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Preditores sociodemograficos, laborais e psicossociais da Sindrome de Burnout em docentes de educacao a distancia/Predictores sociodemograficos, laborales y psicosociales del Sindrome de Burnout en docentes de educacion a distancia/Socio-demographic, Labor and Psychosocial Burnout Syndrome Predictors in Distance Education Teachers.

Introducao

A docencia tem-se revelado, nos ultimos anos, como uma das categorias profissionais mais investigadas em estudos sobre Sindrome de Burnout (SB) (Brouwers, Tomic & Boluijt, 2011). O crescente aumento deve-se as importantes repercussoes negativas na saude fisica e mental do professor (Vaezi & Fallah, 2011) e no aumento de afastamentos do trabalho (Skaalvik & Skaalvik, 2011). Nesse sentido, as condicoes e a organizacao do trabalho do professor, cada vez mais, possuem caracteristicas que o expoem a estressores psicossociais que, se persistentes, podem levar a SB (Guglielmi & Tatrow, 1998; Laredo, 2018).

A SB e definida como um fenomeno psicossocial que ocorre como uma resposta cronica aos estressores interpessoais ocorridos no ambiente de trabalho (Maslach & Leiter, 2016). De acordo com Gil-Monte (2005), a SB e uma experiencia de carater negativo, composta por cognicoes, emocoes e atitudes negativas para com o trabalho e no tocante as relacoes interpessoais estabelecidas no contexto laboral. Como consequencia dessas respostas, surge uma serie de disfuncoes comportamentais, psicologicas e fisiologicas que vao ter repercussao nociva para as pessoas e para a organizacao. Segundo o autor, a SB e um processo que se desenvolve de maneira progressiva devido a utilizacao de estrategias de enfrentamento pouco funcionais, como tentativa de autoprotecao contra o estresse laboral gerado pelas relacoes interpessoais no trabalho.

De acordo com o modelo teorico de Gil-Monte (2005), a SB constitui-se de quatro dimensoes: 1- Ilusao pelo trabalho, em que ha o desejo individual para o alcance das metas profissionais--os itens que compoem essa dimensao estao formulados de maneira positiva, ou seja, baixas pontuacoes nessa dimensao sao indicativos de SB; 2- Desgaste psiquico, caracterizado por sentimentos de exaustao emocional e fisica; 3- Indolencia, presenca de atitudes negativas de indiferenca no tocante as pessoas que necessitam ser atendidas no ambiente de trabalho; 4- Culpa decorrente da cobranca social no que tange ao comportamento e as expectativas profissionais. Este modelo tem sido utilizado por diversos estudos com aplicacao a diferentes categorias profissionais, como em professores (Carlotto & Camara, 2017), medicos (Roldan & Barriga, 2015), enfermeiros (Munoz & Velasquez, 2016), bombeiros (Melo & Carlotto, 2016), entre outras.

Especificamente com professores universitarios, a literatura tem encontrado relacao entre a SB e os estressores psicossociais de natureza ocupacional (Gomes, Oliveira, Esteve & Alvelos, 2013), tais como a falta de autonomia, de apoio social, presenca de conflitos interpessoais e de papel (Carlotto & Camara, 2017) e elevada carga horaria de trabalho (Wingo, Ivankova & Moss, 2017).

As variaveis psicossociais sao caracterizadas pela forma como os individuos interagem com as exigencias do seu trabalho e as relacoes sociais no seu local de trabalho (Taylor & Green, 2015). Essas podem ser fontes de estresse e apresentarem influencia importante sobre o desenvolvimento de desconfortos fisicos e psicologicos no ambiente de trabalho. Os estressores psicossociais relacionam-se a caracteristicas nao fisicas do ambiente ocupacional (cultura, papeis organizacionais, organizacao do trabalho, carga e ritmo do trabalho, relacionamentos interpessoais, interface trabalho-familia) que exercem impacto na saude fisica e mental por meio de processos psicologicos decorrentes da interacao do individuo com seu contexto de trabalho (Camelo & Angeramini, 2008).

No que tange a professores universitarios, a SB ja vem sendo investigada em diversos paises, entre eles, Brasil (Carlotto, & Camara, 2017), China (Pu, Hou, Ma & Sang, 2017), Portugal (Ferreira, 2016) e Franca (Vercambre, Brosselin, Gilbert, Nerriere & Kovess-Masfety, 2009). Especificamente em docentes de EaD, os estudos tem sido realizados nos EUA, por Hogan e McKnight (2007) e McCann e Holt (2009).

No Brasil, a EaD e caracterizada como uma modalidade educacional na qual a mediacao do ensino e da aprendizagem ocorre a partir da utilizacao de meios e tecnologias da informacao e comunicacao (TICs), com estudantes e docentes desenvolvendo atividades educativas em tempos ou lugares diferentes (Presidencia da Republica do Brasil, 2005). Os cursos a distancia estao cada vez mais presentes no cenario brasileiro, pois conseguem atingir diversos publicos e faixas etarias que nao tinham oportunidades reais de realizar cursos de extensao, formacao tecnologica ou ate mesmo cursos de graduacao e pos-graduacao (Comin, 2013).

Hoje, e possivel interagir em tempo real com o aluno conectado em qualquer lugar do mundo, desenvolvendo e aprendendo a atividade academica por meio de aulas sincronas; agendadas em horarios definidos, onde alunos e professores estao conectados e interagindo on-line (Cesario & Mill, 2016; Silva, Melo & Muylder, 2015). Nessa perspectiva, surgem, entao, novos modos de trabalho pelos quais os docentes dessa modalidade de ensino passam a utilizar novas formas de transmissao do conhecimento mediante webconferencias, chats, foruns; recursos utilizados em plataformas on-line (Duran, Estay-Nicular & Alvarez, 2015).

O professor, nesse contexto, trabalha com turmas com elevado numero de alunos, tem extensa e prolongada jornada de trabalho, necessita constantemente interagir em foruns de conteudo e chats, esclarecer duvidas, responder aos e-mails, corrigir atividades (Cecilio & Reis, 2016; Guimaraes, 2015), dar feedbacks (Raffo, Brinthaupt, Gardner & Fisher, 2015), aprender novas ferramentas e tecnicas pedagogicas (Guimaraes, 2015; McCann & Holt, 2009) e realizar videoconferencias (Duran et al., 2015; Guimaraes, 2015; Silva et al., 2015).

Pesquisa realizada com professores universitarios estadunidenses de EaD, por Smith, Brashen, Minor e Antthony (2015), identificou como estressores: a quantidade de alunos, o pequeno prazo de tempo para dar retorno de notas e feedbacks ao aluno, entre outras atribuicoes que a atividade docente demanda e questoes tecnologicas, incluindo problemas com o sistema utilizado. No Brasil, estudo realizado por Luz e Neto (2016), com professores universitarios de EaD, relatam que o tempo do trabalho virtual se mescla ao convivio social e familiar, fazendo com que os docentes desenvolvam sentimentos de mal-estar. De acordo com os autores, na EaD, tem-se a flexibilidade do tempo, mas, tambem, a pressao de cumprir prazos.

Foram identificados estudos sobre estressores relativos ao ensino EaD (Cecilio & Reis, 2016; Guimaraes, 2015; Leite, 2015; Luz & Neto, 2016; Raffo et al., 2015; Smith et al., 2015; Szulczewski, 2013) nas bases de dados nacionais e internacionais (Ebsco, Eric, Scielo, Science Direct), porem encontrou-se somente dois estudos internacionais sobre Burnout (Hogan & Mcknight, 2007; McCann & Holt, 2009) que se limitam a identificar a prevalencia; e, nenhum artigo nacional ou internacional sobre a SB e os fatores associados.

Nesse sentido, o presente estudo buscou preencher esta lacuna nacional e internacional e alinhar--se a literatura que sugere a realizacao de estudos que contemplem diversos grupos de variaveis, como as individuais, caracteristicas do trabalho e psicossociais, para determinar seus efeitos sobre a experiencia de Burnout (Lent, 2010). Uma posicao interacionista tem-se mostrado mais adequada para entender os fatores relacionados ao Burnout (Queiros, Carlotto, Kaiseler, Dias & Pereira, 2013). Pelo exposto, este estudo de delineamento observacional, analitico e transversal objetivou identificar o poder preditivo das variaveis sociodemograficas, laborais e psicossociais (estressores ocupacionais, estressores contextuais e dimensoes do tecnoes-tresse) para as dimensoes da SB em docentes de EaD. O estudo teve como hipotese de pesquisa, fundamentada em um modelo interacionista, que: variaveis sociodemograficas, laborais e psicossociais predizem as dimensoes da SB.

Metodo

Participantes

Participaram do estudo 310 docentes (professores e tutores) de EaD, atuantes no Ensino Superior de universidades publicas e privadas de todo o Brasil, para tanto, considerou-se os seguintes criterios de inclusao: estar em atividade ha mais de um ano como docente de EaD. A maioria dos participantes compos-se por docentes do sexo feminino (63.2%), com companheiro (67.4%) e com filhos (57.4%). A idade dos participantes variou entre 24 a 71 anos (M = 40; DP = 9,69). Em relacao a remuneracao, a maioria dos docentes pertencia a classe economica C (R$1734.00 a < 7475.00) (56.1%), seguida pela A (R$ [mayor que o igual a] 9745.00) (21.6%), B (R$7475.00 a < 9745.00) (12.3%), D (R$1085.00 a < 1734.00) (5.8%) E (< R$1085.00) (4.2%), conforme a classificacao da Fundacao Getulio Vargas/Centro de Politicas Sociais, elaborada por Neri (2012).

Com relacao a formacao, a maior parcela dos docentes possuia mestrado (47.1%), seguida por especializacao (32.3%), doutorado (16.8%) e graduacao (3.9%). Quanto ao tipo de universidade, a maioria trabalhava em universidade privada (83.2%). O tempo medio de atuacao dos profissionais em docencia ficou entre 1 a 23 anos em EaD (M = 5; DP = 3.52), sendo professores (51%) e tutores (49%). A carga horaria contratual variou de 1 hora a 60 horas semanais em EaD (M = 18.8; DP= 12.7). Os docentes atendiam entre 10 a 3 mil alunos (M = 373.35; DP=533.24).

Instrumentos

Questionario de dados sociodemograficos (situacao conjugal, sexo, idade, filhos, remuneracao) e laborais (cargo, formacao, local de trabalho, tempo de experiencia profissional na EaD, carga horaria na EaD, total de alunos).

Cuestionario para la Evaluacion del Sindrome de Quemarse por el Trabajo (CESQT) (Gil-Monte, 2005) adaptado, para o uso no Brasil, por Gil-Monte, Carlotto e Camara (2010). Esse possui 20 itens que se distribuem em quatro subescalas: Ilusao pelo trabalho, definida pelo entusiasmo individual para o alcance das metas profissionais (5 itens, [alpha] = 0.83, ex.: considero meu trabalho desafiador e estimulante); Desgaste psiquico, caracterizado por sentimentos de exaustao emocional e fisica (4 itens, [alpha] = 0.80, ex.: penso que estou saturado pelo meu trabalho); Indolencia, definida pela presenca de atitudes de indiferenca no tocante as pessoas que necessitam ser atendidas no ambiente de trabalho (6 itens, [alpha] = 0.80, ex.: acho que as pessoas com as quais tenho de lidar em meu trabalho sao desagradaveis); e Culpa, descrita pela ocorrencia da cobranca social com relacao ao comportamento e as expectativas profissionais (5 itens, [alpha] = 0.82, ex.: preocupa-me a forma como tratei algumas pessoas no trabalho). Os itens sao avaliados com uma escala de frequencia de cinco pontos (0 "nunca" a 4 "diariamente").

Escala para Avaliacao de Estressores Psicossociais no Contexto Laboral, Ferreira et al. (2015), e constituida por 35 itens, distribuidos em sete dimensoes: Conflito e Ambiguidade de papeis (5 itens, [alpha] = 0.80, ex.: nao saber exatamente o que esperam de mim em meu trabalho); Sobrecarga de papeis (6 itens, [alpha] = 0.75, ex.: ter um ritmo acelerado de trabalho); Falta de suporte social (6 itens, [alpha] = 0.82, ex.: nao receber ajuda de meus superiores quando tenho algum problema pessoal); Inseguranca na carreira (4 itens, [alpha] = 0.72, ex.: conviver com rumores sobre cortes de pessoal); Falta de autonomia (5 itens, [alpha] = 0.74, ex.: nao poder decidir sobre quando tirar ferias); Conflito trabalho-familia (5 itens, [alpha] = 0.75, ex.: nao dispor de tempo para minha vida pessoal em funcao do trabalho); Pressao do grau de responsabilidade (4 itens, [alpha] = 0.77, ex.: saber que meus erros podem prejudicar a mim mesmo). Os itens sao avaliados com uma escala de frequencia de seis pontos (1 "nunca me afeta" a 6 "sempre me afeta").

Questionario de estressores ocupacionais na EaD, que foi elaborado para o presente estudo com base na literatura sobre estressores em professores em geral (Carlotto & Palazzo, 2006) e de EaD (McCann & Holt 2009; Raffo et al., 2015). Esse possui 12 itens: Carga horaria (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor carga horaria total realizada semanalmente?), Horario de trabalho (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor horario/turno de trabalho?), Alunos por turma (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor quantidade de alunos por turma), Carga de trabalho diaria (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor quantidade de atividades realizadas diariamente), Diversidade de atividades diarias (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor quantidade de tipos de atividades realizadas diariamente?), Administracao dos diversos sistemas (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor gestao dos sistemas tecnologicos utilizados como moodle, canvas, ged, gvwise?), Relacao com o superior imediato (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor relacao interpessoal com seu superior imediato?), Relacao com os alunos (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor relacao interpessoal com seus alunos?), Organizacao do trabalho (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor forma como seu trabalho e organizado?), Necessidade de atualizacao (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor necessidade de atualizar-se constantemente?), Conciliar trabalho-familia (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor conciliar seu trabalho com a familia?), Conciliar trabalho-lazer (ex.: qual sua percepcao quanto ao estressor conciliar seu trabalho com o lazer?), que foram avaliados por meio de uma escala de cinco pontos, variando (0 "nao estressante" a 4 "altamente estressante").

Escala de Tecnoestresse (RED/TIC), de Salanova, Llorens, Cifre e Nogareda (2007), adaptada para o uso no Brasil por Carlotto e Camara (2010). Essa escala consiste de 16 questoes, subdivididas em quatro dimensoes: Descrenca, definida como o sentimento que o uso de TICS nao propicia beneficios ao trabalho (4 itens; [alpha] = 0.74, ex.: com o passar do tempo, tenho perdido o interesse sobre as tecnologias); Fadiga, caracterizada pelo quanto o trabalhador se sente esgotado, cansado, disperso e com dificuldade em relaxar ao termino de seu trabalho com TICS (4 itens; [alpha] = 0.89, ex.: quando termino de trabalhar com Tecnologias da Informacao e Comunicacao, sinto-me esgotado), Ansiedade, definida pela tensao, irritabilidade, impaciencia, preocupacao em cometer erros, destruir ou perder informacoes devido ao uso inadequado das TICS (4 itens; [alpha] = 0.77, ex.: sinto-me tenso e ansioso ao trabalhar com tecnologias) e Ineficacia, que avalia o quanto o trabalhador considera dificil e sente--se inseguro e ineficaz ao utilizar TIC (4 itens; [alpha] = 0.80, ex.: sinto-me inseguro de finalizar minhas tarefas eficazmente quando utilizo as TIC). Todos os itens sao avaliados em escala de frequencia de sete pontos, variando (0 "nada/nunca" a 6 "sempre/todos os dias").

Procedimento de coleta de dados

A coleta de dados foi realizada de forma on-line mediante formulario eletronico, via redes sociais e e-mails de contato da pesquisadora e dos membros do grupo de pesquisa da instituicao de afiliacao das pesquisadoras. O periodo de realizacao da coleta ocorreu entre os meses de abril a agosto de 2017. O estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da universidade de afiliacao das autoras.

Procedimento de analise de dados

O banco de dados foi analisado por meio do SPSS 20 (Statistical Package for the Social Sciences). Primeiramente, foram realizadas analises descritivas de carater exploratorio a fim de avaliar a distribuicao dos itens e os possiveis erros de digitacao. Posteriormente, foram realizadas as analise dos pressupostos para a execucao da analise de regressao linear multipla.

Para identificar os preditores, foi realizada analise de regressao linear multipla, metodo Stepwise. O modelo proposto estabelece Burnout como variavel dependente (VD), considerando suas quatro dimensoes--Ilusao pelo trabalho, Desgaste Psicologico, Indolencia e Culpa--e as demais variaveis como independentes (VIS). A magnitude do efeito (effect size) foi avaliada pelos coeficientes de regressao padronizados e calculados para cada modelo final, de acordo com Field (2009). O tratamento dos dados obedeceu a um nivel de confianca de 95%, com um nivel de significancia de 5% (valor de p [menor que o igual a] 0.05).

Resultados

Os pressupostos para a analise de regressao linear testada identificaram valores aceitaveis de acordo com Field (2009). Foi verificada ausencia de multicolinearidade, pois todos os valores das correlacoes ficaram abaixo de 0.652. Os valores de Variance Inflation Factor (VIF) situaram-se abaixo de quatro (variacao de 1.994 a 2.034) e os valores de tolerancia foram inferiores a um (variacao de 0.991 a 0.997). A analise do coeficiente de Durbin-Watson identificou valores proximos a dois (variacao de 1.994 a 2.034), indicando a independencia da distribuicao e a nao correlacao dos residuos. A distancia de Cook apresentou valor de 0.004, inferior a um, indicando nao existir preditores atipicos e adequado ajuste dos modelos.

A tabela 1 apresenta os resultados da analise descritiva da amostra em cada um dos instrumentos utilizados. Verifica-se que o indice mais elevado da SB foi na dimensao de Ilusao pelo trabalho (M = 3.01; DP = 0.78), nos estressores psicossociais no contexto laboral foi a dimensao Conflito e Ambiguidade de papeis (M = 3.49; DP=1.53), no Tecnoestresse foi a dimensao de Fadiga (M=1.72; DP = 1.57) e na avaliacao dos estressores ocupacionais foi o estressor Conciliar trabalho-lazer (M = 1.80; DP = 1.32). Todas as dimensoes apresentaram valores de consistencia interna obtidos por meio do coeficiente alfa de Cronbach satisfatorios ([alpha] > 70).

Os resultados obtidos por meio da analise de regressao linear multipla (tabela 2) revelaram um modelo preditor das dimensoes da SB Ilusao pelo trabalho constituido pelas variaveis: Descrenca, Quantidade de alunos por turma, Horario de trabalho, Cargo de professor, Pressao do grau de responsabilidade, Falta de autonomia e Numero de disciplinas, dessa forma, explicando 24% dessa dimensao. Assim, quanto maior a Descrenca, a Falta de autonomia e a Percepcao da quantidade de alunos por turma, o Numero de disciplinas e o Horario de trabalho, menor e o desejo individual para o alcance das metas profissionais. Quanto maior a Pressao do grau de responsabilidade, mais elevado e o empenho em alcancar as metas de trabalho, entendendo essa busca como fonte de realizacao profissional. Destaca-se, tambem, que a Descrenca foi a variavel que apresentou maior poder explicativo (9%).

Com relacao ao Desgaste psiquico, o conjunto de variaveis explicou 58.1% da variabilidade, sendo destacados como preditores o Conflito Trabalho-familia, a Carga horaria, a Relacao com os alunos, a Sobrecarga de papeis, perceber como estressor a dificuldade em Conciliar trabalho-lazer e a dimensao do Tecnoestresse de Fadiga. Nesse grupo de variaveis, a que apresentou maior poder explicativo foi Conflito trabalho-familia (41.6%).

A Indolencia apresentou 41.3% de variancia para a SB e revelou como preditoras as variaveis: o estressor Organizacao/forma como o trabalho e realizado, a Relacao com os alunos, a Falta de suporte social, nao ter filhos, a dimensao do Tecnoestresse de Descrenca, Cargo de professor e Numero de alunos. A variavel de maior poder explicativo foi a Organizacao/forma com que o trabalho e realizado (24.7%).

Por fim, para a dimensao Culpa, a analise revelou como preditoras as variaveis Sobrecarga de papeis, Falta de suporte social, Relacao com os alunos, nao possuir companheiro, a dimensao do Tecnoestresse de Ineficacia e o estressor Relacao com o superior imediato. A Sobrecarga de papeis apresentou maior poder explicativo para esta dimensao (20.7%). O conjunto dessas variaveis explicou 33.1% da variancia dessa dimensao.

A magnitude do efeito das variaveis independentes sobre as dimensoes de SB variou de moderada ([R.sup.2]= 0.240) a elevada ([R.sup.2]= 0.581), de acordo com os parametros recomendados por Field (2009). Nesse sentido, as relacoes identificadas, possivelmente tambem estejam presentes na populacao-alvo de docentes de EaD.

Discussao

O presente estudo buscou identificar o poder preditivo das variaveis sociodemograficas, laborais e psicossociais para as dimensoes da SB em docentes de EaD. Para esta proposta, os resultados foram discutidos conforme cada dimensao da SB.

A analise da predicao da dimensao de Ilusao pelo trabalho identificou que quanto maior a descrenca quanto a utilizacao de TICS, a percepcao dos estressores quantidade de Alunos por turma e Horario de trabalho, e menor Autonomia e maior quantidade de Disciplinas, menor e a Ilusao pelo trabalho. Atuar como professor, maior Pressao do grau de responsabilidade eleva o sentimento de comprometimento na busca de metas e realizacao profissional.

Em relacao a dimensao do Tecnoestresse de Descrenca, embora o uso da tecnologia nos ambientes virtuais na EaD seja a ferramenta de trabalho diario, tendo em vista que todos os processos se desenvolvem de forma on-line, os recursos disponiveis mostram-se cada vez mais diversificados (chats, foruns, wikis, questionarios, entre outros), por conseguinte, requerendo do docente permanente dedicacao, empenho e tempo de trabalho constante e prolongado. Logo, o tempo dedicado as atividades docentes torna-se maior do que as horas contratadas de trabalho, o que pode ocasionar, muitas vezes, jornadas de trabalho exaustivas e, consequentemente, reducao da saude (Cecilio & Reis, 2016). A variabilidade intensifica o trabalho, visto que aumenta a exigencia de respostas e adaptacoes (Ventriglio, 2017). Nesse sentido, pode-se pensar que o docente, ao nao conseguir atender plenamente a essas demandas, tenha reduzido sua percepcao de estar atingindo suas metas, passando entao, a nao se sentir realizado profissionalmente.

No tocante ao preditor Horario de trabalho, uma possivel explicacao e que o docente tenha a flexibilidade de acessar a plataforma on-line a todo e qualquer momento. Inicialmente, pode ser um formato atrativo de trabalho, todavia, ao longo do tempo, pode configurar-se um aspecto negativo se o docente nao souber administrar esse tempo. A organizacao do tempo de trabalho parece latente no cotidiano dos docentes (Leite, 2015). Essa questao e relevante, pois o docente precisa administrar seu tempo a fim de conseguir cumprir prazos estipulados pela organizacao de trabalho, administrar o numero de alunos e as disciplinas para que seus objetivos sejam alcancados, tendo pouca autonomia para realizar modificacoes na sua estrutura de trabalho. Estudo realizado por Szulczewski (2013), com professores universitarios de EaD, identificou que o Numero elevado de alunos faz com que alguns professores deixem de utilizar algumas ferramentas de interacao, como o chat e o forum, por exemplo, que limitam interagir com grande quantidade de alunos. Nesse sentido, pode-se pensar na importancia da organizacao do trabalho para que ele possa ser avaliado como gratificante e desafiador. Esse resultado, somado ao que identificou maior Ilusao pelo trabalho em professores e pelo grau de pressao por responsabilidade, pode refletir questoes importantes relacionadas ao conteudo do cargo no sentido de aumento dessa dimensao. Pode-se pensar que, no caso de professores, esses possuam uma configuracao de cargo mais ampla e de maior responsabilidade se comparada as atribuicoes do tutor. O professor elabora o conteudo articulado ao plano de ensino; define o referencial teorico utilizado nas aulas; grava videoaulas e elabora o material didatico para programas a distancia. Assim, pode-se pensar que perceba maior significado de seu trabalho, sendo esse um importante elemento motivacional para a busca de metas profissionais. De acordo com Marinova, Peng, Lorinkova, van Dyne e Chiaburu (2015), trabalhadores que percebem o significado do seu trabalho, provavelmente, experimentem maior realizacao pessoal como resultado de um melhor desempenho.

A dimensao Desgaste Psiquico foi explicada pela elevacao do Conflito trabalho-familia, maior percepcao dos estressores Carga horaria, Relacao com os alunos e dificuldade em Conciliar trabalho-lazer, elevada Sobrecarga de papeis e maior Fadiga na dimensao do Tecnoestresse. A variavel de maior poder explicativo foi o Conflito trabalho-familia, que pode ser entendido a partir da dimensao tempo. Os espacos e os tempos misturam-se na modalidade de EaD, pois e dificil para os docentes conciliar o tempo de trabalho com a familia (Luz & Neto 2016), assim como o lazer (Cecilio & Reis, 2016), uma vez que o tempo do trabalho e do nao trabalho nao tem limite de tempo-espaco (Leao, 2014). E possivel que essa caracteristica do trabalho faca com que, na tentativa e impossibilidade de conciliar o trabalho com a familia e com tempo para si, aumente a sensacao de desgaste psicologico do docente.

A Carga horaria como estressor relacionada a dimensao Desgaste psiquico tem sido mencionada, por Leite (2015), como estressor do trabalho docente de EaD. Segundo o autor, professores universitarios de EaD trabalham muito mais do que as horas de trabalho estipuladas em contrato, pois, muitas vezes, estas nao sao suficientes para dar conta de todas as atividades previstas, que, tambem, podem explicar a Sobrecarga de papeis. O docente de EaD executa diversas atividades, como o esclarecimento de duvidas, responder aos e-mails, corrigir atividades, dar feedbacks (Raffo et al, 2015), interagir em chats e foruns (Cecilio & Reis, 2016; Guimaraes, 2015) e realizar videoconferencias (Guimaraes, 2015; Silva et al., 2015). Esse entendimento pode relacionar-se ao estressor professor-aluno, tendo em vista que o docente tem de dar atencao individual ao aluno, feedbacks de notas individuais, por mensagens, com a linguagem apropriada para que o aluno possa entender suas dificuldades e para melhorar seu desempenho, ou seja, o docente precisa aplicar uma comunicacao clara ao entendimento do aluno; tambem, acaba utilizando o software Skype para oferecer aos estudantes feedbacks (Schmidt, Hodge & Tschida, 2013), logo, todas essas questoes podem aumentar o sentimento de desgaste psicologico.

Ainda quanto a dimensao de Desgaste Psiquico, a predicao da dimensao do Tecnoestresse de Fadiga pode ser explicada pelas caracteristicas do trabalho desta modalidade de ensino. O docente, muitas vezes, nao consegue se desconectar apos o uso das tecnologias, fazendo com que o uso excessivo e prolongado desses recursos contribua para o aumento das jornadas de trabalho e torne as atividades exaustivas (Cecilio & Reis, 2016).

A Indolencia teve como variavel, que apresentou maior poder explicativo nessa dimensao, a percepcao do estressor Organizacao do trabalho do docente, ou seja, a forma como ele e realizado, seguida das variaveis percepcao do estressor Relacao com os alunos, Numero de alunos, pela Falta de suporte social, exercer o cargo de professor, nao ter filhos e pela dimensao do Tecnoestresse de Descrenca. Quanto ao resultado sobre a forma como o trabalho e organizado como variavel preditora da Indolencia, pode-se pensar em uma das principais caracteristicas do cargo da atividade de EaD, ou seja, a mediacao via computador da relacao professor-aluno. Nessa interacao, podem acontecer ruidos na comunicacao que, associados ao estressor relacao com os alunos, ocasionam tensoes nas relacoes interpessoais. Por consequencia, pode acontecer um distanciamento afetivo do docente para com seus alunos. O Numero de alunos, tambem, foi preditor dessa dimensao. Nesse sentido, percebeu-se que quanto maior a quantidade de alunos, menor o tempo disponivel que o docente tem para atender individualmente e conhecer as especificidades de cada aluno, podendo resultar em um distanciamento afetivo dos alunos.

A falta de suporte social como variavel preditora da Indolencia pode ser entendida como uma das principais caracteristicas do trabalho em EaD, visto que o docente trabalha, na maior parte do tempo, sozinho. A resolucao de situacoes problematicas ocorre por meio de tecnologias, como envio de e-mails, contato telefonico a coordenacao do curso ou pedido de auxilio a colegas. Docentes sem filhos mostrou-se preditor da Indolencia, o que pode ser explicado, de acordo com Maslach e Jackson (1985), pelo fato de que trabalhadores com filhos, geralmente, possuem mais idade e maior maturidade psicologica. Alem disso, segundo as autoras, a vivencia de ter filhos faz com que se desenvolva maior tolerancia, capacidade de resolucao de problemas e conflitos, bem como melhor comunicacao interpessoal, habilidades importantes para o trabalho que envolve o atendimento a pessoas.

O cargo de professor, tambem, revelou-se preditor da Indolencia, provavelmente, pela responsabilidade que possui sobre o tutor e, ainda, pelos alunos, tendo de atender as demandas e insatisfacoes de ambos. Nessa modalidade de ensino, sao frequentes as reclamacoes dos alunos e a falta de reconhecimento (Luz & Neto, 2016). Outra possivel explicacao e a falta de identificacao do professor para trabalhar nessa modalidade de ensino, que, nao raras vezes, atua por convite e necessidade da instituicao (Silva, Torres, Falcao & Caraballo, 2017). A identificacao com o trabalho docente sofre influencia de varios sistemas de relacoes (economicas, sociais, eticas e culturais), que fazem com que o individuo se reconheca e seja reconhecido na profissao (Silva et al., 2017). Essas questoes podem aumentar o distanciamento do professor com o trabalho, as instituicoes, os parceiros e os alunos.

Com relacao a dimensao Descrenca do Tecnoestresse explicar a Indolencia, pode-se supor que, frente as dificuldades apresentadas no atendimento e na relacao com os alunos, o docente questione o sucesso e a forma de resolucao mediada por tecnologias. A construcao de vinculos predominantemente por meio da escrita faz parte da acao orientadora do docente e constitui-se, ao mesmo tempo, em um desafio a sua atuacao (Oliveira, 2009).

Com relacao a dimensao Culpa, os resultados evidenciaram como maior poder explicativo a variavel Sobrecarga de papeis, seguida pela Falta de suporte social, Relacao com os alunos, relacao conjugal sem companheiro, a dimensao do Tecnoestresse de Ineficacia e o estressor em Relacao com o superior imediato. Quanto a Sobrecarga de papeis, o docente de EaD tem de realizar diversas atividades, interagir em foruns de conteudo, esclarecer duvidas, responder aos e-mails, corrigir atividades. Adicionalmente, o docente de EaD tem de manter-se constantemente atualizado (Guimaraes, 2015; McCann & Holt, 2009), ou seja, o docente precisa dar conta das diversas atividades. De acordo com Nwikina e Nwanekezi (2010), a diversidade das funcoes que o docente tem de executar faz com que este profissional, em muitas situacoes, realize seu trabalho de uma forma inadequada, porque nao consegue atender, simultaneamente, as diversas funcoes que lhe sao atribuidas. O docente, ao perceber os efeitos negativos provocados pela sobrecarga, sente que nao esta conseguindo atender ao que e esperado dele profissionalmente, passando a desenvolver sentimentos de culpa.

A respeito do estressor Relacao com os alunos funcionar como preditor da Culpa, esse pode ser entendido a partir da afetividade e da autonomia discente. Alguns desafios que o docente tem de enfrentar e que muitos alunos nao estao habituados a ter autonomia e sentem dificuldade em realizar suas atividades sem a presenca fisica de um professor, bem como professores nao se sentem preparados para interagir em foruns de conteudo, por exemplo, e sentem, tambem, dificuldade em motivar os alunos que nao participam das atividades (Vieira & Abreu, 2016). Nessa modalidade de ensino, espera-se que o professor se preocupe com a constituicao de relacoes afetivas, que ajude o aluno a acionar suas competencias, que o auxilie em caso de dificuldades, motivando-o e, assim, evitando a sensacao de estar sozinho, fazer sozinho, o que acomete alguns alunos da modalidade a distancia (Silva, Silva & Campos, 2018). Nesse sentido, pode-se pensar que, caso o docente mantenha-se distante de seu aluno, sendo pouco afetivo, mantendo pouco contato com ele, interagindo pouco, nao realizando seu papel como docente para com o aluno, possa desenvolver o sentimento de culpa. Esse resultado evidencia que o aumento da percepcao de que a relacao com o aluno e estressante implica elevacao no sentimento de culpa, pois o docente passa a sentir que nao esta correspondendo as expectativas sociais de seu papel, ou seja, criar e manter um adequado relacionamento interpessoal com seus alunos.

A relacao com o superior imediato, tambem, mostra-se preditora da Culpa. Uma das competencias comportamentais exigidas do professor universitario e a interpessoal, que envolve capacidade de desenvolver e manter empatia (Mendonca, Paiva, Padilha & Barbosa, 2012). Os docentes de EaD sao constantemente cobrados a cumprir prazos e responder as demandas de alunos e direcao (Leao, 2014; Leite, 2015). Nessa perspectiva, pode-se inferir que o docente, ao nao conseguir cumprir esses prazos ou quando essa relacao empatica nao e efetiva, pode desenvolver um sentimento de culpa em relacao a nao atingir as expectativas sociais de seu papel.

A Falta de suporte social apresentou-se como preditora da Culpa, podendo ser explicada pelo fato de, na EaD, nao haver um contato face a face com colegas de trabalho e coordenadores. Assim, as dificuldades enfrentadas pelo docente, geralmente, sao resolvidas de forma solitaria, por meio de contato telefonico ou via e-mail, fazendo com que o docente tenha aumentado o sentimento de cobranca profissional acerca do seu papel profissional. Salami (2011) menciona que, quando os professores recebem apoio social de seus supervisores e colegas para enfrentar adversidades no trabalho, eles tem sua autoestima aumentada, menor sofrimento emocional e maior desenvolvimento de suas habilidades em lidar, de forma eficaz, com problemas que venham a surgir no dia a dia do seu trabalho. Esse resultado, ainda pode explicar a predicao da situacao conjugal de nao ter companheiro, uma vez que o conjuge, tambem, pode fornecer um apoio social, pois vinculos afetivos, quando criados, proporcionam um aspecto positivo na construcao da rede de apoio social do individuo, desse modo, contribuindo para exercer as tarefas no ambiente de trabalho de forma mais satisfatoria (Fonseca, Araujo, Bernardes & Amado, 2013). Quanto a dimensao do Tecnoestresse, de Ineficacia ser preditora da Culpa na modalidade de EaD, pode-se refletir que o docente deve ter o conhecimento do sistema utilizado, da forma de trabalho, bem como executar as atividades que sao de sua responsabilidade. Porem, ainda, ha docentes que tem dificuldade em relacao ao uso das Tics, dificuldade em operar o sistema, podendo ocasionar impedimento concreto no seu trabalho (Silva et al., 2017), e isso pode causar um sentimento de culpa por nao atingir as expectativas profissionais relativas a sua atividade.

Conclusao

Os resultados obtidos confirmaram a hipotese do estudo, de que as variaveis sociodemograficas, laborais e psicossociais prediziam as dimensoes da SB. E identificaram um modelo preditivo complexo para as dimensoes de Burnout constituido por variaveis sociodemograficas (nao ter filhos, situacao conjugal nao ter companheiro), laborais (cargo de professor, maior numero de alunos, maior numero de disciplinas), estressores ocupacionais (maior Carga horaria, maior Quantidade de alunos por turma, Horario de trabalho, Relacao com os alunos, Conciliar trabalho-lazer, Organizacao/forma como seu trabalho e organizado, Relacao com o superior imediato), estressores psicossociais (Pressao do grau de responsabilidade, Falta de autonomia, Conflito trabalho-familia, Sobrecarga de papeis, Falta de suporte social) e dimensoes do Tecnoestresse (Descrenca, Fadiga, Ineficacia).

Forcas, limitacoes e sugestoes de novos estudos

Como forcas do estudo, destaca-se a utilizacao de um consistente modelo teorico e de instrumentos adaptados para o contexto brasileiro que obtiveram adequados indices de confiabilidade na amostra investigada. O tamanho da amostra mostrou-se suficiente para revelar bons indices de magnitude de efeito para a analise estatistica realizada, logo, indicando que os resultados obtidos, provavelmente, tambem, possam ser identificados na populacao de docentes de EaD.

O estudo apresenta algumas limitacoes que devem ser consideradas na leitura de seus resultados. A primeira diz respeito ao delineamento transversal, que impossibilita a analise de relacoes causais. A segunda deve-se ao tipo de amostra nao probabilistica, que nao permite a generalizacao de seus resultados. A terceira refere-se a utilizacao de medidas de autorrelato, que pode gerar algum vies relacionado a desejabilidade social, principalmente, na dimensao de indolencia, visto que e dificil, para o docente, assumir que se tem distanciado afetivamente de seus alunos. Desse modo, considerando ser este o primeiro estudo nacional de SB com docentes de EaD, sugere-se a sua replicacao com amostra nacional estratificada por regioes, incluindo tambem, novas variaveis com o intuito de aumentar o poder explicativo do modelo obtido. Por ser um estudo transversal, seria importante que pesquisadores investigassem a SB e seus preditores mediante delineamentos longitudinais a fim de avaliar o comportamento e a estabilidade do modelo preditivo.

Implicacoes para a pratica

Como implicacoes para a pratica, pode-se sugerir acoes interventivas de minimizacao dos impactos laborais que funcionam como preditores da Sindrome de Burnout e voltadas para a melhoria do cargo e das atividades docentes, como, por exemplo: numero de alunos adequado a quantidade de horas contratadas pelo docente, isso os ajudaria a ter uma distribuicao de tempo mais equilibrada para seu trabalho. Melhorias no que se refere aos estressores psicossociais, como, por exemplo, mais autonomia ao docente para realizar suas atividades, investir na qualidade do relacionamento entre docentes e seus alunos, e, docentes e seus superiores, no sentido de maior sensibilizacao no tocante a importancia do apoio social, para que esses possam ter mais suporte quando tiverem problemas relacionados ao trabalho.

Acoes preventivas, como, por exemplo, eventos formativos que discutam sobre a importancia da qualidade de vida e promovam um ambiente mais saudavel para que o docente possa buscar um equilibrio entre trabalho, lazer e familia. Assim como, cabe a instituicao de ensino a qual o docente pertence, realizar mais treinamentos e capacitacoes no que tange ao uso das TICS, para que, assim, ele possa sentir-se mais preparado e confiante para a realizacao de suas atividades.

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Daniele Kruel Goebel (*,**), Mary Sandra Carlotto (*,***)

(*) Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

(**) Correio eletronico: danielekgoebel@gmail.com

(***) Correio eletronico: mscarlotto@gmail.com

Fecha recebido: agosto 01, 2018

Fecha aprovado: marco 19, 2019

Doi: http://dx.doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.6886
Tabela 1
Alfa, Media, Desvio Padrao e pontuacoes das dimensoes dos instrumentos
utilizados

Variaveis                         Escala   M      DP     [alpha]

Sindrome de Burnout               0-4
Ilusao                                     3.01   0.78   0.91
Desgaste Psiquico                          1.73   1.01   0.90
Indolencia                                 1.00   0.73   0.85
Culpa                                      1.04   0.72   0.84
Estressores psicossociais con-    1-6
texto laboral
Conflito Ambiguidade de papeis             3.49   1.53   0.91
Sobrecarga de papeis                       3.04   1.19   0.84
Falta de suporte Social                    2.58   1.18   0.91
Inseguranca na carreira                    3.30   1.41   0.87
Falta de autonomia                         2.94   1.43   0.88
Conflito trabalho familia                  3.43   1.35   0.86
Pressao do grau de Responsa-               3.36   1.39   0.87
bilidade
Tecnoestresse                     0-6
Descrenca                                  1.34   1.27   0.87
Fadiga                                     1.72   1.57   0.94
Ansiedade                                  1.20   1.28   0.91
Ineficacia                                 0.70   1.03   0.92
Estressores ocupacionais con-     0-4
texto laboral EaD
Carga horaria                              1.52   1.23
Horario/turno de trabalho                  1.35   1.22
Alunos por turma                           1.78   1.27
Carga de trabalho diaria                   1.49   1.18
Diversidade. atividades diarias            1.58   1.20
Administracao dos diversos                 1.41   1.15
sistemas
Relacao com superior imediato              1.02   1.14
Relacao com os alunos                      1.00   0.89
Organizacao do trabalho                    1.11   1.00
Necessidade de atualizacao                 1.05   1.07
Conciliar trabalho-familia                 1.67   1.25
Conciliar trabalho-lazer                   1.80   1.32

Tabela 2
Analise de regressao linear multipla metodo Stepwise para as dimensoes
da Sindrome de Burnout

Variaveis                  R       [R.sup.2]   B        SE      [beta]

Ilusao pelo
Trabalho
1. Tecnoestresse           0.310    0.096      -0.117   0.034   -0.195
/Descrenca
2. Estressor/alunos        0.386    0.149      -0.082   0.037   -0.133
por turma
3. Estressor/horario       0.409    0.168      -0.091   0.042   -0.144
de trabalho
4. Cargo (#)               0.437    0.191       0.194   0.084    0.125
5. Pressao                 0.453    0.205       0.124   0.035    0.222
/Responsabilidade
6. Falta de                0.476    0.227      -0.125   0.042   -0.229
Autonomia
7. No de Disciplinas       0.490    0.240      -0.019   0.008   -0.120
Modelo F                                       12.911
Desgaste Psiquico
1. Conflito                0.645    0.416       0.059   0.119    0.156
Trabalho-Familia
2. Estressor               0.713    0.509       0.117   0.051    0.276
/carga horaria
3. Estressor/relacao       0.737    0.543       0.227   0.040    0.135
com os alunos
4. Sobrecarga              0.748    0.560       0.156   0.049    0.167
de Papeis
5. Estressor/conciliar     0.758    0.574       0.142   0.052    0.154
trabalho-lazer
6. Tecnoestresse           0.762    0.581       0.119   0.043    0.108
/Fadiga
Modelo F                                       66.438
Indolencia
1. Estressor/organizacao   0.497    0.247       0.123   0.043    0.171
do trabalho
2. Estressor/relacao       0.556    0.309       0.195   0.046    0.237
com os alunos
3. Falta de Suporte        0.597    0.356       0.140   0.032    0.231
Social
4. Filhos (##)             0.613    0.375       0.225   0.066    0.155
5. Tecnoestresse           0.629    0.396       0.095   0.028    0.171
/Descrenca
6. Cargo (#)               0.637    0.405       0.132   0.066    0.092
7. No de alunos            0.643    0.413       0.095   0.000    0.091
Modelo F                                       28.783
Culpa
1. Sobrecarga              0.455    0.207       0.118   0.036    0.200
de Papeis
2. Falta de Suporte        0.508    0.258       0.104   0.037    0.177
Social
3. Estressor/relacao       0.539    0.291       0.105   0.045    0.131
com os alunos
4. Situacao                0.553    0.306      -0.185   0.072   -0.124
conjugal (###)
5.Tecnoestresse            0.566    0.320       0.092   0.037    0.135
/Ineficacia
6. Estressor/Relacao       0.575    0.331       0.078   0.037    0.125
com o superior
Modelo F                                       23.626

Variaveis                  t        p

Ilusao pelo
Trabalho
1. Tecnoestresse           -3.402   0.001 (**)
/Descrenca
2. Estressor/alunos        -2.221   0.027 (*)
por turma
3. Estressor/horario       -2.181   0.030 (*)
de trabalho
4. Cargo (#)                2.317   0.021 (*)
5. Pressao                  3.532   0.001 (**)
/Responsabilidade
6. Falta de                -2.980   0.003 (**)
Autonomia
7. No de Disciplinas       -2.259   0.025 (*)
Modelo F
Desgaste Psiquico
1. Conflito                 2.309   0.022 (*)
Trabalho-Familia
2. Estressor                5.679   0.001 (**)
/carga horaria
3. Estressor/relacao        3.174   0.002 (**)
com os alunos
4. Sobrecarga               2.747   0.006 (**)
de Papeis
5. Estressor/conciliar      2.759   0.006 (**)
trabalho-lazer
6. Tecnoestresse            2.233   0.026 (*)
/Fadiga
Modelo F
Indolencia
1. Estressor/organizacao    2.867   0.004 (**)
do trabalho
2. Estressor/relacao        4.243   0.001 (**)
com os alunos
3. Falta de Suporte         4.369   0.001 (**)
Social
4. Filhos (##)              3.393   0.001 (**)
5. Tecnoestresse            3.382   0.001 (**)
/Descrenca
6. Cargo (#)                2.001   0.046 (*)
7. No de alunos             1.980   0.049 (*)
Modelo F
Culpa
1. Sobrecarga               3.240   0.001 (**)
de Papeis
2. Falta de Suporte         2.788   0.006 (**)
Social
3. Estressor/relacao        2.329   0.021 (*)
com os alunos
4. Situacao                -2.561   0.011 (*)
conjugal (###)
5.Tecnoestresse             2.481   0.014 (*)
/Ineficacia
6. Estressor/Relacao        2.100   0.037 (*)
com o superior
Modelo F

z (*) p<0.05; (**) p<0.01; (#) Cargo: 0=tutor, 1=professor; (##)
Filhos: 0=Sim, 1= Nao, (###) Situacao Conjugal: 0=sem companheiro 1=com
companheiro.
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Author:Goebel, Daniele Kruel; Carlotto, Mary Sandra
Publication:Avances en Psicologia Latinoamericana
Date:Jul 1, 2019
Words:9458
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