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Physico-chemical characteristics, polyphenols and yellow flavonoids in fruits of commercial and wild pitaya species from the Brazilian Savannas/Caracteristicas fisico-quimicas, polifenois e flavonoides amarelos em frutos de especies de pitaias comerciais e nativas do cerrado.

INTRODUCAO

A pitaia e uma planta rustica da familia Cactaceae e e conhecida mundialmente como "Dragon Fruit (Fruta-do-Dragao)". Existem diferentes especies de pitaia, sendo algumas comerciais e outras nativas. De acordo com a especie, seus frutos podem apresentar caracteristicas fisicas e quimicas diversificadas quanto ao formato, presenca de espinhos, cor da casca e da polpa, teores de solidos soluveis e pH na polpa, reflexo da alta diversidade genetica desta frutifera.

A pitaia pertence ao grupo de frutiferas tropicais, consideradas promissoras para o cultivo, devido a sua aparencia exotica, sabor doce e suave, polpa firme e as suas propriedades nutricionais e funcionais. A pitaia e uma fruta de aceitacao crescente nos mercados consumidores (MARQUES et al., 2011; MOREIRA et al., 2011). Atualmente, as principais especies comerciais sao a pitaia de casca vermelha (Hylocereus undatus) e a de casca amarela (Selenicereus megalanthus) (DONADIO, 2009).

A polpa (mesocarpo) e a parte comestivel do fruto, formada por massa de textura mucilaginosa, com sementes pequenas e macias, distribuidas homogeneamente, e representa de 60 a 80% do peso dos frutos maduros. O rendimento de polpa, sem as sementes, representa em torno de 55% do fruto, embora maiores variacoes possam ser encontradas entre as diferentes especies. Variacoes tambem podem ser observadas na acidez (pH) e na docura (teor de solidos soluveis). Dentre os acucares presentes na polpa, destacam-se a glicose e a frutose (LE BELLEC, 2006).

Entre as caracteristicas fisico-quimicas utilizadas na avaliacao da qualidade dos frutos, consideram-se as mais comuns: teor de solidos soluveis (SS), pH, acidez total (AT) e compostos fenolicos (CHITARRA; CHITARRA, 2005). Essas caracteristicas sao influenciadas por diversos fatores, como as condicoes edafoclimaticas, tratos culturais, epoca e local de colheita, variedade e manuseio pos-colheita.

Apesar do grande potencial comercial dessa fruta, ainda sao escassos os estudos de caracterizacao fisico-quimica de frutos da pitaia, principalmente considerando especies nativas do Cerrado. Neste trabalho, objetivou-se avaliar as caracteristicas fisico-quimicas e a quantificacao de polifenois e flavonoides amarelos totais em diferentes porcoes dos frutos de quatro diferentes especies de pitaias comerciais e nativas do Cerrado.

MATERIAL E METODOS

Para realizar a caracterizacao fisico-quimica e o teor de polifenois e flavonoides amarelos totais, foram coletados ao acaso e avaliados seis frutos de quatro especies de pitaias nativas, H. costaricensis, S. setaceus, H. undatus, S. megalanthus, disponiveis no Banco de Germoplasma da Embrapa Cerrados, em Planaltina-DF, latitude 15[degrees]35'00", longitude 47[degrees]35' 00" e frutos comerciais das especies H. undatus e S. megalanthus, adquiridos em mercados da regiao de Brasilia-DF.

Os frutos foram encaminhados ao Laboratorio de Ciencia e Tecnologia de Alimentos da Embrapa Cerrados para a determinacao de alguns parametros relacionados a sua composicao fisico-quimica (solidos soluveis, pH e acidez total titulavel) bem como para analise de polifenois e flavonoides amarelos.

Os frutos foram lavados em agua corrente, secos com papel absorvente e cortados transversalmente em tres segmentos, identificados como porcoes basal, mediana e apical. A polpa de cada porcao dos seis frutos de cada especie foi separada da casca, homogeneizada, embalada em sacos plasticos de baixa densidade e congelada ate o momento das diferentes analises.

O delineamento utilizado foi o inteiramente ao acaso, em arranjo fatorial 6 x 3 (6 genotipos x 3 porcoes do fruto), com tres repeticoes, sendo cada repeticao uma amostra retirada da polpa homogeneizada de cada porcao dos seis frutos de cada genotipo.

As analises realizadas em cada amostra foram o teor de solidos soluveis totais (%), pelo metodo refratometrico, de acordo com INSTITUTO ADOLFO LUTZ, (1985), a acidez total titulavel (titulacao com NaOH 0,1 N ate pH de 8,1), com os resultados expressos em porcentagem de acido citrico, e o pH, determinado por um medidor de pH Hanna Instruments, modelo HI 9321, calibrado periodicamente com solucoes-tampao de pH 4 e 7 (AOAC, 1997). Para a determinacao dos compostos fenolicos, foram realizadas analises de polifenois extraiveis totais e flavonoides amarelos totais.

Para a extracao dos polifenois, amostras de 30 g foram pesadas, as quais adicionaram-se 40 mL de metanol:agua destilada (50/50, v/v). As solucoes foram homogeneizadas em agitador de tubos, durante 60 segundos, e permaneceram em repouso por 60 minutos a temperatura ambiente e ao abrigo da luz. Apos o repouso, as solucoes foram centrifugadas a 15.000 rpm, durante 20 minutos, e o sobrenadante 1 foi recolhido em um balao volumetrico de 100 mL. Ao residuo dessa primeira extracao, foram adicionados 40 mL de acetona:agua destilada (70/30, v/v), e repetiu-se todo o processo de homogeneizacao e repouso. As solucoes foram centrifugadas novamente a 15.000 rpm, durante 20 minutos, o sobrenadante 2 foi recolhido e misturado ao sobrenadante 1 em balao volumetrico de 100 mL, completando-se o volume do extrato com agua destilada (LARRAURI et al., 1997).

Em tubos de ensaio, adicionaram-se 1 mL do extrato, 1 mL de folin ciocalteau (1:3), 2 mL de carbonato de sodio (20%) e 2 mL de agua destilada, e essa solucao foi homogeneizada.

A quantificacao de polifenois foi realizada em espectrofotometro a 535 nm, utilizando-se da curva-padrao preparada com acido galico (GAE--gallic acid equivalent). Os ensaios foram realizados em triplicata e em ambiente escuro, e as leituras foram realizadas aos 30 minutos, apos a adicao dos reagentes, e os resultados foram expressos em mg GAE. 100 [g.sup.-1] de amostra fresca (OBANDA; OWUOR, 1997).

Para a determinacao dos teores de flavonoides amarelos, utilizaram-se subamostras de 10 g de polpa, as quais foram adicionados 30 mL da solucao extratora (etanol 95% : HCl 1,5N - 85:15 v/v). Os extratos resultantes foram homogeneizados por 1 min e vertidos em balao volumetrico de 50 mL, completando-se o volume com a mesma solucao extratora. Armazenados em frascos escuros, os extratos foram refrigerados (5 [degrees]C) por 16 h, em seguida foram filtrados. A leitura foi realizada em espectrofotometro a 374 nm, e os resultados foram expressos em mg. 100 [g.sup.-1] de amostra fresca.

Foram realizadas analises de variancia, e as medias foram comparadas, utilizando o teste de Tukey, a 1% de probabilidade, com auxilio do programa Genes.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Pela analise de variancia, verificou-se o efeito significativo de genotipos e da interacao genotipo x porcao do fruto para todas as caracteristicas avaliadas, a 1% de probabilidade, pelo teste F. No caso da porcao do fruto, houve efeito significativo para o teor de solidos soluveis, acidez titulavel e flavonoides amarelos (Tabela 1).

Os coeficientes de variacao experimental (CVe) variaram de 1,20% para pH, a 8,17% para flavonoides, mostrando-se de pequena amplitude, evidenciando a qualidade das analises laboratoriais.

Os coeficientes de variacao genotipica (CVg) ficaram no intervalo de 6,46% a 71,02%, valores sempre superiores aos coeficientes de variacao experimental, sugerindo que existe, entre os genotipos, su ficiente variabilidade genetica para ser explorada em processos de selecao e que tais caracteres sao importantes quando se trata de discriminar germoplasma de pitaia. E importante mencionar que o efeito significativo de genotipos verificado no trabalho tambem pode ter um componente ambiental, considerando que os frutos analisados nao foram produzidos no mesmo local. As frutas apresentam variacoes quantitativas e qualitativas nas caracteristicas fisico-quimicas, em funcao de fatores intrinsecos (cultivar, variedade, estadio de maturacao) e extrinsecos (condicoes climaticas e edaficas) (REYNERSTON et al., 2008).

A comparacao das medias entre os tratamentos mostra que o teor de solidos soluveis foi maior na porcao mediana dos frutos de todas as especies (H. costaricensis, S. setaceus, H. undatus, S. megalanthus) (Tabela 2). Como o teor de solidos soluveis apresenta alta correlacao positiva com o teor de acucares, pode-se dizer que, no caso da pitaia, a porcao mediana e a parte mais doce. Silva et al. (2002) analisaram seis especies de frutas de clima temperado quanto ao teor de solidos soluveis totais, separando os frutos de cada especie em tres porcoes: basal, mediana e apical. O kiwi apresentou maior teor de solidos soluveis na porcao basal (11,04 %); as especies nectarina e pera apresentaram teores maiores na porcao mediana (12,08 % e 11,75 %, respectivamente); para as especies ameixa, maca e pessego, os maiores teores foram na porcao apical (16,11 %, 12,06 % e 11,38 %, respectivamente).

A especie que apresentou maior teor de solidos soluveis foi a S. megalanthus, tanto nos frutos comerciais como nos coletados no banco de germoplasma da Embrapa Cerrados, contendo 17,3 e 16,3 %, respectivamente. Esta especie merece destaque considerando que os acucares soluveis presentes nos frutos sao responsaveis pela docura e sabor, quando combinados adequadamente com os polissacarideos estruturais (GOMES, 2002).

Foram tambem verificadas diferencas significativas no pH entre as especies, com valores variando de 4,83 a 5,67. Estes valores fazem com que as pitaias analisadas no presente trabalho sejam classificadas como frutos pouco acidos. A especie H. undatus (comercial) apresentou maior media de pH (5,70) e menor media de solidos soluveis (0,10 % acido citrico), diferenciando-se significativamente das demais especies. O pH e um caracter importante do fruto, uma vez que pode influenciar no tempo de deterioracao, atraves do desenvolvimento de microrganismos, na atividade das enzimas, na retencao do sabor-odor de produtos de frutas, na estabilidade de corantes artificiais em produtos de frutas, na verificacao do estadio de maturacao de frutas, na escolha da embalagem, na palatabilidade, na escolha da temperatura de tratamento termico, na escolha do tipo de material de limpeza e desinfeccao, na escolha do equipamento com o qual se vai trabalhar na industria e na escolha de aditivos e conservantes.

Com relacao a acidez, pode-se dizer que a porcentagem de acidez e baixa nos frutos de pitaia, variando de 0,10 % de acido citrico na especie H. undatus a 0,15 % de acido citrico na especie S. megalanthus. Tal diferenca nao foi significativa entre as medias das especies. Tambem nao foram verificadas diferencas muito expressivas entre a acidez das partes apical, mediana e basal dos frutos. A acidez e resultante dos acidos organicos, os quais influenciam na cor, sabor, odor e na qualidade das frutas. Atraves da determinacao da acidez total em relacao ao conteudo de acucar, pode-se obter o estadio de maturacao das frutas.

O valor medio de polifenois totais obtidos dos frutos de pitaia da especie H. costaricensis de 23,15 mg GAE.100 [g.sup.-1] foi significativamente maior que o de outras especies de pitaia (Tabela 3). A quantidade de polifenois da especie H. costaricensis foi aproximadamente 100 % superior a apresentada pela especie H. undatus (Colecao de Germoplasma Embrapa Cerrados). De acordo com Lim et al. (2007), o conteudo fenolico total da polpa de pitaia da especie Hylocereus polyrhizus de 21 [+ or -] 6 mg GAE.100 [g.sup.-1] e relativamente menor do que os obtidos por Choo et al. (2011), de 24.22 [+ or -] 0.95 mg GAE.100 [g.sup.-1] para a mesma especie, e 28.65 [+ or -] 1.79 GAE.100 [g.sup.-1] para H. undatus. No entanto, Wu et al. (2006) relataram maior teor de fenolicos (42,4 [+ or -] 0,04 mg GAE.100 [g.sup.-1]) na especie H. polyrhizus. Segundo esses autores, essa diferenca pode ser devida a variacao ambiental do crescimento ou devido a diferenca de fase de maturacao dos frutos.

Apesar das diferencas significativas entre a quantidade de polifenois totais de diferentes especies de pitaia, tal quantidade e relativamente pequena, quando comparada com a obtida em outros frutos tropicais. O valor medio de polifenois totais obtidos dos frutos de pitaia da especie H. Costaricensis, de 23,15 mg GAE.100 [g.sup.-1], esta acima do mamao (15,3 mg GAE.100 [g.sup.-1]) e abaixo do abacaxi (85,1 mg GAE.100 [g.sup.-1]), da banana (215,7 mg GAE.100 [g.sup.-1]), da laranja (114,6 mg GAE.100 [g.sup.-1]) e da manga (110,5 mg GAE.100 [g.sup.-1]) (FALLER; FIALHO, 2009).

A porcao basal do fruto da especie H. costaricensis apresentou maior quantidade de polifenois (24,71 mg GAE.100 [g.sup.-1]). No caso das outras especies analisadas, nao foram verificadas diferencas significativas entre a quantidade de polifenois, nas diferentes partes do fruto.

No caso dos flavonoides, novamente a especie H. costaricensis apresentou a maior quantidade, em media 6,03 mg.100 [g.sup.-1] de flavonoides amarelos, diferenciando-se significativamente das demais especies, valor medio de 1,89 mg.100 [g.sup.-1] de flavonoides amarelos. Este valor foi mais de 6 vezes superior ao apresentado pela especie S. megalanthus nativa. A especie nativa S. setaceus apresentou, em media, a segunda maior quantidade de flavonoides amarelos, com 2,97 mg.100 [g.sup.-1]. De acordo com Wu et al. (2006), a quantificacao de flavonoides da polpa da especie H. polyrhizus cultivada em Taiwan foi de 7,21 [+ or -] 0,02 mg de equivalentes de catequina/100 g de polpa fresca.

Em paises considerados detentores de alta biodiversidade, com grande territorio, como o Brasil, a questao da biodiversidade de especies nativas tem enorme relevancia, ainda pouco explorada comercialmente (ALHO, 2012). Os resultados deste trabalho mostram o potencial inter e intraespecifico das especies nativas de pitaia, valores que podem enriquecer a diversidade alimentar e nutricional da populacao brasileira, complementando uma dieta saudavel.

CONCLUSAO

As quatro especies de pitaia nativas e comerciais apresentaram diferencas nos frutos quanto as caracteristicas fisico-quimicas e a concentracao de polifenois. A especie Selenicereus megalanthus apresentou maior quantidade de solidos soluveis, sendo esta caracteristica mais pronunciada na parte mediana do fruto de todas as especies. A especie nativa Hylocereus costaricensis merece destaque pela presenca de maior quantidade de polifenois e flavonoides amarelos totais.

REFERENCIAS

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MOREIRA, R.A; RAMOS, J.D.; MARQUES, VB.; ARAUJO, N.A.; MELO, P.C. Crescimento de pitaia vermelha com adubacao organica e granulado bioclastico. Ciencia Rural, Santa Maria, v.41, n.5, p.785-788, 2011.

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WU, L.C.; HSU, H.W.; CHEN Y.C.; CHIU, C.C.; LIN, Y.I. HO; J.A.A. Antioxidant and antiproliferative activities of red pitaya. Food Chemistry, Oxford, v. 95, p.319-327, 2006.

CRISTIANE ANDREA DE LIMA (2), FABIO GELAPE FALEIRO (3), NILTON TADEU VILELA JUNQUEIRA (3), KELLY DE OLIVEIRA COHEN (4), TADEU GRACIOLLI GUIMARAES (3)

(1) (Trabalho 274-12). Recebido em: 09-11-2012. Aceito para publicacao em: 02-05-2013.

(2) Eng. Agr. Doutoranda em Agronomia/Universidade de Brasilia, Brasilia-DF. Apoio financeiro: CAPES e Embrapa Cerrados. E-mail: cristiane.andrea@yahoo.com.br.

(3) Pesquisador da Embrapa Cerrados, BR 020, Km 18, C. P. 08223, 73010-970. Planaltina-DF. E-mail: fabio.faleiro@embrapa.br.nilton.junqueira@embrapa.br, tadeu.graciolli@embrapa.br.

(4) Pesquisadora da Embrapa Sede, Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento. Parque Estacao Biologica--PqEB. Av. W3 Norte, 70770-901. Brasilia/DF. E-mail: kelly.cohen@embrapa.br.
TABELA 1--Resumo da analise de variancia dos dados relativos as
variaveis solidos soluveis (SS), acidez titulavel (AT), polifenois
extraiveis (PE), flavonoides amarelos (FLAV), avaliados em seis
genotipos de Pitaia. UnB-Embrapa Cerrados, Planaltina-DF.

                                        Valores de F
Fontes de Variacao
                         GL         SS              pH

Genotipo (G)              5    1215,85945 **   258,56973 **
Porcao do Fruto (PF)      2    322,66454 **       2,29188
G X PF                   10     15,90021 **     6,90881 **
Residuo                  36       0,08722         0,00378

Coeficiente de           --       99,9178         99,6133
  Determinacao (%)
CVe (%)                  --       2,1701          1,2074
CVg (%)                  --       25,2128         6,4594
Razao CVg/CVe(%)         --       11,6183         5,3497

                                         Valores de F
Fontes de Variacao
                              AT              PE             FLAV

Genotipo (G)              34,18431 **    641,61502 **    679,83617 **
Porcao do Fruto (PF)      10,43137 **       2,38079       12,16819 **
G X PF                    6,61961 **      5,73859 **      5,81515 **
Residuo                     0,00009         0,26956         0,04463

Coeficiente de              97,0747         99,8441         99,8529
  Determinacao (%)
CVe (%)                     7,8678          3,3723          8,1773
CVg (%)                     15,1078         28,4516         71,0182
Razao CVg/CVe(%)            1,9202          8,4368          8,6848

(CVe)--coeficientes de variacao ambiental e (CVg)--coeficientes de
variacao genetico.

** significativos a 1% de probabilidade, pelo teste F.

TABELA 2--Caracteristicas quimicas de frutos de especies comerciais e
nativas (Colecao Embrapa Cerrados) de pitaia.

Variaveis

                                            SS*
Especies
                                   PA        PM        PB      Media

Selenicereus megalanthus         14,2bC    18,1aA    16,5bB    16,3cd
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus setaceus (Colecao   13,4cB    15,8bA   13,4cdB    14,2bc
  Emb. Cerrados)
Selenicereus megalanthus         15,8aC    18,5aA    17,5aB    17.3d
  (Comercial)
Hylocereus undatus (Comercial)   7,5fAB    8,0dA     7,1eB      7,5a
Hylocereus undatus (Colecao      11.1eB    13,5cA    12,9dA    12,5b
  Emb. Cerrados)
Hylocereus costaricensis         12,2dC    15,3bA    14,1cB    13,9bc
  (Colecao Emb. Cerrados)
Media                            12.4B     14.9A     13.6AB

                                             PH
Especies
                                   PA        PM        PB      Media

Selenicereus megalanthus         4,87cA    4,80cA    4,88cA    4,85a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus setaceus (Colecao   5,25bA    5,14bA    5,18bA    5,19a
  Emb. Cerrados)
Selenicereus megalanthus        5,22b A    4,88cB    5,13bA    5,08a
  (Comercial)
Hylocereus undatus (Comercial)   5,61aB    5,81aA   5,67aAB    5,70b
Hylocereus undatus (Colecao      4,83cA    4,88cA    4,90cA    4,87a
  Emb. Cerrados)
Hylocereus costaricensis         4,84cA    4,86cA    4,84cA     4,8a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Media                            5,10A     5,06A     5,10A

                                            AT*
Especies
                                   PA        PM        PB      Media

Selenicereus megalanthus         0,15aA    0,17aA   0,12bcB    0,15a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus setaceus (Colecao   0,09bA   0,12cdA   O.llbcA    0,11a
  Emb. Cerrados)
Selenicereus megalanthus         0,12bB   0,15abA    0,15aA    0,14a
  (Comercial)
Hylocereus undatus (Comercial)   0,11bA    0,10dA    O.lOcA    0,10a
Hylocereus undatus (Colecao      0,11bA    0,11dA   0,12bcA    0,11a
  Emb. Cerrados)
Hylocereus costaricensis         0,12bA   0,14bcA   0,13abA    0,13a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Media                            0,12A     0,13A     0,12A

* SS--solidos soluveis (%); AT--acidez titulavel (% acido citrico);
PA--porcao apical; PM--porcao mediana;PB--porcao basal dos frutos.
.Analises realizadas em triplicata. As medias seguidas pela mesma
letra, minuscula na coluna ou maiuscula na linha, nao diferem
significativamente entre si, pelo teste de Tukey, a 1% de
significancia.

TABELA 3--Quantidade de compostos funcionais em polpa de frutos e
especies comerciais e nativas de pitaia.

Variaveis

                                          PE *
Especies
                                PA         PM         PB       Media

Selenicereus megalanthus      12,17dA    12,81dA    ll,94dA    12,31a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus setaceus         15,53cA    15,25cA    15,81cA    15,53a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus megalanthus      12,77dA    12,91dA    11,94dA    12,54b
  (Comercial)
Hylocereus undatus            17,20bA   17,14b A    17,50bA    17,28b
  (Comercial)
Hylocereus undatus (Colecao   11,45dA    11,53dA    11,71dA    11,56a
  Emb. Cerrados)
Hylocereus costaricensis      22,97aB    21,77aB    24,71aA    23,15c
  (Colecao Emb. Cerrados)
Media                         15,35A     15,24A     15,60A

                                         FLAV *
Especies
                                PA         PM        PB      Media

Selenicereus megalanthus      0,85cA     0,87dA    0,92dA    0,88a
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus setaceus         2,65bB    3,50b A    2,75bB    2,97c
  (Colecao Emb. Cerrados)
Selenicereus megalanthus      1,17cA     1,61cA    1,25dA    1,34ab
  (Comercial)
Hylocereus undatus            2,11bA     2,14cA    2,12cA    2,12bc
  (Comercial)
Hylocereus undatus (Colecao   2,37b A    2,22cA    l,88cA    2,16bc
  Emb. Cerrados)
Hylocereus costaricensis      6,52aA     6,11aA    5,47aB    6,03d
  (Colecao Emb. Cerrados)
Media                          2,61B     2,74 A    2,40C

* PE--polifenois extraiveis (mg GAE.100 [g.sup.-1]); FLAV--
flavonoides amarelos (mg. 100 [g.sup.-1]);PA-porcao apical; PM--
porcao mediana.

PB--porcao basal dos frutos. Analises realizadas em triplicata. As
medias seguidas pela mesma letra, minuscula na coluna ou maiuscula na
linha, nao diferem significativamente entre si, pelo teste de Tukey, a
1% de significancia.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:De Lima, Cristiane Andrea; Faleiro, Fabio Gelape; Junqueira, Nilton Tadeu Vilela; Cohen, Kelly De Ol
Publication:Revista Brasileira de Fruticultura
Date:Jun 1, 2013
Words:3626
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