Printer Friendly

Pontos de abastecimento de pulverizadores agricolas: uma revisao comparando os modelos em uso.

Agricultural chemical handling pads: A review comparing the models in use

INTRODUCAO

Os pontos de abastecimento de agrotoxicos (PAAs), no meio rural, tem sido tratados como parte das Boas Praticas Agricolas (BPAs), e, na maioria das vezes, suas informacoes tem sido apresentadas na forma de manuais tecnicos locais ou paginas de Internet (FAO, 2001; DEFRA, 2006). Mesmo assim, ha poucos estudos cientificos publicados sobre como se chegou as atuais caracteristicas estruturais.

Apesar da evolucao das ciencias agricolas, houve pouca alteracao na estrutura basica dos locais onde e feito o abastecimento de pulverizadores de agroquimicos, composta de um ponto de fornecimento de agua e um espaco impermeavel grande o suficiente para o manejo do equipamento (Huber et al., 2000). Tradicionalmente, a variacao entre as recomendacoes para estes locais se resumia na composicao do material do piso e a maneira de construi-lo.

Nestes PAAs, ocorre um processo antagonico ao planejado para o uso de agrotoxicos em areas agricolas (Senseman et al., 1996). Tais produtos sao testados e autorizados para uso na forma de pequenas doses distribuidas em uma grande area de terreno ou em um grande volume de agua, resultando em concentracoes de g ha-1 ou mg L-1 de ingrediente ativo (Castillo et al., 2008). Sob o aspecto ambiental, a esta forma de trabalho e conferido o termo contaminacao difusa, ou nao-pontual.

Quando se trabalha com agrotoxicos concentrados (comercial), sempre no mesmo ponto e repetidamente num curto periodo de tempo, ocorre a contaminacao pontual, produzindo concentracoes equivalentes a gramas ou decigramas por metro quadrado (Ramwell et al., 2004).

Isto aumenta o risco de que o agrotoxico possa ultrapassar o limite de concentracao recomendada para a seguranca ambiental, o que deve ser evitado constantemente (Andrea et al., 2004; Reichemberger et al., 2007).

O objetivo desta revisao e discutir as diferentes formas de pisos e estruturas destes pontos de abastecimento, seus riscos e possibilidade de se tornarem um passivo ambiental na propriedade rural, comparando entre os dois modelos atualmente em uso no mundo.

SOLUCOES ADOTADAS QUANTO A FILOSOFIA DO MANEJO DO PISO E DO RESIDUO

Sob o aspecto ambiental, a principal funcao do local de abastecimento e impedir os contaminantes de atingirem pontos passiveis de danos ambientais ou causarem risco a uma populacao (Wenneker et al., 2008).

Desconsiderando as tentativas de utilizacao de impedimento natural (leito de rocha ou argila compactada), que por sua natureza, nao garantem seguranca ao ponto de abastecimento por falta de controle construtivo, ha hoje duas formas de se manejar o residuo de agrotoxico nestes locais.

O primeiro modelo, ou sistema, e baseado na ideia de coleta e descarte. Assim, constroi-se um local que possibilite o recolhimento de eventuais derrames de agrotoxicos e seus residuos, dispondo-os posteriormente em local apropriado. Isto e feito atraves da impermeabilizacao e da conformacao do piso, usando materiais como concreto (Noyes, 1989; Gebler, 2004), ou aco (Noyes et al., 1996), evitando que o contaminante chegue ao solo e as aguas.

Neste sistema, dependendo do material escolhido para o ponto de abastecimento, existe o risco fisico relacionado com a quebra da impermeabilizacao, incrementando a velocidade ou o volume no transporte de contaminantes em direcao ao solo e subsolo (Carter, 2000).

Isto pode acontecer, por exemplo, pela formacao de rotas preferenciais (rachaduras) atraves da pressao exercida pelos rodados das maquinas agricolas, ou por abrasao quimica, provocada pela natureza fisico-quimica dos produtos reagindo com o material construtivo utilizado (Noyes, 1989; Helweg et al., 2002). Em ambos os casos, sao variaveis dependentes, que demandam estudos relacionados com a ciencia dos materiais.

Ja a retirada do excesso de contaminantes da superficie, utilizando-se ou nao o principio da triplice lavagem do piso, objetiva a reducao da taxa de risco (Ramwell et al., 2004; Reichenberger et al., 2007).

Isto e necessario, pois a configuracao do ponto de descarte apropriado para este residuo tambem se encontra em discussao em muitos locais, nao havendo, para tanto, recomendacao cientifica uniforme e nem clareza na legislacao brasileira (ABNT, 2004).

A questao do descarte no Brasil pode ser resumida a dois problemas: i) Concentracao de residuos em relacao a concentracao de trabalho e, ii) o impedimento legal da mistura destas sobras de agrotoxicos com outras substancias sem o manejo apropriado. Esta ultima preocupacao encontra respaldo na legislacao brasileira, ao proibir misturas de produtos comerciais diferentes nos tanques de pulverizacao sem previa aprovacao governamental.

A legislacao determina, ainda, o momento em que a sobra do agrotoxico passa a ser classificada como residuo perigoso, saindo do ambito da Lei dos agrotoxicos, para as interpretacoes da Lei de crimes ambientais e resolucoes do Conselho Nacional de Meio Ambiente, que regem este assunto segundo a natureza do composto resultante.

Portanto, nao havendo mistura, e seguindo basicamente a interpretacao tecnica, a solucao para o residuo fica contida no ambito da Lei dos agrotoxicos, devendo-se prever sua destinacao como tal (Gebler, 2004).

Assim, sobre a superficie dos PAAs, mesmo o contaminante sofrendo o mesmo tipo de acao de degradacao que ele encontra no solo, a proporcao desta pode ser diferenciada, muitas vezes, com intensidades ou velocidades de reacao exponencialmente inferior a do processo natural de atenuacao, pois, sobre esta superficie artificial, ha grande probabilidade que predominem reacoes nao biologicas (Fay et al., 1997).

Esta menor taxa esperada de biodegradacao, em relacao as demais rotas existentes, e devido a natureza observada do local, ja que vida microbiana expressiva, responsavel pela maior eficiencia na remediacao de areas impactadas com moleculas organicas, tem dificuldade em se manter na superficie exposta do ponto de abastecimento (Corseuil & Alvarez, 1996; Monteiro, 1997).

Ainda hoje ha algumas lacunas de conhecimento sobre a metodologia no trato de residuos.

Discute-se, por exemplo, sem a necessaria precisao, sobre o que acontece quando ha a formacao de rachaduras no piso de concreto que permitam ao contaminante se afastar da superficie e da luz solar (diminuindo ou eliminando os processos de fotolise e volatilizacao), somado ao retardo da acao biodegradadora devido a possivel baixa populacao biotica nestes locais (Carter, 2000; Helweg et al., 2002).

Nestes casos, dependendo da natureza quimica do agrotoxico e dos compostos do concreto, e possivel que o piso do ponto de abastecimento de pulverizadores passe a se comportar como um reservatorio de acumulacao (Ramwell, 2005), garantindo a integridade da molecula de contaminante naquele ponto.

Com base no incremento recente do conhecimento de biodegradacao dos diversos agrotoxicos, surgiu o segundo modelo ou sistema de trabalho no desenho dos PAAs. Passouse a sugerir a utilizacao do local como um reator biologico in situ, denominado inicialmente de biobed (Torstensson, 2000; Castillo et al., 2008; Rose et al., 2008).

O primeiro objetivo ambiental do reator (biobed) e o mesmo do piso impermeavel, evitar que os contaminantes atinjam solo e agua, reduzindo riscos de contaminacao ambiental.

Alem disso, ao sugerir que o tratamento destes residuos seja feito no proprio local, atraves de um processo biologico de leito fixo, ele tenta responder a questao de inativacao local do residuo, onde todo o volume de liquidos que e derrubado durante o processo de enchimento do pulverizador e retido em um composto organo-mineral, que privilegia acoes de biorremediacao.

Este composto apresenta uma vida util determinada pelo seu uso, sendo recomendada sua substituicao no momento que sua massa e reduzida (determinado pela altura da coluna de substrato no biobed) (Spliid et al., 2006; Fait et al., 2007; Vischetti et al., 2008; Monaci et al., 2009). Em paises da Europa, que recomendam ou adotam o biobed como mecanismo de seguranca nos pontos de trabalho com pulverizadores, os testes demonstraram que, uma vez cumpridas as exigencias construtivas e de manejo do sistema, ha a inativacao de todos os residuos, mesmo os mais resilientes (Torstensson & Castillo, 1997; Fogg et al., 2003a; 2003b; 2004a; Gregoire et al., 2008). Esta inativacao se da tal qual a biodegradacao existente no solo, porem e artificialmente acelerada pelo fornecimento de materia organica fresca e aeracao em profundidade, que favorece aos processos de degradacao biologica (Vischetti et al., 2004). Portanto, a mistura para preenchimento do biobed (solo, dejetos organicos animais e de palha), tambem conhecida como mix biologico, favorece a reducao do movimento vertica (percolacao)l do contaminante, pela adsorcao das moleculas de agrotoxico, e a disponibilizacao facilitada dos contaminantes como substrato as bacterias e fungos do sistema (Castillo & Torstensson, 2007). Assim e feito a contencao e o tratamento final dos residuos in situ, onde, apos o tempo de vida util do mix, deve-se ainda compostar a massa por um periodo de seguranca fora do biobed, utilizando-a posteriormente como adubacao organo-mineral suplementar na propriedade rural (Debaer & Jaeken, 2006; Copolla et al., 2007).

As limitacoes apontadas para este modelo sao: A) a necessidade de controle no fluxo de agua de entrada, que deve permanecer abaixo de determinada velocidade de percolacao, evitando acumulo nas camadas inferiores do biobed, que dificultaria o fluxo de ar por todo o sistema (Fogg et al., 2004b); B) a questao referente a seguranca do ambiente, uma vez que o biobed e desenhado para tratar de gotejamentos, vazamentos ou leves derrames acidentais que ocorram no momento do trabalho de enchimento do pulverizador, mesmo tendo havido poucos testes que reproduzissem situacoes limites, como em casos de derrame de grandes volumes de produto comercial concentrado de agrotoxico (Helweg et al., 2002); C) o custo de manutencao do biobed pode ser outro fator limitante, uma vez que ao envolver mao de obra da propriedade rural, para manejo do biomix, gerando custos extras em relacao aos outros modelos (Castillo et al., 2008).

ASPECTOS CONSTRUTIVOS DOS DIFERENTES MODELOS DE PISOS DE PONTOS DE ABASTECIMENTO

Quanto aos aspectos construtivos, ambos os modelos apresentam uma exigencia em comum: Impermeabilizacao (ou isolamento). Mesmo para os biobeds, a impermeabilizacao da caixa que contem o mix biologico e uma medida de seguranca recomendada (Castillo et al., 2008; Rose et al., 2008).

No modelo baseado em pisos para os pontos de abastecimento, agregado a seguranca dada pela impermeabilizacao, deve-se acompanhar ainda de um reforco estrutural adequado ao esforco exercido nos pontos de contato dos rodados dos tratores e implementos sobre toda a superficie (Gebler, 2004; Rufatto et al., 2006). Este reforco, necessario para fazer frente as forcas de tracao e compressao, sera dependente do material que compoe o piso.

Construtivamente a decisao de espessura, qualidade, uso uniforme ou misto de materiais, reforco estrutural, ira depender de fatores como transito, peso dos tratores e equipamento, tipo de agroquimicos utilizados, periodo umido no ano, dentre outros.

O material que melhor responde a estes criterios e o metal, e dentre eles, o aco (Noyes et al., 1996). E um material uniforme, cujas secoes devem ser impermeabilizadas por soldas estanques, aplicado na forma de piso integral ou como camada de revestimento sobre outro material (de origem reciclada ou nao), sem perda de eficiencia. Alem disso, suporta as tracoes e pressoes exercidas pelas forcas externas.

Na maioria das vezes, dependendo do mercado local, o fator negativo relacionado ao uso do aco e o custo elevado, dependente da qualidade exigida para fazer frente a corrosao quimica e hidrica, que ditara o tempo de vida do revestimento do piso.

Estruturalmente a decisao de espessura, uso uniforme ou misto, reforco estrutural e qualidade do material ira depender de fatores como transito, peso dos tratores e equipamento, tipo de agroquimicos utilizados, periodo umido no ano, dentre outros.

O concreto tem sido utilizado como o principal material construtivo dos pontos de abastecimento de pulverizadores, isoladamente ou em conjunto com os revestimentos de aco (Noyes et al., 1996).

Quando novo, apresenta suficiente impermeabilizacao e resistencia moderada aos esforcos, necessitando reforco de armadura estrutural, porem mantendo um custo acessivel (Gebler, 2004).

O atendimento aos criterios de seguranca por parte deste material ira depender de fatores construtivos como: a) tipo de cimento (FCK) e dos agregados (areia e brita), e seu manejo, pois todos influem no volume de poros internos; b) espessura do piso; c) diametro da ferragem e dimensao da trama da armadura; d) forma de impermeabilizacao utilizada (fisica ou quimica), dentre outros (Helene, 1997; ABNT, 2003).

Alem disso, dependera de fatores antropicos externos, como volume de uso do local, especie quimica do material usado, peso dos equipamentos (vinculado com o tipo de rodado), dentre outros.

Os aspectos negativos no uso do concreto armado como material do piso e a eventual formacao de rotas preferenciais (rachaduras) e excessiva degradacao quimica, principalmente em situacoes de condicoes adversas, facilitando a percolacao de liquidos.

Ainda, dependendo de fatores construtivos (materiais, tecnicas e mao-de-obra inadequada), o concreto pode se apresentar demasiadamente poroso, absorvendo os contaminantes da parte superior e os liberando, apos determinado periodo, em sua parte inferior. Havendo esta acao, ele passa da classificacao de equipamento de seguranca para fonte emissora para passivo ambiental.

Assim, a vida util do piso de concreto armado ira depender de varios aspectos, como composicao, construcao e manejo, sendo necessarios estudos sobre a interacao entre os agentes quimicos dos agrotoxicos com os componentes do concreto (alem do cimento e agregados, pode-se esperar a presenca de aditivos).

Um dos fatores recomendados que possa influenciar positivamente estas rampas no meio rural, seria a procura por profissionais habilitados para o calculo estrutural, dimensionando os elementos da construcao segundo projeto (Noyes, 1989)

Alguns outros materiais, como lonas plasticas ou polimeros plasticos aplicados sobre o solo, foram cogitados como impermeabilizantes de piso, mas ainda nao demonstraram reunir as condicoes necessarias de resistencia, impermeabilidade ou durabilidade para prover este local com a seguranca exigida. (Cooper & Taylor, 2008)

Em relacao aos biobeds, as necessidades estruturais quanto a resistencia de esforcos se concentram no suporte aos trilhos de movimentacao do maquinario agricola e na resistencia das paredes da caixa de retencao as forcas laterais provindas do solo (Rose et al., 2008).

Quanto a impermeabilizacao do fundo do biobed, ou mesmo de suas paredes, por nao haver transito direto de maquinas, alem de aco ou concreto, pode-se lancar mao de materiais alternativos, como lonas plasticas ou geomembrana (Castillo et al., 2008). Isto pode resultar em um custo construtivo menor, porem com uma vida util proporcionalmente mais curta que em relacao aos materiais tradicionais.

Em relacao ao custo, um dos fatores que tambem oneram o biobed e a necessidade de mao de obra treinada para sua construcao, preparo e colocacao inicial do mix de compostagem, necessitando-se treinar e manter uma equipe antes da implantacao do sistema.

UMA SOLUCAO INTERMEDIARIA?

Quando se avalia cada sistema ou material isoladamente, surgem pontos fortes e fracos para cada um. Recentemente tem sido sugerida a reuniao de materiais ou processos de forma complementar.

O que se busca e um cenario ideal, com a garantia da seguranca quanto ao controle de fluxo e coleta em derrames volumosos dado pelos pisos de aco e a acao local de biorremediacao encontrada nos biobeds.

Nesta linha, alguns sistemas mistos de biorreatores acoplados a pisos de abastecimento de pulverizadores, como o biomassbed, Phytobac e o biofiltro, ja vem sendo testados (Vischetti et al., 2006; Wilde et al., 2007).

Estes modelos apresentam alteracoes de estrutura em relacao aos modelos basicos discutidos anteriormente, mas, como apontado por estes estudos, o problema para adocao destes metodos esta relacionado principalmente aos custos de construcao e ao acrescimo de mao de obra para o manejo dos biorreatores, dependendo sua implantacao de incentivos externos ou obrigacoes governamentais.

CONSIDERACOES FINAIS

1. Pontos de abastecimento de pulverizadores bem estruturados sao equipamentos de seguranca ambiental e do trabalhador extremamente necessarios, com a funcao de contencao de derrames acidentais e posterior tratamento dos eventuais residuos.

2. No Brasil ha pouca preocupacao sobre os reais efeitos da contaminacao pontual provocada por agrotoxicos e seus residuos em pontos de abastecimento de pulverizadores, sendo a maioria das construcoes baseadas em recomendacoes empiricas.

3. Alem da pouca informacao relacionada aos aspectos construtivos, faltam estudos referentes a interacao entre os diversos compostos quimicos com os materiais que tradicionalmente compoe os pontos de abastecimento de pulverizadores, o que pode influenciar a vida util e o custo da estrutura.

4. Faltam estudos da eficiencia dos bioreatores/biobeds para manejo e descarte final de residuos de agrotoxicos em condicoes brasileiras.

5. Ha pouca clareza das leis brasileiras sobre o assunto, com excesso de regulacao em alguns pontos e absoluta falta de mencao de aspectos tecnicos vinculados aos pontos de abastecimento e descarte de residuos em outros.

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos ao Prof. Ronald Noyes, por sua pronta colaboracao no fornecimento de documentos particulares para esta revisao bibliografica e a Dra. Maria del Pillar Castillo, pela sua colaboracao na busca pela resolucao deste problema.

LITERATURA CITADA

Andrea, M. M.; Papini, S.; Peres, T. B.; Bazarin, S.; Savoy, V. L. T.; Matallo, M. B. Glyphosate: influencia na bioatividade do solo e acao de minhocas sobre sua dissipacao em terra agricola Planta Daninha, v.22, p.95-100. 2004.

ABNT - Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 6118: Projeto e Execucao de Obras de Concreto Armado. Rio de Janeiro, 2003. 225p.

ABNT - Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 10004: Classificacao de Residuos. Rio de Janeiro, 2004. 71p.

Carter, A. How pesticides get into water-and proposed reduction measures. Pesticide Outlook, v. 11, p. 149-156, 2000.

Castillo, M. del P.; Torstensson, L. Effect of biobed composition, moisture, and temperature on the degradation of pesticides. Journal of Agricultural Food Chemistry, v.55, p.5725-5733, 2007.

Castillo, M. D. P.; Torstensson, L.; Stenstrom, J. Biobeds for environmental protection from pesticide use - A review. Journal of Agriculture and Food Chemistry, v.56, p.6206 6219, 2008.

Cooper, S. E.; Taylor, W. A. Techniques and hardware to reduce point source pollution of water with pesticides; a UK TOPPS perspective on predicted current practice and where future training may need emphasis-project. Aspects of Applied Biology, v.84, p.385-394, 2008.

Coppola, L.; Castillo, M. del P.; Monaci, E.; Vischetti, C. Adaptation of the biobed composition for chlorpyrifos degradation to Southern Europe conditions. Journal of Agricultural Food Chemistry, v.55, p.396-401, 2007.

Corseuil, H. X.; Alvarez, P. J. J. Natural bioremediation perspective for BTX-contaminated groundwater in Brazil. Water Science and Technology, v. 34, p.311-318, 1996.

Debaer, C.; Jaeken, P. Modified biofilters to clean up leftovers from spray loading and cleaning; experience from pilot installations. Aspects of Applied Biology, v.77, p.247-252, 2006.

DEFRA - Department for Environment, Food and Rural Affairs. Code for pratice for using plant protection products.http:// www.pesticides.gov.uk/farmers_growers_home.asp. 16 Jun. 2008.

Fait, G.; Nicelli, M.; Fragoulis, G.; Trevisan, M.; Capri, E. Reduction of point contamination sources of pesticide from a vineyard farm. Environmental Science & Technology, v. 41, p.3302-3308, 2007.

FAO - Food and Agriculture Organization. Guidelines on good practice for ground application of pesticides. http: // www.fao.org/DOCREP/006/Y2767E/Y2767E00.HTM#3. 16 Jun. 2008.

Fay, E. F.; Silva; C. M. M. S.; Melo, I. S. Degradacao abiotica de xenobioticos. In: Melo, I. S. (org.). Microbiologia ambiental. Jaguariuna: EMBRAPA, 1997. p.125-140.

Fogg, p.; Boxall A. B.A.; Walker, A.; Jukes A. Pesticide degradation in a 'biobed' composting substrate. Pest Management Science, v.59, p.527-537, 2003a.

Fogg, P.; Boxall, A. B.A.; Walker, A.; Jukes, A. Degradation of pesticides in biobeds: The effect of concentration and pesticide mixtures. Journal of Agricultural Food Chemistry, v.51, p.5344-5349, 2003b.

Fogg, P.; Boxall A. B. A.; Walker A.; Jukes A. Degradation and leaching potential of pesticides in biobed systems. Pest Management Science, v.60, p.645-654, 2004a.

Fogg, P.; Boxall, A. B. A.; Walker, A.; Jukes, A. Leaching pesticides from biobeds: Effect of biobed depth and water loading. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v.52, p.6217-6227, 2004b.

Gebler, L. Recomendacoes para a construcao, manutencao e seguranca de pontos de abastecimento de pulverizadores para a producao integrada de macas no Brasil. 2 ed. Bento Goncalves: Embrapa Uva e Vinho, 2004. 13p.

Gregoire, C.; Elsaesser, D.; Huguenot, D.; Lange, J.; Lebeau, T.; Merly, A.; Mose, R.; Passeport, E.; Payraudeau, S.; Shutz, T.; Schulz, R.; Tapia-Padilla, G.; Tournebize, J.; Trevisan, M.; Wanko, A. Mitigation of agricultural nonpoint-source pesticide pollution in artificial wetland ecosystems. Environmental Chemistry Letters, v. 7, p.205-231, 2008.

Helene, P.R.L. Introducao da durabilidade no projeto das estruturas de concreto. In: workshop durabilidade das construcoes, 1997, Sao Leopoldo. Anais ... Sao Leopoldo: ANTAC, 1997. p.31-42.

Helweg, A.; Bay, H.; Hansen, H. P. B.; Rabelle, M.; Sonnenborg, A.; Stenvang, L. Pollution at and below sites used for mixing and loading of pesticides. International Journal of Environmental Analytical Chemistry, v.82, p.583-590, 2002.

Huber, A.; Bach, M.; Frede, H. G. Pollution of surface waters with pesticides in Germany: Modeling non-point source inputs. Agriculture, Ecossystems and Environment, v.80, p.191-204, 2000.

Monaci, E.; Coppola, L.; Casucci, C.; Perucci, P.; Vischetti, C. Retention capacity of an organic bio-mixture against different mixtures of fungicides used in vineyards. Journal of Environmental Science and Health Part B, v.44, p.724-729, 2009.

Monteiro, R. T. R. Degradacao de pesticidas. In: Melo, I. S. (org.). Microbiologia ambiental. Jaguariuna: EMBRAPA, 1997. p.107-124.

Noyes, R. I. Modular farm sized concrete agricultural chemical handling pads. [S.l.]: Oklahoma City: Oklahoma State University, Agricultural Engineering Department, 1989. 22p.

Noyes, R.T.; Gardisser, D. R.; Kammel, D. W. Steel containment and mix/load pad construction guidelines. In: Pesticide and fertilizer containment seminar, 1996, Oklahoma City. Fact sheets, 1996. 10p.

Ramwell, C.T. Herbicide sorption to concrete and asphalt. Pest Management Science, v.61, p. 144-150, 2005.

Ramwell, C.; Johnson, P. D.; Boxall, A. B. A.; Rimmer, D. Pesticide residues on the external surfaces of field-crop sprayers: Environmental impact. Pest Management Science, v.60, p.795-802, 2004.

Reichenberger, S.; Bach, M.; Skitschak, A.; Frede, H. G. Mitigation strategies to reduce inputs into ground - and surface water and their effectiveness; A review. Science of the Total Environment, v.384, p. 1-35, 2007.

Rose, S.; Basford, B.; Carter, A. Development of a design manual for agricultural pesticide handling and washdown areas. www.environment-agency.gov.uk. 16 jun. 2008.

Senseman, S. A.; Lavy, T. L.; Daniel, T. C. Monitoring groundwater for pesticides at selected mixing/loading sites in Arkansas. Environmental Science and Technology, v.31, p 283-288. 1996.

Spliid, N. H.; Helweg, A.; Heinrichson, K. Leaching and degradation of 21 pesticides in a full-scale model biobed. Chemosphere, v.65, p.2223-2232, 2006.

Torstensson, L. Experiences of biobeds in practical use in Sweeden. Pesticide Outlook. v.11, p.206-211, 2000.

Torstensson, L.; Castillo, M. del P. Use of biobeds in Sweden to minimise environmental spillages from agricultural spray equipment. Pesticide Outlook, v. 8, p.24-27, 1997.

Vischetti, C.; Capri, E.; Trevisan, M.; Casucci, C.; Perucci, P. Biomassbed: A biological system to reduce pesticide point contamination at farm level. Chemosphere, v.55, p.823-828, 2004.

Vischetti, C.; Monaci, E.; Cardinali, A.; Perucci, P. The effect of initial concentration, co-application and repeated applications on pesticide degradation in a biobed mixture. Chemosphere, v.72, p. 1739-1743, 2008.

Wenneker, M.; Beltman, W. H. J.; Werd, H. A. E.; van de Zande, J. C. Identification and quantification of point sources of surface water contamination in fruit culture in the Netherlands. Aspects of Applied Biology, p.369-376, 2008.

Wilde, T. de; Spanoghe, P.; Debaer, C.; Ryckeboer, J.; Springael, D.; Jaeken, P. Overview of on-farm bioremediation systems to reduce the occurrence of point source contamination. Pest Management Science, v.63, p.111-128, 2007.

Luciano Gebler (1)

(1) Embrapa Uva e Vinho, Estacao de Fruticultura Temperada, BR 285, Km 115,C. P. 1513, CEP 95200-000, Vacaria, RS. Fone (54) 3232-1715. E-mail: lugebler@cnpuv.embrapa.br
COPYRIGHT 2011 ATECEL--Associacao Tecnico Cientifica Ernesto Luiz de Oliveira Junior
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2011 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:articulo en portugues
Author:Gebler, Luciano
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:Nov 1, 2011
Words:4239
Previous Article:Redistribuicao de nutrientes em folhas de pinhao-manso entre estadios fenologicos.
Next Article:Cinetica de remocao de materia organica em sistemas alagados construidos cultivados com lirio amarelo.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters