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Predictive symptoms of depression in schoolchildren in different sociodemographic scenarios/ Sintomas preditivos de depressao em escolares em diferentes cenarios sociodemograficos/ Sintomas predictores de depresion entre los estudiantes con escenarios sociodemograficos distintos.

Introducao

Atualmente, e crescente a preocupacao com a tematica relativa a saude mental, incluindo a depressao, justificada pelo aumento de pessoas acometidas por essa patologia, com consequencias individuais, sociais, profissionais e familiares. As estimativas apontam que, em 2020, a depressao sera a segunda doenca de maior incidencia, entre a populacao em geral (1). O Ministerio da Saude estima que de 10% a 20% de criancas e adolescentes sofram de transtornos mentais. Desse total, 3% a 4% necessitam de tratamento intensivo (2).

O transtorno depressivo engloba um conjunto de sinais e sintomas que inclui reducao do sono, falta de apetite, sentimentos de culpa persistentes por semanas ou meses e que representam um desvio marcante no desempenho habitual do individuo. O inicio do transtorno pode ser na infancia ou idade avancada, mas acomete todas as faixas etarias (3). A depressao infantil consiste em uma perturbacao que envolve aspectos biologicos, psicologicos e sociais e nao e um tema recente. Os primeiros relatos de sintomas de desanimo e depressao em criancas surgiram no seculo XVII. O quadro caracterizava-se por choro, recusa alimentar e dificuldade de aprendizado escolar (4).

O diagnostico de depressao infantil somente foi aceito a partir do seculo XX, apos o IV Congresso de Psiquiatria Infantil da Uniao Europeia, que ocorreu na Suecia, em 1970. Ate entao, entendia-se que a crianca, devido a imaturidade de estrutura de personalidade, nao teria capacidade mental de desenvolver depressao4. Fatores estressantes e a repeticao de situacoes de fracasso sao situacoes que interferem diretamente no comportamento infantil, podendo contribuir para o surgimento de sintomas e pensamentos depressivos em criancas (5). Considerando os aspectos ate aqui apontados, esta investigacao teve por objetivo verificar sintomas preditivos de depressao em escolares de escolas publica e particular, segundo os diferentes cenarios sociodemograficos, em um municipio da regiao norte do Rio Grande do Sul/Brasil.

Revisao De Literatura

A atencao voltada a saude mental de criancas e adolescentes e seu reconhecimento como uma questao de saude e de saude publica, e recente. Considera-se um campo em descoberta. Atualmente, e reduzido o numero de estudos que levam em conta os cuidados voltados a criancas e a adolescentes e sua articulacao com os servicos de saude. O desenvolvimento de investigacoes com esse foco tem importancia, devido a contemporaneidade do tema e tambem por contribuir na producao do cuidado em saude mental, especialmente direcionada a criancas e adolescentes (6).

Os servicos de saude tem se deparado com modificacoes na forma de atendimento a saude da crianca e do adolescente. Isso ocorre devido ao aumento significativo da populacao dessa faixa etaria que procura atendimento, envolvendo tambem situacoes de sofrimento psiquico. Os servicos de saude mental infanto-juvenil devem assumir uma funcao social que perpassa o tecnicismo e que se sustenta em acoes, tais como acolher, escutar, cuidar e melhorar a qualidade de vida do sujeito portador de sofrimento mental, considerando-o com seus direitos e singularidades (2).

Qualquer acao voltada para a saude mental de criancas e adolescentes precisa estabelecer ligacao com outras politicas publicas como: acao social, educacao, cultura, esportes, direitos humanos e justica. Nao se pode tambem deixar de estabelecer interfaces com setores da sociedade que prestam relevante atendimento nessa area (2). Neste contexto, inclui-se a escola como locus privilegiado de identificacao de agravos a saude, incluindo aspectos relativos a saude mental.

Salienta-se que a depressao em criancas e adolescentes influencia no rendimento escolar e nas interpelacoes, pois e na escola que se solidificam as relacoes pessoais, afetivas e sociais (5). Assim, ressalta-se que e frequente a incidencia de problemas emocionais, mais especificamente a depressao, em criancas escolares e, normalmente, estao associados a outras dificuldades de comportamento. Considerando esses aspectos, esse estrato populacional pode possuir rendimento escolar abaixo do esperado e, consequente diminuicao do aproveitamento escolar (7).

Destaca-se que as funcoes cognitivas como atencao, concentracao, memoria e raciocinio encontram-se alteradas na crianca deprimida, interferindo negativamente no desempenho escolar. Assim, ela tem dificuldade em realizar tarefas e mostra desinteresse para a realizacao das atividades, interferindo no aprendizado3 Dessa forma, problemas de saude mental na infancia e na adolescencia podem estar associados a risco de transtornos psicossociais na vida adulta (8)

Metodologia

Estudo descritivo, transversal, de natureza quantitativa, do qual participaram todos os estudantes de 6a, 7a e 8a series do ensino fundamental de duas escolas, uma de carater publico e a outra, privado, localizadas em um municipio da regiao norte do Rio Grande do Sul, Brasil. Os participantes totalizam 126 adolescentes, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 17 anos. Como criterios de inclusao, foram considerados alunos na faixa etaria entre 12 e 18 anos, matriculados e frequentando as aulas. E importante mencionar que, neste estudo, foram considerados adolescentes estudantes que se encontram na faixa etaria de 12 a 18 anos de idade, segundo o Estatuto da Crianca e do Adolescente, Lei no. 8.069/90 (9).

Para a coleta de dados, utilizou-se um questionario sociodemografico elaborado pelas pesquisadoras. Tambem, empregou-se o Children's Depression Inventory (CDI), desenvolvido por Kovacs, em 1992. Foi traduzido e validado para o Brasil por Gouveia e colaboradores10, com a finalidade de avaliar sintomas afetivos, cognitivos e comportamentais de depressao, em criancas e adolescentes na faixa etaria de 7 a 17 anos. Tal instrumento foi construido a partir de uma adaptacao de Beck Depression Inventory, utilizado para adultos.

O inventario original e composto por 27 itens e tem sido utilizado em estudos epidemiologicos, internacionais e brasileiros. O CDI e composto de 20 itens e cada um deles possui tres alternativas de respostas e a correcao varia em uma escala de 0 (ausencia de sintoma), 1 ponto (sintoma leve) e 2 pontos (sintoma de agravamento). O ponto de corte e 17, de forma que criancas e adolescentes com pontuacao igual ou superior a 17 pontos deverao merecer maior atencao, pois esse resultado indica sintomas depressivos (10).

Assim sendo, o CDI e um inventario de autorrelato, com a finalidade de identificar alteracoes: de afetividade (humor rebaixado, solidao e irritabilidade); cognitiva (autoimagem negativa, autoculpa, expectativas negativas em decisao); motivacional (reclusao, evitamento, ideacao suicida); vegetativo e autoavaliativas (disturbio de apetite e de sono); psicomotora e de outras condutas interpessoais (11).

O questionario sociodemografico contempla as variaveis: escolaridade, idade, sexo, contexto sociocultural, relacoes interpessoais e atividade extraclasse.

A aplicacao dos instrumentos foi realizada nos meses de julho e agosto de 2012, de modo coletivo, nas salas de aula, com os estudantes, apos a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido por parte dos pais. O projeto do estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria/RS, sob parecer consubstanciado no. 37284.

Para a analise dos dados, utilizou-se a estatistica descritiva, o teste quiquadrado e o exato de Fischer com o auxilio do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), Versao 13 for Windows .

Resultados e Discussao

Dos 126 alunos entrevistados, 70(55,6%) sao de escola publica e 56(44,4%) sao de instituicao particular. Do total, 59(46,9%) sao do sexo feminino e 67(53,1%) do sexo masculino. As meninas (61,4%) sao em maior numero na escola publica, enquanto que no educandario particular predominam os meninos (57,1%). Quando analisada a natureza da escola em que estao vinculados os entrevistados, em relacao aos sintomas sugestivos de depressao (escore superior ou igual a 17), evidencia-se que estes ocorrem em maior numero na escola publica, representando 20%, enquanto na particular sao 14,3%. Isto pode estar relacionado a caracteristicas como: baixo nivel socioeconomico, desvantagem social e estresse familiar, os quais sao determinantes sociais que influenciam negativamente na saude de criancas e adolescentes12.

Quanto a escolaridade, 51(40,5%) cursam a oitava serie e 59,5% estao na sexta ou setima series. A faixa etaria dos adolescentes encontra-se entre 12 e 17 anos, sendo que 71,2 % tem entre 12 e 14 anos de idade e 28,8%, de 15 a 17 anos. Em relacao a faixa etaria, identifica-se que os sintomas preditivos de depressao sao mais significativos em adolescentes entre 15 e 17 anos.

Tambem observa-se que os estudantes que possuem escore maior ou igual a 17 estao em maior percentual na 6- serie do ensino fundamental, diminuindo nas 7e 8- series. Ver Tabela 1.

Estudo sobre prevalencia de sintomas depressivos, que utilizou o CDI, com 519 escolares na faixa etaria de 7 a 13 anos de idade, identificou que 13,7% deles apresentou sintomatologia depressiva, indicando que um numero significativo de criancas e adolescentes tem, provavelmente, depressao (13).

Os resultados do CDI evidenciam que 22(17,5%) adolescentes possuem escore igual ou acima do ponto de corte 17, o que e indicativo de sintomatologia depressiva. Na Tabela 1, estao apresentados os resultados da analise da presenca ou nao de sintomas depressivos, relacionando com os dados sociodemograficos. Evidencia-se que, dos alunos estudados, o indicativo de sintomatologia depressiva ocorre em maior percentual nos estudantes vinculados a escola publica, nos meninos e naqueles com idade de 15 a 17 anos.

Quando se relaciona manifestacoes depressivas com a pratica de atividade fisica, constata-se que dentre os que nao a realizam, ha predominancia -31,2%--dos que tem indicativo de sintomas depressivos. Tambem, com o auxilio do teste quiquadrado, verifica-se uma relacao significativa (p<0,001) entre as variaveis pratica de atividade fisica e ausencia de sintomas preditivos de depressao. E importante enfatizar que pessoas que praticam exercicios fisicos tem menor possibilidade de desenvolver sintomas depressivos, pelo fato dessa atividade aumentar os niveis de serotonina no cerebro. Esse efeito foi encontrado para todas as formas de exercicios regulares. A deplecao de serotonina leva a irritabilidade e raiva, enquanto sua suplementacao pode aliviar a ansiedade e aumentar a sensacao de bem-estar3. Quanto a utilizacao frequente do computador, constata-se que ela nao apresenta influencia significativa em relacao aos provaveis sintomas depressivos.

O inventario de depressao infantil possui 20 perguntas e cada uma delas com tres opcoes de escolha para os sintomas apresentados nas ultimas duas semanas. Assim, as respostas dos sujeitos a esse inventario, contendo tres opcoes--ausencia de sintomas preditivos de depressao, sintomas leves e de agravamento - em cada item, estao distribuidas na Tabela 2.

Os sintomas preditivos de depressao apresentados pelo grupo investigado estao de acordo com os conteudos do manual empregado no diagnostico de transtornos mentais, o que ressalta como sintomas depressivos--o humor deprimido, na maior parte do dia, diminuicao do interesse nas atividades diarias, alteracao de sono e apetite, falta de energia, alteracao na atividade motora, sentimento de inutilidade, dificuldade para se concentrar e pensamentos e/ou tentativas de suicidio (14).

Percebe-se que, no total de sujeitos, as respostas predominantes quanto a presenca do sintoma preditivo de agravamento de depressao foram - eu estou sempre cansado, nao posso ser tao bom quanto as outras criancas, eu sinto vontade de chorar diariamente, eu me sinto sempre preocupado e eu sou feio -, oscilando entre de 10 e 12% dos estudantes. Vale destacar que em todas as categorias identifica-se a prevalencia de estudantes da escola publica.

Ainda, fazendo um paralelo entre as escolas, verifica-se que, quando realizado o somatorio do percentual dos alunos que tem indicativo leve ou de agravamento da sintomatologia depressiva, obtem-se valor maior que 50% em ambas as instituicoes, nas categorias nada vai dar certo para mim, eu sou feio, eu tenho sempre dificuldades para dormir a noite, nao posso ser tao bom quanto as outras criancas e eu nunca faco o que me mandam. A categoria eu tenho certeza de que coisas terriveis me acontecerao alcancou 50% dos alunos da escola particular. Ver Tabela 2.

As categorias estou sempre triste, nada vai dar certo para mim, eu sou sempre mau, tudo de mau que acontece e por minha culpa, eu quero me matar e eu nao gosto de estar com pessoas sao sintomas preditivos de depressao, no entanto foram as menos evidenciadas na populacao estudada. Contudo, cabe apontar que as categorias nada vai dar certo para mim, eu sou feio, nao posso ser tao bom quanto as outras crianca e eu nunca faco o que me mandam se destacam como sintomas leves e foram identificadas por mais de 48% dos sujeitos pesquisados.

Humor depressivo, perda de interesse ou de prazer, tristeza, desvalorizacao e comportamento antissocial sao os sintomas-chave de depressao3. Essas caracteristicas nao foram as mais assinaladas no questionario pelos adolescentes em estudo, o que pode estar associado ao fato deles estarem inseridos no ambiente escolar.

Nessa perspectiva, e preciso ressaltar a importancia do relacionamento social entre as pessoas, especialmente entre membros de grupos afins. O evento sentir-se rejeitado por colegas e amigos foi significativo, indicando que pode ser considerado um preditor de sintomas depressivos. Tambem, a insatisfacao do adolescente em relacao ao apoio familiar recebido pode influenciar no surgimento de tais manifestacoes.

E consensual a importancia do grupo social durante o desenvolvimento de criancas e, principalmente, de adolescentes. Especialistas recomendam intervencoes imediatas junto aos educandos com provaveis sintomas depressivos. Desse modo, e possivel prevenir que os escores aumentem longitudinalmente e, tambem, reduzir sintomas ja apresentados (15).

Quanto menos o adolescente gosta de ir para a escola, maior e a possibilidade de desenvolver sintomas depressivos, o que se verifica, neste estudo, na categoria detesto, em que 50% dos entrevistados tem sintomas preditivos de depressao. Ver Figura 1.

Nessa linha, estudo mostra que a influencia da escola sobre os adolescentes e positiva e pode se constituir em fator preventivo no surgimento de sintomas depressivos (15). A escola tem um papel significativo na socializacao e no desenvolvimento das capacidades cognitivas desse grupo etario, favorecendo a compreensao do mundo social. E preciso desenvolver praticas pedagogicas que deem prazer, fazendo com que os alunos sintam vontade de ir e estar na escola (16).

Em relacao a acao da escola e dos profissionais que nela atuam, destaca-se sua importancia na identificacao de sintomas que indicam depressao e no desenvolvimento de acoes psicossociais e pedagogicas, curriculares e extracurriculares, com vistas a prevencao dessa morbidade e a formacao de pessoas cidadas capazes de interagir socialmente (17,18). Alem disso, o sistema educacional tem a funcao de reduzir os estigmas relativos a preconceitos e tabus (18), incluindo a depressao, uma vez que, comumente, se entende que esta patologia nao faz parte do cotidiano de criancas e adolescentes.

Alem da escola, entende-se que os profissionais da atencao basica de saude tambem devam inserir os adolescentes em seus programas de atencao. Assim, considera-se que, na agenda da saude e no planejamento das acoes de atencao, esteja contemplada essa parcela da populacao, que apresenta particularidades e diversos riscos a saude (18). Portanto, cabe a escola, junto com os demais setores sociais, resgatar as capacidades do individuo, fortalecendo-as e estimulando a tomada de decisoes que contribuam para a saude fisica e mental desse estrato populacional (19).

Conclusao

Como a depressao ocorre com frequencia entre criancas e adolescentes, e importante a realizacao de estudos que busquem identificar precocemente sintomas preditivos de depressao. Alem disso, destaca-se a efetivacao de medidas visando a promocao da saude mental e prevencao de doencas, tambem no sistema educacional.

Os resultados deste estudo permitem constatar a presenca de sintomas preditivos de depressao leve e de seu agravamento em um numero significativo de adolescentes. A maior parte dos alunos com sintomas preditivos de depressao estuda em escola publica, e do sexo masculino e esta na faixa etaria de 15 a 17 anos. Tambem, entre os que nao realizam atividades fisicas, houve indicativo de sintomatologia depressiva.

O estudo apresenta algumas limitacoes, pois o CDI e um instrumento que possibilita identificar criancas e adolescentes com sintomas depressivos e pedir para um adolescente selecionar a melhor alternativa que descreva seus sentimentos nas ultimas duas semanas e uma tarefa complexa. Diante disso, destaca-se a importancia dos pais, educadores e profissionais da area da saude, particularmente, os enfermeiros, de estarem atentos as manifestacoes das criancas e adolescentes, contribuindo para o diagnostico precoce de sintomas que indiquem depressao.

E relevante desenvolver programas para a promocao da saude e prevencao de doencas e, especialmente, para intervencoes na area de saude mental, junto a criancas e adolescentes. E preciso construir estrategias de cuidado e bem-estar para aqueles que apresentam sintomas sugestivos de depressao. Reforca-se que a presenca do enfermeiro nesse contexto podera contribuir para a saude desse grupo populacional.

DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2016.6680

Referencias

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Eliege Bortolini [I]; Rosane Maria Kirchner [II]; Leila Mariza Hildebrandt [III]; Marines Tambara Leite [IV]; Marta Cocco da Costa [V]

[I] Enfermeira. Graduada pela Universidade Federal de Santa Maria/Campus Palmeira das Missoes, Rio Grande do Sul, Brasil. email: eliegebortolini@hotmail.com.

[II] Doutora em Engenharia Eletrica - Metodos de Apoio a Decisao. Docente da Universidade Federal de Santa Maria/Campus Palmeira das Missoes, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: rosanekirchner@gmail.com.

[III] Enfermeira. Mestre em Enfermagem Psiquiatrica. Docente da Universidade Federal de Santa Maria/Campus Palmeira das Missoes, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: leilahildebrandt@yahoo.com.br.

[IV] Enfermeira. Doutora em Gerontologia Biomedica. Docente da Universidade Federal de Santa Maria/Campus Palmeira das Missoes, Rio Grande do Sul, Brasil. Tutora do Grupo PET Enfermagem UFSM/Campus Palmeira das Missoes. E-mail: tambaraleite@yahoo.com.br.

[V] Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente da Universidade Federal de Santa Maria/Campus Palmeira das Missoes, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: marta.c.c@ufsm.br.
FIGURA 1: Sintomatologia de depressao, ponto de corte 17, segundo a
satisfacao do aluno de ir a escola. Palmeira das Missoes, RS,
Brasil, 2012.

                Menor que 17    Igual ou maior que 17

Gosto muito         95                  5

Gosto pouco         83,6                16,4

Gosto muito
pouco               72,7                27,3

Detesto             50                 50

Note: Table made from bar graph.

TABELA 1: Distribuicao dos participantes, segundo dados sociode-
mograficos e presenca ou nao de sintomas depressivos. Palmeira das
Missoes, RS, Brasil, 2012.

                               Sintomatologia Depressiva
                         Menos     Igual ou maior    Teste
Caracteristicas            de           que         Quiqua-
                           17            17          drado
                          N(%)          N(%)        p-valor

Escola
  Publica (N=70)        56(80,0)      14(20,0)       0,401
  Particular (N=56)     48(87,5)      8(14,3)
Sexo
  Masculino (N=67)      54(80,6)      13(19,4)       0,355
  Feminino (N=59)       50(84,7)      9(15,3)
Idade (*)
  12 a 14 anos (N=89)   75(84,3)      14(15,7)       0,388
  15 a 17 anos (n=36)   28(77,8)      8(22,2)
Serie
  6a (N=29)             22(75,9)      7(24,1)        0,540
  7a (N=46)             37(80,4)      9(19,6)
  8a (N=51)             45(88,2)      6(11,8)
Atividade fisica
  Sim (N=78)            71(91,0)       7(9,0)        0,001
  Nao (N=48)            33(68,8)      15(31,2)
Uso de computador
  Sim (N=82)            71(86,6)      11(13,4)       0,102
  Nao (N=44)            33(75,0)      11(25,0)

(*) Um entrevistado nao respondeu.

TABELA 2: Frequencia de sintomas de depressao em cada uma das
questoes do inventario de Depressao infantil. Palmeira das Missoes,
RS, Brasil, 2012.

                             Particular N=56
Categorias                   Sintoma
                                  A      L     DA
Eu estou sempre triste   N       44     10      2
                         %     78,6    17,9   3,6

Nada vai dar             N       25     29      2
certo para mim           %     44,6    51,8   3,6

Eu faco tudo errado      N       41     12      3
                         %     73,2    21,4   5,4

Nada e divertido         N       36     20      --
para mim                 %     64,3    35,7     --

Eu sou sempre mau (ma)   N       52      3      1
                         %     92,9    5,4    1,8

Eu tenho certeza de      N       27     28      1
que coisas terriveis     %     48,2    50,0   1,8
acontecerao

Eu me odeio              N       44     10      2
                         %     78,6    17,9   3,6

Tudo de mau que          N       43     13     --
acontece e por           %     76,8    23,2    --
minha culpa

Eu quero me matar        N       48      8     --
                         %     85,7    14,3    --

Eu sinto vontade de      N       40     11      5
chorar diariamente       %     71,4    19,6   8,9

Eu me sinto sempre       N       32     18      6
preocupado               %     57,1    32,1   10,7

Eu nao gosto de estar    N       48      6      2
com pessoas              %     85,7    10,7   3,6

Eu sou feio              N       23     27      6
                         %     41,1    48,2   10,7

Eu tenho sempre          N       25     28      3
dificuldades para        %     44,6    50,0   5,4
dormir a noite

Eu estou sempre cansado  N       34     21      1
                         %     60,7    37,5   1,8

Eu sempre me sinto       N       39     14      3
sozinho                  %     69,6    25,0   5,4

Eu nunca me divirto      N       38     14      4
na escola                %     67,9    25,0   7,1

Nao posso ser tao bom    N       21     30      5
quanto as outras         %     37,5    53,6   8,9
criancas

Ninguem gosta de mim     N       39     13      4
realmente                %     69,6    23,2   7,1

Eu nunca faco o que      N       26     25      5
me mandam                %     46,4    44,6   8,9

                             Escolas

                             Estadual N=70
Categorias                   Sintoma
                                  A      L     DA
Eu estou sempre triste   N       42     27      1
                         %     60,0    38,6   1,4

Nada vai dar             N       30     39      1
certo para mim           %     42,9    55,7   1,4

Eu faco tudo errado      N       50     17      3
                         %     71,4    24,3   4,3

Nada e divertido         N       34     32      4
para mim                 %     48,6    45,7   5,7

Eu sou sempre mau (ma)   N       58     10      2
                         %     82,9    14,3   2,9

Eu tenho certeza de      N       40     27      3
que coisas terriveis     %     57,1    38,6   4,3
acontecerao

Eu me odeio              N       53     13      4
                         %     75,7    18,6   5,7

Tudo de mau que          N       43     25      2
acontece e por           %     61,4    35,7   2,9
minha culpa

Eu quero me matar        N       51     17      2
                         %     72,9    24,3   2,9

Eu sinto vontade de      N       43     18      9
chorar diariamente       %     61,4    25,7   12,9

Eu me sinto sempre       N       36     27      7
preocupado               %     51,4    38,6   10,0

Eu nao gosto de estar    N       46     23      1
com pessoas              %     65,7    32,9   1,4

Eu sou feio              N       28     34      8
                         %     40,0    48,6   11,4

Eu tenho sempre          N       34     28      7
dificuldades para        %     49,3    40,6   10,1
dormir a noite

Eu estou sempre cansado  N       35     21     14
                         %     50,0    30,0   20,0

Eu sempre me sinto       N       40     25      5
sozinho                  %     57,1    35,7   7,1

Eu nunca me divirto      N       33     30      7
na escola                %     47,1    42,9   10,0

Nao posso ser tao bom    N       19     41     10
quanto as outras         %     27,1    58,6   14,3
criancas

Ninguem gosta de mim     N       37     29      4
realmente                %     52,9    41,4   5,7

Eu nunca faco o que      N       29     37      4
me mandam                %     41,4    52,9   5,7

                             Total N=126
Categorias                   Sintoma
                                  A      L     DA
Eu estou sempre triste   N       86     37      3
                         %     68,3    29,4   2,4

Nada vai dar             N       55     68      3
certo para mim           %     43,7    54,0   2,4

Eu faco tudo errado      N       91     29      6
                         %     72,2    23,0   4,8

Nada e divertido         N       70     52      4
para mim                 %     55,6    41,3   3,2

Eu sou sempre mau (ma)   N      110     13      3
                         %     87,3    10,3   2,4

Eu tenho certeza de      N       67     55      4
que coisas terriveis     %     53,2    43,7   3,2
acontecerao

Eu me odeio              N       97     23      6
                         %     77,0    18,3   4,8

Tudo de mau que          N       86     38      2
acontece e por           %     68,3    30,2   1,6
minha culpa

Eu quero me matar        N       99     25      2
                         %     78,6    19,8   1,6

Eu sinto vontade de      N       83     29     14
chorar diariamente       %     65,9    23,0   11,1

Eu me sinto sempre       N       68     45     13
preocupado               %     54,0    35,7   10,3

Eu nao gosto de estar    N       94     29      3
com pessoas              %     74,6    23,0   2,4

Eu sou feio              N       51     61     14
                         %     40,5    48,4   11,1

Eu tenho sempre          N       59     56     10
dificuldades para        %     47,2    44,8   8,0
dormir a noite

Eu estou sempre cansado  N       69     42     15
                         %     54,8    33,3   11,9

Eu sempre me sinto       N       79     39      8
sozinho                  %     62,7    31,0   6,3

Eu nunca me divirto      N       71     44     11
na escola                %     56,3    34,9   8,7

Nao posso ser tao bom    N       40     71     15
quanto as outras         %     31,7    56,3   11,9
criancas

Ninguem gosta de mim     N       76     42      8
realmente                %     60,3    33,3   6,3

Eu nunca faco o que      N       55     62      9
me mandam                %     43,7    49,2   7,1

A: ausencia; L: leve; DA: de agravamento
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Author:Bortolini, Eliege; Kirchner, Rosane Maria; Hildebrandt, Leila Mariza; Leite, Marines Tambara; da Cos
Publication:Enfermagem Uerj
Date:Jan 1, 2016
Words:4483
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