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Physical exercise on quality of life in patients with heart failure/Efeitos do exercicio fisico na qualidade de vida em pacientes com insuficiencia cardiaca.

INTRODUCAO

Em concordancia com estudos realizados a insuficiencia cardiaca (IC) e uma sindrome clinica complexa que tem apresentado um aumento progressivo na sua incidencia, prevalencia e letalidade nas duas ultimas decadas, tornando-se um dos principais problemas de saude publica. A doenca apos cinco anos de surgimento apresenta expectativa de sobrevida em torno de 25% para populacao masculina e 38% para a feminina, sendo o tempo de sobrevida de 3,2 anos para as mulheres e de 1,7 para os homens.

No Brasil, dados do capitulo Mortalidade no Brasil e regioes da publicacao Saude Brasil 2007, do Ministerio da Saude, que traz o perfil detalhado da mortalidade dos brasileiros, demonstraram que 31.054 pessoas vieram a obito devido a patologias IC no ano de 2005, se caracterizando como a nona causa de obito no Brasil nesse ano.

Perspectivas de mais estudos e o melhor entendimento da fisiologia e da fisiopatologia cardiovascular sao fatores de contribuicao, para um tratamento de melhor eficacia para com os pacientes portadores de IC. A associacao do exercicio fisico, suas alteracoes e acoes fisiologicas no organismo e, em forma conjunta com os medicamentos, sao os fatores essenciais que vao proporcionar ao paciente com IC tratamentos mais eficazes, melhorando assim a sua qualidade de vida. Sendo assim, e de extrema importancia que se conheca e aprofundem os estudos que observaram os efeitos do exercicio fisico nos pacientes com IC, principalmente na realidade brasileira.

O trabalho tem por objetivo verificar o efeito do exercicio fisico na qualidade de vida em pacientes com insuficiencia cardiaca.

MATERIAIS E METODOS

Foi utilizada como fonte pesquisa de coleta de informacoes a base de dados da Biblioteca Virtual em Saude (BVS-) Literatura Tecnico Cientifica a pagina eletronica: www.bireme.br, com as seguintes palavras de busca: Insuficiencia cardiaca, exercicio fisico, qualidade de vida, na seguinte data 23/06/09.

Nossos criterios de inclusao foram: pacientes adultos com IC previamente diagnosticada que tivessem realizado exercicio fisico e, se possivel, mensurado a qualidade de vida. Os criterios de exclusao foram: estudos em pediatria, estudos publicados em idioma diferente de ingles e portugues, estudos sobre transplante cardiaco e especificamente sobre medicamentos.

Desenvolvimento

Foram encontrados 27 estudos para realizacao dessa revisao (Figura 1).

Desses 27 estudos 15 estudos foram excluidos por nao contemplarem o objetivo do presente estudo (Tabela 1). Contudo, 12 estudos foram utilizados para o desenvolvimento desta revisao.

A deficiencia ou incapacidade do coracao de ejetar sangue, ou melhor, quantidade suficiente de sangue para atender as necessidades metabolicas dos diferentes tecidos ficou conhecida como IC. Durante alguns anos, esse estado de limitacao fisica, como ja descrito, levou gradativamente a um estagio fisico tal que os esforcos foram desaconselhados pela maioria dos especialistas em pacientes desta patologia. Logo o repouso era visto como a conduta clinica mais indicada.

Tyni-Lenne e colaboradores (1999), sz realizaram estudo com 24 pacientes com IC, totalizando 8 semanas de TF. Para isso, os autores objetivaram estudar o efeito de 2 modelos de TF aerobio. Um em ciclo ergometro (envolvendo maior massa muscular) e outro com extensor unilateral de joelho (envolvendo menor massa muscular). Os autores randomizaram os pacientes com IC em 3 grupos. Oito realizaram TF aerobio em ciclo ergometro, 8 realizaram extensao unilateral de joelho e 8 permaneceram sedentarios todos pelo mesmo periodo.

A qualidade de vida foi mensurada antes e apos o periodo de 8 semanas de TF ou sedentarismo em todos os grupos.

Ao final do estudo, os autores abservaram que, o nivel de atividade da citratato sintase estava aumentado e a concentracao de lactato sanguineo em nivel submaximo de intensidade estava diminuida tanto no grupo de pacientes com IC que realizou TF em ciclo ergometro como no grupo de pacientes com IC que realizou o TF em extensor unilateral de joelho.

Por outro lado, somente o grupo que realizou o TF com extensor unilateral de joelho demonstrou aumento no consumo de oxigenio, diminuicao da concentracao plasmatica de norepinefrina e melhora na qualidade de vida.

Rondon e colaboradores (2000), relatam as promocoes hemodinamicas e neuro-humorais causadas pelo exercicio fisico aerobio no processo de reabilitacao cardiaca onde ha melhora do sistema cardiovascular. O consumo de oxigenio de pico e cerca de 40% menor no paciente portador de (IC) quando comparado ao individuo saudavel da mesma idade, um dos principais fatores ao se realizar o TF e a reducao da fadiga e dispneia.

Nos estudos realizados pelos autores, foi observado que no periodo de 4 meses de TF houve o aumento expressivo do consumo de oxigenio de pico e da potencia de pico durante uma avaliacao ergoespirometrica de intensidade progressiva, sintomalimitada, em um paciente portador de miocardiopatia dilatada idiopatica.

Alteracoes funcionais centrais e/ou hemodinamicas, como a melhora da funcao cardiaca e a maior resposta no debito cardiaco (DC), nao sao os unicos fatores de melhora da capacidade fisica desses pacientes, pois a utilizacao de drogas inotropicas vasoativas que aumentam o DC e/ou reduzem a pressao pulmonar capilar, nao resultam em aumento imediato a tolerancia ao exercicio fisico em pacientes com IC. Logo outros mecanismos estao envolvidos na melhora da capacidade fisica desses pacientes.

Os autores enfocam que um dos objetivos principais de um programa de reabilitacao cardiovascular e a melhora na qualidade de vida e das condicoes de saude dos pacientes que dele estao participando. Um importante estudo relatado pela mesma, demonstrou que o treinamento fisico melhora a qualidade de vida e o prognostico de vida destes pacientes com IC, onde apos 14 meses de TF, no qual, os pacientes com IC tiveram menor indice de internacao hospitalar e mortalidade que aqueles com IC que nao participaram do TF.

Deve ser observado que a prescricao de exercicio fisico sem cautela pode causar maleficios irreversiveis, podendo assim aumentar os riscos de um programa de reabilitacao cardiovascular para estes pacientes.

Importantes observacoes, realizadas por Oka e colaboradores (2000), em estudo recente, indica que a realizacao do exercicio fisico tem beneficios fisiologicos e psicologicos positivos para pacientes com IC, porem os pacientes portadores de IC sao sedentarios. De acordo com o estudo dos autores, os pacientes que apresentam IC tem na maioria das vezes grandes limitacoes provocando influencia na QV e atividade de vida diaria.

Um classico estudo realizado pelos autores, caracteriza um programa randomizado de 3 meses de atividade para grupo de tratamento habitual (1) associado a caminhada e o grupo de treinamento de exercicio de resistencia (2). Para os pacientes que compunham o grupo (1) foi dada a instrucao para que mantivessem as suas atividades diarias normais e para nao iniciar um programa de exercicio fisico regular.

Oka e colaboradores (2000), realizaram a seguinte prescricao, individuos randomizados, para o grupo intervencao realizaram exercicio que consistiu em deambular em casa, 3 dias por semana, com uma intensidade e duracao que ao longo da 2 ou 3 semanas aumentaria para aproximadamente 70% da frequencia cardiaca (FC) de pico durante um periodo de 40 a 60 minutos.

Pode-se dizer que o programa, no que diz respeito aos efeitos do treinamento fisico resistido, sobre a capacidade funcional, sintomas cardiacos e QV em pacientes com IC, possuem uma escassez de ensaios clinicos, todavia estudos em idosos demonstram que o exercicio aerobio e essencial no treinamento de resistencia e manutencao da forca, melhoria da capacidade funcional, especialmente as atividades de vida diaria e contribuem para qualidade de vida relacionada a saude.

Miche e colaboradores (2003), descrevem em seu estudo a grande dificuldade no processo de tratamento e administracao da IC, fatores que tornaramse um desafio mesmo nos paises desenvolvidos. A sindrome da IC ja e responsavel por um grande numero de admissoes hospitalares e uma proporcao significativa de cuidados ambulatoriais. Um levantamento realizado pelo programa Euroheart, confirmou a evidencia de IC especialmente em pacientes idosos.

O estudos de treinamento fisico desenvolvido pelos autores, cerca de 75 pacientes que apresentavam IC estavel, dos quais 62 homens e 13 mulheres. A principal causa de IC foi doenca arterial coronariana em 56 pacientes, doenca cardiaca valvar em 3 pacientes e outras causas no restante do grupo. Todos os pacientes tiveram que responder a perguntas sobre QV, saude e bem estar psicologico.

Tres fatores se apresentaram de importancia na recuperacao do paciente com IC: exercicio fisico, instrucao do exercicio e educacao. O programa de treinamento fisico consistiu na utilizacao de cicloergometro, treinamento de forca e a realizacao do teste de caminhada de 6 minutos como parametro de evolucao dos pacientes. O treinamento de forca muscular realizado 2 a 3 vezes por semana, o TF aerobio realizado em cicloergometro 3 vezes na semana e o teste de caminhada de 6 minutos 2 vezes na semana. Houve participacao geral dos pacientes no programa de educacao para IC. Foram realizados grupos de 10 pacientes e palestras uma vez por semana com 45 min de duracao, por um periodo de 4 semanas.

Os autores citam como um dos principais fatores responsaveis por um circulo vicioso, alteracoes neuroendocrinas, imunologicas e metabolicas causando a vasoconstriccao periferica, e logo o exercicio fisico deve ser realizado para combater as consequencias negativas da vasoconstriccao em pacientes com IC. A perda da atividade fisica e do apoio emocional combinado com limitada QV tambem sao fatores prognosticos importantes. O treinamento de forca muscular causando o progresso fisico e imediatamente reconhecivel durante a realizacao do programa de exercicio.

Smart e colaboradores (2003), relatam que embora o prognostico do beneficio da pratica do exercicio fisico (treinamento), em pacientes com IC, permaneca um assunto em discussao, a melhoria na QV e capacidade funcional e aceita por varios autores. Porem, tais melhorias, sao rapidamente perdidas com a inatividade fisica. Alguns estudos propoem mesmo que o volume de exercicio fisico nao seja aumentado, os ganhos funcionais naquele paciente serao mantidos.

Os autores descrevem que os aspectos clinicos do exercicio fisico, foram revistos previamente, embora a melhoria da capacidade funcional, com o treinamento fisico, tenha sido demonstrada a mais de uma decada, o numero total de pacientes em tais estudos continua a ser relativamente pequeno, especialmente considerando a natureza heterogenea da IC. Tres tipos de exercicio foram considerados neste estudo de pacientes com IC, aerobio, resistencia muscular e treinamento muscular respiratorio. O treinamento fisico aerobio tem demonstrado produzir grandes melhorias no desempenho da capacidade funcional de pacientes com IC, o que ja nao e possivel prescrever para pacientes com IC grave, cuja capacidade funcional encontra-se muito reduzida. No que diz respeito ao treinamento de resistencia, ha melhorias tanto na resistencia quanto na forca muscular apos 4 a 6 semanas de treinamento. Apesar de existir um numero de estudos que mostra uma abordagem documentada eficaz, a melhora da capacidade funcional e menor ou apenas semelhante ao treinamento aerobio. Combinacoes de treinamento de resistencia e forca tem demonstrado maior eficacia do que realizados separadamente em pacientes com IC. Estudos nao randomizados sugerem que o treinamento muscular respiratorio e util, com relacao a pressao inspiratoria maxima (Pimax) e tempo de exercicio, porem experiencias favoraveis nao sao uniformes. Os pacientes com IC com o tempo podem ter a funcao respiratoria comprometida e limitada por resistencia ou forca muscular.

Todavia os autores relatam haver dados recentes mostrando que o treinamento fisico em longo prazo, nao supervisionado, e menos eficaz, porem nao menos seguro do que o treinamento supervisionado, e concordam que grande parte dos pacientes com IC respondem de maneira favoravel a um programa de treinamento fisico, demonstrando um aumento significativo da capacidade de exercicio. Mas para beneficiar a saude, deve-se realizar um programa continuo de treinamento fisico e levar-se em consideracao o local bem como o quadro clinico do paciente.

Conforme Ford e colaboradores (2004), relatam os pacientes podem apresentar-se inicialmente ao departamento de emergencia com dificuldade respiratoria grave, ou apresentar na clinica queixa de diminuicao de tolerancia ao exercicio fisico, edema em membros inferiores, incapacidade de permanecer em repouso no leito pela noite. Pode-se dizer, que de grande utilidade no diagnostico do paciente com dificuldade respiratoria grave, e a medicao do Peptidio Natriuretico Cerebral (BNP), produzido nos ventriculos cardiacos, e em menor grau nos atrios, em resposta ao aumento de expansao volumetrica e sobrecarga pressao, ou seja, quando as celulas ali localizadas, sao estiradas mais do que o normal.

De acordo com a descricao dos autores, os niveis de BNP se correlacionam com a pressao de cunha da arteria pulmonar, hipertrofia do ventriculo esquerdo e pressao diastolica final do ventriculo esquerdo. Logo niveis plasmaticos de BNP tem correlacao com sistema de classificacao (NYHA) e um nivel mais elevado que 100 pg/ml e altamente sugestivo de IC, quanto mais elevado pior o prognostico. A partir de BNP elevado, outros exames clinicos, como ecocardiograma, devem ser realizados para que se tenha certeza da IC, pois existem outras alteracoes que proporcionam um BNP alterado.

Ford e colaboradores (2004), concluem que as equipes multidiciplinares sao de fundamental importancia para o tratamento de pacientes com IC, fisioterapeuta, educador fisico, medico e outros profissionais, pois atraves do acompanhamento do nivel plasmatico do BNP, apos os exames clinicos necessarios, pode-se ter ideia da evolucao do paciente, a medida que o paciente responde bem ao programa de reabilitacao cardiaca proposto e a medicacao, tera consequentemente uma resposta satisfatoria a QV e atividade de vida diaria.

De acordo com Negrao e colaboradores (2004), o pensamento de pratica de minimos esforcos para pacientes com IC prevaleceu por algumas decadas, logo que, na decada de 80 investigadores comecaram a questionar e provar que este pensamento era contraditorio. A partir destas pesquisas o exercicio fisico passou a ser utilizado como tratamento naofarmacologico e ser incluido na conduta de pacientes portadores de IC em estagio avancado.

Uma importante informacao dos autores e que o consumo de oxigenio de pico tem sido um dos fatores a se estudar em pacientes com IC, relacionandose a melhora ou nao da capacidade funcional por meio da tolerancia ao exercicio fisico. Observou-se que o aumento do consumo de oxigenio de pico se correlaciona diretamente com o aumento do volume de mitocondrias muscular e com a melhora da atividade especifica de enzimas envolvidas na oxidacao. Este processo de adaptacao da musculatura esqueletica promove melhorias na capacidade funcional e QV dos pacientes com IC.

E sabido que existe uma variacao na resposta neuro-humoral dos individuos portadores de IC no que consiste ao treinamento fisico. Para alguns, os niveis plasmaticos de catecolaminas e inalterado, para outros ha uma diminuicao nos niveis de adrenalina plasmatica e aumento no controle vagal da FC com reducao do controle simpatico. E resaltado que resultados mais especificos foram encontrados recentemente, em que o treinamento fisico de 4 meses causou a diminuicao da atividade nervosa simpatica muscular em pacientes com IC e podemos ressaltar que estes pacientes classe funcional II e III a reducao provocada pelo treinamento fisico foi tao expressiva que resultou em normatizacao da atividade simpatica nervosa muscular.

Um dos fatores mais marcantes que ocorrem com o treinamento fisico, relatados por Negrao e colaboradores (2004), sao as adaptacoes vasculares em pacientes com IC. Alguns investigadores observaram a resposta vasodilatadora no antebraco durante hiperemia reativa. Durante este processo, esses achados, foram atribuidos a melhora do relaxamento vascular endoteliodependente, sendo este o responsavel pelo fenomeno durante esta manobra.

De acordo com Negrao e colaboradores (2004), a melhora na QV e um assunto de extrema importancia e que apresenta grandes divergencias, porem grande parte dos estudos tem demonstrado a melhora na QV dos pacientes que apresentam IC, quando submetidos ao treinamento fisico, no entanto em virtude de sua complexidade e um assunto que necessita ser melhor investigado.

E relatado pelos autores existir apenas um estudo em que se relacionou o treinamento fisico com os indices de hospitalizacao e mortalidade. Neste estudo, no qual a intensidade de treino utilizada foi moderada, 14 meses de treinamento fisico diminuiram o indice de hospitalizacao por IC e o indice de eventos cardiacos em 99 pacientes com IC avancada estudados. Resultados igualmente alentadores foram encontrados com relacao a mortalidade. No grupo de pacientes que se submeteram ao treinamento fisico o indice de mortalidade foi significativamente menor, com expressiva melhora na perfusao miocardica.

Negrao e colaboradores (2004), concluiram que em um programa de exercicio fisico para pacientes com IC, deve-se conter exercicios variados de flexibilidade, alongamento muscular, exercicios aerobios, resistencia muscular localizada e relaxamento.

Um elegante estudo realizado por Franco e colaboradores (2006), demonstrou a importancia do treinamento fisico em pacientes com IC. Nesse estudo 29 pacientes com IC foram randomizados para dois grupos, um grupo realizou 4 meses de treinamento fisico supervisionado seguido de 4 meses de treinamento fisico nao supervisionado e outro grupo que permaneceu sedentario pelo mesmo periodo.

De acordo com Franco e colaboradores (2006), a sequencia de treinamento baseava-se em frequencia de 3 vezes por semana, composto de exercicio aerobio por 25 a 40 minutos e de 10 minutos de exercicio de resistencia muscular localizada (RML). Apos os primeiros 4 meses de treinamento fisico supervisionado observou-se aumento no consumo maximo de oxigenio e reducao na atividade nervosa simpatica muscular, fato nao observado nos 4 meses seguintes com o treinamento fisico nao supervisionado. Entretanto, a QV foi melhorada apos os 4 meses de treinamento fisico supervisionado, e tal melhora foi mantida nos 4 meses seguintes de treinamento fisico nao supervisionado.

Desse modo, Franco e colaboradores (2006), concluiram que o treinamento fisico supervisionado e uma boa estrategia para o tratamento de pacientes com IC no que se refere a aumento do consumo maximo de oxigenio e reducao na atividade nervosa simpatica muscular e que o treinamento fisico nao supervisionado e importante e seguro para a manutencao da melhora da QV.

Para Johasson, Dahlstrom e Bronstrom (2006), pacientes com IC a experiencia mostra alteracoes na personalidade de acordo com, sexo, idade e a propria situacao de vida social que sao fatores importantes a serem observados. Em virtude de uma ausencia de cura para a IC, tem ocorrido um crescimento progressivo de investimento em saude e o cuidado para utilizar a pesquisa de QV como um ponto final complementar a mortalidade e morbidade. Na verdade em pesquisa de IC tornou-se raro e dificil conceituar a diferenca entra QV e qualidade de vida relacionada a saude, isto pode causar problemas na compreensao dos variados resultados de estudo.

Johasson, Dahlstrom e Bronstrom (2006), utilizaram para esta pesquisa as seguintes base de dados: MEDline, Psycinfo e Cinahl; com um intervalo de janeiro de 1995 a janeiro de 2004. Foi escolhido este periodo em virtude de extensa mudanca na investigacao. Artigos que compunham principalmente efeito de avaliacao do exercicio fisico, bem como QV foram incluidos. Sendo assim um total de 58 artigos, foram selecionados.

Segundo revisao realizada por Johasson, Dahlstrom e Bronstrom (2006), os exercicio podem ser dividido em 2 tipos aqueles que envolvem treinamento de maior massa muscular e aqueles que envolvem treinamento menor massa muscular. O treinamento de maior massa muscular sao aqueles que envolvem em sua maioria exercicios aerobios: bicicleta, caminhada, jogos de futebol ou aqueles que durante o estudo apresentaram um impacto positivo na qualidade de vida relacionada a saude. O treinamento envolvendo menor massa muscular especificamente utilizando-se os musculos dos membros inferiores e superiores, tambem apresentaram resultados positivos sobre a qualidade de vida relacionada a saude. Os autores relatam que o exercicio fisico envolvendo maior ou menor massa muscular oferece grande beneficio para qualidade de vida, porem, sua prescricao deve ser tomada com cautela.

De acordo com analizado por Johasson, Dahlstrom e Bronstrom (2006), alguns estudos de genero relatam que mulheres com IC, possuem pior relatorio de saude em QV de diferentes grupos sociais, bem como quando comparados a outras doencas cronicas como diabetes, Parkinson, DPOC e mulheres com infarto do miocardio. Em comparacao com o sexo masculino, estudos revelam que mulheres com IC, tem mais problemas em areas como sono, a vigor fisico, emocional e global de saude. Para homens e mulheres a QV pode ser diferente. Investigacoes psicologicas tem argumentado que os homens tem um enfoque mais objetivo e independencia; relacoes intimas, emocionais, apoio sao mais importante para mulheres.

Existe uma reducao na QV relacionada a saude em pacientes com IC, associado a fatores de morbidade e mortalidade. A reducao nos dominios fisicos e social QV relacionada a saude podem resultar em um grande sentimento de perda de autonomia e de controle de vida e pode ser uma explicacao para o grande numero de casos de ansiedade, depressao e disturbio do sono.

Alem dos programas ja existentes, os profissionais de saude devem intervir com programa de exercicio fisico, que de acordo com estudos dos autores, deve ter lugar preferencial em alguns grupos de pacientes, proporcionando melhora na QV.

Um estudo desenvolvido por Gary (2006), demonstrou que mulheres com IC e doencas cardiovasculares sao menos provaveis do que homens, para participarem de programas de reabilitacao cardiaca. Esta reducao na participacao pode ter varias explicacoes e, mesmo um programa de exercicio fisico estruturado para realizacao no lar, a participacao e menor porque a responsabilidade de manutencao do lar, falta de dinheiro e as questoes de transporte sao levadas em consideracao.

Gary (2006), desenvolveu um estudo com pacientes que apresentavam IC, em que o 1 grupo de pacientes foi randomizado e subdividido em 2 grupos experimentais e 2 grupos controles, obedecendo assim aos seguintes criterios. O grupo base (T1) foram tomadas medidas durante um periodo de 2 semanas antes da randomizacao. Mulheres ao acaso tanto para grupo intervencao quanto para grupo controle, receberam visitas em domicilio pelo investigador. Ao fim de 12 semanas, foram tomadas medidas de separacao para o grupo (T2).

Trinta e duas participantes foram inscritas no programa, que tinha um periodo de 18 meses de duracao, 16 mulheres foram randomizadas para a caminhada associadas ao programa educativo e 16 so para orientacao. O programa de orientacao de 12 semanas incluia temas relevantes para sindrome da IC e questoes conexas a saude da mulher. O importante e deixar claro que as mulheres do grupo controle nao receberam nenhuma orientacao quanto a pratica de exercicio fisico (Gary, 2006).

O programa de caminhada consistiu de um periodo de aquecimento, um periodo de treinamento de resistencia muscular e um periodo de descanco de 5 minutos, foram utilizados como parametros a FC e a taxa de esforco percebido. O programa para mulheres do grupo intervencao iniciou-se com caminhada 40% intensidade, 3 dias na semana e aumentando de acordo com a monitorizacao da FC e taxa de esforco percebido. A intensidade aumentou para 50% da meta da taxa cardiaca quando o participante foi capaz de caminhar 20 minutos a 40% de intensidade por 1 semana e para 60% quando foi capaz de caminhar 50% da intensidade por 1 semana.

Os dados recentes sugerem que apenas 15% dos cardiopatas participam do programa de reabilitacao cardiaca. As mulheres idosas em particular sao as mais propensas a se inscrever. Programas apresentados indicam que a intensidade, carga de trabalho e a adesao podem aumentar, a medida em que aumenta a tolerancia ao exercicio. Com uma intensidade baixa a progressivamente moderada, esse aumento de trabalho pode ser util para aumentar a auto-confianca do paciente com IC. A caminhada deve ser incentivada e pode ser associada a exercicios mais intensos ao longo do tempo, melhorando a QV, funcao fisica, reduzindo os sintomas depressivos (Gary, 2006).

No estudo dos autores Gary e Lee (2007), uma area que e problematica e merece atencao em pacientes com IC e o padrao de disturbio do sono. Julgamentos anteriores de exames de padrao de disturbio do sono entre pacientes com IC, concentravam-se sobre a apneia do sono, com pouca atencao para tempo total de sono. E importante relatar que o sono e um fator primordial para saude, QV e bem-estar fisico, principalmente na reconstituicao dos tecidos, conservacao energia e regulacao da temperatura corporal. Os resultados da pesquisa mostraram que mulheres com insuficiencia cardiaca diastolica tem significativo padrao de disturbio do sono que talvez possa influencia-las de maneira negativa em sua QV.

O sono como um dos padroes principais a serem avaliados pelos autores, teve a utilizacao de um actigrafo e um diario para anotacao do sono normal. Deste modo os autores teriam uma reflexao objetiva e uma subjetiva do sono que sao atributos do padrao do sono. Os pacientes deveriam utilizar o actigrafo por 7 dias no inicio e novamente no final da pesquisa por 12 semanas. O diario foi utilizado para marcar o padrao de sono, tempo total na cama, medicacoes durante a noite ou qualquer outras informacoes subjetivas.

Do total das participantes, 23 mulheres com idade media de 68 anos completaram a actigrafia e dados do diario do sono, os grupos (T1) e (T2) foram incluidos na analise. Nove mulheres nao completaram o diario do sono ou tinham dados incompletos na actigrafia (T1) ou (T2) e foram excluidos das analises posteriores (Gary e Lee, 2007).

De acordo com os resultados da pesquisa, Gary e Lee (2007), segere-se que apos 12 semanas de um programa de caminhada, pode-se melhorar o tempo total de sono, QV e os sintomas depressivos em mulheres com IC diastolica. Os resultados indicam que a depressao, em mulheres com IC, e comum e pode ser reconhecida. Uma das razoes psicologicas mais prevalentes para o padrao de disturbio do sono e a depressao. Apos o programa de caminhada os sintomas depressivos reduziram no grupo intervencao, entretanto aquelas do grupo controle houve aumento, mas de tendencia nao significativa.

Pode-se concluir o efeito benefico do programa de caminhada, porem ha a necessidade para estudos a longo prazo e suas intervencoes no padrao de disturbio do sono, QV e funcao psicologica nesta populacao, no entanto o programa de caminhada de baixa a moderada intensidade continua sendo incentivado pelos efeitos encontrados ate o momento, (Gary e Lee, 2007).

Segundo revisao de Correa e colaboradores (2008), observa-se os aspectos do sistema nervoso autonomo no que diz respeito aos barorreceotores e quimiorreceptores, associando o seu estudo na participacao do processo de IC e aos beneficios que o exercicio fisico poderia trazer a esta possivel desarmonia.

Os autores relatam que estudos previos nao deixam duvidas de que a IC provoca reducao na sensibilidade barorreflexa. Embora, os mecanismos envolvidos nessa reducao de sensibilidade dos barorreceptores na presenca de IC ainda nao sejam plenamente conhecido, tais receptores estao presentes no arco aortico e seio carotideo. Sao eles que respondem fisiologicamente a alteracoes mecanicas vasculares, como por exemplo: aumento da pressao arterial, desencadeando assim respostas como aumento ou diminuicao da FC, volume sistolico, contratilidade miocardica e DC. Outra regiao a ser comentada no estudo fica localizada no atrio, ventriculo e vasos pulmonares, onde estao presentes os receptores cardiopulmonares. Tres conjuntos destes receptores podem ser identificados: os aferentes cardiacos vagais nao mielinizados; aferentes cardiacos vagais mielinizados e aferentes que trafegam junto com o simpatico. Na IC tal controle encontra-se sensivelmente alterado. E demonstrado por alguns autores que a resposta simpatica reflexa desencadeada pelo enchimento cardiaco esta significativamente diminuida em pacientes com IC.

Com localizacao no bulbo, os quimiorreceptores centrais, sao primariamente sensiveis ao aumento de pressao parcial de dioxido de carbono (PCO2) e dos niveis de pH no liquido interticial do tronco encefalico. Ja os quimiorreceptores perifericos, que estao localizados nos corpusculos carotideos e aorticos, com aferencias para o centro respiratorio no bulbo e para o nucleo do trato solitario, sao sensiveis a diminuicao da pressao parcial de oxigenio (PO2). O controle quimiorreflexo pode ser profundamente alterado nos pacientes acometidos pela sindrome da IC.

As pesquisas realizadas por Correa e colaboradores (2008), relativa ao estudo do exercicio fisico em pacientes com IC, demonstram que este e uma excelente conduta nao-farmacologica e os efeitos beneficos se estendem as alteracoes autonomicas nestes pacientes. O treinamento fisico foi aplicado com 3 sessoes por semana, 60 minutos, por 4 meses em ciclo ergometro. Dados do grupo de pesquisa mostraram que o exercicio fisico diminui a atividade nervosa simpatica muscular em pacientes com IC. A literatura mostra que o exercicio fisico provoca melhora significativa no controle barorreflexo da FC e da atividade nervosa simpatica renal, quanto ao controle cardiopulmonar e quimiorreflexo, foi verificado que no primeiro o programa de 4 meses de exercicio fisico, houve melhora na aferencia cardiopulmonar no sistema nervoso central e diminui a atividade nervosa simpatica renal em coelhos com IC; e no segundo normalizacao da sensibilidade quimiorreflexa periferica, provavelmente relacionada ao aumento da sintese de oxido nitrico.

Desta forma Correa e colaboradores (2008), concluiram que o exercicio fisico provoca aumento da sensibilidade barorreflexa e cardiopulmonar e diminucao da sensibilidade quimioreeflexa central e periferica. Em conjunto, essas modificacoes contribuem para melhora do controle autonomico e diminuicao da atividade nervosa simpatica, melhorando a capacidade funcional e a QV em pacientes com IC, porem o que precisa ser observado e se o exercicio fisico pode mudar o prognostico de pacientes acometidos por esta sindrome.

CONCLUSAO

De acordo com o descrito no trabalho realizado podemos observar que todos os autores estao em concordancia quanto os beneficios do exercicio fisico no paciente portador de IC, todavia pode ser feita a seguinte observacao, alguns autores sao mais enfaticos, outros fazem questionamento quanto ao tempo de pesquisa, ao numero da amostra, que precisa ser mais prolongado.

O exercicio fisico realizado de maneira coerente em pacientes portadores de IC, obtem melhora na QV de muitos pacientes, porem e preciso se ater ao fato de que muitos aspectos ainda precisam ser esclarecidos. Varios fatores necessitam ser demonstrado, principalmente seu efeito a longo prazo.

Logo ao analisar-se os artigos apresentados, podemos concluir que o exercicio fisico e uma conduta nao-farmacologica que deve ser associada aos medicamentos, para que os pacientes com IC tenham um melhor tratamento, que por congruencia melhore sua qualidade de vida.

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(12-) Gottlieb, S.S.; Kop, W.J.; Ellis, S.J.; Binkley, P.; Howlett, J.; O'Connor, C.; Blumenthal, J.A.; Fletcher, G.; Swank, A.M.; Cooper L+ HF-ACTION Investigators. Relation of Depression to Severity of Illness in Heart Failure (From Heart Failure And a Controlled Trial Investigating Outcomes of Exercise Training [HFACTION]). American Journal Cardiology. Vol. 103. Num. 9. 2009. p.1285-1289

(13-) Issa, V. S.; Guimaraes, G. V.; Rezende, M. V. C.; Cruz, F. das D.; Ferreira, S. M. A.; Bacal, F.; Bocchi, E. A. Efeito do Bisoprolol Sobre a Funcao Cardiaca e o Exercicio em Pacientes com Insuficiencia Cardiaca/ Effects of Bisoprolol on Cardiac Function and Exercise in Patients with Heart Failure. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. Vol. 88. Num. 3. 2007. p. 340-345.

(14-) Johansson, P.; Dahlstrom, U.; Brostrom, A. Factors and Interventions Influencing Health-Related Quality of Life in Patients with Heart Failure: A Review of the Literature. European Journal Cardiovascular Nursing. Vol. 5. Num. 1.2006. p 5-15.

(15-) Krieger, J. E. Exercicio Fisico e Insuficiencia Cardiaca/Physical Exercise and Heart Failure. Bases Moleculares das Doencas Cardiovasculares: A Integracao entre a Pesquisa e a Pratica Clinica. Sao Paulo: Atheneu. 2008. p. 271-279.

(16-) Miche, E.; Herrmann, G.; Wirtz, U.; Laki, H.; Barth, M.; Radzewitz, A. Effects of Education, Self-Care Instruction and Physical Exercise on Patients with Chronic Heart Failure. Z Kardiol. Vol. 92. Num.12.2003. p. 985-993.

(17-) Meyer, K.; Suter, C.; Laederach-Hofmann, K. [Stress Tolerance and Quality of Life-Effect of a Comprehensive Ambulatory Rehabilitation Program for Patients with Chronic Heart Failure] Praxis (Bern 1994). Vol. 91. Num. 38. 2002. p.1531-1539.

(18-) Negrao, C.E.; Franco, F.G. dM.; Braga, A. M.; Roveda, F. Evidencias Atuais dos Beneficios do Condicionamento Fisico no Tratamento da Insuficiencia Cardiaca Congestiva/Evidences for the Effects of Physical Training in the Treatment of Advanced Heart Failure. Revista da Sociedade de Cardiolologia do Estado de Sao Paulo. Vol.14. Num.1.2004. p. 147-157.

(19-) Oka, R.K.; De Marco. T.; Haskell W.L.; Botvinick E.; Dae, M.W.; Bolen K.; Chatterjee, K. Impact of a Home-Based Walking and Resistance Training Program on Quality of Life in Patients with Heart Failure. American Journal Cardiology. Vol. 85. Num. 3. 2000. p. 365-369.

(20-) Patel, J. N.; Kavey, R.E.; Pophal, S.G.; Trapp, E.E.; Jellen, G.; Pahl, E. Improved Exercise Performance in Pediatric Heart Transplant Recipients after Home Exercise Training. Pediatric Transplant. Vol 12. Num. 3. 2008. p.336-340.

(21-) Rondon, M. U. P. B.; Alves, M. J. N. N.; Braga, A. M. F. W; Negrao, C. E. Exercicio Fisico e Insuficiencia Cardiaca/Physical Exercise and Heart Failure. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de Sao Paulo. Vol. 10. Num. 1.2000. p. 153-160.

(22-) Smart, N.; Fang, Z.Y.; Marwick, T. H. A Practical Guide to Exercise Training for Heart Failure Patients. Journal of Cardiac Failure.Vol.9. Num.1. 2003. p. 4958.

(23-) Tyni-Lenne, R.; Gordon, A.; Jensen-Urstad, M.; Dencker, K.; Jansson, E.; Sylven, C. Aerobic Training Involving a Minor Muscle Mass Shows Greater Efficiency than Training Involving a Major Muscle Mass in Chronic Heart Failure Patients. Journal of Cardiac Failure. Vol. 5. Num. 4. 1999. p. 300-307.

(24-) Willenheimer, R.; Erhardt, L.; Cline, C.; Rydberg, E.; Israelsson, B. Exercise Training in Heart Failure Improves Quality of Life and Exercise Capacity. European Heart Journal. Vol.19. Num. 5. 1998. p. 774-781.

(25-) Weber, T; Kirchgatterer A; Auer J; Mayr H; Maurer E; Eber B [Physical Activity and Training in Heart Failure]. Z Kardiol. Vol. 89. Num. 3. 2000. p. 227-235.

(26-) Yazbeck Junior, P.; Battistella, L. R.; Wajngarten, M.; Pereira B.A.C. Aplicacao do Exercicio Fisico em Portadores de Insuficiencia Cardiaca Congestiva/ Exercising in Patients with Congestive Heart Failure. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de Sao Paulo. Vol. 6. Num.1. 1996. p.41-44.

(27-) Zanelli, E. Rehabilitation and Models of Domiciliary Care of Patients with Chronic Heart Failure. The Gussago Experience. Monadi Archives of Chest Disease. Vol. 64. Num. 2. 2005. p. 148-150.

Armando Azevedo Junior [1], Daniel Godoy Martinez [2]

[1-] Programa de Pos-Graduacao (Lato-Sensu) Universidade Gama Filho Fisiologia do Exercicio: Prescricao do Exercicio

[2-] Instituto do Coracao (InCor) Faculdade de Medicina da Universidade de Sao Paulo (FMUSP)

Endereco para Correspondencia:

E-mail: armandoaz@hotmail.com

Av. Francisco Rodrigues Filho, 2001 A--apto 07

Nova Mogilar--Mogi das Cruzes--SP

CEP 08773-380
Tabela 1. Estudos nao utilizados

AUTOR E DATA                  TITULO                  MOTIVO

Fenaz e Arakaki,        Atividade fisica e     Transplante cardiaco
1595                    qualidade de vida
                         apos transplante
                             cardiaco

Yazbeck Junior e           Aplicacao do       Artigo nao disponivel
colaboradores, 1956     exercido lisico en
                          portadores de
                          insuficiencia
                       cardiaca congests a

Willenheimer e         Exercise training in   Artigo nao disponivel
colaboradores, 1598       heart failure
                       improves quality of
                         lie and exercise
                             capacity

Weber e                 [Physical activity       Artigo em alemao
colaboradores, 2000      and training in
                          heart failure]

Europe e Tyni-Lenne,   Qualitative analysis   Artigo nao disponivel
2004                       of the male
                       experience of heart
                             failure.

Colin e                    Effects of a              Nutricao
Colaboradores, 2004        nutritional
                       intervention on body
                           composition,
                       clinical status, and
                         quality of life
                         inpatients with
                          heart failure.

Zanelli e              [Rehabilitation and       Artigo em italiano
Colaboradores, 2M5          models of
                       domiciliary care of
                          patients with
                          chronic heart
                       failure, the Gussago
                           experience]

Bjamason-Wehrens,        [Heart groups in        Artigo em alemao
2006                    Germ any current
                          situation and
                            prospects]

Brito, Barbosa e         Reabilitacao no        Pos-operalorio de
Correa, 2006            pos-operatorio de          transplante
                       transplante cardiaco         pediatrioo

Issae Colaboradores,   Efeito do bisoprolol   Efeito do medicamento
2007                      sobre a funcao
                           cardiaca e o
                           exercicio em
                          pacientes com
                          insuficiencia
                            cardiaca.

Gottlieb e                 Relation of        Efeito de medicamento
Colaboradores, 2007       depression to
                        seventy of illness
                         in heart failure
                       from Heart Failure
                         And a Controlled
                       Trial Investigating
                       Outcomes of Exercise
                             Training
                          [HF-ACTION]).

Meyer, Suter e          [Stress tolerance        Artigo em alemao
Laederach-Hofmann,        and quality of
2003                     life-effect of a
                          comprehensive
                            ambulatory
                          rehabilitation
                       program for patients
                        with chronic heart
                             failure]

Krieger, 2003           Exercicio fisico e      Capitule de livro
                          insuliciercia
                             cardiaca

Deskur-Smielecka;            Cardiac          Artigo nao disponivel
Jozwiak e Dylewicz,     rehabilitation in
2006                       the elderly

Patel  e                Improved exercise     Transplante pediatrico
colaboradores. 2008       performance in
                         pediatric heart
                            transplant
                         recipients after
                          home exercise
                            training.

Tabela 2. Estudos utilizados para a execucao dessa revisao.

AUTOR E ANO                 TITULO                  CONCLUSAO

Tyni-Lenne e           Aerobic Training        O treinamentolisico
colaboradores.        Involving a Minor         aerobio e benefico
199&                     Muscle Mass           em pacientes com IC,
                   Shows Greater Efficiency         logo este
                             Than                treinamento que
                     Training Involving a       envolve uma menor
                     Major Muscle Mass in         massa muscular
                           Chronic                 mostra maior
                    Heart Failure Patients     eficiencia do que o
                                                 treinamenlo que
                                               envolve grande massa
                                                    muscular.

Rondon e              Exercicio fisico e       O treinamento lisico
colaboradores.     insuficiencia cardiaca.     aerobio melhora a QV
2000                                            dos pacientes com
                                                IC. porem tem como
                                                foco a preocupacao
                                               por uma intensidade
                                                 de exercicio que
                                                   satisfaca as
                                                condicoes clinicas
                                                de cada paciente.

Oka e               Impact of a Home-Based     A pequena quantidade
colaboradores.           Walking and            de pesquisas e um
2000                 Resistance Training         fator negativo:
                      Program on Quality          porem o estudo
                   of Life in Patients With    realizado pelo autor
                        Heart Failure          mostra os beneficios
                                                 da prat ca de um
                                                   programa de
                                                  caminhada e/ou
                                                treinamento fisico
                                                  de resistencia
                                                   moderado em
                                                pacientes com IC.
                                               associado a melhora
                                                      de QV

Miche e             Effects of education,      O treinamento fisico
colaboradores.      self-care instruction       aerobio e de forca
2003               and physical exercise on      loram de grande
                    patients with chronic          eficacia no
                        heart failure             tratamento de
                                                pacientes com IG.
                                               mas e de importante
                                                   ressaltar os
                                                     aspectos
                                                  psicologicos e
                                                educacionais para
                                               que o programa tenha
                                                  uma qualidade
                                                     efetiva.

Smart e              A Practical Guide to       Exercicio aenobio.
colaboradores.      Exercise Training for      resistencia muscular
2003                Heart Failure Patients        ou treinamento
                                                     muscular
                                                 respiratorio sao
                                                lundamentais para
                                                  tratamento do
                                                 paciente com IC,
                                                porem cada um deve
                                               respeitar o estagio
                                                 clinico em que o
                                               paciente se encontra
                                                para desenvolver a
                                                  melhor funcao.

Ford e                 CHF: Effects of           O BNP e um fator
colaboradores.      Cardiac Rehabilitation     sugestivo de grande
2004                and Brain Natriuretic         importancia no
                           Peptide              diagnostico da IG.
                                                 com o tratamenio
                                                 clinico adequado
                                                   associado a
                                                   reabilitacao
                                                   cardiaca sua
                                                   tendencia e
                                                manter-se dentro-
                                                  dos patamares
                                                   aceitaveis,
                                                 diminuindo seus
                                                     valores.

Negrao e            Evidencias aluais dos      O treinamento fisico
colaboradores.          beneficios do               (aerobio,
2004                condicionamenlo fisico     resistencia muscular
                       no tratamento da        localizada) promove
                    insuficiencia cardiaca     variadas adaptacoes
                          congestiva                luncionais
                                                melhorando a QV do
                                                 paciente com IC.
                                                  porem existe a
                                                  necessidade de
                                                 maiores estudos,
                                                  para se ter um
                                                melhor prognostico
                                                     devida.

Franco e            Efeito do treinamento      O treinamento fisico
colaboradores.    fisico nao-supervisionado    supervisionado de 4
2006                na qualidade de vida.         meses mostrou
                      capacidadefisicae         aumento no consumo
                    controle neurovascular     maximo de oxigenio e
                       em pacientes com        reducao na atividade
                   insuficiencia cardiaca.      nervosa simpatica
                                                muscular, porem 4
                                                   meses apos o
                                                 treinamento nao
                                                supervisionado nao
                                               mostrou a manutencao
                                                 desses latores,
                                                somente mateve-se
                                                  estavel a QV.

Jahansson;        Factors and interventions       O exercicio de
Dahlstrom:        influencing health-related      resistencia em
Brostrom.             quality of life in       bracos e pernas nao
2006                 patients with heart            melhoram a
                   failure: A review of the    capacidade cardiaca
                          literature            para alem de seus
                                               limites, corrigindo
                                               alteracoes negativas
                                                   perifericas,
                                                   reduzindo os
                                                 sintomas da IG.
                                                proporcionando uma
                                                 melhor qualidade
                                               devida relacionada a
                                                      saude

Gary.               Exercise Self-Efficacy        U programa oe
2006                 in Older Women with       cammnaoa, associado
                   Diastolic Heart Failure       ao exercicio de
                     Results of a Walking      resistencia muscular
                    Program and Education        sao extremamente
                         Intervention             importantes na
                                                  recuperacao de
                                                pacientes com IC e
                                                na melhora da QV.

Gary; Lee. 2007     Physical function and         Os resultados
                   quality of life in older     preliminares deste
                     women with diastolic      estudo mostraram que
                  heart failure: effects of       o programa de
                    a progressive 'walking       caminhada de 12
                  program or sleep patterns     semanas melhorou o
                                               tempo total de sono.
                                                 melhorando QV e
                                                   reduzindo os
                                                     sintomas
                                                   depressivos.

Correa e          Alteracoes Autonomicas na     O exercicio fisico
colaboradores.     Insuliciencia Cardiaca:       causa alteracoes
2006               beneficios do exeroicio          mecanicas
                            fisico             vasculares, que irao
                                               estimular receptores
                                               provocando uma serie
                                                  de alteracoes
                                                   luncionais.
                                                contribuindo para
                                               melhora do controle
                                                 autonomico, QV e
                                                    aumento da
                                                    capacidade
                                                funcional, reducao
                                               da atividade nervosa
                                                   simpatica em
                                                pacientes com IC.
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Author:Azevedo, Armando Jr.; Martinez, Daniel Godoy
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Jan 1, 2011
Words:6909
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