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Qualidade fermentativa e caracterizacao quimico-bromatologica de silagens da parte aerea e raizes de mandioca (Manihot esculenta Crantz).

Fermentation quality and chemical and bromatological characteristics of foliage and roots of silage cassava (Manihot esculenta Crantz)

Introducao

A producao de gramineas tropicais tem sido o principal recurso forrageiro para ruminantes no Brasil, no entanto, apresenta ampla flutuacao qualitativa e quantitativa ao longo do ano, em virtude de fatores climaticos, representando um dos maiores entraves na exploracao pecuaria. Dessa forma, a producao de silagem como volumoso suplementar para os periodos de escassez, se constitui uma alternativa alimentar para manutencao de indices produtivos satisfatorios.

A ensilagem de coprodutos agroindustriais e culturas alternativas tem ganhado espaco em substituicao as culturas tradicionais. A cultura da mandioca (Manihot esculenta Crantz) destaca-se neste sentido em funcao do bom valor nutricional, rusticidade, alta produtividade e grande difusao geografica no pais.

A parte aerea da mandioca (PAM) apresenta elevada concentracao de proteina bruta (20% da MS) e reduzido teor de fibra (50% da MS) inferior a maioria das forrageiras tropicais (MODESTO et al., 2004). Alem disso, apresenta caracteristicas fermentativas adequadas ao processo de ensilagem, despertando o interesse em sua conservacao (AZEVEDO et al., 2006). Adicionalmente, a inclusao de raizes, ricas em amido, a silagem da parte aerea representaria elevacao do teor energetico destas, podendo melhorar o seu valor nutritivo e o padrao fermentativo das silagens, pelo seu maior conteudo de materia seca e carboidratos soluveis. Analogamente seria comparavel as silagens de milho e sorgo, nas quais se preconiza alta participacao de graos como estrategia para elevacao dos teores de energia.

Dessa forma, associar um alimento de alto valor proteico, como a parte aerea da mandioca, com as raizes, de reconhecida qualidade energetica, poderia resultar em um alimento conservado na forma de silagem de bom valor nutritivo, adequado equilibrio proteina [energia.sup.-1] e baixo custo, potencialmente utilizavel para ruminantes de alta producao. Assim, objetivou-se neste trabalho avaliar o efeito do emurchecimento da parte aerea e da inclusao de doses crescentes de raizes (0, 15, 30 e 45% da materia natural) sobre os parametros fermentativos e a composicao quimico-bromatologica de silagens da parte aerea da mandioca.

Material e metodos

O experimento foi conduzido na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Vitoria da Conquista, entre os meses de dezembro de 2007 e dezembro de 2008. Utilizou-se um delineamento inteiramente casualizado, disposto num arranjo fatorial 2 x 4, sendo dois niveis de umidade da parte aerea da mandioca (PAM) (com e sem emurchecimento) e quatro doses de inclusao de raizes de mandioca (0, 15, 30 e 45%, com base na materia natural), com tres repeticoes.

A parte aerea da mandioca (PAM; Manihot esculenta Crantz) foi obtida 150 dias apos o ultimo corte, realizado no campo agrostologico da universidade. Apos a colheita, o material foi processado em maquina forrageira estacionaria, obtendo o tamanho de particula medio de 2 a 5 cm. As raizes de mandioca foram adquiridas no mercado local, e picadas em maquina dotada de suporte circular, com sistema para fatiamento das raizes de mandioca, acoplado a um eixo central e motor. Em seguida, a PAM foi acrescida pelas devidas proporcoes de raizes, conforme os tratamentos propostos e imediatamente ensilada. A outra parte da PAM foi submetida a secagem natural durante 4h (emurchecimento), apos esse periodo procedeu-se a inclusao das raizes e efetuou-se a ensilagem.

Uma amostra da PAM com e sem emurchecimento e, das raizes foram coletadas e armazenadas em freezer como material original, para analises posteriores (Tabela 1).

O material foi ensilado em minissilos experimentais de policloreto de vinil "PVC", com 50 cm de altura e 20 de diametro, dotados de valvulas de Bunsen, para escape dos gases da fermentacao e, na parte inferior uma camada de 5 cm de areia protegida por meio de uma tela, para coleta dos efluentes. A compactacao do material foi realizada manualmente com bastao de madeira. Apos a acomodacao final do material, os silos foram devidamente fechados e vedados com fitas adesivas, pesados e acondicionados em local fresco e arejado ate o momento da abertura.

Para estimativa da densidade das silagens, os minissilos foram pesados antes e apos a ensilagem, encontrando-se gravimetricamente o peso da massa ensilada. Aplicando-se a seguinte equacao: Densidade (kg [m.sup.-3]) = Massa ensilada (kg) / Volume do silo ([m.sup.3]).

Decorridos 90 dias apos a ensilagem, os minissilos foram abertos, tendo a porcao superficial de aproximadamente 10 cm descartada e o restante do seu conteudo despejado e homogeneizado sobre uma lona plastica, retirando-se tres amostras de cada unidade experimental para analises posteriores.

Uma das amostras foi submetida a prensagem em prensa hidraulica para obtencao do extrato aquoso da silagem, no qual foi determinado o pH por meio de um potenciometro digital (WILSON; WILKINS, 1972). Uma segunda amostra de aproximadamente 500 g foi acondicionada em sacos de papel e pre-secas em estufa com circulacao forcada de ar a 55[grados]C, durante 72h ou ate que apresentasse peso estavel. Apos esse periodo, as amostras foram trituradas em moinho de facas tipo Willey, em malha de 1 mm, identificadas e acondicionadas em frascos de polietileno para analises quimicas posteriores.

A terceira amostra, com aproximadamente 300 g, foi armazenada em sacos plasticos, devidamente identificados e congelados imediatamente para posterior determinacao do nitrogenio amoniacal (N-N[H.sub.3]). A analise do N-N[H.sub.3] foi realizada apos descongelamento das silagens, amostrando-se aproximadamente 25 g de cada uma. Em seguida, estas foram tratadas com 200 mL de solucao de acido sulfurico a 0,2N, vedadas com filme plastico em bequer de vidro e mantidas em repouso durante 48h sob refrigeracao para solubilizacao do N-NH3. Subsequentemente, foram filtradas em papel filtro de rapida filtracao e o filtrado submetido a destilacao com hidroxido de potassio (KOH) 2 N em aparelho do tipo micro-kjeldahl e, em seguida, titulado com acido cloridrico (HCl) 0,1 N, conforme Bolsen et al. (1992).

No momento da abertura dos silos, procedeu-se a avaliacao sensorial das silagens de acordo com os criterios estabelecidos por Meyer et al. (1989), quanto aos aspectos odor, coloracao e manipulacao (teor de materia seca), para os quais as silagens receberam pontuacoes e, a partir do somatorio destas, as silagens foram entao classificadas em boa a muito boa, satisfatoria, regular e insatisfatoria.

As amostras pre-secas das silagens de PAM e raizes de mandioca e material original utilizado na ensilagem foram submetidas as analises de materia seca (MS), proteina bruta (PB), extrato etereo (EE), materia mineral (MM), de acordo com AOAC (1990). As analises de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA), celulose e lignina (em acido sulfurico 72%), Proteina insoluvel em detergente neutro (PIDN) e proteina insoluvel em detergente acido (PIDA) foram determinadas de acordo com Goering e Van Soest (1970). Os teores de hemicelulose foram calculados como a diferenca entre os teores de FDN e a FDA.

Para estimar o teor de nutrientes digestiveis totais (NDT) das silagens e do material original foram utilizadas as equacoes sugeridas pelo NRC (2001):

NDT (%) = CNFdv + PBdv + (AGdv * 2,25) + FDNdv - 7

em que:

CNFdv = 0,98*{100 - [(FDN - PIDN) + PB + EE + Cinzas]};

PBdv = PB* exp[ - 1,2*(PIDA/PB)];

AGdv = AG;

FDNdv = 0,75*{[(FDN - PIDN) - L] * [1 - [(L/FDNn).sup.0,667]]};

em que:

CNFdv = carboidratos nao-fibrosos verdadeiramente digestiveis; PBdv = proteina bruta verdadeiramente digestivel; AGdv = acidos graxos verdadeiramente digestiveis e FDNdv = fibra em detergente neutro verdadeiramente digestivel; FDN = fibra em detergente neutro; PIDN = proteina insoluvel em detergente neutro; PB = proteina bruta; EE = extrato etereo; AG = acidos graxos, nos quais AG = EE - 1 ; FDNn = FDN corrigido para a proteina; PIDA = proteina insoluvel em detergente acido; L = lignina; o fator 7 refere-se ao NDT recuperado nas fezes.

Para a analise estatistica, os dados foram submetidos a analise de variancia utilizando o procedimento General Linear Models do programa estatistico SAS (Statistical Analysis System). Para estudo detalhado da interacao da umidade da parte aerea e das doses de inclusao de raiz quando esta foi significativa, realizaram-se os desdobramentos adequados. Para estudo do efeito do emurchecimento dentro das doses de raizes, aplicou-se o teste de "t" de Student em nivel de 5% de significancia. E de outro modo, o efeito das doses de inclusao de raizes em cada nivel de umidade da PAM por meio da analise de regressao, sendo a escolha do modelo baseada na significancia dos parametros testados pelo teste "t" Student, e nos valores dos coeficientes de determinacao ([R.sup.2]).

Resultados e discussao

Com relacao aos teores de MS, densidade e pH, verificou-se interacao significativa (p < 0,05) entre o emurchecimento e as doses de inclusao de raiz (Tabela 2).

O emurchecimento elevou significativamente (p < 0,05) o teor de MS e reduziu a densidade das silagens em todas as doses de inclusao de raizes, sendo o efeito menos expressivo a medida que se elevou o teor de raizes. De acordo com McDonald et al. (1991), o emurchecimento permite a ensilagem de plantas forrageiras com elevado teor de umidade num processo relativamente simples de diminuicao da atividade de agua ou elevacao da pressao osmotica, restringindo a extensao da fermentacao e ocorrencia de fermentacoes indesejaveis durante o processo de conservacao.

Pinho et al. (2004), avaliando fermentacao e valor nutritivo de silagens da PAM com e sem presecagem, encontraram teores de MS de 25 e 27,7%, respectivamente, valores superiores aos observados neste estudo (12,6 e 20,2%). As diferencas observadas podem ser atribuidas as diferentes variedades e idades de maturacao das plantas utilizadas, 13 meses e cinco meses, respectivamente. Com o avanco da maturidade, as plantas tendem a aumentar seu conteudo de MS, em funcao da lignificacao, aumento da proporcao das fracoes fibrosas e da relacao haste [folha.sup.-1].

Ao se analisarem os teores de MS em funcao da inclusao das raizes, verificam-se acrescimos de 0,26 e 0,13% para as silagens sem e com emurchecimento, a cada unidade percentual de raiz adicionada (Tabela 2). O aumento linear do conteudo de MS com a adicao das raizes de mandioca se deve ao maior teor de MS desta (34,4%) em relacao a PAM com e sem emurchecimento (22,1 e 17%). Como a adicao destas foi baseada na materia natural, sua contribuicao no aumento dos percentuais de MS foi superior nos tratamentos com parte aerea nao-emurchecida.

Ferrari Junior e Lavezzo (2001) relataram elevacao substancial nos teores de MS em silagens de capins emurchecidos, e acrescidos por farelo de mandioca, recomendando estes procedimentos para o preparo de silagens com melhor padrao fermentativo e consequentemente qualidade superior.

O teor de MS e considerado o fator mais importante na ensilagem, pois influencia diretamente o crescimento de Clostridium sp., que resulta em perdas de nutrientes resultando em reducao do valor nutricional, alem de influenciar o consumo voluntario da forragem conservada (McDONALD et al., 1991).

Para a variavel densidade, verificou-se efeito linear crescente com a inclusao da raiz nas silagens da PAM sem e com emurchecimento (p < 0,05). Em ambas as silagens, a densidade maxima de compactacao foi observada quando as raizes estavam presentes em percentual mais elevado. De acordo Narciso Sobrinho et al. (1998), a elevacao do teor de MS, promovida pelo emurchecimento, dificulta a compactacao da massa diminuindo a densidade final das silagens.

Os valores de densidade para todos os tratamentos ficaram proximos a faixa de 600 a 800 kg [m.sup.-3] (Tabela 2), considerada como adequada por Tomich et al. (2003), por promover expulsao do oxigenio em niveis suficientes para evitar prejuizos no processo de fermentacao, e os mesmos autores fazem uma ressalva para silagem com alto teor de umidade, recomendando uma densidade de 550 kg [m.sup.-3] para evitar a alta producao de efluentes.

Com relacao aos valores de pH, houve decrescimo linear (p < 0,05) em funcao da inclusao de raizes nas silagens submetidas ou nao ao emurchecimento. Tal fato, possivelmente ocorreu, pelo incremento no conteudo de MS e de carboidratos soluveis proporcionado pela maior adicao de raizes, que favorecem o desenvolvimento de bacterias laticas e desfavorecem as bacterias do genero Clostridium sp. contribuindo para o rapido declinio do pH e reduzindo o pH final das silagens.

Nas silagens em que a PAM foi emurchecida houve estabilizacao do pH em valores ligeiramente superiores aos encontrados nas silagens sem emurchecimento. Entretanto, todas as silagens obtidas neste trabalho apresentaram valores de pH inferiores a 4,2, estando dentro da faixa ideal de 3,8-4,2, preconizada por McDonald et al. (1991), demonstrando que mesmo nas silagens com menor conteudo de MS, houve um bom padrao fermentativo.

Em relacao ao N-N[H.sub.3] nao houve interacao nem efeito significativo (p > 0,05) da secagem e/ou inclusao de raiz, apresentando uma media de 3,9 e 4,49% NT para as silagens contendo PAM emurchecida ou nao, respectivamente. O N-N[H.sub.3] esta presente em forragens verdes em concentracao inferior a 1% do nitrogenio total, valores elevados em silagens sao reflexos de intensa proteolise mediante acao de enzimas da planta ou dos clostrideos, que sao inibidos pelo rapido decrescimo do pH, e resultam em compostos que inibem o consumo e reduzem a eficiencia de utilizacao do nitrogenio pelos microrganismos ruminais em funcao da elevacao da proteolise do material ensilado. De acordo com Van Soest (1994), silagens de boa qualidade apresentam baixas concentracoes de amonia, objetivando valores inferiores a 10% do N-N[H.sub.3] no NT, conforme os apresentados nas silagens avaliadas.

Apesar dos resultados isolados de N-N[H.sub.3] e pH nao serem suficientes para avaliacao apropriada da qualidade das silagens, pela analise concomitante destes parametros pode-se inferir que mesmo nas silagens com menor teor de MS houve condicoes propicias ao desenvolvimento de bacterias que favorecem uma conservacao adequada.

As silagens de uma forma geral apresentaram uma boa qualidade a avaliacao sensorial (Tabela 3). Menor qualidade foi verificada para as silagens de PAM nao-emurchecida com a dose de 45% de raiz, as quais mediante avaliacao indireta, relativa ao aspecto odor durante a abertura dos silos, sugeriria teores moderados de acido butirico. As mesmas apresentaram em sua superficie desenvolvimento de colonia de fungos, o que pode ter decorrido de uma vedacao ineficiente, ja que os indices de compactacao obtidos se apresentaram adequados.

A excecao dos teores de fibra em detergente acido (FDA) e lignina, os demais nutrientes apresentaram interacao significativa (p < 0,05) entre o emurchecimento da parte aerea e nivel de adicao de raizes (Tabela 4).

Os teores de MM, no desdobramento da interacao efeito do emurchecimento dentro de inclusao de raizes, observou-se diferenca (p < 0,05) apenas para as silagens sem inclusao de raizes, apresentando o maior valor para a silagem nao-emurchecida (Tabela 4). Ja os teores de MM em funcao das doses de raizes, a analise de regressao revelou um comportamento linear decrescente para ambas as silagens de PAM emurchecidas ou nao, com reducoes de 0,079 e 0,083%, respectivamente a cada unidade percentual de raiz acrescida (Tabela 5). Tal comportamento pode ser explicado pela maior concentracao de minerais na PAM em relacao as raizes.

Constatou-se que a secagem elevou significativamente (p < 0,05) os teores de PB em todas as doses de raizes (Tabela 4). O processo de secagem implicou em maior proporcao de PAM na MS total das silagens emurchecidas, e consequente aumento do teor de proteina destas silagens em comparacao as nao-emurchecidas. No que concerne ao incremento de raizes, houve efeito linear decrescente (p < 0,05) em ambas as silagens emurchecidas ou nao, estimando-se uma reducao de 0,22 e 0,20% na concentracao proteica, respectivamente, a cada unidade incrementada de raiz (Tabela 4). Este comportamento pode ser explicado pelo baixo conteudo proteico das raizes da mandioca, que sao caracteristicamente fornecedoras de energia, em relacao a sua parte aerea.

Estes resultados concordam com os encontrados por e Silva et al. (2007) que tambem verificaram reducao no conteudo proteico em silagens de capim-elefante acrescidas com doses de bagaco de mandioca, respectivamente.

Azevedo et al. (2006), caracterizando a parte aerea de cinco cultivares de mandioca quanto a qualidade nutricional com vistas a alimentacao de ruminantes, encontraram teores de PB que variam entre 7,2 a 10,4%, inferiores aos obtidos para silagens de PAM sem acrescimo de raizes neste trabalho (18 a 20,9% PB). Valores proximos foram relatados por Faustino et al. (2003) e Modesto et al. (2004), respectivamente, 20,58 e 19,5% PB. As variacoes no conteudo de proteina das silagens de PAM estao relacionadas a idade de maturacao, variedade e porcao da planta utilizada, pois quanto mais jovens forem as folhas e quanto maior for o seu percentual na parte aerea obtem-se um volumoso mais proteico (IRMAO et al., 2008).

A analise do emurchecimento dentro das doses de raiz revelou diferenca significativa para todas as doses de acrescimo, com excecao de 45%, sendo os maiores valores de PIDA encontrados para as silagens nao-emurchecidas (Tabela 4). Por outro lado, ao serem avaliados os teores desta em funcao das doses de raizes, observaram-se decrescimos lineares em ambas as silagens, sendo estimadas reducoes de 0,16 e 0,05% nas silagens de sem e com pre-secagem.

Os altos percentuais de PIDA nas silagens de PAM sem emurchecimento podem ser resultantes do aquecimento das silagens com alta umidade, levando a formacao de produtos de Maillard (VAN SOEST, 1994), ou mesmo pelas proprias caracteristicas da forrageira. Esta fracao corresponde a nitrogenio indisponivel, sendo insoluvel em detergente acido. Contem a proteina associada a lignina, taninos e compostos de Maillard altamente resistentes a degradacao microbiana e enzimatica, sendo considerada inaproveitavel, tanto no rumen como no intestino (SNIFFEN et al., 1992).

As raizes de mandioca apresentam baixa concentracao de nitrogenio, sendo uma fracao infima deste encontrado na forma indisponivel (5%) (Tabela 1), assim o incremento destas nas silagens reduziu proporcionalmente o teor da fracao C, provavelmente por efeito de diluicao. Entretanto, como nas silagens emurchecidas, as raizes contribuiram com menor proporcao da materia seca total a maior participacao da PAM pode explicar os maiores valores encontrados para esta fracao na silagem acrescida com 45% de raizes.

No tocante aos componentes fibrosos, as concentracoes de FDN, hemicelulose, e celulose apresentaram efeito da interacao (p < 0,05) inclusao de raizes e emurchecimento da PAM. Ao analisar o efeito do emurchecimento dentro das doses de raizes, verificou-se elevacao dos teores de FDN e hemicelulose na silagem de PAM emurchecida acrescida com 30% de raizes, enquanto que na celulose tal comportamento ocorreu nas doses 15 e 45% de adicao de raizes (Tabela 4). Por outro lado, a inclusao de raizes resultou em decrescimo linear (p < 0,05) nos teores das variaveis supracitadas, tanto nas silagens de PAM emurchecida ou nao (Tabela 5).

O efeito de interacao sobre as fracoes fibrosas pode estar relacionado a proporcao de raizes na MS total das silagens que foi reduzida em funcao da secagem, uma vez que a inclusao destas foi baseada na MN. A reducao dos componentes fibrosos (FDN, FDA, celulose, hemicelulose e lignina) observadas diante da inclusao de raizes pode ser facilmente explicada, tendo em vista, a composicao destas, constituidas predominantemente por amido. Resultados similares foram relatados por Ferrari Junior e Lavezzo (2001) e Silva et al. (2007), com inclusao de coprodutos industriais do processamento das raizes de mandioca as silagens de capim-elefante.

De acordo com Mertens (1994), o conteudo de parede celular das forragens e o principal limitante do consumo de forrageiras tropicas por ruminantes, ja que a capacidade de ingestao da FDN e limitada a 1,2% do peso vivo, pelo efeito fisico de replecao ruminal. Dessa forma, a reducao na concentracao de FDN nas dietas contendo altas proporcoes de volumosos pode contribuir para aumentar o consumo de MS, e ao mesmo tempo a densidade energetica das racoes de ruminantes (NRC, 2001), em detrimento das elevadas proporcoes de concentrado na dieta.

Para as variaveis FDA e lignina, a analise de variancia revelou efeito significativo do emurchecimento (p < 0,05) e da adicao de raizes (p < 0,05) (Tabela 4). A secagem promoveu aumento medio de 4,52% nos teores de FDA e de 12,86% nos de lignina em comparacao as silagens nao-emurchecidas. Ja a inclusao de raizes propiciou decrescimo linear nas concentracoes de FDA e lignina em 0,51% e 0,162%, respectivamente, nas silagens de PAM a cada unidade percentual de raiz acrescida (Tabela 5).

O processo de emurchecimento permitiu a eliminacao do excesso de umidade da planta, o que consequentemente elevou o conteudo de material seco. Por outro lado, pode indesejavelmente resultar em decrescimo dos acucares soluveis em funcao da atividade respiratoria da planta e, por conseguinte, modificar o percentual de outros nutrientes, com elevacao das fracoes proteicas e fibrosas reduzindo proporcionalmente os CNF.

Nas variaveis CT e CNF, ao analisar o desdobramento da interacao estatistica, verificaram-se reducao nas concentracoes de CT e CNF (p < 0,05) nas silagens de PAM submetida ao emurchecimento, exceto para o nivel 0% de inclusao de raizes, cujos teores de CT nao diferiram (p > 0,05) da silagem de PAM sem emurchecimento (Tabela 4). A inclusao de raizes promoveu efeito linear crescente, tanto nos CT como nos CNF, sendo, respectivamente, de 0,31 e 0,94%, na silagem de PAM nao-emurchecida, e de 0,34 e 0,89% nas silagens de PAM emurchecida com o incremento de uma unidade percentual de raizes (Tabela 5).

Os resultados obtidos no NDT apresentaram interacao significativa (p > 0,05) entre emurchecimento e inclusao de doses de raizes, sendo influenciados negativamente (p < 0,05) pelo emurchecimento. Enquanto a inclusao de raizes promoveu aumento linear nos teores deste, sendo atribuidos acrescimos percentuais de 0,47 e 0,45 a cada unidade de raizes adicionadas as silagens de PAM sem e com emurchecimento, respectivamente.

Os valores de NDT das silagens foram obtidos por meio das equacoes propostas pelo NRC (2001), que levam em consideracao o conteudo de FDN verdadeiramente digestivel e este por sua vez considera o conteudo de lignina da forragem. Desta forma, os teores mais elevados de lignina nas silagens emurchecidas, refletiram-se diretamente nas estimativas de NDT, reduzido-as consequentemente.

Os resultados deste estudo corroboram com os obtidos por Cabral et al. (2002) que encontraram acrescimos lineares nos teores de NDT em silagens de milho a medida que a participacao de graos foi elevada. As silagens com inclusao de 45% de raizes avaliadas neste estudo atingiram valores de NDT similares aos relatados por esses autores em silagens de milho contendo 45% de graos (75,42%).

Conclusao

A adicao de raizes de mandioca ate o nivel de 45% na ensilagem de parte aerea desta cultura melhora o processo fermentativo e o valor nutritivo das silagens e, quando ensilada sem adicao de raizes, precisa ser emurchecida.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.8930

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WILSON, R. F.; WILKINS, R. J. The ensilage of autumn-sown rye. Journal of British Grassland Society, v. 27, n. 1, p. 35-41, 1972.

Camilla Flavia Portela Gomes da Silva (1) *, Marcio dos Santos Pedreira (2), Mauro Pereira de Figueiredo (3), Fernando Salgado Bernardino (3) e Daniela da Hora Farias (3)

(1) Programa de Pos-graduacao em Zootecnia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Pc. Primavera, Rod. BR 415, Km 3, 45700-000, Itapetinga, Bahia, Brasil. (2) Departamento de Tecnologia Rural e Animal, Escola de Zootecnia de Itapetinga, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga, Bahia, Brasil. (3) Laboratorio de Nutricao Animal, Departamento de Fitotecnia e Zootecnia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitoria da Conquista, Bahia, Brasil. * Autor para correspondencia. Email: kmillaf@yahoo.com.br
Tabela 1. Composicao quimica das silagens da parte aerea e
raizes de mandioca.

Variaveis       PAM1 *    PAM2 *    Raizes

MS (%)           17,0      22,3      34,4
MM (%MS)          7,9       7,8       2,7
PB (%MS)         19,1      22,5       2,4
PIDN (% MS)      4,75      5,25      1,81
PIDA (%MS)       2,00      2,93      0,31
FDN (%MS)        55,1      54,0       12
FDA (%MS)        45,7      43,6      2,07
HEM (%MS)         9,4      10,4       9,9
LIG (%MS)        13,3      14,8       0,2
CT (%MS)         66,3      65,3      94,1
CNF (%MS)        15,9      16,2      83,2
NDT (%)          51,37     50,64     84,48

* PAM2 e PAM1--parte aerea da mandioca com e sem emurchecimento.

Tabela 2. Parametros fisicos e quimicos de silagens de
parte aerea e raizes de mandioca

Trat (1)   Inclusao de raiz (% MN)

           0           15          30          45

           Parametros (%MS)

PAM1       12,6 (b)    16,5 (b)    22,0 (b)    23,9 (b)
PAM2       20,2 (a)    24,2 (a)    24,5 (a)    26,5 (a)

           Densidade ([kg m.sup.-3])

PAM1       637,1 (a)   699,7 (a)   786,8 (a)   847,8 (a)
PAM2       551,7 (b)   523,8 (b)   552,7 (b)   619,2 (b)

                                               pH

PAM1       4,15 (b)    4,00 (a)    3,89 (a)    3,87 (a)
PAM2       4,04 (a)    4,02 (a)    4,03 (b)    4,00 (b)

Nitro      Nitrogenio amoniacal (%N-[NH.sub.3][NT.sup.-1])

PAM1       4,5         4,1         3,7         3,4
PAM2       4,4         5,4         4,2         4,0

Trat (1)   CV          Equacao regressao       R2
           (%)

PAM1       8,15        Y =12,848+0,261x        0,90
PAM2       4,54        Y =20,985+0,128x        0,81

PAM1       4,18        Y =635,007+4,79x        0,88
PAM2       5,76        Y =527,091+1,54x        0,38

PAM1       1,49        Y =4,116-0,0062x        0,79
PAM2       0,33        Y =4,039-0,00071x       0,44

Nitro

PAM1       15,02       Y = 3,90                --
PAM2       27,46       Y = 4,49                --

*Medias na coluna seguidas de letras distintas diferem
a 5% de probabilidade pelo teste "t" Student (p < 0,05);
(1) Tratamentos: PAM 2 e 1= parte aerea da mandioca
submetida ou nao ao emurchecimento. (2) CV= coeficiente
de variacao.

Tabela  3. Avaliacao  sensorial  das  silagens  em  funcao do
emurchecimento e inclusao de raizes de mandioca.

       Inclusao de raiz (% MN)

Trat        0            15          30            45

Classificacao (a)

PAM1   Satisfatoria   Muito boa   Muito boa   Satisfatoria
PAM2    Muito boa     Muito boa   Muito boa    Muito boa

(1) Tratamentos:  PAM 2 e  1=  parte  aerea da mandioca submetida
ou nao ao emurchecimento. (2) CV= coeficiente de variacao.
(a) Conforme criterios estabelecidos por Meyer et al. (1989).

Tabela 4. Composicao quimica de silagens da parte aerea e raizes
de mandioca.

                                 Inclusao de raizes (% MN)
             Trat
Variaveis    (1)        0          15          30          45

MS (%)       PAM1   12,59 (b)   16,53 (b)   21,98 (b)   23,88 (b)
             PAM2   20,21 (a)   24,18 (a)   24,61 (a)   26,48 (a)
MM (%MS)     PAM1   7,92 (a)    6,20 (a)    5,10 (a)    4,14 (a)
             PAM2   7,37 (b)    6,43 (a)    4,98 (a)    3,89 (a)
PB (%MS)     PAM1   18,01 (b)   14,21 (b)   11,36 (b)   8,99 (b)
             PAM2   20,90 (a)   18,50 (a)   15,06 (a)   11,03 (a)
PIDN (%MS)   PAM1   5,45 (a)    2,30 (b)    1,72 (b)    1,27 (a)
             PAM2   5,29 (a)    3,17 (a)    2,60 (a)    1,52 (a)
PIDA (%MS)   PAM1   2,56 (a)    1,60 (a)    1,21 (a)    0,58 (b)
             PAM2   2,03 (b)    1,63  (a)   1,17 (a)    0,82 (a)
FDN (%MS)    PAM1   51,03 (a)   36,60 (a)   26,38 (b)   19,74 (a)
             PAM2   49,04 (a)   37,80 (a)   29,49 (a)   21,35 (a)
FDA (%MS)    PAM1   40,74       30,76       23,13       16,81
             PAM2   40,81       32,54       23,72       19,64
HEM (%MS)    PAM1   10,29 (a)   5,84 (a)    3,25 (a)    2,93 (a)
             PAM2   8,23 (b)    3,25 (a)    2,93 (b)    1,71 (a)
LIG (%MS)    PAM1   12,37       8,63        6,67        4,84
             PAM2   13,51       9,48        8,50        5,81
CT (%MS)     PAM1   70,91 (a)   77,56 (a)   81,47 (a)   85,21 (a)
             PAM2   67,68 (b)   72,21 (b)   77,07 (b)   83,11 (b)
CNF (%MS)    PAM1   25,08 (a)   44,75 (a)   58,13 (a)   67,88 (a)
             PAM2   23,93 (a)   38,77 (b)   51,11 (b)   64,41 (b)
NDT (%MS)    PAM1   53,28       62,87       69,67       74,61
             PAM2   52,18       62,56       67,31       72,84

             Trat                  CV
Variaveis    (1)    Media        (2) (%)

MS (%)       PAM1   18,75          5,4
             PAM2   23,87
MM (%MS)     PAM1   5,84           2,7
             PAM2   5,67
PB (%MS)     PAM1   13,14          4,0
             PAM2   16,37
PIDN (%MS)   PAM1   2,69
             PAM2   3,15          10,5
PIDA (%MS)   PAM1   1,49
             PAM2   1,41          14,7
FDN (%MS)    PAM1   33,44          3,8
             PAM2   34,42
FDA (%MS)    PAM1   27,86 (b)      3,0
             PAM2   29,18 (a)
HEM (%MS)    PAM1   5,58
             PAM2   4,03          14,8
LIG (%MS)    PAM1   8,13 (b)       7,6
             PAM2   9,33 (a)
CT (%MS)     PAM1   78,79
             PAM2   75,02          0,8
CNF (%MS)    PAM1   48,96
             PAM2   44,56          2,7
NDT (%MS)    PAM1   65,11 (a)      1,3
             PAM2   63,72 (b)

* Letras distintas na mesma coluna diferem a 5% de
probabilidade pelo teste "t" de Student (p > 0,05).
(1) Tratamentos: PAM 2 e 1: parte aerea da mandioca
submetida ou nao ao emurchecimento; 2CV= coeficiente
de variacao.

Tabela 5. Equacoes de regressao ajustadas para teores
Percentuais medios dos componentes quimicos das
silagens da parte aerea em funcao da inclusao de
doses de raizes de mandioca.

Variaveis   Equacao Regressao (1)           [R.sup.2*]

MS          [Y.sup.1] = 12,878 + 0,262x     0,90
            [Y.sup.2] = 20,985 + 0,128x     0,81

MM          [Y.sup.1] = 7,704 - 0,0828x     0,98
            [Y.sup.2] = 7,454 - 0,0793x     0,98

PB          [Y.sup.1] = 17,62 - 0,199x      0,97
            [Y.sup.2] = 21,34 - 0,220x      0,96

PIDN        [Y.sup.1] = 4,65 - 0,087x       0,79
            [Y.sup.2] = 4,97 - 0,079x       0,91

PIDA        [Y.sup.1] = 2,44 - 0,042x       0,92
            [Y.sup.2] = 2,03 - 0,027x       0,87

FDN         [Y.sup.1] = 49,78 - 0,530x      0,96
            [Y.sup.2] = 40,03 - 0,482x      0,98

FDA         Y = 39,90 - 0,505x              0,97

CEL         [Y.sup.1] = 27,96 - 0,37x       0,98
            [Y.sup.2] = 27,09 - 0,32x       0,93

HEM         [Y.sup.1] = 9,27 - 0,164x       0,83
            [Y.sup.2] = 8,09 - 0,127x       0,98

LIG         Y = 12,37 - 0,162x              0,90

CT          [Y.sup.1] = 71,77 + 0,312x      0,97
            [Y.sup.2] = 67,34 + 0,340x      0,98

CNF         [Y.sup.1] = 27,69 + 0,945x      0,97
            [Y.sup.2] = 24,49 + 0,890x      0,99

NDT         [Y.sup.1] = 54,49 + 0,474x      0,97
            [Y.sup.2] = 53,71 + 0,445x      0,97

(1) [Y.sup.1]: PAM sem emurchecer; [Y.sup.2]: PAM emurchecida;
[R.sup.2*] : coeficiente de determinacao.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Portela Gomes da Silva, Camilla Flavia; dos Santos Pedreira, Marcio; Pereira de Figueiredo, Mauro; S
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:6384
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