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Predatory capacity of Euborellia annulipes (Lucas, 1847) on Spodoptera frugiperda (Smith, 1797)/Capacidade Predatoria de Euborellia annulipes (Lucas, 1847) sobre Spodoptera frugiperda (Smith, 1797).

Introducao

A lagarta-do-cartucho do milho, Spodoptera frugiperda (Smith) (Lepidoptera: Noctuidae), e uma praga de ocorrencia em toda a America e em algumas ilhas da India. No Brasil, ocorre durante todo o ano, em todas as regioes, devido a disponibilidade e diversidade de alimentacao (PRATISSOLI et al. 2004), atacando a cultura do milho em todos os estadios de desenvolvimento, podendo as perdas reduzir a producao em ate 34% (BOICA JR. et al. 2001).

O tratamento quimico e amplamente utilizado na agricultura. Apresenta, entretanto, as desvantagens do risco de contaminacao do meio ambiente, podendo prejudicar a saude dos aplicadores e/ou consumidores, alem de problemas de resistencia. Com isso, a busca de alternativas seguras, que proporcionem a maxima eficiencia de controle com o menor impacto ambiental, tem sido investigada. (CELOTO et al. 2008). Nesse sentido, o controle biologico pode ser adotado dentro de um contexto de Manejo Integrado de Pragas (MIP), que considera aspectos ecologicos, economicos, tecnologicos e sociais para a tomada de decisao de controle (FERNANDES; CARNEIRO, 2006).

Os insetos pertencentes a ordem Dermaptera, ainda nao sao bem conhecidos e as informacoes existentes na literatura, os caracterizam como organismos com boa capacidade predatoria. Dentre os agentes biologicos com caracteristicas adequadas a esta finalidade, os dermapteros tem despertado grande atencao, pois sao predadores vorazes, isto e, com alta capacidade de ataque e que se alimentam de diversas presas, particularmente, de ovos e fases imaturas de insetos das ordens Lepidoptera, Hemiptera, Coleoptera e Diptera (COSTA et al., 2007).

Os dermapteros tem se destacado no controle de insetos-praga, principalmente de ovos e formas jovens. A tesourinha Doru luteipes e um predador de Myzus persicae (Sulzer) (Hemiptera: Aphididae) (BACCI et al., 2002), de ovos e lagartas pequenas de S. frugiperda (Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) (NONINO et al., 2007), ninfas e adultos de Schizaphis graminum (Rondani) (Hemiptera: Aphididae) e Helicoverpa zea (Boddie) (Lepidoptera: Noctuidae) (PASINI et al., 2007).

Euborellia annulipes (Lucas) (Dermaptera: Anisolabididae e um agente controlador de Cosmopolites sordidus (Germar) (Coleoptera: Curculionidae), na Jamaica; lagartas de Sesamia inferens (Walker) (Lepidoptera: Noctuidae), no Japao, e alguns insetos-praga de graos armazenados (KLOSTERMEYER, 1942), da lagarta Crambus bonifatellus (Hulst) (Lepidoptera: Crambidae) (LANGSTON; POWELL, 1975), lagartas e pupas de Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Pyralidae) (HENSLEY, 1971; RAMAMURTHI; SOLAYAPPAN, 1980), de ovos, larvas, ninfas e adultos de Dermanyssus gallinae (De Geer) (Acarina: Dermanyssidae) (GUIMARAES et al., 1992) e larvas e pupas de Anthonomus grandis (Boheman) (Coleoptera: Curculionidae) em nivel de campo (rAMALHO; WANDERLEY, 1996; LEMOS et al., 1998).

Considerando-se o potencial de uso dos dermapteros em programas de controle biologico de S. frugiperda, realizou-se esta pesquisa com o objetivo de avaliar a capacidade de predacao de Euborellia annulipes sobre ovos e larvas de S. frugiperda, em condicoes de laboratorio.

Material e metodos

A pesquisa foi conduzida no Laboratorio de Entomologia do Setor de Fitossanidade da Universidade Federal da Paraiba (UFPB), a temperatura de 25 [+ or -] 1[degrees]C, umidade relativa de 70 + 10% e Fotofase de 12h. Foram utilizados ovos e lagartas de S. frugiperda e tesourinhas da especie E. annulipes provenientes da criacao de manutencao do Laboratorio de Entomologia/UFPB.

Criacao de S. frugiperda e de E. annulipes

A criacao de S. frugiperda iniciou-se com a coleta de lagartas em plantas de milho, que em seguida foram levadas ao laboratorio e alimentadas com folhas de milho provenientes de um plantio estabelecido na UFPB. Chegando-se a fase de pupa, estas foram sexadas e colocadas em gaiolas de PVC de 20 cm de altura x 10 cm de diametro, forradas internamente com papel jornal, onde, ocorreu a emergencia e acasalamento dos adultos. A alimentacao dos adultos consistiu de uma solucao de mel de abelha a 10%, colocada em tampinhas com chumaco de algodao e trocada a cada dois dias. As posturas eram retiradas diariamente e desinfetadas com solucao de hipoclorito de sodio a 5% durante 5 segundos e depois enxaguadas com agua desclorada. Em seguida, as posturas eram condicionadas em placas de Petri (9,0 cm de diametro x 1,5 cm de altura), forradas com papel filtro ligeiramente umedecido ate a eclosao das lagartas, que eram acondicionadas, em grupo de quatro, em potes plasticos de 150 mL, contendo em seu interior dieta artificial. Ao atingirem o 3 instar, as lagartas eram individualizadas nos potes plasticos ate a fase de pupa, dando inicio a nova criacao.

A criacao de E. annulipes iniciou-se com a coleta de insetos adultos que foram mantidos em caixas plasticas retangulares e transparentes, de 22,5 x 15,0 x 6,0 cm. Para se evitar a fuga dos insetos, cada caixa de criacao era mantida vedada com tampa escura, apresentando um orificio vedado com filo, a fim de fornecer um ambiente sem incidencia de luz e oxigenado, o ideal para o desenvolvimento e reproducao do inseto. O fundo das caixas de criacao era revestido por camadas de papel absorvente (tipo higienico), formando uma camada de aproximadamente 2 cm de altura. A camada de papel era umedecida diariamente, com agua destilada, visando manter uma alta umidade dentro das caixas e fornecer protecao para as tesourinhas, pois, os insetos comecavam a morrer se o fundo das caixas de criacao permanecesse seco por um periodo de ate uma semana. Semanalmente, era realizada a troca do papel que revestia o fundo das caixas, mantendo-as em condicoes assepticas.

Tanto os adultos como as ninfas de E. annulipes eram alimentadas com uma dieta artificial, cuja composicao era a base de levedo de cerveja, leite em po, farelo de trigo (peneirado), racao inicial para frango de corte (peneirado) e nipagin, e que era trocada duas vezes por semana, a fim de se evitar o desenvolvimento de microrganismos. Apos a constatacao da ocorrencia de posturas, cada femea juntamente com seus ovos eram transferidos para uma placa de Petri, contendo no seu interior, dieta e um pedaco de papel absorvente umedecido com agua destilada, permanecendo juntos ate tres dias apos a eclosao das ninfas.

Capacidade de predacao de E. annulipes

Foram escolhidas 150 ninfas em tres secoes de 50, que foram individualizadas em placas de Petri (9,0 cm de diametro x 1,. Destas 50 ninfas, dez eram de 1 instar, dez de 2 instar, dez de 3 instar, dez de 4 instar e dez de 5 instar, contendo no interior dessas placas de Petri, um pedaco de papel absorvente, tipo higienico, dobrado e devidamente umedecido.

Essas ninfas de E. annulipes foram mantidas a 25 [+ or -] 1[degrees]C, umidade relativa do ar de 70 [+ or -] 10% e fotofase de 12h, e diariamente foram ofertados ovos e larvas (1 e 2 instar) de S. frugiperda, provenientes da criacao existente no CCA/UFPB--Campus II, Areia, Estado da Paraiba, sendo que, os ovos e as larvas ofertados eram em quantidade superior, ao que cada ninfa consumia diariamente, tudo isso, para que se pudesse contar com seguranca o numero de ovos consumidos, avaliando-se a capacidade predatoria por dia de consumo (consumo diario de ovos e lagartas de S. frugiperda a cada dois dias).

O delineamento foi inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial, sendo o fator qualitativo comparado pelo teste de Tukey em nivel de 5% de probabilidade, e o fator quantitativo por regressao.

Resultados e discussao

Capacidade predatoria de E. annulipes sobre ovos de S. frugiperda

Ocorreu consumo crescente de ovos de S. frugiperda, do primeiro ao ultimo instar de E. annulipes (Tabela 1A). Nos dois primeiros dias de consumo, a capacidade predatoria de ovos pelo 5 instar foi superior com relacao aos outros instares, que nao diferiram estatisticamente entre si. No quarto dia de consumo, o 1 instar foi o que menos predou, sendo que o 3 e o 4 instar nao diferiram entre si, mas foram superiores ao numero de ovos consumidos no 2 instar, ao contrario do 5 instar que obteve uma maior taxa de consumo.

No sexto e oitavo dias de consumo, o 1 e o 2 instar nao diferiram entre si, da mesma forma que o 3 e o 4 instar tambem nao diferenciaram, porem, o 5 instar alem de apresentar um maior consumo de ovos, diferiu estatisticamente dos demais. No decimo dia de consumo, o 5 instar permaneceu consumindo um numero de ovos superior ao consumo desempenhado pelos demais instares, enquanto que o 1 instar foi a fase ninfal que menos predou.

Esses resultados se assemelham aos encontrados por Cruz et al. (1995), que estudaram a biologia de D. luteipes e sua capacidade predatoria de ovos de Helicoverpa zea (Bod.) (Lepidoptera: Noctuidae), por Bohart (1947), para E. annulipes sobre Crambus bonfatellus (Hulst) (Lepidoptera: Crambidae) e por Pinto et al. (2005) para E. annulipes sobre ovos de Anagasta Kuehniella.

Em todos instares, o consumo de ovos de S. frugiperda comportou-se de uma forma crescente. Este aumento no consumo de ovos durante toda a fase ninfal e explicado pelo ritmo de predacao diaria que aumenta de acordo com a idade, como tambem, ocorre maior necessidade e consequentemente maior busca por alimento com o desenvolvimento do inseto predador.

O numero de ovos consumidos foi superior ao numero de lagartas consumidas, devido os ovos apresentaram tamanho bem menor quando comparados ao tamanho das lagartas, consequentemente, as tesourinhas buscam consumo maior de ovos para suprirem suas necessidades.

Capacidade predatoria de E. annulipes sobre lagartas de 1 instar de S. frugiperda

De acordo com os resultados obtidos, a capacidade predatoria de E. annulipes sobre lagartas de 1 instar de S. frugiperda aumentou de acordo com o seu desenvolvimento, com aumento de, aproximadamente, 14,3 vezes do 1 ao 5 instar nos dez dias de consumo, sendo que, o 4 e o 5 instar apresentaram consumo diario bem superior em comparacao aos demais instares (Tabela 1B). Isso pode ser atribuido ao crescimento do predador e, consequentemente, a sua necessidade crescente de alimento. Resultados semelhantes foram encontrados por Reis et al. (1988), para D. luteipes sobre S. frugiperda e por Bohart (1947), para E. annulipes sobre C. bonifatellus.

Apesar de o consumo diario do 1 instar de E. annulipes ter sido, em media, de 1,64 lagartas, observou-se que alguns individuos, apresentaram um consumo diario medio de ate nove lagartas. O segundo instar apresentou consumo minimo de 0,9 e um maximo de 10. O terceiro instar de E. annulipes apresentou-se em situacao intermediaria de predacao, quando comparado aos demais instares. O 4 e o 5 instares nao diferenciaram estatisticamente entre si. Esses resultados se assemelham aos encontrados por Reis et al. (1988), para D. luteipes no controle de S. frugiperda.

Capacidade predatoria de E. annulipes sobre lagartas de 2 instar de S. frugiperda.

Ocorreu menor consumo de lagartas de S. frugiperda de 2 instar pelo predador E. annulipes, quando comparado ao consumo de lagartas de 1 instar. Isto, provavelmente, porque as lagartas se alimentaram da dieta artificial fornecida, tornandose maiores, de maneira que a ninfa necessita de um menor numero de individuos, alem de o predador ter, provavelmente, tambem utilizado a dieta artificial como fonte alternativa de alimento, apresentando, portanto, um menor consumo de lagartas.

O 3 instar de E. annulipes apresentou capacidade predatoria superior a encontrada pelo 1 e 2 instar. Esses resultados se assemelham aos encontrados por Alvarenga et al. (1995 a e b) para predacao de D. luteipes sobre S.graminum.

Apesar do consumo de lagartas de 2 instar ter sido inferior ao consumo de lagartas de 1 instar, o 4 e o 5 instar, foram as fases ninfais que mais predaram e se apresentaram bem superior em comparacao aos demais instares (Tabela 1C). Resultados semelhantes foram encontrados por Reis et al. (1988), para D. luteipes sobre S. frugiperda.

Diante disso, fica evidenciado que E. annulipes apresenta-se com um otimo predador de S. frugiperda em nivel de laboratorio, e que pode ser utilizado como uma possibilidade real de supressao de S. frugiperda na cultura do milho, o que sera comprovado em pesquisas futuras em nivel de campo.

Conclusao

E. annulipes, nos cinco instares de sua fase ninfal, demonstra ser predador potencial de ovos e lagartas de S. frugiperda. Quanto mais desenvolvidas as tesourinhas, maior a capacidade de predacao sobre a praga, chegando um adulto a consumir 1481,2; 89,20 e 48,6 ovos e lagartas de 1 e 2 instares de S. frugiperda, respectivamente, sendo os ovos e as lagartas predadas em maior quantidade por tesourinhas de 4 e 5 instar.

Agradecimentos

A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes), pela concessao da bolsa de estudos ao primeiro autor.

Aos colegas de trabalho, pela ajuda concedida no desenvolvimento da criacao de manutencao de E. annulipes e S. frugiperda.

DOI: 10.4025/actasciagron.v31i1.6602

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Received on September 6, 2007.

Accepted on February 26, 2008.

Aldeni Barbosa da Silva (1) *, Jacinto de Luna Batista (2) e Carlos Henrique de Brito (2)

(1) Programa de Pos-graduacao em Producao Vegetal, Departamento de Fitotecnia, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Federal da Paraiba, Rod. BR 079, Km 12, 58397-000, Areia, Paraiba, Brasil. (2) Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal da Paraiba, Areia, Paraiba, Brasil. * Autor para Correspondencia. E-mail: silva.aldeni@hotmail.com
Tabela 1. Numero de ovos (A) e lagartas de 1 (B) e 2 instar (C)
(media [+ or -] erro-padrao) de Spodoptera frugiperda (Lepidoptera:
Noctuidae) predadas por ninfas de 1, 2, 3, 4 e 5 instar de
Euborellia annulipes (Dermaptera: Anisolabididae) durante 10 dias.
25 [+ or -] 1[degrees]C, UR= 70 [+ or -] 10%.

E. annulipes Dias de consumo

 2 4 6 8 10

 (A) (Ovos de S. frugiperda predados)

1 Instar 1,40 b 9,00 d 18,30 c 32,90 c 49,00 d
2 Instar 25,90 b 70,20 cd 99,30 c 130,00 c 164,80 c
3 Instar 47,40 b 139,00 bc 231,50 b 345,70 b 463,40 b
4 Instar 88,80 ab 182,00 b 266,80 b 404,20 b 539,10 b
5 Instar 161,10 a 367,50 a 682,20 a 1057,30 a 1481,20 a

C.V. (%) = 28,19; DMS = 97,86

 (B) (Lagartas de 1 Instar de S. frugiperda predadas)

1 Instar 0,44 c 1,20 c 3,50 c 5,40 c 8,10 c
2 Instar 0,90 c 1,30 c 3,00 c 5,60 c 10,00 c
3 Instar 7,20 b 11,00 b 16,3 b 23,80 b 29,50 b
4 Instar 20,00 a 33,70 a 48,60 a 66,90 a 86,00 a
5 Instar 20,00 a 36,40 a 52,20 a 68,80 a 89,20 a

C.V. (%) = 14,48; DMS = 4,62

 (C) (Lagartde 2 Instar de S. frugiperda predadas)

1 Instar 0,00 c 0,40 c 1,50 c 2,00 e 4,10 e
2 Instar 1,10 bc 2,40 c 4,30 c 7,00 d 8,80 d
3 Instar 3,50 b 6,80 b 9,90 b 13,60 c 16,60 c
4 Instar 11,00 a 18,60 a 26,60 a 33,20 b 38,60 b
5 Instar 13,00 a 21,80 a 29,80 a 38,20 a 48,60 a

C.V. (%) = 19,02; DMS = 3,38

Medias seguidas da mesma letra nao diferem estatisticamente entre
si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
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Author:da Silva, Aldeni Barbosa; Batista, Jacinto de Luna; de Brito, Carlos Henrique
Publication:Acta Scientiarum. Agronomy (UEM)
Date:Jan 1, 2009
Words:3253
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