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Pain, anxiety and quality of life related to the oral health of patients treated in a dental emergency clinic/Dor, ansiedade e qualidade de vida relacionada a saude bucal de pacientes atendidos no servico de urgencia odontologica.

Introducao

A urgencia odontologica (UO) consiste em medidas imediatas que visam a aliviar os sintomas dolorosos, infecciosos e esteticos da cavidade bucal (1). No atendimento de UO, tanto em consultorios como em escolas de odontologia, a procura do paciente e motivada, na maioria das vezes, por uma queixa de dor (2-6). A prevalencia de dor de dente reportada em estudos nacionais e internacionais variou de 7 a 36%, em pacientes acima de 16 anos (2-6).

Devido a sintomatologia dolorosa, os problemas de saude bucal podem restringir as funcoes cotidianas, culminando em afastamento das atividades escolares ou trabalhistas, provocando sofrimento e impactando negativamente na qualidade de vida (7-11). Alem da dor, deficiencias esteticas causadas pela carie dentaria, fraturas ou habitos parafuncionais sao tambem motivos de procura por atendimento na UO. Estas alteracoes podem determinar diminuicao da autoconfianca pessoal, repercutindo negativamente nas relacoes sociais, economicas, educacionais e/ou ocupacionais (7-11).

Com o intuito de compreender os efeitos provocados por problemas bucais na vida diaria das pessoas, foi desenvolvido o Oral Health Impact Profile (OHIP) (12), sendo uma das medidas de avaliacao de saude bucal e qualidade de vida mais sofisticadas e amplamente utilizada, apresentando implicacoes importantes para a pratica clinica e na pesquisa odontologica (13-15). O questionario validado foi utilizado em varios ramos da odontologia para avaliar o impacto de diferentes metodos terapeuticos sobre a qualidade de vida relacionada a saude bucal do paciente, tanto em estudos transversais quanto longitudinais (13-15).

A ansiedade ao tratamento consiste em um sentimento alimentado por situacoes relacionadas ao atendimento odontologico, que causam apreensao e desconforto, o que culmina, muitas vezes, em barreira na procura do atendimento, agravando a situacao bucal, gerando dor e desconforto, criando assim uma expectativa negativa no paciente (16). Estudos reportaram que a ansiedade ao tratamento odontologico pode impactar na qualidade de vida (2,17,18).

Apesar do reconhecimento da importancia dos aspectos sociais, economicos e psicologicos na determinacao da doenca, a odontologia continua empregando, quase que exclusivamente, indices biologicos na avaliacao e determinacao das necessidades de tratamento e apreciacao de programas de saude bucal (19). Uma das limitacoes desses indices biologicos e o fato de nao considerarem a percepcao subjetiva do individuo em relacao a saude bucal e nao avaliarem a maneira como a saude bucal afeta sua vida diaria20. O uso de indicadores sociodentais, baseados na autopercepcao bem como na avaliacao da ansiedade em relacao ao tratamento odontologico e o impacto destes indicadores na qualidade de vida dos individuos, oferece vantagens importantes para o planejamento e a provisao dos servicos odontologicos, com a mudanca da enfase de aspectos puramente biologicos para aspectos psicologicos e sociais (19-21).

Intima relacao pode ser sugerida entre ansiedade ao tratamento odontologico e dor, em que pacientes evitam as visitas rotineiras, procurando apenas os atendimentos de UO, principalmente para alivio da sintomatologia dolorosa. Portanto, o presente estudo objetivou avaliar a associacao existente entre a dor pre-operatoria, a ansiedade e o impacto da condicao bucal na qualidade de vida dos pacientes atendidos no setor de urgencia odontologica. A hipotese testada foi que pacientes com sintomatologia dolorosa sao mais ansiosos e que a condicao bucal impacta negativamente na qualidade de vida.

Metodologia

Desenho do estudo

Estudo transversal com analise dos registros dos prontuarios de pacientes adultos atendidos no Setor de Urgencia Odontologica (SUO) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Amostra

A populacao do estudo incluiu prontuarios odontologicos de pacientes com idade superior a 18 anos de ambos os sexos, sem discriminacao de cor e condicao socioeconomica. Foram excluidos os prontuarios de pacientes que nao foram preenchidos corretamente ou com ausencia dos dados.

As idades dos pacientes foram categorizadas pela mediana em: 18 e 35 anos e acima de 36 anos de idade.

Coleta de dados

A coleta de dados foi realizada por um unico pesquisador, previamente treinado, que analisou os prontuarios do SUO da UFVJM correspondentes ao periodo de um ano de atendimento, de 2014 a 2015. O treinamento e a calibracao foram realizados seguindo os preceitos propostos pela Organizacao Mundial da Saude (1993). Primeiro foi realizada orientacao teorica sobre os itens constante na ficha clinica epidemiologica e nos questionarios incluindo os indices, os codigos e os criterios utilizados, momento em que foi esclarecido o maior numero possivel de duvidas relativas aos criterios. Posteriormente, foram realizados o treinamento e a calibracao pratica, quando o pesquisador analisou os prontuarios dos pacientes atendidos no SUO e inseriu os resultados no banco de dados, simultaneamente com o orientador. Este procedimento foi reproduzido uma semana depois para avaliar a concordancia inter e intra-examinador, obtendo-se os valores de Kappa de 0,89 e 0,95.

Instrumentos para coleta de dados

Os prontuarios continham tres instrumentos, que foram aplicados antes do atendimento odontologico de cada paciente: (1) Avaliacao da dor pre-operatoria, segundo a escala Heft-Parker Visual Analogue Scale (HP-VAS); (2) Avaliacao da ansiedade pre-operatoria, segundo a escala de ansiedade odontologica Corah's Detal Anxiety Scale (CDAS) e (3) Oral Health Impact Profile (OHIP-14). A aplicacao destes instrumentos faz parte do protocolo de atendimento do SUO da UFVJM, sendo realizada pelos alunos do 7 e 8 periodos do curso de odontologia, que sao previamente calibrados e supervisionados pelos docentes responsaveis pelo SUO.

O HP-VAS consiste em uma reta com marcacoes milimetricamente definidas que correspondem a termos que descrevem niveis de dor: sem, fraca, suave, moderada, forte e intensa. Assim, existe uma equivalencia entre a intensidade da dor e a posicao marcada pelo paciente na reta, indicando subjetivamente a dor atual sentida antes do atendimento (dor pre-operatoria). Posteriormente, o operador mede o local correspondente a marcacao do paciente e faz a classificacao baseada nas categorias propostas (22).

A CDAS foi elaborada por Corah em 1969 (23) e validada no Brasil (24). O instrumento e composto de quatro perguntas: "(1) Se voce tivesse que ir ao dentista amanha como se sentiria?; (2) Quando se encontra na sala de espera do ambulatorio, esperando ser chamado pelo dentista, como se sente?; (3) Quando voce se encontra na cadeira do dentista aguardando que ele inicie os procedimentos de anestesia local, como se sente?; (4)Voce esta na cadeira do dentista ja anestesiado. Enquanto aguarda o dentista pegar os instrumentos para iniciar o procedimento, como se sente?", contendo cinco alternativas de resposta, sendo que o numero de cada uma delas constitui seu proprio peso. Apos respondidas as questoes, o operador deve realizar a soma das respostas e classificar a ansiedade, de acordo com uma tabela em: muito pouco ansioso (ate 5 pontos), levemente ansioso (de 6 a 10 pontos), moderadamente ansioso (de 11 a 15 pontos) e extremamente ansioso (de 16 a 20 pontos). Para a analise de associacao, as respostas de cada pergunta foram dicotomizadas pela mediana em baixa ansiedade e alta ansiedade.

O OHIP foi elaborado por Slade e Spencer (12,25) e originalmente, era composto por 49 itens (OHIP-49). Posteriormente, foi desenvolvida sua forma simplificada, constituida por 14 itens, sob a denominacao de Oral Health Impact Profile-short form (OHIP-14). O OHIP-14 e composto por 14 questoes, dispostas em sete dominios (limitacao funcional, dor fisica, desconforto psicologico, incapacidade fisica, incapacidade psicologica, incapacidade social e desvantagem social). As respostas de cada pergunta do OHIP14 foram pontuadas com os seguintes valores: 0 = nunca, 1 = raramente, 2 = as vezes, 3 = com frequencia, 4 = sempre, com pontuacao maxima possivel chegando a 56 pontos e dicotomizadas e definidas como presenca de impacto, com valor 1, as respostas "com frequencia" e "sempre"; e sem impacto, com valor 0, as respostas "as vezes", "raramente" e "nunca".

Analise estatistica

Os dados coletados foram analisados pelo software SPSS (Statistical Package for Social Sciences, IBM Inc., USA) versao 22.0. Inicialmente, foi realizada analise descritiva para caracterizacao da amostra. Em seguida, foi realizado o teste qui-quadrado de Pearson, para verificar a associacao entre as variaveis categoricas, com o nivel de significancia de 95% (p < 0,05).

Consideracoes eticas

Os preceitos de pesquisa com seres humanos da Declaracao de Helsinque e da Resolucao 466/12 do Conselho Nacional de Saude foram seguidos. O estudo foi realizado mediante aprovacao do Comite de Etica em Pesquisa (CEP) da UFVJM, alem da autorizacao previa do Departamento de Odontologia da UFVJM, para acesso aos prontuarios e uso das informacoes para analise e divulgacao cientifica.

Resultados

Foram localizados 280 prontuarios de pacientes atendidos no SUO da UFVJM, correspondentes ao periodo de um ano de atendimento. Foram excluidos da amostra 40 prontuarios, por nao preencherem os criterios de inclusao.

Dos 240 prontuarios analisados, verificou-se que 63,3% (n = 152) dos pacientes eram do sexo feminino. A idade variou de 18 a 66 anos, com media de 33,2 anos, sendo a faixa etaria de maior frequencia aquela composta por pacientes de 18 a 35 anos (60,8% n = 146), enquando a de 36 a 66 anos correspondeu a 39,2% (n = 94) da amostra.

Sobre a frequencia da dor pre-operatoria nos pacientes, segundo a escala HP-VAS, 13,3% (n = 32) nao apresentaram dor; 5,4% (n = 13) apresentaram dor tenue; 9,2% (n = 22), dor fraca; 7,5% (n = 18), dor suave; 20,8% (n = 50), dor moderada; 18,8% (n = 45), dor forte; 11,3% (n = 27), dor intensa e 6,3% (n = 15), dor maxima.

A frequencia de ansiedade pre-operatoria nos pacientes, segundo a escala CDAS, classificou 33,3% (n = 80) dos pacientes como levemente ansiosos; 29,6% (n = 71), como muito pouco ansiosos; 29,6% (n = 71), como moderaramente ansiosos e 7,5% (n = 18), como extremamente ansiosos.

Sobre a frequencia do impacto na qualidade de vida por dominio, 66,7% (n = 160) dos pacientes reportaram dor fisica; 57,9% (n = 139), desconforto psicologico; 44,2% (n = 106), incapacidade fisica; 39,2% (n = 94), incapacidade psicologica; 28,8% (n = 69), incapacidade social, 23,3% (n = 56) limitacao social e 14,6% (n = 35) apresentaram limitacao funcional.

Relacao estatisticamente significativa foi observada entre dor versus idade e dor e sexo (Tabela 1). A Tabela 2 reporta associacao estatisticamente significativa entre dor e qualidade de vida, nos dominios desconforto psicologico (p = < 0,001), incapacidade fisica (p = < 0,001), incapacidade psicologica (p = < 0,001), incapacidade social (p = < 0,001) e desvantagem social (p = 0,006).

Pela analise entre dor e ansiedade, as quatro perguntas da Corah's Detal Anxiety Scale nao apresentaram resultados estatisticamente significativos (Tabela 3).

Na Tabela 4 observa-se associacao positiva entre ansiedade e qualidade de vida, com resultado estatisticamente significativo nos dominios desconforto psicologico (p = 0,009), incapacidade fisica (p = 0,016), incapacidade psicologica (p = 0,011) e desvantagem social (p = 0,028).

Discussao

O uso de indicadores sociodentais, baseados na autopercepcao e nos impactos odontologicos, oferece vantagens importantes para o planejamento e a provisao dos servicos odontologicos, destacando a mudanca na enfase dos aspectos puramente biologicos para os psicologicos e sociais (21), buscando assim entender os anseios, os medos e os desejos do paciente, para que o atendimento odontologico ocorra de forma individualizada e integral, promovendo, desse modo, a saude e o bem-estar do paciente. A aplicacao de indicadores subjetivos na area de saude bucal trouxe uma grande contribuicao para os estudos epidemiologicos na Odontologia (26). Este novo enfoque tem sido muito util para subsidiar o planejamento em saude. O diferencial deste estudo consiste no uso de indicadores subjetivos em populacoes atendidas nos Servicos de UO, que, ate o presente momento, foi pouco documentado na literatura cientifica.

Os pacientes atendidos no SUO da UFVJM, foram, em sua maioria, do sexo feminino. A mesma tendencia foi observada em outros estudos que avaliaram o perfil de pacientes atendidos nos SUO (1,2,27-29). Os autores sugerem que a maior prevalencia de mulheres pode ocorrer devido a uma maior preocupacao com a saude e a estetica nesse grupo (27). Outra possivel explicacao para esta maior demanda do sexo feminino e justificada por fatores culturais, pois as mulheres sao mais predispostas a buscarem atendimentos clinicos, o que pode ser observado tambem em outros estudos (27-29).

A faixa etaria de 18 a 35 anos foi a que mais utilizou o SUO. Com o avancar da faixa etaria, houve um decrescimo continuo no numero de usuarios do SUO. Este decrescimo da procura com o avancar da idade pode ser devido ao grande contingente populacional acima de 51 anos ser formado por pessoas parcial ou totalmente desdentadas. Com isso, apresentam uma menor chance de procurar o SUO devido a problemas odontologicos (1,30).

Como a dor de origem dental possui alta prevalencia, esta apresenta-se como um problema de saude publica, causando grande impacto negativo na qualidade de vida das pessoas. Em funcao disto, a atencao as urgencias odontologicas possui especial importancia a saude da populacao (31). No presente estudo, a maioria dos pacientes apresentou dor de intensidade moderada a severa, revelando que a procura ao SUO so ocorreu quando o problema comeca a se agravar. Resultado similar foi encontrado em um estudo transversal no servico de SUO de Goias, no qual 50,4% dos pacientes apresentavam dor de intensidade moderada a severa (32).

A ansiedade e um importante obstaculo na procura de cuidados a saude (33), tendo consequencias prejudiciais, representando um serio desafio epidemiologico para os profissionais que cuidam da saude bucal (34,35). A prevalencia de ansiedade relacionada a fatores odontologicos foi estimada, no mundo, em 9%36. Estudos realizados em paises de primeiro mundo, como Suecia (37), EUA (38) e Dinamarca (39), demonstraram prevalencia de ansiedade em 6,7%, 10% e 10,2% da populacao, respectivamente. No presente estudo, foi constatado que 70,4% da amostra manifestou ansiedade, de um modo geral, independentemente da sua severidade (leve, moderada ou extrema). Um dado preocupante foi um total de 7,5% da amostra ser classificada como extremamente ansiosa. Apesar da relativa baixa prevalencia, estes pacientes demandaram maior cuidado durante a abordagem e adequado preparo do operador. Embora nao tenha sido objeto deste estudo caracterizar a ansiedade e a sua etiologia, houve evidencia de ansiedade e necessidade de uma abordagem diferenciada, para obter maior cooperacao durante o atendimento clinico. Estudo realizado na Faculdade de Odontologia de Araraquara mostrou alta prevalencia de ansiedade ao tratamento odontologico (95%), sendo que 16,7% dos pacientes foram classificados como extremamente ansiosos (40), com resultados superiores ao presente estudo. Estes fatos evidenciam que a grande maioria dos pacientes atendidos nos SUOs apresenta-se ansiosa, estes devem ser identificados, incentivados, acalmados e cuidadosamente monitorados. Alguns pacientes diagnosticados como ansiosos necessitam de pre-medicacao ansiolitica leve durante o decorrer do tratamento odontologico, a fim de melhorar seu comportamento, reduzindo seus niveis de ansiedade (41) e tambem otimizando o proprio tratamento.

Estudos apontam que a ansiedade pode modular o impacto na qualidade de vida (2). Um estudo realizado no Reino Unido com 3.000 individuos evidenciou que pacientes que se mostraram ansiosos durante o tratamento odontologico relataram o dobro do impacto negativo em sua qualidade de vida17. Resultado similar foi encontrado em um estudo transversal realizado na India, com amostra de 1.235 individuos, avaliando a associacao entre ansiedade ao tratamento odontologico e qualidade de vida (18). Na visao dos autores, este resultado se justifica porque ansiedade e impacto decorreram de caracteristicas psicologicas, envolvendo aspectos de afetividade negativa. Outra possivel explicacao seria uma maior negligencia dos individuos com sua condicao bucal, o que geraria maiores volume e complexidade de tratamentos, implicando no aumento da ansiedade, na diminuicao da procura, na piora da condicao bucal e, consequentemente, em maior impacto negativo na qualidade de vida (17,18).

O OHIP-14 foi utilizado neste estudo por ser uma ferramenta sensivel para se avaliar o impacto da saude bucal na qualidade de vida em adultos (42), sendo validado em varios idiomas, como chines (43), senegales (44), hebraico (45), sueco (46), italiano (47), alemao (48), grego (49) e portugues (50,51).

Estudo com amostra de (2027) adultos canadenses (52) observou que a dor fisica e o desconforto psicologico foram as dimensoes que apresentaram maior impacto sobre a qualidade de vida dos individuos. Outros estudos tambem detectaram resultados semelhantes (19,53). Estas pesquisas sustentam a hipotese de que os pacientes que buscaram atendimento no SUO apresentaram fortes dores na boca, acarretando estresse, preocupacao, nervosismo e incomodo ao comer algum alimento (53). Contudo, no presente estudo, dor fisica e limitacao funcional foram os dois unicos dominios que nao estiveram associados estatisticamente com pior qualidade de vida. Este resultado discorda dos reportados por Locker & Quinonez (52) e sugere que uma nova abordagem deva ser realizada para a elucidacao do mesmo e a aplicacao de outros testes, dentre eles, o de percepcao da condicao de saude bucal.

Houve associacao estatisticamente significativa entre dor e qualidade de vida em cinco dos sete dominios do OHIP-14, corroborando com um estudo similar em que a presenca da dor impactou negativamente na qualidade de vida (16).

Nao foi observada associacao entre dor, idade e sexo, diferindo dos achados literarios, que relataram maior prevalencia de dor entre as mulheres, devido a aspectos fisiologicos, perceptivos, sociais, comportamentais e, em especial, fatores hormonais (54).

Na amostra estudada, nao foi possivel estabelecer relacao entre dor e ansiedade pre-operatoria. Em busca nas bases de dados, nao foram localizados outros estudos que abordassem dor, ansiedade e qualidade de vida dos pacientes atendidos nos SUOs, o que dificulta a comparacao dos resultados com a literatura. Foi observada associacao entre ansiedade e qualidade de vida, com resultados estatisticamente significativos em quatro dominios do OHIP. Um estudo com amostra de 3500 adultos suecos evidenciou que individuos com alta ansiedade apresentam maior impacto negativo na qualidade de vida (55), corroborando os resultados do presente estudo. A constatacao de que maior ansiedade foi associada ao impacto negativo na qualidade de vida ja era esperada e esta bem documentada (56-60). Tambem foi verificada associacao entre a alta ansiedade e consequencias funcionais e psicossociais na qualidade de vida (55). A razao para isto pode ser devido a negligencia dos individuos ansiosos em relacao a sua saude oral, de tal forma que apresentam altos niveis de doenca nao tratada, repercutindo negativamente na qualidade de vida (17). Esforcos devem ser realizados para se detectar pacientes ansiosos e, assim, melhorar o impacto na qualidade de vida dos mesmos (17,18).

Uma limitacao do estudo foi a ausencia de dados a respeito da condicao socioeconomica dos pacientes atendidos no SUO, que nao constavam no prontuario clinico.

Apesar de assumir os limites de interferencia e da associacao, por se tratar de estudo transversal, com utilizacao de uma amostra que abrangeu apenas parte da populacao assistida pelo SUO, o presente estudo fornece dados importantes para o planejamento e a organizacao dos servicos de atendimentos odontologicos, principalmente de urgencia, considerando, alem das necessidades clinicas, os fatores psicologicos relacionados com o estado de saude bucal.

Conclusao

A dor e a ansiedade exercem significativo impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes atendidos em SUO causando desconforto psicologico, incapacidades fisica, psicologica e social. Esse estudo e relevante para o planejamento de programas e acoes voltadas para a saude bucal dos pacientes atendidos nos SUO, priorizando aqueles com maiores impactos psicossociais produzidos pelos problemas bucais.

DOI: 10.1590/1413-81232018244.33802016

Colaboradores

FD Verli, SMC Santos, JA Soares foram responsaveis pela concepcao e delineamento, MF Queiroz foi responsavel pela revisao da literatura, coleta dos dados, redacao da versao inicial do manuscrito e redacao da versao final do manuscrito. PCP Paiva contribuiu na analise estatistica, interpretacao dos dados e na revisao critica do manuscrito. SA Marinho participou da revisao critica e versao final do manuscrito. A versao final foi aprovada por todos os autores.

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Artigo apresentado em 18/11/2016

Aprovado em 27/06/2017

Versao final apresentada em 29/06/2017

Mariane Flauzino Queiroz (https://orcid.org/0000-0001-6806-6805) [1]

Flaviana Dornela Verli (https://orcid.org/0000-0003-4241-4319) [1]

Sandra Aparecida Marinho (https://orcid.org/0000-0002-5379-8779) [1]

Paula Cristina Pelli Paiva (https://orcid.org/0000-0002-5960-4760) [1]

Suelleng Maria Cunha Santos (https://orcid.org/0000-0002-0452-3744) [1]

Janir Alves Soares (https://orcid.org/0000-0002-6100-4094) [1]

[1] Departamento de Odontologia, Faculdades de Ciencias Biologicas e da Saude, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. R. Gloria 187, Centro. 39100-000 Diamantina MG Brasil. marianeflauzino@ hotmail.com
Tabela 1. Distribuicao de frequencia da relacao entre dor versus
idade e dor e sexo dos pacientes atendidos no Servico de Urgencia
Odontologica. Diamantina: 2014-2015.

                   Presenca         Ausencia         p-valor *
                  de dor n(%)      de dor n(%)
Idade
   18-35           54 (39,7)        82 (60,3)          0,843
   36-65           33 (38,4)        53 (61,6)
Genero
   Feminino        54 (37,8)        89 (62,2)          0,558
   Masculino       33 (41,8)        46 (58,2)

                        IC 95%

Idade
   18-35         0,945 (0,543-1,645)
   36-65
Genero
   Feminino      1,182 (0,675-2,071)
   Masculino

* Teste Qui-Quadrado de Pearson.

Tabela 2. Distribuicao da relacao entre Dor versus impacto na
Qualidade de Vida por dominio do OHIP-14.

                                           Presenca de    Ausencia de
                                           dor no. (%)    dor no. (%)
Dominio 1
Limitacao funcional         Sem impacto     71 (37,2)      120 (62,8)
                            Com impacto     16 (51,6)      15 (48,4)
Dominio 2
Dor fisica                  Sem impacto     71 (37,2)      120 (62,8)
                            Com impacto     16 (51,6)      15 (48,4)
Dominio 3
Desconforto psicologico     Sem impacto     24 (25,3)      71 (74,7)
                            Com impacto     63 (49,6)      64 (50,4)
Dominio 4
Incapacidade fisica         Sem impacto     32 (25,3)      93 (74,4)
                            Com impacto     55 (57,3)      41 (42,7)
Dominio 5
Incapacidade psicologica    Sem impacto     41 (29,9)      96 (70,1)
                            Com impacto     46 (54,1)      39 (45,9)
Dominio 6
Incapacidade social         Sem impacto     50 (31,1)      111 (68,9)
                            Com impacto     37 (60,7)      24 (39,3)
Dominio 7
Desvantagem social          Sem impacto     59 (34,3)      113 (65,7)
                            Com impacto     28 (56,0)      22 (44,0)

                                             P *

Dominio 1
Limitacao funcional         Sem impacto     0,127
                            Com impacto
Dominio 2
Dor fisica                  Sem impacto     0,127
                            Com impacto
Dominio 3
Desconforto psicologico     Sem impacto    < 0,001
                            Com impacto
Dominio 4
Incapacidade fisica         Sem impacto    < 0,001
                            Com impacto
Dominio 5
Incapacidade psicologica    Sem impacto    < 0,001
                            Com impacto
Dominio 6
Incapacidade social         Sem impacto    < 0,001
                            Com impacto
Dominio 7
Desvantagem social          Sem impacto     0,006
                            Com impacto

                                                  IC 95%

Dominio 1
Limitacao funcional         Sem impacto    1,803 (0,841-3,867)
                            Com impacto
Dominio 2
Dor fisica                  Sem impacto    1,803 (0,841 -3,867)
                            Com impacto
Dominio 3
Desconforto psicologico     Sem impacto    2,912 (1,632-5,196)
                            Com impacto
Dominio 4
Incapacidade fisica         Sem impacto    3,899 (2,205-6,894)
                            Com impacto
Dominio 5
Incapacidade psicologica    Sem impacto    2,762 (1,575-4,844)
                            Com impacto
Dominio 6
Incapacidade social         Sem impacto    3,423 (1,855-6,315)
                            Com impacto
Dominio 7
Desvantagem social          Sem impacto    2,438 (1,284-4,628)
                            Com impacto

* Teste Qui-Quadrado de Pearson.

Tabela 3. Distribuicao da relacao entre dor versus ansiedade por
pergunta do CDAS e somatoria da ansiedade.

                                 Presenca de    Ausencia de
                                  dor n (%)      dor n (%)

Ansiedade pre-operatoria

Se voce tivesse que ir ao
dentista amanha como se
sentiria?
   Baixa                          45 (35,7)      81 (64,3)
   Alta                           42 (43,8)      54 (56,2)
Quando se encontra na sala
de espera do ambulatorio,
esperando ser chamado pelo
dentista, como se sente?
   Baixa                          39 (33,9)      76 (66,1)
   Alta                           48 (44,9)      59 (55,1)
Quando voce se encontra na
cadeira do dentista
aguardando que ele inicie os
procedimentos de anestesia
local, como se sente?
   Baixa                          46 (36,8)      79 (63,2)
   Alta                           41 (42,3)      56 (57,7)
Voce esta na cadeira do
dentista ja anestesiado.
Enquanto aguarda o dentista
pegar os instrumentos para
iniciar o procedimento, como
se sente?
   Baixa                          49 (39,2)      76 (60,8)
   Alta                           38 (39,2)      59 (60,8)
Somatoria da ansiedade
   Baixa                          22 (32,4)      46 (67,6)
   Alta                           65 (42,2)      89 (57,8)

                                  p-valor *            IC 95%

Ansiedade pre-operatoria

Se voce tivesse que ir ao
dentista amanha como se
sentiria?
   Baixa                            0,224       1,400 (0,813-2,411)
   Alta
Quando se encontra na sala
de espera do ambulatorio,
esperando ser chamado pelo
dentista, como se sente?
   Baixa                            0,950       1,585 (0,922-2,727)
   Alta
Quando voce se encontra na
cadeira do dentista
aguardando que ele inicie os
procedimentos de anestesia
local, como se sente?
   Baixa                            0,408       1,257 (0,731-2,163)
   Alta
Voce esta na cadeira do
dentista ja anestesiado.
Enquanto aguarda o dentista
pegar os instrumentos para
iniciar o procedimento, como
se sente?
   Baixa                            0,997       0,999 (0,580-1,720)
   Alta
Somatoria da ansiedade
   Baixa                            0,166       1,527 (0,838-2,783)
   Alta

* Teste Qui-Quadrado de Pearson.

Tabela 4. Distribuicao da relacao entre ansiedade versus impacto na
qualidade de qualidade de vida por dominio do OHIP-14.

                              Presenca de       Ausencia de
                            Ansiedade n(%)    Ansiedade n(%)

Qualidade de vida

Dominio 1
Limitacao funcional
   Sem impacto                141 (68,8)         64 (31,2)
   Com impacto                 28 (80,0)         7 (20,0)

Dominio 2
Dor fisica
   Sem impacto                 52 (65,0)         28 (35,0)
   Com impacto                117 (73,1)         43 (26,9)

Dominio 3
Desconforto psicologico
   Sem impacto                 62 (61,4)         39 (38,6)
   Com impacto                107 (77,0)         32 (23,0)

Dominio 4
Incapacidade fisica
   Sem impacto                 85 (63,9)         48 (36,1)
   Com impacto                 83 (78,3)         23 (21,7)

Dominio 5
Incapacidade psicologica
   Sem impacto                 94 (64,4)         52 (35,6)
   Com impacto                 75 (79,8)         19 (20,2)

Dominio 6
Incapacidade social
   Sem impacto                115 (67,3)         56 (32,7)
   Com impacto                 54 (78,3)         15 (21,7)

Dominio 7
Desvantagem social
   Sem impacto                123 (66,8)         61 (33,2)
   Com impacto                 46 (82,1)         10 (17,9)

                            p *-valor           IC 95%

Qualidade de vida

Dominio 1
Limitacao funcional
   Sem impacto                0,179      1,816 (0,754-4,374)
   Com impacto

Dominio 2
Dor fisica
   Sem impacto                0,194      1,465 (0,823-2,610)
   Com impacto

Dominio 3
Desconforto psicologico
   Sem impacto                0,009      2,103 (1,198-3,691)
   Com impacto

Dominio 4
Incapacidade fisica
   Sem impacto                0,016      2,038 (1,139-3,646)
   Com impacto

Dominio 5
Incapacidade psicologica
   Sem impacto                0,011      2, 184 (1,190-4,006)
   Com impacto

Dominio 6
Incapacidade social
   Sem impacto                0,091      1,753 (0,910-3,375)
   Com impacto

Dominio 7
Desvantagem social
   Sem impacto                0,028      2,281 (1,078-4,827)
   Com impacto

* Teste Qui-Quadrado de Pearson.
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Author:Queiroz, Mariane Flauzino; Verli, Flaviana Dornela; Marinho, Sandra Aparecida; Paiva, Paula Cristina
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Date:Apr 1, 2019
Words:6039
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