Printer Friendly

PROPRIEDADE PROTEICA E CALORICA DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES A BASE DE WHEY PROTEIN.

INTRODUCAO

Na atualidade e consideravel o aumento com os cuidados aplicados ao corpo e a saude. O uso de suplementos nutricionais tem se destacado como forma de alimentacao e de alcancar metas individuais. Dentre os suplementos vendidos, os mais consumidos e conhecidos sao aqueles que contem proteinas concentradas do soro do leite (Whey protein) (Morais, 2008).

A proteina do soro do leite e a porcao aquosa do leite, muito comum em processos de fabricacao de queijo. Ela possui baixo peso molecular e alto valor biologico, por conter todos os aminoacidos necessarios para a sintese proteica, sendo muito aproveitada pelo corpo, principalmente para formacao de massa muscular (Bacurau, 2007; Haraguchi e colaboradores, 2006).

Encontrada em todos os tipos de leite, a proteina do leite contem cerca de 80% de caseina e 20% de proteinas do soro, percentual que pode variar em funcao da raca do gado, da racao fornecida e do pais de origem (Salzano Junior, 2003).

O concentrado proteico do soro do leite possui em 100 gramas um total de 414 kcal, 7 g de gordura, 8 g de carboidratos e 80 g de proteina, cujos aminoacidos contem caracteristicas importantes do ponto de vista nutricional (Salzano Junior, 2003).

Alem de ser fonte de aminoacidos essenciais, a proteina do soro de leite apresenta importantes micronutrientes, como o ferro (2,1 mg), sodio (170 mg) e calcio (200 mg) (Salzano Junior, 2003).

De acordo com Terada e colaboradores (2009), individuos fisicamente ativos necessitam de uma maior ingestao de proteinas. Pessoas que realizam treinos de resistencia de media intensidade necessitam de 1,1 g de proteina por quilograma de peso corporal ao dia, enquanto que atletas envolvidos em atividades de forca requerem de 1,6 - 1,7 g.[kg.sup.-1].

A proteina do soro de leite e considerada de alto valor biologico (Antunes, 2003), e apresenta alta digestibilidade, que indica o quanto das proteinas e hidrolisada pelas enzimas digestivas e quanto e potencialmente absorvido pelo organismo (Berno e colaboradores, 2007).

Das proteinas desenvolvidas em laboratorio (whey protein), as quais sao encontradas na maioria dos suplementos, sao conhecidos cinco tipos: a Whey protein concentrada (30 a 90% de proteinas); a Whey protein Isolada microfiltrada (ate 90% de proteinas); a Whey protein Isolada por troca ionica (95% de proteinas); a Whey protein hidrolisada (92% de proteina) e a Whey protein Ultrafiltrada (96% de proteina).

A proteina do soro do leite pode apresentar alguns efeitos colaterais quando consumida em excesso dentre eles o ganho de gordura, alergias, estresse de rins e figado, osteoporose, reducao dos niveis de acucar no sangue entre outros (Bacurau, 2007).

No Brasil ainda nao ha legislacao especifica para o Whey protein. Atualmente esta em vigor a RDC n.o 18/2010 da ANVISA (Brasil, 2010).

Esta resolucao aborda a classificacao, designacao e requisitos de composicao e de rotulagem referente aos alimentos consumidos por atletas. No Art. 8 estao descritos no inciso I e II, respectivamente que o suplemento deve conter no minimo 10 g de proteina por porcao e que 50% do valor energetico total advenha das proteinas. O paragrafo 1[degrees] descreve que o produto deve apresentar PDCAAS (Protein Digestibility Correted Amino Acids Score) superior a 0,9.

Existe, no Brasil, legislacao especifica para rotulagem de alimentos a (RDC 360 de 23/12/2003) (Brasil, 2003) a qual determina que e permitida uma tolerancia adicional de 20% aos valores de nutrientes declarados nos rotulos, o que pode indicar uma grande variacao de diversos nutrientes dentro da mesma classe de produtos.

Considerando o exposto acima, o objetivo do presente estudo foi avaliar as propriedades nutricionais e o valor calorico de diferentes suplementos alimentares a base de Whey Protein consumidos por atletas e praticantes de atividades fisicas.

MATERIAIS E METODOS

Cinco diferentes marcas de suplementos alimenticios foram adquiridas em comercios especializados na venda de suplementos alimentares.

Para aquisicao das amostras foi levado em consideracao os produtos mais consumidos pelos atletas e praticantes de atividade fisica.

Optou-se por adquirir os suplementos sabor chocolate para reduzir interferentes que estivessem relacionados ao sabor e a cor dos produtos.

As amostras foram transportadas para o complexo de laboratorios da Universidade Tecnologica Federal do Parana - Campus Francisco Beltrao em caixas termicas e acondicionadas a temperatura ambiente e protegidas de luz e a fim de preservar a identidade de cada suplemento avaliado. As amostras foram, entao, codificadas, utilizando para isso letras do alfabeto em maiusculo: A, B, C, D e E.

Para a realizacao das analises fisico-quimicas, os suplementos foram avaliados mediante aplicacao de metodologias analiticas de origem nacional. Foram determinados os teores de umidade (Estufa, 105 [degrees]C), cinzas (Mufla 550 [degrees]C), proteinas (metodo de Kjeldahl) e lipidios (Soxhlet, com eter de petroleo) de acordo com metodologia preconizada pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL, 2008).

O percentual de carboidratos foi determinado por diferenca de acordo com a Resolucao RDC n. 360 (Brasil, 2003).

O valor energetico foi obtido atraves da somatoria dos teores de carboidratos e proteinas multiplicados por 4 e de lipidios multiplicado por 9, de acordo com os coeficientes de Atwater (Tagle, 1981).

Para determinacao da atividade de agua (Aw) foi utilizado o aparelho Aqualab Lite AL 1437 Decagon[R] e para a determinacao da cor, foi utilizado o metodo instrumental com o Colorimetro Minolta CR-300 (fonte de luz D 65) pelo sistema CIELAB, onde foram realizadas as leituras. Foram avaliados os valores de L* que indica a luminosidade do branco (100) ao preto (0), a* que indica o eixo da cromaticidade do verde (-) ao vermelho (+) e o eixo b* que indica a cromaticidade do azul (-) ao amarelo (+).

Os resultados foram compilados em planilhas do Excel e aos valores foram aplicados testes estatisticos de Analise de Variancia ANOVA e teste de Tukey, atraves do software Statistic versao 7.0. (STATSOFT, 2004)

RESULTADOS

Os valores apresentados representam a media dos resultados em triplicata acompanhados do desvio padrao. Letras diferentes na mesma coluna representam diferenca estatistica (p<0,05) entre as medias pelo teste de Tukey a 95% de confianca.

DISCUSSAO

A determinacao da composicao quimica de um alimento e considerada uma importante informacao, uma vez que apresenta efeitos distintos no organismo humano (Kaminski, e colaboradores, 2006).

A avaliacao da composicao proximal mostrou que dentre os parametros avaliados, o percentual de proteinas foi o majoritario (Tabela 1).

Nos percentuais de proteinas os valores variaram de 61,65% (Amostra E) a 70,48% (Amostra A), sendo que as amostras D e E nao apresentaram diferenca estatistica (p>0,05) entre seus valores.

Quando se compara os valores obtidos experimentalmente com o valor apresentados no rotulo das embalagens, observou-se que a amostra A foi a que mais apresentou similaridade entre o valor medio experimental (70,48%) e o designado na embalagem (77,6%).

No entanto, esse suplemento nao era apenas proteina do soro do leite e sim um blend (mistura de varias proteinas), entre elas proteinas do trigo, soja, colageno hidrolisado e proteina do ovo.

A amostra A por se tratar de um blend, pode nao apresentar todos os beneficios quando comparada a proteina do soro de leite, uma vez que pode nao conter todos os aminoacidos essenciais, comprometendo as funcoes biologicas das proteinas (protecao ao sistema cardiovascular e atividade antimicrobiana e antiviral, entre outras) (Haraguchi e colaboradores, 2006) presentes no soro do leite, causando prejuizos a saude humana.

Valores de proteinas superiores foram encontrados por Parreiras e colaboradores (2014) ao avaliar duas diferentes marcas de suplementos alimentares, sendo uma nacional e outra internacional, cujo valores encontrados foram de 77,69% e 85,16% respectivamente.

Oliveira e colaboradores (2015), no entanto, obteve valores que apresentaram ampla variacao (18,8% a 67,42%) em cinco amostras de Whey Protein concentrada.

Informacoes fornecidas pela American Dietetic Association, Dietitians of Canada (ADADC, 2007), informa que a proteina e um dos suplementos alimentares mais populares dentre atletas e praticantes de atividades fisicas, pois as mesmas apresentam como funcoes aumentar o balanco nitrogenado diario, aumentar a ressintese de ATP depois da atividade fisica e evitar a anemia esportiva, alem de melhorar a recuperacao tecidual e a resposta imunitaria do organismo.

Por ser considerado um alimento seco (pulverizado) os percentuais de umidades das amostras de suplementos alimentares avaliados foram relativamente baixos, com o minimo de 5,91% (Amostra A) e 7,31% (Amostra B) apresentando diferenca estatistica significativa (p<0,05) para as medias das amostras A, B e C.

Alimentos com baixo teor de umidade possuem menor atividade de agua (Aw) e sao menos propensos a decomposicao.

Dentre as tecnologias utilizadas para o processamento do soro de leite, a separacao por membranas apresenta grande potencial que resulta em produtos com caracteristicas tecnologicas adequadas, mantendo a concentracao dos constituintes biologicos alem de conferir maior estabilidade fisico-quimica e facilidade no transporte e armazenamento (Alves e colaboradores, 2014).

Valores de umidade inferiores aos encontrados neste estudo foram observados por Oliveira e colaboradores (2015) em cinco diferentes amostras de suplemento de proteinas do soro do leite bovino (Whey Protein) cujo valores encontrados variaram de 3,99% a 6,70%.

A capacidade de incorporacao de umidade em alimentos em po, como e o caso dos suplementos alimentares, e chamado de higroscopicidade, o qual esta diretamente ligada a sua estabilidade fisica, quimica e microbiologica (Oliveira e colaboradores, 2012), neste sentido, quanto menor o grau higroscopico, menor sera o teor de umidade e consequentemente maior a estabilidade do alimento.

O teor de cinzas e uma medida de qualidade em um alimento e implica no seu valor nutricional, uma vez que representa a quantidade de minerais totais presentes no alimento, mas tambem pode indicar adulteracoes com a possivel adicao de compostos inorganicos (Zambiazi, 2010).

O conteudo de cinzas encontrado demonstra que os suplementos avaliados apresentam consideraveis niveis de minerais totais, cujos valores encontrados variaram de 2,29% (Amostra D) a 3,75% (Amostra B), nao diferindo significativamente (p>0,05) as amostras A e B. Os principais minerais encontrados nesse tipo de alimento sao: Calcio, Fosforo, Potassio e Magnesio e em menores quantidades Ferro e Zinco (Etzel, 2004).

Segundo Torres (2000), para produtos de origem lactea espera-se que os valores de cinzas estejam entre 0,7 a 6,0%, estando, os suplementos avaliados a base de whey protein dentro deste intervalo.

Considerados valores de cinzas (minerais) em alimentos sao esperados, pois, de acordo com Lopes e colaboradores, (2002), estes representam um importante parametro para a nutricao humana, pois exercem importantes funcoes em varios processos metabolicos, dentre as quais coagulacao do sangue, secrecao de hormonios e neurotransmissor, promove o crescimento e contracao muscular, entre outros (Valente, 2015).

Valores de cinzas semelhantes foram encontrados por Oliveira e colaboradores (2015) em amostras de suplementos alimentares a base de whey protein, cujos valores variaram de 2,79% a 4,94%.

O teor lipidico dos alimentos atua como transportador de nutrientes e vitaminas lipossoluveis (A, D, E, K) (Pinheiro e colaboradores, 2005), desta forma torna-se importante a presenca deste nutriente em quantidade suficiente para desenvolver suas funcoes fisiologicas. No presente estudo, os percentuais lipidicos variaram de 1,15% (Amostra B) a 5,65% (Amostra E) nao diferindo estatisticamente (p>0,05) as amostras A, C, D e E. Quando se compara os valores obtidos experimentalmente com os valores apresentados no rotulo das embalagens, apenas a amostra D ultrapassou em 7,6% o valor informado pelo fabricante, todas as demais amostras apresentaram valores de lipideos inferiores aos expressados nos seus respectivos rotulos.

O conteudo de lipideos encontrados por Oliveira e colaboradores (2015) em cinco diferentes amostras de suplementos de proteinas do soro do leite foram de 2,81%, 0,88%, 0%, 0,75% e 0,00% para as amostras A, B, C, D e E, respectivamente, sendo inferiores aos encontrados no presentes estudo.

Os valores de atividade de agua variaram de 0,529 (Amostra A) a 0,592 (Amostra D) indicando um alimento relativamente seco e estavel quanto ao desenvolvimento microbiologico. A Aw e considerada um fator intrinseco importante na conservacao dos alimentos, pois fornece informacoes importantes sobre o crescimento microbiano, migracao de agua, estabilidade quimica e bioquimica, propriedades fisicas e vida util (Melo Filho e Vasconcelos, 2011).

De acordo com os mesmos autores, alimentos com atividade de agua menor que 0,6 reduz e ate paralisa o crescimento dos micro-organismos, estando, desta forma todas as amostras avaliadas estaveis quanto a crescimento de micro-organismos.

O valor energetico das amostras avaliadas foi determinado mediante calculos matematicos considerando a soma dos percentuais de carboidratos e proteinas multiplicados por quatro (4) e o percentual de lipideos multiplicados por nove (9).

A Tabela 2 apresenta os principais nutrientes e valor calorico das amostras dos suplementos A, B, C, D e E disponibilizados nos rotulos e obtidos experimentalmente.

De acordo com dados coletados nas tabelas nutricionais descritas nas embalagens dos suplementos alimentares a base de Whey protein, a amostra B e a que possui maior teor de proteinas (83,33 g.100[g.sup.-1]). A amostra E possui maior conteudo de carboidratos (18,00 g.100[g.sup.-1]) e lipideos (8,33 g.100[g.sup.-1]) foi dentre todas as amostras, que por consequencia apresentou tambem o maior valor calorico (446 Kcal.100[g.sup.-1]).

Dentre as amostras avaliadas experimentalmente, a amostra D apresentou maior quantidade de carboidratos e valor calorico 393 Kcal.100[g.sup.-1], enquanto que a amostra E apresentou maior conteudo lipidico e a amostra A, quantidade de proteinas.

Observam-se diferencas entre os valores obtidos nos rotulos e os valores obtidos experimentalmente, os quais sao apresentados na Tabela 3.

Quando se compara os valores obtidos atraves da analise dos rotulos com os valores experimentais, observa-se que a amostra A foi a unica que apresentou maior valor calorico positivo, isso indica que o valor energetico experimental foi superior ao indicado no rotulo do produto.

Com relacao aos percentuais de proteinas, todos os valores experimentais foram inferiores aos indicados nos rotulos com reducao que variou de 10,10% (Amostra A) a 26,82% (amostra D). Para carboidratos todos os valores experimentais foram superiores aos indicados nos rotulos dos produtos com variacoes de 24,50% (Amostra E) a 234,71% (Amostra B).

Nos valores dos percentuais de lipideos os dados experimentais das amostras A e D foram superiores quando comparados aos indicados nos rotulos, enquanto que as amostras B, C e E os dados experimentais mostraram-se inferiores aos valores indicados nos rotulos cujos valores foram respectivamente 334,78%, 27,59% e 47,43%.

O valor biologico das proteinas depende da digestibilidade, do balanco entre aminoacidos essenciais e da relacao entre aminoacidos essenciais e os nao essenciais (Schaafsma, 2000; WHO, 2003).

O perfil de aminoacidos dado em gramas do aminoacido apresentado por 100 g de suplemento apresentado por cada fabricante e o somatorio de aminoacidos essenciais e nao essenciais, assim como a relacao entre estes, estao apresentados na Tabela 4.

Das amostras de suplementos a base de Whey Protein avaliados, a que apresentou maior conteudo de aminoacidos essenciais em grama de aminoacidos por 100 gramas do suplemento foi a amostra B (46,41 g.100[g.sup.-1]) enquanto que a que apresentou o menor conteudo foi a amostra C (33,11 g.100[g.sup.-1]). Dos aminoacidos nao essenciais o maior conteudo foi constatado na amostra A (61,60 g.100[g.sup.-1]) enquanto que o menor foi para a amostra C (35,52 g.100[g.sup.-1]). A razao entre aminoacidos essenciais e nao essenciais (AAE/AANE) apresentou maior valor para a amostra B (1,29) enquanto que o menor valor foi para a amostra A (0,62).

Em um suplemento proteico uma razao maior entre os valores de aminoacidos essenciais e nao essenciais corrobora para o valor biologico das proteinas contidas nele. Neste sentido, ha uma forte indicacao da utilizacao de proteinas de alto valor biologico na producao dos suplementos avaliados.

De acordo com Tirapegui e Rogero (2007) a necessidade de ingestao de proteinas e de aminoacidos depende das condicoes fisiologicas de cada individuo. Aqueles individuos que praticam atividades fisicas necessitam de uma maior ingestao proteica as quais sao dependentes da intensidade da atividade fisica, da duracao, do tipo de exercicio, do genero, idade, tempo e treinamento.

As analises de perfil de aminoacidos e de PDCAAS, (Escore corrigido da digestibilidade proteica dos aminoacidos), sao utilizadas para determinar o valor biologico das proteinas. Esse indice e usado para determinar a qualidade proteica, do produto. Ele reflete a eficiencia da proteina na disponibilidade metabolica de aminoacidos ao organismo humano (Pires e colaboradores, 2006).

A Tabela 5 apresenta os valores de PDCAAS para as amostras de suplementos proteicos avaliados.

O teor de aminoacidos de uma proteina e determinado por analise quimica e e comparado com um padrao de aminoacidos de referencia, obtendo-se o escore quimico de aminoacidos (EQ). Este valor reflete o conteudo de aminoacidos presentes em uma fonte proteica e o compara com uma proteina de referencia para diversas faixas etarias (FAO/OMS, 1985).

O valor de comparacao e corrigido pela digestibilidade proteica, tendo-se assim o escore quimico de aminoacidos corrigido pela digestibilidade proteica, (PDCAAS), (Schaafsma, 1994).

A qualidade de uma proteina pode ser avaliada pelo escore quimico, o qual e baseado no aminoacido essencial limitante, onde valores superiores a 1,0 tanto para EQ como para PDCAAS, indicam que a proteina e de boa qualidade, e que contem os aminoacidos essenciais que suprem as necessidades da dieta humana (Pires e colaboradores, 2006).

Um dos mais importantes determinantes da qualidade proteica na dieta e a digestibilidade, que e a medida da porcentagem das proteinas que sao hidrolisadas pelas enzimas do sistema digestivo e absorvidas pelo organismo na forma de aminoacidos (Mendes e colaboradores 2009).

No presente estudo nenhuma das amostras apresentou aminoacidos essenciais limitantes quando comparadas com o padrao FAO/OMS. O menor valor encontrado foi de 0,77 para Histidina na amostra C e o maior foi de 10,91 de triptofano na amostra E. Considerando a RDC 18/2010 da ANVISA que estabelece o valor minimo de PDCAAS igual a 0,9 pode-se inferir que a unica amostra que se apresenta em desacordo com a referida resolucao e a amostra C para o aminoacido Histidina (0,77).

A cor e um atributo importante para a industria de alimentos e, trata-se de um importante parametro empregado no controle de qualidade (Torrezan e colaboradores, 2000). A Tabela 6 apresenta os resultados das cores das amostras analisadas pelo sistema CIELAB.

Apesar de todas as amostras serem de sabor chocolate, verificou-se que a amostra E obteve o maior valor de luminosidade (L*) (79,60) sendo a amostra mais clara e com menor coloracao caracteristica de chocolate, uma vez que o valor encontrado mais se aproxima de 100 (branco) do que do zero (preto). Em contrapartida, a amostra A obteve o menor valor de L* (66,32) caracterizando uma amostra de coloracao mais escura, apresentando tonalidade caracteristica do chocolate.

Para os valores de a* as amostras apresentaram valores positivos com variacoes de 3,06 (amostras A e C) a 6,47 (amostra B) indicando uma tendencia da coloracao vermelha e os valores de b* tambem positivos, apresentaram variacoes de 11,36 (amostra B) a 15,89 (amostra C) contribuindo para uma coloracao amarelada.

A cor e uma das caracteristicas sensoriais mais importantes para a aceitabilidade do consumidor (Dutcosky, 2007), contudo em suplementos alimentares ela nao e tao relevante, pois este tipo de alimento e vendido apenas em embalagens fechadas, nao possibilitando ao consumidor uma visualizacao antes da compra.

As diferencas observadas nos valores de L*, a * e b* se dao devido as diferencas de processo tecnologico. Ha algumas variantes que influenciam na cor do suplemento alimentar como: metodo de obtencao da materia-prima; adicao de corantes ou substancias incorporadas a formula do suplemento.

CONCLUSAO

Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que, da composicao proximal, o percentual de proteinas encontrado em todas as amostras em laboratorio, foram inferiores aos valores indicado nos rotulos dos produtos. Por outro lado, o percentual de carboidratos avaliados por diferenca, foram superiores aos informados nos rotulos. As amostras A e D, tambem revelaram maiores percentuais de lipideos e como consequencia, a amostra A apresentou tambem maior valor calorico calculado.

Quanto a coloracao, as amostras apresentaram variacoes para luminosidade (L*) e tambem para as coordenadas a* e b*.

Quanto aos valores de escore corrigido da digestibilidade proteica dos aminoacidos (PDCAAS), a amostra C nao apresentou valor adequado para Histidina, indicando a ineficiencia deste aminoacido ao organismo humano.

REFERENCIAS

1 Alves, M.P.; e colaboradores. Soro de leite: tecnologias para o processamento de coprodutos. Rev. Inst. Laticinios Candido Tostes. Vol. 69. Num. 3. p.212-226. 2014.

2 American Dietetic Association and Dietitians of Canada: dietary fatty acids, Journal of the American Dietetic Association. 2007. disponivel em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17936958>. Acesso em: 07/05/2015.

3 Antunes, A.J. Funcionalidade de proteinas de soro de leite bovino. Manole. 2003. 55p.

4 Bacurau, R.F. Nutricao e suplementacao desportiva, [6.sup.a] edicao. Sao Paulo. Phorte. 2009. 290p.

5 Berno, L. I.; Spoto, M. H. F.; Canniatti-Brazaca, S. G. Avaliacao quimica e aceitabilidade de pao enriquecido com proteina concentrada do soro de leite bovino (whey protein). Alim. Nutr., v.18, n. 1, p. 41-49, 2007.

6 Brasil, Ministerio da Saude. Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria. Resolucao da Diretoria Colegiada (RDC) no 18, de 27 de abril de 2010. Classificacao de suplemento energetico para atletas, suplemento proteico para atletas e suplemento de creatina para atletas. Diario Oficial da Uniao. Brasilia-DF. 26 dez. 2010.

7 Brasil. Resolucao RDC no. 360, de 23 de dezembro de 2003. Regulamento Tecnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados. Diario Oficial da Uniao. Brasili-DF. 26 dez. 2003.

8 Dutcosky, S.D. Analise Sensorial de Alimentos. Editora Champagnat. 2007. 239 p.

9 Etzel, M. R. Manufacture and use of dairy protein fractions. J Nutr. Vol. 134. Num. 4. p. 996s-1002s. 2004.

10 FAO/WHO/UNU - Food and Agriculture Organization/World Health Organization. Informe de una reunion consultiva conjunta de expertos. Necessidades de energia y de proteinas. Ginebra. 1985. 220 p.

11 Haraguchi, F. K.; De Abreu, W. C.; De Paula, H. Proteinas do soro do leite: composicao, propriedades nutricionais, aplicacoes no esporte e beneficios para a saude humana. Rev Nutr. Vol. 19. Num. 4. p. 479-488. 2006.

12 Instituto Adolfo Lutz. Normas analiticas do Instituto Adolfo Lutz. 4 ed. Sao Paulo: Instituto Adolfo Lutz. 2008. 1020 p.

13 Kaminski, T.A.; Silva, L.P.; Bagetti, M. Composicao centesimal e mineral de diferentes formulacoes de multimisturas provenientes da regiao central do Rio Grande do Sul. Rev. Inst. Adolfo Lutz. Vol. 65. Num. 3. p.186-193. 2006.

14 Lopes, M. F.G.; e colaboradores. Estudo mineral de plantas medicinais. Rev. Bras. Farmacognosia. Vol. 12. p.115-116. 2002.

15 Melo Filho, A.B.; Vasconcelos, M.A.S. Quimica de alimentos. Recife-UFRPE. 201. 78p.

16 Mendes, F. Q.; e colaboradores. Qualidade proteica de diversos alimentos, incluindo diferentes variedades de soja. Alim. Nutr. Vol. 20. Num. 1. p.77-86. 2009.

17 Morais, R; Medeiros, R. R.; Liberali, R. Eficacia da suplementacao de proteinas no treinamento de forca. RBNE-Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 2. Num. 10. p.265-276. 2008. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/71/70>

18 Oliveira, D. M.; Clemente, E.; Costa, J. M. C. Hygroscopic behavior and degree of caking of grugru palm (Acrocomia aculeata) powder. JFST. Vol. 1. p.1-7. 2012.

19 Oliveira, L. C. B. P.; Laruccia, G. S.; Melo, K. C. A.; Diniz, I. G.; Araujo, L. B. A. Analise centesimal e comparativa de suplementos de proteinas do soro do leito bovino: whey protein. RBNE-Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 9. Num. 51. p.223-231. 2015. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/487/473>

20 Parreiras, L.S.; e colaboradores. Analise centesimal e sensorial de diferentes marcas de whey protein comercializadas no Brasil. e-Sientia. Vol. 7. Num. 2. p.1-9. 2014.

21 Pinheiro, D.M.; e colaboradores. A Quimica dos Alimentos: carboidratos, lipideos, proteinas, vitaminas e minerais. Maceio. EDUFAL. 2005. 52p.

22 Pires, C.V.; e colaboradores. Qualidade nutricional e escore quimico de aminoacidos de diferentes fontes proteicas. Cienc. Tecnol. Aliment. Vol. 26. Num. 1. p. 179-187. 2006.

23 Salzano, J.R. Nutritional supplements: pratical applications in sports, human performance and life extension, Symposium series 007. p. 75-202. 2003.

24 Schaafsma, G. Criteria and Significance of Dietary Protein Sources in Humans - The Protein Digestibility-Corrected Amino Acid Score. Am Soc Nutrition. Vol. 130. Num. 7. p. 1865S-1869. 2000.

25 Schaafsma, G. Nutritional Appreciation of Proteins. Report V94.135, TNO. Nutrition and Food Research Institute. Zeist. The Netherlands. 1994.

26 Statsoft, Inc.: Statistica: data analysis software system. Version 7.0. 2004.

27 Tagle, M. A. Nutricao. Sao Paulo. Editora Artes Medicas. 1981. 233 p.

28 Terada, L. C.; Godoi, M. R.; Silva, T. C. V.; Monteiro, T. L. Efeitos metabolicos da suplementacao do Whey Protein em praticantes de exercicios com pesos. RBNE-Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 3. Num. 16. 2012. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/127/125>

29 Tirapegui, J.; Rogero, M.M. Fisiologia da nutricao humana. Aspectos basicos, aplicados e funcionais. Capitulo VI - Metabolismo de Proteinas. [2.sup.a] edicao. Atheneu. 2007. 565p.

30 Torres, R.S. Composicao centesimal e valor calorico de alimentos de origem animal. Cienc. Tecnol. Aliment. Vol. 20. Num. 2. p.145-150. 2000.

31 Torrezan, R; e colaboradores. Efeito da adicao de ingredientes na cor de polpa de goiaba. Boletim do CEPPA. Vol. 18. Num. 2. p. 209-220. 2000.

32 Valente, J.A.S. Bebida a base de permeado adicionado de extrato antocianico da casca da jabuticaba (Myrciaria jaboticabaVell. Berg): elaboracao e caracterizacao. Dissertacao de Mestrado e Ciencia e Tecnologia de Alimentos. Universidade Federal de Vicosa. Vicosa. 2015.

33 World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases: report of a joint WHO / FAO expert consulation. Serie 916. 2003.

34 Zambiazi, R.C. Analise Fisico Quimica de Alimentos. Pelotas: Editora Universitaria/UFPEL. 2010. 202p.

35 Departamento de Quimica e Biologia, Universidade Tecnologica Federal do Parana (UFTPR), Francisco Beltrao-PR, Brasil.

Ronaldo Follmann Santos (1) Fabiane Pecinin de Castro Cislaghi (2) Ivane Benedetti Tonial (3)

(1) Universidade Tecnologica Federal do Parana (UFTPR), Francisco Beltrao-PR, Brasil.

(2) Departamento de Engenharia de Alimentos, Universidade Tecnologica Federal do Parana (UFTPR), Francisco Beltrao-PR, Brasil.

E-mail dos autores:

ronaldosantos@utfpr.edu.br

fabiane@utfpr.edu.br

ivane@utfpr.edu.br

Endereco para correspondencia:

Ivane Benedetti Tonial

Universidade Tecnologica Federal do Parana, Campus Francisco Beltrao.

Linha Santa Barbara, s/n.

CEP: 85601-970.

Fone: (46) 3520-2600.

Recebido para publicacao em 04/10/2017

Aceito em 03/01/2018
Tabela 1 - Composicao proximal dos suplementos alimentares a base de
Whey protein submetidos a avaliacao.

Amostra       Umidade (%)            Cinzas (%)

   A       5,91 [+ or -] 0,09c       3,70 [+ or -] 0,01a
   B       7,31 [+ or -] 0,11 (a)    3,75 [+ or -] 0,02a
   C       6,57 [+ or -] 0,21b       2,77 [+ or -] 0,08c
   D       6,07 [+ or -] 0,14bc      2,29 [+ or -] 0,01d
   E       6,89 [+ or -] 0,43ab      3,40 [+ or -] 0,06b
p-valor  < 0,0001                  < 0,0001

Amostra      Proteinas (%)          Lipideos (%)

   A      70,48 [+ or -] 1,24a      3,92 [+ or -] 1,24a
   B      69,95 [+ or -] 0,60ab     1,15 [+ or -] 0,60b
   C      65,77 [+ or -] 2,57abc    4,82 [+ or -] 2,57a
   D      63,08 [+ or -] 2,13c      5,38 [+ or -] 2,13a
   E      61,65 [+ or -] 1,06c      5,65 [+ or -] 1,06a
p-valor  < 0,0001                 < 0,0001

Amostra           Aw (%)

   A       0,529 [+ or -] 0,03c
   B       0,575 [+ or -] 0,01b
   C       0,583 [+ or -] 0,003ab
   D       0,592 [+ or -] 0,001 (a)
   E       0,572 [+ or -] 0,006b
p-valor  < 0,0001

Tabela 2 - Valores de proteinas, carboidratos, lipideos e valor
calorico dos suplementos a base de Whey protein.

           V. C.        Proteinas        Carboidratos
Amostra  Kcal/100g  (g.100[g.sup.-1])  (g.100[g.sup.-1])

             Valores disponibilizados nos rotulos
   A        360           77,60               4,80
   B        400           83,33               5,33
   C        400           80,00               6,15
   D        400           80,00              10,00
   E        446           74,66              18,00
               Valores obtidos experimentalmente
   A        381           70,48              15,99
   B        361           69,95              17,84
   C        386           65,77              20,07
   D        393           63,08              23,18
   E        387           61,65              22,41

             Lipideos
Amostra  (g.100[g.sup.-1])

         Valores disponibilizados nos rotulos
   A           3,20
   B           5,00
   C           6,15
   D           5,00
   E           8,33
         Valores obtidos experimentalmente
   A           3,92
   B           1,15
   C           4,82
   D           5,38
   E           5,65

Legenda: V.C.: Valor calorico. Os valores obtidos experimentalmente
foram obtidos pela soma das medias dos teores de carboidratos e
proteinas multiplicados por quatro (4) e o teor de lipideos
multiplicado por nove (9).

Tabela 3 - Percentuais das diferencas entre os valores indicados nos
rotulos e experimentais dos suplementos alimentares a base de Whey
protein.

Amostra  Valor Calorico (%)  Proteina (%)  Carboidratos (%)

   A                 + 5,83       - 10,10          + 233,13
   B                - 10,80       - 19,13          + 234,71
   C                 - 3,63       - 21,63          + 226,34
   D                 - 1,78       - 26,82          + 131,80
   E                - 15,25       - 21,10           + 24,50

Amostra  Lipideos (%)

   A          + 22,50
   B         - 334,78
   C          - 27,59
   D            +7,60
   E          - 47,43

Legenda: Valor negativo (-) indica que o valor experimental e menor que
o valor encontrado no rotulo e o valor positivo (+) indica que o valor
experimental e maior que o valor do rotulo.

Tabela 4 - Composicao em aminoacidos das amostras (g.100[g.sup.-1]) de
cada amostra de suplemento a base de Whey Protein.

AAE (g.100[g.sup.-1])                  Amostras
                          A      B       C      D       E

Treonina                  3,3    4,999   4,95   4,63    7,333
Valina (*)                4,6    5,761   3,63   4,496   1,333
Isoleucina (*)            4,3    6,233   4,46   4,593   1,999
Leucina (*)               7,2   10,166   7,05   7,716   3,333
Fenilalanina              4,8    2,666   1,97   2,636   2,666
Histidina                 2,2    1,83    0,99   1,53    1,333
Lisina                    4,1    8,233   6,24   7,133   4,333
Arginina                  5,5    2,433   1,48   2,766  10,333
Metionina                 1,4    2,03    1,53   1,923   0,666
Triptofano                1,0    2,06    0,81   1,28    0,666
[SIGMA]AAE               38,40  46,41   33,11  38,70   33,99
Acido aspartico           7,3    5,533   7,58   8,186   2,999
Serina                    5,1    5,233   3,24   4,44    3,666
Acido Glutamico          27,7    9,666  11,31  14,513  20,333
Glicina                   3,7    1,766   1,37   1,476   1,999
Alanina                   3,4    4,933   3,70   3,59    4,999
Tirosina                  3,5    1,433   1,84   2,33    1,333
Prolina                   9,1    4,999   4,50   6,296   0,666
Cistina                   1,8    2,29    1,98   1,76    4,33
Ornitina                    -       -      -       -    0,333
[SIGMA]AANE             61,60   35,85  35,52   42,59   40,66
Razao entre aminoacidos essenciais e aminoacidos nao essenciais
[SIGMA]AAE/[SIGMA]AANE   0,62    1,29   0,93    0,91    0,84

Legenda: (*) Aminoacidos de cadeira ramificada (BCAA. AAE: Aminoacido
Essencial; AANE: Aminoacido nao Essencial; Fonte: Composicao de
aminoacidos - Informacoes do fabricante.

Tabela 5 - Valores de PDCAAS das amostras de suplemento a base de Whey
Protein.

Amostras                Aminoacidos em mg por g de proteina (mg/g)
                     Hist   Ile    Leu     Lys    Met+cys  Phe+tyr

A                    28,35  55,41   92,78  52,84    41,24   106,96
B                    21,96  74,80  122,00  98,80    51,84    49,19
C                    12,38  55,75   88,13  78,00    43,88    61,88
D                    19,13  57,41   96,45  89,16    46,04    57,88
E                    17,85  26,77   44,64  58,04    66,92    98,22
Valor de Referencia  16     13      19     16       17       19

                                 Valores de PDCAAS
                     Hist   Ile    Leu     Lys    Met+cys  Phe+tyr

A                     1,77   4,26    4,88   3,30     2,43     5,63
B                     1,37   5,75    6,42   6,18     3,05     2,59
C                     0,77   4,29    4,64   4,88     2,58     3,26
D                     1,20   4,42    5,08   5,57     2,71     3,05
E                     1,12   2,06    2,35   3,63     3,94     5,17

Amostras             Aminoacidos em mg por g de proteina (mg/g)
                     Thr    Trp    Val

A                    42,53  12,89  59,28
B                    59,99  24,72  69,13
C                    61,88  10,13  45,38
D                    57,88  16,00  56,20
E                    98,22   8,92  17,85
Valor de Referencia   9      5     13

                      Valores de PDCAAS
                     Thr    Trp    Val

A                     4,73   2,58   4,56
B                     6,67   4,94   5,32
C                     6,87   2,02   3,49
D                     6,43   3,20   4,32
E                    10,91   1,78   1,37

Fonte: Valor de Referencia considerado: adultos (FAO, 2003). Legenda:
Hist: histidina; Ile: isoleucina; Leu: leucina; Lys: lisina; Met:
metionina; Tyr: tirosina; Thr: treonina; Trp: triptofano; Val: valina.

Tabela 6 - Valores obtidos na analise de cor para os suplementos
alimentares a base de Whey protein.

Amostras           L (*)                  a (*)

   A       66,32 [+ or -] 4,74d     3,06 [+ or -] 0,20c
   B       73,01 [+ or -] 0,09c     6,47 [+ or -] 0,07a
   C       79,06 [+ or -] 0,14ab    3,06 [+ or -] 0,05c
   D       78,60 [+ or -] 0,21b     3,48 [+ or -] 0,04b
   E       79,60 [+ or -] 0,43 (a)  3,59 [+ or -] 0,01b
p-valor   < 0,0001                  0,013

Amostras          b (*)

   A      13,50 [+ or -] 0,17b
   B      11,36 [+ or -] 0,07d
   C      15,89 [+ or -] 0,04a
   D      12,92 [+ or -] 0,05c
   E      13,24 [+ or -] 0,22bc
p-valor    0,001

Legenda: (*): Luminosidade do branco (100) ao preto (0); a (*):
cromaticidade do verde (-) ao vermelho (+); b (*):cromaticidade do azul
(-) ao amarelo (+). Os valores apresentados representam a media dos
resultados em triplicata acompanhados do desvio padrao. Letras
diferentes na mesma coluna representam diferenca estatistica (p<0,05)
entre as medias pelo teste de Tukey a 95% de confianca.
COPYRIGHT 2018 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2018 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Santos, Ronaldo Follmann; de Castro Cislaghi, Fabiane Pecinin; Tonial, Ivane Benedetti
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:May 1, 2018
Words:6204
Previous Article:INTERVENCAO NUTRICIONAL EM INDIVIDUOS PRATICANTES DE GINASTICA FUNCIONAL NA ORLA DA PRAIA DE GUARUJA.
Next Article:PERFIL NUTRICIONAL DE SURFISTAS AMADORES DE ITAJAI-SC, BRASIL.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters