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Prevalence of adherence to antiretroviral therapy and associated factors in adult patients of three urban centers of southern Brazil/ Prevalencias de adesao a terapia antirretroviral e fatores associados em pacientes adultos de tres centros urbanos do Sul do Brasil.

Introducao

Nos anos 90 com a introducao da terapia antirretroviral altamente ativa, houve um grande impacto na melhoria da qualidade de vida de pessoas vivendo com o HIV/Aids sendo observada uma substancial reducao da morbidade e mortalidade associadas a infeccao (Hogg, Heath & Yip, 1998; Lima, Hogg & Harrigan, 2007).

A expectativa de vida de individuos vivendo com o HIV em tratamento atualmente aproxima-se a dos individuos nao infectados (Van Sighem, Gras, Reiss, Brinkman &Wolf, 2010). No entanto, niveis elevados de adesao a terapia antirretroviral (TARV) sao necessarios para a obtencao deste beneficio em longo prazo. E considerado um nivel elevado de adesao consumo de, pelo menos, 95% da medicacao prescrita embora este percentual seja questionado em algumas condicoes especificas como esquemas terapeuticos que incluam os inibidores de protease. Fato desafiador devido a baixa tolerancia e potenciais problemas de toxicidade advindos do uso cronico dos medicamentos (Kobin & Sheth, 2011).

A adesao a TARV em patamares elevados e descrita como uma condicao sine qua non para a supressao da carga viral de forma sustentada e para a melhora da resposta imunologica (Bangsberg, Perry & Charlebois, 2001; Howard, Arnsten & Lo, 2002; Lima, Harrigan & Bangsberg, 2009; Wood et al., 2002). A baixa adesao ou nao adesao pode levar ao desenvolvimento de resistencia as drogas, fato que pode limitar as opcoes de tratamento e levar a transmissao de cepas farmaco-resistentes, impactando na saude publica (Silva & Ximenes, 2009, Hogg, Bansberg & Lima, 2006; Sethi, Celentano, Gange, Moore & Gallant, 2003; Venkatesh, Srikrishnan & Mayer, 2010).

A adesao e um processo dinamico e depende de uma variedade de fatores entre os quais sociodemograficos, clinicos e ambientais (Cardoso & Arruda, 2004; Polejack & Seidl, 2010). Alguns fatores tem mostrado forte e consistente associacao com a nao adesao, como o uso e abuso de drogas, depressao, abuso de alcool e a ausencia de uma rede de suporte social (Hendershot, Stoner, Pantalone & Simoni, 2009; Hinkin et al., 2007; Simoni, Frick, Lockhart & Liebovitz, 2002; Tucker, Burnam, Sherbourne, Kung & Gifford, 2003, Ingersoll, Farrell-Carnahan, Cohen-Filipic, 2011). Fatores clinicos, incluindo a complexidade do regime de tratamento, a gravidade da doenca, a experiencia de efeitos colaterais igualmente desempenham um papel importante na determinacao da adesao ao tratamento (Do, Phiri, Bussmann & Gaolathe, 2010). Portanto, conhecer os fatores associados a adesao a TARV e essencial para o planejamento de programas e acoes centradas em populacoes especificas a fim de otimizar a efetividade da atencao a saude de adultos vivendo com HIV/Aids . Este estudo investigou os fatores associados a adesao ao tratamento antirretroviral em adultos, em tres municipios do estado do Rio Grande do Sul com caracteristicas urbanas, implantados no contexto do Sistema Unico de Saude e com acesso universal ao tratamento.

Metodo

Estudo de delineamento transversal multicentrico, que avaliou a adesao a terapia antirretroviral de pacientes adultos, com 20 ou mais anos, portadores de HIV/Aids e usuarios do Servico de Assistencia Especializada (SAE) dos municipios de Canoas, Passo Fundo e Cachoeira do Sul do Rio Grande do Sul.

Ao todo foram entrevistados 453 pacientes (233 mulheres e 220 homens) que compareceram aos SAEs para consulta ou busca de medicamentos durante o periodo de maio de 2006 e marco de 2007 e que aceitaram participar voluntariamente, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. As entrevistas eram individuais e em uma sala reservada no proprio SAE. Houve 3,9% recusas de homens e 9,6% de mulheres.

Os dados foram coletados por duas Mestrandas, duas bolsistas de iniciacao cientifica e quatro graduandas devidamente treinadas. O treinamento dos entrevistadores foi realizado em 5 encontros com a aplicacao dos instrumentos em pares atraves da tecnica do role-playing e discussao das dificuldades, bem como estudo piloto com usuarios de terapia antirretroviral de cidades vizinhas aos municipios incluidos no estudo.

A coleta de dados constou da aplicacao dos seguintes instrumentos:

--Questionario de dados sociodemograficos e referentes ao esquema de tratamento (antirretrovirais prescritos), desenvolvido para o estudo e baseado em Pinheiro (Pinheiro, Carvalho Leite, Drachler & Silveira, 2002);

--Autorrelato de medicamentos tomados (em forma de recordatorio) para verificar a adesao ao tratamento antirretroviral, estimada com base no relato do numero de comprimidos tomados nos ultimos tres dias versus o numero de comprimidos prescritos. Essa relacao foi expressa como percentual, sendo o ponto de corte estabelecido de 95% para se considerar adesao adequada aos antirretrovirais (Ceccato et al., 2008);

--Questionario Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT), recomendado pela Organizacao Mundial da Saude e validado para o Brasil, para identificacao de problemas relacionados ao alcool, com ponto de corte de 8 para homens e 7 para mulheres (Mendez, 1999);

--Questionario SRQ-20 (Self Reported Questionnaire) com ponto de corte de 7 para identificartranstornos psiquiatricos menores e validado para o Brasil (Mari & Williams, 1986).

O estado clinico dos pacientes foi avaliado segundo dois parametros laboratoriais --carga viral e contagem de linfocitos CD4 combinados--de acordo com os dados do prontuario do paciente no momento da entrevista. Estes parametros foram entao classificados em estado clinico leve/moderado (assintomaticos com CD4 > 350 celulas/[mm.sup.3] ou assintomaticos com CD4 entre 200 e 350 celulas/ [mm.sup.3] e CV< 100.000 copias/ml a) e estado clinico grave (assintomaticos com CD4< 200 celulas/ [mm.sup.3] ou sintomaticos ou com CV > 100.000 copias/mL).

Os dados obtidos foram duplamente digitados no programa EPIDATA 3.1 e migrados para o pacote estatistico SPSS for Windows 18.0 para fins de analise. A analise dos dados constou de analise bivariada, cruzando as variaveis independentes (sociodemograficas, problemas pelo uso de alcool, transtornos psiquiatricos menores, estado clinico, esquema de tratamento) com o desfecho (adesao a terapia antirretroviral). Foi utilizado o teste do qui-quadrado para as variaveis nominais, sendo calculada a razao de prevalencia nao ajustada e seus intervalos de confianca. As variaveis intervalares foram analisadas atraves do teste t de Student. Apos, foi realizada analise multivariada atraves da regressao de Poisson, inserindo no modelo aquelas variaveis com significancia de ate 0,20 na analise bivariada. A regressao de Poisson seguiu um modelo hierarquizado com tres niveis, conforme a relacao proximal ou distal ao desfecho. No nivel 1 foram inseridas as variaveis renda familiar, escolaridade, sexo e idade; no nivel 2, uso de alcool e transtorno psiquiatricos menores; no nivel 3, o estado clinico (CD4 e carga viral) (1) e esquema de tratamento. O nivel de significancia adotado para todas as analises foi menor do que 5%.

A pesquisa foi aprovada pelo Comite de Etica da Universidade Luterana do Brasil (CEP-ULBRA 2005-231H).

Resultados

Foram entrevistados 453 pacientes adultos vivendo com o HIV/Aids usuarios dos ambulatorios especializados dos municipios de Canoas, Passo Fundo e Cachoeira do Sul --RS. As caracteristicas sociodemograficas mostram que 51,4% dos pacientes eram do sexo feminino e que a grande maioria (80,8%) possuia renda de ate R$1050,00. A idade media foi de 40 anos, sendo a menor idade 20 anos, a maior idade 73 anos (DP= 9,59) e mediana de 39 anos. A escolaridade variou entre zero e 20 anos de estudo (DP= 3,48), com media de 7,20 anos e mediana de 7 anos. O numero de medicamentos teve como media 2,58 comprimidos diarios (DP=0,658), constando um minimo de 2 e maximo de 5 comprimidos.

Em relacao ao tratamento, 79,2% dos pacientes foram considerados aderentes a TARV Os resultados referentes a comparacao dos pacientes com e sem adesao estao apresentados na Tabela. Observa-se que, na analise bivariada, pacientes homens, com mais escolaridade e com melhor estado clinico aderiram significativamente mais ao tratamento.

Nao houve diferenca na comparacao entre pacientes com e sem adesao nas variaveis relacionadas a renda familiar, problemas pelo uso de alcool (AUDIT), indicadores da presenca de transtornos psiquiatricos menores (SRQ-20), idade e numero de medicamentos.

Quando as variaveis estudadas foram inseridas na regressao de Poisson, somente as variaveis sexo e estado clinico permaneceram no modelo final associadas a adesao. Os homens apresentaram 1,37 vezes mais prevalencia de adesao a TARV do que as mulheres (IC95%: 1,24-1,52) e os pacientes com estado clinico leve e moderado apresentaram 1,18 vezes mais prevalencia de adesao a TARV do que aqueles com estado clinico grave (IC95%: 1,04-1,35).

Discussao

Devem-se considerar algumas limitacoes do estudo. O delineamento transversal impede inferencias de causalidade devido a relacao de temporalidade, em que exposicao e desfecho sao medidos num mesmo momento. A amostra estudada constou dos pacientes que frequentaram os SAEs durante o periodo do estudo, resultando, possivelmente, em uma amostra com pacientes com maior adesao.

Neste estudo 79,2% dos usuarios foram considerados aderentes ao tratamento antirretroviral. Este resultado encontra-se em concordancia com os resultados de pesquisas anteriores no Brasil (Barroso, Pereira, Almeida & Galvao, 2009; Bonolo, Gomes & Guimaraes, 2007; Carvalho, Merchan-Hannan & Matsushita, 2007; Colombrini, Coleta & Lopes, 2008; Bonolo & Machado, 2008).

Na analise multivariada do presente estudo, as variaveis sexo e estado clinico permaneceram no modelo final, evidenciando que os homens mais prevalencia de adesao a TARV em relacao as mulheres e que os pacientes com estado clinico menos grave apresentaram mais prevalencia de adesao a TARV em relacao aqueles com estado clinico mais grave.

Ainda nao existe consenso na literatura a respeito da relacao entre sexo do usuario e adesao a TARV Neste estudo os homens foram mais propensos a alcancar os niveis otimos de adesao do que as mulheres. A variavel sexo permaneceu como um fator fortemente associado a adesao, mesmo apos o ajuste para as demais variaveis do modelo (Golin, Liu & Hays, 2002; Gordillo, del Amo, Soriano & Gonzalez-Lahoz, 1999; Paterson, Swindells & Mohr, 2000; Wagner, 2002) A literatura aponta um crescente corpo de evidencias demonstrando que as mulheres tem menor adesao quando comparadas aos homens (Arnsten, Demas & Grant, 2002; Berg et al, 2004; Turner, Laine, Cosler & Hauck, 2003). Reforcando essas evidencias estudos apontam que mulheres sao menos susceptiveis a receber a prescricao da terapia antirretroviral e tendem a iniciar a TARV em um estagio mais avancado da doenca em comparacao aos homens (Gebo & Fleischman, 2005; Lemly, Sheperd & Hulgan, 2009).

A diferenca de adesao entre os homens e as mulheres apresentada neste estudo e significativa, assim, recomenda-se pesquisas que investiguem os possiveis facilitadores a adesao entre mulheres. Os resultados do presente estudo evidenciam que acoes especificas para mulheres (por exemplo, grupos de apoio e aconselhamento) precisam ser implantadas nos servicos especializados e de referencia para efetivamente promover uma adesao adequada. Estudos sobre as diferencas de genero em pacientes soropositivos para o HIV salientam que a expansao da Aids colocou em pauta o tema da sexualidade, da reproducao e de vulnerabilidades; entretanto, a discussao nao revelou-se em mudancas na pratica dos servicos. (Braga & Cardoso, 2007; Cardoso & Arruda, 2003; Maia, Guilhem & Freitas, 2008; Nicastri et al, 2007; Sanematsu & Villela, 2003; Silva, Waidman & Marcon, 2009).

No presente estudo, o estado clinico do paciente tambem apresentou associacao significativa com a adesao a TARV, mostrando que pacientes que nao aderem a TARV apresentam um estado clinico mais grave. A nao adesao a terapia medicamentosa pode ter como consequencia o agravamento do quadro clinico do paciente. Existe a hipotese do quadro clinico grave aumentar a probabilidade do paciente apresentar menor adesao, o que pode ocorrer devido ao aumento do numero de medicamentos utilizados em razao das comorbidades o que pode caracterizar uma causalidade reversa. Estudos com um delineamento longitudinal sao necessarios para elucidar essa relacao.

O entendimento das diferencas entre homens e mulheres vivendo com o HIV/Aids ao longo do tratamento antirretroviral pode auxiliar na busca por estrategias que melhorem a adesao e previnam o abandono. Uma atencao integral a saude da mulher visando reduzir as iniquidades, evidenciadas por este estudo, pode orientar as praticas das equipes de saude a reconhecer as prioridades e especificidades desta populacao, auxiliando na melhora da qualidade de vida atraves de acoes de promocao em saude.

Referencias

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(1) Baseado na publicacao das Recomendacoes para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV, Ministerio da Saude, 2008.

Recebido em dezembro de 2013

Aceito em maio de 2014

Contribuicoes: L.B. Schermann e J.U. Beria participaram do delineamento do estudo, analise dos dados, supervisao e redacao final; D.C. Tietzmann participou do delineamento do estudo, da coleta de dados, elaboracao dos bancos de dados e da redacao final; D.A. Mallmann e E.S. Trombini participaram da coleta de dados e elaboracao dos bancos de dados; G. M. Santos participou da unificacao dos bancos de dados.

Daniela Cardoso Tietzmann: Doutora em Epidemiologia--Professora Adjunta da Universidade Federal de Ciencias da Saude de Porto Alegre.

Jorge Umberto Beria: Doutor em Medicina: Clinica Medica--Professor Adjunto do Curso de Medicina e do Programa de Pos-graduacao em Saude Coletiva.

Giovanna Miron dos Santos: Mestranda em Saude Coletiva--Universidade Luterana do Brasil Daniela Avena Mallmann: Psicologa.

Eliana Silva Trombini: Mestre em Saude Coletiva--Universidade Luterana do Brasil

Ligia Braun Schermann: Doutora em Psicologia--Professora Adjunta do Curso de Psicologia e do Programa de Pos-graduacao em Saude Coletiva--Universidade Luterana do Brasil.

Endereco para contato: danielact@ufcspa.edu.br
Tabela--Analise bivariada e regressao de Poisson para adesao ao
tratamento antirretroviral, variaveis sociodemograficas, transtornos
uso de alcool (AUDIT), transtornos psiquiatricos menores (SRQ-20),
estado clinico e esquema de tratamento.

Variavel                                    Com adesao    Sem adesao

Sexo *                                       n      %       n      %

                          Feminino          155    66,5   78      33,5
                          Masculino         204    92,7   16      7,3
Renda familiar (RS) (a)   0-350             140    79,5   36      20,5
                          351-1050          143    75,3   47      24,7
                          >1050             76     87,4   11      12,6
Escore AUDIT (b)          Com Transtorno    37     77,1   11      22,9
                          Sem Transtorno    322    79,7   83      20,3
Escore SRQ-20 (b)         Com Transtorno    201    76,4   62      23,6
                          Sem Transtorno    158    83,2   32      16,8
Estado clinico (b)        Grave             73     69,5   32      30,5
                          Leve e Moderado   284    82,6   60      17,4
                                            M      DP     M       DP
Idade (anos) (a)                            40,4   9,52   38,67   9,78
Escolaridade (anos) (a)                     7,42   3,48   6,35    3,34
Numero de medicamentos                      2,60   0,66   2,51    0,65

Variavel                  Razao de prevalencia   p-valor

Sexo *                       bruta (IC95%)

                                   1              0,000
                            1,39 (1,26-1,54)
Renda familiar (RS) (a)            1
                            0,95 (0,85-1,06)      0,327
                            1,10 (0,98-1,22)      0,094
Escore AUDIT (b)                   1              0,708
                            1,03 (0,88-1,21)
Escore SRQ-20 (b)                  1              0,074
                            1,09 (0,99-1,19)
Estado clinico (b)                 1              0,013
                            1,19 (1,04-1,36)
                                                 p-valor
Idade (anos) (a)            1,00 (1,00-1,01)      0,119
Escolaridade (anos) (a)     1,02 (1,01-1,03)      0,004
Numero de medicamentos      1,04 (0,97-1,12)      0,212

Variavel                  Razao de prevalencia   p-valor

Sexo *                      ajustada (IC95%)

                                   1              0,000
                           1, 37 (1,24-1,52)
Renda familiar (RS) (a)
                            0,93 (0,83-1,03)      0,144
                            1,00 (0,89-1,12)      0,997
Escore AUDIT (b)

Escore SRQ-20 (b)                  1              0,526
                            1,07 (0,98-1,17)
Estado clinico (b)                 1              0,009
                            1,18 (1,04-1,35)

Idade (anos) (a)            1,00 (1,00-1,00)      0,762
Escolaridade (anos) (a)     1,01 (0,98-1,02)      0,144
Numero de medicamentos

(a) Primeiro nivel ajustado para sexo, renda, escolaridade e idade.

(b) Segundo nivel ajustado para renda, escolaridade, idade, sexo,
transtomos por uso de alcool e psiquiatricos menores e esquema de
tratamento. Em quatro casos (2 de pacientes com adesao e 2 de
pacientes sem adesao) nao foi possivel classificar o estado clinico,
pois esta informacao encontrava-se incompleta no prontuario
IC--intervalo de confianca.
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Author:Tietzmann, Daniela Cardoso; Beria, Jorge Umberto; dos Santos, Giovanna Miron; Mallmann, Daniela Aven
Publication:Revista Aletheia
Date:May 1, 2013
Words:3946
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