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Periodontal regeneration in dogs/Regeneracao periodontal em caes.

INTRODUCAO

A doenca periodontal tem ganhado importancia na medicina veterinaria devido a suas graves consequencias e alta prevalencia em caes. Ela envolve a destruicao dos tecidos que dao suporte ao dente, levando assim a formacao de defeitos osseos e perdas dos dentes, alem de outras graves conseqencias, como a formacao de comunicacoes oronasais. Ainda, a doenca periodontal afeta tambem a saude sistemica do animal.

Assim, a doenca periodontal tem sido amplamente discutida em encontros e congressos nacionais e internacionais (MARRETA, 2001), sua forma de tratamento tem sido estudada e as tecnicas disponiveis ampliadas. Inicialmente, a unica opcao de tratamento era a profilaxia periodontal com extracoes dentarias. Em seguida, cirurgias gengivais comecaram a ser empregadas visando a impedir a progressao da doenca e, hoje, tecnicas para regeneracao periodontal sao amplamente encontradas na literatura, chegando aos poucos a rotina clinico-cirurgica. Dessa forma, cada vez mais, o medico veterinario deve estar ciente das novas opcoes de tratamento que estao em constante evolucao.

Assim, o objetivo desta revisao foi contextualizar o problema, ou seja, a doenca periodontal, seguido do seu tratamento com enfase na mais recente opcao, a regeneracao periodontal. Esta revisao aborda os principios da regeneracao periodontal, apresentando uma importante parcela do que ja foi realizado, o que esta hoje disponivel e quais sao as tecnologias em desenvolvimento.

DESENVOLVIMENTO

A Doenca Periodontal

O periodonto compreende os tecidos localizados ao redor do dente, dividido em periodonto de protecao que compreende a gengiva e o de sustentacao, que corresponde ao cemento, ligamento e osso alveolar (HARVEY, 1998). A doenca periodontal se inicia pelo acumulo de bacterias imoveis, gram positivas e aerobias na regiao cervical do dente, ou seja, a regiao da coroa dentaria, que se localiza mais proximo ao sulco gengival, formando o biofilme (MARRETA, 2001 ; BRAGA et al., 2005). Em resposta a esse acumulo, inicia-se um processo inflamatorio no sulco gengival, com aumento da permeabilidade vascular (REYNOLDS & MEIKLE, 1997) e infiltracao de neutrofilos, seguidos de macrofagos e linfocitos (OHLRICH et al., 2009), levando a gengivite que ja e clinicamente detectavel. Se o acumulo do biofilme persiste, bacterias predominantemente moveis, gram negativas e anaerobias proliferam, persistindo a inflamacao e liberacao de citocinas e enzimas que levam a destruicao dos tecidos periodontais, momento em que esse processo e chamado doenca periodontal (WIGGS et al., 1998; BRAGA et al., 2005). Alguns dos mediadores do processo inflamatorio sao a interleucina 1, o fator de necrose tumoral e a prostaglandina E. Dentre outras acoes, esses mediadores estimulam osteoclastos e diminuem a proliferacao de progenitores de osteoblastos, levando a reabsorcao ossea (OHLRICH et al., 2009), e estimulam a sintese de metaloproteinases que agem na degradacao do ligamento periodontal (REYNOLDS & MEIKLE, 1997).

A doenca periodontal tem ganhado importancia por sua alta prevalencia, com um dado consagrado entre os profissionais da area: 85% dos caes acima de tres anos de idade apresentam doenca periodontal, sendo esta a doenca mais comum na especie (HARVEY, 1998). Estudos no Brasil demonstraram prevalencias que corroboram essa afirmativa, como o realizado por VENTURINE et al. (2007): 92,5% dos caes examinados em clinica na grande Sao Paulo apresentavam algum grau de doenca periodontal. E importante notar sua alta prevalencia em animais idosos, uma vez que a doenca pressupoe o acumulo do biofilme e, para que tal acumulo e destruicao do periodonto ocorram, um periodo de tempo de meses a anos e necessario. Alem disso, a doenca periodontal e mais prevalente em caes de racas de pequeno do que de grande porte, possivelmente devido a diferencas comportamentais e/ou maior frequencia de pontos de contato entre os dentes nas racas pequenas, predispondo ao acumulo do biofilme (HARVEY et al., 1994).

As consequencias locais e sistemicas da doenca periodontal tambem contribuem para sua importancia. Localmente, devido a destruicao progressiva do periodonto, sao formados sulcos gengivais mais profundos, chamados bolsas periodontais, permitindo o maior acumulo do biofilme. Com a progressao da doenca, a perda dentaria e a consequencia local mais comum, com prejuizo nas funcoes de preensao e mastigacao de alimentos. Nos casos mais avancados da doenca, nos quais existe grande reabsorcao ossea, sao comuns a formacao de comunicacoes oronasais e a ocorrencia de fraturas patologicas de mandibula, principalmente, nos animais de racas pequenas (HARVEY, 1998; WIGGS et al., 1998). As fraturas patologicas de mandibula sao de especial importancia por serem de dificil manejo clinico-cirurgico (LEGENDRE, 2003) e apresentarem prevalencia consideravel, correspondendo a 13% das etiologias de fraturas de mandibula em estudo realizado no Brasil (LOPES et al., 2005).

A doenca periodontal tambem apresenta efeitos sistemicos, uma vez que o biofilme acumulado e uma constante fonte de bacterias que, penetrando na circulacao sanguinea, pode afetar orgaos internos (HARVEY, 1998). A doenca esta associada a afeccoes cardiacas, pulmonares, articulares, renais e hepaticas (DeBOWE et al., 1996; BARBUDO-SELMI et al., 2004). Estudo realizado por PAVLICA et al. (2008) analisou alteracoes anatomopatologicas em caes e estimou que, para cada centimetro quadrado de tecido afetado pela doenca, existe 40% mais chance de alteracoes cardiacas e renais estarem presentes, assim como 20% mais chance de alteracoes hepaticas existirem.

O tratamento

A manutencao da saude oral requer a escovacao diaria dos dentes, essencial para impedir o acumulo do biofilme e o inicio da doenca (LIMA et al., 2004). Quando ja existe o acumulo e a doenca periodontal esta instalada, o tratamento requer a remocao do biofilme e calculo dentario, realizado em uma serie de manobras agrupadas na profilaxia periodontal. Esta compreende a raspagem supra e subgengival (sulco gengival e bolsa periodontal), utilizando instrumentos manuais ou o ultrasom, aplainamento radicular, polimento das superficies dentarias e lavagem do sulco gengival ou bolsa periodontal para remocao de debris (MARRETA, 2001).

Contudo, em muitos casos, a profilaxia periodontal deve ser complementada por diferentes tecnicas. Um exemplo e o acesso cirurgico as raizes de dentes com bolsas periodontais maiores do que 5 mm para efetiva descontaminacao (HARVEY, 1998; WIGGS et al., 1998). Sao tambem utilizadas a gengivectomia e gengivoplastia, tecnicas que eliminam parte da cobertura gengival que forma a bolsa periodontal, reduzindo sua profundidade e, consequentemente, o acumulo de biofilme, facilitando a posterior escovacao dentaria (MARRETA, 2001). Apesar de efetivas na descontaminacao local e na eliminacao da inflamacao, essas tecnicas resultam na formacao de um longo epitelio juncional que recobre a raiz dentaria, associado a um tecido fibroso e a gengiva. Esses tecidos nao sao capazes de exercer as funcoes sensorial, nutricional e de suporte mecanico necessarias a um periodonto saudavel. Portanto, ocorre reparacao periodontal e nao a regeneracao, que deve compreender, por definicao, a formacao de novos cemento, ligamento periodontal e osso alveolar (CHRISTGAU et al., 2007).

A principal tecnica desenvolvida para promover a regeneracao periodontal e a regeneracao tecidual guiada (RTG), na qual uma membrana de origem natural ou sintetica e implantada entre a gengiva e a raiz dentaria e osso alveolar expostos, cobrindo essas estruturas (WIKESJO et al., 1995; ARAUJO et al., 1999; CHRISTGAU et al., 2007). Inicialmente, acreditava-se que celulas provenientes dos tecidos epitelial e conjuntivo da gengiva ocupavam o defeito periodontal rapidamente, formando um longo epitelio juncional e tecido fibroso, o que impediria a formacao de novo osso, ligamento periodontal e cemento. Assim, as membranas agiriam bloqueando os tecidos da gengiva e permitindo a regeneracao (ROBERT & FRANK, 1994).

Atualmente, acredita-se que as membranas atuam estabilizando o coagulo sanguineo na regiao do defeito e mantendo esse espaco ate a migracao das celulas progenitoras adequadas (WIKESJO et al., 2003; CHRISTGAU et al., 2007). Estudo classico de McCULLOCH et al. (1987) seguido de estudos posteriores, demonstraram que essas celulas progenitoras sao as celulas-tronco mesenquimais, localizadas nas proximidades e ao redor dos vasos sanguineos do ligamento periodontal e osso alveolar remanescentes, proximos ao defeito. Assim, essas celulas podem migrar e se depositar tanto ao longo da raiz dentaria para a formacao de novos cemento e ligamento periodontal quanto em todo o volume da matriz provisoria para a formacao de novo osso (ARAUJO et al., 1999; IVANOVSKI, 2009).

Este conceito de "manutencao do espaco de um defeito" nao e novo, ele ja e amplamente conhecido na regeneracao ossea e esta mais recentemente sendo abordado na regeneracao periodontal (WIKESJO et al., 2003). Assim, deve-se utilizar este conceito para a regeneracao do osso alveolar, pois esse tecido necessita de um arcabouco na forma e volume adequados para sua regeneracao, formado pela matriz provisoria estavel.

Nesse contexto, alguns autores testaram o preenchimento de defeitos periodontais com diferentes materiais osteocondutores. Contudo, acredita-se que no periodonto a estabilizacao do defeito e importante tambem para que a matriz provisoria se mantenha aderida a superficie da raiz dentaria, influenciando grandemente na formacao do cemento e ligamento periodontal (WIKESJO et al., 1995; WIKESJO et al., 2003).

Regeneracao periodontal na odontologia veterinaria

Pequeno e o numero de trabalhos na Medicina Veterinaria objetivando a regeneracao periodontal. Aliado a isso, somente analises histologicas podem comprovar a regeneracao dos tres tecidos periodontais de suporte (ARAUJO et al., 1999; CHRISTGAU et al., 2007) e alguns desses trabalhos nao as realizaram.

Relatos de casos e estudos clinicos demonstraram bons resultados clinico-radiograficos, com a diminuicao da bolsa periodontal pela reducao do nivel clinico de insercao (medido do fundo da bolsa periodontal ate a juncao cemento-esmalte) e aumento na radiopacidade e altura osseas de defeitos periodontais. Foram utilizados nesses estudos o enxerto autogeno (SMITH, 1995), o biovidro particulado (DeFORGE, 1997), a associacao da matriz organica de osso associada ao peptideo sintetico de adesao celular P-15 (FERRO & GIOSO, 2009) e proteinas obtidas da matriz do esmalte (WATANABE et al., 2003). Os resultados permitem afirmar que houve melhora clinica resultante da formacao de novo aparato de adesao ao dente, mas, visto que tal adesao pode ser proporcionada pelo longo epitelio juncional e tecido fibroso e nao pelos tecidos periodontais (ARAUJO et al., 1999; CHRISTGAU et al., 2007), nao se pode afirmar que houve regeneracao. Portanto, a utilizacao dessas tecnicas deve ser cautelosa e novos estudos sao necessarios para definir exatamente os tecidos formados com a utilizacao desses materiais.

Os resultados de trabalhos que analisaram histologicamente a regeneracao periodontal sao conflitantes. FOFANO et al. (2005) e CARLO et al. (2006) analisaram membrana de colageno em defeitos periodontais de tamanho padronizado no osso alveolar, sendo que os primeiros associaram-na a matriz ossea bovina mineralizada. Ambos observaram que os tratamentos propostos auxiliaram a regeneracao alveolar no inicio do processo. Ja SHOUKRY et al. (2007) nao observaram beneficio na utilizacao de enxerto osseo autogeno associado a membrana amniotica canina, em comparacao com apenas a profilaxia periodontal de rotina. Ainda, WATANABE et al. (2001) analisaram a formacao de cemento, osso alveolar e ligamento periodontal utilizando proteinas da matriz do esmalte em um defeito apical apos a apicectomia experimental, observando o favorecimento da regeneracao. Provavelmente, esses estudos demonstraram resultados tao diferentes devido a diferenca nos materiais utilizados e tipos de defeitos periodontais analisados, fatores preponderantes na comparacao entre estudos de regeneracao periodontal.

No cao e no homem, a doenca periodontal apresenta muitos aspectos semelhantes, como sua etiologia e fisiopatologia (GIANNOBILE et al., 1994), os tecidos envolvidos, as caracteristicas clinicas como a formacao de bolsas periodontais (GIANNOBILE et al., 1994; WIKESJO et al., 2003), a morfologia dos defeitos ocorridos naturalmente e as caracteristicas de reparacao e regeneracao (ARAUJO et al., 1999; CHRISTGAU et al., 2007). Poucas caracteristicas diferem, como, por exemplo, a ocorrencia mais frequente de defeitos de furca classe III e o fato de a remodelacao ossea ocorrer em velocidade aproximadamente um terco (1/3) mais rapida no cao em comparacao com o homem (GIANNOBILE et al., 1994). Portanto, numerosos estudos em caes tem sido realizados utilizando-os como modelos experimentais, os quais fornecem as informacoes necessarias para a aplicacao das tecnicas de regeneracao periodontal na clinica veterinaria.

Regeneracao tecidual guiada no modelo experimental cao

A principal tecnica estudada e utilizada para promover a regeneracao periodontal e a regeneracao tecidual guiada (RTG). Ela e algumas vezes associada a outros materiais, como o preenchimento do defeito com enxertos (MARDAS et al., 2003) ou materiais sinteticos (IVANOVSKI, 2009) e a aplicacao de derivados da matriz do esmalte (WATANABE et al., 2003) ou fatores de crescimento (WIKESJO et al., 2003; IVANOVSKI, 2009).

Para a RTG, as membranas mais estudadas ate o momento sao as de politetrafluoretileno expandido (ePTFE), utilizadas com sucesso na regeneracao periodontal e de uso predominante na odontologia humana. Trata-se de um material com propriedades mecanicas adequadas, pois e facilmente posicionado sobre o defeito periodontal, contornando suas bordas e ocluindo-as (RORIZ et al., 2006; CHRISTGAU et al., 2007). Em geral, sao capazes de manter o espaco do defeito dependendo da sua morfologia, como defeitos intraosseos com tres paredes osseas (WIKESJO et al., 2003). Para utilizacao naqueles defeitos que apresentam uma ou duas paredes osseas e nos supra-alveolares, essas membranas estao tambem disponiveis reforcadas por estrutura ou tiras de titanio que mantem a forma desejada, obedecendo o principio de manutencao do espaco do defeito (PELED et al., 2002). Sua principal desvantagem e nao ser reabsorvivel, requerendo um segundo procedimento cirurgico para sua remocao, tendo ainda o potencial de afetar os tecidos em regeneracao (RORIZ et al., 2006).

Para superar esse problema, muitas membranas foram fabricadas com materiais reabsorviveis como colageno (CIRELLI et al., 1997; CHRISTGAU et al., 2007), polidioxanona (CHRISTGAU et al., 2007), acido polilatico (ROBERT & FRANK, 1994; AMANO et al., 2004; CHRISTGAU et al., 2007) e o acido poli (lactico-coglicolico) (PGLA) (ARAUJO et al., 1999). Um fator de essencial importancia para o desenvolvimento de membranas reabsorviveis e o tempo de reabsorcao in vivo, que nao deve ocorrer antes de oito a 12 semanas (CIRELLI et al., 1997). Estudos demonstraram que o tempo de reabsorcao de membranas de colageno variou de acordo com o processo de fabricacao, estando em torno de quatro a 10 semanas (CIRELLI et al., 1997), sendo mais longo para as de acido polilatico, tres a quatro meses (ROBERT & FRANK, 1994).

Em geral, membranas reabsorviveis apresentaram bons resultados depois que sua taxa de degradacao foi estabelecida, obtendo resultados superiores aos obtidos apenas com a profilaxia periodontal (BOSSHARDT & SCULEAN, 2009). CHRISTGAU et al. (2007) estudaram em caes a expressao de componentes da matriz extracelular na regeneracao de defeitos de furca classe II (profundos, mas que mantem a parede lingual), utilizando uma membrana naoreabsorvivel e tres reabsorviveis. A regeneracao periodontal foi observada, sendo que o tipo de membrana nao influenciou no padrao de expressao dos componentes e na regeneracao dos tecidos periodontais. Contudo, a quantidade de regeneracao foi negativamente influenciada pela contaminacao destas e pela sua falta de estabilidade.

De fato, a capacidade de manutencao do espaco do defeito dessas membranas e inadequada, com inumeros relatos de colapso. Em geral, as membranas reabsorviveis apresentam propriedades mecanicas desfavoraveis, de modo que a membrana aplicada sobre o defeito colapsa e ocupa o espaco que deveria manter. Isso prejudica a regeneracao, sendo este um fator limitante para sua utilizacao (CIRELLI et al., 1997; CHANG & YAMADA, 2000; WIKESJO et al., 2003; CHRISTGAU et al., 2007). Com o objetivo de impedir esse colapso, membranas reabsorviveis foram utilizadas com fixacoes ao osso alveolar por pinos e parafusos, com bons resultados (AMANO et al., 2004).

Na tentativa de melhorar esses resultados, procurou-se incorporar antibacterianos as membranas ou associa-las aos fatores de crescimento e enxertos e biomateriais utilizados para o preenchimento de defeitos, com resultados variados. Como foi demonstrado que a contaminacao bacteriana e um fator limitante para a regeneracao periodontal, o metronidazol (KURTIS et al., 2002) e a doxiciclina (CHANG & YAMADA, 2000; LYONS et al., 2008) foram incorporados a membranas reabsorviveis de PGLA ou acido polilactico, objetivando a liberacao lenta e constante desses antibacterianos. Contudo, o beneficio deste tipo de associacao em comparacao com a membrana sem o antibacteriano foi demonstrado apenas no estudo que utilizou a doxiciclina em membrana de PGLA (CHANG & YAMADA, 2000).

Assim, a RTG se mostrou uma tecnica eficiente no tratamento de defeitos periodontais, indicada para a regeneracao de defeitos de furca classe II e intra-osseos de uma parede ossea, principalmente com a utilizacao de membranas. Defeitos de furca classe III e os supra-alveolares devem ser tratados mais cautelosamente devido a dificuldade de regeneracao.

Dessa forma, focando nesses defeitos de dificil regeneracao, foi proposto o seu preenchimento com enxertos, autogeno ou alogeno, e biomateriais com base nos principios da regeneracao ossea (MARDAS et al., 2003; TAHERI et al., 2009). Os resultados sao variaveis dependendo muito da morfologia do defeito periodontal (MARDAS et al., 2003 ; DUARTE et al., 2006; TAHERI et al., 2009; TSIOMIS et al., 2010). O preenchimento de defeitos de furca classe II com enxertos ou biomateriais nao contribuiu para uma maior quantidade de tecidos regenerados, sendo frequente a ocorrencia de anquilose e reabsorcao da raiz dentaria. Contudo, defeitos com morfologia menos favoravel a manutencao do espaco, como os intra-osseos com uma ou duas paredes osseas e supra-alveolares, beneficiaram-se com o preenchimento com esses materiais, ocorrendo maior formacao ossea (ROR1Z et al., 2006; TAHERI et al., 2009).

Diferentes substancias foram utilizadas para favorecer a regeneracao periodontal, tambem com resultados variaveis. As proteinas da matriz do esmalte em associacao com membrana reabsorvivel nao proporcionou um aumento na quantidade de tecidos regenerados em relacao ao uso apenas da membrana. Contudo, as caracteristicas morfologicas do cemento na regiao apical do defeito se mostraram mais semelhantes as do cemento nao afetado pela doenca periodontal, incluindo a formacao de ambas as camadas, celular e acelular do cemento (ARAUJO et al., 1999). Ja as associacoes de membranas com a proteina morfogenetica ossea recombinante (rBMP-2) e com o fator de crescimento derivado de plaquetas demonstraram ser superiores a utilizacao apenas das membranas em defeitos de furca e supra-alveolares (PARK et al., 1995; WIKESJO et al., 2003). Esses defeitos sao considerados de dificil regeneracao, pois tem uma morfologia desfavoravel a estabilidade da membrana, alem de apresentarem pouco tecido osseo remanescente proximo a eles, uma das fontes de celulas progenitoras para este processo.

A regeneracao periodontal completa significa todos os tecidos formados nas regioes vestibular, lingual, mesial, distal e furca em extensao igual ao que existia antes da doenca (WIKESJO et al., 2003; CHRISTGAU et al., 2007; BOSSHARDT & SCULEAN, 2009). Contudo, apesar de todo o avanco das tecnicas, membranas e biomateriais ate aqui discutidos, essa completa regeneracao periodontal ainda nao e possivel.

Perspectivas

A RTG ja e amplamente utilizada na rotina odontologica humana. Entretanto, essa tecnica caminha agora para outro estagio, no qual as membranas serao multifuncionais e nao apenas com a funcao de estabilizar o defeito (INANC et al., 2009; PARK et al., 2009).

Diversos estudos realizados com biomateriais demonstraram a influencia da topografia de superficie na regeneracao ossea. Essa influencia vai dos primeiros estagios, em que superficies mais complexas aumentam a adesao de plaquetas e fibrina (PARK & DAVIES, 2000; MENDES et al., 2009), ate os estagios finais de deposicao de matriz ossea, nos quais essas superficies tambem favorecem a migracao de osteoblastos, por meio da osteoconducao (CHO et al., 2009). Assim, pesquisadores tem desenvolvido membranas com superficie interna apresentando topografia complexa, ja que a que estara em contato com o defeito devera favorecer a osteoconducao e a que estara em contato com a gengiva devera favorecer sua adesao (CHO et al., 2009).

Essas novas membranas estao sendo chamadas multifuncionais, porque sua estrutura fisica e constituicao quimica sao desenvolvidas para apresentar alguma das funcoes: oclusao da borda superior do defeito para impedir a migracao do epitelio juncional na direcao apical; maior adesao da gengiva a sua superficie externa, diminuindo assim a possibilidade de ocorrer recessao gengival; propriedades mecanicas adequadas a manutencao do espaco e estabilizacao da matriz provisoria; favorecimento da osteoconducao; alem de serem reabsorviveis (CHO et al., 2009; INANC et al., 2009; PARK et al., 2009).

A estrutura e constituicao dessas novas membranas diferem bastante. Algumas membranas foram desenvolvidas com materiais polimericos como o PGLA, em molde contendo ranhuras e sulcos de magnitude microscopica impressos em sua superficie (OWEN et al., 2005). Outras membranas foram fabricadas com nanofibras, com a combinacao de diferentes biomateriais como o PGLA, a policaprolactona, nanotubos de carbono e hidroxiapatita (MEI et al., 2007; CHO et al., 2009). Outros pesquisadores optaram pela fabricacao de membranas em duas ou tres camadas com diferentes biomateriais, porosidades e espessuras, como a associacao do PGLA com o acido hialuronico (PARK et al., 2009).

Recentemente, este grupo de pesquisa desenvolveu duas membranas multifuncionais distintas, mas ambas objetivando a regeneracao de defeitos periodontais de furca classe II experimentais em caes (CARLO REIS et al., 2010; CARLO REIS, 2011). Aprimeira foi fabricada com polihidroxibutirato e hidroxiapatita, completamente rigida, em que o desgaste foi utilizado para a adaptacao a morfologia dos defeitos, contudo, nao proporcionou regeneracao significativa. A segunda foi constituida de PGLA e fosfato de calcio, sendo tambem rigida, porem moldavel aos defeitos apos aquecimento e com a topografia da superficie interna altamente complexa. Analises histomorfometricas e a tomografia microcomputadorizada demonstraram significativa formacao de novo osso alveolar, ligamento periodontal e cemento, sendo essa regeneracao periodontal maior do que ja conseguida com as membranas flexiveis tradicionais (CARLO REIS, 2011).

Nos ultimos anos, a utilizacao de terapias celulares tem ganhado atencao, com diferentes abordagens. Uma opcao e a engenharia de tecidos com o cultivo de celulas diretamente sobre a membrana a ser aplicada sobre o defeito periodontal, como em estudo que analisou a obtencao de celulas do ligamento periodontal e sua cultura em membranas de nanofibras de PGLA (INANC et al., 2009). Outra abordagem e o preenchimento do defeito periodontal pela aplicacao direta de celulas-tronco mesenquimais, como nos recentes estudos de WEI et al. (2010) e LIU et al. (2010).

Celulas-tronco autogenas provenientes da medula ossea de caes foram cultivadas e aplicadas em defeitos periodontais agudos. Analisadas apos seis semanas de tratamento, essas celulas foram observadas no osso alveolar, ligamento periodontal, cemento e vasos sanguineos, exibindo marcadores de superficie tipicos de osteoblastos e fibroblastos, mas a analise da quantidade de tecidos regenerados nao foi realizada (WEI et al., 2010). De forma semelhante, LIU et al. (2010) utilizaram celulas-tronco do ligamento periodontal, com resultados semelhantes.

As membranas multifuncionais e a terapia com celulas-tronco sao recentes e estao em desenvolvimento. Apesar de ainda nao estarem disponiveis para a rotina clinico-cirurgica, sua evolucao deve ser acompanhada pelo medico veterinario devido aos resultados promissores demonstrados, possibilitando futuramente a utilizacao na regeneracao periodontal.

CONCLUSAO

Devido a gama de materiais utilizados e as diferentes morfologias de defeitos, a regeneracao tecidual guiada apresenta resultados muito variaveis, mesmo assim, e a tecnica que demonstrou os melhores resultados na regeneracao periodontal ate o momento. Atualmente, as membranas mais facilmente encontradas no mercado sao as de politetrafluoretileno expandido, seguidas de algumas membranas reabsorviveis e biomateriais para o preenchimento do defeito. Apesar de ainda nao ser possivel a completa regeneracao do periodonto, importante regeneracao periodontal e consequente melhora clinica pode ser conseguida com tais tecnicas. Sendo assim, ainda sao necessarios estudos, observando-se boas perspectivas na utilizacao das membranas multifuncionais e na terapia com celulastronco.

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Emily Correna Carlo Reis (I) * Andrea Pacheco Batista Borges (I) Ricardo Junqueira Del Carlo (I)

(I) Departamento de Veterinaria, Universidade Federal de Vicosa (UFV), Campus Universitario s/n, 36570-000, Vicosa, MG, Brasil. E-mail: emilycarlo@yahoo.com.br. * Autor para correspondencia.

Recebido para publicacao 19.04.11 Aprovado em 24.08.11 Devolvido pelo autor 07.10.11 CR-5185
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Title Annotation:REVISAO BIBLIOGRAFICA
Author:Reis, Emily Correna Carlo; Borges, Andrea Pacheco Batista; Del Carlo, Ricardo Junqueira
Publication:Ciencia Rural
Date:Dec 1, 2011
Words:5884
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