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Parcelamento do fertilizante fosfatado no algodoeiro em sistema de cultivo irrigado e de sequeiro.

Parceling of phosphorus fertilizer in the cotton crop under irrigated and rainfed systems of cultivation

INTRODUCAO

A pobreza quimica dos solos do cerrado onde o algodoeiro e cultivado em maior escala, especialmente a de fosforo, pode comprometer o sucesso da atividade caso medidas adequadas de correcao da carencia deste elemento nao sejam tomadas. o fosforo no solo torna-se indisponivel pela rapida formacao de complexos insoluveis com cations, especialmente aluminio e ferro em condicoes acidas (Vance et al., 2003; Bastos et al., 2008).

A formacao de P nao-labil a partir do P labil e muito rapida e de reversibilidade pequena ou inexistente no curto prazo (Novais & Smyth, 1999; Broggi et al., 2010). Goncalves et al. (1985) aplicaram 50 mg [kg.sup.-1] de P em solos de diferentes classes e texturas, pobres em P e demonstraram que apos 192 h de contato do P com o solo mais de 90% do P aplicado foram adsorvidos.

Em algodao a aplicacao da dose de 726 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] parcelada ao longo de seis anos no sulco de semeadura ou nos primeiro e quarto anos a lanco, proporcionou maior produtividade e efeitos positivos na qualidade da fibra quando comparada com a aplicacao a lanco em dose unica, no primeiro ano (Silva et al., 1990). O parcelamento favoreceu a produtividade do algodoeiro e o efeito residual, ao longo dos anos.

Na cultura do milho a aplicacao parcelada no sulco de semeadura do superfosfato triplo, do termofosfato magnesiano, do fosfato natural de Arad e do fosfato natural de Araxa, aumentou a produtividade ao longo de tres anos quando comparada com a aplicacao em dose unica no primeiro ano (Resende et al., 2006).

O algodoeiro e considerado planta tolerante a seca devido principalmente ao aprofundamento de seu sistema radicular, explorando agua de camadas subsuperficiais no solo (Silva et al., 2009); entretanto, a planta responde bem a irrigacao, especialmente em locais sujeitos a deficit hidrico (veranicos) em fases criticas, como a de florescimento e de desenvolvimento das macas.

Os resultados de pesquisa indicam que a agua do solo exerce grande influencia sobre a difusao de P, razao pela qual e importante o estudo, em conjunto, de doses de P e irrigacao na cultura do algodao. Em seis solos com teor de argila de 50 a 570 g [kg.sup.-1], observou-se reducao de vinte vezes na difusao de P quando a agua no solo diminuiu da condicao de saturacao para 75% da porosidade total (Miola et al., 2000).

Costa et al. (2006) verificaram interacao entre as propriedades fisico-quimicas de solos com o fator capacidade de P estabelecido a partir das doses de P e do conteudo volumetrico de agua no solo. Os solos com maior fator capacidade de P foram mais restritivos a difusao do elemento, quando ocorreu reducao da agua no solo, especialmente nas menores doses de P.

No algodoeiro a demanda por P aumenta a partir do inicio da formacao dos botoes florais e permanece alta ate o inicio da maturacao. Desta forma, o parcelamento do P ao diminuir o tempo de contato da fonte fosfatada soluvel com o solo, pode contribuir para diminuir a quantidade de P aplicada propensa a fixacao (Resende et al., 2006).

O parcelamento do P, se viavel, como forma de reduzir a quantidade de P fixada, pode orientar diferentes estrategias de manejo em areas sujeitas aos regimes de sequeiro, comparado com as cultivadas com irrigacao; assim, maiores produtividades para uma mesma dose de P ou menores doses de P para as produtividades atualmente obtidas, podem ser alcancadas por meio do seu parcelamento.

Objetivou-se avaliar o efeito da aplicacao parcelada (semeadura+cobertura) de doses de fosforo em cultivo irrigado ou de sequeiro sobre a materia seca da parte aerea, o teor de nutrientes na folha e a produtividade do algodoeiro.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido no Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Norte de Minas Gerais--Campus Januaria, localizado em Januaria, MG. Utilizou-se a cultivar de algodao 'Delta Opal', em razao da sua representatividade em termos de area cultivada no Brasil. A semeadura foi realizada em 11/11/2008, com espacamento de 80 cm, almej ando-se uma populacao final de 100 mil plantas por hectare.

O preparo do solo constou de subsolagem, aracao e duas gradagens. O solo da area experimental, de textura arenosa, e classificado como Neossolo Quartzarenico, cujos atributos quimicos e fisicos estao expressos na Tabela 1.

O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, num arranjo fatorial de duas doses de [P.sub.2][O.sub.5] (50 e 120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5]) x quatro formas de aplicacao parcelada PS, P1, P2 e P3 (100/0; 75/25; 50/50; 25/75% da dose do fertilizante fosfatado aplicada em semeadura e aos 35 DAE, respectivamente) x dois sistemas de cultivo (irrigado e sequeiro) e dois tratamentos adicionais (nao aplicacao do P no cultivo sequeiro e irrigado), perfazendo o total de 18 tratamentos, com tres repeticoes.

Cada unidade experimental se constituiu de cinco linhas de 6 m cada uma; a area util correspondeu as tres linhas centrais, sem 50 cm das extremidades. A parcela do P em cobertura foi incorporada aos 35 DAE, em sulco de 10 cm de profundidade aberto a 20 cm da fileira de plantas e a fonte de P utilizada na semeadura e cobertura foi o superfosfato triplo granulado com 41% de [P.sub.2][O.sub.5].

A recomendacao de corretivo e adubacoes, exceto fosfatada, foi realizada de acordo com resultados de analise de solo seguindo-se as recomendacoes para a cultura, pelo Ferticalc Algodoeiro (Possamai, 2003). O Ferticalc e um sistema de recomendacao de fertilizantes e corretivos por meio do balanco nutricional entre as quantidades de nutrientes requeridas pelos componentes vegetativos e reprodutivos e as quantidades disponibilizadas pelo solo.

Na semeadura foram aplicados N, K, Zn e B, nas doses de 12, 25, 2 e 1 kg [ha.sup.-1], respectivamente; em cobertura, 188 kg [ha.sup.-1] de N e 116 kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O, parcelados em tres aplicacoes, aos 25, 35 e 45 dias apos a emergencia (DAE). Utilizaram-se ureia e sulfato de amonio como fontes de N, sendo supridos 60 e 40% da dose total de N com cada uma das fontes, respectivamente. A fonte de potassio foi o KCl. Foram aplicados, via foliar, 5 kg [ha.sup.-1] de Fertilis 38[R], que contem 10% de N, 3% de Mg, 10% de S, 3% de B, 2% de Cu, Fe e Mn, 0,1% de Mo e 8% de Zn.

Realizou-se o manejo de plantas daninhas pela aplicacao, em pre-emergencia, dos herbicidas S-metolachlor + Trifluralin e, em pos-emergencia, de Pyrithiobac Sodium e Fenaxiprop-pethyl e, em pos-emergencia com jato dirigido, de flumioxazin + paraquat + S-metolachlor.

Aplicacoes de inseticidas (Tracer[R], Endosulfan[R] e Decis[R]) foram realizadas nas dosagens recomendadas para a cultura, com vistas ao controle de insetos-praga. Foram realizadas tambem, duas aplicacoes de estrobirulinas e triazois, para controle da mancha de Ramularia (Comet[R] e Folicur[R]).

Nas parcelas irrigadas utilizou-se o sistema de irrigacao por gotejamento; instalou-se uma linha lateral por fileira de plantas, com gotejadores espacados 50 cm e operando com vazao de 2,2 L [h.sup.-1]; enfim, avaliou-se a uniformidade pelo Coeficiente de Uniformidade de Christiansen (CUC), a qual foi de 92%.

Os dados diarios de temperatura (maxima, media e minima), umidade relativa, velocidade do vento, radiacao solar e precipitacao pluvial, foram obtidos numa estacao meteorologica automatica localizada a 200 m da area experimental. Com os dados meteorologicos calculou-se a evapotranspiracao de referencia com a aplicacao da equacao de Penman -- Monteith. A evapotranspiracao da cultura foi calculada pelo produto da evapotranspiracao de referencia e dos coeficientes de cultura para o algodoeiro (Bernardo et al., 2006). Quando a precipitacao efetiva foi menor que a evapotranspiracao da cultura, aplicouse uma lamina de agua necessaria para elevacao da umidade do solo a capacidade de campo.

Amostraram-se o solo e as plantas aos 35, 50 e 80 DAE, coincidindo com os estadios fenologicos de primeiro botao floral, inicio de florescimento e florescimento pleno com desenvolvimento de macas. Esses estadios foram escolhidos por serem as fases do inicio de rapido crescimento, crescimento pleno e estabilizacao do crescimento vegetativo, respectivamente. A amostra de solo foi composta de amostras simples retiradas transversalmente ao sentido das fileiras. Apos secadas ao ar e tamisadas em peneira de 2 mm, determinou-se o P -- "disponivel" pelo extrator Mehlich -- 1.

Coletou-se a parte aerea de quatro plantas da area util, que foram lavadas e tiveram as folhas (do ramo principal e dos ramos frutiferos) separadas dos caules, aos 35 e 50 DAE; aos oitenta dias apos a emergencia, separaram-se as folhas (do ramo principal e dos ramos frutiferos), dos caules e das estruturas reprodutivas (botoes florais, flores e frutos). Em seguida, cada orgao da planta foi levado a estufa com ventilacao forcada de ar, a 70[grados]C e secados, ate massa constante; apos a secagem cada orgao da planta foi triturado em moinho tipo Wiley equipado com peneira de 1,27 mm para determinacao do teor de P de acordo com Malavolta et al. (1997).

Com o teor de P calculou-se a quantidade acumulada em cada parte da planta (conteudo), nas epocas de amostragem, por meio do produto da massa seca do orgao e teor de P da respectiva parte da planta. A quantidade total absorvida aos 35, 50 e 80 DAE foi obtida pela soma do conteudo das partes (folhas, caules e estruturas reprodutivas).

Na coleta de plantas aos 80 DAE realizou-se a contagem do numero de estruturas reprodutivas (botoes florais, flores, e macas) e se mediu a altura de plantas. Coletou-se, ainda, a folha indice (quinta folha completamente expandida do apice para a base) de dez plantas da area util de cada parcela para determinacao dos teores de N, P, K, Ca, Mg, S, Cu, Fe, Mn, Zn e B, apos lavagem, secagem, trituracao e digestao, conforme metodo descrito por Malavolta et al. (1997).

Realizou-se a desfolha utilizando-se carfentrazone -- ethyl associado a oleo mineral no cultivo de sequeiro aos 128 DAE e no irrigado aos 138 DAE. Procedeu-se a colheita aos 134 e 145 DAE, nos cultivos de sequeiro e irrigado, respectivamente. Na colheita foram determinados o numero e a massa dos capulhos de vinte plantas de cada parcela.

Definiu-se a produtividade de algodao em caroco apos a colheita dos capulhos abertos da area util da parcela e se calculou a eficiencia relativa da adubacao fosfatada tomandose, como referencial, a producao de algodao em caroco do tratamento sem adubacao fosfatada (Resende et al., 2006).

Os dados foram submetidos a analise de variancia, atraves do software estatistico SAEG Versao 9.1 (SAEG, 2007). Realizouse o desdobramento dos graus de liberdade dos fatores estudados comparando-se os parcelamentos P1, P2 e P3 com a testemunha PS para cada sistema de cultivo e dose de P pelo teste Dunnett a nivel de 5% de probabilidade. As doses de P foram comparadas pelo teste t e os sistemas de cultivo pelo teste F. Quando nao significativa a diferenca entre as medias dos parcelamentos dentro de cada dose de P e sistema de cultivo, compararam-se as doses e os sistemas, de forma independente do parcelamento.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Houve interacao doses de P x formas de aplicacao (parcelamentos) x sistemas de cultivo (irrigado e sequeiro) para o P-disponivel no solo (Tabela 2); aos 35 DAE a aplicacao parcelada influiu no P-disponivel apenas na dose de 120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5], no cultivo de sequeiro, sendo maior a disponibilidade nos parcelamentos PS e P1; esta resposta pode ser considerada efeito de dose, haja vista a maior quantidade de P aplicada em P2 e P3 por ocasiao da semeadura em comparacao com a testemunha e com o parcelamento P1. A diferenca encontrada entre parcelamentos para a dose 120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] nao perdurou nos 50 e 80 DAE, epocas em que a parcela do P em cobertura havia sido aplicada.

Na comparacao da disponibilidade de P entre os sistemas ocorreu diferenca entre o sistema irrigado e o sequeiro, na dose 120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] aos 35 DAE (Tabela 2). O comportamento diferenciado do sequeiro para esta dose, em relacao ao cultivo irrigado, pode ter advindo de uma difusao maior do P entre as linhas, em funcao da maior disponibilidade de agua no solo. Tal efeito nao foi observado nos demais parcelamentos (P1, P2 e P3) em virtude da menor quantidade aplicada em semeadura; de modo geral, nao houve diferenca na disponibilidade de P no solo entre as doses, dentro de cada sistema.

Para as caracteristicas vegetativas (massa de parte aerea seca e altura de plantas aos 80 DAE), reprodutivas (numero de estruturas reprodutivas aos 80 DAE) e componentes de producao (numero de capulhos por planta e massa de capulho), nao houve efeito dos parcelamentos (Tabelas 3 e 4). Esta resposta pode ser relacionada ao fator capacidade de P na area experimental, que e reduzido, e a disponibilidade original de P no solo, classificada media (Alvarez et al., 1999; Santos et al., 2009).

Para a classe de disponibilidade media a producao relativa esperada sem aplicacao de fertilizante e de 70 a 90%; desta forma, o maior acrescimo de produtividade esperado com a dose de 60 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5], recomendada para a cultura em solo com disponibilidade de P classificada como media (Alvarez et al., 1999) e de 30%. Observou-se acrescimo de 25% na produtividade de algodao em caroco com a aplicacao da dose 50 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5], confirmando que os limites que separam as classes de disponibilidade de P no solo e a recomendacao de fertilizante fosfatado para o algodoeiro, de acordo com Alvarez et al. (1999), estao bem ajustados.

Estrategias que visam a maior eficiencia dos fertilizantes fosfatados como granulacao, aplicacao localizada em linha ou cova e uso de fontes de menor solubilidade, apresentam maior efeito em condicoes menos favoraveis a absorcao pela planta e mais favoraveis a adsorcao e fixacao do P pelo solo (Bull et al., 2004; Prochnow et al., 2006). Dentre as condicoes que favorecem a absorcao do nutriente pela planta podem ser citados maior teor disponivel, crescimento radicular abundante, solos com menor fator capacidade de P e niveis adequados de umidade (Bastos et al., 2008; Santos et al., 2009; Broggi et al., 2010).

Com relacao as condicoes que favorecem maior fixacao do P pela fracao mineral do solo, podem ser citados solos intemperizados, alto teor de argilas, especialmente as ricas em Fe e Al, baixos teores iniciais do elemento no solo, solos com maior fator capacidade de P e uso de fontes mais soluveis e de granulometria reduzida (Novais & Smyth, 1999; Vance et al., 2003).

A precipitacao total e a evapotranspiracao da cultura durante o experimento, foram 952 e 497 mm, respectivamente; a precipitacao pluvial superou a demanda da cultura (Silva et al., 2009); no entanto, a irrigacao favoreceu a produtividade, em virtude dos periodos de deficit hidrico (veranicos) e a baixa capacidade de armazenamento de agua pelo solo (Tabela 1 e Figura 1). Nao so a quantidade total precipitada influencia a produtividade mas, especialmente, sua distribuicao ao longo do ciclo da cultura, de forma que os periodos criticos, em termos de consumo de agua, sejam atendidos (Nunes Filho et al., 1998).

[FIGURA 1 OMITIR]

A irrigacao favoreceu maior acumulo de P na parte aerea, sobretudo aos 80 DAE, permitindo tambem maior acumulo de materia seca de plantas (Tabelas 3 e 5), porem a massa de estruturas reprodutivas secadas aos 80 DAE, nao diferiu entre o cultivo irrigado e o de sequeiro, diferindo apenas no seu numero.

As condicoes adequadas de umidade no cultivo irrigado propiciaram maior retencao das estruturas reprodutivas na planta, aumentando o numero de capulhos por planta e a produtividade de algodao em caroco na colheita (Tabela 3). No algodoeiro, a produtividade e aumentada pela irrigacao, em particular pela maior retencao de estruturas reprodutivas, especialmente nos primeiros ramos reprodutivos da planta (Arruda et al., 2002; Nuti et al., 2006; Balkcom et al., 2007).

Tanto a produtividade quanto o conteudo de P na parte aerea e nas estruturas reprodutivas aos 80 DAE foram maiores no cultivo irrigado (Tabela 5). Sob condicao de sequeiro nao houve resposta a aplicacao do P para a produtividade de algodao em caroco, indicando que a umidade foi mais limitante que a dose de P aplicada (Tabela 3). A reducao no teor de P nas estruturas reprodutivas aos 80 DAE pode ter sido fator determinante para reduzir o numero de capulhos por planta na colheita.

A umidade do solo tem grande influencia sobre o transporte de nutriente do solo a raiz, especialmente no caso de nutrientes menos moveis, como o P (Miola et al., 2000; Costa et al., 2006). Independentemente do fator capacidade de P do solo, a reducao da umidade reduz o fluxo difusivo do P e, por consequencia, a quantidade total absorvida (Costa et al., 2006).

Os teores de P na folha indice observados nas plantas, tanto sob regime de irrigacao quanto no de sequeiro, estao dentro da faixa considerada adequada a cultura do algodao, que varia de 2,0 a 4,5 g [kg.sup.-1] de acordo com Silva (2008) (Tabela 6); entretanto, o fator capacidade de P determina a quantidade de P em solucao e, por sua vez, o teor de P adequado a determinado nivel de produtividade da cultura (Bastos et al., 2008).

Solos com menor fator capacidade de P apresentam maior valor de P na folha indice, em relacao aqueles solos de maior fator capacidade, para o mesmo nivel de produtividade (Muniz et al., 1985; Bastos et al., 2010). Desta forma, para o solo em questao (menor fator capacidade de P), o teor de P na folha indice nas plantas cultivadas sob sequeiro e considerado baixo, fato confirmado pela menor produtividade do cultivo de sequeiro em relacao ao irrigado.

A irrigacao propiciou maior altura de plantas, mas esta altura nao foi influenciada pelas doses de P aplicadas (Tabela 3). Dentre os efeitos da deficiencia hidrica na cultura do algodao pode-se citar a reducao do numero de folhas, do diametro do caule e da altura de plantas (Cordao Sobrinho et al., 2007). Houve acrescimo medio de 62% na produtividade de algodao em caroco nos tratamentos sob irrigacao em comparacao aos sob regime de sequeiro (Tabela 3). No cultivo irrigado houve resposta a aplicacao de P nao tendo havido diferenca entre as medias das doses 50 e 120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5], o que pode ser atribuido a disponibilidade de P existente originalmente na area experimental, classificada como media (Alvarez et al., 1999).

Cordao Sobrinho et al. (2007) observaram aumento de mais de 300% na produtividade de algodao em caroco sob irrigacao em comparacao com o cultivo sob regime de sequeiro. A resposta a irrigacao depende de uma serie de fatores, como material genetico, nivel de produtividade almejado, condicoes de preparo do solo (correcoes fisicas e quimicas no perfil), do sistema de irrigacao utilizado, do tipo de solo (especialmente da capacidade de armazenamento de agua e fertilidade) e das condicoes climaticas (demanda evapotranspirometrica e distribuicao de chuvas) (Bernardo et al., 2006).

O teor de N na folha indice foi maior no cultivo irrigado, sistema no qual ocorreu reducao do teor desse nutriente com o aumento da dose de P (Tabela 5). O teor de N no cultivo irrigado esta dentro da faixa considerada adequada para a cultura (Possamai, 2003; Silva, 2008). O N e transportado principalmente por fluxo de massa, de forma que nas plantas cultivadas sob irrigacao a umidade foi adequada ao transporte, ou seja, possivelmente a maior transpiracao permitiu maior absorcao de N. O maior teor de N na folha indice no cultivo de sequeiro em relacao ao irrigado pode ser atribuido, tambem, ao maior acumulo de massa seca na parte aerea deste ultimo, diluindo o N absorvido.

Os teores foliares de K, Ca, Mg e S na folha indice, aos 80 DAE, foram maiores nas plantas do cultivo de sequeiro e nao foram influenciados pelas doses de P (Tabela 6). Independentemente da irrigacao, os teores de Ca e S ficaram acima dos considerados adequados para a cultura, e os de K e Mg abaixo (Silva, 2008). A relacao Ca:Mg aos 80 DAE era de 4:1. A maior relacao Ca:Mg e Ca:K contribui para os maiores valores foliares de Ca e menores de Mg e K. O teor de S acima do adequado se deveu possivelmente, a elevacao da sua disponibilidade, pois 40% da dose de N foram aplicados via sulfato de amonio, adubo detentor de 24% de S.

Os teores foliares de Cu e Fe na folha indice aos 80 DAE foram maiores no cultivo irrigado quando nao se aplicou o P, e no cultivo de sequeiro, quando se aplicou o P (Tabela 5). Os teores de Cu e Fe ficaram abaixo da concentracao adequada para producoes em torno de 5000 kg [ha.sup.-1] (Possamai, 2003; Silva, 2008). O menor teor de Fe pode ser atribuido a pobreza do elemento no solo da area experimental e a disponibilidade de P, classificada media (Alvarez et al., 1999). O aumento da disponibilidade de P no solo pode levar a formacao de compostos de baixa solubilidade de P ligado ao Fe, reduzindo a disponibilidade deste ultimo para as plantas (Vance et al., 2003).

Nao houve diferenca entre os teores de Zn e Mn na folha indice entre os tratamentos (Tabela 6), os quais ficaram acima da concentracao adequada para a cultura. A concentracao de Mn acima do adequado pode ser devida ao encharcamento do solo que ocorreu na fase inicial do desenvolvimento da cultura; a alteracao do potencial de oxirreducao pode aumentar a disponibilidade deste elemento. O teor de B situou-se dentro da faixa de concentracao adequada para a cultura (Possamai, 2003). Observou-se maior teor deste nutriente no cultivo de sequeiro sem aplicacao de P; o efeito de diluicao, discutido para o N e promovido pelo maior acumulo de massa seca no cultivo irrigado, e valido para o B.

A eficiencia relativa da adubacao fosfatada nao foi influenciada pelas doses de P no cultivo de sequeiro e aumentou com o incremento das doses de P no cultivo irrigado (Tabela 3), no qual a eficiencia relativa superou a observada por Resende et al. (2006) num solo com elevado fator capacidade de P submetido ao cultivo de milho adubado com superfosfato triplo. A eficiencia relativa depende de caracteristicas relacionadas ao grau de tamponamento do solo ao nutriente e da eficiencia de absorcao e utilizacao da especie e das cultivares de cada especie (Vance et al., 2003; Resende et al., 2006).

CONCLUSOES

1. O parcelamento nao foi eficiente no aumento da eficiencia do fertilizante fosfatado em Neossolo Quartzarenico com disponibilidade de P classificada media.

2. O parcelamento do fertilizante fosfatado nao afetou o teor de nutrientes na folha indice do algodoeiro.

3. A irrigacao promoveu acrescimo da materia seca da parte aerea e do numero de capulhos por planta, o que resultou em maior produtividade de algodao em caroco.

4. A resposta as doses de P para produtividade ocorreu apenas no cultivo irrigado, no qual a maior produtividade foi alcancada com a dose de 50 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5].

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq, pela bolsa de Doutorado concedida durante parte do Doutorado do primeiro autor; a FAPEMIG, pelo auxilio financeiro a pesquisa; a Iharabras, pela concessao de fitossanitarios, e a MDM Sementes de Algodao, pela doacao das sementes utilizadas nos experimentos.

LITERATURA CITADA

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Leonardo A. Aquino (2), Paulo G. Berger (3), Rubens A. Oliveira (3), Julio C. L. Neves (3), Tricia C. Lima (3) & Carlos H. Batista (4)

(1) Parte da Tese de Doutorado do primeiro autor, apresentada a Universidade Federal de Vicosa - UFV

(2) UFV - Campus Rio Paranaiba. Rodovia BR 354, km 310, CEP 38810-000, Rio Paranaiba, MG. Fone: (34) 3855-9000. E-mail: leonardo.aquino@ufv.br

(3) Departamento de Fitotecnia/UFV. CEP 36570-000, Vicosa, MG. Fone: (31) 3899-1165; 3899-1909. E-mail: pgberger@ufv.br; rubens@ufv.br; julio_n2003@yahoo.com.br; tclima@hotmail.com

(4) Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, Campus Januaria. Fazenda Sao Geraldo, s/n, Bom Jardim, CEP 39480-000, Januaria, MG. Fone: (38) 3621-1100. E-mail: carlosbatista.agro@yahoo.com.
Tabela 1. Caracteristicas quimicas e fisicas do solo da area experimental

Prof.       pH       P (/1)   K (/1)   [Ca.sup.2+]   [Mg.sup.2+]
(cm)    ([H.sub.2]                        (/2)          (/2)
         O,1:2,5)
                     mg [dm.sup.-3]    [cmol.sup.c] [dm.sup.-3]

0-20       6,2        22,0      73         1,5           0,4
20-40      6,1        15,9      50         1,0           0,1

Prof.   [Al.sup.3+]   H + Al (/3)    T    S (/4)
(cm)       (/2)

            [cmol.sup.c] [dm.sup.-3]

0-20        0,0           2,4       4,5    5,6
20-40       0,0           1,0       2,2    6,4

Prof.   B (/5)   Zn (/1)   Mn (/1)   Cu (/1)   Fe (/1)     P-rem (/6)
(cm)

                       mg [dm.sup.-3]                     mg [L.sup.-1]

0-20     0,26      4,6      70,9       0,3      13,2          50,2
20-40    0,22      1,3      15,4       0,2                    51,5

Prof.     [M.O. (/7)      Areia    Areia   Silte   Argila
(cm)                      grossa   fina

        dag [kg.sup.-1]           dag [kg.sup.-1]

0-20          0,5           30      57       3       10
20-40         0,6           26      56       4       14

Prof.     Capacidade         Ponto
(cm)    de campo (/8)    de murcha (/8)

        kg [kg.sup.-1]   kg [kg.sup.-1]

0-20        0,100            0,044
20-40       0,094            0,040

Extratores: (1) Mehlich--1; (2) [Ca.sup.2+], [Mg.sup.2+] e
[K.sup.+], extrator KCl 1 mol [L.sup.-1]. (3) Ca[(OAc).sub.2] 0,5
mol [L.sup.-1], pH 7; (4) Fosfato monocalcico em acido acetico; (5)
Agua quente; (6) Prem = Fosforo remanescente; (7) Materia
Organica--metodo da oxidorreducao; (8) -10 e -1500 kPa,
respectivamente

Tabela 2. Efeito do parcelamento do fertilizante fosfatado na
cultura do algodao, no cultivo sob irrigacao e de sequeiro sobre
o P disponivel no solo, pelo extrator Mehlich--1, aos 35, 50 e 80
DAE

Parcelamento            Irrigado (I)

                 0          50          120

P--Mehlich - 35 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 53,9%

PS             38,9 a   36,7 a        67,2 a
P1             38,9 a   47,3 Aa (1)   43,4 Aa
P2             38,9 a   32,0 Aa       56,2 Aa
P3             38,9 a   33,3 Aa       35,1 Aa

P--Mehlich - 50 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 49,9%

PS             34,1 a   29,0 a        60,8 a
P1             34,1 a   47,9 Aa       32,8 Aa
P2             34,1 a   29,6 Aa       50,5 Aa
P3             34,1 a   50,7 Aa       37,0 Aa

P--Mehlich - 80 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 55,9%

PS             34,6 a   31,2 a        59,8 a
P1             34,6 a   35,7 Aa       33,3 Aa
P2             34,6 a   29,6 Aa       53,9 Aa
P3             34,6 a   51,6 Aa       43,7 Aa

Parcelamento          Sequeiro (S)                  I vs S

                 0        50         120        0      50   120

P--Mehlich - 35 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 53,9%

PS             36,0 a   48,8 bc   125,8 a     ns (2)   ns   *
P1             36,0 a   41,5 Aa    75,7 Aa    ns       ns   ns
P2             36,0 a   39,2 Aa    46,3 Ba    ns       ns   ns
P3             36,0 a   36,6 Aa   |51,5 Ba    ns       ns   ns

P--Mehlich - 50 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 49,9%

PS             26,4 c   46,9 b    102,9 a     ns       ns   *
P1             26,4 c   39,8 Ab    85,4 Aa    ns       ns   *
P2             26,4 a   59,3 Aa    50,7 Aa    ns       ns   ns
P3             26,4 b   59,9 Aa    50,8 Aa    ns       ns   ns

P--Mehlich - 80 DAE (mg [dm.sup.-3]) - CV = 55,9%

PS             24,6 c   43,4 b     99,9 a     ns       ns   ns
P1             24,6 c   41,9 Ab    76,7 Aa    ns       ns   *
P2             24,6 a   57,3 Aa    42,8 Aa    ns       ns   ns
P3             24,6 c   88,5 Aa    35,2 Abc   ns       ns   ns

(1) Letras maiusculas comparam os parcelamentos: A e B nao diferem
e diferem, respectivamente, do tratamento testemunha (PS) pelo
teste Dunnett a 5% de probabilidade. Medias seguidas de uma mesma
letra minuscula nas linhas para cada sistema de cultivo, nao
diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade

(2) * e ns, significativa a 5% e nao significativa,
respectivamente, a diferenca do contraste entre os sistemas de
cultivo (I vs S). I = cultivo irrigado e S = cultivo em condicoes
de sequeiro. PS, P1, P2, P3 (100/0; 75/25; 50/50; 25/75% da dose do
fertilizante fosfatado aplicada em semeadura e aos 35 DAE,
respectivamente)

Tabela 3. Producao de massa seca, numero de estruturas
reprodutivas, altura de plantas, componentes de producao,
eficiencia relativa e produtividade de algodao em caroco
sob doses de P, nos sistemas de cultivo irrigado e de
sequeiro

            Doses de fosforo (kg [ha.sup.-1]
                 de [P.sub.2][O.sub.5])

Sistema        0            50          120

Massa de parte aerea seca - 35 DAE (kg [ha.sup.-1]) - CV = 15,6%

Irrigado   877 Aa (1)     827 Aa       801 Aa
Sequeiro     705 Ab       886 Aa       894 Aa

Massa de parte aerea seca - 50 DAE (kg [ha.sup.-1]) - CV = 24,3%

Irrigado    3404 Aa      3549 Aa      3839 Aa
Sequeiro    3191 Aa      3063 Aa      3452 Aa

Massa de estruturas reprodutivas secas - 80 DAE (kg [ha.sup.-1]) -
CV = 30,9%

Irrigado     874 Aa      1392 Aa      1303 Aa
Sequeiro     898 Aa      1199 Aa      1296 Aa

Massa de parte aerea seca - 80 DAE (kg [ha.sup.-1]) - CV = 25,5%

Irrigado    6526 Aa      7649 Aa      7168 Aa
Sequeiro    4434 Aa      5016 Ba      5553 Ba

Numero de estruturas reprodutivas - 80 DAE - CV = 25,8 %

Irrigado     94 Aa        103 Aa       98 Aa
Sequeiro     61 Ba        47 Ba        50 Ba

Altura de plantas - 80 DAE (cm) - CV = 7,7%

Irrigado    104,2 Aa     105,0 Aa     103,0 Aa
Sequeiro    79,2 Ba      77,0 Ba      78,0 Ba

Massa de capulho (g) - CV = 8,4%

Irrigado     5,4 Ba       5,8 Aa       5,8 Aa
Sequeiro     6,4 Aa       5,9 Aa       5,9 Aa

Numero de capulhos por planta - CV = 16,5%

Irrigado     6,7 Ab      7,9 Aab       8,5 Aa
Sequeiro     4,5 Ba      4,8 BaA       5,2 Ba

Eficiencia relativa da adubacao fosfatada - CV = 16,7%

Irrigado     141 Ab       177 Ab       190 Aa
Sequeiro     100 Ba       106 Ba       114 Ba

Produtividade de algodao em caroco (kg [ha.sup.-1]) - CV = 16,2%

Irrigado    3942 Ab      4958 Aa      5321 Aa
Sequeiro    2788 Ba      2965 Ba      3170 Ba

(1) Medias seguidas por uma mesma letra minuscula na linha nao diferem
entre si pelo teste t, e as seguidas da mesma letra maiuscula na coluna
nao diferem entre si pelo teste F, ambos a 5% de probabilidade

Tabela 4. Massa da materia seca, teor e conteudo de P
nas folhas e caules, aos 35, 50 e 80 DAE, na cultura do
algodao

Variaveis                              Medias (1)   CV (%)

Massa (2) de folha seca--35 DAE           601        15,8
Massa de caule seco--35 DAE               241        16,9
Massa de folha seca--50 DAE              2047        24,5
Massa de caule seco--50 DAE              1369        24,8
Massa de folha seca--80 DAE              2718        26,3
Massa de caule seco--80 DAE              2367        29,4
Teor (3) de P na folha--35 DAE            4,5        11,9
Teor de P no caule--35 DAE                2,8        16,0
Teor de P na folha--50 DAE                4,5         9,2
Teor de P no caule--50 DAE                2,9        16,4
Teor de P na folha--80 DAE                3,4        10,6
Teor de P no caule--80 DAE                2,1        11,8
Conteudo (2) de P nas folhas--35 DAE      2,7        24,5
Conteudo de P nos caules--35 DAE          0,7        27,8
Conteudo de P nas folhas--50 DAE          9,4        30,9
Conteudo de P nos caules--50 DAE          4,1        35,8
Conteudo de P nas folhas--80 DAE          9,5        29,1
Conteudo de P nos caules--80 DAE          5,2        35,7

(1) Medias dos cultivos irrigados e de sequeiro nas doses 0, 50 e
120 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] e dos parcelamentos da
adubacao fosfatada

(2) kg [ha.sup.-1]

(3) g [kg.sup.-1]

Tabela 5. Teor de P nas estruturas reprodutivas (ER) aos
80 DAE e P contido na parte aerea aos 35, 50 e 80 DAE
com a aplicacao de doses de P no algodoeiro cultivado
sob irrigacao ou sequeiro

                          Doses

Sistema        0            50          120

Teor de P nas ER - 80 DAE (g [kg.sup.-1]) - CV = 10,7%

Irrigado   6,2 Aa (1)     5,9 Aa       6,0 Aa
Sequeiro     4,8 Ba       4,6 Ba       4,9 Ba

P contido na parte aerea aos 35 DAE (kg [ha.sup.-1]) - 24,5%

Irrigado     3,6 Aa       3,2 Aa       3,4 Aa
Sequeiro     2,9 Aa       3,6 Aa       3,6 Aa

P contido na parte aerea aos 50 DAE (kg [ha.sup.-1]) - CV = 32,0%

Irrigado    13,8 Aa      14,4 Aa      15,6 Aa
Sequeiro    11,9 Aa      11,6 Aa      13,2 Aa

P contido nas ER aos 80 DAE (kg [ha.sup.-1]) - CV = 29,1%

Irrigado     5,3 Ab       7,9 Aa      7,7 Aab
Sequeiro     6,3 Aa       5,6 Ba       6,4 Ba

Conteudo de P na parte aerea aos 80 DA E (kg [ha.sup.-1]) - CV = 26,6%

Irrigado    22,94 Aa     26,6 Aa      26,0 Aa
Sequeiro    19,76 Aa     15,5 Ba      17,7 Ba

(1) Medias seguidas da mesma letra minuscula na linha nao diferem
pelo teste t, e as seguidas da mesma letra maiuscula na coluna
nao diferem entre si pelo teste F, ambos a 5% de probabilidade

Tabela 6. Teor de nutrientes na folha indice aos 80 DAE
com a aplicacao de doses de P na cultura do algodao,
nos cultivos irrigado e de sequeiro

Sistema                   Doses

               0            50          120

           P (g [kg.sup.-1]) - CV = 10,7%

Irrigado    3,6 Aa1       3,8 Aa       3,8 Aa
Sequeiro    2,9 Ba|       3,1 Ba       3,2 Ba

           N (g [kg.sup.-1]) - CV = 5,7%

Irrigado    42,8 Aa      41,6 Aab     41,3 Ab
Sequeiro    37,6 Ba      39,6 BaA     38,8 Ba

           K (g [kg.sup.-1]) - CV = 12,7%

Irrigado    16,5 Aa      16,8 Ba      16,8 Ba
Sequeiro    19,8 Aa      20,3 Aa      18,9 Aa

           Ca (g [kg.sup.-1]) - CV = 9,7%

Irrigado    41,8 Aa      45,2 Ba      47,4 Ba
Sequeiro    47,5 Aa      52,9 Aa      52,0 Aa

           Mg (g [kg.sup.-1]) - CV = 19, 2%

Irrigado     5,3 Aa       4,9 Ba       5,7 Ba
Sequeiro     6,5 Aa       7,4 Aa       7,5 Aa

           S (g [kg.sup.-1]) - CV = 15,7%

Irrigado    17,3 Aa      17,8 Ba      19,1 Aa
Sequeiro    19,8 Aa      20,4 Aa      20,3 Aa

           Cu (mg [kg.sup.-1]) - CV = 26,5%

Irrigado    5,94 Aa      6,00 Ba      5,67 Ba
Sequeiro    5,65 Bb      6,53 Aa      5,96 Aa

           Fe ( mg [kg.sup.-1]) - CV = 15,5%

Irrigado    90,09 Aa     72,76 Bb     74,58 Ab
Sequeiro    78,05 Ba     88,86 Aa     82,33 Aa

           Zn (mg [kg.sup.-1]) - CV = 11,7%

Irrigado    62,99 Aa     65,32 Aa     62,24 Aa
Sequeiro    59,91 Aa     65,38 Aa     63,64 Aa

           Mn (mg [kg.sup.-1]) - CV = 29,4%

Irrigado   518,76 Aa    540,26 Aa    530,23 Aa
Sequeiro   438,01 Aa    437,54 Aa    440,91 Aa

           B (mg [kg.sup.-1]) - CV = 22,3%

Irrigado    41,91 Ba     44,21 Aa     41,47 Aa
Sequeiro    62,07 Aa     52,18 Ab     48,20 Ab

(1) Medias seguidas da mesma letra minuscula na linha nao diferem
pelo teste t, e as seguidas da mesma letra maiuscula na coluna nao
diferem entre si pelo teste F, ambos a 5% de probabilidade
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Aquino, Leonardo A.; Berger, Paulo G.; Oliveira, Rubens A.; Neves, Julio C.L.; Lima, Tricia C.; Bati
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:May 1, 2011
Words:7579
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