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Profile of hearing aid users with a view to amplification, cognition and auditory processing/Perfil dos usuarios de aasi com vistas a amplificacao, cognicao e processamento auditivo.

* INTRODUCAO

A audicao e uma funcao complexa que faz parte de um sistema muito especializado de comunicacao. E um dos sentidos fundamentais para a vida cujo papel fundamental na sociedade e a base da comunicacao humana. Assim, um individuo com perda auditiva podera sofrer serios comprometimentos na sua vida social, psicologica e profissional.

Segundo a Politica Nacional de Saude da Pessoa Portadora de Deficiencia [1], em adultos a presbiacusia e a perda auditiva induzida por ruido (PAIR) encontram-se entre as patologias mais prevalentes que acometem idosos e individuos expostos ao ruido respectivamente. Tais patologias sao caracterizadas pela presenca de perda auditiva neurossensorial com comprometimento ou nao da discriminacao de grau variavel [2-4].

Tratando-se de um tipo de perda auditiva que acomete a orelha interna, um dos tratamentos mais utilizados e o aparelho de amplificacao sonora individual (AASI), fundamental no restabelecimento das habilidades comunicativas.

Segundo a portaria 587, os servicos habilitados pelo Ministerio da Saude para o fornecimento de AASI, devem garantir a pessoa portadora de deficiencia auditiva o melhor uso possivel do seu residuo auditivo. Dessa forma, qualquer individuo que apresente dificuldade de comunicacao decorrente de uma perda auditiva e candidato potencial ao uso de AASI. O referido documento tambem preve a realizacao de acompanhamento e terapia fonoaudiologica, alem do fornecimento do AASI, garantindo, assim, a efetividade do programa de reabilitacao auditiva.

Apesar dos recursos tecnologicos empregados na confeccao das proteses auditivas, ainda ha relatos, por parte dos pacientes, sobre dificuldades no processo de adaptacao, sendo a maior queixa apresentada, principalmente, pelos idosos as dificuldades de reconhecimento de fala em situacoes competitivas. Alguns estudos indicam que as habilidades auditivas centrais estariam relacionadas as funcoes cognitivas [5,6].

Alguns autores mencionam a influencia do processamento auditivo (PA) e da cognicao no beneficio do AASI [7,8]. Tais aspectos podem ser considerados tanto na selecao, indicacao e adaptacao do AASI como nas sessoes de terapia para melhorar as habilidades de percepcao auditiva individual, bem como as estrategias compensatorias 9.

O presente estudo tem como finalidade estabelecer o perfil dos usuarios de AASI com vistas a amplificacao, cognicao e PA atendidos no Centro de Saude.

* METODO

O presente estudo foi desenvolvido no Centro de Saude Clelia Spinato Manfro, na Faculdade Nossa Senhora de Fatima, na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Participaram da pesquisa todos os pacientes que receberam AASI a partir de dezembro de 2009 e finalizaram o treinamento auditivo ate o encerramento da coleta deste estudo em outubro de 2010. A amostra foi composta por 59 pacientes, sendo que 12 deles foram excluidos por impossibilidade de comparecimento (problemas de saude) ou localizacao (alteracao de endereco). Assim, os dados coletados do prontuario foram analisados considerando 59 participantes ao passo que os dados coletados na etapa subsequente consideraram 47 participantes.

A media de idade dos individuos pesquisados foi de 66,10 anos, cuja minima foi de 41 anos, e a maxima de 92 anos. Alem disso, 19 (32,20%) individuos tinham entre 41 a 59 anos de idade na epoca da coleta dos dados, e 40 (67, 80%) com idade igual ou superior a 60 anos de idade. Em relacao ao genero 32 (54,24%) sao do genero masculino e 27 (45,74%) do feminino.

A coleta dos dados foi dividida em duas etapas: a primeira constituiu-se a partir da consulta dos prontuarios, por meio de uma ficha previamente elaborada para o estudo, constando dados da avaliacao audiologica completa, avaliacao otorrinolaringologica, anamnese, medidas de imitancia acustica, teste de fala com o AASI em uso, dados do molde e do AASI, orientacoes recebidas e resultados da terapia fonoaudiologica (treinamento auditivo). Para a realizacao dessa etapa obteve-se o termo de autorizacao para a consulta aos prontuarios assinado pela direcao do Centro de Saude.

Apos a coleta dos dados, os pacientes foram localizados por meio de contato telefonico para a explicacao da pesquisa, e agendamento para a realizacao da segunda etapa. Nessa etapa, foram realizados os testes de PA: Dicotico de Digitos (DD) e Teste de Padrao de Frequencia (TPF), aplicacao da bateria de Avaliacao da Doenca de Alzheimer Cognitiva (ADAS-Cog) e Escala de Depressao Geriatrica (EDG). Neste momento, foi apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) aos sujeitos selecionados, informando os objetivos da pesquisa e os procedimentos propostos, bem como seus possiveis beneficios e riscos. A realizacao da segunda etapa iniciou somente apos a assinatura do TCLE.

Todos os participantes fizeram uso do AASI durante a realizacao dos testes e fizeram, tambem, uma revisao inicial para verificar as condicoes do AASI e seu funcionamento. Primeiramente, foram realizados os testes de PA com a utilizacao do audiometro MAICO MA42, acoplado ao aparelho CD Player da marca Philips, devidamente calibrado. O CD Player foi regulado no volume 14 e os testes DD e TPF foram realizados em campo aberto, pois os participantes do estudo realizaram as avaliacoes utilizando AASI.

O teste DD foi realizado somente na etapa denominada integracao binaural, que requer a integridade intra-hemisferica e inter-hemisferica (corpo caloso). Os participantes foram posicionados de frente para o examinador entre as duas caixas acusticas a distancia de um metro entre as orelhas e as caixas. Em relacao a altura, as caixas permaneceram ao nivel das orelhas. Selecionou-se o canal um para uma das caixas e o canal dois para a outra a uma intensidade audivel e confortavel para ambos os canais (aproximadamente 65dBNPS) considerando que os participantes realizaram os testes com o AASI. Todos os participantes foram orientados a ouvir dois pares de numeros distintos apresentados a cada uma das orelhas e, logo apos, repetir os quatro numeros escutados. Os resultados foram expressos em porcentagens de acertos para as etapas de integracao binaural a direita e a esquerda.

O TPF foi realizado somente na condicao nomeando que tambem requer a integridade intra-hemisferica ao reconhecer o padrao tonal e a inter-hemisferica ao nomea-lo. Tambem avalia a habilidade de sequencializacao temporal, pois o teste consiste na apresentacao de sequencias de 03 tons que diferem em relacao a altura. Para realiza-lo, os participantes foram posicionados de frente para uma das caixas acusticas utilizando somente o canal 1, pois o referido teste foi realizado de modo diotico (unica mensagem para ambas as orelhas). A intensidade utilizada foi de aproximadamente 65 dBNPS. Inicialmente, verificou-se se o participante conhecia o conceito de altura, orientado a referir "fino" para os tons agudos e "grosso" para os graves. Apos, o examinador apresentou tres padroes tonais a viva voz, para que o paciente o nomeasse. Em seguida, foi apresentada uma sequencia do teste para que o paciente nomeasse e percebesse a velocidade que seria apresentada. Os resultados foram expressos em uma unica porcentagem de acertos para a condicao nomeando.

Em ambos os testes, os participantes que apresentaram dificuldades na compreensao do exame foram reorientados e o exame, reiniciado.

Na sequencia, a bateria neuropsicologica ADAS-Cog foi realizada, cujas funcoes avaliadas sao a memoria (50%), linguagem (28%), praxias (14%) e comandos (8%) por meio dos seguintes subtestes: evocacao imediata de palavras, nomeacao de objetos e dedos, comandos, praxia construtiva e ideativa, orientacao, reconhecimento de palavras, recordacao de instrucoes, habilidade em linguagem falada, dificuldade em encontrar palavras na fala espontanea, e compreensao.

A ADAS-Cog foi desenvolvida com o objetivo de avaliar a intensidade das mudancas cognitivas que caracterizam quadros demenciais como o da Doenca de Alzheimer. Tal aspecto, motivou a escolha pelo instrumento alem de encontrar-se disponivel para aplicacao sem custos adicionais. Alem disso, pode ser administrada entre 30 a 45 minutos 10.

A evocacao imediata de palavras e composta de uma lista de dez palavras em que se solicita ao participante a leitura em voz alta e se tenta grava-las. As palavras foram apresentadas em cartoes a cada 2 segundos. Durante a evocacao, as palavras foram marcadas na ordem em que foram mencionadas. O subteste preve a utilizacao de tres tentativas de leitura e evocacao (mesma lista em ordem distinta). Para os pacientes nao alfabetizados a lista foi lida pelo examinador.

Para a nomeacao de objetos e dedos, foram apresentados ao participante 12 objetos reais flor, cama, apito, lapis, chocalho, mascara, tesoura, pente, carteira, pandeiro, estetoscopio e pinca - a fim de que fossem nomeados. Caso apresentasse dificuldade para nomear, havia a possibilidade de receber uma sugestao, antes de realizar a marcacao como incorreto ou nao nomeado. E importante salientar que um dos objetos (gaita) foi substituido pelo mesmo criterio, instrumento musical (pandeiro) em funcao da dificuldade de ser adquirido. Na adaptacao para o portugues brasileiro, ha a possibilidade de escolher outros objetos aleatorios. A outra tarefa foi nomear os dedos de sua mao dominante. Tambem foi aceita como correta a nomeacao conhecida popularmente.

Para a realizacao do terceiro subteste, comandos, foi solicitado ao participante o seguimento de cinco comandos pedidos pelo examinador, um de cada vez. Quando o paciente nao conseguiu realiza-los ou cometeu um erro, foi dado o comando mais uma vez. O item praxia construtiva avaliou a capacidade do individuo de copiar quatro figuras geometricas. As figuras foram apresentadas individualmente numa folha de papel em branco. Para cada participante foi dada a possibilidade de tentar reproduzi-las duas vezes. Ja para avaliar a praxia ideativa foi fornecida uma folha de papel, um envelope e um lapis. O examinador leu as instrucoes a serem seguidas, contendo cinco componentes-chave. Quando o paciente apresentou dificuldades ou esqueceu parte da tarefa foi repetida a instrucao.

A orientacao consiste em uma tarefa composta de oito perguntas que foram respondidas pelo participante para verificar se ele estava orientado em relacao a si, ao tempo e ao espaco. Os componentes desse item sao o nome completo do individuo; dia da semana; dia, mes e ano; estacao do ano; hora e local especifico. Para o reconhecimento de palavras foi solicitada ao paciente a leitura de 12 palavras. Em seguida, foi fornecida outra lista composta pelas mesmas 12 palavras misturadas a outras 12 diferentes. Foram oportunizadas tres tentativas, sendo que, em cada uma delas, a ordem das palavras fora alterada.

Os demais itens avaliados nao foram realizados por meio de tarefas especificas, e sim do julgamento do examinador ao considerar as etapas anteriores. Dessa forma, a recordacao das instrucoes avaliou a capacidade do individuo para lembrar-se das instrucoes no teste de reconhecimento de palavras. A habilidade em linguagem falada avaliou a qualidade da fala, tal como a clareza e a capacidade de se fazer entender. Nesse item o examinador considerou toda a fala produzida pelo individuo durante a sessao de teste e conversacao previa. A dificuldade em encontrar palavras na fala espontanea avaliou a reducao na fala expressiva, na dificuldade em encontrar as palavras. Por fim, a compreensao avaliou a capacidade do individuo em entender a fala do examinador, devendo considerar se este foi capaz de compreender sua fala nas diferentes etapas de avaliacao.

Os resultados da bateria ADAS-Cog sao expressos em escores. Quanto mais elevado, maior prejuizo.

Finalmente, para detectar tracos de depressao, foi utilizada a versao brasileira da EDG-15, composta por 15 perguntas com duas opcoes (sim ou nao), com valores um para "sim" e zero para "nao". O indice e dado pelo somatorio do total das escolhas. Considerou-se o ponto de corte inferior a 5 como normal, maior ou igual a 5 como suspeito de depressao, e maior ou igual a 11 como sugestivo de depressao grave como sugerido pela literatura. Todas as questoes foram lidas em voz alta pelo examinador permitindo que os individuos nao alfabetizados pudessem ser incluidos no estudo. Optou-se pela referida escala, pois oferece medidas validas e confiaveis para a avaliacao dos transtornos depressivos ao considerar a media de idade dos participantes do estudo. A EDG-15 apresentou maior concordancia com os criterios da CID-10 e DSM-IV [11].

O presente estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Faculdade Nossa Senhora de Fatima sob o protocolo 022/10.

Inicialmente, elaborou-se um banco de dados em planilha especifica. Para descrever o perfil da amostra, segundo as variaveis em estudo, foram realizadas tabelas de frequencia das variaveis categoricas (genero, faixa etaria), com valores de frequencia absoluta (n) e percentual (%), e estatisticas descritivas das variaveis continuas (idade, escores nos testes), com valores de media, desvio padrao, valores minimo e maximo e mediana. Para a comparacao das variaveis categoricas entre os grupos foram utilizados os testes Qui-Quadrado ou exato de Fisher para valores esperados menores que cinco. Para comparar as variaveis numericas entre dois grupos utilizou-se o teste de Mann-Whitney, devido a ausencia de distribuicao normal das variaveis. Ja para analisar a relacao entre as variaveis numericas foi utilizado o coeficiente de correlacao de Spearman, devido a ausencia de distribuicao normal das variaveis. Tais analises foram realizadas por meio do software The SAS System for Windows (Statistical Analysis System) versao 8.02. O nivel de significancia adotado para os testes estatisticos foi de 5%, ou seja, P por p < 0,05.

* RESULTADOS

A Tabela 1 mostra a ocorrencia dos principais aspectos relatados na anamnese em que e possivel observar a alta prevalencia de zumbido, tontura e exposicao ao ruido. Ao realizar a analise comparativa entre os generos, 23 (71,88%) homens e apenas 8 (30,77%) mulheres referiram exposicao ao ruido ao passo que 9 (28,13%) homens e 18 (69,23%) mulheres nao referiram a mesma exposicao. Tal comparacao foi estatisticamente significante (P=0,002) e mostra que os homens foram mais expostos ao ruido do que as mulheres.

A Tabela 2 mostra os resultados encontrados nas Medidas de Imitancia Acustica, cujo tipo de curva timpanometrica mais frequente foi a tipo A. Da mesma forma, os reflexos acusticos ausentes prevaleceram.

Os resultados referentes a audiometria tonal liminar dos pacientes pesquisados podem ser visualizados na Tabela 3, a qual mostra que o tipo de perda auditiva neurossensorial foi mais frequente para ambas as orelhas. Da mesma forma, com relacao ao grau, destaca-se o leve e o moderado. A configuracao descendente foi a mais frequente, seguida da plana, tambem, para ambas as orelhas. Ao realizar a analise comparativa entre as faixas etarias identificou-se que a configuracao descendente foi mais prevalente nos participantes com 60 anos ou mais, 27 (67,5%) ao passo que a plana foi mais prevalente nos participantes com menos de 60 anos, 8 (44,44%). Tal comparacao foi estatisticamente significante (P = 0,013).

Em relacao a audiometria vocal, a media das frequencias de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz para a OD foi de 52,50 dBNA ([+ or -] 16,17), cuja intensidade minima foi de 20 dBNA, e maxima de 95 dBNA. A media do LRF ou LDV foi de 55,96 dBNA ([+ or -] 16,76), cujo limiar minimo foi de 15 dBNA, e o maximo de 95 dBNA. Ja para a OE, a media das frequencias de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz foi de 52,88 dBNA ([+ or -] 18,08), cuja intensidade minima foi de 20 dBNA, e maxima de 95 dBNA. A media do LRF ou LDV foi de 55,08 dBNA ([+ or -] 18,70), cujo limiar minimo foi de 20 dBNA, e o maximo de 100 dBNA. Ressalta-se, que um dos sujeitos apresentou ausencia de respostas que, para efeito dos calculos estatisticos foi considerado como 120 dBNA.

O reconhecimento de fala foi analisado com listas de monossilabos e/ou dissilabos, cuja media foi de 82,72% ([+ or -] 14,97), sendo o valor minimo 40% e o maximo de 100% na OD. Na OE, a media foi de 83,77% ([+ or -] 11,05), cujo valor minimo foi de 52%, e maximo de 100%.

A analise comparativa do reconhecimento de fala entre as faixas etarias foi estatisticamente significante para ambas as orelhas cuja porcentagem de acertos foi maior para os participantes com idade inferior a 60 anos de idade. Para a orelha direita, a mediana foi de 94% para os participantes com idade inferior a 60 anos e de 84% para os participantes com 60 anos ou mais (P=0,06). Ja para a orelha esquerda, a mediana foi de 92% para os participantes com idade inferior a 60 anos e de 84% para os participantes com 60 anos ou mais (P=0,02).

Todos os AASIs adaptados foram do tipo retroauricular, que requer a utilizacao de moldes auriculares. O tipo, o material e as modificacoes acusticas podem ser observados na Tabela 4. O tipo mais frequente foi o invisivel simples, e o material utilizado foi o acrilico rigido.

Da mesma forma, em relacao ao numero de canais presentes no AASI, somente 2 pacientes (3,39%) possuiam AASI de 16 canais, 2 (3,39%) de 15 canais, 5 (8,47%) de 6 canais, 13 (22,03%) de 4 canais, e, em sua maioria, 37 (62,71%) pacientes possuiam AASI de 2 canais.

No teste de fala com AASI, foram utilizadas listas de palavras dissilabas. A media de reconhecimento de fala foi de 94,10%, sendo que o percentual minimo foi de 68%, e o maximo de 100%, com desvio padrao de 7,44%.

Todos os pacientes receberam orientacoes na entrega do AASI, sendo que 30 (50,85%) nao apresentaram dificuldades no aconselhamento e 29 (49,15%) apresentaram tal dificuldade.

Os resultados referentes a terapia fonoaudiologica para o treinamento auditivo podem ser visualizados na Figura 1, em que se constatou maior desempenho na habilidade de deteccao, certo grau de dificuldade nas habilidades de discriminacao e Leitura Orofacial (LOF), e maior dificuldade nas habilidades de identificacao e compreensao, sendo que a compreensao foi a habilidade mais prejudicada. Tais dados foram extraidos dos prontuarios dos pacientes cujas informacoes encontravam-se dispostas em forma de parecer descritivo. As autoras classificaram o referido parecer em desempenho satisfatorio, razoavel, com dificuldades e com muita dificuldade.

Em relacao aos testes de PA, o teste DD foi realizado somente na condicao de integracao binaural. Nessa condicao, para a OD, a pontuacao variou entre 10% de acertos e 97,50%, cuja media foi de 59,52% ([+ or -] 24,38). Ja para a OE, a porcentagem de acertos variou de 17,50% a 100% com media de 66,54% ([+ or -] 21,94). O mesmo ocorreu no TPF para a condicao nomeando, revelando porcentagens minimas de 10% e maximas de 100%, com media de 68,71% ([+ or -] 21,70).

Nos resultados encontrados na ADAS-Cog, que avalia os aspectos representativos de disfuncao cognitiva, os subtestes que apresentaram maior alteracao foram palavra evocada, teste de reconhecimento de palavras e compreensao. Na Tabela 5, sao apresentados os escores obtidos na bateria de testes ADAS-cog.

Em relacao a EDG verificou-se que 27 (57,45%) apresentaram indice menor de 5 pontos, ou seja sem manifestacao depressiva; 18 deles (38,30%) tiveram indice de 5 a 10, sendo suspeitos de depressao e apenas 2 (4,26%) tiveram indice igual ou maior a 11, o que caracterizou depressao grave, segundo o ponto de corte adotado pela escala.

* DISCUSSAO

Neste estudo, verificou-se que a maioria dos individuos pesquisados tem mais de 60 anos de idade, aspecto decorrente do aumento da expectativa de vida da populacao. Dessa forma, a perda auditiva que acompanha o envelhecimento e a presbiacusia, caracterizada pelo resultado de varios tipos de degeneracao fisiologica que podem se encontrar associados aos efeitos da exposicao ao ruido, problemas de saude e efeitos colaterais decorrentes dos diversos tipos de tratamentos, e susceptibilidade genetica. Essa deterioracao da funcao auditiva afeta tanto a comunicacao, quanto os dominios sociais e emocionais, a medida que acarreta uma reducao significante na interacao e nos contatos pessoais [12].

A Tabela 1 retrata a alta prevalencia dos aspectos relatados na anamnese, como zumbido e tontura, sintomas que podem ser encontrados na presbiacusia. Estes fatores associados a exposicao ao ruido e a reduzida utilizacao dos Equipamentos de Protecao Individual (EPI) corroboram para a caracterizacao do quadro. O curso evolutivo da presbiacusia pode ser alterado, e ate mesmo potencializado em decorrencia da exposicao ao ruido e das condicoes clinicas e metabolicas dos idosos, alem dos habitos praticados [13]. Alem disso, outros estudos mostram que os homens sao frequentemente mais expostos ao ruido se comparados as mulheres [4,14].

A Politica Nacional de Saude da Pessoa Portadora de Deficiencia menciona que a segunda maior causa de perda auditiva na populacao e a perda da audicao induzida pelo ruido--PAIR 1. Outro estudo, destaca que a presbiacusia pode ser considerada como um desfecho de etiologia multifatorial [2].

A partir da avaliacao audiometrica, e possivel identificar o limiar auditivo, a configuracao audiometrica e o tipo de perda auditiva. Lesoes nas estruturas da orelha, bem como sua extensao, irao influenciar diretamente no grau de comprometimento auditivo, gerando consequencias na comunicacao [13].

Os achados encontrados nas tabelas 2 e 3 confirmam os resultados ja mencionados, uma vez que curva timpanometrica tipo A e os reflexos acusticos ausentes, aliados a perda auditiva do tipo neurossensorial de grau leve a moderado podem caracterizar, tanto a presbiacusia, quanto a PAIR [15]. Os resultados tambem mostraram maior ocorrencia da configuracao audiometrica descendente nos pacientes com mais de 60 anos, indicativo de presbiacusia [2,13,15].

Em relacao ao limiar de reconhecimento de fala (LRF), observa-se que o mesmo corresponde a media das frequencias de 500 Hz, 1000 Hz e 2000 Hz, indicando a confirmacao do diagnostico audiologico [16]. Tal correspondencia pode ser verificada nos resultados obtidos, pois a diferenca entre o LRF e a media tritonal e de 3,46 dBNA para a orelha direita, e de 2,20 dBNA para a esquerda. Na pratica clinica, a diferenca esperada e de ate 10 dBNA acima da referida media.

Na mesma linha, o indice de reconhecimento de fala (IRF) tambem oferece informacoes relevantes acerca do diagnostico audiologico, configurando-se numa medida fundamental para a programacao do AASI [15]. O presente estudo mostrou resultados que variam entre 40% a 100% para a orelha direita e 52% a 100% para a esquerda, ou seja, indicativos de discriminacao muito comprometida como e possivel encontrar nas perdas auditivas retrococleares (abaixo de 60%), discriminacao comprometida como e encontrada em perdas auditivas sensoriais (entre 60% e 90%) e discriminacao normal (90% a 100%) [16]. Alem disso, o presente estudo mostrou maiores indices de reconhecimento de fala em pacientes com idade inferior a 60 anos sugerindo que os idosos apresentam maior dificuldade de reconhecimento de fala. Tal constatacao pode se encontrar relacionada tanto a perda auditiva como as dificuldades no processamento auditivo temporal [2,3,5,6].

Todos os aparelhos adaptados foram do tipo retroauricular que exigem a utilizacao de moldes auriculares. O molde invisivel simples foi o tipo mais solicitado para os pacientes deste estudo e, consequentemente, o acrilico rigido foi o material mais requisitado para a confeccao dos mesmos. Tal combinacao e utilizada para perdas auditivas de tipo e graus variaveis. Alem disso, aceita modificacoes acusticas como a ventilacao, utilizada para minimizar o efeito de oclusao, ou para a atenuacao das frequencias graves [17].

Todos os aparelhos adaptados possuem tecnologia digital e a sua prescricao segue a determinacao da Portaria 587, do Ministerio da Saude, que preve a divisao em tres classes, e a distribuicao de 50% de AASI tipo A, 35% para o tipo B e 15% para o tipo C. Os aparelhos Classe A possuem menor numero de recursos tecnologicos se comparados aos aparelhos Classe B que possuem tecnologia intermediaria. Ja, os equipamentos pertencentes a classe C possuem alta tecnologia.

A tecnologia digital possibilitou inumeros recursos para melhorar a adaptacao ao AASI, como a existencia de canais de programacao que possibilitam o ajuste por faixas de frequencia; microfones direcionais que captam de forma variavel os sons vindos de diferentes angulos, melhorando a audibilidade do sinal em relacao ao ruido e permitindo um bom reconhecimento de fala, alem de outros recursos, como redutor de ruido e gerenciador de feedback que continham nos equipamentos adaptados 18. Como consequencia dos recursos tecnologicos empregados, os participantes deste estudo apresentaram media de reconhecimento de fala com AASI satisfatoria (94,10%), porem tal desempenho tambem depende de outras variaveis como tipo e grau da perda auditiva, tempo de privacao auditiva e outros fatores [19].

Ao pensar no sucesso da adaptacao, algumas questoes devem ser levadas em consideracao. Sabe-se que o impacto causado no individuo com perda auditiva e muito grande e permanece ate a fase reabilitativa, porem a percepcao do individuo quanto a deficiencia, assim como a predisposicao do paciente para a reabilitacao sao relevantes [8]. Dessa forma, os programas de reabilitacao auditiva abrangem a orientacao e o aconselhamento para o uso do AASI, alem do treinamento das habilidades auditivas e de leitura orofacial [20].

Partindo desse pressuposto, as orientacoes referentes ao manuseio e a utilizacao do ASSI, bem como o aconselhamento, sao fundamentais para o sucesso da adaptacao. Neste estudo, quase a metade dos participantes da amostra apresentou dificuldades no manuseio e limpeza do equipamento, melhorando seu desempenho ate o final do processo terapeutico.

Em relacao as sessoes de terapia, pesquisas recentes tem mostrado evidencias que o treinamento auditivo pode melhorar os processos auditivos, reorganizando o substrato neural, em funcao de mudancas na morfologia e desempenho auditivo apos estimulacao sonora [21]. A habilidade de deteccao, por exemplo, requer pequeno substrato neural no sistema auditivo e, por isso, o desempenho da maioria dos participantes foi satisfatorio (77,97%). Assim, o aumento da complexidade da tarefa requer maior exigencia do cerebro [22]. Neste estudo, o desempenho dos participantes nas habilidades de reconhecimento e discriminacao apresentou-se com maior grau de dificuldade quando comparado ao desempenho em deteccao.

Alem da perda auditiva, e possivel observar mudancas nas funcoes cognitivas que, no idoso, e caracterizada pela lentidao, sugerindo deficit na transmissao do processamento temporal 523 que pode ser definido como a percepcao do som ou a alteracao do mesmo dentro de um dominio de tempo [24]. Dessa forma, e importante salientar que as habilidades de reconhecimento e identificacao dos padroes auditivos sequenciais envolvem processos perceptivos e cognitivos, que podem se encontrar comprometidos em funcao do envelhecimento e da privacao auditiva, confirmando a compreensao como a habilidade mais afetada neste estudo.

As alteracoes da atividade neural do sistema auditivo resultam da combinacao idade e perda auditiva, sendo que a perda da capacidade de realizar processamento temporal de sons, associado ao envelhecimento, gera uma das principais queixas relatada pelo idoso: dificuldade de perceber a fala em ambientes competitivos ou escutar, mas nao entender [25]. Com o envelhecimento pode ocorrer o declinio na habilidade de ordenacao temporal que pode se encontrar relacionado a reducao da efetividade da comunicacao [26].

Obviamente, o numero de sessoes realizadas poderia ser maior para promover maior aclimatizacao, ou seja, recuperacao auditiva em novos usuarios de proteses auditivas, em que o quadro da privacao auditiva foi interrompido e, assim, promover melhora significante nas habilidades de fala apos um periodo de seis a 12 semanas de uso da amplificacao [26,27].

Em busca de respostas para questoes relacionadas as dificuldades no aconselhamento e nas sessoes de terapia, alguns testes de (PA) foram realizados, bem como, avaliacao cognitiva e EDG-15 para, posteriormente, verificar a associacao entre os dados.

Em relacao ao PA, no teste DD, que avalia a capacidade de processar a mensagem auditiva, apresentada em ambas as orelhas, e requer a integridade do corpo caloso, proporcionando a integracao inter-hemisferica 28, os resultados obtidos (59,52% [+ or -] 24,38) para a orelha direita e (66,54% [+ or -] 21,94) para a esquerda encontram-se fora do padrao de normalidade (93%), utilizado na pratica clinica para adultos sem perda auditiva. Alem disso, o elevado desvio padrao para ambas e indicativo da variabilidade das porcentagens de acerto, sugerindo alteracao das habilidades inter-hemisfericas, em alguns casos, esperada em individuos idosos 29.

No teste TPF, que avalia a percepcao dos padroes tonais e a nomeacao (habilidade inter-hemisferica), os resultados obtidos (68,51% [+ or -] 21,70) tambem se encontram fora do padrao de normalidade (76%). Dessa forma, os resultados mostram alteracao na habilidade de sequencializacao temporal 30, que envolve a memoria de curto prazo, tambem alterada em individuos idosos.

Em relacao aos resultados de ambos os testes, convem salientar a escassez de referencias de padronizacao para os testes de PA em pacientes idosos com perda auditiva. Por outro lado, ao utilizar tais referencias as alteracoes pertinentes ao envelhecimento como a reducao no desempenho das habilidades inter-hemisfericas e na memoria sequencial nao seriam consideradas no processo de selecao, indicacao e adaptacao de AASI. Alem disso, a associacao dos resultados dos testes de PA com ADAS-Cog e EDG ofereceriam maiores informacoes ao clinico.

Na avaliacao cognitiva--ADAS-Cog, os testes que apresentaram maiores escores, caracterizando alteracao, foram palavra evocada (4,39 [+ or -] 1,28) e reconhecimento de palavras (4,34 [+ or -] 3,27). Esses resultados tambem remetem a um comprometimento na memoria de curto prazo que corrobora com os achados do TPF, que avalia sequencializacao temporal. Essa habilidade refere-se ao processamento de dois ou mais estimulos auditivos na ordem em que eles ocorrem no tempo. Esse aspecto e muito investigado, devido a sua importancia na percepcao da fala [8]. Outro teste que apresentou alteracao significante foi o de compreensao (2,15 [+ or -] 1,12), de acordo com os resultados obtidos na terapia na habilidade de compreensao.

Dos 47 pacientes, 20 (42,56%) mostram algum indicativo de depressao. Estudos demonstram que esse constitui um dos diagnosticos mais comuns no idoso e, apesar disso, e pouco diagnosticado em funcao das doencas clinicas e particularidades do contexto social que contribuem para as dificuldades encontradas no diagnostico [31-34].

Para estabelecer a relacao entre PA, cognicao e depressao foram realizadas analises comparativas e de associacao que serao exploradas num segundo estudo, pois, acredita-se que tais variaveis devem ser consideradas em todo o processo de adaptacao. Outras pesquisas com delineamento semelhante sao necessarias para elucidar tal relacao. Alem disso, sugere-se a inclusao desses procedimentos na rotina audiologica, com o objetivo de auxiliar no processo de selecao e adaptacao dos AASI oferecidos a esta populacao.

* CONCLUSAO

Partindo do pressuposto que este estudo visou a estabelecer o perfil dos usuarios de AASI, atendidos no Centro de Saude Clelia Spinato Manfro, da Faculdade Nossa Senhora de Fatima, com vistas a relacao entre amplificacao, cognicao e PA, os resultados encontrados confirmam que a maioria dos pacientes e idosa, sendo que o genero masculino prevalece. Os aspectos mais citados na anamnese foram zumbido, tontura e exposicao ao ruido.

No que diz respeito ao aconselhamento, grande parte dos pacientes apresentou dificuldades, sendo esse um fator importante para o sucesso da adaptacao. Os resultados dos testes de PA e do ADAS-Cog confirmam os achados alterados em sequencializacao temporal e compreensao, implicando as dificuldades encontradas na reabilitacao auditiva. Alem disso, um grande numero de participantes apresentou indicios de depressao.

* REFERENCIAS

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http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462012005000098

RECEBIDO EM: 27/10/2011

ACEITO EM: 25/01/2012

Endereco para correspondencia:

Maria Ines Dornelles da Costa Ferreira Rua Luiz Afonso 158, Apto 702--Bairro Cidade Baixa Porto Alegre--RS--Brasil CEP: 90050-310

E-mail: costa.ferreira@terra.com.br

Sandra Nunes Alves Viacelli (1), Maria Ines Dornelles da Costa-Ferreira (2)

(1) Fonoaudiologa graduada pelo Curso de Fonoaudiologia da Faculdade Nossa Senhora de Fatima--Caxias do Sul, RS, Brasil.

(2) Fonoaudiologa; Docente da Faculdade Nossa Senhora de Fatima, Caxias do Sul, RS, Brasil e do Centro Universitario Metodista do Instituto Porto Alegre--IPA, Porto Alegre, RS, Brasil; Doutor em Linguistica aplicada pela Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Conflito de interesses: inexistente
Tabela 1--Ocorrencia dos principais aspectos relatados na anamnese

Aspectos               Presenca     Ausencia       Nao respondeu

                        n (%)        n (%)      (no. de individuos)

Zumbido               44 (74,58)   15 (25,42)
Tontura               30 (50,85)   29 (49,15)
Exposicao ao Ruido    31 (53,45)   27 (46,55)            1
Uso de EPI            7 (12,28)    50 (87,72)            2
Medicacao ototoxica    2 (3,51)    55 (96,49)            2
Diabetes              8 (13,56)    51 (86,44)

EPI--Equipamento de Protecao Individual

Tabela 2--Resultados das medidas de imitancia acustica por orelha

Curva/Reflexos                Orelha      Ausencia de
                             Direita       Dados (OD)

                              n (%)      no. de orelhas

Curva tipo A                32 (72,73)
Curva tipo B                 1 (2,27)          15
Curva tipo Ad               6 (13,64)
Curva tipo As               5 (11,36)
Reflexos Acusticos          5 (11,36)          15
  Ipsilaterais presentes
Reflexos Acusticos          39 (88,64)
  Ipsilaterais ausentes
Reflexos Acusticos          5 (11,36)
Contralaterais presentes
Reflexos Acusticos          39 (88,64)         15
  Contralaterais ausentes

Curva/Reflexos                Orelha      Ausencia de
                             Esquerda      Dados (OE)

                              n (%)      no. de orelhas

Curva tipo A                35 (81,40)
Curva tipo B                  0 (0)            16
Curva tipo Ad                4 (9,30)
Curva tipo As                4 (9,30)
Reflexos Acusticos          8 (19,05)          17
  Ipsilaterais presentes
Reflexos Acusticos          34 (80,95)
  Ipsilaterais ausentes
Reflexos Acusticos          6 (14,29)
Contralaterais presentes
Reflexos Acusticos          36 (85,71)         17
  Contralaterais ausentes

Tabela 3--Resultados referentes a audiometria tonal liminar

                                             Orelha       Orelha
                                            Direita      Esquerda

                                             n (%)        n (%)

               Neurossensorial             37 (63,79)   41 (69,49)
Tipo           Mista                       21 (36,21)   18 (30,51)
               Ausencia (no. de orelhas)       1
               Normal                       1 (1,72)     2 (3,39)
               Leve                        19 (32,76)   18 (30,51)
Grau           Moderado                    30 (51,72)   27 (45,76)
               Severo                      7 (12,07)    10 (16,95)
               Profundo                     1 (1,72)     2 (3,39)
               Ausencia (no. de orelhas)       1
               Descendente                 33 (56,90)
Configuracao   Plana                       17 (29,31)
               Outras                      8 (13,79)
               Ausencia (no. de orelhas)       1

Tabela 4--Distribuicao dos moldes auriculares em tipo,
material e modificacoes

                                     Orelha Direita Orelha
                                           Esquerda

                                      n (%)        n (%)

Tipo           Invisivel simples    48 (82,76)   49 (83,05)
               Concha               7 (12,07)    7 (11,86)
               Aberto                3 (5,17)     2 (3,39)
               Ausencia de dados        1            --
                 (no. de orelhas)
Material       Acrilico Rigido              55 (93,22)
               Silicone                      4 (6,78)
Modificacoes   Sim                          26 (44,07)
  Acusticas
(ventilacao)   Nao                          33 (55,93)

Tabela 5--Escores obtidos na bateria de testes ADAS-COG

Teste                            Media   D.P    Minimo   Maximo

Palavra Evocada                  4,39    1,28    2,33     7,33
Nomeacao de Objetos e Dedos      0,62    0,82     0        3
Comandos                         0,06    0,32     0        2
Praxia Construtiva               0,83    0,71     0        3
Praxia Ideativa                  0,11    0,37     0        2
Orientacao                       0,75    0,75     0        3
Teste de Reconhecimento de       3,27    3,27     0       12,6
  Palavra
Teste de Recordacao/Lembranca    0,85    0,85     0        5
Habilidade em Linguagem Falada   1,02    1,02     0        5
Dificuldade em achar Palavras    1,06    1,06     0        5
  na Fala espontanea
Compreensao                      1,12    1,12     1        5

Figura 1--Desempenho da terapia
fonoaudiologica para treinamento
auditivo

Leitura Orofacial
(LOF)
Muita dificuldade   17
Com Dificuldade     42

Compreensao
Muita dificuldade   23
Com Dificuldade     36

Identificacao
Muita dificuldade   19
Com Dificuldade     40

Discriminacao

Muita dificuldade   14
Com Dificuldade     1
Razoavel            44

Deteccao

Muita dificuldade   1
Com Dificuldade     8
Razoavel            4
satisfatorio        46

Note: Table made from bar graph.
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Author:Viacelli, Sandra Nunes Alves; Costa-Ferreira, Maria Ines Dornelles da
Publication:Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao
Article Type:Report
Date:Sep 1, 2013
Words:6608
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