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Quality of eucalyptus seedlings as a function of substrates and controlled- release fertilization/Calidad de las plantulas de eucalipto en funcion de los sustratos y fertilizacion de liberacion controlada/Qualidade de mudas seminais de eucalipto em funcao dos substratos e fertilizacao de liberacao controlada.

Introducao

A producao de mudas de especies florestais, em quantidade e qualidade, e uma das fases mais importantes para o estabelecimento de povoamentos produtivos e de qualidade (Wendling et al, 2007). Dentro desse sistema de producao, os principais fatores que afetam o desenvolvimento e a qualidade das mudas sao os materiais geneticos, os manejos hidricos e nutricionais, as embalagens e os substratos. Com relacao aos substratos, Silva et al. (2010) entendem que um substrato ideal e aquele que satisfaz as exigencias fisicas, quimicas e contem quantidades suficientes de elementos essenciais (ar, agua e nutrientes) ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Verdonck et al. (1983) alertam que as propriedades fisicas dos substratos sao as mais importantes, pelo fato das relacoes ar-agua nao poderem sofrer mudancas durante o cultivo.

Goncalves e Poggiani (1996) preconizam valores adequados para algumas propriedades fisicas de substratos para producao de mudas florestais via propagacao vegetativa ou sexuada. De acordo com esses autores, o substrato deve ter 75-85% de porosidade total, 35-45% de macroporosidade, 45-55% de microporosidade e 20-30mL 50[cm.sup.-3] de capacidade de retencao.

No Brasil, diferentes materiais de origem mineral e organica sao usados puros ou em misturas na composicao de substratos para plantas. Fernandes et al. (2006) citam, por exemplo, a turfa, areia, isopor, espuma fenolica, argila expandida, perlita, vermiculita, casca de arroz, casca de pinus, fibra da casca de coco e serragem, entre outros.

No que se refere ao fornecimento de nutrientes, Goncalves e Benedetti (2000) afirmam que a utilizacao da fertilizacao em viveiros florestais e de suma importancia para que as mudas crescam rapidamente com caracteristicas vigorosas, resistentes, rusticas e principalmente bem nutridas. Atualmente nos viveiros florestais aplicam-se dois metodos de fertilizacao: via cobertura, na qual o fertilizante e aplicado pelo sistema de irrigacao; e na base, que consiste em incorporar o fertilizante ao substrato antes da semeadura ou estaqueamento.

Com relacao a fertilizacao de base, uma das formas para aumentar sua eficiencia seria a utilizacao de fontes que apresentam uma liberacao mais controlada dos nutrientes, pois isso acarretaria em varias vantagens, tais como: reducao da mao-de-obra para adubacoes em cobertura; reducao das taxas de queima de folhas proveniente de fertilizantes aplicados na superficie; reducao da perda de nitrogenio por volatilizacao da amonia; reducao da perda de nutrientes via lixiviacao e escoamento e reducao dos danos na semente ou nas plantulas pela salinidade do meio de cultivo (Sharma, 1979).

De acordo com Sgarbi et al. (1999) um dos principais fertilizantes de liberacao controlada utilizado comercialmente na producao de mudas e o Osmocote[R], o qual e constituido por granulos que contem uma combinacao homogenea de nutrientes, normalmente NPK, recoberta por uma resina organica que regula o fornecimento de nutrientes, cuja liberacao e diretamente proporcional a temperatura e a umidade do substrato.

Para producao de mudas florestais com qualidade deve-se buscar, em funcao das caracteristicas fisicas de cada substrato, manejos nutricionais mais racionais do ponto de vista economico-ambiental, a fim de minimizar os impactos ambientais negativos causados pela lixiviacao dos nutrientes. Nesse contexto, buscou-se neste estudo avaliar o desenvolvimento e a qualidade de mudas seminais de Eucalyptus grandis x E. urophylla em tres substratos e quatro doses do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R].

Material e Metodos

O experimento foi conduzido durante a primavera de 2009, em viveiro suspenso, setorizado, localizado nas coordenadas 22[degrees]51'03"S e 48[degrees]25'37"O, altitude media de 780m e clima do tipo Cwa segundo classificacao de Koppen, com precipitacao media anual de 1524mm.

As sementes de E. urophylla x E. grandis foram adquiridas do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, Piracicaba, Sao Paulo, Brasil. As embalagens foram tubetes de plastico rigido com capacidade volumetrica de 50[cm.sup.3].

Baseado nas recomendacoes de Silva et al. (2012), tres substratos foram formulados a partir dos materiais vermiculita granulometria fina, casca de arroz carbonizada e fibra de coco. Eles foram S1: vermiculita+casca de arroz carbonizada+fibra de coco (1:1:1 em volume), S2: vermiculita + fibra de coco (1:1 em volume), e S3: vermiculita + fibra de coco (2:1 em volume). Em cada substrato foram aplicadas quatro doses crescentes (2, 4, 6 e 8kg x [m.sup.-3]) do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R], com formulacao N-P-K (19-6-10), revestido com uma resina biodegradavel capaz de liberar 16% de N, 5% de [P.sub.2][O.sub.5] e 8% de [K.sub.2]O. O [N.sub.2] total e constituido de 9% de nitrogenio-amonico e 10% de nitrogenio-nitrato. A formulacao do fertilizante e derivada do nitrato de amonio, fosfato de amonio, fosfato de calcio e sulfato de potassio e o periodo para liberacao total dos nutrientes e de 90 a 120 dias.

Apos o enchimento dos tubetes com os substratos ja fertilizados procedeu-se a semeadura, colocando tres sementes por embalagem, as quais foram cobertas com uma fina camada de substrato e posteriormente irrigadas. As bandejas de polipropileno com 176 celulas contendo os tubetes foram levadas para uma casa de vegetacao com sistema de irrigacao por nebulizacao, acionado a cada 15min durante 15s no periodo das 8:00 as 17:00, onde permaneceram por 30 dias. Antes da retirada das bandejas da casa de vegetacao, foi feito o raleamento deixando apenas a plantula de maior vigor e localizada na posicao mais central do tubete. Em seguida, as bandejas foram transferidas para casa de sombra com tela de sombreamento de 50% para aclimatacao por 20 dias e posteriormente levadas para area de pleno sol por mais 40 dias, visando o crescimento e a rustificacao das mudas. Nesta ultima fase as mudas ficaram em canteiros suspensos, tipo micro tunel, cobertos com plastico transparente e receberam irrigacao, via microaspersao, tres vezes ao dia com lamina media de 12mm.

Para caracterizacao fisica dos substratos foram determinadas as propriedades porosidade total, macroporosidade, microporosidade e capacidade de retencao de agua, conforme metodologia descrita por Guerrini e Trigueiro (2004).

Para avaliar a qualidade das mudas foram mensurados, 90 dias apos a semeadura, os seguintes parametros morfologicos: a) altura da parte aerea (cm) com uma regua milimetrada, medindo-se da base do colo ate a gema apical que deu origem a ultima folha; b) diametro do colo (mm) por meio de um paquimetro de precisao; c) massa seca da parte aerea, radicular e total (g), fazendo-se o corte das mudas proximo ao substrato. Para determinacao da massa seca radicular, as raizes foram lavadas em agua corrente sobre peneira e posteriormente, ambos os materiais foram alocados em estufa a 70[degrees]C, ate atingirem peso constante. Em seguida, foi realizada a pesagem dos materiais em uma balanca eletronica de precisao; d) qualidade do sistema radicular. Esse ultimo parametro foi caracterizado por tres avaliadores, sendo atribuido conceito 'otimo' ao sistema radicular bem estruturado, formado por um torrao firme, sem nenhuma flexibilidade e com presenca de raizes novas (Figura 1). O conceito 'bom' foi designado ao sistema radicular que apresentava boa estruturacao, porem com alguma flexibilidade, o que exigiria um maior cuidado no plantio para nao prejudicar o desempenho da muda no campo. Ambos os sistemas radiculares foram considerados aptos para o plantio. Foi atribuido o conceito 'ruim' as mudas que nao apresentaram agregacao do substrato e com ausencia de raizes novas, sendo consideradas inaptas para plantio no campo.

O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial, composto por tres substratos e quatro doses de fertilizante de liberacao controlada, com quatro repeticoes de 43 plantas, sendo consideradas uteis para avaliacao as 10 mudas centrais de cada repeticao. Os dados foram submetidos a analise de variancia e os que apresentaram interacao significativa foram comparados por meio de analise de regressao. A dose de maxima eficiencia tecnica (DMET) referente a cada parametro morfologico foi determinada a partir do calculo das derivadas parciais das equacoes ajustadas pela analise de regressao.

Resultados e Discussao

Com relacao a porosidade total e capacidade de retencao de agua, todos os substratos se enquadraram na faixa de valores adequados recomendados por Goncalves e Poggiani (1996), destacando-se os substratos S1 e S3 por apresentaram maior capacidade de retencao de agua em consequencia de suas maiores microporosidades (Tabela I).

Em relacao a macroporosidade e a microporosidade, nenhum substrato se enquadrou, simultaneamente, nos valores adequados sugeridos por Goncalves e Poggiani (1996). No entanto, e importante ressaltar que esses valores sugeridos nao se aplicam a todas as especies, tipos de recipientes, formas de propagacao, manejos hidricos e nutricionais e materiais utilizados na composicao dos substratos. Por isso, valores diferentes daqueles mencionados por esses autores tambem podem ser considerados adequados.

A interacao entre os substratos e as doses de Osmocote[R] foi significativa, a 5% de probabilidade, em todos os parametros morfologicos, indicando uma dependencia entre os efeitos dos fatores testados. O efeito das doses do fertilizante sobre todas as variaveis apresentou comportamento quadratico para todos os substratos (Figura 2).

A menor dose de fertilizante (2kg x [m.sup.-3]) proporcionou, para os tres substratos, mudas com menor desenvolvimento em todos os parametros morfologicos. Segundo Lana et al. (2010), a quantidade de nutrientes adicionada ao substrato para producao de mudas e o principal fator de variacao no desenvolvimento inicial das mudas. Alem da adubacao, a escolha do substrato e de grande relevancia, devendo apresentar caracteristicas quimicas e fisicas desejaveis para o desenvolvimento adequado do sistema radicular.

Para o parametro altura da parte aerea, as doses de maxima eficiencia tecnica (DMET) foram estimadas em 5,6; 6,8 e 6,1kg x [m.sup.-3] para S1 (vermiculita + casca de arroz carbonizada + fibra de coco 1:1:1), S2 (vermiculita + fibra de coco 1:1) e S3 (vermiculita + fibra de coco 2:1), respectivamente (Tabela II). As mudas produzidas no substrato S2 precisaram de maior quantidade de fertilizante para que atingissem sua maxima altura da parte aerea e, ainda assim, apresentaram o menor tamanho (25,8cm), comparadas as mudas produzidas nos outros substratos. Entretanto, em todos os substratos, a partir da dose 4kg x [m.sup.-3] as alturas da parte aerea enquadraram-se no padrao de qualidade para mudas seminais de Eucalyptus spp., estabelecido por Gomes et al. (2003), o qual varia de 20 a 35cm.

Considerando o diametro do colo, as mudas produzidas no substrato S1 alcancaram seu maximo desenvolvimento numa DMET inferior a dos demais substratos, entretanto, apresentaram o menor desenvolvimento (3,30mm). O substrato S2 e a DMET esti mada em 6,7kg x [m.sup.-3] proporcionaram mudas com diametro do colo de 3,60mm e S3 e a DMET estimada em 6,2kg x [m.sup.-3] produziram mudas com diametro do colo de 3,43mm. Todos os substratos e doses, exceto o substrato 52 na menor dose (2kg x [m.sup.-3]), proporcionaram diametros do colo superiores ao valor minimo de 2,5 mm, estabelecido por Lopes et al. (2007), para mudas de Eucalyptus grandis. Segundo Daniel et al. (1997) o diametro do colo geralmente e um dos principais parametros a ser observado para demonstrar a capacidade de sobrevivencia da muda a campo. Com isso, pode ser utilizado para a definicao da melhor dose de fertilizante a ser aplicada na producao de mudas.

Ao contrario das mudas produzidas no substrato S1, nas quais os valores maximos de massa seca da parte aerea, radicular e total foram observados em DMET proximas (5,4; 5,5 e 5,7kg x [m.sup.-3], respectivamente), nos substratos S2 e 53 essas doses apresentaram maior variacao. Em S2, as DMET foram estimadas em 8,0; 6,4 e 7,5kg x [m.sup.-3] para massa seca da parte aerea, radicular e total, respectivamente e no substrato S3 estes valores foram de 6,0; 8,0 e 6,8kg x [m.sup.-3], respectivamente, para massa seca da parte aerea, radicular e total, demonstrando, com isso, que estes substratos proporcionaram comportamentos distintos no que se refere ao acumulo de biomassa aerea e radicular das mudas.

De acordo com Goncalves e Benedetti (2000), a massa seca da parte aerea esta relacionada com a qualidade e quantidade de folhas. Esta caracteristica e muito importante porque as folhas constituem uma das principais fontes de fotoassimilados (acucares, aminoacidos, hormonios) e nutrientes para adaptacao da muda pos-plantio, a qual necessitara de boa reserva de fotoassimilados, que servirao de suprimento de agua e nutrientes para as raizes no primeiro mes de plantio.

Gomes (2001) afirma que a massa seca da parte radicular tem sido reconhecida por diversos autores como um dos melhores e mais importantes parametros para se estimar a sobrevivencia e o crescimento inicial das mudas no campo. Alem disso, mudas com sistema radicial reduzido sao estressadas hidricamente porque nao absorvem agua suficiente pelas raizes para balancear as perdas pela transpiracao (Goncalves e Bene detti, 2000).

Os substratos S1 e S3 atingiram o ponto de maximo desenvolvimento com menores doses do fertilizante de liberacao controlada na maioria dos parametros morfologicos. Isso provavelmente ocorreu em funcao da maior capacidade de retencao de agua desses substratos em consequencia da maior proporcao de microporos, pois segundo Shavit et al. (1997) e Tomaszewska Et al. (2002) a liberacao dos nutrientes do fertilizante de liberacao controlada se da continuamente atraves de uma resina organica, sob a acao da absorcao de agua e da temperatura. Em umidades ou temperaturas elevadas ha maior liberacao dos nutrientes, e o inverso pode ser considerado para temperatura e umidade inferiores (Sgarbi et al., 1999).

Apesar da maioria das combinacoes entre os substratos e as doses do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R] ter favorecido o desenvolvimento adequado das mudas em termos de altura da parte aerea e diametro do colo, alguns tratamentos nao formaram mudas com sistema radicular de qualida de (Tabela III).

No substrato S2 na dose 2kg x [m.sup.-3] quase 2/3 das mudas apresentaram sistema radicular ruim, ou seja, ausencia de raizes novas e desagregacao do torrao, o que afetou negativamente o desenvolvimento da parte aerea e radicular das mudas. Nessas condicoes, o fato desse substrato apresentar menor capacidade de retencao de agua, aliado a menor dose de fertilizante aplicada, acabou por limitar a qualidade do sistema radicular das mudas. De acordo com Carvalho Filho et al. (2003) o substrato exerce influencia marcante na arquitetura do sistema radicular e no estado nutricional das plantas, afetando, profundamente, a qualidade das mudas.

Nos substratos S1 e S3, a maior porcentagem de mudas com sistema radicular ruim ocorreu na maior dose (8kg x [m.sup.-3]) provavelmente em funcao da maior capacidade de retencao de agua desses substratos e, consequentemente, maior quantidade de nutrientes liberados as mudas, provocando reducao do desenvolvimento em funcao de desequilibrios nutricionais diversos. Segundo Sgarbi et al. (1999) a eficiencia das adubacoes e dependente da dosagem, fonte utilizada, capacidade de troca de cations, textura dos substratos, temperatura e umidade. Com isso, atentando-se para a importancia do sistema radicular das mudas, Alfenas et al. (2004) afirmam que se o sistema radicular das mudas nao forem de boa qualidade, havera impedimento da absorcao de agua e nutrientes em quantidades suficientes para atender as necessidades da planta, resultando em um quadro sintomatologico tipico de deficiencia hidrica e, ou, nutricional, apresentando menor crescimento e, geralmente, em epocas de estiagem sao levadas a morte em consequencia de enovelamentos, dobras e estrangulamentos das raizes.

No que se refere a producao de mudas com sistema radicular otimo, destacou-se o substrato S1 na menor dose (2kg x [m.sup.-3]), seguido por S2 na maior dose (8kg x [m.sup.-3]). No entanto, considerando que mudas aptas para o plantio em campo nao sao apenas aquelas com sistema radicular bem estruturado e presenca de raizes novas, mas tambem aquelas com boa estruturacao do torrao, porem com alguma flexibilidade, verificou-se que os substratos S1 e S3, ambos na dose 6kg x [m.sup.-3], apresentaram 100% de mudas aptas para plantio. O melhor desempenho desses substratos e dose na formacao de sistemas radiculares aptos, comparados ao substrato S2 na mesma dose, pode ser atribuido, principalmente, as suas maiores capacidades de retencao de agua, o que contribuiu, indiretamente, para que houvesse uma maior liberacao de nutrientes do granulo do Osmocote[R] as plantas. Segundo Epstein e Bloom (2006), frequentemente fatores nutricionais influenciam o crescimento e a morfologia de orgaos particulares das plantas, de maneira especifica. Como as raizes sao os orgaos em contato mais estreito com o ambiente nutricional da planta, elas sao especialmente propensas a serem afetadas por este ambiente.

Ainda com relacao a formacao de sistemas radiculares aptos ao plantio no campo, verificou-se que eles apresentaram comportamento semelhante ao dos parametros morfologicos das mudas, ou seja, o substrato S1, que proporcionou maximo desenvolvimento dos parametros morfologicos entre as DMET 5,45,9kg x [m.sup.-3], apresentou maior porcentagem de sistemas radiculares aptos na dose 6kg x [m.sup.-3]. O substrato S2, que proporcionou maximo desenvolvimento das mudas entre as DMET 6,4-8,0kg x [m.sup.-3], apresentou maior porcentagem de sistemas radiculares aptos na dose 8kg x [m.sup.-3], considerando a maior quantidade de sistemas radiculares otimos. O substrato S3, que proporcionou maximo desenvolvimento entre as DMET 6,1-8,0kg x [m.sup.-3], apresentou maior porcentagem de sistemas radiculares aptos na dose 6kg x [m.sup.-3].

Sendo assim, esses resultados demonstram existir em cada substrato e suas respectivas faixas de DMET do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R], uma correlacao entre os sistemas radiculares considerados aptos para o plantio e o desenvolvimento da altura da parte aerea, do diametro do colo, das massas secas da parte aerea, radicular e total em mudas seminais de E. grandis x E. urophylla.

Conclusoes

A utilizacao de substratos com maior capacidade de retencao de agua faz com que as mudas atinjam seu maximo desenvolvimento, na maioria dos parametros morfologicos, com menores doses do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R].

Em todos os substratos testados, quando a dose 2kg x [m.sup.-3] do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R] for utilizada, faz-se necessario complementar com fertilizacao de cobertura.

Considerando os parametros de qualidade das mudas e o uso racional do fertilizante e recomendado para os substratos vermiculita+casca de arroz carbonizada+fibra de coco (1:1:1) e vermiculita+fibra de coco (2:1) a aplicacao do fertilizante de liberacao controlada Osmocote[R] na dose 6,0kg m-3 de substrato. Para o substrato vermiculita+fibra de coco (1:1) e recomendada a aplicacao da dose 7,0kg x [m.sup.-3] de substrato.

Em cada substrato ha uma faixa de dose que promove maior formacao de sistemas radiculares aptos ao plantio no campo, o que resulta, consequentemente, em mudas com maior desenvolvimento morfologico no viveiro.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), Brasil e a Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (FAPESP), Brasil, pelo suporte financeiro.

REFERENCIAS

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Recebido: 01/02/2012. Modificado: 28/02/2012. Aceito: 25/03/2013.

Richardson Barbosa Gomes da Silva. Engenheiro Florestal, Mestrando do Programa de Pos-graduacao em Ciencia Florestal, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Brasil. Endereco: Rua Jose Barbosa de Barros, 1780, Fazenda Lageado, CEP 18610-307, Botucatu, SP, Brasil. e-mail: richardsonunesp@gmail.com Danilo Simoes. Administrador de Empresas, Doutor em Agronomia, Pos-doutorando do Programa de Pos-graduacao em Ciencia Florestal, UNESP, Brasil. e-mail: simoesdanilo@ yahoo.com.br

Fernando Reis Andrade. Graduando em Engenharia Flores tal, UNESP, Brasil. e-mail: fernandofr_sp@hotmail.com

Magali Ribeiro da Silva. Engenheira Florestal, Doutora em Agronomia, UNESP, Brasil. Professora, UNESP, Brasil. e-mail: magaliribeiro@fca. unesp.br

TABELA I

CARACTERISTICAS FISICAS MACROPOROSIDADE (MA),
MICROPOROSIDADE (MI), POROSIDADE TOTAL (PT)
E CAPACIDADE DE RETENCAO DE AGUA (RA)
DOS SUBSTRATOS (1)

Substratos (2)                  Caracteristicas

                 MA (%)    MI (%)    PT (%)        RA (mL
                                               50 [cm.sup.-3])

S1               28,06 b   51,76 a   79,82 b       26,30 a
S2               38,60 a   39,34 b   77,94 a       20,65 b
S3               27,59 b   50,39 a   77,98 a       25,55 a
CV (%)            3,45      2,26      1,07          2,67

(1) Medias seguidas por letras iguais na mesma coluna nao
diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de
probabilidade. (2) S1: vermiculita+casca de arroz
carbonizada+fibra de coco (1:1:1), S2: vermiculita+fibra
de coco (1:1), e S3: vermiculita+fibra de coco (2:1).

TABELA II

DOSES DE MAXIMA EFICIENCIA TECNICA (DMET) E RESPOSTA
DOS PARAMETROS MORFOLOGICOS DAS MUDAS SEMINAIS DE E.
grandis x E. urophylla, AOS 90 DIAS DE IDADE, NA DOSE
DE MAXIMA EFICIENCIA TECNICA

Parametros                 Substratos (1)

             S1    S2    S3    S1     S2     S3

             (kg x [m.sup.-3])   Resposta dos parametros
                                 morfologicos na dmet

H (cm)       5,6   6,8   6,1     26,2   25,8   29,6
D (mm)       5,9   6,7   6,2     3,30   3,64   3,43
MSA (g)      5,4   8,0   6,6     1,32   1,49   1,52
MSR (g)      5,7   6,4   8,0     0,37   0,39   0,43
MST (g)      5,5   7,5   6,8     1,69   1,86   1,93

(1) S1: vermiculita+casca de arroz carbonizada+fibra de coco
(1:1:1, S2: vermiculita+fibra de coco (1:1), e S3:
vermiculita+fibra de coco (2:1). H: altura da parte aerea,
D: diametro do colo, MSA: massa seca da parte aerea, MSR:
massa seca da parte radicular, e MST: massa seca total.

TABELA III

QUALIDADE DO SISTEMA RADICULAR DE MUDAS SEMINAIS DE
E. grandis x E. urophylla, AOS 90 DIAS DE IDADE

Substratos (1)       Qualidade do sistema radicular (%)

                 Doses (kg    Ruim   Bom    Otimo   Aptos
                 [m.sup.-3])   (C)    (B)     (A)    (A+B)

S1                    2        7,5    47,5    45     92,5
                      4        7,5     70    22,5    92,5
                      6         0     72,5   27,5     100
                      8         10    72,5   17,5     90
S2                    2        62,9   37,1     0     37,1
                      4         5      70     25      95
                      6        12,5   77,5    10     87,5
                      8         5     52,5   42,5     95
S3                    2         25     70      5      75
                      4        12,5   82,5     5     87,5
                      6         0      80     20      100
                      8         25     60     15      75

(1) S1: vermiculita+casca de arroz carbonizada+fibra de coco
(1:1:1), S2: vermiculita+fibra de coco (1:1), e S3:
vermiculita+fibra de coco (2:1).
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Silva, Richardson Barbosa Gomes da; Simoes, Danilo; Andrade, Fernando Reis; Silva, Magali Ribeiro da
Publication:Interciencia
Date:Mar 1, 2013
Words:4185
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