possui programa diferenciado de atendimento aos alunos e professores.

* Dimensao vantagem baseada em conhecimento--Quanto ao numero de grupos, a solucao com dois clusters mostrou-se a melhor. O cluster 1 agrupou 60% dos respondentes, que apresentaram boa utilizacao de todos os quatro recursos. Ja o cluster 2 agrupou 40% dos respondentes com baixa ou nenhuma utilizacao para o recurso R24, que valoriza a propriedade intelectual com pesquisa gerando producao cientifica, publicacoes, consultorias, patentes e materiais copyrigthed.

* Dimensao infraestrutura--Quanto ao numero de grupos, a solucao com tres clusters mostrou-se a melhor. O cluster 1 agrupou 47% dos respondentes com boa utilizacao para os quatro recursos. No cluster 2 agrupou 20% dos respondentes que apresentam a similaridade de forte utilizacao para os quatro recursos. Ja o cluster 3 agrupou 33% dos respondentes com forte utilizacao do recurso R29, que garante acervo bibliografico e outras fontes de pesquisa em atendimento a demanda academica e expectativa dos alunos e boa utilizacao para os demais.

* Dimensao gestao--Quanto ao numero de grupos, a solucao com tres clusters mostrou-se a melhor. O cluster 1 agrupou 54% dos respondentes que informaram moderada utilizacao para os recursos R32, que adota mecanismos de controle da evasao de alunos, R33, que adota politica de mensalidades diferenciadas por turno e cursos em razao da demanda, e R34, que possui mecanismo contratual e politica de cobranca que estimulam a reducao da inadimplencia. Ja o cluster 2 agrupou 18% dos respondentes que apontaram fraca utilizacao para o recurso R32, que adota mecanismos de controle da evasao de alunos. No cluster 3 foram agrupados 28% dos respondentes que apontaram moderada ou nenhuma utilizacao para os recursos R30, que adota processo decisorio integrado entre IES e mantenedora, e R31, que adota gestao profissional baseada em indicadores de desempenho.

Na Figura 3 se apresenta um resumo das medias dos grupos de cada dimensao. Observa-se que as IESs estao mais focadas na dimensao infraestrutura, confirmando a Hipotese 2 deste estudo, que aponta que os gestores valorizam fatores de conveniencia e infraestrutura fisica.

Este posicionamento gera fragilidade na posicao estrategica das organizacoes, uma vez que nao sao recursos para a geracao de vantagem competitiva sustentavel (Wenerfelt, 1984; Grant, 1991; Barney, 1995; Teece et al., 1997 e Barney & Arikan, 2006), como tambem tem os menores pesos, conforme diretrizes e regulamentacoes do MEC.

Ja a dimensao "Capacidade de Inovacao", relacionada pelos gestores como uma das mais valorizadas (segunda no ranking), contrariou a Hipotese 3 que afirmava ser esta a de menor utilizacao. Este resultado demonstra que os gestores estao engajados num processo de melhoria e adaptacao as mudancas frequentes do ambiente das IESs, contudo nao devem ter foco concentrado em imitar praticas de outras instituicoes ou mesmo considerarem como inovacao adquirir equipamentos ou outros recursos de facil obtencao.

Considerando a dinamicidade do ambiente das IESs brasileiras (Andrade, 2006), a flexibilidade para se adaptar as inovacoes de mercado se caracteriza como item de grande relevancia (recurso R14), contudo o maior desafio esta em oferecer valor agregado e percebido pelo cliente (Barney, 1995 e Andrade, 2006).

A dimensao Reputacao, avaliada como a mais importante na pesquisa de Sousa et al. (2005) e de importancia destacada por Lynch e Baines (2004), aparece como a terceira de maior utilizacao, deixando claro que os gestores valorizam esta dimensao, mas estao prioritariamente focando que oportunidades. Na pesquisa, destacou-se o recurso R4, que possui projetos de fortalecimento da imagem institucional, como mais valorizado. Ja o item de menor utilizacao R7, acompanhamento dos egressos, alem de ser um dos itens valorizados nas avaliacoes do MEC, oferece, conforme estes mesmos autores, oportunidades de relacionamento e novos negocios.

A dimensao Competencias Essenciais, quarta na classificacao de utilizacao pelos gestores, teve o recurso R21, que possui programa diferenciado de atendimento aos alunos e professores, como sendo de menor valorizacao pelos gestores das IESs, causando certa preocupacao, uma vez que a satisfacao, tanto de alunos quanto professores, e relevante no reforco da imagem institucional, influenciando tanto na captacao quanto na manutencao de alunos.

A dimensao Gestao, classificada na pesquisa entre as tres de menor relevancia, teve como recursos mais valorizados o R33, que adota politica de mensalidades diferenciadas por turno e cursos em razao da demanda, e R34, que possui mecanismo contratual e politica de cobranca que estimulam a reducao da inadimplencia, destacando a priorizacao por parte dos gestores de recursos de gestao voltados a sustentabilidade financeira em detrimento de recursos voltados ao atendimento de outras dimensoes descritas no Sinaes (2004), como politicas de Pessoal do Corpo Docente e Corpo Tecnico-Administrativo, Responsabilidade Social, Politicas para Ensino, Pesquisa, Posgraduacao e extensao, entre outras.

Entre os recursos de menor utilizacao apontou-se o R31, que adota a gestao profissional baseada em indicadores de desempenho, resultado este que contraria o estudo de Andrade (2006) que enfatiza a necessidade de maior profissionalizacao na gestao educacional, com tomada de decisao baseada nos indicadores de desempenho.

Ja a dimensao Arquitetura Organizacional, que agrupa recursos voltados a formacao de parcerias e convenios, teve como itens mais valorizados o R9, que tem competencias para levantar fundos ou desenvolver relacoes financeiras, e R10, que desenvolve acordos e convenios com instituicoes parceiras em prol de estudantes e de comunidades no entorno da IES.

Para Sousa et al. (2005), o desenvolvimento de redes de relacionamento e aliancas podem propiciar vantagem competitiva. Verifica-se neste estudo que as parcerias e convenios com essa finalidade obtiveram prioridade de utilizacao menor pelos gestores das IESs pesquisadas.

Ja o recurso que apresentou a menor utilizacao foi o R11, que possui programa de financiamento estudantil proprio ou em parceria (exceto IES). E importante salientar que as classe C e D estao de forma crescente fazendo parte da demanda pelo Ensino Superior e que a criacao de programa proprio ou em parceria para financiamento pode se caracterizar como um recurso valioso (Barney, 1995), competitivo ou estrategico, (Chaharbaghi e Lynch, 1999) em busca de maiores fatias de mercado ou mesmo contribuindo para o seu crescimento.

A dimensao vantagem baseada no conhecimento, destacada nos estudos de Lynch e Baines (2004) por proporcionarem um enriquecimento no ambiente academico, motivacao de professores e alunos e geracao de novos conhecimentos e tecnologias, teve a menor classificacao dentre as sete dimensoes, com destaque para o recurso de menor utilizacao, o R24, que valoriza a propriedade intelectual com pesquisa gerando producao cientifica, publicacoes, consultorias, patentes, materiais copyrigthed.

5.4 ANALISE FATORIAL DOS RECURSOS

No teste KMO, todos os graus de explicacao encontrados nas dimensoes analisadas alcancaram valor superior a 0,5, variando de 0,762 a 0,835. Outro teste observado foi o de esfericidade de Bartlett. O teste indicou a possibilidade de aplicacao da analise fatorial em todas as dimensoes (Sig. = 0,000). Na opcao Anti-imagem, em todas as dimensoes, os valores da diagonal principal se mostraram superiores a 0,5, apontando bom poder de explicacao dos fatores, ou seja, nao sugeriu exclusao de nenhum recurso.

No teste communalities, observou-se que alguns recursos guardavam pouca relacao com os fatores, obtendo explicacoes abaixo de 0,70, mas como o intuito da utilizacao da analise fatorial nao era de reduzir os recursos selecionados nos componentes para utilizacao dos fatores, entao se procederam as analises, desconsiderando a sugestao de eliminacao de alguns recursos.

Na figura 4, apresenta-se o resumo dos componentes extraidos dos recursos por dimensao. Na dimensao Reputacao, foi dividida em dois fatores, sendo o primeiro rotulado como "De Resultado", que conta com um unico recurso e o segundo, "de Esforco e Marketing", com maior numero de recursos e utilizacao.

Na dimensao arquitetura organizacional e capacidade de inovacao, obteve-se um unico fator dentro da dimensao. Na dimensao competencias essenciais foram identificados dois fatores: "Politicas, Programas e Atitudes" e "Tecnologia e Informacao", sendo este segundo formado por um unico recurso. Na dimensao vantagem baseada no conhecimento e infraestrutura foi identificado um unico fator em cada dimensao. Na dimensao gestao foram formados dois fatores: o primeiro, intitulado "Foco Administrativo", com recursos de utilizacao moderada, agrupa recursos que envolvem diretamente a gestao das IESs, e o segundo, rotulado como "Foco Financeiro", de maior utilizacao que estimula a reducao da inadimplencia, com visao mais focada na sustentabilidade financeira.

A analise fatorial empregada na divisao dos fatores em cada dimensao, alem de apresentar a estrutura das inter-relacoes entre um grupo de variaveis, possibilita tambem, efetuar um resumo ou reducao dos dados, facilitando novas analises e pesquisas.

6 CONSIDERACOES FINAIS

O cenario construido e de concorrencia intensa e de mercado praticamente livre, no qual a demanda continuara sendo atendida principalmente pelas instituicoes privadas, mesmo considerando as diversas iniciativas do governo federal visando a ampliacao do numero de vagas nas instituicoes publicas.

O cenario identificado como o mais provavel foi o cenario D-Tudo pelo Mercado (subsecao 2.4) adaptado (Figura 2), em razao de novas regras do MEC e da avaliacao dos peritos. Dos recursos estrategicos, a dimensao infraestrutura foi a que mais foi evidenciada. De acordo com Lynch e Baines (2004), em alguns paises desenvolvidos foi demonstrado que esta dimensao de recursos nao e considerada como oportunidade de obtencao de diferencial competitivo sustentavel, por nao se tratarem de recursos diferenciados na geracao de valor. O proprio MEC, ao avaliar as IES, pontua o quesito infraestrutura com o menor peso dentre os itens avaliados. Esta situacao apresentada caracteriza certa fragilidade ao posicionamento estrategico das IESs da Regiao Nordeste, que por estarem numa arena bastante competitiva, nao poderiam proporcionar facilidades (ou mesmo oportunidades) a concorrentes, sejam eles locais, regionais ou mesmo de outros paises.

Ja a dimensao capacidade de inovacao foi identificada pelos gestores como uma das mais valorizadas (segunda no ranking). Este resultado demonstra que os gestores estao engajados num processo de melhoria e adaptacao as mudancas frequentes do ambiente das IES, em concordancia com as afirmacoes de Barney (2002), quanto a importancia do uso da criatividade e atitude empreendedora, que englobam os conceitos de inovacao, como parte da escolha de uma estrategia consistente. Os gestores precisam contudo estar alertas para o facil acesso e barateamento das tecnologias, que podem descaracterizar recursos, principalmente os tangiveis, como geradores de diferencial competitivo.

Ja a dimensao reputacao, avaliada como a mais importante nas pesquisas de Sousa et al. (2006) e de importancia destacada por diversos autores, inclusive Lynch e Baines (2004), aparece neste trabalho como a terceira de maior utilizacao, confirmando a necessidade, por parte dos gestores, de ampliarem a visao para os recursos intangiveis. As outras dimensoes, de menor utilizacao, foram valorizadas na seguinte ordem decrescente: competencias essenciais, gestao, arquitetura organizacional e vantagem baseada no conhecimento.

Em resumo, a pesquisa aponta a valorizacao de recursos considerados nao geradores de vantagem competitiva sustentavel. Uma outra contribuicao foi identificar fatores no rol das dimensoes, com relevancia pratica e de continuidade para proximas pesquisas.

Este estudo chama atencao para se interpretar o resultado da analise fatorial, considerando-se a distribuicao de frequencia, uma vez que os fatores podem agrupar variaveis que estao interrelacionadas, mas de baixa ou nula frequencia, nem sempre sugerindo que os primeiros fatores com maior correlacao sao os de maior utilizacao, como e caso desta pesquisa.

Como limitacoes apresentam-se a aplicacao individual de questionarios aos especialistas em diversas regioes, sabendo-se que a discussao em grupo seria a melhor opcao, e ainda, a nao identificacao das IESs (tipo de IES, porte, estado), pois como se tratava de comportamentos estrategicos e na fase do pre-teste ja havia se detectado que se teria dificuldades na coleta de dados, caso houvesse identificacao, tomou-se essa decisao.

Em termos praticos, esta pesquisa contribui com os gestores das IESs particulares e ate das IESs publicas para repensarem suas organizacoes competitivamente, principalmente nos chamados recursos intangiveis expostos no decorrer do trabalho (reputacao, arquitetura organizacional, capacidade inovadora, competencias essenciais e vantagem baseada no conhecimento). Na linha academica, sugere-se continuar os estudos nas demais regioes do pais, para se fazer uma analise comparativa. Outra sugestao e utilizar os fatores como redutores das estrategias e recursos e se fazer tambem uma analise independente das posturas e dimensoes, podendo-se, entao, formar novos fatores ou mesmo relaciona-los.

DOI: http://dx.doi.org/ 10.5585/riae.v11i2.1765

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Recebido: 06/03/2012

Aprovado: 04/05/2012

Jaime Romero de Sousa

Mestre em Administracao de Empresas pela Universidade de Fortaleza--UNIFOR

Diretor e Presidente da Faculdade Leao Sampaio

E-mail: jaimeromero@leaosampaio.edu.br (Brasil)

Sergio Henrique Arruda Cavalcante Forte

Doutor em Administracao de Empresas pela Fundacao Getulio Vargas--FGV Professor da Universidade de Fortaleza--UNIFOR

E-mail: sergioforte@unifor.br (Brasil)

Oderlene Vieira de Oliveira

Mestre em Administracao de Empresas pela Universidade de Fortaleza--FATENE

Professora da pos-graduacao da Faculdade de Tecnologia do Nordeste--UNIFOR

E-mail: oderlene@hotmail.com (Brasil)
Figura 1--Sete dimensoes dos recursos.

DIMENSOES                 RECURSOS

Reputacao           R1    O processo de selecao de academicos
                          consegue atrair os melhores candidatos
                    R2    Possui estruturas e tecnologias de
                          promocao da comunicacao institucional
                          (interna e externa)
                    R3    Desenvolve pesquisa de satisfacao
                          sobre a qualidade, preco dos cursos
                          e servicos agregados
                    R4    Possui projetos de fortalecimento da
                          imagem institucional
                    R5    Adota programas e projetos de servicos
                          comunitarios nas areas de conhecimento
                          onde tem excelencia academica
                    R6    Tem politica de valorizacao dos
                          academicos que permite rete-los como
                          futuros colaboradores e ou parceiros
                    R7    Adota um sistema de acompanhamento dos
                          egressos
Arquitetura         R8    Realiza parceria com empresas e
  organizacional          instituicoes visando a colocacao dos
                          alunos no mercado de trabalho
                    R9    Tem competencia para levantar fundos
                          ou desenvolver relacoes financeiras
                    R10   Desenvolve acordo e convenios com
                          instituicoes parceiras em prol de
                          estudantes e de comunidades no entorno
                          da IES
                    R11   Possui programa de financiamento
                          estudantil proprio ou em parceria
                          (exceto FIES)
Capacidade de       R12   Possui programa de remuneracao
  inovacao                variavel e ou beneficios extras, em
                          razao do desempenho da IES
                    R13   Possui capacidade para desenvolver
                          estrategias inovadoras nas areas de
                          atuacao
                    R14   Possui flexibilidade para se adaptar
                          as inovacoes de mercado e do ambiente
                          educacional
                    R15   Desenvolve e incentiva novas praticas
                          e metodos de ensino que estimulem a
                          presenca e participacao dos alunos,
                          gerando maior produtividade no
                          processo ensino-aprendizagem
Competencias        R16   Adota politicas de recrutamento,
  essenciais              retencao e desenvolvimento de
                          docentes, pesquisadores e funcionarios
                          para selecao dos melhores profissionais
                    R17   Contempla a cultura voltada para a
                          qualidade visando a melhoria continua
                          dos processos da IES
                    R18   Detem tecnologias da informacao em
                          atendimento as necessidades da gestao
                          do marketing, academica e financeira
                    R19   Desenvolve atividades
                          extracurriculares que motivem e
                          atraiam os alunos pata o ambiente
                          da IES.
                    R20   Adota programas de estimulo a
                          participacao dos alunos no Enade.
                    R21   Possui programa diferenciado de
                          atendimento aos alunos e professores.
Vantagem baseada    R22   Prepara os academicos com a aplicacao
  no conhecimento         de teorias para resolucao de problemas
                          praticos ao exercicio profissional.
                    R23   Realiza cursos e treinamentos em
                          diferentes areas visando ao
                          desenvolvimento de conhecimentos e
                          competencias diferenciadas do corpo
                          docente e demais recursos humanos.
                    R24   Valoriza a propriedade intelectual com
                          pesquisa gerando: producao cientifica,
                          publicacoes, consultorias, patentes,
                          materiais copyrigthed.
                    R25   Incentiva e oportuniza a construcao de
                          conhecimentos e tecnologias
                          interdisciplinares entre as diversas
                          areas e processos da IES.
Infraestrutura      R26   Possui infraestrutura fisica como
                          fator de vantagem competitiva.
                    R27   Possui fatores diferenciados de
                          conveniencia (localizacao, areas de
                          convivencia etc).
                    R28   Disponibiliza laboratorios de
                          informatica em quantidade que atenda
                          a demanda academica e expectativa dos
                          alunos.
                    R29   Garante acervo bibliografico e outras
                          fontes de pesquisa em atendimento a
                          demanda academica e expectativa dos
                          alunos.
Gestao              R30   Adota processo decisorio integrado
                          entre IES e sua mantenedora.
                    R31   Adota gestao profissional baseada em
                          indicadores de desempenho.
                    R32   Adota mecanismos de controle da evasao
                          de alunos.
                    R33   Adota politica de mensalidades
                          diferenciadas por turno e cursos em
                          decorrencia da demanda.
                    R34   Possui mecanismo contratual e politica
                          de cobranca que estimulam a reducao da
                          inadimplencia.
                    R35   Possui gestao orcamentaria e de custos
                          por curso, aluno, turno e turmas.
                    R36   Utiliza sistema de autoavaliacao
                          institucional dos processos de ensino
                          (professores), aprendizagem (alunos)
                          e gestao (gestores administrativos e
                          de cursos).
                    R37   Os novos cursos, pesquisas e projetos
                          de extensao sao aprovados de acordo
                          com a compatibilidade entre
                          os recursos, as capacidades
                          institucionais e a demanda
                          identificada.
                    R38   Adota acoes que geram o envolvimento
                          e a participacao significativa do
                          corpo docente nas atividades de
                          colegiado, extensao e complementares
                          do curso
                    R39   Possui ambiente de trabalho
                          competitivo, porem harmonioso,
                          integrado e participativo

Fonte: Elaborado pelos autores com base em Lynch e Baines (2004)
e Sousa et al. (2005).

Figura 3--Resumo das medias
dos cluster das dimensoes dos
recursos.

Dimensao Reputacao

R1      2,4
R2      2,4
R3      2,6
R4      3,1
R5      2,4
R6      2,1
R7      1,6
Total   2,4

Dimensao Arquitetura
Organizacional

R8      2,2
R9      2,8
R10     2,6
R11     0,5
Total   2,1

Dimensao Capacidade
de Inovacao

R12     2,3
R13     2,4
R14     2,9
R15     2,4
Total   2,5

Dimensao Competencias
Essenciais

R16     2,0
R17     2,7
R18     2,6
R19     2,3
R20     1,9
R21     1,6
Total   2,2

Dimensao Vantagem Baseada
no Conhecimento

R22     2,2
R23     1,8
R24     1,0
R25     1,7
Total   1,7

Dimensao Infraestrutura

R26     3,1
R27     3,2
R28     3,0
R29     3,2
Total   3,1

Dimensao Gestao

R30     1,4
R31     1,0
R32     1,5
R33     3,2
R34     3,1
R35     1,9
R36     2,2
R37     2,0
R38     1,8
R39     2,4
Total   2,1

Nota: Tabla derivada de grafico lineal.

Fonte: Dados da pesquisa (2009).

Figura 4--Componentes das dimensoes de recursos.

DIMENSAO            COMPONENTE      RECURSOS

Reputacao          De resultado     R1    O processo de selecao de
                                          academicos consegue atrair
                                          os melhores candidatos.
                   De esforco e     R2    Possui estruturas e
                    marketing             tecnologias de promocao da
                                          comunicacao institucional.
                                    R3    Desenvolve pesquisa de
                                          satisfacao sobre a
                                          qualidade, preco dos
                                          cursos e servicos
                                          agregados.
                                    R4    Possui projetos de
                                          fortalecimento da imagem
                                          institucional.
                                    R5    Adota programas e projetos
                                          de servicos comunitarios
                                          nas areas de conhecimento
                                          onde tem excelencia
                                          academica.
                                    R6    Tem politica de
                                          valorizacao dos academicos
                                          que permite rete-los como
                                          futuros colaboradores e ou
                                          parceiros.
                                    R7    Adota um sistema de
                                          acompanhamento dos
                                          egressos.
Arquitetura organizacional          R8    Realiza parceria com
                                          empresas e instituicoes
                                          visando a colocacao dos
                                          alunos no mercado de
                                          trabalho (estagio e
                                          emprego).
                                    R9    Tem competencia para
                                          levantar fundos ou
                                          desenvolver relacoes
                                          financeiras.
                                    R10   Desenvolve acordo e
                                          convenios com instituicoes
                                          parceiras em prol de
                                          estudantes e de comunidades
                                          no entorno da IES.
                                    R11   Possui programa de
                                          financiamento estudantil
                                          proprio ou em parceira
                                          (exceto FIES).
Capacidade de inovacao              R12   Possui programa de
                                          remuneracao variavel e
                                          ou beneficios extras, em
                                          razao do desempenho da IES.
                                    R13   Possui capacidade para
                                          desenvolver estrategias
                                          inovadoras nas areas de
                                          atuacao.
                                    R14   Possui flexibilidade para
                                          se adaptar as inovacoes de
                                          mercado e do ambiente
                                          educacional.
                                    R15   Desenvolve e incentiva
                                          novas praticas e metodos
                                          de ensino que estimulem a
                                          presenca e participacao
                                          dos alunos gerando maior
                                          produtividade no processo
                                          ensino-aprendizagem
Competencias        Politicas,      R16   Adota politicas de
Essenciais         programas e            recrutamento, retencao e
                     atitudes             desenvolvimento de
                                          docentes, pesquisadores e
                                          funcionarios para selecao
                                          dos melhores profissionais
                                    R17   Contempla a cultura
                                          voltada para a qualidade
                                          visando a melhoria
                                          continua dos processos
                                          da IES.
                                    R19   Desenvolve atividades
                                          extracurriculares que
                                          motivem e atraiam os
                                          alunos para o ambiente
                                          da IES.
                                    R20   Adota programas de
                                          estimulo a participacao
                                          dos alunos no Enade.
                                    R21   Possui programa
                                          diferenciado de
                                          atendimento aos alunos
                                          e professores.
                   Tecnologia e     R18   Detem tecnologias da
                    Informacao            informacao em atendimento
                                          as necessidades da gestao
                                          do marketing, academica e
                                          financeira.
Vantagem baseada no conhecimento    R22   Prepara os academicos com
                                          a aplicacao de teorias
                                          para resolucao de
                                          problemas praticos ao
                                          exercicio profissional.
                                    R23   Realiza cursos e
                                          treinamentos em diferentes
                                          areas visando ao
                                          desenvolvimento de
                                          conhecimentos e
                                          competencias diferenciadas
                                          do corpo docente e demais
                                          recursos humanos.
                                    R24   Valoriza a propriedade
                                          intelectual com pesquisa
                                          gerando: producao
                                          cientifica, publicacoes,
                                          consultorias, patentes,
                                          materiais copyrigthed.
                                    R25   Incentiva e oportuniza
                                          a construcao de
                                          conhecimentos e
                                          tecnologias
                                          interdisciplinares entre
                                          as diversas areas e
                                          processos da IES.
Infraestrutura                      R26   Possui infraestrutura
                                          fisica como fator de
                                          vantagem competitiva.
                                    R27   Possui fatores
                                          diferenciados de
                                          conveniencia
                                          (localizacao,
                                          estacionamento, areas
                                          de convivencia etc).
                                    R28   Disponibiliza laboratorios
                                          de informatica em
                                          quantidade que atenda a
                                          demanda academica e
                                          expectativa dos alunos.
                                    R29   Garante acervo
                                          bibliografico e outras
                                          fontes de pesquisa em
                                          atendimento a demanda
                                          academica e expectativa
                                          dos alunos.
Gestao                              R30   Adota processo decisorio
                                          integrado entre a IES e
                                          sua mantenedora.
                                    R31   Adota gestao profissional
                                          baseada em indicadores de
                                          desempenho.
                                    R35   Possui gestao orcamentaria
                                          e de custos por curso,
                                          aluno, turno e turmas.
                                    R36   Utiliza sistema de
                                          autoavaliacao
                                          institucional dos
                                          processos de ensino
                                          (professores),
                                          aprendizagem (alunos)
                                          e gestao (gestores
                                          administrativos e de
                                          cursos).
                                    R37   Os novos cursos, pesquisas
                                          e projetos de extensao sao
                                          aprovados de acordo com a
                                          compatibilidade entre os
                                          recursos, capacidades
                                          institucionais e a demanda
                                          identificada.
                                    R38   Adota acoes que geram o
                                          envolvimento e a
                                          participacao significativa
                                          do corpo docente nas
                                          atividades de colegiado,
                                          extensao e complementares
                                          do curso.
                                    R39   Possui ambiente de
                                          trabalho competitivo,
                                          porem harmonioso,
                                          integrado e participativo.
                                    R32   Adota mecanismos de
                                          controle da evasao de
                                          alunos.
                                          Adota politica de
                       Foco         R33   mensalidades diferenciadas
                   (Financeiro)           por turno e cursos em razao
                                          da demanda.
                                    R34   Possui mecanismo contratual
                                          e politica de cobranca que
                                          estimulam a reducao da
                                          inadimplencia.

Fonte: Pesquisa de campo (2009).
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Romero de Sousa, Jaime; Cavalcante Forte, Sergio Henrique Arruda; Vieira de Oliveira, Oderlene
Publication:Revista Ibero - Americana de Estrategia
Date:May 1, 2012
Words:9670
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