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Pollen types found in africanized honeybees colonies submitted to brazilian sac brood disease/Tipos polinicos encontrados em colonias de abelhas africanizadas sujeitas a doenca cria ensacada brasileira.

INTRODUCAO

A cria ensacada brasileira (CEB) e uma doenca que apresenta alta mortalidade de cria de Apis mellifera L., constituindo um dos principais problemas da apicultura no Estado do Rio de Janeiro, onde ocasiona grandes prejuizos.

O polen de Stryphnodendron polyphyllum (Mimosoidea) e o de Stryphnodendron adstringens (Mimosoidea) foram responsabilizados pela ocorrencia da cria ensacada brasileira em abelhas meliferas no Estado de Minas Gerais (MESSAGE, 2002). Essas duas especies sao conhecidas vulgarmente por barbatimao e contem taninos, compostos apontados como toxicos para as larvas de Apis (SANTORO et al., 2004).

Apesar da toxicidade experimental do barbatimao sobre as crias de Apis, existem suspeitas de que a doenca esteja ocorrendo em regioes do Estado do Rio de Janeiro, onde a presenca do barbatimao e inexistente ou insignificante para provocar tao alta mortalidade.

A analise do polen de colonias doentes e uma etapa importante para o diagnostico de intoxicacoes causadas por plantas nas abelhas. Por meio da palinologia, e possivel verificar se as abelhas estao forrageando alguma planta documentada como toxica para a especie e a representatividade do tipo polinico na dieta. Alem disso, e possivel verificar se plantas suspeitas de serem toxicas pela experimentacao ou pelo isolamento de principios toxicos sao realmente forrageadas em condicoes naturais.

Para o presente estudo, propoe-se a hipotese de que o polen de Stryphnodendron spp nao e o agente etiologico das ocorrencias de CEB observadas no Estado do Rio de Janeiro. Para testar essa hipotese, objetivou-se definir os tipos polinicos em amostras provenientes de colonias de abelhas africanizadas sujeitas a cria ensacada brasileira, com especial atencao para a identificacao dos graos de polen de Stryphnodendron spp.

MATERIAL E METODOS

A amostragem foi realizada em municipios do Estado do Rio de Janeiro com alta perda de colonias e com sintomas da CEB. Esses municipios foram identificados por meio de denuncias dos apicultores da regiao a Federacao das Associacoes de Apicultores do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ) ou diretamente a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Foram selecionados apicultores que efetivamente monitoravam seus apiarios durante o surto da doenca sendo devidamente instruidos quanto a amostragem.

Sete apiarios foram alvo de observacoes com suas distribuicoes em tres municipios: Mendes (22[decre]31'36"S, 43[decre]43'58"W), Sapucaia (21[decre]59'42"S, 42[decre]54'52"W) e Petropolis (22[decre]30'18"S, 43[decre]10'43"W).

O municipio de Mendes participou com um apiario, o municipio de Sapucaia, com dois apiarios e o municipio de Petropolis, com quatro apiarios estabelecidos nos distritos de Itaipava e Posse e nas localidades de Secretario e Brejal. Dos sete apiarios examinados, cinco foram acompanhados rotineiramente pelos pesquisadores envolvidos e dois (Secretario e Brejal) em visitas esporadicas.

Foram coletados o polen apicola e o pao de abelhas de duas colmeias nas categorias de ninho ou melgueira escolhidas ao acaso. A quantidade de polen coletado variou ao longo do periodo, sendo suficiente para a analise palinologica (2g por amostra).

Coletou-se o polen apicola a partir de coletores instalados nos alvados. O equipamento foi instalado nas colmeias uma vez por semana pela manha e permaneceu pelo menos por duas a tres horas. Apos esse periodo, o polen foi imediatamente armazenado em sacos plasticos esterilizados, identificado e mantido refrigerado a 2[decre]C. A coleta de polen apicola foi feita ao longo do mes anterior e durante o mes sujeito a mortalidade de cria nos apiarios, entre setembro de 2005 e fevereiro de 2006.

Coletou-se o pao de abelhas em trechos de 5 x 5cm de favos. A coleta foi feita durante a ocorrencia da CEB ou, no caso das colonias nao afetadas, ao final do segundo mes de pesquisa no apiario. As amostras foram devidamente embaladas, identificadas e mantidas refrigeradas a 2[decre]C.

Apos o periodo de amostragem, todo o material refrigerado foi enviado ao Laboratorio de Palinologia do Departamento de Botanica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para efetuar as analises palinologicas.

A preparacao das amostras seguiu o metodo padronizado por LOUVEAUX et al. (1970) sem o uso de acetolise, segundo DUTRA & BARTH (1997) e BARTH & LUZ (1998). Foram preparadas duas laminas por amostra.

Realizou-se a contagem de 300 a 500 graos de polen por amostra em aumentos de 400x, sendo identificados os tipos polinicos por comparacao com o laminario de referencia do Laboratorio de Palinologia (UFRJ).

Os tipos polinicos foram analisados por frequencia de familias vegetais e descricao dos principais generos (ou familia, quando nao foi possivel identifica-los) encontrados nas colonias dos municipios estudados. A frequencia foi calculada para o total de amostras e separadamente para as amostras de polen apicola e pao de abelhas em relacao ao numero de identificacoes de cada familia. Foi avaliada a possivel presenca de polen toxico na alimentacao das colonias que apresentaram sintomas de CEB, principalmente os de Stryphnodendron spp.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os apiarios pesquisados apresentam anualmente CEB em meses peculiares conforme a regiao. Dos sete apiarios investigados, somente o do municipio de Mendes nao apresentou colonias com sintomas aparentes de CEB durante o estudo. Os demais foram acometidos pela doenca, atingindo perdas de colonias de ate 100%, quando nao houve aplicacao de qualquer medida profilatica.

Os principais tipos polinicos encontrados no polen apicola e no pao de abelhas pertenciam as familias Leguminosae, Euphorbiaceae, Asteraceae, Poaceae, Myrtaceae, Arecaceae, Convolvulaceae, Ulmaceae e Acanthaceae (Tabela 1). Essa diversidade trofica reforca a variacao da preferencia de Apis mellifera por alimento e esta de acordo com outros estudos (IMPERATRIZ-FONSECA et al., 1989; RAMALHO et al., 1990).

Verificou-se que os tipos polinicos Leguminosae, Euphorbiaceae, Asteraceae, Poaceae e Myrtaceae representaram boas fontes de polen para as abelhas no periodo estudado, haja vista a quantidade que foi coletada. Em estudos sobre levantamento de flora melitofila (VIANA et al., 1997; CARVALHO & MARCHINI, 1999; LORENZON, 2003), essas familias vegetais foram correntemente apresentadas como componentes do nicho trofico de Apis. Os tipos polinicos Convolvulaceae, Arecaceae e Ulmaceae tiveram baixa coleta, representando uma fonte de polen ocasional, e o tipo polinico Acanthaceae pode representar um estoque antigo, ja que nao se apresentou nas amostras de polen apicola.

Houve um aumento da coleta e do estoque de graos de polen de Leguminosae no periodo que precedeu a CEB. Essa fonte floral esteve presente no pao de abelhas em proporcao superior a da coleta de polen apicola provavelmente devido a sua alta disponibilidade no ambiente e atratividade as abelhas, uma vez que foi observado alto estoque desse alimento nas colonias afetadas pela CEB (Tabela 2).

Segundo o periodo de coleta das amostras de polen apicola e pao de abelhas nas diferentes localidades abrangidas no presente estudo, o polen de Anadenanthera (Leguminosae) predominou no pao de abelhas das colonias com sintomas de CEB e tambem no polen apicola coletado de 15 dias antes ate a ocorrencia da CEB. O polen de Stryphnodendron nao foi observado em qualquer das amostras realizadas, indicando que essa especie floral nao esteve presente na alimentacao das larvas de abelhas nos apiarios pesquisados. A ausencia de barbatimao pode ser explicada pela alta disponibilidade de polen atrativo de outras especies florais e pela baixa chance de forrageamento dessa planta pelas abelhas, ja que nao possui uma ampla distribuicao geografica no estado do Rio de Janeiro, conforme o acervo do herbario do Jardim Botanico desse estado e os dados da literatura (OCCHIONI MARTINS, 1990).

A floracao de Croton (Euphorbiaceae), presente no Municipio de Sapucaia, e melitofila e permite obter a melhor safra de mel do ano. Nessa regiao, e comum observar, durante ou apos essa florada, surtos de CEB, o que vem ocasionando altas perdas na apicultura local. Nessa localidade, os tipos polinicos Mimosa (Leguminosae), Anadenanthera, Croton e Poaceae foram os mais frequentes nas amostras de polen apicola coletadas em janeiro e durante a ocorrencia da CEB, em fevereiro.

O Municipio de Petropolis tambem foi acometido pela CEB em fevereiro, coincidindo com o periodo de safra de mel. Destacaram-se os tipos polinicos Anadenanthera, Croton, Poaceae e Eucalyptus (Myrtaceae) nas amostras coletadas em janeiro e durante a ocorrencia da CEB, em fevereiro. A localidade de Brejal apresentou uma miscelanea de tipos polinicos no pao de abelhas das colonias pesquisadas.

Em Mendes, houve relatos de presenca de CEB no periodo de setembro a outubro, mas durante o presente estudo as colonias observadas nao apresentaram doenca. Esse periodo corresponde a safra de mel no local, segundo dados do apicultor. Os principais tipos polinicos identificados por meio da coleta de polen apicola durante os meses sujeitos a CEB foram Vernonia (Asteraceae) e Eucalyptus.

As analises polinicas do polen apicola e do estoque de pao de abelhas de colonias afetadas pela CEB revelaram ausencia de especies florais produtoras de polen suspeito ou comprovadamente toxico para abelhas meliferas no Brasil, a saber: Stryphnodendron polyphyllum, S. adstringens e Dimorphandra mollis (Fabaceae) (CINTRA et al., 2002, 2003). As especies florais a seguir constituem relatos ocasionais de intoxicacao de abelhas Apis pelo nectar no Brasil e tambem nao estiveram presentes nas colmeias pesquisadas: Ochroma lagopus (Bombacaceae) (PAULA et al., 1997); Spathodea campanulata (Bignoniaceae) (TRIGO & SANTOS, 2000); Caesalpinia peltophoroides (Fabaceae) (LAMA & PERUQUETTI, 2006).

Geralmente, uma intoxicacao ocorre quando a fonte alimentar esta escassa e os animais tendem a ingerir plantas que normalmente nao consomem (TOKARNIA et al., 2000) ou essas plantas ocorrem em abundancia, tendo grande chance de serem forrageadas. O desflorestamento favorece a ocorrencia de plantas pioneiras que tendem a dominancia em certas areas (LORENZI, 2002). A baixa diversidade de plantas aumenta a chance da coleta pelas abelhas de fontes toxicas tambem disponiveis nessas areas. Essas condicoes exacerbam-se pela alta densidade de colonias estabelecida pelos apicultores, o que causa intracompeticao, cuja consequencia mais grave e a fome. No entanto, essa argumentacao nao fundamenta a ocorrencia da cria ensacada brasileira, cuja incidencia coincide com floracoes abundantes e fartura de alimento na colmeia.

Deve-se considerar ainda que a presenca de um composto toxico no nectar ou no polen de uma planta nao e necessariamente prova de intoxicacao das abelhas. Igualmente, a intoxicacao experimental e uma prova isolada de que a mortalidade de abelhas esta acontecendo devido a especie floral testada. Para um diagnostico seguro, e necessario confirmar se a planta suspeita existe no local da ocorrencia e se foi realmente forrageada pelas abelhas. A analise palinologica permite verificar os tipos polinicos que estao sendo utilizados como recurso floral na colonia e, portanto, orientar se ha algum consumo de polen toxico em condicoes naturais. Pelo fato do tipo polinico Stryphnodendron spp nao estar presente na alimentacao das larvas afetadas pela CEB nos apiarios pesquisados, nao foi possivel indica-lo como o agente causador dessa mortalidade de cria observada nos locais estudados.

CONCLUSOES

A ocorrencia da CEB no Estado do Rio de Janeiro incide durante o periodo de variedade e abundancia de alimento. O tipo polinico Stryphnodendron spp nao esta presente nas amostras de polen apicola e pao de abelhas analisadas.

A ausencia de Stryphnodendron spp na dieta floral das colonias afetadas sugere outro fator causal para a CEB nos locais pesquisados. Sao necessarios mais estudos para esclarecer a causa da CEB no Estado do Rio de Janeiro.

Recebido para publicacao 12.08.08 Aprovado em 19.05.09

REFERENCIAS

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CINTRA, P. et al. Toxicity of Dimorphandra mollis to workers of Apis mellifera. Journal of the Brazilian Chemical Society, v.13, p.115-118, 2002. Disponivel em: <http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-50532002000100019& lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 15 fev. 2009. doi: 10.1590/S0103-50532002000100019.

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VIANA, F.B. et al. Abundance and flower visits of bees in a cerrado of Bahia, Tropical Brazil. Studies of Neotropical Fauna and Environment, v.32, p.212-219, 1997.

(I) Marta Rodrigues Pacheco, Departamento de Ciencias Fisiologicas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), BR 465, Km 7, 23890-000, Seropedica, RJ, Brasil. E-mail: martarpacheco@oi.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Ortrud Monika Barth. Departamento de Botanica, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

(III) Maria Cristina Lorenzon, Departamento de Producao Animal, UFRRJ, Seropedica, RJ, Brasil.
Tabela 1--Ocorrencia de familias botanicas em amostras
de polen apicola e pao de abelhas coletadas em colonias
de abelhas africanizadas um mes antes e durante o
periodo da CEB, em tres municipios: Mendes,
Sapucaia e Petropolis. 2005-2006. Estado do Rio de
Janeiro.

Taxon               Polen        Pao de        Total de
                 Apicola (%)   Abelhas (%)   Amostras (%)

Leguminosae      25            40            29
Euphorbiaceae    20            13            18
Asteraceae       16            13            15
Poaceae          13            13            13
Myrtaceae        18            --            13
Arecaceae        4             --            3
Convolvulaceae   2             7             3
Ulmaceae         2             --            2
Acanthaceae      --            7             2
Miscelanea       --            7             2

Tabela 2--Principais tipos polinicos em amostras de polen apicola
(PA) e pao de abelhas (FAVO) coletadas em colonias de abelhas
africanizadas um mes antes e durante o periodo da CEB, em tres
municipios: Mendes (nao afetado), Sapucaia e Petropolis
(afetados). 2005-2006. Estado do Rio de Janeiro.

                                    Tipos polinicos
Local e amostra   Mes e ano
                                    Leguminosae       Euphorbiaceae

Mendes
PA                Setembro/05
PA                Outubro/05
FAVO              Outubro/05

Sapucaia
PA                Janeiro/06        Mimosa            Croton
PA                Fevereiro/06      Anadenanthera     Croton
FAVO              Fevereiro/06      Anadenanthera
FAVO              Fevereiro/06      Mimosa            Croton

Petropolis
PA                Janeiro/06        Anadenanthera     Croton
PA                Fevereiro/06      Anadenanthera     Croton
FAVO              Fevereiro/06      Anadenanthera     Ricinus
FAVO              Fevereiro/06      Anadenanthera
FAVO              Fevereiro/06      Schizolobium

                                    Tipos polinicos
Local e amostra
                  Poaceae           Asteraceae        Myrtaceae

Mendes
PA                                  Vernonia          Eucalyptus
PA                                  Vernonia
FAVO                                Vernonia

Sapucaia
PA                Poaceae           Baccharis
PA                Poaceae
FAVO
FAVO              Poaceae

Petropolis
PA                Poaceae                             Eucalyptus
PA                                                    Eucalyptus
FAVO              Poaceae
FAVO
FAVO
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Author:Pacheco, Marta Rodrigues; Barth, Ortrud Monika; Lorenzon, Maria Cristina
Publication:Ciencia Rural
Article Type:Report
Date:Oct 1, 2009
Words:2737
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