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Perennial tropical forage grasses establishment simultaneously with soybean and maize in northern of RS state, Brazil/Estabelecimento de gramineas forrageiras tropicais perenes simultaneamente com as culturas de milho e soja no Norte do RS.

INTRODUCAO

O crescimento da populacao mundial e o consequente aumento do consumo de alimentos, fibras e agroenergia tem provocado uma forte pressao para o aumento da producao (OLIVEIRA, 2007). Ao mesmo tempo, tem-se a preocupacao com a exploracao racional, exploracao ambientalmente correta, sustentabilidade da producao e mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) (MACEDO, 2009).

A integracao lavoura-pecuaria (ILP) visa a sustentabilidade dos sistemas de producao em longo prazo, tendo em vista o manejo correto dos recursos disponiveis. De acordo com ALLEN et al. (2008), sistemas ILP podem melhorar a ciclagem de nutrientes, reduzir a erosao do solo, melhorar o uso da agua, interromper ciclos de pragas e doencas e diminuir os riscos atraves da diversificacao economica. Uma das opcoes de integracao e a consorciacao de culturas, uma pratica antiga e que vem se destacando como alternativa para a renovacao de pastagens no Cerrado, integrando culturas produtoras de graos com pastagens, como, por exemplo, o sistema Santa Fe, que preconiza a producao de palha para o sistema plantio direto e forragem durante a entressafra (KLUTHCOUSKI & AIDAR, 2003).

A oferta de forragem durante todos os meses do ano e indispensavel para manter estavel a producao de leite e carne. Segundo FONTANELI et al. (2000), sistemas de alimentacao de bovinos baseados em pastagens sao os de menor custo. Regioes de clima subtropical, como o RS, sao favorecidas em poder cultivar-se durante todos os meses do ano, utilizando especies tropicais e temperadas, no entanto, no inicio do outono, ocorre um periodo de baixa oferta e qualidade das forrageiras. A utilizacao do consorcio de forrageiras tropicais com as principais culturas produtoras de graos, tais como: soja e milho, pode ser uma alternativa para fornecer forragem para os animais apos a colheita de graos dessas culturas e, assim, amenizar o periodo critico.

De acordo com o IBGE (2008), no RS, mais de cinco milhoes de hectares sao cultivados com culturas anuais durante o verao, enquanto, no inverno, pouco mais de um milhao de hectares sao ocupados com culturas anuais. Considerando a ociosidade de terras durante o inverno, a falta de palha sobre o solo torna-se problematica, principalmente, porque a soja e a principal cultura utilizada. De acordo com BROCH et al. (2008), especies como as do genero Brachiaria (Urochloa) apresentam grande vantagem como plantas de cobertura, pois possuem relacao C/N elevada, aumentando o tempo de permanencia sobre o solo.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade tecnica do consorcio de culturas produtoras de graos, tais como: soja e milho, com Urochloa brizantha e Panicum maximum no Norte do RS.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi realizado no Centro de Extensao e Pesquisa Agropecuaria (Cepagro) da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo - RS. O local e definido pelas coordenadas 28[degrees]15' de latitude Sul e 52[degrees]24' de longitude Oeste. O solo e classificado como Latossolo Vermelho distrofico tipico, textura argilosa, pertencente a unidade de mapeamento de Passo Fundo. O clima da regiao de Passo Fundo e classificado, segundo Koppen, como subtropical (Cfa). As condicoes metereologicas durante a conducao do experimento podem ser observadas na tabela 1.

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em arranjo fatorial dos tratamentos, com tres repeticoes, sendo que cada parcela constituia uma area util de 143[m.sup.2] (13x11m). Os tratamentos constaram de duas culturas produtoras de graos (soja e milho) e quatro forrageiras tropicais. As culturas produtoras de graos foram semeadas de forma isoladas e associadas com as forrageiras, com excecao da testemunha. A cultivar de soja utilizada foi 'Nidera 4910 RR', de ciclo precoce, e o hibrido de milho 'Pionner 32R22', simples e superprecoce. As especies forrageiras utilizadas foram gramineas tropicais de ciclo perene: Urochloa brizantha (Hochst, ex A. Rich.) R.D. Webster cv. 'Marandu' e Panicum maximum Jacq. cvs. 'Mombaca' e 'Aruana'. A especie forrageira utilizada como testemunha foi Pennisetum americanum (L.) Leeke (cv. 'ADR 500'), graminea forrageira anual, amplamente utilizada pelos produtores da regiao.

Os resultados da avaliacao quimica do solo foram: argila 602g [dm.sup.-3], textura 1,5, pH em agua 5,8, materia organica 26,5g [dm.sup.-3], aluminio 1,7mmol [dm.sup.-3], fosforo 17,2mg [dm.sup.-3], potassio 117,6mg [dm.sup.-3], calcio 50,8mmol [dm.sup.-3] e magnesio 25,7mmol [dm.sup.-3].

O milho isolado e associado com as forrageiras foi semeado em 05 de novembro de 2008, com espacamento de 0,80m entre linhas e cinco sementes por metro linear. As forrageiras foram semeadas na mesma operacao entre as linhas do milho, com 2,4kg [ha.sup.-1] de sementes puras viaveis. A cultura da soja, isolada e consorciada com as forrageiras, foi semeada em 18 de novembro de 2008, utilizando-se 17graos [m.sup.-1] linear, com massa de mil sementes (MMS) de 151,2g. O espacamento utilizado entrelinhas foi de 0.40m. As forrageiras foram semeadas na mesma linha da soja, junto com o adubo. A quantidade de sementes utilizada foi 2,4kg [ha.sup.-1] de sementes puras viaveis.

O milheto foi semeado em 18 de novembro de 2008 e ressemeado em 05 de dezembro de 2008, utilizando-se 20kg [ha.sup.-1] de sementes comerciais. As demais forrageiras foram semeadas em 05 de novembro, com espacamento de 0,40m entre linhas, utilizando-se 3kg [ha.sup.-1] de sementes puras viaveis.

No momento da semeadura das culturas, foram utilizados 250kg [ha.sup.-1] de adubo da formula 4-2222. Em cobertura, nas forrageiras isoladas e na cultura do milho em estadio de quatro folhas, foram aplicados 45kg [ha.sup.-1] de N. Apos cada pastejo das forrageiras isoladas, foram aplicados 30kg [ha.sup.-1] de N. A fonte de N utilizada foi a ureia.

Na cultura da soja isolada, foi efetuada a aplicacao de glifosato na dose de 1.200g i.a [ha.sup.-1] e nas parcelas com as forrageiras foi aplicado 40g de i.a [ha.sup.-1] fluazifop-p-butil + 17,5g i.a clorimuron-etilico. Nas parcelas com o milho solteiro, foi realizada a aplicacao de 1,75kg i.a [ha.sup.-1] de atrazina + 1,75kg i.a [ha.sup.-1] de simazina e, nas parcelas de milho, associadas com as forrageiras, foi aplicado 16g i.a [ha.sup.-1] de nicosulfuron + 1,5kg i.a [ha.sup.-1] de atrazine.

Para o controle da lagarta-do-cartucho do milho, foram feitas duas aplicacoes de inseticida na dose 25g i.a [ha.sup.-1] de diflubenzuron. Na cultura da soja, foram aplicados 79,8g i.a [ha.sup.-1] de piraclostrobina + 30g 1.a [ha.sup.-1] de epoxiconazol para o controle de doencas fungicas e 7,5g i.a [ha.sup.-1] de teblufenzuron para o controle de lagarta.

Nas forrageiras isoladas, foram realizados tres pastejos, utilizando-se vacas leiteiras em lactacao, com permanencia dos animais 3, 5 e 9 dias, respectivamente. O criterio de entrada e saida dos animais foi de acordo com a altura das forrageiras, 60 e 20cm, respectivamente, sendo que antes de cada pastejo foram coletadas quatro subamostras de 0,25 [m.sup.2] para a determinacao da massa seca. A avaliacao das forrageiras associadas com as culturas foi realizada apos a avaliacao dos componentes de rendimento das culturas produtoras de graos. As amostras das forrageiras consorciadas com o milho foram retiradas na entrelinha da cultura. No caso da soja, as amostras foram retiradas, incluindo a soja, com posterior separacao botanica. Em todas as amostras, foram retiradas as plantas indesejaveis, considerando apenas a especie alvo.

Nas parcelas com milho isolado e associado com as forrageiras, em 23 de marco, foram feitas avaliacoes de estande final de plantas, altura da insercao da primeira espiga, MS do milho, numero de graos por espiga e rendimento de graos, corrigido para a umidade de 13%.

Nas parcelas com soja, isoladas e associadas com as forrageiras, foram avaliados, em 30 de marco, estande final, altura de plantas, numero de vagens por planta e rendimento de graos, estimado com base no numero de graos por planta, relacionado com a MMS.

O modelo matematico utilizado para a analise de variancia, em blocos casualizados, foi de acordo com BANZATTO & KRONKA (2006). As medias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significancia usando pacote estatistico SAS (SAS INSTITUTE, 2003).

RESULTADOS E DISCUSSAO

O acumulo de massa total em tres cortes das forrageiras em cultivo isolado foi 6.515, 5.778, 3.969 e 2.745kg MS [ha.sup.-1] para 'Mombaca', 'Aruana', milheto e 'Marandu', respectivamente, sendo 'Mombaca' e 'Aruana' superiores estatisticamente.

Nao houve diferenca entre forrageiras no acumulo de MS na consorciacao com o milho (Tabela 2), comparando com o monocultivo, havendo reducao para as tres especies quando consorciadas. Segundo JAKELAITIS et al. (2006), isso se deve a fitotoxidez causada pelo nicosulfuron, alem do sombreamento causado pelo milho que possui maior estatura que as forrageiras, interceptando a maior parte da radiacao incidente.

Constatou-se, no presente experimento, que as plantas de milho cultivadas isoladas acumularam menos MS (Tabela 2), corroborando os resultados de BORGHI et al. (2006), que tambem observaram MS inferior no milho isolado. Isso acontece provavelmente pelo melhor aproveitamento de radiacao, agua e nutrientes, a exemplo das consorciacoes de especies forrageiras componentes de pastagens que sao beneficiadas tambem pelo ciclo e distribuicao estacional da forragem. Na consorciacao com Marandu, a MS do milho foi superior, porem isso nao se refletiu em maior rendimento de graos.

O estande de plantas de milho nao variou significativamente (P>0,05) entre tratamentos, com media de 39.423plantas [ha.sup.-1]. As maiores alturas na insercao da primeira espiga foram observadas nas plantas consorciadas com Marandu, sem diferir do consorcio com Mombaca.

O estabelecimento de forrageiras associadas com milho nao afetou o rendimento de graos, MMG e numero de graos por espiga (Tabela 2). Em media, os resultados obtidos foram baixos, ocasionados pela distribuicao irregular e periodo de deficit hidrico durante os periodos criticos da cultura. Os meses de dezembro e janeiro registraram chuvas abaixo da media, 45 e 66% da media normal para os respectivos meses, coincidindo com o subperiodo de pendoamento da cultura (Tabela 1).

A MMG media e o numero de graos por espiga foram de 290,2 g e 269 graos/espiga, respectivamente. BORGHI & CRUSCIOL (2007) observaram media de 346g (MMG) e 525 graos/espiga, quando o milho foi consorciado com U. brizantha cv. 'Marandu'.

Os resultados na literatura em relacao a consorciacao do milho com forrageiras variam de acordo com o manejo adotado. JAKELAITIS et al. (2004) nao observaram interferencia significativa de B. decumbens consorciada com milho no rendimento de graos, com rendimento medio de 4.600kg [ha.sup.-1], no entanto, CRUZ et al. (2009) relataram diminuicao no rendimento de graos com a mesma especie em consorcio, com medias de 3.300 e 3.900kg [ha.sup.-1] para o cultivo consorciado e isolado, respectivamente. Segundo BARDUCCI et al. (2009), o estabelecimento simultaneo de Mombaca com o milho compromete a produtividade de graos. De acordo com os resultados obtidos por FREITAS et al. (2008), a produtividade de graos variou entre diferentes hibridos de milho utilizados, exercendo maior ou menor competicao com a forrageira, porem nao observaram diminuicao no rendimento de graos com a B. brizantha em cultivo simultaneo.

O acumulo de MS, avaliado aos 132 dias apos a semeadura, foi maior para a cv. 'Marandu', comparada com os demais tratamentos (Tabela 3). Comparando com o cultivo isolado das forrageiras, houve reducao no acumulo de MS de 91% e 87% para 'Aruana' e 'Mombaca', respectivamente. No entanto, para 'Marandu', o acumulo de MS foi 9,6% maior comparado com o cultivo isolado. Os resultados obtidos por SILVA et al. (2006) foram de 6.000kg [ha.sup.-1] de B. brizantha cv. 'Marandu' quando consorciada com soja e 13.000kg [ha.sup.-1] quando isolado, ou seja, uma reducao de 55% no acumulo de MS, quando em consorcio e sem aplicacao de graminicida. Ao utilizarem graminicida, obtiveram rendimento de MS de 'Marandu' consorciada com soja inferior a 500kg [ha.sup.-1]. De acordo com SILVA et al. (2005), doses elevadas de graminicida favorecem a cultura da soja e doses menores, o rendimento de MS da forrageira.

Comparando a cv. 'Marandu' na consorciacao com milho e com soja, o acumulo de MS na consorciacao com milho foi inferior, com acumulo de 1.748 e 3.038kg MS [ha.sup.-1], respectivamente (Tabelas 2 e 3). Segundo KLUTHCOUSKI et al. (2000), especies de menor porte como a soja e o arroz sao menos competitivas com as forrageiras, pois, quando ocorre a senescencia das culturas, ocorre um rapido desenvolvimento das forrageiras. Segundo SOARES et al. (2009), o sombreamento influencia o acumulo de MS das forrageiras, com tolerancia variada dependendo da especie.

O rendimento de MS da soja nao diferiu entre os tratamentos consorciados (Tabela 3), sendo semelhante ao rendimento do cultivo singular.

O estande final da soja consorciada com as forrageiras foi semelhante a soja isolada (Tabela 3). A estatura das forrageiras consorciadas com a soja nao diferiu entre os tratamentos, com estatura media de 98cm (Tabela 3). Resultados semelhantes foram encontrados por SILVA et al. (2006) para B. brizantha cv. 'Marandu'.

O numero de vagens por planta e o rendimento de graos de soja nao diferiram entre os tratamentos (Tabela 3). SILVA et al. (2006) observaram menor rendimento de graos da soja consorciada com 'Marandu' sem aplicacao de subdose do graminicida fluazifop-p-butil. Com doses acima de 15g [ha.sup.-1] do graminicida, diminui o efeito negativo no rendimento de grao. Com dose zero e 45g [ha.sup.-1] de graminicida, obtiveram rendimento de 40 e 52 vagens por planta e 2.500 e 2.900kg [ha.sup.-1] de graos, respectivamente. Os resultados encontrados no presente experimento foram semelhantes, com media de 47 vagens por planta e rendimento de graos de 2.700kg [ha.sup.-1] (Tabela 3). Segundo KLUTHCOUSKI & AIDAR (2003), ha um alto grau de risco no consorcio sem nenhum controle de crescimento da braquiaria, sugerindo como alternativas a semeadura defasada da forrageira apos a emergencia da soja ou com utilizacao de subdose de herbicida.

Mesmo nao havendo diferenca no rendimento de graos entre os tratamentos, o consorcio de soja com forrageiras nao e indicado, necessitando de estudos mais detalhados, principalmente no tocante a viabilizacao da colheita mecanica. No momento da colheita da soja, as forrageiras apresentavam altura superior a da soja e, em observacao visual, notou-se retardamento no amadurecimento dos graos, comparado com o cultivo isolado.

CONCLUSAO

No cultivo isolado, o acumulo de massa seca de 'Mombaca' e 'Aruana' e superior ao milheto e 'Marandu', com acumulo de 6.515, 5.778, 3.969 e 2.745kg MS [ha.sup.-1], respectivamente.

E viavel o consorcio entre milho ou soja com as gramineas forrageiras perenes 'Marandu', 'Aruana' ou 'Mombaca'. Entretanto, sao necessarios mais estudos para viabilizar a colheita mecanica de soja em consorcio com forrageiras perenes de verao.

REFERENCIAS

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Franciele Mariani (I) Renato Serena Fontaneli (II) * Leandro Vargas (II) Henrique Pereira dos Santos (II) Roberto Serena Fontaneli (III)

(I) Programa de Pos-graduacao em Agronomia, Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo, RS, Brasil.

(II) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Embrapa Trigo, 99001-970, Passo Fundo, RS, Brasil. E-mail: renatof@cnpt.embrapa.br. *Autor para correspondencia.

(III) Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Recebido para publicacao 25.05.10 Aprovado em 14.04.12 Devolvido pelo autor 06.06.12 CR-3624
Tabela 1--Dados metereologicos de temperatura, precipitacao e
insolacao, ocorridas e normais, relativos ao periodo de conducao do
experimento (nov/2008 a mar/2009). Passo Fundo, RS.

                  Temperatura ([degrees]C)
Ano    Mes
              Media Ocorrida   Media Normal

2008   Nov.        20,3            19,8
       Dez.        21,7            21,5
       Jan.        20,8            22,1

2009   Fev.        22,2            21,9
       Mar.        21,2            20,6

        Precipitacao (mm)   Insolacao (horas)
Ano
       Ocorrida   Normal   Ocorrida   Normal

2008    237,4     141,4      257       220
         72,6     161,5      285       254
         94,5     143,4      234       238

2009    155,4     148,3      173       208
         76,4     121,3      229       207

Fonte: Embrapa Trigo, Passo Fundo.

Tabela 2--Massa seca (MS) das forrageiras e do milho, estande de
plantas de milho por hectare, altura da insercao da primeira espiga
(cm), massa de mil graos (MMG), numero de graos por espiga (G/E) e
rendimento de graos (RG), de milho em cultivo isolado e associado
com tres gramineas forrageiras, perenes de verao. Passo Fundo, RS,
2008/09.

                  Forrageira    Milho       Estande

Tratamento                                 plantas
                    MS (kg [ha.sup.-1])   [ha.sup.-1]

Milho + Aruana    2.345        2.303 ab   44.391
Milho + Marandu   1.748        2.879 a    36.058
Milho + Mombaca   3.042        2.471 ab   33.654
Milho isolado     --           1.924 b    43.590
Media             2.378        2.394      39.423
CV(%)             35,31        12,94      19,29
P>F               0,141        0,009      0,095

                  Insercao    MMG     G/E          RG

Tratamento                                        (kg
                     cm       (g)      no     [ha.sup.-1])

Milho + Aruana    60 b       276,7   269      3.071
Milho + Marandu   78 a       323,1   272      2.748
Milho + Mombaca   69 ab      284,0   274      2.334
Milho isolado     60 b       277,0   261      2.947
Media             66         290,2   269      2.799
CV(%)             9,45       9,98    20,87    33,85
P>F               0,022      0,595   0,976    0,979

Medias seguidas de mesma letra, na coluna, nao diferem
significativamente (P>0,05) pelo teste de Tukey.

Tabela 3--Massa seca (MS) das forrageiras e da soja, estande final
de plantas de soja por [m.sup.2], estatura das forrageiras (cm),
numero de vagens por planta e rendimento de graos (RG), de soja
isolada e consorciada com forrageiras perenes de verao. Passo Fundo,
RS, 2008/09.

                                      Estande final
Tratamento       Forrageira   Soja      de soja
                                        (plantas
                   MS (kg [ha.sup.-1]) [m.sup.-2])

Soja + Aruana    506 b        2.932       21,7
Soja + Marandu   3.038 a      1.147       20,6
Soja + Mombaca   861 b        2.088       21,4
Soja isolada     --           1.400       22,2
Media            1.468        1.892       21,5
CV(%)            30,11        35,20       11,85
P>F              0,004        0,604       0,870

                 Estatura   Vagens por      RG
Tratamento
                                         (kg [ha
                 (cm)       Planta       .sup.-1])

Soja + Aruana    93         49,0         2.624
Soja + Marandu   96         43,3         2.482
Soja + Mombaca   109        45,3         2.731
Soja isolada     95         49,7         2.837
Media            98         46,8         2.669
CV(%)            17         26,42        23,78
P>F              0,529      0,907        0,912

Medias seguidas de mesma letra, na coluna, nao diferem
significativamente (P>0,05) pelo teste de Tukey.
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Author:Mariani, Franciele; Fontaneli, Renato Serena; Vargas, Leandro; dos Santos, Henrique Pereira; Fontane
Publication:Ciencia Rural
Date:Aug 1, 2012
Words:3858
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