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Production and fruit quality of blueberries under different pruning intensities/ Producao e qualidade de frutos de mirtileiros sob diferentes intensidades de poda.

INTRODUCAO

Apreciado pelo seu sabor exotico, propriedades nutricionais e medicinais, o mirtilo (Vaccinium ashei) tem se destacado nos ultimos anos por ser um fruto rico em antocianinas (CONNOR et al., 2002), componente que auxilia no combate aos radicais livres. Apresenta alta rentabilidade, porem um dos entraves na producao e a grande demanda de mao-de-obra, principalmente na poda e colheita, encarecendo o seu custo (NUNEZ, 2009).

No Brasil, o cultivo do mirtileiro e recente, necessitando de estudos especificos de manejo, nas diferentes condicoes edafoclimaticas, para os diversos grupos (Rabbiteye, Southern Highbush e Northern Highbush). Dentre estes estudos, a consolidacao do sistema adequado de poda e fundamental para o crescimento da cultura no pais.

A poda de frutificacao e realizada no periodo de repouso da planta e serve para diminuir a alternancia de producao, prevenindo a frutificacao excessiva. Desse modo, mantem-se o padrao em tamanho e qualidade dos frutos (LOCKWOOD, 1999; WILLIAMSON et al., 2004). A intensidade da poda de frutificacao determina como sera o crescimento vegetativo durante a primavera e verao e, quanto mais drastica, maior numero de ramos vegetativos e menor quantidade de frutos serao formados (ALBERT et al., 2010).

Devido a escassez de estudos referentes ao manejo de poda de mirtileiro especifico para as condicoes do Sul do Brasil, o setor produtivo utiliza informacoes nao validadas pela pesquisa nacional. Dessa forma, com intuito de estabelecer um criterio de poda adequado para plantas do grupo Rabbiteye, nas condicoes do Rio Grande do Sul, foi avaliado o efeito de diferentes intensidades de poda de frutificacao sobre a produtividade e a qualidade dos frutos de mirtileiros 'Briteblue' e 'Woodard'.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi realizado nos anos de 2010 e 2011, em pomar comercial, localizado no municipio de Pelotas-RS (31[degrees]33'S, 52[degrees]23'O; 110m de altitude), em plantas adultas dos genotipos Briteblue e Woodard, pertencentes ao grupo Rabbiteye. O solo do campo experimental e Argisolo vermelho-amarelo e, segundo classificacao de Koppen, a regiao de Pelotas apresenta clima do tipo Cfa, (C) clima temperado quente, (f) de chuvas bem distribuidas e (a) verao suave.

O pomar foi plantado no ano de 2003, em espacamento de 1,5m entre plantas e 4m entre linhas, totalizando 1.667 plantas [ha.sup.-1]. A adubacao foi realizada igualitariamente para todos os tratamentos, conforme as exigencias da cultura. O manejo das plantas daninhas foi realizado atraves de rocada nas entre linhas de plantio, enquanto que nas linhas foram realizadas capinas manuais. Quando houve estiagem, as plantas foram irrigadas atraves de gotejamento para evitar restricoes hidricas ao cultivo. As precipitacoes nos anos de 2010 e 2011 foram de 1.325 e 1.000mm, respectivamente.

No final da primeira quinzena de julho, durante o periodo de repouso das plantas, foi realizada aplicacao de calda sulfocalcica a 10% de concentracao, sendo desnecessaria a aplicacao de qualquer outro defensivo agricola. Durante os anos anteriores ao experimento, foram realizadas, pelo proprietario, podas de inverno e verao, visando a formacao e o equilibrio da vegetacao/producao da planta, sendo a poda verde realizada logo apos a colheita.

O experimento foi realizado em delineamento de blocos casualizados completos, em arranjo fatorial 2x4, com quatro repeticoes. Plantas dos genotipos Briteblue e Woodard foram submetidas a quatro intensidades de poda: drastica, moderada, leve e sem poda.

As podas foram praticadas em dois anos consecutivos, 2010 e 2011, sempre na primeira quinzena de agosto. No tratamento testemunha, nao foi realizada a poda de frutificacao, permanecendo todos os ramos, inclusive os secos que produziram no ultimo ciclo de producao. A Poda leve consistiu na retirada de aproximadamente 25% dos ramos da planta, incluindo os que produziram na ultima safra, mal posicionados, secos e extremamente finos. A Poda moderada consistiu na retirada de cerca de 50% dos ramos, deixando apenas aqueles com maior potencial produtivo (espessura acima de 8mm); foram eliminados ramos sem gema floral e hastes mais velhas, para promover a sua renovacao. A Poda drastica consistiu na realizacao de uma poda rigorosa, caracterizada pela retirada de aproximadamente 75% dos ramos, mantendo-se somente a estrutura principal da planta, ou seja, as hastes vindas de sua base; retiraram-se as mal localizadas no interior da planta e algumas foram podadas a 50cm do solo para estimular brotacoes mais baixas no intuito de facilitar a colheita.

Aos 112 dias apos a poda, iniciou-se a colheita dos frutos no estadio de maturacao completo, com coloracao violeta (em todo o fruto, inclusive na insercao do pedunculo) e presenca de pruina. As colheitas foram realizadas semanalmente e os frutos acondicionados em bandejas de plastico e, em seguida, levados ao Laboratorio de Fruticultura do Departamento de Fitotecnia, da Universidade Federal de Pelotas. Foram avaliados o numero de frutos colhidos por planta, a materia fresca dos frutos (MFF), o diametro medio dos frutos (DMF), o teor de solidos soluveis (SS), o pH e a acidez titulavel (AT). Tambem foi estimada a producao media por planta, a produtividade por area e producao de frutos por data de colheita.

A producao media por planta (kg) foi realizada atraves da pesagem dos frutos colhidos por parcela, divididos pelo numero de plantas (duas). Baseada na densidade de plantio de 1.667 plantas [ha.sup.-1], foi estimada a produtividade (t [ha.sup.-1]). A MFF foi avaliada em balanca de precisao, atraves da pesagem (g) de todos os frutos colhidos. Apos a pesagem e contagem, foi obtida, de maneira aleatoria, uma amostra de 100 frutos por repeticao, para a obtencao do DMF (mm), SS (%), pH e AT (meq 100[mL.sup.-1]). O DMF foi medido no seu sentido equatorial, atraves do uso de paquimetro digital. Os teores de SS foram determinados atraves de refratometro digital e os dados expressos em porcentagem (%). A determinacao do pH foi realizada em pHmetro digital e a AT por titulometria, sendo utilizados 10mL de suco, diluidos em 90mL de agua destilada e titulados com hidroxido de sodio a 0,1N ate pH 8,1.

Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade, Shapiro-Wilk. Realizouse analise de variancia e, quando significativas, as medias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Tukey, em nivel de 5% de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Nos dois anos de avaliacao, constatou-se que o mirtileiro 'Briteblue' apresentou maior producao por planta e produtividade por area, com excecao da poda drastica na primeira safra (Tabela 1). Com relacao ao tamanho dos frutos (diametro), foi constatada diferenca entre os genotipos apenas para os mirtileiros nao podados na segunda safra. A cultivar 'Woodard' apresentou menor materia fresca dos frutos nos dois anos de estudo. A maior producao de Briteblue se deve, provavelmente, as suas caracteristicas geneticas e de adaptabilidade, fato confirmado por ANTUNES et al. (2008) em estudos com as mesmas cultivares na regiao de Pelotas-RS. O mirtileiro Woodard apresentou menor pH na safra 2010/2011 e maior teor de AT nas duas safras (Tabela 2), atributos que tornam essa cultivar interessante para industrializacao, ja que os acidos organicos influenciam no sabor, odor, estabilidade e na manutencao de qualidade (RODRIGUES et al., 2007).

Nos dois anos de estudo, a menor materia fresca dos frutos de 'Briteblue' foi observada na testemunha, enquanto que, para 'Woodard', a testemunha foi inferior apenas a poda drastica (Tabela 1). Nas plantas em que nao foi realizada poda (testemunha), notou-se menor diametro dos frutos na safra 2011 para Woodard. De acordo com SPIERS et al. (2002) e NIEUWENHUIS (1993), a ausencia de poda resulta em frutos pequenos e alta producao, alem de baixo crescimento dos novos ramos, que serao responsaveis pela producao no ano seguinte. Alem disso, a grande quantidade de ramos no interior da planta e a presenca de ramos excessivamente altos e baixos dificultaram a colheita e comprometeram a arquitetura das plantas. STRIK et al. (2003), ao testar diferentes intensidades de poda, constataram que a eficiencia da colheita de plantas nao podadas foi reduzida em ate 51%, sendo que esta atividade e responsavel pelo maior custo em mao de obra no cultivo de mirtilo.

A medida que se realiza a poda de frutificacao, ha eliminacao de ramos e consequentemente gemas florais, deixando menor quantidade de frutos e favorecendo que esses alcancem maior tamanho (DAVIES, 1983). De acordo com BANADOS (2005), a poda drastica resulta em crescimento vegetativo excessivo e poucos frutos, causando desbalanco entre a porcao vegetativa e produtiva da planta. O maior crescimento vegetativo proporciona o surgimento de ramos mais vigorosos, capazes de produzir frutos maiores (JANSEN, 1997). As plantas podadas drasticamente produziram frutos mais agrupados e localizados nas extremidades dos ramos, facilitando a colheita. Esta caracteristica se deve a menor quantidade de gemas florais por planta, permitindo que estas produzam maior quantidade de flores por inflorescencia.

Para o mirtileiro 'Woodard', nao houve diferencas significativas entre os tratamentos, nos dois anos de experimento, tanto para a producao como para a produtividade. Em 'Briteblue', a producao media por planta e produtividade estimada por hectare tenderam a queda, conforme aumentava a intensidade de poda (Tabela 1). A maior producao obtida nas plantas nao podadas no primeiro ano nao se repetiu no segundo, quando as podadas de forma leve obtiveram producoes iguais estatisticamente. Segundo STRIK et al. (2003), a nao realizacao da poda pode ser uma opcao em curto prazo, mas tem efeitos indesejaveis em longo prazo, como a falta de renovacao de ramos e frutos de baixa qualidade. Para 'Briteblue', as plantas submetidas a poda drastica apresentaram producao abaixo dos demais tratamentos, demonstrando nao ser uma opcao viavel, a nao ser em plantas fracas, com pouca brotacao, nas quais esta modalidade pode ser realizada para rejuvenescer a planta, proporcionando o surgimento de ramificacoes novas. CORMACK & WAISTER (1977), em estudos com mirtileiros do grupo Highbush (Vaccinium corymbosun), afirmaram que a poda drastica, realizada consecutivamente por tres anos, nao proporcionou maior producao e tamanho dos frutos, mesmo estas apresentando maior estrutura e vigor das novas brotacoes.

Analisando-se os periodos de colheitas (Figura 1), nota-se uma maior precocidade de producao no mirtileiro Woodard, em que, de modo geral, a colheita tem inicio e termino com uma semana de antecedencia em relacao a Briteblue, nao havendo coincidencia no pico de producao, fator interessante para escalonar a colheita e melhorar o aproveitamento da mao-de-obra. Nas plantas de Woodard, independente dos tratamentos, o pico de colheita se localizou em meados do mes de dezembro, sendo que posteriormente a quantidade de frutos diminui ate o seu fim na primeira quinzena de janeiro. Em contrapartida, na cultivar 'Briteblue', o pico de colheita e mais pronunciado e se encontra no fim de dezembro e inicio de janeiro.

A figura 2 mostra a distribuicao da producao dos frutos de cada tratamento nas diferentes datas de colheita, quando as intensidades de poda interferiram quanto a distribuicao da colheita no tempo. Notase que, nas duas primeiras datas de colheita, a porcentagem de frutos colhidos das plantas que nao foram submetidas a poda (testemunha) foi inferior aos demais tratamentos. Em contrapartida, no terco final, esse tratamento se destacou, demonstrando que a intensidade de poda tem efeito sobre a antecipacao da colheita. Esses resultados corroboram STRIK et al. (2003) e NIEUWENHUIS (1993) em estudos com plantas do grupo Highbush. De acordo com estes autores e com os resultados observados neste trabalho, plantas nao podadas obtiveram menor porcentagem de producao nas primeiras colheitas, diferente do que ocorreu nas ultimas colheitas, quando houve maior concentracao da producao.

A pratica de poda teve pouca influencia sobre a qualidade dos frutos avaliados (Tabela 2), ja que o pH e o teor de solidos soluveis nao foram alterados nas avaliacoes. A acidez titulavel foi influenciada pela pratica da poda, mas, apenas no ciclo 2011/2012, sendo variavel, dependendo da cultivar. Ao contrario do que se imaginava, a intensidade de poda nao influenciou o teor de solidos soluveis, contrariando resultados encontrados por KUMAR et al. (2010) na cultura do pessegueiro, onde plantas podadas de forma rigorosa apresentaram maior teor de SS e AT, devido a maior insolacao na planta e menor quantidade de frutos. Frutos de mirtileiros 'Woodard' apresentaram maior acidez titulavel e menor pH na safra 2010/2011, quando comparado a 'Briteblue'.

A escolha da intensidade de poda pelo produtor deve priorizar os aspectos produtivos ou que facilite o manejo do pomar, levando-se em consideracao o vigor das plantas e o destino da producao. O maior tamanho de frutos e atributo essencial para mercado in natura, seja ele interno ou externo. Ja para o processamento industrial, a produtividade e o fator mais relevante, desde que os frutos tenham um tamanho aceitavel e que compense o custo da mao-de-obra na colheita.

CONCLUSAO

Para 'Briteblue', ha decrescimo de produtividade conforme se aumenta a intensidade de poda. Mirtileiros dessa cultivar sao mais produtivos e apresentam maior materia fresca de fruto do que 'Woodard'. Alem disso, para ambas as cultivares, a poda antecipa a colheita dos frutos.

Ha tendencia de aumento do tamanho dos frutos quanto maior a intensidade de poda, entretanto, essa nao influencia o teor de solidos soluveis dos frutos.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130211

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) e a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), pelas bolsas concedidas, e a empresa Frutplan, pela disponibilizacao do pomar e auxilio no estudo.

REFERENCIAS

ALBERT, T. et al. The effect of mulching and pruning on the vegetative growth and yield of the half-high blueberry. Agronomy Research, v.8, n.1, p.759-769, 2010. Disponivel em: <http:// agronomy.emu.ee/vol081/p8101.pdf>. Acesso em: 30 maio, 2012.

ANTUNES, L.E.C. et al. Fenologia, producao e qualidade de frutos de mirtilo. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.43, n.8, p. 1011-1015, 2008. Disponivel em: <http://www.scielo.br/ pdf/pab/v43n8/v43n8a09.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2012. doi: 10.1590/S0100-204X2008000800009.

BANADOS, P.O. Claves para la poda de arandanos. Revista Agronomia y Forestal UC, v.7, p.28-31, 2005. Disponivel em: <http://agronomia.uc.cl/index.php>. Acesso em: 01 nov. 2011.

CONNOR, A.M. et al. Changes in fruit antioxidant activity among blueberry cultivars during cold-temperature storage. Journal of Agricultural Food Chemistry, v.50, p.893-898, 2002. Disponivel em: <http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jf011212y>. Acesso em: 02 fev. 2012. doi: 10.1021/jf011212y.

CORMACK, M.R.; WAISTER, P.D. Some effects of variety, pruning and pH adjustments on the early development of high-bush blueberry plants in Scotland. Acta Horticulturae, v.61, p.6984, 1977. Disponivel em: <http://www.pubhort.org/actahort/ books/61/61_8.htm>. Acesso em: 12 out. 2012.

DAVIES, F. S. Pruning, yield and morphology of 3 rabbiteye blueberry cultivars in Florida. Proceedings of the Florida State Horticultural Society, v.96, p.192-195, 1983. Disponivel em: <http://www.fshs. org/Proceedings/Password%20Protected/1983%20Vol.%2096/192195%20(DAVIES).pdf>. Acesso em: 28 dez. 2011.

JANSEN, W.A.G.M. Pruning of highbush blueberries. Acta Horticulturae, v.446, p.333-335, 1997. Disponivel em:<http:// www.actahort.org/books/446/446_49.htm>. Acesso em: 03 mar. 2012.

KUMAR, M. et al. Effect of pruning intensity on peach yield and fruit quality. Scientia Horticulturae, v.125, p.218-221, 2010. Disponivel em: <http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/ S0304423810001391>. Acesso em: 01 fev. 2012. doi: 10.1016/j. scienta.2010.03.027.

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NUNEZ, E.E. Viabilidade economica da producao de mirtilo. 2009. 39f. Monografia (Especializacao em Agronegocio)--Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, SP.

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STRIK, B. et al. Pruning severity affects yield, berry weight, and hand harvest efficiency of highbush blueberry. Hortscience, v.38, n.2, p. 196-199, 2003. Disponivel em: <http://hortsci. ashspublications.org/content/38/2/196.full.pdf>. Acesso em: 07 jan. 2012.

WILLIAMSON, J.G. et al. Pruning blueberry plants in Florida, v.1, p.01-05, 2004. Disponivel em: <http://edis.ifas.ufl.edu/ pdffiles/HS/HS22300.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2012.

Andre Luiz Kulkamp de Souza (I) Robson Rodrigues Pereira (II) Samila Silva Camargo (II) Doralice Lobato de Oliveira Fisher (III) Marcia Wulff Schuch (II) Mateus da Silveira Pasa (IV) Juliano Dutra Schmitz (II)

(I) Empresa de Pesquisa Agropecuaria e Extensao Rural de Santa Catarina, Estacao Experimental de Videira, Rua Joao Zardo 1660, Bairro Campo Experimental, 89560-000, Videira, SC, Brasil. E-mail: andreluizks@yahoo.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Programa de Pos-graduacao em Agronomia, Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS, Brasil.

(III) Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), Pelotas, RS, Brasil.

(IV) Empresa de Pesquisa Agropecuaria e Extensao Rural de Santa Catarina, Estacao Experimental de Sao Joaquim, Sao Joaquim, SC, Brasil.

Recebido 18.02.13 Aprovado 19.05.14 Devolvido pelo autor 10.07.14 CR-2013-0211.R2

Tabela 1--Producao media por planta, produtividade estimada por
hectare, materia fresca e diametro dos frutos de mirtileiros
'Briteblue ' (BT) e 'Woodard' (WD), submetidos a diferentes
intensidades de poda de frutificacao. Pelotas--RS, 2013.

              Producao por planta (kg)   Produtividade (t [ha.sup.-1])

                BT             WD             BT             WD

                                        2010/2011

Test       14,8    aA     4,6     aB     24,6    aA     7,7     aB
Leve       7,8     bA     3,0     aB     13,0    bA     5,0     aB
Mod        7,5     bcA    2,4     aB     12,5    bcA    4,0     aB
Dras       2,9     cA     2,0     aA     4,8     cA     3,3     aA
CV (%)                    21,7                          21,7

                                        2011/2012

Test       10,1    aA     4,7     aB     16,8    aA     7,8     aB
Leve       8,4     aA     4,2     aB     14,0    aA     7,0     aB
Mod        5,3     bA     3,1     aB     8,8     bA     5,2     aB
Dras       4,6     bA     2,6     aB     7,7     bA     4,3     aB
CV (%)                    41,4                          41,4

             Materia fresca do fruto (g)      Diametro Fruto (mm)

                BT             WD             BT             WD

                                        2010/2011

Test       1,45    bA     1,27    bB     14,7    aA     14,4    bA
Leve       1,64    aA     1,43    abB    15,0    aA     14,9    abA
Mod        1,61    abA    1,41    abB    15,1    aA     14,7    abA
Dras       1,67    aA     1,46    aB     15,1    aA     15,1    aA
CV (%)                    5,2                           2,1

                                        2011/2012

Test       1,38    bA     1,26    bB     12,3    bA     11,8    bB
Leve       1,56    abA    1,40    abB    12,6    abA    12,8    aA
Mod        1,52    aA     1,39    abB    12,6    abA    12,7    aA
Dras       1,60    aA     1,44    aB     13,0    aA     12,6    aA
CV (%)                    5,8                           2,6

(1) Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna e maiuscula
na linha, nao diferem pelo teste de Tukey com nivel de significancia
de 5%. Test: testemunha; Mod: moderada; Dras: drastica.

Tabela 2--Acidez titulavel, pH e solidos soluveis de frutos de
mirtileiros 'Briteblue' (BT) e 'Woodard' (WD), submetidos a diferentes
intensidades de poda de frutificacao. Pelotas--RS, 2013.

                 Acidez Titulavel                   pH
               (meq 100[mL.sup.-1])

             BT                WD          BT                WD

                                      2010/2011

Test       8,3 aB           13,6 aA     2,73 aA           2,50 aB
Leve       8,6 aB           13,7 aA     2,72 aA           2,43 aB
Mod        8,8 aB           13,8 aA     2,74 aA           2,43 aB
Dras       8,8 aB           14 aA       2,72 aA           2,43 aB
CV (%)                3,9                           3,4

                                      2011/2012

Test      12,8 aA           10,8 bB     2,98 ns           2,78 ns
Leve      10,1 bB           13,3 abA    2,75 ns           2,78 ns
Mod       10,8 abB          13,6 abA    2,79 ns           2,81 ns
Dras      11,7 abB          13,8 aA      2,8 ns           2,8 ns
CV (%)                4,7                           1,4

               Solidos Soluveis (%)

             BT                WD

                    2010/2011

Test      12,3 aB           15,5 aA
Leve      12,4 aA           13,5 aA
Mod       12,3 aA           13,5 aA
Dras      12,6 aA           13,5 aA
CV (%)                5,9

                    2011/2012

Test      11,5 ns           12,2 ns
Leve      11,9 ns           11,5 ns
Mod       11,4 ns           11,1 ns
Dras      11,3 ns           11,0 ns
CV (%)                8,2

(1) Medias seguidas pela mesma letra minuscula na coluna e maiuscula
na linha nao diferem pelo teste de Tukey com nivel de significancia de
5%. * ns: nao significativo a 5% de probabilidade.

Test: testemunha; Mod: moderada; Dras: drastica.

Figura 2--Efeito da intensidade de poda de mirtileiros 'Briteblue'
e 'Woodard' na distribuicao da producao total, nas diferentes datas
de colheita, Pelotas-RS, 2013. Medias seguidas da mesma letra nao
diferem entre si pelo teste de Tukey, com nivel de signifi cancia
de 5%. Pelotas-RS, 2013.

Producao (%)

     Testemunha  Leve  Moderada  Drastica

1        b        ab     ab        a
2        b        a      a         a
3        a        a      a         a
4        a        a      a         a
5        a        b      b         b
6        a        a      a         a
7        a        b      b         b

Colheitas

Note: Table made from bar graph.
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Author:de Souza, Andre Luiz Kulkamp; Pereira, Robson Rodrigues; Camargo, Samila Silva; de Oliveira Fisher,
Publication:Ciencia Rural
Date:Dec 1, 2014
Words:3580
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