Printer Friendly

Propriedades de fluxo de produtos pulverulentos alimenticios.

Flow properties of powdered food products

INTRODUCAO

Obteve-se, nas ultimas decadas, um grande avanco cientifico sobre o fluxo de produtos solidos em silos, sobretudo quanto ao conhecimento de problemas relacionados ao seu manuseio e armazenagem em escala industrial, o qual foi agravado pelo surgimento, nos ultimos anos, em quantidade e variedade, de uma gama de novos produtos solidos. Com isto, as industrias foram obrigadas a desenvolver novos sistemas de armazenagem, manuseio e transporte cada vez mais eficientes a fim de que as etapas de producao industrial fossem realizadas de forma satisfatoria.

Em geral, as industrias tem problemas com seus produtos, sejam eles na forma granular ou pulverulenta, uma vez que os solidos, ao contrario dos liquidos, transmitem tensoes de cisalhamento em condicoes estaticas e, quando comprimidos, aumentam sua coesao, proporcionando interferencias na descarga e, em consequencia, paralisacoes parciais ou totais do processo industrial, o que pode acarretar serios prejuizos economicos.

Dentre os principais obstaculos enfrentados pelas industrias que manuseiam produtos pulverulentos se destacam a formacao de arcos coesivos capazes de restringir, parcial ou completamente, a descarga cuja ocorrencia esta intrinsecamente relacionada as geometrias dos silos e tremonhas, as propriedades fisicas e de fluxo dos produtos solidos e condicoes ambientais como pressao, temperatura e umidade.

Como prevencao a esses obstaculos, recomenda-se investigacao ampla das propriedades de fluxo e fisicas dos produtos que serao utilizados; somente desta forma sera possivel predizer tipo de fluxo mais adequado dos produtos armazenaveis em silos e evitar obstrucoes na descarga, maximizando operacoes de descargas, transilagem, dosagem e empacotamento (Juliano et al., 2006).

Jenike (1964) definiu dois tipos basicos de fluxo que, hoje, sao adotados por todas as normas internacionais de fluxo e acoes em silos. O fluxo de massa ocorre quando o produto entra substancialmente em movimento, em todas as partes do silo, imediatamente apos a abertura do orificio de descarga (ocorre quando as paredes da tremonha sao suficientemente inclinadas e lisas e nao existem transicoes abruptas); ja o fluxo de funil se da quando apenas parte do produto entra em movimento atraves de um canal vertical formado no interior do silo; outro fator de influencia consideravel no tipo de fluxo dos produtos solidos e o tempo efetivo de armazenagem. Quando o produto e submetido a um estado de tensao de compressao durante determinado tempo, pode adquirir resistencia e formar arcos coesivos. Porem, quando o orificio de descarga nao e adequadamente projetado e o produto e submetido a longo tempo de armazenamento, esses arcos coesivos podem ocasionar a parada do escoamento do produto acarretando problemas estruturais, como deformacoes e flambagens locais nas paredes dos silos.

Para estimar a possibilidade dos solidos fluir por gravidade, e necessario determinar a funcao fluxo (FF), que e uma reta gerada no grafico com coordenadas de tensoes principais e tensoes de nao confinamento em que a inclinacao define o grau de escoabilidade do solido. Esta inclinacao e bastante influenciada pelo tempo de armazenagem (Nascimento, 1996). Uma forma de se considerar os efeitos das propriedades fisicas e condicoes externas nas propriedades de fluxos como funcao do tempo de armazenagem, seria a medicao da Funcao Fluxo (FF) dos solidos apos determinado tempo de armazenagem; a esta funcao se atribui o nome de Funcao Fluxo Temporal (FFt).

Em relacao a este contexto se objetiva, com este trabalho, determinar as propriedades de fluxo de quatro produtos pulverulentos fabricados por industrias de alimentos e analisar os seus niveis de escoabilidade, em funcao do tempo de consolidacao.

MATERIAL E METODOS

Foram escolhidos e testados quatro produtos alimenticios industriais obtidos no comercio local de Campina Grande, PB; sao eles: farinha de trigo, amido de milho, fecula de mandioca e farinha de milho.

A determinacao dos seus teores de umidade foi realizada pelo Metodo da estufa na qual se colocou uma amostra previamente pesada de cada produto, a temperatura de 105 [degre]C e, apos por 24 h, a amostra foi retirada e novamente pesada. Determinou-se atraves da diferenca de massa, o teor de agua perdido em base umida; a granulometria foi definida por peneiramento, colocando-se 500 g de cada produto em jogo de peneiras e agitador eletrico, durante 15 min.

[FIGURA 1 OMITTED]

[FIGURA 2 OMITTED]

A metodologia adotada para a determinacao das propriedades de fluxo dos produtos foi a recomendada pela BMHB (1985) com o uso do aparelho de cisalhamento direto translacional (Jenike Shear Cell) (Figura 1). Para a determinacao das propriedades de fluxo em funcao do tempo de armazenagem (temporal), apos a fase de pre-cisalhamento, cada amostra foi transferida para a bancada de consolidacao (Figura 2) onde permaneceram durante 24 e 48 h sob a acao de cargas normais predefinidas (Tabela 1); decorrido este periodo, as celulas foram transferidas para o aparelho de cisalhamento direto e determinada a tensao de cisalhamento, em funcao do tempo. A bancada de consolidacao tem capacidade para seis amostras inseridas em uma capsula de acrilico para evitar que a umidade do ar externo interfira nos testes.

Para a determinacao do angulo de atrito com a parede ([[phi].sub.w]), utilizou-se o mesmo equipamento e a mesma celula de cisalhamento, substituindo-se apenas o anel inferior pela amostra do material da parede, enquanto os niveis de carga normais foram: 50, 40, 30, 20, 10 e 4,4 N. A superficie utilizada nos ensaios foi aco inoxidavel por se tratar de material recomendado na construcao de silos destinados a armazenagem de produtos alimenticios industrializados.

Para a obtencao do indice de fluxo (ffc), utilizou-se o valor medio das razoes entre a tensao principal de consolidacao ([[sigma].sub.M]) e a tensao nao confinada de deslizamento ([f.sub.C]) e se adotaram, para a classificacao dos produtos, os indices propostos por Jenike (1964) constantes na Tabela 2, enquanto o orificio minimo de descarga (D) foi calculado conforme metodo de Jenike (1964) atraves da Eq. 1 dada por: donde:

D = H([theta])[[sigma].sub.cr]/[gamma] (1)

H([theta])--valor em uma funcao do angulo de inclinacao da tremonha

[[sigma].sub.cr]--tensao critica nao confinada

[gamma]--peso especifico consolidado

Adotou-se, para a determinacao do angulo de inclinacao minimo da tremonha conica com a horizontal ([theta]), a teoria de Enstad (1981). Todos os ensaios foram realizados em laboratorio com temperatura ambiente e umidade relativa do ar constantes, a 24 [degre]C e 65%, respectivamente.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Determinaram-se, atraves dos ensaios granulometricos, os maiores percentuais retidos dos pos alimenticios nas peneiras de abertura 0,075 mm (74,7%) para a farinha de trigo, abertura < 53 .m (58,8 e 51,4%) para amido de milho e fecula de mandioca, respectivamente, e peneira de abertura 0,149 mm (70,2%) para farinha de milho. Durante os ensaios, o teor de umidade medio dos produtos foi de 13,5, 12,2, 12,6 e 13,1% para a farinha de trigo, amido de milho, fecula de mandioca e farinha de milho, respectivamente.

Na Tabela 3 se encontram os resultados das propriedades de fluxo dos produtos nas condicoes instantanea e temporal. As propriedades peso especifico consolidado ([gamma]), angulo de atrito interno ([phi]) e angulo efetivo de atrito interno ([delta]) sao apresentados em seus valores maximos e minimos possibilitando, assim, o projeto de silos atraves do metodo dos estados limites. Como o Brasil ainda nao tem uma norma especifica de dimensionamento de silos, aconselha-se utilizar normas internacionais para o calculo das pressoes e, dentre as existentes, a AS 3774 (1996) recomenda a utilizacao dos estados limites em projetos de silos.

Para o peso especifico consolidado, que representa a razao entre a massa sob acao de cargas de consolidacao e o volume ocupado pela amostra, nao houve alteracao significativa em seus valores quando comparados os resultados instantaneos aos obtidos nos ensaios de consolidacao (temporal) sendo a maior diferenca da ordem de aproximadamente 15%, registrada para o amido de milho correspondente ao periodo de 48 h de consolidacao; este incremento em sua propriedade ocorreu, provavelmente, em razao deste produto possuir glicose em sua constituicao molecular e, quando submetido a acao de carga normal em funcao do tempo, deuse ligacao das moleculas, tornando-o mais denso.

Apesar dos produtos analisados demonstrarem ser pouco sensiveis a alteracoes em seus resultados de peso especifico nos tempos analisados, observou-se grande variacao no indice de fluxo ([ff.sub.c]) (Figura 3) quando se compararam os resultados instantaneos aos consolidados, sobretudo para o amido de milho, fecula de mandioca e farinha de milho.

O indice de fluxo instantaneo (ffc) do amido de milho, fecula de mandioca e farinha de milho, atingiu valores de 30, 31 e 32, respectivamente, contrastando com o obtido para a farinha de trigo (10); entretanto, sob efeito das cargas de consolidacao, tais valores sofreram uma reducao de ate tres vezes e meia, atingindo valores de 9 para o amido de milho e fecula de mandioca e de 14 para a farinha de milho; ja para a farinha de trigo, a reducao foi mais sensivel e seu valor reduzido em 20%. Pode-se observar, pelo comportamento do indice de fluxo ao longo do tempo, tendencia de aumento da resistencia ao escoamento dos produtos e, se o teor de umidade fosse alterado, certamente alteraria sua classificacao, haja vista que os produtos sao pulverulentos e higroscopicos.

Uma explicacao para o efeito ocorrido com o amido de milho, fecula de mandioca e farinha de milho, e a capacidade de um produto se tornar gradualmente mais compacto sob acao de consolidacao devido a existencia de maior numero de regioes de contato, oriundas do rearranjo de particulas e de deformacoes plasticas sofridas; desta forma, esses efeitos podem ter ocorrido, uma vez que suas dimensoes de particulas sao bastante reduzidas.

O mesmo fato foi observado por Malby et al. (1993) quando afirmaram que as maiores interacoes entre as forcas envolvidas no sistema conduzem a maiores valores de coesao com o decorrer do tempo. Teunou & Fitzpatrick (2000) ainda complementam que as interacoes entre forcas envolvidas na coesao do produto podem requerer determinado tempo para se desenvolverem e, desta forma, a coesao sobre a acao do tempo pode tornar-se gradualmente maior, porem o reduzido valor inicial de ffc para a farinha de trigo se deve ao fato deste produto ser mais sensivel a compressao, em funcao de caracteristicas inerentes a sua constituicao fisica, como tamanho de particulas e teor de umidade e que apenas as cargas aplicadas na etapa de pre-cisalhamento da amostra na fase instantanea ja tenham sido suficientes para que o produto desenvolvesse o valor de coesao de 780 Pa quando comparado com os outros alimentos analisados (amido de milho = 590 Pa, fecula de mandioca = 294 Pa e farinha de milho = 763 Pa) refletindo, assim, em um indice de fluxo inicial reduzido quando comparado com os demais produtos; tal hipotese pode ser reforcada pelo fato do valor de densidade consolidada ser ligeiramente maior que dos demais produtos alimenticios.

Lopes Neto et al. (2007) ao analisarem a escoabilidade de racoes avicolas para diferentes fases de criacao, obtiveram valores de ffc iguais a 4 para as racoes iniciais e engorda e 8,7 para a racao de terminacao, enquanto Fitzpatrick et al. (2003) obtiveram valores de indice de fluxo de 6 e de aproximadamente 2 para amostras de leite com 0,9 e 73% de teor de gordura, respectivamente. Tanto os estudos de Lopes Neto et al. (2007) quanto os de Fitzpatrick et al. (2003) demonstraram a influencia de componentes como gorduras e oleos, acidos e as dimensao de particulas na variacao do indice de fluxo de cada produto.

Lopes Neto et al. (2007) afirmam que uma compreensao completa deste comportamento e uma tarefa dificil pelo fato de existirem elementos nao considerados como conservantes, sais, acidos, oleos e gorduras, que podem influenciar nas propriedades fisicas e de fluxo de produtos alimenticios. Sabe-se que pos alimenticios sao complexos e de dificil caracterizacao em virtude de sua composicao variada, da distribuicao de particulas e da presenca de elementos nas fases solida, liquida e gasosa.

Nascimento (1996) cita que alguns dos principais fatores responsaveis por afetar a escoabilidade de solidos em silos e tremonhas, sao: teor de umidade, umidade relativa, temperatura, pressao, teor de gordura, dimensoes de particulas e adicoes de agentes de fluxo.

Quanto a classificacao de sua escoabilidade em funcao dos valores atribuidos ao ffc por Jenike (1964) (Tabela 2), diz-se que os quatro alimentos sao classificados como de fluxo livre na fase instantanea; na fase de consolidacao de 24 h, apenas a farinha de trigo tem sua classificacao alterada para fluxo do tipo facil, enquanto em 48 h de consolidacao somente a farinha de milho permanece com classificacao de fluxo livre sendo os demais classificados como de facil escoabilidade.

Em relacao aos angulos de atrito interno ([phi]) e angulos efetivos de atrito interno ([delta]), ainda na Tabela 3, nao foi identificada variacao significativa entre os periodos de consolidacao estudados nem entre os produtos escolhidos, valendo destacar apenas que os valores ligeiramente maiores foram registrados para a farinha de milho, nos tres tempos de consolidacao.

Na Tabela 4 se encontram os angulos de atrito com a parede de aco liso sendo os menores valores registrados para a farinha de milho enquanto os maiores foram obtidos para o amido de milho.

Na Figura 4 estao dispostas as Funcoes fluxo instantanea (0 h) e temporal (FFt) dos produtos, nas condicoes de armazenagem 24 e 48 h. Observa-se que as curvas de Funcao fluxo instantanea (Figura 4A) para os quatro alimentos se encontram mais proximas ao eixo horizontal e, a medida em que o tempo de consolidacao aumenta, suas inclinacoes passam a aumentar assumindo uma condicao com tendencia a verticalizacao. Tal efeito corrobora com o ocorrido com o indice de fluxo uma vez que uma curva mais proxima ao eixo horizontal representa um produto de fluxo facil enquanto, seguindo uma direcao anti-horaria, este produto tende a apresentar maior resistencia ao escoamento.

[FIGURA 4 OMITTED]

A Funcao fluxo de um produto (FF) e obtida atraves da construcao de grafico no qual e plotada a tensao nao confinada de deslizamento ([f.sub.C]) versus tensao principal de consolidacao ([[sigma].sub.M]) que representa o esforco atuante no produto quando em situacao de consolidacao (Fitzpatrick et al., 2004). Observa-se, com o decorrer do periodo de armazenagem, que os valores de tensao de consolidacao dos alimentos permaneceram praticamente inalterados, enquanto os valores de tensao nao confinada (f.sub.C]) foram gradativamente elevados.

Na Tabela 5 se encontram os valores de fator fluxo da tremonha (ff), inclinacao de tremonha ([[theta].sub.m]) tensao critica ([[sigma].sub.cr]) e dimensao do orificio de descarga ([D.sub.m]). O fator fluxo da tremonha indica a escoabilidade do produto proporcionada pela tremonha, ou seja, quanto menor seu valor, melhor sera a tremonha. A tensao critica ocorre no ponto resultante da interseccao de ff com FF e representa a tensao minima que deve ocorrer no orificio de descarga de forma a impedir a formacao de arcos coesivos ou abobadas.

Nao se notou alteracao significativa na inclinacao da tremonha para os tempos de consolidacao estudados, refletindo que o tempo maximo usado na pesquisa foi insuficiente para causar a exigencia de tremonhas mais inclinadas quando comparados com os valores instantaneos, uma vez que se espera que produtos com maiores dificuldades de fluxo passem a necessitar de tremonhas com maiores angulos de inclinacao; entretanto, entre os produtos estudados os maiores valores foram registrados para o amido de milho e os menores foram obtidos para a fecula de mandioca e farinha de milho.

Em relacao ao orificio de descarga, apenas para a farinha de trigo foi possivel sua determinacao, uma vez que nao se obtiveram pontos de interseccao entre as curvas de ff e FF nos tempos instantaneo, 24 e 48 h, para os demais produtos. Fitzpatrick et al. (2004) afirmam que a metodologia de Jenike para a determinacao do orificio de descarga pode, em alguns casos, calcular valores inesperados para o orificio de descarga como, por exemplo, pequenas dimensoes de orificios para produtos de elevada coesao; os autores afirmam, ainda, que esta discordancia se deve ao fato da metodologia de Jenike ser extremamente sensivel a variacao dos valores das propriedades de fluxo sendo agravada pela dificuldade de se obter medicoes seguras das suas propriedades, com alta reprodutibilidade.

Este mesmo fenomeno de nao cruzamento de ff com FF foi observado por Nobrega & Nascimento (2005) ao analisarem o fluxo de racao para aves com teor de gordura de 7,2% em silos com descarga excentrica. De acordo com a BMHB (1985), quando a funcao fluxo de um produto nao intercepta o fator fluxo da tremonha, o dimensionamento do orificio de descarga para produtos de fluxo livre deve ser efetuado em razao da vazao necessaria para o silo com valor minimo de 10 vezes o diametro medio das particulas.

CONCLUSOES

1. Os tempos de consolidacao estudados pouco alteraram as propriedades de fluxo dos quatro produtos testados, podendo classifica-los como de fluxo livre para a condicao instantanea e de fluxo facil para as condicoes de 24 e 48 h.

2. As tremonhas de aco inox para os produtos alimenticios pulverulentos estudados devem ter inclinacao minima das paredes de 60 de forma a permitir fluxo e nao haver segregacao durante a descarga.

3. A dimensao do orificio de descarga aumentou com o incremento do tempo efetivo de consolidacao em 20% para a farinha de trigo atingindo diametro minimo de 1,1 m para a condicao de 48 h de consolidacao.

4. Para os demais produtos, a metodologia de Jenike nao se mostrou adequada devendo suas dimensoes de descarga ser adotadas em razao da vazao de descarga desejada e das dimensoes de particulas dos produtos.

LITERATURA CITADA

AS 3774. Australian Standard. Loads on bulk containers. Sydney: Australian Standard , 1996. 62p.

BMHB--British Materials Handling Board. Draft code of practice for the design of silos, bins, bunkers and hoppers. Berkshire: BMHB, 1985. 143p.

Enstad, G. G. A novel theory on the arching and doming in mass flow hoppers. Bergen: The Michelsen Institute, 1981. 172p.

Fitzpatrick, J. J.; Barringer, S. A.; Iqbal, T. Flow property measurement of food powders and sensitivity of Jenike's hopper design methodology to the measured values. Journal of Food Engineering, v.61, p.399-405, 2004.

Fitzpatrick, J. J.; Iqbal, T.; Delany, C.; Twomey, T.; Keogh, M. K. Effect of powder properties and storage conditions on the flowability of milk powders with different fat contents. Journal of Food Engineering, v.64, p.435-444, 2003.

Jenike, A. W. Storage and flow of silos. Bulletin 123. Salt Lake City: University of Utah, 1964. 89p.

Juliano, P.; Muhunthan, B.; Canovas, G. V. B. Flow and shear descriptors of preconsolidated food powders. Journal of Food Engineering, v.72, n.2, p.157-166, 2006.

Lopes Neto, J. P.; Nascimento, J. W. B. do; Silva, V. R.; Lopes, F. F. M. Propriedade de fluxo e caracteristica de escoabilidade de racoes avicolas para dimensionamento de silos. Revista Ciencia e Agrotecnologia, v.31, n.3, p.851-859, 2007.

Malby, L. P.; Enstad, G. G.; Silva, S. R. Investigation of the behavior of powders under and after consolidation. In: Reliable Flow of Particulate Solids Symposium, 1993, Oslo. Anais... Oslo: EFCHE, 1993. 12p.

Nascimento, J. W. B. do. Estudos de silos metalicos prismaticos para fabricas de racao. Sao Carlos: USP, 1996. 222p. Tese Doutorado

Nobrega, M. V.; Nascimento, J. W. B. do. Fluxo de racao avicola em silos prismaticos com tremonha excentrica. Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental, v.9, n.3, p.413-419, 2005.

Teunou, E.; Fitzpatrick, J. J. Effect of time and consolidation on food powder flowability. Journal of Food Engineering, v.43, p.97-101, 2000.

Jose P. Lopes Neto (1), Valneide R. da Silva (2) & Jose W. B. do Nascimento (2)

(1) UATA/UFCG, Rua Coronel Joao Leite 815, Centro, CEP 58840-000, Pombal, PB. Fone: (83) 3431-2376. E-mail: lopesneto@gmail.com

(2) UAEA/UFCG, Rua Aprigio Veloso 882, Centro, CEP 58109-900, Campina Grande, PB. Fone: (83) 3310-1482. E-mail: rval707@yahoo.com.br; wallace@deag.ufcg.edu.br
Tabela 1. Niveis de carga normal utilizados nos ensaios

Pre-cisalhamento (N)            Cisalhamento (N)

100                    70       50                 35
70                     50       35                 20
50                     35       20                 10

Tabela 2. Indice de escoabilidade ou indice de fluxo proposto
por (Jenike, 1964)

Tipos de fluxo   Indice de fluxo ([ff.sub.c])

Sem fluxo        [ff.sub.c] < 1
Muito coesivo    1 < [ff.sub.c] < 2
Coesivo          2 < [ff.sub.c] < 4
Facil            4 < [ff.sub.c] < 10
Livre            [ff.sub.c] > 10

Tabela 3. Propriedades de fluxo dos produtos analisados *

               [gamma] (kN [m.sup.-3])

Produto   [[gamma].sub.i]   [[gamma].sub.s]   [ff.sub.c]

               Instantaneas (t = 0)

A         7,5               7,9               10,4
B         6,3               6,7               30,2
C         6,8               7,1               31,1
D         7,1               7,4               31,9

             Temporal - consolidado (t = 24 h)

A         7,5               7,6               8,3
B         7,3               7,4               16,0
C         7,4               7,5               13,2
D         7,4               7,5               15,6

             Temporal - consolidado (t = 48 h)

A         7,5               7,6               7,9
B         7,3               7,4               8,7
C         7,3               7,5               9,1
D         7,5               7,6               14,5

                 [phi] ([degre])

Produto   [[phi].sub.i]   [[phi].sub.s]

          Instantaneas (t = 0)

A         37,6            38,3
B         38,7            42,3
C         32,4            35,5
D         41,7            45,8

          Temporal - consolidado (t = 24 h)

A         39,1            42,4
B         37,6            40,4
C         29,7            36,9
D         42,8            47,2

          Temporal - consolidado (t = 48 h)

A         36,8            40,3
B         34,0            37,8
C         30,4            36,7
D         44,5            48,4

                 [delta] ([degre])

Produto   [[delta].sub.i]   [[delta].sub.s]

           Instantaneas (t = 0)

A         39,8              42,3
B         41,8              44,2
C         34,9              38,1
D         46,2              47,7

          Temporal - consolidado (t = 24 h)

A         40,7              42,5
B         38,8              41,8
C         31,3              38,7
D         45,6              48,0

          Temporal - consolidado (t = 48 h)

A         39,0              42,2
B         34,8              38,9
C         31,2              37,3
D         45,4              48,7

Os indices "i" e "s" representam os valores inferior e superior das
propriedades

* A (Farinha de trigo); B (Amido de milho); C (Fecula de mandioca);
D (Farinha de milho)

Tabela 4. Angulo de atrito dos produtos com a parede

                               Aco liso

Produto              [[phi].sub.wi]   [[phi].sub.ws]

Farinha de trigo     10,4             13,2
Amido de milho       13,2             17,7
Fecula de mandioca   11,7             13,4
Farinha de milho     8,7              11,5

Os indices "i" e "s" representam os valores inferior e superior
das propriedades

Tabela 5. Caracteristicas geometricas da tremonha conica *

                               Aco inoxidavel

Produtos   ff    [[theta].sub.m]   [[sigma].sub.cr] (Pa)   Dm (m)
                 ([degre])

                           Instantanea (t = 0)

A          1,5   54,5              709,9                   0,21
B          1,4   60,5              565,9                   #
C          1,6   53,7              1027,1                  #
D          1,4   53,5              #                       #

                    Temporal - consolidacao (t = 24 h)

A          1,5   54,5              2345,3                  0,71
B          1,4   60,18             335,3                   #
C          1,6   53,8              75,7                    #
D          1,3   53,56             #                       #

                    Temporal - consolidacao (t = 48 h)

A          1,5   54,5              3683,8                  1,1
B          1,5   59,7              1428,0                  #
C          1,6   53,4              799,7                   #
D          1,3   53,7              #                       #

# Valores nao encontrados

* A (Farinha de trigo); B (Amido de milho); C (Fecula de mandioca);
D (Farinha de milho)

Figura 3. Indice de fluxo (ffc) dos alimentos

                     0    24   48

Farinha de trigo     10   8    8
Amido de milho       30   17   9
Fecula de mandioca   31   13   9
Farinha de milho     32   15   14

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.
COPYRIGHT 2009 ATECEL--Associacao Tecnico Cientifica Ernesto Luiz de Oliveira Junior
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2009 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Neto, Jose P. Lopes; da Silva, Valneide R.; do Nascimento, Jose W.B.
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Article Type:Report
Date:Sep 1, 2009
Words:4345
Previous Article:Metodo "fingerprinting" para identificacao de fontes de sedimentos em bacia hidrografica rural.
Next Article:Metodologia para avaliacao do desgaste em ferramentas simetricas de mobilizacao do solo.

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters