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PROPOSITION AND VALIDATION OF SCALE FOR PRODUCTION DYNAMIC CAPABILITIES MEASUREMENT/PROPOSICAO E VALIDACAO DE ESCALA PARA MENSURACAO DA CAPACIDADE DINAMICA PRODUTIVA/PROPOSICION Y VALIDACION DE ESCALA PARA MENSURACION DELA CAPACIDAD DINAMICA PRODUCTIVA.

1 INTRODUCAO

As estrategias e as habilidades organizacionais tem ganhado notoriedade pelo seu papel de resposta eminente frente as mudancas de mercado e na busca pela sustentacao de vantagem competitiva a partir das potencialidades que a empresa dispoe frente a seus recursos (NELSON, 1991). A organizacao necessita, atraves de seus recursos e competencias, procurar oportunidades de mercado que visem as suas capacidades essenciais para atingir o desempenho desejado (ANDRADE; NORILER, 2006).

Entende-se por capacidades dinamicas a capacidade da organizacao em criar, reinventar e adaptar-se, a partir do conjunto de seus recursos, frente as mudancas ambientais (TEECE; PISANO; SHUEN, 1997). Atraves do desenvolvimento de seus recursos e de suas competencias, a empresa antecipa-se ao dinamismo ambiental, e isso resulta em vantagem competitiva de mercado (MAKADOK, 2001). Assim, por capacidades dinamicas entende-se a utilizacao estrategica das expertises dos recursos internos como forma de promover inteligencia nas tomadas de decisoes com vistas a competitividade e superioridade da organizacao frente aos players do mercado. Todavia, as capacidades dinamicas devem ser interpretadas/utilizadas nao de maneira generica, mas de forma singular, considerando as peculiaridades estrategicas dos recursos internos e o cenario ambiental vivenciado.

Assim, com base na teoria sobre capacidade dinamica, surge a capacidade dinamica produtiva, descrita pelo conjunto de capacidades que uma organizacao possui a partir de sua cadeia produtiva, que possibilite a empresa se antecipar, adaptar e permanecer consistente frente as imposicoes e as demandas ambientais. A capacidade produtiva que uma empresa detem e fator essencial para o posicionamento estrategico da organizacao frente as incertezas ambientais, e o desenvolvimento dessas capacidades por parte de uma industria pode auxiliar na gestao de processos gerenciais. Ainda pode contribuir para a formulacao de estrategias competitivas que possibilitem uma vantagem competitiva de mercado, pois parte das teorias acerca das capacidades dinamicas.

O artigo tem como objetivo propor e validar uma escala de mensuracao da capacidade dinamica produtiva e demonstrar quais sao as variaveis essenciais para a formacao dessa capacidade. Este estudo e justificado atraves da importancia na qual as capacidades que uma empresa possua sejam capazes de posiciona-la positivamente frente ao dinamismo ambiental (ANDREEVA; CHAIKA, 2006).

Ainda, verifica-se na literatura autores que desenvolveram estudos sobre algumas capacidades dinamicas, como e o caso da capacidade mercadologica (MORGAN; KATSKIEAS; VORHIES, 2012; NETO et al., 2013; SILVEIRA-MARTINS; TAVARES, 2014; SILVEIRA-MARTINS; VAZ, 2016); capacidade tecnologica (CUNHA; PALMA; SANTOS, 2008; GALLINA; FLEURY, 2013); capacidade ambidestra (O'REILLY III; TUSHMAN, 2008; SILVEIRA-MARTINS et al., 2014); capacidade gerencial (ADNER; HELFAT, 2003; SILVEIRA-MARTINS; VAZ, 2016); capacidade turistica (SILVEIRA-MARTINS; ZONATTO, 2015); capacidade de resiliencia (NOGUEIRA; GONCALO; VERDINELLI, 2017); e capacidade de inovacao (ESCOBAR; LIZOTE; VERDINELLI, 2012). Desta maneira, justifica-se tambem a presente pesquisa pela nao identificacao de outros experimentos que objetivem fomentar ferramentas de mensuracao da capacidade dinamica produtiva.

Com este intuito, mostra-se conveniente pesquisar, dentre as caracteristicas de um setor industrial, quais fatores podem se tornar capacidades dinamicas produtivas que a empresa pode vir a usufruir e que lhes garantam uma sustentacao frente as mudancas ambientais. Para isso, busca-se mensurar, atraves de um construto, a avaliacao das capacidades produtivas das industrias. A mensuracao e validacao dessa escala podera auxiliar em pesquisas futuras que apresentem este mesmo tema.

2 REFERENCIAL TEORICO

Nesta secao, abordaremos o tema central da pesquisa, bem como seu objetivo. Na primeira parte, tratamos de adentrar as capacidade dinamicas, considerando boa parte de suas definicoes, cuja teoria e base para a formacao da capacidade produtiva. Em um segundo momento, desdobramos e caracterizamos as variaveis necessarias ao desenvolvimento da capacidade dinamica produtiva por uma organizacao.

2.1 CAPACIDADES DINAMICAS

O principal aporte teorico empregado para definir as capacidades dinamicas advem da visao baseada em recurso (BARNEY, 1991; PENROSE, 1959; WERNEFELT, 1984), onde toda empresa possui um conjunto de recursos que se transforma em competencias, quando utilizados para alguma funcao organizacional (BARNEY, 1991). Segundo Barney (1991), os recursos de uma organizacao podem fornecer vantagem competitiva e incluem todos os ativos, processos organizacionais, informacoes, conhecimentos, capacidades criadoras de valor, dificeis de imitar e insubstituiveis, que permitem conceber e implementar estrategias capazes de melhorar sua eficiencia e eficacia. Em complemento, Tondolo e Bitencourt (2014) destacam que, de maneira geral, antecedentes externos e internos fizeram as capacidades dinamicas emergirem nas organizacoes.

Existem diversas definicoes para o termo capacidades dinamicas, e muitas sao semelhantes, outras opostas, e ainda existem as que consideram o mesmo fim. Collis (1994) afirma que as capacidades dinamicas estao relacionadas com a competencia que a empresa possui em formular novas estrategias, mais rapidamente que seus concorrentes, frente as necessidades ambientais. As capacidades dinamicas precisam ser direcionadas ao mercado, atendendo as exigencias dos clientes (TEECE; PISANO; SHUEN, 1997).

Os recursos de uma empresa, que sao resultados dos processos organizacionais e de suas estrategias utilizadas em resposta as mutacoes constantes ambientais, sao chamados de capacidades dinamicas (EISENHARDT; MARTIN, 2000). Em outras palavras, as capacidades dinamicas podem ser definidas como o desenvolvimento de habilidades organizacionais que promovam competencias em resposta as exigencias promovidas pelas mudancas ambientais. As capacidades dinamicas so existem em uma empresa se houver capacidades empreendedoras de lideranca e, caso haja a capacidade de mudanca organizacional, a percepcao da organizacao de uma nova oportunidade para o desenvolvimento (ANDREEVA; CHAIKA, 2006).

Entende-se como capacidades dinamicas aquelas que uma organizacao possui em modificar sua realidade, criando ou expandindo sua base de recursos de forma proposital. As organizacoes mudam a partir dos recursos que possui e, atraves disso, formulam respostas e criam acoes para modificar sua posicao frente ao ambiente (HELFAT et al., 2007). As capacidades dinamicas tratam da tomada de decisao instantanea de estrategias por parte da empresa frente ao dinamismo do ambiente. Explicado de outra maneira, as capacidades dinamicas podem ser definidas como a exploracao das competencias organizacionais que uma empresa possui ao longo do tempo para responder rapidamente ao dinamismo ambiental, e que lhe conferem uma vantagem competitiva frente aos seus concorrentes e a incerteza ambiental (TEECE, 2007).

Ainda, os comportamentos organizacionais que integram, reconfiguram, renovam e recriam seus recursos e capacidades, e para sustentar as vantagens competitivas, melhoram e reconstroem as capacidades fundamentais frente as mudancas do ambiente sao denominados de capacidades dinamicas (WANG; AHMED, 2007). Os mesmos autores afirmam existir tres tipos de capacidades dinamicas: a capacidade adaptativa, a capacidade absortiva e a capacidade de inovacao. A capacidade adaptativa corresponde a habilidade que a emprese possui em identificar e capitalizar as oportunidades emergentes de mercado; a capacidade absortiva e definida como uma habilidade que a empresa possui em reconhecer e assimilar oportunidades externas, aplicando-as comercialmente; e, por fim, a capacidade de inovacao e uma habilidade da empresa em desenvolver novos produtos e mercados a partir dos recursos disponiveis.

O conjunto de outras capacidades, como a capacidade de geracoes de ideias, de introducao de novas rupturas de mercado, desenvolvimento de servicos e produtos inovadores e de novos processos tambem sao denominados capacidades dinamicas que uma organizacao possui (MCKELVIE; DAVIDSON, 2009). No campo da administracao, as capacidades dinamicas vem sendo estudadas para conseguir entender o dinamismo ambiental e como ocorre a relacao do ambiente com o gerenciamento estrategico, mudancas organizacionais e vantagem competitiva (CAMARGO; MEIRELLES, 2012). Para Gupta (2014), as capacidades dinamicas sao competencias das empresas em se adaptar ou formar, intencionalmente, ambientes que garantam a realizacao de objetivos, melhores resultados e que sustentem a organizacao. Nao obstante, Tondolo et al. (2015) destacam que organizacoes com maiores niveis de orientacao empreendedora apresentam maiores niveis de capacidade dinamicas/inovativas.

2.2 CAPACIDADE DINAMICA PRODUTIVA

Tendo como base que as capacidades dinamicas possuem a funcao gerencial de adaptacao, integracao e mudanca das potencialidades da organizacao, as forcas e os recursos internos da empresa tornam-se eficientes e agem para garantir maior adaptabilidade frente ao dinamismo do ambiente (TEECE; PISANO; SHUEN, 1997). Entendese como capacidade produtiva o conjunto de todas as capacidades internas da organizacao ligadas ao seu sistema produtivo, desde seu inicio ate o fim, e a gestao de suas forcas mostra-se concisa em resposta a incerteza ambiental. Um sistema produtivo pode ser caracterizado pelo processo onde os recursos de entrada (input) sofrem transformacoes em bens e servicos uteis, denominados saidas (output) (BUFFA; SARIN, 1987), em que, nesse processo, a transformacao recebe valor agregado (SIPPER; BULFIN, 1997), a qual inclui do inicio ate o final do processo, desde as materias-primas, maquinas e equipamentos, produtos intermediarios, distribuicao e comercializacao.

O desenvolvimento da capacidade produtiva de uma empresa passa pela adocao de equipamentos automatizados para a producao, onde a automacao da producao pode ser um dos fatores que garantam, a empresa, um aumento da produtividade (FLEURY, 1990) e maior controle de producao (FARIA, 2003). Para diminuir o tempo do processo produtivo, as perdas, e aumentar a qualidade final dos produtos, as empresas optam por investir em equipamentos automatizados dentro de seus processos produtivos (PRASAD, 1996).

Uma fundamental competencia para basilar a capacidade produtiva de uma empresa e utilizacao de equipamentos tecnologicos para a producao. A adocao de tecnologias no processo produtivo auxilia a empresa a coordenar suas inovacoes de forma mais sistematica, o que resulta na criacao de estrategias competitivas a partir do lancamento de novos produtos e processos (FLEURY, 1900), alem de resultar em maiores ganhos de produtividade, modificando os metodos de venda, o treinamento industrial e as tecnicas administrativas e influenciam as estrategias da empresa (FREEMAN; SOETE, 1997).

Dentro da formacao das capacidades produtivas, a mao de obra qualificada para a producao' e importante, pois, segundo Gunn (1987), a qualificacao de mao de obra garante um bom rendimento dentro do processo e ainda pode gerar competitividade, sendo agil e economica frente as exigencias do mercado. A qualificacao da mao de obra dos profissionais nas linhas de producao auxilia a desenvolver habilidades tecnicas especificas que ajudam a empresa (MUNDIM et al., 2002), tornando-se uma estrategia de mercado, porque ela investe na melhoria continua do processo produtivo e no desenvolvimento de produtos (SANCHES; MACHADO, 2014).

No desenvolvimento das capacidades produtivas dentro de uma organizacao, a variavel aquisicao de insumos de qualidade torna-se importante, pois e a porta inicial para a composicao de qualquer produto, e pode afetar as estrategias formuladas pelas organizacoes. Caso os insumos possuam alta qualidade, terao maior valor agregado e isso sera repassado aos consumidores, que estarao dispostos a adquiri-los em razao de sua elevada qualidade (MOURA, 1996). Produtos de qualidade elevada somente sao formados se for considerada uma multiplicidade de fatores, desde a aquisicao de insumos com alta qualidade ate a implantacao de tecnologia na linha produtiva (FARIA, 2003). Este cenario e congruente com o conceito de total management quality que, segundo Guerra etal. (2015), possui diversos pontos convergentes com a inovacao.

A formacao de um produto atraves da capacidade produtiva passa pela obtencao de insumos atraves de revendas certificadas. Segundo Chopra e Meindl (2001), clientes e fornecedores precisam adotar estrategias que garantam parcerias, onde ocorra troca de informacoes entre ambos e propicie o crescimento e desenvolvimento mutuo. As parcerias, quando bem feitas e com o bom relacionamento entre os atores, podem trazer rentabilidade e reducao de custos internos (GADDE; HAKANSSON; PERSSON, 2001).

Na composicao do conjunto das variaveis fundamentais das capacidades produtivas, a diversidade de produtos pode trazer algumas vantagens de mercado a organizacao. Para Grant e Jammine (1988), as empresas que mais diversificam em sua linha de produtos tem melhor desempenho economico. A empresa que possui um amplo escopo de produtos e nao desvirtua seu foco e objetivo de negocio pode gerar maior competitividade de mercado, quando comparada a seus concorrentes (ALVIM, 1998). Segundo Robbins (2002), a diferenciacao do escopo produtivo, combinada com agilidade e inovacao de processos, pode garantir, a empresa, uma vantagem competitiva de mercado, bem como eliminar riscos e aproveitar as oportunidades de mercado existentes (GRACA; TOLEDO, 2003).

A localizacao da empresa e outro fator importante para a capacidade produtiva, pois e um recurso fisico (BARNEY; HESTERLY, 2008) e representa algum tipo de vantagem competitiva porque pode contribuir no desenvolvimento de parcerias e dar suporte aos seus negocios. Empresas localizadas em metropoles e que estao mais proximas de centros distribuidores detem maior facilidade no aprimoramento de suas praticas organizacionais, facilidade de escoamento de producao e na prospeccao de negocios futuros (SANCHES; MACHADO, 2014).

Dentro da capacidade produtiva, a distribuicao e relevante, visto que um canal de distribuicao facilita a operacao dos produtos do parceiro, poupando tempo e agindo como uma especie de mecanismo de articulacao, auxiliando no fluxo de produtos (ROSENBLOOM, 2002), alem de ter o objetivo de fornecer e tornar disponiveis, ao consumidor, produtos e servicos (BERMAN, 1996; ROSENBLOOM, 2002).

As variaveis atende a diversas regioes do pais, atende a diversas regioes do estado e atende a diversas regioes do municipio sao importantes na composicao das forcas produtivas de uma empresa. Porter (1986) afirma que o escopo estrategico de uma empresa deve ser estreito, de modo que supra toda a demanda de maneira eficiente e eficaz, e pode ser definido sob varias dimensoes, tais como: tipo de clientes, linha de produtos, variedade do canal de distribuicao e area geografica. Um escopo amplo pode atender a diversos segmentos de mercado, enquanto um escopo estreito permite maior adequacao da oferta a determinado segmento de mercado, gerando custos baixos e maior diferenciacao a empresa (FROEHLICH; BITENCOURT, 2008).

Outra caracteristica importante que deve ser considerada dentro da capacidade produtiva e a producao otimizada. A otimizacao da producao gera maior produtividade e e resultado da uniao de qualificacao da mao deobra e da aquisicao de equipamentos tecnologicos na producao (FLEURY, 1989). Segundo Guerreiro (1996), a otimizacao da producao tem por objetivo reduzir custos, aumentar o lucro, diminuir o tempo de trabalho e facilitar o desenvolvimento de produtos.

O controle do processo produtivo e uma caracteristica essencial na capacidade produtiva. Existem diversos processos desenvolvidos por muitos autores para um controle mais efetivo da producao. Para Bonney (2000), o controle do processo produtivo auxilia a empresa a atingir uma producao mais eficiente. Busetti e Santos (2008) afirmam que o ponto central do controle produtivo e a coordenacao existente no sistema, onde as tarefas ocorram de maneira correta, garantindo o funcionamento global do processo.

Dentro da capacidade produtiva, a industria que nao perde qualidade em nenhum processo produtivo pode ter uma fonte de vantagem competitiva advinda do equilibrio na ampliacao da produtividade, sustentando a qualidade dos processos e produtos. Segundo Fleury (1989), a busca por qualidade nos processos produtivos advem da qualificacao da mao de obra e da busca por equipamentos tecnologicos, resultando em aumento e otimizacao da produtividade. Atraves da gestao da qualidade desenvolvida pela empresa, e possivel a manutencao da qualidade nos processos produtivos, onde, segundo Carvalho e Paladin (2005), e atraves dessa gestao que a empresa fideliza clientes e os transforma em consumidores.

O modo de comercializacao dos produtos por parte da empresa e outro fator importante da capacidade produtiva. A comercializacao em bares, restaurantes, pubs e lojas de bebidas, e a comercializacao diretamente para pessoas fisicas estao ligadas ao escopo competitivo que a empresa possui. Porter (1986) afirma que a definicao do tamanho do escopo e determinada pela atratividade e oportunidade que mercados competitivos demonstram. Um mercado torna-se atrativo pelo seu grau de crescimento, aliado com seu tamanho, nivel de competitividade e da capacidade que a empresa possua para desenvolver um conjunto de estrategias sustentaveis. Ainda, os locais de venda e suas caracteristicas exercem forte poder de compra sobre a acao dos consumidores (ENGEL; MINIARD; BLACKWELL, 2002).

A divulgacao dos produtos via internet e outros veiculos de comunicacao tornou-se fundamental para propagar a marca, pois, segundo Bentivegna (2002), o acesso a tecnologia aproxima o cliente da marca, resultando em maior confiabilidade e maior numero clientes dispostos a aderir o produto, bem como a troca de informacoes de maneira mais rapida de eficiente entre clientes (KOTLER; KELLER, 2006). Assim, torna-se um meio democratico onde muitas empresas podem obter espacos, independente de seu tamanho e localizacao, divulgando seus produtos a uma grande gama de consumidores (KENDZERSKI, 2009). A divulgacao dos produtos de maneira interpessoal e muito utilizada, pois muitas empresas utilizam esse marketing para acelerar a promocao de seus produtos e servicos (CUNEO, 1994), ja que existem redes de relacionamentos e um grande numero de pessoas sao influenciadas e seguem conselhos de pessoas proximas ao adquirirem um produto ou servico (CAFFERKY, 1998).

Segundo Chopra e Meindl (2001), e necessario haver, entre parceiros, alem de um bom relacionamento, uma forma de adocao de estrategias viaveis para que, tanto cliente como empresa, tenham beneficio mutuo. Isto vai de acordo com a variavel da capacidade produtiva denominada relacao com atacadistas e varejistas, onde ambos servirao como promotores da marca no mercado, auxiliando nas vendas dos produtos. Os varejistas estao atuando como protagonistas da transferencia de poder nas relacoes entre membros dos canais de distribuicao, pois controlam o que e comercializado no mercado e influenciam no acesso de mercado de determinadas commodites (ROSENBLOOM, 2002).

Assim, conforme descrito, acredita-se que o construto capacidade produtiva e composto por 19 variaveis que influenciam o setor produtivo, contribuindo para o processo de tomada de decisao frente a concorrencia. O Quadro 1 apresenta e descreve essas variaveis, alem dos pesquisadores que sustentam a relevancia teorica.

Na sequencia sao apresentados os procedimentos metodologicos que foram eleitos para o alcance do objetivo principal da pesquisa.

3 METODOLOGIA

A metodologia utilizada neste estudo e respaldada pela tipologia de pesquisa quantitativa e pela tecnica de pesquisa survey. Foram pesquisados 74 gestores de cervejarias artesanais. Torna-se importante ressalvar que nao foram diferenciadas as cervejarias caracterizadas como artesanais das caseiras. A escolha pela nao segregacao baseia-se na constatacao de que muitos caseiros, embora sem registro em orgao competente, concorrem no mesmo mercado que os artesanais, oferecendo e negociando seus produtos. Tal percepcao foi confirmada durante a pesquisa com o baixo numero de cervejeiros caseiros que se recusaram a responder o questionario pelo fato de a producao ser um hobby e nao um negocio: 12 pessoas. Entende-se como cervejarias, na presente pesquisa, produtores artesanais e caseiros.

As industrias cervejeiras pesquisadas localizam-se em diferentes regioes do pais: 34 no estado do Rio Grande do Sul; 14 em Santa Catarina, 4 no Parana, 14 em Sao Paulo, 6 em Minas Gerais e 2 na Bahia. Ressalta-se que Hair et al. (2009) destacam que o menor tamanho absoluto de amostra considerado adequado para a analise fatorial e de 50 observacoes. Logo, a amostra da presente pesquisa esta adequada ao que se propoe.

A coleta de dados baseou-se no estudo de Keblan e Nickerson (2012), recebendo algumas adaptacoes. Desta forma, elaborou-se o instrumento de pesquisa relacionando cada uma das variaveis a uma escala intervalar de 1 a 6, sendo 1 a minima concordancia com a afirmacao proposta, e 6, a maxima concordancia. Na sequencia, com o intuito de validar o instrumento a ser aplicado junto aos gestores, foi realizado pre-teste com um cervejeiro, em que o questionario foi respondido e os ajustes necessarios realizados, como a insercao de algumas variaveis e a exclusao de outras. O questionario, com o total de 19 questoes, foi preenchido presencialmente e, apos os ajustes recomendados, respondido novamente de maneira on line (via Google docs), apos a validacao de dois cervejeiros, e por nao terem sido apontadas modificacoes, procedeu-se a coleta dos dados. Os itens que deram suporte ao instrumento podem ser observados no Quadro 2, relacionados entre CDP1 e CDP19.

Para a analise dos dados, foram empregados procedimentos estatisticos no intuito de assegurar o rigor cientifico da analise de validacao do instrumento desenvolvido. Assim, em uma primeira etapa, procurou-se verificar a adequacao da amostra para a elaboracao da analise fatorial. Entao, para a analise individual das variaveis, procedeu-se o calculo da medida de adequacao da amostra (MSA), e para o conjunto completo de variaveis (matriz), a medida de Kaise-Meyer-Olkin (KMO).

Em continuacao, procurou-se verificar a existencia de unidimensionalidade das variaveis por meio da rotacao da matriz rotacionada utilizando o metodo varimax. De acordo com Hair et al. (2009), tal procedimento extrai os fatores, mas mantem os eixos em 90, sendo considerado mais eficaz que os demais metodos, alem de representar uma estrutura fatorial simplificada. Segundo os autores, para ser validada, a variavel devera apresentar, no minimo, a carga de 0,650.

Na sequencia, identificou-se a correlacao entre os indicadores em analise, e entre itens e o total. Nesta etapa procurou-se, atraves da inspecao visual, identificar a existencia de um numero substancial de correlacoes superiores a 0,30, sob pena de ser inapropriado o prosseguimento das analises. Ainda, realizou-se a analise das comunalidades entre os indicadores: este procedimento procurou relatar valores superiores 0,50, conforme ensinamentos de Hair et al. (2009). Outro procedimento realizado consistiu no diagnostico da coerencia da escala atraves da medida do alfa de Cronbach. Para Hair et al. (2009), o limite inferior geralmente aceito nesta avaliacao e 0,70. Alem do alfa de Cronbach, os valores de Spearman-Brown e split-half de Guttman foram igualmente analisados. Para a analise destes coeficientes, assumiu-se o minimo de 80% de correlacao entre as partes.

Por fim, procedeu-se a realizacao do teste de esfericidade de Bartlett. De acordo com Hair et al. (2009), esta medida fornece a significancia estatistica sobre a relacao entre a matriz de correlacoes entres pelo menos algumas variaveis. O Quadro 3 apresenta um resumo dos valores minimos esperados para cada um dos testes mencionados anteriormente.

Na sequencia apresenta-se a analise dos dados e seus resultados.

4 ANALISE DE DADOS

Como informado anteriormente, a primeira fase da analise dos dados e constituida pela verificacao da adequacao da amostra das variaveis em estudo, atraves da MSA (individual), e da medida de KMO (para o conjunto). Assim, no Quadro 4 pode-se visualizar que apenas a variavel CDP 16 (0,494) nao apresentou valores adequados ao preconizado pela literatura para o MSA (>0,50), nao se adequando a amostra. Com relacao ao KMO, o mesmo apresentou-se com valor acima do minimo esperado (0,860 > 0,50).

Diante destes resultados, optou-se pela exclusao da variavel 16. Assim, no Quadro 5 e possivel observar a matriz de correlacao e o teste de KMO atualizados. Verifica-se o menor valor encontrado para o MSA na variavel CDP 5 (0,743 > 0,50). De acordo com Hair et al. (2009), indices de MSA 0,80 e superiores sao considerados admiraveis, e 0,70 ou acima, medianos. Neste mesmo contexto, o KMO apresentou o valor de 0,867 (> 0,50). Desta forma, as variaveis cumprem os pre-requisitos para o prosseguimento da analise.

Progredindo na analise dos dados, o Quadro 6 apresenta a matriz das variaveis em seus respectivos fatores, rotacionada por meio do metodo ortogonal varimax com normalizacao de Kaiser. Ao realizar a analise visual observou-se que algumas variaveis possuem carga fatorial inferior a 0,65, contrariando a recomendacao de Hair et al. (2009). Nao obstante, nao foi possivel confirmar a unidimensionalidade do construto.

Diante deste cenario, procurou-se identificar quais variaveis nao atendem aos pressupostos teoricos estabelecidos e, assim, optou-se pela exclusao das variaveis CDP 4 (0,751), CDP 5 (0,873), CDP 9 (0,924), CDP 10 (0,938), CDP 11 (0,647), CDP 15 (0,659), CDP 17 (0,820), CDP 18 (0,862) e CDP 19 (0,536), por conta da falta de suas cargas fatoriais apresentarem protagonismo nos fatores 2, 3 e 4, nao servindo a unidimensionalidade. No caso da variavel CDP 19, agrega-se a este contexto o fato de sua carga fatorial ser inferior a 0,65.

Apos os testes estatisticos, realizou-se novamente o calculo da medida de adequacao da amostra, onde se verificou que todos os indicadores apresentaram valores superiores a 0,50. O teste de KMO tambem foi realizado novamente e resultou em valor superior a 0,50. Verificou-se que todas as variaveis apresentaram carga fatorial associada ao primeiro fator e superior a 0,65, e a variancia explicada e de 62,06% (Vide Quadro 7). Desta maneira e possivel verificar que, apos as adequacoes, as variaveis CDP 1, [??]CDP 3, CDP 6 [??]CDP 8, CDP 12 e [??]CDP 14 apresentam condicoes para a analise ser prosseguida.

Na sequencia realizou-se o exame da matriz de correlacoes entre as variaveis. Segundo Hair et al. (2009), esta tecnica busca constatar se existem correspondencias suficientes para aprovar a execucao da analise fatorial. Como e possivel visualizar no Quadro 8, todas as correlacoes apresentam coeficientes acima dos valores sugeridos por Hair et al. (2009), ou seja, 0,30. Assim, as correlacoes indicam para o prosseguimento das analises.

Em contrapartida, a variavel CDP 7 apresenta o valor de comunalidade de 0,441, conforme Quadro 8, coeficiente este inferior ao recomendado por Hair et al. (2009). Este panorama "ilustra o caso em que uma variavel tem carga significante, mas pode ainda ser pobremente explicada pela solucao fatorial" (HAIR et al.,2009, p. 122). Assim, procurou-se a exclusao da variavel CDP 7 e, na sequencia, o calculo das comunalidades, resultando os seguintes valores: a) CDP 1 = 0,636; b) CDP 2 = 0,695; c) CDP 3 = 0,733; d) CDP 6 = 0,548; e) CDP 8 = 0,505; f) CDP 12 = 0,744; g) CDP 13 = 0,714; e h) CDP 14 = 0,619. Logo, todas as variaveis apresentaram comunalidades com valores superiores ao minimo esperado. Registra-se que para os demais calculos serao consideradas apenas as variaveis CDP 1 [??], CDP 3, CDP 6, CDP 8 e CDP 12 e [??] CDP 14. Prosseguindo a analise dos dados, procedeu-se ao calculo da correlacao intem-total e de alfa de Cronbach, conforme Quadro 9. Verificou-se que todas as correlacoes item-total estao adequadas ao que preconiza a literatura especializada, ou seja, nenhuma das variaveis possui correlacao inferior a 0,30.

Em analise a uma possivel exclusao de uma das variaveis em relacao a melhoria de resultados do alfa de Cronbach, averiguou-se que nenhuma eliminacao melhoraria o indicador. O alfa de Cronbach resultou em 0,919, quando o limite inferior aceito, conforme Hair et al. (2009), e 0,70; logo, o coeficiente esta acima do minimo esperado.

Quando calculados os coeficientes de split-half de Guttman e de Spearman-Brown, observou-se que ambos apresentaram 0,894 como resultado, aue aponta para o bom relacionamento entre as partes. Estes apontamentos sao demonstrados no Quadro 9.

Na sequencia procedeu-se o calculo do teste de Bartlett, que resultou em um [X.sup.2] aproximado de 386,009, significante a 0,000 < 0,05, conforme Quadro 10. Desta forma, o teste aponta para a existencia, na matriz, de correlacoes de associacoes significantes entre pelo menos algumas das variaveis.

Com base nestas analises, observa-se que nao foram todas as variaveis pesquisadas que passaram pelo crivo de validacao estatistica para representar o construto capacidade produtiva. As variaveis que representam tal construto podem ser observadas no Quadro 11.

O Quadro 11 esta coerente com algumas correntes teoricas citadas anteriormente. A variavel 1, denominada equipamentos automatizados para a producao, e coerente com as citacoes de Prasad (1996), Fleury (1990) e Faria (2003). A variavel 2, intitulada equipamentos tecnologicos para a producao, e explicada atraves de Fleury (1990) e Freeman e Soete (1997). Para a variavel 3, nomeada mao de obra qualificada para a producao, aponta-se coerencia com Gunn (1987), Mundim et al. (2002) e Sanches e Machado (2014). A variavel 6, chamada diversidade de produtos, e explicada por Grant e Jammine (1988), Alvim (1998), Robbins (2002) e Graca e Toledo (2003). A variavel 8, denominada distribuicao, e convergente com o que pontuam Berman (1996) e Rosenbloom (2002). A variavel 12, intitulada producao otimizada, e explicada por Fleury (1989) e Guerreiro (1996). A variavel 13, que aborda o controle do processo produtivo, e coerente com Bonney (2000) e Busetti e Santos (2008). Por fim, a variavel 13, nomeada nao perde qualidade em nenhum dos processos produtivos, e explicada por Fleury (1989), Faria (2003) e Carvalho e Paladin (2005).

Portanto, as variaveis que possuiram significancia, segundo testes estatisticos, sao validadas e evidenciadas a partir dos autores citados, que contribuem para o desenvolvimento de capacidades dinamicas produtivas dentro da cadeia de producao das industrias.

5 CONSIDERACOES FINAIS

O trabalho teve como objetivo desenvolver uma escala para mensuracao e validacao da capacidade dinamica produtiva. Conforme os resultados obtidos, nove das dezenove variaveis que o construto dispoe atingiram significancia nos testes estatisticos e, com isso, pode-se concluir que a intencao inicial foi atingida. As variaveis analisadas e posteriormente validadas para o construto da capacidade produtiva sao basilares para sua formacao, e essenciais componentes da cadeia produtiva de uma industria.

Dentro da manufatura, a adocao de algumas estrategias torna-se fundamental para atingir o desempenho vislumbrado por seus gestores. No caso da presente pesquisa, um conjunto de forcas internas da industria, como a utilizacao de equipamentos automatizados e tecnologicos, a mao de obra qualificada para a producao, alem da diversidade de produtos, distribuicao, otimizacao e controle da producao, e nao perder qualidade em nenhum dos processos produtivos tornam-se capacidades que a empresa possui para se antecipar, inovar e se adaptar as mudancas do ambiente. Ainda, a percepcao da empresa em observar e agir diante dessas situacoes, combinando com suas competencias, pode ser fator de diferenciacao de mercado pela empresa e, com isso, tornar-se competitiva frente a seus concorrentes. Portanto, o conjunto dessas capacidades dinamicas podem vir a promover uma vantagem competitiva para a empresa (TEECE; PISANO, 1994).

As descritas capacidades produtivas tem papel fundamental na criacao de novas forcas por parte da empresa dentro de um mercado, pois sao um conjunto de competencias que as industrias possuem em sua cadeia produtiva, originadas a partir de suas forcas internas, como o desenvolvimento de novos processos produtivos e produtos. Tambem, como a elaboracao de estrategias competitivas que permitam a ela agir positivamente frente a acao de seus concorrentes e a incerteza ambiental. Isto pode ser confirmado atraves de McKelvie e Davidson (2009), que descrevem as capacidades dinamicas como um conjunto de outras competencias da empresa, como capacidade de gerar ideias, formulacao e desenvolvimento de produtos e processos, bem como rupturas de mercado.

Este estudo visa a contribuir para futuras pesquisas na area da administracao, especificamente em estudos que abordem as capacidades dinamicas dentro das industrias, assim como auxiliar a criacao de estrategias competitivas por gestores que tomem decisoes relacionadas ao sistema produtivo. Tambem, contribuir para o posicionamento estrategico dessas organizacoes frente as diversidades de mercado.

Sugere-se, para pesquisas futuras, que a teoria acerca da capacidade dinamica produtiva seja estudada com outros construtos, por exemplo, relacionando-se ao desempenho, e como as caracteristicas presentes dentro dessa teoria podem influenciar no desempenho de uma organizacao. Os resultados aqui obtidos devem ser tratados com cuidado, pois tratam de um determinado contexto, de empresas pequenas e medias situadas em sua maioria nas regioes sul e sudeste do Brasil. Portanto, os estudos com organizacoes situadas fora do contexto abordado requerem uma analise mais atenciosa e aprofundada.

DOI: 10.19177/reen.v10e12017285-312

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Ox Sias D'avila

Graduacao em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

Endereco: UFPEL, R. Gomes Carneiro, n. 1, Centro, CEP: 96010-610. Pelotas, RS, Brasil

Telefone: (53) 8109-1338

E-mail: oxilas@hotmail.com

Elvis Silveira Martins

Doutor em Administracao e Turismo pela Universidade do Vale do Itajai (UNIVALI)

Professor na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

Endereco: UFPEL, R. Gomes Carneiro, n. 1, Centro, CEP: 96010-610. Pelotas, RS, Brasil

Telefone: (53) 8109-1338

E-mail: elvis.professor@gmail.com

Artigo recebido em 15/10/2016. Revisado por pares em 13/11/2016. Reformulado em 01/12/2016. Recomendado para publicacao em 19/02/2016. Publicado em 28/04/2017. Avaliado pelo Sistema double blind review.
Quadro 1--Indicadores de capacidade produtiva

Variavel   Indicador                     Relevancia Teorica

CDP1       Equipamentos automatizados    Prasad (1996); Fleury
           para a producao               (1990); Faria (2003);
                                         Zancul, Marx e Metzker
                                         (2006).

CDP2       Equipamentos tecnologicos     Katz (1976); Fleury (1990);
           para a producao               Freeman e Soete (1997);
                                         Belli (2008).

CDP3       Mao de obra qualificada       Gunn (1987); Mundim et al.
           para a producao               (2002); Sanches e Machado
                                         (2014).

CDP4       Insumos de qualidade para a   Moura (1996); Faria (2003).
           producao

CDP5       Obtencao de insumos atraves   Chopra e Meindl (2001);
           de revendas certificadas      Gadde, Hakansson e Persson
                                         (2001).

CDP6       Diversidade de produtos       Grant e Jammine (1988);
                                         Alvim (1998); Robbins
                                         (2002); Graca e Toledo
                                         (2003).

CDP7       Localizacao                   Barney e Hesterly (2008);
                                         Sanches e Machado (2014).

CDP8       Distribuicao                  Berman (1996); Levy e Weitz
                                         (2000); Rosenbloom (2002).

CDP9       Atende diversas regioes do
           pais

CDP10      Atende diversas regioes do    Porter (1986); Froehlich e
           estado                        Bitencourt (2008).

CDP11      Atende diversas regioes do
           municipio

CDP12      Producao otimizada            Fleury (1989); Guerreiro
                                         (1996).

CDP13      Controle no processo          Ohno (1998); Bonney (2000);
           produtivo                     Busetti e Santos (2008).

CDP14      Nao perde qualidade em        Fleury (1989); Faria
           nenhum processo produtivo     (2003); Carvalho e Paladin
                                         (2005).

CDP15      Comercializacao em bares,     Porter (1986); Engel,
           restaurantes, pubs e lojas    Miniard e Blackwell (2002);
           de bebidas                    Solomon (2007).

CDP16      Comercializacao diretamente
           para pessoas fisicas

CDP17      Divulgacao dos produtos via   Bentivegna (2002); Kotler e
           internet e outros veiculos    Keller (2006); Kendzerski
           de comunicacao                (2009).

CDP18      Divulgacao dos produtos de    Cuneo (1994); Cafferky
           maneira interpessoal          (1998).

CDP19      Relacao com atacadistas e     Chopra e Meindl (2001);
           varejistas                    Rosenbloom (2002).

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 2--Questoes acerca da capacidade produtiva

VARIAVEL    DESCRICAO

CDP1        Equipamentos automatizados para a producao
CDP2        Equipamentos tecnologicos para a producao
CDP3        Mao de obra qualificada para a producao
CDP4        Insumos de qualidade para a producao
CDP5        Obtencao de insumos atraves de revendas certificadas
CDP6        Diversidade de produtos
CDP7        Localizacao
CDP8        Distribuicao
CDP9        Atende diversas regioes do pais
CDP10       Atende diversas regioes do estado
CDP11       Atende diversas regioes do municipio
CDP12       Producao otimizada
CDP13       Controle no processo produtivo
CDP14       Nao perde qualidade em nenhum processo produtivo
CDP15       Comercializacao em bares, restaurantes, pubs e
            lojas de bebidas
CDP16       Comercializacao diretamente para pessoas fisicas
CDP17       Divulgacao dos produtos via internet e outros
            veiculos de comunicacao
CDP18       Divulgacao dos produtos de maneira interpessoal
CDP19       Relacao com atacadistas e varejistas

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 3--Testes vs. valores esperados

MEDIDA                                          VALOR ESPERADO

Medida de adequacao da amostra--MSA                 > 0,50
Medida de adequacao da amostra--KMO                 > 0,50
Carga fatorial (n=70)                  [greater than or equal to] 0,65
Correlacao inter-itens                 [greater than or equal to] 0,30
Comunalidades                                       > 0,50
Correlacao item-total                  [greater than or equal to] 0,30
Alfa de Cronbach                                     0,70
Coeficiente de Spearman-Brown                        0,80
Coeficiente split-half de Guttman                    0,80
Teste de esfericidade de Bartlett                  p < 0,05

Fonte: Adaptado de Hair et al. (2009).

Quadro 4--Matriz de correlacao anti-imagem e KMO

VARIAVEL [left and right arrow] MSA (1)  KMO (2)

CDP1 [left and right arrow]      0,864
CDP2 [left and right arrow]      0,892
CDP3 [left and right arrow]      0,920
CDP 4 [left and right arrow]     0,845   0,860
CDP 5 [left and right arrow]     0,744
CDP 6 [left and right arrow]     0,932
CDP 7[left and right arrow]      0,914
CDP 8 [left and right arrow]     0,936
CDP 9 [left and right arrow]     0,774
CDP 10 [left and right arrow]    0,773
CDP 11 [left and right arrow]    0,932
CDP 12 [left and right arrow]    0,909
CDP 13 [left and right arrow]    0,836
CDP 14 [left and right arrow]    0,844
CDP 15 [left and right arrow]    0,877
CDP 16 [left and right arrow]    0,494
CDP 17 [left and right arrow]    0,835
CDP 18 [left and right arrow]    0,736
CDP 19 [left and right arrow]    0,948

(1) Medidas de adequacao da amostra

(2) Medidas de adequacao da amostra de Kaiser-Meyer-Olkin

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 5--Matriz de correlacao anti-imagem e KMO atualizada

VARIAVEL [left and right arrow] MSA (1)  KMO (2)

CDP1 [left and right arrow]      0,859
CDP2 [left and right arrow]      0,912
CDP3 [left and right arrow]      0,917   0,867
CDP 4 [left and right arrow]     0,841
CDP 5 [left and right arrow]     0,743
CDP 6 [left and right arrow]     0,927
CDP 7 [left and right arrow]     0,917
CDP 8 [left and right arrow]     0,936
CDP 9 [left and right arrow]     0,772
CDP 10 [left and right arrow]    0,769
CDP 11 [left and right arrow]    0,929
CDP 12 [left and right arrow]    0,912
CDP 13 [left and right arrow]    0,833
CDP 14 [left and right arrow]    0,841
CDP 15 [left and right arrow]    0,881
CDP 17 [left and right arrow]    0,786
CDP 18 [left and right arrow]    0,778
CDP 19 [left and right arrow]    0,947

(1) Medidas de adequacao da amostra

(2) Medidas de adequacao da amostra de Kaiser-Meyer-Olkin

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 6--Matriz rotacionada com os indicadores e fatores

VARIAVEIS    MATRIZ ROTACIONADA

             FATOR 1   FATOR 2   FATOR 3   FATOR 4

CDP 1        0,702     0,392     0,179     0,054
CDP 2        0,744     0,298     -0,098    0,283
CDP 3        0,808     0,264     0,157     0,110
CDP 4        0,377     -0,005    0,183     0,751
CDP 5        0,012     0,119     0,112     0,873
CDP 6        0,643     0,093     0,120     0,472
CDP 7        0,693     -0,040    0,312     0,075
CDP 8        0,720     0,132     0,149     0,027
CDP 9        0,126     0,924     0,061     0,130
CDP 10       0,183     0,938     0,110     0,108
CDP 11       0,379     0,647     0,338     0,087
CDP 12       0,699     0,448     0,226     0,151
CDP 13       0,758     0,250     0,030     0,203
CDP 14       0,564     0,381     0,011     0,488
CDP 15       0,402     0,659     0,447     -0,039
CDP 17       0,160     0,290     0,820     0,161
CDP 18       0,145     0,136     0,862     0,140
CDP 19       0,483     0,536     0,252     0,036

Variancia    47,87%    10,66%    7,75%     6,77%
Explicada

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 7--Quadro de indicadores estatisticos atualizados

VARIAVEIS   MSA     KMO     Carga Fatorial    VARIANCIA EXPLICADA
                            FATOR 1           FATOR 1

CDP 1       0,868   0,884   0,804             62,06 %
CDP 2       0,873           0,823
CDP 3       0,910           0,862
CDP 6       0,870           0,747
CDP 7       0,883           0,664
CDP 8       0,942           0,712
CDP 12      0,885           0,852
CDP 13      0,856           0,829
CDP 14      0,888           0,826

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 8--Matriz de corre acoes

          CDP1    CDP2    CDP3    CDP6    CDP7    CDP8    CDP12

CDP1      1,000   0,716   0,705   0,492   0,549   0,472   0,628
CDP2      0,716   1,000   0,649   0,647   0,432   0,482   0,630
CDP3      0,705   0,649   1,000   0,544   0,581   0,634   0,753
CDP6      0,492   0,647   0,544   1,000   0,512   0,443   0,562
CDP7      0,549   0,432   0,581   0,512   1,000   0,451   0,456
CDP8      0,472   0,482   0,634   0,443   0,451   1,000   0,575
CDP12     0,628   0,630   0,753   0,562   0,456   0,575   1,000
CDP13     0,559   0,642   0,653   0,535   0,406   0,523   0,776
CDP14     0,546   0,588   0,550   0,579   0,410   0,500   0,591

COMUNALIDADES

          0,646   0,677   0,743   0,557   0,441   0,507   0,725

          CDP13   CDP14

CDP1      0,559   0,546
CDP2      0,642   0,588
CDP3      0,653   0,550
CDP6      0,535   0,579
CDP7      0,406   0,410
CDP8      0,523   0,500
CDP12     0,776   0,591
CDP13     1,000   0,720
CDP14     0,720   1,000

COMUNALIDADES

          0,687   0,602

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 9--Corre acao item-total e alfa de Cronbach

                                                     ALFA DE CRONBACH
                                                         BASEADO
                           ALFA DE                       EM ITENS
INDICADOR   CORRELACAO    CRONBACH        ALFA         PADRONIZADOS
            ITEM-TOTAL   EXCLUINDO O   DE CRONBACH
                            ITEM

CDP1          0,725         0,909
CDP2          0,771         0,906
CDP3          0,806         0,902
CDP6          0,659         0,914         0,919           0,922
CDP8          0,633         0,919
CDP12         0,810         0,903
CDP13         0,778         0,905
CDP14         0,716         0,911
Coeficiente Split-Half de Guttman                         0,894
Coeficiente de Spearman-Brown                             0,894

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 10--Teste de Bartlett

QUI-QUADRADO APROXIMADO   GL     SIG.

386,009                   28     0,000

QUI-QUADRADO APROXIMADO   GL     SIG.

386,009                   28     0,000

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quadro 11--Variaveis validadas para o construto da capacidade
produtiva

VARIAVEL   DESCRICAO

CDP1       Equipamentos automatizados para a producao
CDP2       Equipamentos tecnologicos para a producao
CDP3       Mao de obra qualificada para a producao
CDP6       Diversidade de produtos
CDP8       Distribuicao
CDP12      Producao otimizada
CDP13      Controle no processo produtivo
CDP14      Nao perde qualidade em nenhum dos processos produtivos

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).
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Author:D'avila, Ox Sias; Martins, Elvis Silveira
Publication:Revista Eletronica de Estrategia e Negocios
Date:Jan 1, 2017
Words:8172
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