Printer Friendly

Quantification of the hidden rain in Serra do Mar, State of Rio de Janeiro/Quantificacao da chuva oculta na Serra do Mar, Estado do Rio de Janeiro.

INTRODUCAO

As florestas nas encostas de microbacias contribuem para a dinamica da precipitacao pluviometrica e conformacao dos seus balancos hidricos (MOLCHANOV, 1971; ARONICA; CANNAROZZO, 2000; CHEN; CHEN, 2005; GANDOLFI et al., 2007; GIGLIO; KOBIYAMA, 2013) e com isso se beneficiam em mecanismos de manutencao e de regeneracao natural (SCCOTI et al., 2011).

A parcela da chuva interceptada pela copa (IC) representa a quantidade de chuva que regressa a atmosfera sem atingir o solo, ou seja, que evapora da superficie vegetal (LIMA, 1986), significando uma forma de perda de agua no balanco hidrico da microbacia. O dossel reduz a intensidade da energia cinetica das gotas de chuva, contribui para aporte de materia organica, que afeta a estruturacao dos solos e melhora as condicoes de infiltracao da agua no solo, favorecendo a recarga do lencol freatico, entre outros servicos ambientais prestados.

O dossel pode interferir na condensacao do vapor d'agua nas florestas de altitude, aumentando a interceptacao horizontal (IH). Esse fenomeno, da IH, ocorre em areas cuja temperatura da superficie da cobertura vegetal atinge valores abaixo da temperatura do ponto de orvalho, ou quando intercepta goticulas em suspensao (VALCARCEL, 1982; GIGLIO; KOBIYAMA, 2013).

O orvalho tem especial significacao para as coberturas florestais. De acordo com o clima e as caracteristicas do ambiente fisico, a produtividade do orvalho pode chegar a varias dezenas de milimetros ao ano. No Chile, paineis de captura de nevoeiro, com area de exposicao igual a 100 [m.sup.2] instalados no deserto do Atacama, chegaram a coletar de 100 a 1000 litros de agua por dia, abastecendo pequenos grupos populacionais (OTTONI NETTO, 1993).

As goticulas de agua em suspensao na atmosfera, interceptadas pelo dossel, assim como ao vapor atmosferico condensado, mesmo nos dias de chuva, denomina-se chuva oculta.

Precipitacao pluviometrica de baixa intensidade pode implicar em menor precipitacao interna (precipitacao sob o dossel) e, consequentemente, maior interceptacao vertical das copas. A interceptacao vertical esta relacionada a intensidade da precipitacao, ou seja, quanto maior a intensidade da chuva menor o percentual de chuva interceptado pelo dossel (LIMA, 1986; LLOYD et al. 1988; HUBER; OYARZUN, 1992; NALON; VELLARDI, 1993; CHEN; CHEN, 2005; GANDOLFI et al., 2007).

Percentualmente, o escoamento pelo tronco pode ser considerado de pouca importancia quando comparado ao montante atingido pela precipitacao interna (VALCARCEL, 1982; LLOYD et al., 1988; JOHNSON, 1990; ARCOVA et al., 2003; GANDOLFI et al., 2007; SHINZATO et al., 2011).

Ao estudar o balanco hidrico nos Andes Venezuelanos, Valcarcel (1982) observou que a vegetacao proporcionou aumentos na quantidade de agua para o sistema, principalmente em areas de grande altitude, nas quais a floresta funciona como um condensador de umidade, aumentando a precipitacao total.

Este trabalho teve como objetivo avaliar a influencia da cobertura florestal, situada acima de 1.600 metros de altitude, em microbacias da Serra do Mar, sobre a chuva oculta.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido na Area de Protecao Ambiental do Pico do Caledonia, Parque Estadual dos Tres Picos, municipio de Nova Friburgo--RJ, no verao de 2003/2004, durante os meses de dezembro e janeiro. A area localiza-se entre os Picos da Pedra K2 (1.750 m) e Caledonia (2.252 m), apresentando aproximadamente 300 ha, perimetro de 9,4 km e comprimento no sentido interfluvio/talvegue do rio Paraiba do Sul de 3,05 km, entre as coordenadas geograficas 22[degrees]21'33" e 42[degrees]33'54". Os divisores das bacias do rio Macacu (vertente Atlantica) e Bengala (bacia do rio Paraiba do Sul), na encosta da Serra do Mar, formam os limites da area estudada, com altitude minima de 1600 m.

A microbacia e de [2.sup.a] ordem; indices de compacidade de 1,52; circularidade de 0,32; conformando aspecto alongado. O tempo de concentracao e de 1:38:00 (uma hora e trinta e oito minutos) e de defluvio medio minimo anual de 20 l/s.

O relevo e irregular formando uma paisagem declivosa, com cobertura florestal constituida de Floresta Ombrofila Densa Montana com transposicao para campos de altitude (IBGE, 1992). As plantulas, epifitas e lianas sao abundantes, assim como, a ocorrencia de bambus e palmeiras (LIMA; GUEDES-BRUNI, 1997; SANSEVERO et al., 2011).

Um conjunto de interceptadores (pluviometro Ville de Paris, dotado de haletas (Figura 1)) composto de quatro unidades, coletou a precipitacao total (PT), composta pela interceptacao horizontal (IH) mais a chuva (P). Servindo de testemunha, a precipitacao externa ou precipitacao pluviometrica (P) foi medida, nas bordas da area experimental, utilizando-se quatro pluviometros tipo Ville de Paris, instalados em locais abertos, distantes, aproximadamente, 50 m da area florestada.

Cada interceptador, com haletas de 1.033,2 [cm.sup.2] (A) de area total e reservatorio (H), captou a chuva que incidiu diretamente sobre sua superficie de captacao (chuva); o volume de vapor de agua em deslocamento lateral, condensando a partir do choque dessa massa de ar umido com a area das haletas e as microgoticulas suspensas na massa de ar, tambem interceptadas. A diferenca entre os valores de precipitacao pluviometrica, ou da media dos pluviometros externos (P) e dos pluviometros com haletas (PT), em mililitros, foi dividida pela area total da haleta, gerando a interceptacao horizontal (IH), em milimetros.

Os valores da precipitacao abaixo do dossel (copa das arvores), ou precipitacao interna (PI) foram obtidos da media das medidas realizadas com cinco grupos de pluviometros (PL1, PL2, PL3, PL4 e PL5). Cada grupo foi composto por um conjunto de 15 pluviometros, os quais tinham um diametro de 8,3 cm, fabricados de lata e dispostos em malha, distanciados seis metros entre si. Cada grupo foi instalado nas altitudes 1.605, 1.620, 1.630, 1.640 e 1.660 metros, respectivamente. As coletas foram realizadas diariamente as 9:00 h no periodo de 18 de dezembro de 2003 a 17 de janeiro de 2004.

A IH foi obtida a partir da diferenca entre a media dos volumes de chuva coletados nos interceptadores (PT) e nos pluviometros externos (P), ou seja, IH = PT - P, em que IH e a interceptacao horizontal (mm), ou seja, goticulas interceptadas mais vapor d'agua condensado; PT e a precipitacao total de chuva (mm) coletada pelos interceptadores, ou seja, precipitacao pluviometrica, mais goticulas interceptadas, mais vapor d'agua condensado; P e a precipitacao pluviometrica (mm), coletada pelos pluviometros testemunha, ou seja, precipitacao pluviometrica fora da area florestada.

A interceptacao da copa (IC) foi obtida a partir da diferenca entre os valores de chuva observados fora e dentro da floresta, ou seja, IC = P - PI, em que IC e a interceptacao pela copa das arvores (mm); P e a precipitacao pluviometrica (mm); PI e a precipitacao interna (mm).

Os valores do escoamento pelo tronco foram negligenciados, uma vez que sao muito pequenos em relacao as outras componentes.

Os valores de PT e P, apresentados neste trabalho, foram obtidos das medias das leituras dos conjuntos instalados em campo.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os dados coletados neste estudo indicaram uma importante informacao acerca da funcao da condensacao do vapor d'agua, ou chuva oculta, como componente dos servicos ambientais das florestas da Serra do Mar, no Estado do Rio de Janeiro (Figuras 2A, 2B e 2C), discutidos detalhadamente a seguir.

A interceptacao horizontal e a precipitacao externa (Figuras 2A, 2B e 3A) apresentaram baixa correlacao com a temperatura media (Figura 3B), demonstrando que o teor de umidade do ar foi o fator de influencia mais importante para essa componente. A Figura 2C permite visualizar, nos periodos com baixa precipitacao externa, que a interceptacao horizontal teve correlacao positiva com a temperatura, ou seja, nos periodos com baixa temperatura, menores foram os valores de percentagem da interceptacao horizontal, indicando a influencia da concentracao de umidade do ar.

A precipitacao interna correlacionou-se com a altitude (Figura 3C) demonstrando a influencia de temperaturas menores, devidas a altitude, sobre a condensacao.

A precipitacao interna (PI) apresentou correlacao positiva com a precipitacao externa, ao passo que a interceptacao de copa (IC) foi praticamente sem tendencia com relacao a precipitacao externa.

A medida que a altitude aumentou, de PL1 a PL5, os valores negativos de IC tambem aumentaram, mostrando que houve uma condensacao crescente com a altitude. Os resultados de IC negativos sao oriundos da condensacao das massas de ar umido que resultaram em eventos de precipitacao interna, mesmo durante os periodos entre os intervalos de chuva (Figuras 4 a 8). Contemplando os fundamentos ecologicos, tais como regulacao, suporte e producao (PRIMAVESI; PRIMAVESI, 2003), os ecossistemas em sua evolucao buscam cada vez mais equilibrio e sintonia de suas funcoes sistemicas, em uma dinamica funcional do ecossistema em relacao ao uso do recurso agua na forma de vapor. Esta dinamica tende a aumentar a disponibilidade de agua, na forma liquida, no ambiente.

De forma geral, os valores de precipitacao interna foram maiores sob o dossel das florestas, mostrando valores crescentes com o aumento da precipitacao externa (Figura 9). Resultados semelhantes foram observados por Lima (1986) que constatou valores de quantidade de agua na precipitacao interna e na interceptacao pelas copas com alta correlacao com o tipo de vegetacao e com as condicoes de tempo locais.

Em 77,42% do periodo analisado, os valores medios da precipitacao interna, em todos os pontos avaliados, foram superiores a precipitacao externa, mostrando a contribuicao da chuva oculta para a recarga dos aquiferos destas regioes situadas nas cabeceiras das bacias hidrograficas.

As chuvas ou a precipitacao pluviometrica medida fora da area florestada (P) apresentaram valores medios de 25,36 mm.[dia.sup.-1] e a precipitacao interna (PI) 31,87 mm.[dia.sup.-1] (Tabela 1). Esses dados mostraram ainda que os valores de precipitacao interna aumentam com a altitude. Levando em conta apenas os valores totais do periodo analisado, verificou-se que a interceptacao pela copa (IC), resultado da diferenca entre a precipitacao externa (P) e precipitacao interna (PI), apresentou resultados positivos somente nos pluviometros 1, 2 e 3 (PL1, PL2, PL3). No PL1, verificou-se que foram interceptados pela copa (IC) 117,18 mm, ou seja, 14,9% do total coletado, sendo esse o maior valor encontrado. Nos PL2 e PL3, os valores foram mais baixos, ou seja, 5,4% e 8,8% respectivamente. Esses resultados foram menores que aqueles observados por Valcarcel (1982), em que se observaram 19% de interceptacao possivelmente devido as diferencas morfologicas da vegetacao; tais como, area de copa, altura das arvores (rugosidade), composicao de especies, etc.; entre os dois ambientes estudados.

Nas areas com altitudes maiores, ou seja, 1640 m e 1660 m, os pluviometros PL4 e PL5 coletaram valores de precipitacao interna (PI) superior a precipitacao externa (P). O PL4 coletou 976,2 mme o PL5 coletou 1.833,4 mm indicando a ocorrencia de precipitacao oculta, ou seja, a condensacao de vapor d'agua, quando o vento entrou em contato com a superficie da vegetacao; e tambem a interceptacao de goticulas em suspensao, essas somadas a chuva ocorrida resultaram nos valores superiores a precipitacao externa em 24,2% e 133,2%, respectivamente.

Por outro lado, analisando todos os dias do periodo de amostragem, foram observados valores negativos em todos os cinco setores de amostragem (Figuras 4, 5, 6, 7 e 8), os quais, somados individualmente foram -59,33; -128,27; -69,86; -229,92 e -1153,47 para os pluviometros 1, 2, 3, 4 e 5, respectivamente. Isso demonstra que houve, em diversos dias nas diferentes altitudes, maior precipitacao interna que externa.

Nos dias em que nao houve precipitacao pluviometrica, a altitude, possivelmente, auxiliou na diminuicao da temperatura durante a noite, reduzindo a capacidade de retencao de vapor d'agua pela atmosfera, ou seja, o ar ficou saturado e a agua no estado de vapor retornou ao estado liquido na forma de orvalho. Aliado a isso, possivelmente, a alta umidade das massas de ar incidentes na regiao tambem podem ter favorecido os valores elevados de condensacao na superficie.

O fenomeno da interceptacao pela copa, inevitavel em qualquer ecossistema florestal, como discutido anteriormente, e quantificada como interceptacao horizontal (IH), foi o principal responsavel, ou fator indicativo, pelos valores de precipitacao interna, encontrados (NIMER, 1979).

A analise estatistica mostrou que PL1, PL2, PL3 e P, sao iguais, estatisticamente e diferentes do PL4 e PL5, no nivel de 1% de probabilidade.

Verificou-se resultado distinto referente a precipitacao interna e interceptacao horizontal. Essa diferenca observada e decorrente da interferencia de outros fatores, tais como: velocidade do vento, caracteristicas da vegetacao, intensidade de chuva, umidade do ar e intervalo entre chuvas. Segundo Singh (1987), essas diferencas mostram a influencia particular de cada ecossistema, onde o tipo de vegetacao, caracteristicas climatologicas locais, no que diz respeito principalmente a velocidade e direcao do vento, alem da umidade relativa interfere diretamente no volume precipitado internamente.

O processo de interceptacao horizontal apresentou-se significativo a 1% de probabilidade, com correlacao entre a precipitacao total e interceptacao horizontal de 70,98%. Assim a capacidade da floresta interceptar ventos umidos funcionaria, no sentido de redistribuir mais lentamente a agua da chuva interceptada em direcao ao solo, tendo como consequencia uma maior captacao de agua.

Os valores de interceptacao horizontal (IH) somados ao longo do periodo geraram uma contribuicao de 68,71 mm (8,74% da precipitacao externa), ou seja, uma media de 2,22 mm/dia indicando que a IH possui forte influencia na producao de agua. A quantificacao desse mecanismo e um importante indicador da interacao dos processos climaticos e ecologicos, que influenciam de forma significativa o balanco hidrico.

A IH e um dos componentes do ciclo hidrologico, entretanto, esse fenomeno e percebido com mais intensidade em altitudes elevadas nas quais a temperatura, juntamente com a umidade do ar, propicia a condensacao na superficie, como visto anteriormente.

CONCLUSOES

A condensacao do vapor d'agua tem importancia significativa, demonstrada pelos valores de interceptacao de copa, precipitacao interna e interceptacao horizontal.

A chuva oculta deve ser levada em consideracao e deve ser mais bem estudada para ajuste dos valores de entrada de agua nos ecossistemas e para melhorar o ajuste de parametros de modelos hidrologicos, principalmente em regioes montanhosas.

Nas condicoes em que foi conduzido o presente estudo, a chuva oculta contribuiu positivamente, em media, com 2,22 milimetros diarios para o balanco de agua na regiao montanhosa da Serra do Mar, no Estado do Rio de Janeiro.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

ARCOVA, F C. S.; CICCO, V.; ROCHA, P. A. B. Precipitacao efetiva e interceptacao das chuvas por Floresta de Mata Atlantica em uma microbacia experimental em Cunha, Sao Paulo. Revista Arvore, Vicosa, MG, v. 27, n. 2, p. 257-262, 2003.

ARONICA, G.; CANNAROZZO, M. Studying the hydrological response of urban catchments using a semi-distributed linear non-linear model. Journal of Hydrology, Amsterdam, v. 238, p. 35-43, 2000.

CHEN, J. M.; CHEN, X.; JU, W. Distributed hydrological model for mapping evapo-transpiration using remote sensing inputs. Journal of Hydrology, Amsterdam, v. 305, p. 15-39, 2005.

GANDOLFI, S.; JOLY, C. A.; RODRIGUES, R. R. Permeability-impermeability: canopy trees as biodiversity filters. Scientia Agricola, Piracicaba, SP, v. 64, p. 433-438, 2007.

GIGLIO, J. N.; KOBIYAMA, M. Interceptacao da chuva: uma revisao com enfase no monitoramento em florestas brasileiras. Revista Brasileira de Recursos Hidricos, Porto Alegre, v. 18, n. 2, p. 297-317, 2013.

HUBER, A. M.; OYARZUN, C. E. Redistribucion de las precipitaciones en un bosque simpre verde del sur de Chile. Turrialba: Revista Interamericana de Ciencias Agricolas, San Jose, v. 42, p. 192-199, 1992. IBGE. Manual tecnico da vegetacao brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 1992. 91 p.

JOHNSON, R. G. The interception, throughfall and stemflow im a forest in Highland Scotland and the comparison with other upland forests in U.K. Journal of Hydrology, Amsterdam, v. 118, p. 281-287, 1990.

LIMA, H. C.; GUEDES-BRUNI, R. R. Serra de Macae de Cima: diversidade Floristica e Conservacao em Mata Atlantica. Rio de Janeiro: Jardim Botanico do Rio de Janeiro, 1997. 346 p.

LIMA, W. P. Principios de hidrologia florestal para o manejo de bacias Hidrograficas. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, 1986. 242 p.

LLOYD, C. R.; GASH, J. H. C.; SHUTTLEWORTH, W. J. The measurement and modelling of rainfall interception by amazonian rain forest. Agricultural and Forest Meteorology, Amsterdam, v. 43, p. 277-294, 1988.

MOLCHANOV, A. A. Hidrologia Florestal. Lisboa: Fundacao Calouste Gulbenkian, 1971. 419 p.

NALON, M. A.; VELLARDI, A. C. V. Estudo do balanco hidrico nas escarpas da serra do mar, regiao de Cubatao, SP. Revista do Instituto Florestal, Sao Paulo, v. 5, n. 1, p. 39-58, 1993.

NIMER, E. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1979. 421 p.

OTTONI NETTO, T. B. Fundamentos de engenharia ambiental com enfase em recursos hidricos. Perenizacao e regularizacao fluvial. Rio de Janeiro: Apostila da UFRJ, 1993. 232 p.

PRIMAVESI, O.; PRIMAVESI, A. C. Fundamentos ecologicos para o manejo efetivo do ambiente rural nos tropicos: educacao ambiental e produtividade com qualidade ambiental. Sao Carlos: Embrapa Pecuaria Sudeste, 2003. 84 p. (Embrapa Pecuaria Sudeste. Documentos, 33).

SANSEVERO J. B. B. et al. Natural Regeneration in Plantations of Native Trees in Lowland Brazilian Forest: Community, Structure, Diversity and Dispersal Sydromes. Restoration Ecology, Malden, v. 19, n. 3, p. 379-389, 2011.

SCCOTI, M. S. V. et al. Mecanismos de regeneracao natural em remanescente de floresta estacional decidual. Ciencia Florestal, Santa Maria, v. 21, n. 3, p. 459-472, 2011.

SHINZATO, E. T. et al. Escoamento pelo tronco em diferentes povoamentos florestais na Floresta Nacional de Ipanema em Ipero, Brasil. Scientia Forestalis, Piracicaba, SP, v. 39, n. 92, p. 395-402, 2011.

SINGH, R. P. Rainfall interception by Pinus wallichiana plantation in temperate region of Himachal Pradesh, India. Indian Forester, Gehara Dun, v. 104, p. 559-566, 1987.

Carlos Rodrigues Pereira (1) Ricardo Valcarcel (2) Rafael Silva Barbosa (3)

(1) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor Associado II do Departamento de Engenharia Agricola e Meio Ambiente, Escola de Engenharia, Universidade Federal Fluminense, Rua Passo da Patria, 156, Sao Domingos, CEP 24210-240, Niteroi (RJ), Brasil. crpereira@vm.uff.br

(2) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Associado IV do Departamento de Ciencias Ambientais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rodovia BR 465, Km 7, CEP 23561-000, Seropedica (RJ), Brasil. ricardo.valcarcel@gmail.com

(3) Engenheiro Florestal, MSc., Rua Conde de Baependi, 112/408, Flamengo, CEP 22231-140, Rio de Janeiro (RJ), Brasil. rafael.florestall@gmail.com

Recebido para publicacao em 15/11/2011 e aceito em 13/04/2015

Caption: FIGURE 1: Details of the interceptor used for precipitation survey (PT) (pluviometer Ville de Paris, with interceptor); (A) Sketch of the survey system, (B) Original dimensions of the equipment (cm).

FIGURA 1: Detalhes do interceptador usado para coleta da precipitacao total (PT) (pluviometro Ville de Paris, dotado de interceptador); (A) croqui do sistema de coleta, (B) dimensoes originais do instrumento (cm).

Caption: FIGURE 2: (A) Total precipitation, external precipitation and horizontal interception, in millimeters; (B) external precipitation and horizontal interception, in millimeters; (C) external precipitation (primary axis), Minimum, medium and Maximum temperatures in [degrees]C and horizontal interception values in percentage (secondary axis).

FIGURA 2: (A) Precipitacao total, precipitacao extema e interceptacao horizontal, em milimetros; (B) precipitacao externa e interceptacao horizontal em milimetros; (C) precipitacao externa (eixo primario), temperaturas maxima, minima e media em [degrees]C e valores de interceptacao horizontal em percentagem (eixo secundario).

Caption: FIGURE 3: Linear regression between (A) horizontal interception and external precipitation, (B) horizontal interception and mean temperature and (C) internal precipitation and altitude.

FIGURA 3: Regressao linear entre (A) interceptacao horizontal e precipitacao extema (B) interceptacao horizontal e temperatura media e (C) precipitacao interna e altitude.

Caption: FIGURE 4: (A) Values of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in millimeters; (B) Values of distribution of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in fraction, at the pluviometers group 1 (PL1).

FIGURA 4: (A) Valores de precipitacao extema, de precipitacao intema e de interceptacao de copa, em milimetros; (B) distribuicao dos valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em fracao, no grupo de pluviometros 1 (PL1).

Caption: FIGURE 5: (A) Values of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in millimeters; (B) Values of distribution of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in fraction, in the pluviometer group 2 (PL2).

FIGURA 5: (A) Valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em milimetros; (B) valores da distribuicao dos valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em fracao, no grupo de pluviometros 2 (PL2).

Caption: FIGURE 6: (A) Values of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in millimeters; (B) Values of distribution of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in fraction, in the pluviometer group 3 (PL3).

FIGURA 6: (A) Valores de precipitacao extema, de precipitacao intema e de interceptacao de copa, em milimetros; (B) valores da distribuicao dos valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em fracao, no grupo de pluviometros 3 (PL3).

Caption: FIGURE 7: (A) Values of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in millimeters; (B) Values of distribution of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in fraction, in the pluviometer group 4 (PL4).

FIGURA 7: (A) Valores de precipitacao extema, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em milimetros; (B) valores da distribuicao dos valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em fracao, no grupo de pluviometros 4 (PL4).

Caption: FIGURE 8: (A) Values of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in millimeters; (B) Values of distribution of external precipitation, internal precipitation and canopy interception, in fraction, in the pluviometer group 5 (PL5).

FIGURA 8: (A) Valores de precipitacao extema, de precipitacao intema e de interceptacao de copa, em milimetros; (B) valores da distribuicao dos valores de precipitacao externa, de precipitacao interna e de interceptacao de copa, em fracao, no grupo de pluviometros 5 (PL5).

Caption: FIGURE 9: Values of external precipitation, internal precipitation, along the experiment period in the experimental site.

FIGURA 9: Valores de precipitacao extema e de precipitacao intema, em milimetros, ao longo do periodo experimental no local do ensaio.
TABLE 1: Values and percentage of external precipitation (P); Internal
precipitation (PI), canopy interception (IC) so as [R.sup.2] values, a
and b coefficients at the different survey areas (PL1, PL2, PL3, PL4
and PL5) located at different altitudes.

TABELA 1: Valores e percentuais de precipitacao externa (P);
precipitacao interna (PI), interceptacao pela copa (IC) bem como os
valores de [R.sup.2] e coeficientes a e b nas diferentes areas de
amostragem (PL1, PL2, PL3, PL4 e PL5) localizadas nas diferentes
altitudes.

                              Precipitacao Interna (PI)

                     P (mm)    PL1 (mm)    PL2 (mm)    PL3 (mm)

ALTITUDE (m)         1.560,0    1.605,0     1.620,0     1.630,0
PRECIPITACAO          786,2      669,1       743,5       717,3
  (P, [PL.sub.i])
mm (%)                (100)     (85,1)      (94,6)       (91,2)
INTERCEPTACAO (IC)               117,2       42,73        68,9
mm (%)                0 (0)     (14,9)       (5,4)       (8,8)
[R.sup.2]              --       72,11 *     67,58 *     85,56 *
A                      --      2,71 (ns)   2,64 (ns)   0,74 (ns)
B                      --       0,74 *      0,84 *       0,88 *

                     Precipitacao Interna (PI)

                     PL4 (mm)     PL5 (mm)

ALTITUDE (m)          1.640,0      1.660,0
PRECIPITACAO           976,2       1.833,4
  (P, [PL.sub.i])
mm (%)                (124,2)      (233,2)
INTERCEPTACAO (IC)     -190,0      -1.047,0
mm (%)                (-24,2)      (-133,2)
[R.sup.2]             88,17 *      48,71 *
A                    4,31 (ns)    16,12 (ns)
B                      1,07 *       1,7 *

Em que: * significativos a 1% de probabilidade; (ns)--nao
significativo; P--Precipitacao externa. PI--Precipitacao interna.
IC--Interceptacao de chuva pela copa. [R.sup.2]--Coeficiente de
determinacao. a e b--co(ns)tantes da equacao da reta (a e o
coeficiente angular da reta e b onde a reta cruza o eixo y).
[PL.sub.i]--Areas de amostrage(ns) em diferentes altitudes.
COPYRIGHT 2016 Universidade Federal de Santa Maria
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2016 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Pereira, Carlos Rodrigues; Valcarcel, Ricardo; Barbosa, Rafael Silva
Publication:Ciencia Florestal
Date:Oct 1, 2016
Words:3921
Previous Article:Chemical characteristics of a red latosol in recovering under Pinus spp./Caracteristicas quimicas de um latossolo vermelho em recuperacao sob plantio...
Next Article:Alternative substrates in the seedling production of Mimosa setosa Benth/Substratos alternativos na producao de mudas de Mimosa setosa Benth.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters