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Prevalence of non-nutritive sucking habits in preschoolers and parents' perception of its relationship with malocclusions/Prevalencia de habitos de succao nao nutritivos em pre-escolares e a percepcao dos pais sobre sua relacao com maloclusoes.

Introducao

Desde a vida intrauterina, o bebe apresenta o reflexo natural de succao nao nutritiva, por meio das maos e dedos (1). Essas acoes podem ser visualizadas em registros ultra-sonograficos fetais a partir da vigesima semana de gestacao (2), sendo que ao nascer o bebe apresenta a funcao de succao completamente desenvolvida (3).

A succao nao nutritiva proporciona a crianca sensacoes de bem-estar, prazer emocional, protecao (4), conforto (5) e satisfacao, suprindo suas carencias afetivas e psicologicas (6), podendo vir a se tornar um habito apos o nascimento, pois muitas vezes a crianca atinge a sensacao de plenitude alimentar, mas nao supre suas necessidades emocionais (7). Em especial, a succao de chupeta destaca-se pela alta prevalencia (8,9), sendo um dispositivo amplamente utilizado por criancas em todo o mundo e que apresenta forte carater cultural (10,11).

O habito pode provocar maloclusoes (6,12-14), sendo que a resistencia dento-alveolar, o padrao dento-facial da crianca e os fatores ligados ao proprio habito de succao (Triade de Graber) vao determinar a ocorrencia, o tipo e a gravidade das alteracoes oclusais, faciais e musculares. A Triade e constituida pela intensidade, que e a forca aplicada durante o habito; pela frequencia, que corresponde ao numero de vezes que o habito e executado; e pela duracao, que e o periodo de tempo na qual o habito e praticado (15).

A relacao entre habitos de succao nao nutritivos e anormalidades dento-faciais e relatada por varios autores (6,12-14); entretanto, sao raros os estudos que procuraram verificar a percepcao dos pais/responsaveis das criancas sobre essa relacao. Nesse contexto e partindo do pressuposto de que o conhecimento dos pais pode interferir categoricamente na frequencia e na duracao da pratica dos habitos nao nutritivos de seus filhos, objetivou-se verificar a prevalencia de habitos de succao em pre-escolares e a percepcao dos pais sobre a relacao com a ocorrencia de maloclusoes.

Metodologia

Tipo de estudo

Trata-se de um estudo epidemiologico, transversal e descritivo; aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) da Faculdade de Odontologia de Aracatuba (UNESP).

No inicio, o pesquisador responsavel pela coleta de dados dirigiu-se as escolas com o objetivo de explicitar a finalidade da pesquisa, os procedimentos adotados e o posterior uso dos dados coletados, a fim de obter as autorizacoes dos diretores para realiza-la.

Amostragem

Conforme dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educacao, no periodo do estudo existiam 4325 pre-escolares com idades de 4 meses a 6 anos de idade, de ambos os sexos, regularmente matriculados nas 36 Escolas Municipais de Educacao Basica (EMEB) do municipio de Aracatuba (SP).

Dividiu-se o mapa da cidade em cinco setores, sendo um central e quatro perifericos com o proposito de obter uma amostra representativa de pais ou responsaveis de criancas com diferentes caracteristicas socioeconomicas. Selecionouse por sorteio uma escola em cada setor da cidade. Nas tres regioes que possuiam populacoes maiores foram sorteadas mais uma escola em cada, no final totalizando oito escolas.

O dimensionamento da amostra foi calculado utilizando-se o metodo probabilistico, considerando-se a populacao finita, variaveis nominais e nivel de confianca de 5% (16). O numero estimado inicialmente para compor a amostra foi de 353 pais ou responsaveis de pre-escolares matriculados em uma das oito escolas.

Devido a possiveis perdas foram aplicados 424 questionarios, o que corresponde a um acrescimo de 20% do total inicialmente estimado. Em cada escola, o tamanho da amostra foi obtido por meio do metodo da Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). Esse metodo permite que a proporcionalidade existente entre as escolas seja respeitada.

Os pais/responsaveis pelas criancas com idade superior a 6 anos, ou portadoras de fendas labio-palatinas foram excluidos da amostra. Tambem nao participaram do estudo os responsaveis que nao assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Metodo de Coleta de Dados

A coleta dos dados foi realizada atraves de entrevistas, nos dias de reunioes de pais e mestres, com perguntas estruturadas e semiestruturadas sobre a presenca de habitos bucais nao nutritivos nas criancas e o conhecimento dos pais sobre a relacao desses habitos com a ocorrencia de maloclusoes. Realizou-se pre-teste com o objetivo de adequar o questionario antes de sua utilizacao definitiva. Para isso, foi aplicado a 36 pais ou responsaveis de pre-escolares matriculados em uma escola nao participante do estudo, representando 10% da populacao escolhida.

Analise Estatistica

Os dados coletados foram tabulados por meio do programa Bioestat, versao 5.0 (17), analisados estatisticamente por meio dos Testes Quiquadrado e Exato de Fischer, com nivel de significancia de 5% e apresentados em frequencias absolutas e percentuais. Utilizou-se o metodo da Analise de Conteudo proposta por Bardin (18) para a analise das questoes abertas.

Resultados e discussao

No Brasil, segundo o ultimo levantamento epidemiologico realizado em nivel nacional, a maloclusao figura-se entre os principais problemas de saude bucal (19). A sua relacao com habitos de succao nao nutritivos ja foi estabelecida em outros estudos (13,14,20).

Neste estudo, a taxa de resposta foi de 355 (83,7%) questionarios, numero acima do estimado inicialmente para compor uma amostra representativa de pais/responsaveis de pre-escolares do municipio estudado. Dentre os participantes da pesquisa, 179 (50,4%) eram do sexo masculino.

Verificou-se que a maioria das criancas apresentava um ou mais habitos bucais deleterios 248 (69,9%), sendo a succao de chupeta o mais frequente 252 (44,8%), seguido pelos habitos de roncar, chupar os dedos e ranger os dentes; concordando com outros estudos onde esse habito tambem se mostrou como o de maior prevalencia (9,21) (Tabela 1).

A chupeta e um dispositivo de preco reduzido, acessivel a maioria da populacao (22) e que possui uma associacao simbolica com a figura do recem-nascido. Tradicionalmente apresenta-se como um dos itens do enxoval do bebe (11), constatacao observada no presente estudo, onde em aproximadamente 50% dos enxovais das criancas a chupeta estava presente.

Em relacao a oferta deste artefato a crianca, 233 (65,6%) pais ou responsaveis relataram que ja haviam oferecido chupeta a crianca (Tabela 2); entretanto, cabe ressaltar que nem todas as criancas para as quais a chupeta e oferecida desenvolvem o habito de succao. E de conhecimento popular que as criancas que usam chupeta sao mais calmas, choram menos e dormem mais facilmente, servindo esse artefato como calmante e consolo para o bebe11. Essas evidencias corroboram os resultados deste estudo, onde 131 (56,2%) pais ou responsaveis pelas criancas afirmaram que o principal motivo da oferta da chupeta era para acalmar a crianca ou faze-la parar de chorar. Quanto a frequencia de uso, 47 (42,7%) criancas usavam-na por mais de 6 horas diarias. Evidencias clinicas e experimentais sugerem que na crianca que realiza a succao por um periodo de quatro a seis horas diarias, havera uma movimentacao dental significativa (23,24).

A pratica de amarrar ou pendurar a chupeta ao redor do pescoco, ou na roupa da crianca com fita, corrente ou fralda foi relatada por 17 (15%) pais ou responsaveis. Essa atitude nao deve ser adotada pelos pais, pois permite que a chupeta esteja sempre a disposicao da crianca reforcando o habito, alem de haver a possibilidade de acidentes, como o estrangulamento da mesma (25). Obrigatoriamente, todas as embalagens desses dispositivos devem conter a recomendacao de nao colocar lacos ou fitas para prender a chupeta ao pescoco, de acordo com a Norma Brasileira (NBR) 10334 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) (26).

Quanto a percepcao dos pais/responsaveis pelas criancas sobre a relacao dos habitos de succao nao nutritivos com a ocorrencia de maloclusoes, a grande maioria, 303 pais (97,1%), acreditava que os habitos de succao nao nutritiva poderiam causar prejuizo aos dentes das criancas, sendo que desses 150 (42,25%) relataram que conheciam os possiveis danos. Os mais citados foram dentes tortos 87 (58%), problemas na fala 10 (6,7%), ma formacao da arcada dentaria 9 (6%), palato profundo 7 (4,6%), entre outros. A carie dentaria tambem foi mencionada, mas essa do enca infecto-contagiosa nao e causada diretamente pelos habitos; o risco dessa doenca podera ser aumentado quando acrescenta-se algum tipo de substancia doce a chupeta da crianca. Verificouse no presente estudo que a maior parte dos pais das criancas 96 (84,5%) afirmou que nao realizavam essa acao, corroborando a recomendacao da American Dental Association (ADA) (27).

Quanto a tentativa de remocao do habito de succao, 84 (33,3%) pais/responsaveis das criancas que apresentavam algum habito deleterio, relataram que ja haviam efetuado essa acao. A conversa com a crianca solicitando que ela abandonasse o habito de succao de dedo ou chupeta devido a idade ou explicando a possibilidade da ocorrencia de problemas bucais foi o metodo empregado com maior frequencia 54 (21,4%); seguido pela oferta de presente ou recompensa em troca do abandono do habito 17 (6,7%), a procura pelo dentista para instalacao de aparelho que impedia a realizacao do habito 8 (3,2%); o uso de pimenta ou substancia amarga na chupeta ou dedo da crianca 8 (3,2%); alem de outras formas de tentativa de remocao do habito 8 (3,2%). Em 39 (15,5%) dos casos as criancas abandonaram o habito por si mesmas ou por sentirem vergonha dos amigos. Normalmente, ha a diminuicao da frequencia dos habitos com aumento da idade; entretanto, caso a crianca nao pare por iniciativa propria, os pais devem desestimula-la entre o terceiro e o quarto anos de vida (20,27). No geral, as ameacas ou medidas punitivas nao apresentam resultado positivo na tentativa de motivacao da crianca em deixar o habito (23).

No presente trabalho, verificou-se que 74 (59,1%) pais/responsaveis removeram o habito de succao de chupeta da crianca de forma abrupta, e 10 (12,5%) relataram que as criancas ficaram mais agitadas apos pararem com o habito. O habito de succao esta relacionado a fatores emocionais; por essa razao, sua remocao deve ocorrer de forma gradativa pela possibilidade do desenvolvimento de habitos ainda mais deleterios ou alteracoes no comportamento das criancas (28).

A succao alem de satisfazer a necessidade nutritiva da crianca, apresenta um aspecto emocional importante, fazendo com que a mesma muitas vezes recorra a chupeta, dedo ou artefatos para suprir suas necessidades emocionais (25). Os pais/responsaveis ofertam a chupeta as criancas mesmo tendo o conhecimento da possibilidade de ocorrer maloclusoes. Achado este fundamentado na associacao estatisticamente significativa entre a oferta da chupeta a crianca e o conhecimento sobre a relacao entre a presenca de habi tos nao nutritivos e a ocorrencia de maloclusao (p < 0,0001 e Qui-quadrado = 60,123).

E logico entender que nao basta os profissionais de saude solicitarem aos pais que a chupeta nao seja usada. Deverao ser fornecidas orientacoes objetivando a conscientizacao sobre a importancia do aleitamento materno nao so para o nao desenvolvimento dos habitos de succao nao nutritiva (29), mas tambem para a prevencao de doencas sistemicas (9,29-32). Outro aspecto importante e que segundo estudos (1,6) a chupeta tem um papel importante na succao, entretanto deve apresentar caracteristicas que diminuam os efeitos maleficos na oclusao, como por exemplo ter o bico ortodontico que melhor se ajusta ao palato.

Os pais devem considerar a origem do habito de succao, tentando diagnosticar, minimizar ou corrigir as causas de desconforto, medo e ansiedade da crianca, pois quando o habito perdura por um tempo prolongado, em muitos casos, existe falta de relacionamento materno-infantil. Com a idade, ha a tendencia natural de diminuir a frequencia da pratica do habito, usualmente pela vergonha da acao. Na persistencia, o habito devera ser gradativamente removido, com a ajuda de um psicologo; e/ou um dentista que indique um aparelho ortodontico, dificultando a crianca de pratica-lo (27).

A transmissao dessas informacoes, de forma clara e motivadora para a populacao, precisa ser realizada por profissionais da saude de diferentes areas de atuacao, como medicos, cirurgioesdentistas, enfermeiros, fonoaudiologos e nutricionistas com o proposito de conscientizar os pais sobre as questoes referentes a saude bucal das criancas, principalmente quanto aos habitos de succao nao nutritivos (31). Idealmente, essas informacoes deveriam ser transmitidas as futuras maes durante as consultas do pre-natal (33).

Consideracoes finais

Os dados do presente estudo revelam alta prevalencia de criancas em idade pre-escolar que apresentam habitos de succao nao nutritiva, destacando-se o uso da chupeta. Apesar da maioria dos pais saber que a succao de chupeta poderia causar danos a saude bucal, ofertavam-na a fim de acalmar e apaziguar a crianca. Esses achados indicam a importancia de valorizar e efetivar o trabalho multidisciplinar dos profissionais da saude, em especial das equipes que atuam na atencao basica do Sistema Unico de Saude.

E necessaria a criacao e o desenvolvimento de politicas publicas consonantes com a realidade local e os valores socioculturais da populacao, notadamente na area da educacao, a fim de estabelecer o reforco continuo necessario para que novos conceitos sejam absorvidos, ocorram mudancas de comportamento e a formacao de habitos saudaveis. Dessa maneira, as acoes educativas irao contribuir para o correto desenvolvimento do sistema estomatognatico do pre-escolar e consequente integracao social da crianca dentro e fora da pre-escola e melhora da qualidade de vida desse grupo prioritario na atencao em saude.

DOI: 10.1590/1413-81232014192.23212012

Artigo apresentado em 30/11/2012

Aprovado em 23/03/2013

Versao final apresentada em 01/04/2013

Colaboradores

CAS Garbin, RJ Martins, AJI Garbin, NP Souza, SAS Moimaz participaram igualmente de todas as etapas da elaboracao do artigo.

Agradecimentos

A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior pela bolsa de mestrado concedida.

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Clea Adas Saliba Garbin [1]

Artenio Jose Isper Garbin [1]

Ronald Jefferson Martins [1]

Neila Paula de Souza [1]

Suzely Adas Saliba Moimaz [1]

[1] Departamento de Odontologia Infantil e Social, Faculdade de Odontologia de Aracatuba, Universidade Estadual Paulista. R. Jose Bonifacio 1193, Vila Mendonca. 16.015-050 Aracatuba SP Brasil.rojema@foa.unesp.br
Tabela 1. Distribuicao numerica e percentual das criancas, de acordo
com o tipo de habito deleterio, assim como o periodo realizado,
Aracatuba (SP), 2012.

                             Duracao em anos

                                          Acima
                               Ate 3      de 3        Nao
Habitos              n         anos       anos     respondeu

Chupar chupeta      113         57         56          0
Chupar os            29          7         22          1
  dedos
Roncar               58         16         42          0
Babar                15          0         15          0
Ranger os            29          9         16          4
  dentes
Roer as unhas        20          4         11          0
Respirar pela        25         13         12          0
  boca
Outros                5          2          3          0
Nenhum habito       103         23         73          7
Nao respondeu         4          0          0          0

                                            Periodo

                                         Somente               Somente
                                          para       Dia e       na
Habitos             Dia        Noite     dormir      noite     escola

Chupar chupeta       3          17         28         54          0
Chupar os            2           4          7         15          0
  dedos
Roncar               0          19         21         10          0
Babar                0           7          2          4          0
Ranger os            1          14          3          2          0
  dentes
Roer as unhas        4           0          3          1          0
Respirar pela        0           0          7          2          0
  boca
Outros               0           0          4          0          0
Nenhum habito        0           0          0          0          0
Nao respondeu        0           0          0          0          0

                         Periodo

                                Nao
Habitos          Raramente   respondeu

Chupar chupeta       2           6
Chupar os            0           1
  dedos
Roncar               6           2
Babar                2           0
Ranger os            5           4
  dentes
Roer as unhas        8           4
Respirar pela        9           7
  boca
Outros               1           0
Nenhum habito        0           0
Nao respondeu        0           0

Obs.: algumas criancas apresentavam mais de um habito.

Tabela 2. Distribuicao numerica e percentual dos pais/responsaveis
sobre as atitudes frente a utilizacao da chupeta pelas criancas,
Aracatuba (SP), 2012.

Variaveis                                      n     %

A chupeta fez parte do enxoval da crianca
  Sim                                         175   49,3
  Nao                                         164   46,2
  Nao sabe                                      6    1,7
  Nao respondeu                                10    2,8
Ofereceu a chupeta a crianca
  Sim                                         233   65,6
  Nao                                         103   29,0
  Nao respondeu                                19    5,4
Coloca alguma substancia doce na chupeta
  Sim, sempre                                   2    1,8
  Sim, as vezes                                 8    7,1
  Nao                                          96   84,9
  Nao respondeu                                 7    6,2
A chupeta que a crianca utiliza
  Nao esta presa a fita, corrente ou fralda    75   66,4
  Esta amarrada ou pendurada ao redor do       17   15,0
  pescoco, ou na roupa da crianca com fita,
  corrente ou fralda
  Nao respondeu                                21   18,6
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Garbin, Clea Adas Saliba; Garbin, Artenio Jose Isper; Martins, Ronald Jefferson; de Souza, Neila Pau
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Date:Feb 1, 2014
Words:3467
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