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Prevalence of risk factors for cardiovascular diseases among people with hypertension enrolled in a family health unit/Prevalencia de fatores de risco para doencas cardiovasculares em hipertensos cadastrados em unidade de saude da familia.

Introducao

As doencas cronicas nao-transmissiveis tem-se revelado como causa importante de morte no Brasil, principalmente na area urbana e nas classes menos favorecidas. Estes agravos apresentam inumeros fatores de risco, cujo controle pode contribuir para o declinio de sua mortalidade (PICCINI; VICTORA, 1994). Dentre as doencas cronicas naotransmissiveis estao as doencas do aparelho cardiovascular, entre as quais se destacam o infarto agudo do miocardio (IAM), o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiencia cardiaca congestiva (ICC) (CERVATO et al., 1997).

No Brasil, em 2005, as doencas cardiovasculares (DCV) foram responsaveis por 28,2% dos obitos, principal causa de morte no pais. As doencas cerebrovasculares e as doencas isquemicas do coracao se destacaram como as mais frequentes causas de mortalidade por DCV, com 31,7% e 29,9%, respectivamente (BRASIL, 2008a). Alem do impacto na mortalidade, as DCVs tem importancia na morbidade e utilizacao dos servicos de saude, representando 10,1% da morbidade hospitalar em 2007. A insuficiencia cardiaca (25,4%), as doencas isquemicas do coracao (18,4%), as doencas cerebrovasculares (16,8%) e as doencas hipertensivas (13,6%) se destacaram como as principais causas de morbidade hospitalar por DCV no mesmo ano (BRASIL, 2008b).

Esses dados reforcam a importancia do controle dos fatores de risco para DCV, exigindo a adocao de medidas de promocao e protecao a saude, alem do diagnostico precoce e tratamento adequado.

A expressao 'fatores de risco' refere-se a um conceito que vem ganhando importancia crescente no campo das patologias cardiovasculares. Aproximadamente 80% destes agravos podem ser justificados ou explicados pela presenca de fatores de risco intrinsecos (idade, sexo, hereditariedade) ou extrinsecos (dieta, tabagismo, sedentarismo), entre outros, que predispoem o individuo a maior risco de ocorrencia de DCV (PANSANI et al., 2005; SBC, 2007).

Segundo alguns autores, os fatores de risco cardiovasculares podem ser classificados em dois grupos: os nao-suscetiveis a modificacao, como hereditariedade, idade, raca e sexo, e os que podem ser modificados ou atenuados por mudancas nos habitos de vida e/ou por medicamentos, como hipertensao arterial, tabagismo, dislipidemias, diabetes, obesidade, sedentarismo, uso de anticoncepcionais e estresse (BLOCH et al., 2006; MAIA et al., 2007; TAVARES, 2000).

Quanto maior o numero de fatores de risco presentes ou associados, maior sera a morbimortalidade cardiovascular. Neste sentido, torna-se importante a identificacao de outros fatores de risco em populacoes com a presenca de fatores ja instalados, como a hipertensao arterial. Nestes pacientes hipertensos, alem do controle adequado dos niveis pressoricos, a identificacao e o controle dos demais fatores de risco cardiovasculares sao fundamentais para a prevencao de futuros eventos cardiovasculares.

Diante disso, este estudo propos-se a identificar a prevalencia de alguns fatores de risco que predispoem as doencas cardiovasculares em pacientes hipertensos da area de abrangencia de uma Unidade de Saude da Familia do municipio de Londrina, Estado do Parana.

Material e metodos

Trata-se de um estudo transversal, realizado de janeiro a julho de 2007 na area de abrangencia de uma Unidade de Saude da Familia (USF), situada na regiao Leste do municipio de Londrina, Norte do Parana. A unidade de saude conta com duas equipes de saude da familia (ESF), que cobrem a totalidade de sua area.

Segundo dados do Sistema de Informacao da Atencao Basica (SIAB), o numero de pessoas que faziam parte da area estudada era de 6.197, 64% das quais tinham idade igual ou superior a 20 anos (LONDRINA, 2006).

A populacao de estudo foi composta por hipertensos de 20 a 79 anos cadastrados na USF estudada. Para a identificacao dos hipertensos, foram utilizadas tres fontes de informacao da Unidade de Saude: o Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabeticos (Hiperdia), o Sistema de Informacao da Atencao Basica (SIAB) e as fichas de aprazamentos (usadas, em Londrina, para registro do comparecimento e agendamento dos retornos dos hipertensos). Diante da possibilidade de a relacao estar desatualizada, seja por obito ou por mudanca de endereco para area de abrangencia pertencente a outras unidades de saude, procedeu-se a revisao da situacao dos hipertensos nao-presentes simultaneamente nas tres fontes de informacao, previamente a definicao da amostra, por meio de consulta a prontuarios, visitas domiciliares e obtencao de informacoes com os agentes comunitarios de saude da USF. A partir desta verificacao, 695 hipertensos foram considerados aptos a constituir a populacao de estudo. Os parametros utilizados para calculo da amostra foram: erro de 3,5%, nivel de confianca de 95% e estimativa de prevalencia de 50%, resultando em um minimo de 369 hipertensos a serem entrevistados, aos quais foram acrescentados 20% para suprir possiveis perdas ou exclusoes, totalizando 442 a compor a amostra final. Apos este processo, visando garantir proporcionalidade, a lista com os 695 hipertensos foi ordenada por sexo e faixa etaria no Excel[R], e selecionada a amostra de modo aleatorio e sistematico.

A coleta de dados foi realizada por meio da aplicacao de um formulario no domicilio do paciente, por entrevistadores devidamente treinados. O formulario continha perguntas referentes a aspectos socioeconomicos e demograficos, estilo de vida, condicao de saude e historico familiar de doencas. Foram realizadas ate cinco visitas, em dias e horarios alternados, buscando reduzir as perdas.

Os fatores de risco analisados neste estudo foram: tabagismo atual (fuma atualmente ou parou ha 12 meses ou menos) ou ex-tabagismo (parou ha mais de um ano), ausencia de pratica ou pratica de atividade fisica irregularmente, referencia de diabetes e colesterol elevado, consumo regular de bebidas alcoolicas (tres vezes ou mais na semana) e historia familiar (pais ou irmaos) de acidente vascular cerebral ou de infarto agudo do miocardio, considerados apenas se ocorridos antes dos 55 anos para os homens e 65 para as mulheres (SBC, 2007). Investigou-se, tambem, a restricao a consumo de alimentos de risco (gorduras, sal, temperos industrializados) e o consumo de alimentos de protecao (frutas, hortalicas, legumes e peixes) a eventos cardiovasculares. As variaveis socioeconomicas e demograficas foram: sexo, idade, estado civil, raca/cor e classe economica, segundo classificacao da Associacao Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP, 2008). As classes economicas, segundo ordem decrescente de poder aquisitivo das familias, foram categorizadas em: classe A (de 25 a 34 pontos), classe B (de 17 a 24 pontos), classe C (de 11 a 16 pontos), classe D (de 6 a 10 pontos) e classe E (de 0 a 5 pontos).

Considerou-se atividade fisica regular a realizacao de exercicios como caminhada, corrida, ciclismo, danca, natacao, hidroginastica, com frequencia minima de tres vezes na semana e duracao minima de 30 min. cada sessao, conforme recomendacoes das V Diretrizes Brasileiras de Hipertensao Arterial (SBC, 2007). Os pacientes que nao se enquadravam nessas caracteristicas foram considerados praticantes de atividade fisica irregularmente ou nao-praticantes de atividade fisica.

O processamento dos dados obtidos na amostra ocorreu por meio de dupla digitacao em banco de dados criado no programa Epidata 3.1. Apos a comparacao dos dados e correcao dos discrepantes, estes foram tabulados com o programa Epi info versao 3.3.2, verificando-se as frequencias das variaveis estudadas, por sexo. As associacoes entre os fatores analisados e o sexo foram realizadas utilizando o teste Qui-quadrado ou o teste exato de Fisher.

O estudo obedeceu as disposicoes da Resolucao 196/96 do Conselho Nacional de Saude (CNS), aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sob o Parecer 286/06. Aqueles pacientes que apresentaram, alem da hipertensao, outros fatores de risco para doencas cardiovasculares foram orientados quanto a importancia de controlar estes fatores, bem como sobre suas possiveis complicacoes.

Resultados

Dos 442 hipertensos selecionados, houve 52 exclusoes: uma por idade nao-condizente com a da populacao-alvo, 33 por mudanca de endereco para areas de outras USF, seis por obito e 12 por informacao do paciente de inexistencia de historico de hipertensao arterial, confirmada apos consulta ao prontuario medico. Dos 390 pacientes restantes, houve cinco perdas, sendo uma por recusa do paciente e quatro que nao foram localizados, totalizando 385 (98,7%) entrevistados.

Entre os entrevistados, 62,6% eram do sexo feminino e 37,4% do masculino; a idade variou entre 22 e 79 anos, com idade media de 58,9 anos. As caracteristicas socioeconomicas e demograficas sao representadas na Tabela 1. A maioria dos entrevistados (86,8%) tinha, no maximo, oito anos de estudo. Verificou-se que 63,1% dos entrevistados eram casados, 47,8% se declararam da raca branca e 89,6% foram classificados como pertencentes as classes economicas C, D ou E.

A prevalencia dos fatores de risco identificados pode ser verificada na Tabela 2. A prevalencia de diabetes autorreferida (22,9%) apareceu na amostra com valores semelhantes para homens e mulheres: 23,6 e 22,4%, respectivamente. As prevalencias de tabagismo atual (16,9%) e de ex-tabagismo (26,7%), porem, foram maiores em homens, 19,4 e 36,1%, respectivamente, em relacao as mulheres (15,3 e 21,2%, respectivamente, para as mesmas categorias).

A ausencia de qualquer modalidade de atividade fisica foi referida por 70,4% dos entrevistados, caracteristica que se mostrou altamente prevalente em ambos os sexos: 62,5% do sexo masculino e 75,1% do feminino. A realizacao de atividade fisica irregularmente foi referida por apenas 11,9% dos hipertensos analisados.

Em relacao a historia familiar de DCV, encontrou-se prevalencia total de 30,9% da amostra, com valores semelhantes, 31,9 e 30,3%, para homens e mulheres, respectivamente. O consumo regular de bebidas alcoolicas foi relatado por apenas 5,5% dos entrevistados, em maior proporcao pelos homens (13,2%).

O habito de consumo de alimentos de risco a saude, como o uso excessivo de sal e gorduras, tambem foi avaliado. A referencia de diminuicao ou restricao de alguns alimentos para o controle da pressao arterial esteve presente em 69,1% da amostra. O sal foi o item mais mencionado quanto a restricao ou diminuicao. Apenas 3,6% dos hipertensos referiram consumir alimentos de protecao a eventos cardiovasculares, como hortalicas, frutas, legumes e peixes.

Discussao

Os resultados demonstraram a presenca, com prevalencias variaveis, de outros fatores de risco cardiovasculares, alem da propria hipertensao, e reforcam a necessidade de uma intervencao eficaz com o objetivo de minimizar as complicacoes cardiovasculares neste grupo de hipertensos.

Neste estudo, a inatividade fisica foi o fator de risco mais prevalente, e mais frequente entre as mulheres, situacao tambem identificada em outras investigacoes (PESSUTO; CARVALHO, 1998; STURMER et al., 2006). Em inquerito domiciliar realizado no municipio de Salvador (BA), 60,4% dos homens e 82,7% das mulheres foram considerados sedentarios (PITANGA; LESSA, 2005), com valores semelhantes aos apresentados neste trabalho.

A inatividade fisica e hoje reconhecida como um importante fator de risco para o desenvolvimento das DCVs, pelo seu efeito nocivo, especialmente na resistencia a insulina, hiperglicemia e dislipidemias, alem de agravar a morbimortalidade em individuos com excesso de peso (GOMES et al., 2001; PEIXOTO et al., 2007; RIQUE et al., 2002). Estudo realizado com idosas portadoras de hipertensao arterial identificou reducao significativa dos valores da pressao arterial diastolica (PAD) apos 10 min. de uma sessao de exercicios (KRINSKI et al., 2008), indicando sua importancia para o controle da hipertensao.

As dislipidemias tambem representam aumento de risco para os individuos hipertensos (MARCOPITO et al., 2005). Gus et al. (2004) observaram prevalencias de hipercolesterolemia em 38,4% de pacientes hipertensos, valor superior ao referido pelos individuos da presente investigacao (28,6%). Deve-se salientar que, no presente estudo, a informacao sobre colesterol elevado foi autorreferida, podendo subestimar o diagnostico das dislipidemias.

Quanto a prevalencia de diabetes autorreferida (22,9%), a populacao apresentou-se com valores bem proximos entre homens e mulheres, 23,6% e 22,4%, respectivamente. Estudo de base populacional realizado no Rio Grande do Sul encontrou prevalencia de diabetes (glicemia de jejum [greater than or equal to] 126 mg [dL.sup.-1]) em 9,6% dos hipertensos, valor inferior ao da presente investigacao (GUS et al., 2004). No entanto, naquela pesquisa, a amostra apresentava menor media de idade (43,4 anos) quando comparada a apresentada pelos hipertensos deste estudo (58,9 anos). A diabetes, como o colesterol, tambem aumenta o risco de doencas do aparelho circulatorio (MARCOPITO et al., 2005) e, por isso, individuos com estas condicoes merecem atencao especial dos profissionais e servicos de saude.

Visando ao controle da hipertensao, a diminuicao do consumo de sal na dieta foi a acao relativa ao consumo de alimentos mais mencionada pelos entrevistados. Outros autores analisaram o controle da ingestao de sal por hipertensos e obtiveram resultados semelhantes. Pessuto e Carvalho (1998) observaram que 85,7% dos hipertensos acreditavam que o sal interfere na elevacao da pressao arterial e 74,3% deles referiram uso de pouco sal na alimentacao. Deve-se destacar que sua restricao e importante, pois individuos com dieta reduzida de sal tendem a apresentar reducao da pressao arterial e de complicacoes cardiovasculares (MOLINA et al., 2003; SBC, 2007).

O consumo regular de alimentos protetores, como frutas, verduras e peixes, foi referido por uma infima parcela dos entrevistados (3,6%). Segundo Alves e Nunes (2006), na abordagem do paciente hipertenso, em geral, a recomendacao quando a dieta se restringe a reducao do consumo de sal e gorduras, nao contemplando o consumo de alimentos protetores. Isto pode indicar que as questoes relativas a alimentacao ainda nao sao abordadas adequadamente pelos servicos de saude, especialmente pelos medicos. Ha de se salientar, ainda, que a amostra estudada foi composta principalmente por pessoas de baixo poder aquisitivo, em sua maioria classificadas nas classes economicas C, D ou E, e que a aquisicao e conservacao de determinados alimentos de protecao podem ser de dificil execucao.

Outro aspecto de estilo de vida estudado foi o uso regular de bebidas alcoolicas, neste estudo com prevalencia de 5,5%, sendo mais frequente entre homens. Segundo a literatura, o aumento das taxas de alcool no sangue eleva a pressao arterial lenta e progressivamente, na proporcao de 2 mm Hg para cada 30 mL de alcool etilico ingeridos diariamente (MION JUNIOR et al., 2001). Souza et al. (2007) observaram que as pessoas que apresentavam habito de consumo de bebidas alcoolicas, diario ou semanal, tendiam a apresentar maiores niveis pressoricos que individuos sem o habito. Este comportamento, portanto, deve ser investigado e, em caso de deteccao de abuso, adequadamente abordado no controle da hipertensao.

Quanto ao habito de fumar, a prevalencia de tabagismo atual apresentou-se semelhante a outros estudos realizados no Brasil (PESSUTO; CARVALHO, 1998; TRINDADE et al., 1998). O tabagismo e um reconhecido fator de risco para doencas cardiovasculares (ALVES; WAJNGARTEN, 2005), e seu combate deve fazer parte das estrategias de acao dos servicos de saude.

Embora os antecedentes familiares de DCV constituam um fator de risco nao-modificavel, aqui presente em 30,9% da amostra, a identificacao deste fator e de grande importancia para intensificar a observacao destes pacientes quanto ao risco de doencas cardiovasculares.

Conclusao

Este estudo identificou a presenca de outros fatores de risco cardiovasculares em individuos hipertensos, tanto os relacionados a nao-adesao ao estilo de vida saudavel, como a ausencia de pratica regular de atividade fisica e inadequacoes da dieta, quanto tambem a presenca de dislipidemias e diabetes.

Os fatores identificados neste estudo estao consagrados na literatura como indicadores de risco para o desenvolvimento de DCV. Sua prevalencia varia em magnitude conforme a populacao estudada, sendo, portanto, fundamental o estudo desses fatores para este grupo de alto risco cardiovascular, que sao os hipertensos.

De acordo com os dados levantados neste trabalho, entende-se que ha necessidade de organizar atendimento a essa populacao, no sentido de fortalecer a importancia de mudancas nos estilos de vida. Acredita-se que a educacao da populacao portadora de hipertensao arterial seja o melhor caminho para o alcance desses objetivos. Dessa forma, o manejo adequado de medidas educativas e preventivas e fundamental para reduzir as prevalencias observadas, a fim de proporcionar maior qualidade de vida e reducao de eventos cardiovasculares futuros.

DOI: 10.4025/actascihealthsci.v31i1.4492

Received on July 18, 2008.

Accepted on October 14, 2008.

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Edmarlon Girotto (1) *, Selma Maffei de Andrade (1), Marcos Aparecido Sarria Cabrera (2) e Eliane das Gracas Ridao (3)

(1) Departamento de Saude Coletiva, Centro de Ciencias da Saude, Universidade Estadual de Londrina, Rod. Celso Garcia Cid, PR 445, Km 380, 86051-990, Londrina, Parana , Brasil. (2) Departamento de Clinica Medica, Centro de Ciencias da Saude, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Parana, Brasil. (3) Curso de Enfermagem, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Parana, Brasil.* Autor para correspondencia. E-mail: eddieuel@yahoo.com.br
Tabela 1. Caracterizacao socioeconomica e demografica dos
pacientes hipertensos entrevistados segundo sexo, Londrina,
Estado do Parana, 2007.

                               Sexo

Variaveis              Masculino    Feminino      Total
                       (n = 144)    (n = 241)   (n = 385)

                        N      %    n     %      n     %

Estado Civil
  Casado/Amasiado      114   79,1  129   53,5   246   3,1
  Viuvo                  4    2,8   71   29,5   751   9,5
  Solteiro/ separado    26   18,1   41   17,0   671   7,4
Escolaridade
  8 anos ou menos      119   82,6  215   89,2   338   6,8
  9 anos ou mais        25   17,4   26   10,8   511   3,2
Idade
  20-39 anos            11    7,7   12    5,0    23   6,0
  40-59 anos            55   38,2  117   48,5   174   4,7
  60-69 anos            47   32,6   59   24,5   102   7,5
  70-79 anos            31   21,5   53   22,0   842   1,8
Cor/Raca
  Branca                77   53,5  107   44,4   184   7,8
  Preta ou Parda        64   44,4  129   53,5   195   0,1
  Outros                 3    2,1    5    2,1     8   2,0
Classe Economica
  A ou B                21   14,6   19    7,9   401   0,4
  C                     74   51,4   94   39,0   164   3,6
  D ou E                49   34,0  128   53,1    74   6,0

Tabela 2. Prevalencia de fatores de risco para doencas
cardiovasculares entre pacientes hipertensos segundo sexo,
Londrina, Estado do Parana, 2007.

                                               Sexo

                                        Masculino   Feminino

Variaveis
                                        (n = 114)   (n = 241)

                                        N     %      N     %

Colesterol elevado autorreferido        34   23,6    76   31,5
Tabagismo atual                         28   19,4    37   15,4
Ex-fumante                              52   36,1    51   21,2
Diabetes autorreferida                  34   23,6    54   22,4
Ausencia de atividade fisica            90   62,5   181   75,1
Pratica irregular de atividade fisica   21   14,6    25   10,4
Historia familiar de AVC e infarto      46   31,9    73   30,3
Consumo regular de bebidas alcoolicas   19   13,2     2    0,8

                                          Total
Variaveis
                                        (n = 385)    p

                                         N     %

Colesterol elevado autorreferido        110   28,6   ns
Tabagismo atual                          65   16,9   ns
Ex-fumante                              103   26,8    *
Diabetes autorreferida                   88   22,9   ns
Ausencia de atividade fisica            271   70,4    *
Pratica irregular de atividade fisica    46   11,9   ns
Historia familiar de AVC e infarto      119   30,9   ns
Consumo regular de bebidas alcoolicas    21    5,5   **

ns: nao-significativo; p < 0,05;  p < 0,001.
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Girotto, Edmarlon; de Andrade, Selma Maffei; Cabrera, Marcos Aparecido Sarria; Ridao, Eliane das Gra
Publication:Acta Scientiarum Health Sciences (UEM)
Article Type:Perspectiva general de la enferm
Date:Jan 1, 2009
Words:3937
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