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RESPOSTAS FISIOLOGICAS AGUDAS A UMA LUTA DE HUKA-HUKA/Acute physical responses to a Huka-Huka fight.

INTRODUCAO

As Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate (LAMEC) constituem-se como conteudo da cultura do movimento humano (Franchini e Del Vecchio, 2012).

De modo geral, indica-se que estas praticas estao presentes na cultura humana desde seu surgimento, relacionada com objetivos primitivos de sobrevivencia e/ou em rituais, tambem tiveram papel relevante para o processo evolutivo da especie (Fett e Fett 2009; Moreno, 2011).

Com o passar do tempo, o objetivo primitivo da lugar ao belico e, por conseguinte, o esportivo. Entretanto, percebe-se que o ato de lutar compreende nao somente um conjunto de tecnicas, mas tambem um apanhado de filosofias e tradicoes de combate (Correia e Franchini, 2010; Franchini e Del Vecchio, 2012) que, atualmente, permanecem preservadas em diferentes perspectivas.

No Brasil, mais precisamente no Xingu, no norte do Mato Grosso povos indigenas possuem sua propria modalidade esportiva inserida em sua cultura, conhecida como Huka-Huka, o qual se caracteriza como uma luta folclorica e popular (Curby e Jomand, 2015).

O Huka-Huka e caracterizado como modalidade de dominio quando consideradas as acoes motoras, similar ao Wrestling e ao Jiu-Jitsu Brasileiro, sem golpes traumaticos. Baseado em quedas e imobilizacoes (Brasil e colaboradores, 2015), inicia-se de joelhos e tem por objetivo derrubar o oponente de costas ao chao, sendo uma arte desenvolvida pelos Bakairi, caracteriza-se como um rito de passagem para os jovens indios mostrarem que estao prontos para a vida adulta (Madeira, 2006).

Na literatura existem diversos estudos verificando as mudancas na frequencia cardiaca (FC), indice glicemico e perda de peso, utilizando tambem este ultimo como parametro para mensurar o nivel de desidratacao pos luta, que pode estar associada a aumentos significativos na temperatura corporal decorrente dos esforcos fisicos gerados em diversas modalidades (Perrella, Noriyuki e Rossi, 2005), dentre estas se encontram o BJJ, MMA, Judo e Karate (Coswig, Neves e Vecchio, 2013; Carneiro e colaboradores, 2013; Aurelio e Zanetti, 2015).

No entanto, ate o presente momento nao se tem estudos a respeito dessa modalidade indigena Huka-Huka que sintetizem as caracteristicas fisiologicas dos individuos. Logo, entender e avaliar essas variaveis se torna importante para tentar utilizar metodos que possam servir de auxiliares para manter a alta intensidade ao longo da luta, minimizar a fadiga e melhorar sua recuperacao de forma mais eficaz (Andreato e colaboradores, 2017).

Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar respostas fisiologicas agudas decorrentes de uma luta de Huka-Huka no contexto de atividade pedagogica para o ensino superior.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

Inicialmente os participantes leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme a resolucao no. 196/96 do Conselho Nacional de Saude do Brasil para pesquisas com seres humanos. Este estudo foi aprovado junto ao comite de etica e pesquisa da (UFPA), Instituto de ciencias e saude da Universidade Federal do Para, com o numero do protocolo CAAE 98870718.3.0000.0018.

Alem do mais, participaram do estudo 10 universitarios amadores, os quais atenderam os seguintes criterios de inclusao: serem do sexo masculino e ter idade entre 20 e 30 anos. Foram excluidos aqueles que ingeriram algum tipo de liquido ou alimento POS a luta e antes dos testes propostos.

Tipo de estudo e variaveis

A pesquisa constituiu-se em um estudo observacional, para qual foi considerada variavel independente a luta e como dependentes: frequencia cardiaca (FC), glicemia e massa corporal (MC).

Delineamento

As coletas de dados foram realizadas durante um evento academico, como forma estrategia de ensino, objetivando proporcionar vivencias sobre os sentidos e significados das lutas corporais de algumas etnias indigenas, historia e peculiaridades culturais por meio do Huka-Huka, relacionando aos aspectos biologicos e atendendo aos preceitos de multi e transdisciplinaridade propostos pela Universidade.

As lutas se organizaram em forma de chaves, no qual foram divididas em duas categorias, abaixo e acima de 70 kg respectivamente, com duracao de quatro minutos de luta aproximadamente. No dia do evento foi realizado um aquecimento em grupo com duracao aproximada de 10 minutos que simulasse o ritual que antecede a luta.

Logo em seguida os participantes foram direcionados a area de espera para a chamada ao combate. A obtencao dos dados foi dividida nos momentos antes (PRE) e depois (POS) do termino da luta. Antes das lutas os participantes foram levados a uma sala para realizar as medidas antropometricas (MC e estatura) e para aferir a FC de repouso e a glicemia. Ao final de cada luta o participante era imediatamente solicitado para realizar novamente a afericao da FC, glicemia e MC.

Procedimentos

Massa corporal

Os individuos foram levados a uma sala onde foi possivel mensurar a MC atraves de uma balanca digital de modelo (G-Tech Balgl10, DayHome Comercial LTDA, Brasil).

Imediatamente apos o termino da luta, foi solicitado que os participantes fizessem novamente a avaliacao da massa corporal. Parametro utilizado para mensurar o nivel de desidratacao dos individuos participantes.

Os niveis de desidratacao podem ser classificados em grau 1 quando houver perda de ate 5% da massa corporal, grau 2 com perda de 5 a 10% e grau 3 no qual a perda e superior a 10% (Barbosa e Sztajnbok, 1999).

Frequencia cardiaca

A medida da FC foi coletada 1h antes do inicio da luta. Os participantes foram orientados a permanecer por cinco minutos em repouso, em seguida se posicionaram em pe com o frequencimetro de marca (FT1, cinta transmissora polar T31 coded, polar, Brasil) na regiao inferior do esterno denominada processo xifoide. Imediatamente apos o combate, os individuos foram solicitados a realizar novamente a afericao da FC. Adicionalmente a FC maxima foi predita por meio da equacao proposta por Inbar e colaboradores (1994).

Glicemia

A glicemia foi determinada atraves do medidor de glicose da marca (G-Tech Free, Brasil). Os participantes foram direcionados momentos antes do inicio da competicao a uma sala para a afericao da glicemia. Logo apos o combate a glicemia foi aferida novamente (Sapata, Fayh e De Oliveira, 2006).

Percepcao subjetiva de esforco

Ao final do combate foi utilizada a escala de Borg de 0-10 (Borg, 1982) para avaliar a percepcao subjetiva de esforco (PSE) de cada participante. A escala consiste em diferentes niveis de dificuldade que variam de muito facil a exaustivo.

Analise estatistica

Apos teste de normalidade de Shapiro-Wilk, os dados sao apresentados atraves de media [+ or -] desvio padrao. Para comparacoes entre medias de acordo com os momentos foi aplicado teste t de student para amostras pareadas.

Adicionalmente foram calculados os deltas de variacoes e o tamanho de efeito (TE), de acordo com d de Cohen, que foi classificado como trivial (<0.20), pequeno (0,20 a 0,30), medio (0,40 a 0,70) ou grande (>0,80). Todas as analises foram executadas no pacote estatistico SPSS versao 22.0 e a significancia foi estabelecida quando p<0,05.

RESULTADOS

Fizeram parte da amostra nove individuos com idade media de 22 [+ or -] 3 anos, estatura de 172 [+ or -] 8 cm, MC de 73 [+ or -] 13 kg e FCmax predita de 197 [+ or -] 3 bpm. A avaliacao da PSE indicou que as lutas promovam esforcos de "intensos" a "muito intenso" (6 [+ or -] 2u.a.). As respostas fisiologicas a uma luta de Huka-Huka estao apresentadas na Tabela 1. Nela percebe-se que ocorreu reducao significante de MC, da glicemia e aumento da FC, com tamanhos de efeito trivial, grande e grande, respectivamente.

Ja na Figura 1 sao evidenciadas a reducao da MC dos individuos, nela indica-se que houve uma reducao significativa de 0,5 [+ or -] 1,5 na atraves da sudorese.

A Figura 2 apresenta aumento significativo da FC relativa a maxima pos combate em todos os individuos.

DISCUSSAO

A pesquisa teve como objetivo investigar as adaptacoes fisiologicas agudas induzidas pelo estresse sofrido apos uma luta de Huka-Huka. As variaveis analisadas durante a pesquisa foram glicemia, MC e FC, PRE e POS as lutas. Os achados principais mostram aumento da glicemia bem como da FC e reducao de MC.

A glicemia apresentou aumento consideravel do momento (POS=142,0 [+ or -] 22,2 mg.[ml.sup.-1]) em relacao ao (PRE=118,7 [+ or -] 11,7 mg.[ml.sup.-1]) com significancia (p= 0,03), resultado semelhante ao estudo de Coswig e colaboradores (2015), que analisaram o indice glicemico pre e pos simulacoes de lutas, os achados demonstraram aumento significante (pre: 80,3 [+ or -] 12,7; pos: 156,5 [+ or -] 19,1 mg.[ml.sup.-1]; p <0,001) em atletas de MMA.

Alem disso, Coswig et al. (2013), obtiveram resultados similares em relacao as medidas de glicemia (pre: 77,7 [+ or -] 27,7; pos: 117,7 [+ or -] 35,9 mg.[ml.sup.-1]; p=0,01), em lutadores de BJJ.

Porem, a elevacao da glicemia pode ser justificada devido ao suposto aumento nos niveis dos hormonios glucagon e cortisol, ambos sao hormonios que apresentam influencia direta na demanda da glicemia circulante (Canali e Kruel, 2001; Leandro e colaboradores, 2002), outro fator determinante foi a duracao do aquecimento dos individuos antes do combate, com duracao de 10 minutos, tendo a intensidade de leve a moderada, tais fatores seriam relevantes para maior participacao da via energetica glicolitica (Degoutte, Jouanel e Filaire, 2003).

Os niveis elevados de glicose pressupoem um crescente de energia, no qual se torna fator antecipatorio positivo em relacao ao aumento da competitividade (Salvador e colaboradores, 2003).

Alem do mais, demandas altas da via glicolitica se deve a intensidade elevada exercida durante as lutas (Chaabene e colaboradores, 2012), com essa perspectiva, sugere-se que no planejamento dos treinamentos sejam utilizadas simulacoes de lutas que visam elevar o estresse para criar respostas metabolicas semelhantes durante a competicao (Moreira e colaboradores, 2006).

Os resultados encontrados no que se refere a MC apresentaram significativa reducao (PRE=72,8 [+ or -] 12,7 kg) para (POS=72,3 [+ or -]12,6 kg), (p=0,03), devido a desidratacao nos individuos pos luta. Com essa perspectiva, Lopes e colaboradores (2016) analisaram o nivel de desidratacao de atletas de MMA durante seus treinos e observaram perda hidrica significante correspondente a 1,4% da MC.

Segundo o estudo de Andreato e colaboradores (2017), a reducao da MC por meio da sudorese em lutadores de jiu-jitsu correlacionou-se positivamente com a temperatura ambiente (r= 0,796; p=0,001) e com a frequencia cardiaca (r= 0,689; p=0,05), umidade relativa do ar (r= 0,709; p=0,001), o que pode ser justificado pela perda hidrica atraves da sudorese induzida pelo exercicio (Moreira e colaboradores, 2006).

Entretanto, Monteiro e colaboradores (2009) ao analisarem de forma aguda uma sessao de treinamento de BJJ, constataram que nao foi possivel promover alteracoes significativas sobre a MC ou composicao corporal dos individuos, nas quais foram avaliadas atraves de bioimpedancia.

Tal resultado pode divergir do presente estudo pelo fato dos atletas serem liberados para hidratacao nos intervalos das lutas, o que justificaria tal resultado. Como apresentado em nossos achados, supoe-se que a perda de MC e correspondente a desidratacao de grau 1, no qual o sujeito ainda se encontra no estagio eu-hidratado, no entanto, devem apresentar queda no desempenho devido a perda de eletrolitos e sais minerais ao longo do combate (Juzwiak, Paschoal e Lopez, 2000).

Alem do mais, perdas hidricas severas podem ocasionar o risco de mortes (Artioli e colaboradores, 2010). Portanto, se torna necessario a hidratacao dos atletas durante intervalos entre lutas.

A presente investigacao demonstrou a elevacao da FC (POS= 171,6 [+ or -] 12,3 bpm) em relacao ao (PRE= 90,0 [+ or -] 12,8 bpm), com significancia de (p=0,001), corroborando com esses achados de Andreato e colaboradores (2017), que aferiram a FC em 4 lutas de duracao de 10 minutos, sendo 20 minutos e pausa entre lutas, os resultados demonstraram elevacao (PRE: 73 [+ or -] 13 bpm; POS: 169 [+ or -] 6 bpm; p>0,001) luta 1, (PRE: 100 [+ or -] 12 bpm; POS: 172[+ or -] 10 bpm; p>0,001) luta 2, (PRE: 100 [+ or -] 10; POS: 162 [+ or -] 16 bpm; p>0,001) luta 3, (PRE: 100 [+ or -] 18 bpm; POS: 164[+ or -] 14 bpm; p>0,001) luta 4, de competidores de jiu-jitsu brasileiro, tambem foram observados em atletas de judo, no qual obtiveram aproximadamente 180,4 [+ or -] 8,4 bpm apos competicao (Hernandez, Torres e Villaverde, 2009).

Em contrapartida, Franchini e colaboradores (2003) em analise da FC em lutadores de Jiu-Jitsu, observou que existe uma tendencia ao decorrer da luta no aumento da FC, embora esse aumento nao seja linear. Porem, a FC media durante a luta foi de 158 [+ or -] 14 bpm, indicando assim, que a solicitacao cardiovascular nao foi tao grande durante o decorrer do combate. Dentre as hipoteses de elevacao da FC se encontra maior atividade adrenergicas, pela ativacao do sistema nervoso autonomo (Bortolotto e Consolim, 2009).

Alem disso, suponha-se que as variaveis fisiologicas e psicologicas pre e pos o combate podem ser fatores que demandam o aumento gradativo da FC (Carneiro e colaboradores, 2013).

Segundo Prado e Lopes (2009), as lutas de agarre consistem em esforcos intermitentes, pois ha uma alternancia no seu ritmo pela aplicacao de golpes e pela defesa deles, alem de momentos em que os lutadores se estudam, onde ficam praticamente

estaticos, no qual se assemelha a modalidade do presente estudo.

Dentre as limitacoes da presente investigacao, destacam-se: i) a falta de recursos para mensurar o grau de sudorese dos participantes, alem de nos dias de coletas, nao serem atribuidas a medicao da temperatura por meio de termometro.

Entretanto, os avaliadores realizaram as coletas no periodo vespertino, no verao, alem do local de realizacao da competicao ser parcialmente fechado, induzindo que esses fatores seriam determinantes para maior perda hidrica; ii) o numero reduzido de participantes, porem, estudos com amostras reduzidas sao frequentes com esta tematica, visto a especificidade da amostra.

CONCLUSAO

Concluimos que combates com duracao de quatro minutos na modalidade Huka-Huka foram suficientes para promover desidratacao aguda de grau I, elevacao tanto da FC como do nivel glicemico

REFERENCIAS

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Recebido para publicacao 16/08/2018

Aceito em 16/04/2019

Deivison Soares Meninea (1), Antenor Barbosa Calandrini de Azevedo (1) Arthur Pinto Magno (1), Victor Silveira Coswig (1)

(1-)Faculdade de Educacao Fisica, Universidade Federal do Para (UFPA), Castanhal-PA, Brasil.

E-mail dos autores:

deivisonmeninea@gmail.com

antenorcalandrini@gmail.com

arthurmagno1996@gmail.com

vcoswig@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Victor Silveira Coswig.

Av. dos Universitarios, s/n, Jaderlandia.

Castanhal, Para, Brasil.

CEP: 66.075-900.
Tabela 1 - Respostas fisiologicas a uma luta de Huka-Huka (n=9).

                           Pre                  Pos
                           Media [+ or -] DP    Media [+ or -] DP

Massa corporal (kg)         72,8 [+ or -] 12,7   72,3 [+ or -]12,6
Glicemia (mg/dl)           118,7 [+ or -] 11,7  142,0 [+ or -] 22,2
Frequencia Cardiaca (bpm)   90,0 [+ or -] 12,8  171,6 [+ or -] 12,3

                           [DELTA] (%)    T      p     TE

Massa corporal (kg)        -0,7           2,7   0,03   0,04
Glicemia (mg/dl)           19,6          -2,6   0,03  -2,00
Frequencia Cardiaca (bpm)  90,7         -12,4  0,001  -6,37
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Author:Meninea, Deivison Soares; de Azevedo, Antenor Barbosa Calandrini; Magno, Arthur Pinto; Coswig, Victo
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2019
Words:3683
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