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REFLEXOES ATUALIZADAS SOBRE O CONTEXTO DO AGRONEGOCIO BRASILEIRO.

1. INTRODUCAO AO AGRONEGOCIO

O agronegocio no Brasil surgiu oriundo do crescimento demografico com lotacao da zona urbana, obrigando as organizacoes a substituirem o modelo de producao manufatureiro e investirem na producao em massa. Surgem novos equipamentos, tecnologias e estruturas de beneficiamento e armazenagem. A producao no campo perde sua rusticidade e volta-se para a padronizacao, especializacao e producao em grande escala.

Fernandes (2010) aponta que o conceito de agronegocio no Brasil e novo e remonta a decada de 1990, sendo uma construcao ideologica que tenta mudar a imagem de latifundista da agricultura capitalista. Ja para Oliveira (2006), o agronegocio pode ser reconhecido como monocultivo de exportacao, havendo a necessidade de distincao entre as atividades economicas. Segundo o autor, o principal contraponto esta presente na abordagem conceituai que considera a agricultura como forma de producao de alimentos enquanto o agronegocio visa a producao de commodities para o mercado internacional.

Para Cruvine & Neto (1999), o conceito em agronegocio procura guardar a mesma categorizacao proposta por John Davis e Ray Goldberg em 1957, para o conceito de agribusiness: <<a soma das operacoes de producao e distribuicao de suprimentos agricolas, das operacoes de producao nas unidades agricolas, do armazenamento, processamento e distribuicao dos produtos agricolas e itens produzidos a partir deles>> (p. 1).

Agronegocio pode ser entendido como sendo a soma das operacoes que envolvem a producao e distribuicao de suprimentos; a producao do bem, o armazenamento, processamento e distribuicao dos produtos do agronegocio. Incluem-se neste conjunto todos os servicos financeiros, de transporte, classificacao, marketing, seguros, bolsas de mercadorias, entre outras. Todas essas operacoes sao elos de cadeias que se tornam cada vez mais complexas a medida que a agricultura se moderniza e a realizacao de seu produto no mercado passou a depender mais e mais de servicos que estao fora da fazenda.

Dessa forma, tal conceito engloba os fornecedores de bens e servicos para o agronegocio, a producao rural, o processamento, a transformacao a distribuicao e todos os envolvidos na geracao e fluxo dos produtos do agronegocio ate o consumidor final. Inserem-se nesse processo agentes como o governo, os mercados, as entidades comerciais, financeiras e prestadora de servicos.

A abordagem de Sistemas Agroindustriais--SAG (ou Commodity System Approach) foi apresentada inicialmente por Davis e Goldberg em 1957, na Universidade de Harvard. Por meio dessa abordagem o sistema agroindustrial e entendido como um nexo de contratos e apoia-se em uma cadeia produtiva, abrangendo segmentos antes, dentro e depois da porteira (Farina & Zylbersztajn, 1996). De acordo com Araujo (2010), o agronegocio pode ser visto como o conjunto de todas as operacoes e transacoes envolvidas desde a fabricacao dos insumos agropecuarios, das operacoes de producao nas unidades agropecuarias, ate o processamento e distribuicao e consumo dos produtos agropecuarios <<in natura>> ou industrializados.

Assim, aumenta-se a producao direcionada ao mercado, e se extingue a producao de subsistencia. Desse modo, o agricultor deve escolher insumos, equipamentos e maquinas, conduzir os processos de producao, e vende-la. Passa-se entao, a permear o agronegocio uma serie de organizacoes de toda ordem, publicas e privadas. No Brasil o agronegocio tem importante relevancia social, economica e politica, conforme destacar-se-a nas secoes posteriores dessa pesquisa.

2. CONTEXTUALIZACAO DO COMPLEXO AGROINDUSTRIAL BRASILEIRO

O Brasil ocupa posicoes importantes no <<ranking>> mundial de producao e exportacao de bens oriundos do complexo agroindustrial. O agronegocio e a atividade economica mais aberta e competitiva no cenario internacional. De acordo com Batalha (2002), costuma-se dividir o estudo do agronegocio em tres partes.

A primeira parte trata dos negocios agropecuarios propriamente ditos (ou de <<dentro da porteira>>) que representam os produtores rurais, sejam eles pequenos, medios ou grandes produtores, constituidos na forma de pessoas fisicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas juridicas (empresas). Na segunda parte, os negocios a montante (ou <<da pre-porteira>>) aos da agropecuaria, representados pelas industrias e comercios que fornecem insumos para a producao rural. Por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos quimicos, equipamentos, etc. E, na terceira parte, estao os negocios a jusante dos negocios agropecuarios, ou de <<pos-porteira>>, onde estao a compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuarios, ate chegar ao consumidor final. Enquadram-se nesta definicao os frigorificos, as industrias texteis e calcadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos (Batalha, 2002).

Para que o conceito de complexo agroindustrial possa ser melhor compreendido, vale oferecer alguns dados que expressam, entre outros, principalmente a evolucao da producao e dos investimentos do complexo, numa economia desenvolvida. A qualificacao do complexo tem como unico objetivo aprofundar a teoria sobre o mesmo, explicitando alguns aspectos estruturais que orientem a reflexao.

Dorighello (2003), corroborando com Marion (2005), traz que a agroindustria pode ser definida como todo <<o segmento industrial deprodutos alimenticios, as industrias que transformam materia-prima agropecuaria em produtos intermediarios para fins alimentares e nao alimentares como casos especiais, as industrias de oleos vegetais nao comestiveis, de insumos agropecuarios>> (p. 37).

Segundo Araujo (2010) na agroindustria existem dois grupos distintos de agroindustrias, as alimentares e as nao alimentares, conforme Figura No. 1.

Araujo (2010) informa, ainda que nas agroindustrias alimentares e nao alimentares os procedimentos e processos industriais bem distintos. Enquanto os cuidados sao maiores e bastante especificos nas agroindustrias de alimentos, nas agroindustrias nao alimentares os procedimentos industriais gerais sao bastante similares aos de industrias de outros setores. Sendo assim, os cuidados a serem adotados pelas agroindustrias alimentares sao justificaveis, pois tratam da producao de alimentos e tem uma preocupacao muito maior, que e a seguranca alimentar dos consumidores.

Segundo Araujo, Wedekin & Pinazza (1990), a propriedade agricola mudou sua atividade de subsistencia para uma operacao comercial, em que os agricultores consomem, cada vez menos, o que produzem. O moderno agricultor e um especialista, confinado as operacoes de cultivo e criacao. Por outro lado, as funcoes de armazenar, processar e distribuir alimento e fibra vao se transferindo, em larga escala, para organizacoes alem da fazenda.

O agronegocio e estudado em seus diversos ramos como um nexo de contratos, compostos de sucessivas etapas que vai desde o produtor e revendedor de insumos ate o consumidor, passando pelo produtor rural, a industria e o comercio. Desta forma ampla o ambiente institucional assume relevancia, capaz de determinar o grau de competitividade e as possibilidades de melhor desempenho (Mendes, 2005).

Para Goncalves (2005) essas organizacoes transformaram-se em operacoes altamente especializadas. Criou-se um novo arranjo de funcoes fora, e a montante, da fazenda: a producao de insumos agricolas e fatores de producao, incluindo maquinas e implementos, tratores, combustiveis, fertilizantes, suplementos para racao, vacinas e medicamentos, sementes melhoradas, inseticidas, herbicidas, fungicidas e muitos itens mais, alem de servicos bancarios, tecnicos de pesquisa e informacao.

A jusante da fazenda formou-se complexas estruturas e armazenamento, transporte, processamento, industrializacao e distribuicao ainda mais formidaveis. Atualmente os complexos agroindustriais brasileiros desempenham uma significativa importancia na economia do Pais, referindo-se a todas as instituicoes que desenvolvem atividades, no processo de producao, elaboracao e distribuicao dos produtos da agricultura e pecuaria, envolvendo desde a producao e fornecimento de recursos, ate que o produto final chegue nas maos dos consumidores. Entre as instituicoes que constituem o CAI (Complexo Agroindustrial), incluem-se, alem daquelas diretamente envolvidas no processo, aquelas de apoio indireto a realizacao das atividades na tomada de decisoes, como o governo e suas politicas e o sistema financeiro e de credito (Goncalves, 2005).

Muller (1982, p. 153) afirma que
   (...) Em face da massa de necessidades e
   interesses de corte industrial que perpassa
   todos os setores do complexo agroindustrial,
   pode-se asseverar que a industrializacao dos
   mesmos e a tendencia predominante. Esta
   evidencia que as caracteristicas dessa
   industrializacao regularao a expansao ou o
   bloqueio dos setores industriais e agricolas.


Szmrecsanyi (1983) propoe um esquema de analise do setor agropecuario que permite captar melhor suas transformacoes estruturais e qualitativas. Para o autor, <<o setor deixa de constituir um compartimento semiautonomo e fechado, para tornar-se um sistema aberto e integrado aos setores que lhes sao complementares no contexto da economia como um todo>> (p. 142). Desse modo, o complexo agroindustrial e formado pelos seguintes setores (Goncalves, 2005):

* Producao agropecuaria: engloba os varios tipos de cultivo e criacoes.

* Instituicoes: envolve os varios servicos prestados ao setor agropecuario (credito, assistencia tecnica, extensao, pesquisa, etc.).

* Industria de insumos: abrange os ramos industriais e comerciais que se orientam para o atendimento das necessidades produtivas agropecuarias (corretivos, fertilizantes, defensivos, implementos, equipamentos, etc.).

* Comercializacao: diz respeito aos servicos de estocagem e comercializacao dos produtos agropecuarios (cooperativas, atacadistas, varejistas, redes de comercializacao, etc.).

* Industria de processamento: inclui os ramos industriais com producao predominantemente baseada em materias-primas de origem agropecuaria.

A Figura No. 2 apresenta os componentes e as inter-relacoes da cadeia produtiva, que engloba os negocios <<antes da porteira>> ou a montante (fornecedores de produtos e de servicos para a agricultura), as atividades <<dentro da porteira>> e os <<apos a porteira>> ou a jusante (processadores e transformadores do Complexo Agroindustrial e os distribuidores envolvidos na geracao e no fluxo dos produtos agricolas ate o consumidor final).

Goncalves (2005) ressalta que as articulacoes mostradas no esquema nao se aplicam igualmente para os varios produtos agropecuarios. Ao longo de toda a cadeia produtiva, do mercado consumidor ate o produtor, e perceptivel que as caracteristicas e qualidade dos produtos devem resultar em solucoes cooperativas entre os agentes economicos, assim incentivando os ganhos de competitividade, e melhorando o desempenho e o crescimento economico.

Provavelmente, o tamanho do setor agroindustrial particular e fator importante na atualizacao do nivel tecnologico efetuado pelo produtor agropecuario. Por outro lado, qual a vantagem do agricultor em se desenvolver tecnologicamente? Basicamente, um grau maior de desenvolvimento tecnologico implica aumento de produtividade que levaria a custos mais baixos (Goncalves, 2005). Para o autor, a reducao da incerteza tambem seria uma decorrencia do desenvolvimento tecnologico na medida em que o agricultor teria efetivamente maior controle sobre o processo produtivo. Varios autores discutem como os precos do produto agricola e dos insumos sao afetados pela estrutura de mercado a jusante e a montante da agricultura.

Sorj (1980) destaca que a <<relacao entre produtores agropecuarios e as industrias de processamento ou firmas comercialipadoras apresenta uma tensao basica. Quanto menor for o preco pago ao produtor maior serao os lucros e competitividade no mercado>> (p. 116).

Para Guimaraes (1979, p. 250),
   (...) O mais importante dos efeitos da
   integracao agroindustrial e a supressao da
   livre concorrencia com repercussao direta
   no mecanismo de precos, que passa a ser
   ditado pelas industrias a montante e a
   jusante da producao agricola e em bases
   tendencialmente monopolistas, dado o
   dominio incontestavel que essas industrias
   exercem sobre o mercado.


Kageyama (1987, p. 3) destaca que
   (...) As industrias processadoras tem uma
   forte capacidade de exercer influencia sobre
   a agricultura, dada a alta percentagem de
   producao agricola que consomem, mas os
   dois polos industriais exercem essa
   influencia e a principal modalidade se da
   atraves do mecanismo de precos.


Sorj & Wilkinson (1983) destacam a consequencia do poder das agroindustrias, de determinarem o preco, para o produtor agricola, quando afirma que <<o complexo agroindustrial se transforma no beneficiario principal do sobre trabalho dos produtores agricolas>> (p. 250).

Os produtos da agropecuaria passaram a ter uma demanda crescente por parte dos demais setores da economia, principalmente da agroindustria, antes de atingir o consumidor final. Excluidas algumas regioes ainda de extrema pobreza em que se pratica uma agricultura de subsistencia, a agropecuaria brasileira esta hoje integrada com os demais setores da economia brasileira.

Como ocorrera com a industria no final do seculo XIX, a agropecuaria tambem passou por concentracoes horizontal e vertical no seu processo de <<caificacao>>. Para Johnston & Kilby (1977) <<o mecanismo do processo economico na agricultura e o mesmo que opera em todos os demais setores de uma economia. O nome desse mecanismo e especializacao>> (p. 51).

Os Complexos Agroindustriais (CAI) representam a nova forma de organizacao da atividade agricola depois da sua modernizacao e industrializacao, momento em que a agricultura passa a ser inter-relacionada com outras atividades, estabelecendo vinculos diretos com a industria. Segundo Silva (2007), nos CAI completos, a agricultura esta ligada diretamente com a industria a montante e a jusante, ou seja, se relaciona com os fornecedores de insumos, maquinas e equipamentos e com as agroindustrias processadoras dos seus produtos. Os processos produtivos se modificaram com a insercao das novas tecnologias e a agricultura deixa de ser um setor isolado e independente, passando a fazer parte de um complexo produtivo (Guimaraes, 1979).

3. ANALISE DOS PRINCIPAIS COMPLEXOS AGROINDUSTRIAIS

A agroindustria brasileira e um setor extremante prospero que vem superando grandes desafios nos ultimos anos, mesmo em periodos de crises economicas, gerando divisas e empregos. O Brasil conta com uma enorme extensao territorial, mas a ferramenta que propicia essa obtencao de resultados e, na sua essencia, o conhecimento. Destacam-se o crescimento das fronteiras agricolas e a expansao da producao agroindustrial e, especificamente, o aumento da importancia estrategica da producao de alimentos para direcionados ao mercado internacional, o Pais vem se mostrando competitivo no que se tange ao agronegocio, em alguns casos conseguindo obter uma producao maior, mesmo com menos tecnologias em relacao aos paises ricos.

As taxas anuais brasileiras de exportacoes do agronegocio brasileiro vem crescendo nos ultimos anos. Os avancos tecnologicos tem possibilitado ao Brasil, incorporar a modernizacao e as inovacoes tecnologicas, ao processo produtivo. O sucesso neste processo de incorporacao deve-se aos investimentos publicos efetuados na formacao de especializacao de recursos humanos, principalmente no treinamento e formacao de tecnicos. As empresas de capital privado investem pesado na instalacao de parque mecanizado de apoio ao desenvolvimento do agronegocio, buscando abertura de novos mercados (Scolari, 2006).

Para Malagolli & Ascanio (2007) os produtos oriundos do agronegocio representam um dos principais itens na pauta de exportacao brasileira, inserindo o Brasil entre os maiores exportadores mundiais do setor. Isso exige das empresas e produtores a implantacao de tecnicas sofisticadas de armazenagem, inovacoes tecnologicas e o uso adequado da tecnologia da informacao, de modo a agilizar os processos dentro da cadeia produtiva e diminuir desperdicios. Superando, assim as instabilidades das safras agricolas, inconstancia nos precos internacionais e o protecionismo externo, via subsidios.

O agronegocio no Brasil pode ser entendido como a agricultura, insumos, maquinaria e servicos agricolas, bem como as atividades de pos-colheita, processamento e distribuicao, que gira em torno de 25% do PIB e 35% da mao-de-obra do Pais (Grafico No. 1). O setor tem um enorme impacto na dinamica regional e ocupa lugar de destaque no comercio mundial sendo o maior gerador de divisas para o Pais.

O agronegocio brasileiro apresenta elevada relevancia economica e social em termos absoluto e relativo. E simplesmente o maior negocio da economia do Pais. De acordo com Casarotto (2013), a expressiva participacao do agronegocio do Pais, dado o seu estagio de desenvolvimento, posiciona o Brasil como uma das nacoes mais competitivas no mundo na producao de commodities agricolas.

4. ASPECTOS METODOLOGICOS

O objetivo principal desta pesquisa e tracar um panorama conjuntural do agronegocio brasileiro a partir de suas caracteristicas e perspectivas. De acordo com Gil (2002, p.17), pode-se definir pesquisa como <<o procedimento racional e sistematico que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que sao propostos>>.

Com relacao aos fins, a pesquisa e descritiva, levando-se em consideracao o fato de que a mesma pretende obter e investigar os dados publicados referentes ao agronegocio brasileiro, privilegiando as instituicoes e orgaos anuentes desse setor. Ainda de acordo com Gil (2002, p.42) <<as pesquisas descritivas tem como objetivo primordial a descricao das caracteristicas de determinada populacao ou fenomeno ou, entao, o estabelecimento de relacoes entre variaveis>>.

Com relacao aos meios, a presente pesquisa e documental, valendo-se de dados extraidos de instituicoes voltadas para o agronegocio como a Confederacao da Agricultura e Pecuaria do Brasil (CNA), Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento-MAPA (Brasil, 2015a, 2015b) e o Ministerio do Desenvolvimento, Industria e Comercio (MDIC). De acordo com Richardson (1999, p.85) o pesquisador pode utilizar <<como material de estudo qualquer forma de comunicacao, usualmente documentos escritos, como livros, periodicos, jornais, mas tambem, pode recorrer a outras formas de comunicacao>>. Por se tratar de documentos impressos, Gil (2002), estabelece que a pesquisa documental se assemelha muito a pesquisa bibliografica. A diferenca essencial entre ambas esta na natureza das fontes. Enquanto a pesquisa bibliografica se utiliza fundamentalmente das contribuicoes dos diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que nao recebem ainda um tratamento analitico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa (Gil, 2002).

5. O PANORAMA DO AGRONEGOCIO BRASILEIRO

A producao agropecuaria apresenta caracteristicas que a diferem da producao de outros tipos de bens manufaturados, enfatizando entre elas, as seguintes: o carater sazonal da producao; a influencia de fatores biologicos; as doencas e pragas e sua rapida perecibilidade. O agronegocio envolve as seguintes funcoes: suprimento a producao agropecuaria, producao agropecuaria propriamente dita, transformacao, acondicionamento, armazenamento, distribuicao, consumo e servicos complementares como publicidade, bolsas de mercadorias, politicas publicas, entre outras. O Grafico No. 2 apresenta a evolucao da balanca comercial do agronegocio do Brasil.

Nesse Grafico No. 2, pode-se observar que a evolucao das exportacoes do agronegocio do Brasil foi expressiva, principalmente quando se compara o ultimo ano de 2014 com os dados de 1999. Sao notorios a evolucao e o crescimento do superavitario da balanca comercial brasileira ao longo dos anos. A conjuntura economica desfavoravel nos primeiros seis meses de 2015 refletiu sobre o desempenho do agronegocio brasileiro. Com isso, o setor finalizou o primeiro semestre de 2015 com queda de 0,15%.

De acordo com o Boletim Agronegocio Internacional, divulgado pela Confederacao da Agricultura e Pecuaria do Brasil (CNA, 2015), as exportacoes do agronegocio brasileiro encerraram o ano de 2014, respondendo por 43% do total de vendas externas do Brasil. E o que mostram os dados divulgados pelo Ministerio do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior-MDIC (Brasil, 2015c), referentes ao acumulado de 2014. Do total de US$ 225,1 bilhoes1 faturados pelo Brasil com as exportacoes, US$ 96,7 bilhoes procederam das vendas do agronegocio. Ainda que, em 2013, a receita total de exportacao do setor tenha somado US$ 100 bilhoes, valor 3,2% maior do que em 2014, a participacao do agronegocio na pauta exportadora do Pais aumentou no ano de 2014 (CNA, 2015).

Consoante o Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (2015), as exportacoes do agronegocio brasileiro no ano de 2014 totalizaram US$ 96,75 bilhoes, um decrescimo de 3,2% em comparacao com os US$ 99,97 bilhoes comercializados em 2013, ou, em numeros absolutos, US$ 3,22 bilhoes. As importacoes seguiram tendencia semelhante, com queda de 2,6% e montante de US$ 16,61 bilhoes no acumulado do ano. Assim, em 2014, o saldo da balanca comercial do agronegocio brasileiro foi positivo em US$ 80,13 bilhoes, porem 3,2% inferior sem relacao ao desempenho do ano de 2013. No que tange aos setores que compoem o agronegocio, o principal destaque do ano de 2014 foi o complexo soja, com exportacoes totais de US$ 31,40 bilhoes e 60,71 milhoes de toneladas comercializadas, o que significou incremento de 1,4 % e 5,6 %, respectivamente. O produto mais exportado foi a soja em grao, com a cifra de US$ 23,27 bilhoes e crescimento de 2% em relacao aos US$ 22,81 bilhoes negociados no ano anterior.

O segundo principal setor do agronegocio brasileiro em valor exportado foi o de carnes, com vendas externas de US$ 17,43 bilhoes (+3,7%) e 6,38 milhoes de toneladas negociadas (+1,9%) em relacao ao ano de 2013. O terceiro principal setor em valor exportado foi o complexo sucroalcooleiro, com vendas de US$ 10,37 bilhoes. Em seguida, vem produtos florestais e setor cafeeiro. Os cinco principais setores exportadores tiveram uma participacao de 78,4% no total das exportacoes do agronegocio em 2014, mesma participacao dos cinco maiores setores do ano de 2013 (Ferreira, 2015).

O continente Asiatico foi, em 2014, o principal destino dos produtos brasileiros oriundos do agronegocio. As vendas atingiram a marca de US$ 39,32 bilhoes, representando uma reducao de 2,9% em relacao as vendas registradas no ano de 2013, que foram de US$ 40,50 bilhoes.

A China encerrou 2014 sendo o principal destino dos produtos do agronegocio brasileiro, com uma participacao de 22,8% do valor total das exportacoes do Pais. Apesar da queda de US$ 816 milhoes na receita em relacao a 2013, causada principalmente pela reducao nas exportacoes dos complexos soja e sucroalcooleiro, as exportacoes para a China somaram US$ 22,1 bilhoes no acumulado do ano. O Pais foi o maior comprador do complexo da soja, com importacoes que ultrapassaram US$ 17 bilhoes. Ainda que a receita das exportacoes deste produto tenha caido devido a queda nos precos, os embarques aumentaram 1,12% de 2013 para 2014 (CNA, 2015).

Mesmo sendo muitos os paises compradores dos produtos oriundos do agronegocio brasileiro, apenas quatro compradores foram responsaveis por 59% do valor total gerado com as exportacoes do setor em 2014.

A China encerrou 2014 sendo o principal destino dos produtos do agronegocio brasileiro, com uma participacao de 22,8% do valor total das exportacoes do Pais. Apesar da queda de US$ 816 milhoes na receita em relacao a 2013, causada principalmente pela reducao nas exportacoes dos complexos soja e sucroalcooleiro, as exportacoes para a China somaram US$ 22,1 bilhoes no acumulado do ano. O Pais foi o maior comprador do complexo da soja, com importacoes que ultrapassaram US$ 17 bilhoes. Ainda que a receita das exportacoes deste produto tenha caido devido a queda nos precos, os embarques aumentaram 1,12% de 2013 para 2014 (CNA, 2015).

A Uniao Europeia consolidou-se como o segundo destino das exportacoes brasileiras em no ano de 2014. Os 28 paises que compoem o bloco compraram o equivalente a US$ 42 bilhoes do Brasil, sendo mais da metade deste montante (US$ 22,1 bilhoes) diz respeito as exportacoes do setor agropecuario, que embarcou mais de 26 milhoes de toneladas de produtos no ano. Embora as exportacoes do agronegocio destinadas ao bloco terem caido 2,9%, a Uniao Europeia se tornou ainda mais importante para o comercio exterior brasileiro, ganhando maior participacao no mercado. O farelo de soja, a soja em grao e a celulose estao entre as mercadorias brasileiras que mais se destacaram no mercado europeu no acumulado do ano. As vendas destes tres produtos somaram US$ 9,8 bilhoes (CNA, 2015).

Os Estados Unidos e, historicamente, um importante parceiro comercial e grande concorrente do agronegocio brasileiro. Com as dificuldades economicas enfrentadas recentemente e a ascensao chinesa como novo grande player do Brasil, os Estados Unidos perderam parte da prioridade que tinham com o Brasil no ambito comercial. Contudo, o Pais vem reconquistando seu espaco. Em 2014, os Estados Unidos importaram US$ 27 bilhoes em produtos brasileiros, sendo 26% deste valor (US$ 7 bilhoes) em produtos do agronegocio. A celulose, a madeira e o papel estao entre os principais produtos de interesse americano no agronegocio brasileiro. Juntos, os tres produtos somaram mais de US$ 2,1 bilhoes em exportacoes, ou 31% da pauta de exportacao do setor para o mercado norte-americano. O cafe brasileiro tambem e um produto que agradou os importadores americanos em 2014, alcancando US$ 1,3 bilhao em exportacoes (CNA, 2015).

A Russia consolidou-se como o quarto maior importador de produtos do agronegocio do Brasil em 2014, conquistando significante espaco na pauta comercial brasileira. Pode se atribuir pare desse aumento a ampliacao do mercado russo apos as sancoes impostas pelo Pais as importacoes de certos alimentos vindos dos Estados Unidos, Canada, Australia, Noruega e da Uniao Europeia.

Com 3,8% de participacao nas vendas externas brasileiras em 2014, a Russia tornou-se um mercado fundamental de carnes, acucar e a soja do Brasil. A carne bovina, principal produto importado pelos russos, somou US$ 1,3 bilhao em vendas, ou 36% do total. As vendas de carne de frango mais que dobraram de 2013 para 2014, passando de US$ 137 milhoes para US$ 303 milhoes. A carne suina brasileira tambem teve aumento semelhante (97%) de 2013 para 2014, devido, principalmente, a valorizacao do dolar e a reducao da oferta, o que afetou o preco deste produto. E importante destacar tambem que, em 2014, o Brasil iniciou a venda de produtos derivados do leite, como a manteiga e demais gorduras lacteas. So nos ultimos meses do ano, as vendas somaram US$ 3 milhoes (CNA, 2015).

A importancia do agronegocio para a economia brasileira pode ser comprovada quando se analisa os principais produtos transacionados no mercado externo. Os produtos oriundos da agroindustria ganham, cada vez mais, mais espaco entre os principais itens da pauta de exportacoes do Brasil.

Segundo os dados divulgados pelo Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento (Brasil, 2015b), o setor manteve um desempenho positivo. Conforme apresentado no Quadro No. 1, oito produtos do agronegocio estao entre os dez itens mais exportados pelo Brasil. Sao eles: soja em grao, acucar em bruto, farelo de soja, carne de frango, cafe em grao, carne bovina, celulose e milho em grao. Juntos, estes oito produtos renderam US$ 65,2 bilhoes ao Brasil, respondendo por 29,2% da receita total gerada com exportacoes no acumulado de 2014 (CNA, 2015).

O Quadro No. 1 apresenta os dez itens mais exportados pelo Brasil no ano de 2014, dos quais oito sao oriundos do agronegocio, sendo: soja em grao, acucar em estado bruto, farelo de soja, carne de frango, cafe em grao, carne bovina, celulose e milho em grao. Com grande destaque e relevancia para o complexo da soja.

No ano de 2014, tiveram destaque os produtos componentes do complexo da soja, quando as vendas externas somaram US$ 30,3 bilhoes (60,1 milhoes de toneladas), representando, assim, 13,4% da receita de exportacao total do Brasil. Tal faturamento foi 1,4% maior que o registrado no ano de 2013. A soja em grao foi a lider absoluta em exportacoes do setor, com um montante de US$ 23,28 bilhoes em vendas, respondendo por 10,3% da pauta de exportacao do Brasil. A producao brasileira de soja aumentou e o preco geral do produto caido, porem, o aumento dos embarques para o exterior e a valorizacao do dolar americano fizeram com que a receita de exportacao da soja subisse (Brasil, 2015b).

6. CONSIDERACOES FINAIS

Conforme destacado nessa pesquisa, o agronegocio pode ser compreendido como a soma de todas as operacoes e transacoes envolvidas desde a fabricacao dos insumos, das operacoes de producao nas unidades agropecuarias, ate o processamento e distribuicao e consumo desses produtos. Fez-se uma reflexao geral e contextualizada sobre o que e o agronegocio e o complexo agroindustrial e o agronegocio, trazendo conceitos e explanacoes de autores e pesquisadores da area.

A constituicao dos CAI e o desempenho da atividade do agronegocio tem sido acompanhados atentamente, dada a importancia de seus resultados para varios segmentos da sociedade. Da agroindustria depende a sobrevivencia e a alimentacao: ela fornece materias primas para varias industrias, e responsavel por parte substancial da receita das exportacoes e ainda se coloca como mercado para os segmentos que lhe fornecem insumos. Observa-se, assim, que agroindustria e o seu mercado sao determinantes e de grande importancia para o funcionamento geral da economia.

Entender os conceitos de sistemas no contexto agroindustrial torna-se fundamental para a avaliacao da sustentabilidade do processo produtivo. Tal conceituacao permite analisar as interacoes existentes entre sistemas de cultivo, sistemas de producao e sistemas agricolas, de forma a tornar possivel identificar e definir parametros e indicadores para a caracterizacao e avaliacao das vulnerabilidades e potencialidades associadas a tais sistemas.

O uso eficiente tecnologias de armazenagem de produtos agroindustriais, torna-se vital no processo, o correto gerenciamento dos locais adequado e seguro, tendem a colocar a disposicao para a guarda de mercadorias e preservar a sua integridade fisica.

As empresas do agronegocio devem buscar continuamente uma melhor qualidade, que seja eficiente e capaz de garantir que seus produtos ou servicos atendam ou superem as necessidades dos seus clientes, atraves do uso integrado de metodos e ferramentas que busquem a padronizacao e normalizacao e o seguimento de principios de gestao da qualidade.

Apresentou-se uma analise dos principais sistemas de producao dos complexos agroindustriais e suas importancias para a economia brasileira, trazendo uma discussao mais aprofundada sobre agronegocio e os processos agroindustriais como beneficiamento, processamento e transformacao de produtos como forma de agregacao de valor no agronegocio.

Abordou-se a importancia da gestao de qualidade e sua dimensao no agronegocio, a relevancia da aplicabilidade da qualidade em desenvolvimento de processos e produtos para a agroindustria, visando aumento da produtividade e a questao da adocao de tecnologias na agroindustria, os processos de armazenagem e manuseio de produtos agroindustriais bem como a importancia da seguranca alimentar nos processos agroindustriais.

Este trabalho nao encerra as discussoes sobre o agronegocio no Brasil e no mundo, espera-se que os leitores interessados busquem tambem outras fontes de informacoes e leituras sobre o tema, conforme referendado nas citacoes e referencia bibliograficas, que deram suporte e embasamento teorico para a construcao do mesmo.

REFERENCIAS

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Goncalves, Jackson Eduardo (1)

Silva, Sheldon William (2)

Goncalves, Eliandra da Silva Oliveira (3)

Melo, Tuane Ferreira (4)

Recibido: 09-01-2017 Revisado: 27-05-2017 Aceptado: 27-09-2017

(1) Graduacao em Administracao de Empresas (Universidade Federal de Lavras-UFLA, Brasil); Mestre em Economia Rural (Universidade Federal do Ceara-UFC, Brasil). Coordenador pedagogico dos Cursos Superiores de Tecnologia em Logistica, Processos Gerenciais e Gestao de Recursos Humanos do Centro Universitario do Sul de Minas (UNIS/Varginha). Endereco postal: Av. Cel. Jose Alves, 256--Vila Pinto--37010-540--Varginha, MG--Brasil. Telefone: +55 (35) 32195208; e-mail: jackson@unis.edu.br

(2) Graduado em Administracao, com Habilitacao em Comercio Exterior (Universidade do Estado de Minas Gerais-UEMG, Brasil); Mestre em Administracao (Fundacao Pedro Leopoldo--FPL, Brasil); Especialista em Gestao Empresarial e Doutorando em Administracao (Universidade Federal de Lavras-UFLA, Brasil). Coordenador do Nucleo de Graduacao--Faculdades do Grupo Unis. Endereco postal: Av. Cel. Jose Alves, 256--Vila Pinto--37010-540 --Varginha, MG--Brasil. Telefone: +55 (35) 32195208; e-mail: sheldonwilliamsilva@gmail.com

(3) Graduacao em Engenharia Quimica, com Habilitacao em Engenharia de Alimentos (Centro Universitario do Sul de Minas-UNIS, Brasil); Especialista em Gestao Empresarial (Faculdades Integradas de Jacarepagua-FIJ, Brasil). Professora em cursos de graduacao e pos-graduacao do Centro Universitario do Sul de Minas (UNIS). Endereco postal: Av. Cel. Jose Alves, 256--Vila Pinto--37010-540--Varginha, MG--Brasil. Telefone: +55 (35) 32195208; e-mail: eliandra_oliveira@yahoo.com.br

(4) Graduacao em Medicina Veterinaria (Universidade Federal de Lavras-UFLA, Brasil); Mestranda em Medicina Veterinaria (UFLA, Brasil). Pesquisadora na area de Imunologia em projetos financiados pelo CNPq no Departamento de Medicina Veterinaria. Endereco postal: DMV / UFLA--Caixa Postal 3037--CEP 37200-000--Lavras MG, Brasil. Telefone: +55 (35) 38291148; e-mail: tuaneferreiramelo@gmail.com

(5) [Nota do Editor] Na lingua portuguesa, o termo <<bilhoes>> corresponde ao valor que e expresso com o termo <<billions>> no idioma ingles (1.000.000.000). Em espanhol, no entanto, <<bilhoes>> equivaliam a um milhao de milhoes (1.000.000.000.000).

Caption: Figura 1. Tipos de agroindustrias

Caption: Figura 2. Complexo agroindustrial
Quadro 1. Dez itens mais exportados pelo Brasil

Principais produtos de            Valor (em    Participacao no total
exportacao                       US$ bilhao)     exportado (em %)

Mineriod e Ferro                    25,82              11,5
Soja em grao                        23,28              10,3
Petroleo (bruto)                    16,36               7,3
Acucar (bruto)                      7,45                3,3
Farelo de soja                        7                 3,1
Carne de frango                     6,89                3,1
Cafe em grao                        6,04                2,7
Carne bovina                        5,79                2,6
Celulose                            5,29                2,4
Milho em grao                       3,88                1,7

Oito maiores do agronegocio         65,62              29,2

Demais produtos do agronegocio      34,35              15,3
Dois maiores nao agricolas          42,18              18,7
Demais produtos nao agricolas       82,65              36,9

Exportacoes totais do Brasil        225,1               100

Fonte: MAPA (Brasil, 2015b)

Grafico 1. Brasil: participacao do PIB do agronegocio no PIB Total,
1997-2015

1997   15,1%
1998   15,9%
1999   16,3%
2000   15,2%
2001   17,2%
2002   19,4%
2003   21,7%
2004   20,9%
2005   18,5%
2006   20,8%
2007   21,4%
2008   22,3%
2009   20,0%
2010   22,5%
2011   25,6%
2012   24,3%
2013   24,8%
2014   24,7%
2015   23,8%

Fonte: CEPEA (2016)

Note: Table made from bar graph.

Grafico 2. Evolucao da balanca comercial do agronegocio, 1997-2015

       Exportacao   Importacao

1997     44,10        13,72
1998     42,15        13,93
1999     42,70        11,56
2000     37,38        10,31
2001     40,95         8,64
2002     41,11         9,42
2003     41,87         9,83
2004     40,38         7,70
2005     36,80         6,95
2006     35,90         7,33
2007     36,37         7,24
2008     36,29         6,87
2009     42,34         7,75
2010     37,86         7,37
2011     37,09         7,74
2012     39,50         7,35
2013     41,30         7,12
2014     42,98         7,25
2015     46,16         7,63
2016     45,85         9,91
2017     44,10         9,39

Fonte: MAPA (Brasil, 2015b)

Note: Table made from bar graph.

Figura 3. Participacao nas exportacoes do
agronegocio do Brasil (2014)

4    3,8%
3    7,2%
2   22,2%
1   22,8%

Fonte: MAPA (Brasil, 2015b)

Note: Table made from bar graph.
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Author:Goncalves, Jackson Eduardo; Silva, Sheldon William; Goncalves, Eliandra da Silva Oliveira; Melo, Tua
Publication:Revista Agroalimentaria
Date:Jan 1, 2018
Words:6104
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