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PROFILE OF ATLANTIC FOREST REMNANTS WITH RED-BILLED CURASSOW RECORDS/PERFIL DOS FRAGMENTOS DE MATA ATLANTICA COM REGISTROS DO MUTUM-DO-SUDESTE.

INTRODUCAO

Avaliar os efeitos das mudancas no uso da terra sobre a biodiversidade se tornou uma questaochave para conservacao das especies (SALA et al., 2000). Para tal, e necessario analisar a configuracao e composicao da paisagem em que determinada especie ocorre. A intensificacao das perturbacoes humanas na paisagem reduz o tamanho das manchas de habitat de especies florestais e aumenta o isolamento entre estas manchas (FAHRIG, 2003). Alem disso, a reducao da cobertura florestal leva a homogeneizacao da estrutura da floresta (ROCHA-SANTOS et al., 2016). Abaixo de um determinado limiar, essa reducao pode diminuir a resiliencia de especies vegetais, trazendo consequencias mais severas como a perda de especies, que coloca em risco a conservacao da biodiversidade (PARDINI et al., 2010; ROCHA-SANTOS et al., 2016). Outras mudancas estao relacionadas com o efeito de borda causado pela fragmentacao que direciona as florestas aos estagios iniciais de sucessao, favorecendo a proliferacao de especies pioneiras e prejudicando especies que compoem a floresta madura como plantas lenhosas (TABARELLI; LOPES; PERES, 2008). O aumento na mortalidade ou ausencia dessas especies que compoem as florestas maduras tende a reduzir a qualidade do habitat, alterando a oferta e qualidade de recursos alimentares (ARROYO-RODRIGUEZ; MANDUJANO, 2006).

Essas mudancas sao uma ameaca a biota, pois alteram a composicao de especies (TABARELLI et al., 2010). A resposta de cada especie e distinta, de modo que especies de habito generalista sao mais resilientes, enquanto as especialistas de habitat ficam mais susceptiveis a um declinio populacional (LAURANCE, 1991; BENDER; CONTRERAS; FAHRIG, 1998). Dentre as especies suscetiveis a perturbacao antropica, animais de medio e grande porte estao entre os mais vulneraveis a extincao, pois requerem grandes areas de uso para sobreviver e sao alvo de cacadores (CHIARELLO, 2000; PERES, 2000).

O declinio populacional de aves e mamiferos de medio e grande porte geralmente esta associado a diversos mecanismos que agem em conjunto. Por exemplo, a extracao de madeira (BICKNELL; PERES, 2010), reducao da cobertura florestal, densidade da populacao humana (URQUIZA-HAAS; PERES; DOLMAN, 2009) e proximidade de estradas (VANTHOMME et al., 2013) podem facilitar e intensificar a pressao de caca (CHIARELLO, 2000; KATTAN; MUNOZ; KIKUCHI, 2016). Esses fatores se mostraram relacionados negativamente com a abundancia e permanencia desses grupos em ambientes florestais. A ausencia dessas especies tende a comprometer o processo de recrutamento de plantulas e regeneracao da floresta, pois muitas delas atuam como dispersoras e predadoras de sementes (PERES; PALACIOS, 2007; BOUFFARD; BROOKS, 2014).

Dentre essas especies susceptiveis a acoes antropicas esta o mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii), uma ave frugivora de grande porte endemica da Mata Atlantica e um dos poucos animais que ainda ocorre nesta regiao capaz de engolir e dispersar sementes grandes (IBAMA, 2004). Considerado um dos cracideos com maior vulnerabilidade a extincao neste bioma (IBAMA, 2004; BIRDLIFE INTERNATIONAL, 2016) e classificado como criticamente em perigo em nivel nacional (BRASIL, 2014), e em perigo em nivel global (BIRDLIFE INTERNATIONAL, 2016). Dentre as principais ameacas a sua sobrevivencia estao a caca ilegal, o isolamento e reducao do tamanho das populacoes remanescentes, limitadas a uma pequena faixa de sua distribuicao original (IBAMA, 2004; SILVEIRA; SOARES; BIANCHI, 2008). A maioria dessas populacoes remanescentes encontra-se em nao mais que 10 fragmentos florestais na regiao sul do estado da Bahia (IBAMA, 2004; ALVAREZ; DEVELEY, 2010), que estao inseridos na segunda melhor regiao de Mata Atlantica. Esta regiao mantem uma parcela significativa de floresta com 17,7% da vegetacao original (RIBEIRO et al., 2009). No entanto, apenas 4,2% da floresta remanescente esta sob protecao legal, sendo a regiao sul da Bahia uma area prioritaria para conservacao da diversidade biologica e restauracao das conexoes florestais (RIBEIRO et al., 2009).

Nosso objetivo foi analisar a configuracao e a composicao da paisagem para tracar um perfil dos remanescentes florestais de Mata Atlantica situados na regiao sul da Bahia que apresentam registros atuais e historicos de Crax blumenbachii.

MATERIAL E METODOS

Areas de estudo

Coletaram-se os dados em quatorze remanescentes da Mata Atlantica que diferem em tamanho e grau de protecao situadas no sul da Bahia, Brasil (Figura 1 e Tabela 1). O tipo predominante de vegetacao e a floresta ombrofila densa, em diferentes estagios sucessionais, que e caracterizada por possuir altas temperaturas e elevada precipitacao, bem distribuidas ao longo do ano (IBGE, 2012). Adicionalmente, outros tipos de ecossistemas naturais como manguezais, restingas e tambem areas com cultivo de cacau, seringueiras, eucalipto e outros sistemas agroflorestais compoem essas areas.

As areas foram selecionadas a partir de informacoes disponiveis no Plano de Acao de Crax blumenbachii (IBAMA, 2004) e registros cedidos por pesquisadores que realizaram trabalhos com o metodo de transectos lineares e/ou armadilhas fotograficas (ALVAREZ; DEVELEY, 2010; FLESHER; LAUFER, 2013; SOUZA et al., 2013; FERREIRA, 2014; ROCHA, 2014; BERNARDO; CANALE, 2015). Realizaram-se tambem entrevistas semiestruturadas com funcionarios, pesquisadores e moradores que vivem dentro ou no entorno das areas analisadas, para complementar a informacao sobre ocorrencia atual da especie no local (ver material suplementar). Foram realizadas de 2 a 4 entrevistas/area, totalizando 42 entrevistas, tendo sido considerado apenas pessoas que frequentavam a mata atualmente e que nao fizessem parte da mesma familia. Utilizou-se uma prancha contendo imagens da femea e macho de Crax blumenbachii e de outros cracideos incluindo os que nao ocorrem no sul da Bahia. Este e um mecanismo utilizado para confirmar o conhecimento dos entrevistados sobre o mutum-do-sudeste, e assim evitar falsos-positivos, i.e., quando o entrevistado confirma a presenca, mas nao identifica corretamente a imagem da especie na prancha e/ou quando ele confirma a presenca de especies que nao ocorrem na regiao sul da Bahia.

Metricas da mancha florestal e da paisagem

Avaliaram-se diferentes variaveis considerando a area interna do poligono de mata (escala de mancha) e as areas de influencia de 2 km, 1 km e 500 m de raio (escala de paisagem). A area maxima de influencia (2 km) foi considerada com base na distancia media entre as areas de vida dos casais de Crax blumenbachii nativos e reintroduzidos, que variou de 2 a 3 km (SICK, 1997; BERNARDO et al., 2011). Para nao haver sobreposicao da area de vida decidiu-se analisar a resposta da especie numa escala <3 km no entorno de cada area estudada.

Utilizou-se o software ArcGis (versao 10.3 Environmental Systems Research Institute) e Google Earth para a delimitacao dos poligonos das areas de estudo e extracao de informacoes das variaveis contidas nas camadas ambientais, obtidas em diferentes fontes (LANDAU; HIRSCH; MUSINSKY, 2003; AGENCIA NACIONAL DE AGUAS, 2010; FUNDACAO SOS MATA ATLANTICA, 2012; BRASIL, 2016; INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVACAO DA BIODIVERSIDADE, 2016).

Calculou-se a (1) porcentagem de area ocupada por floresta somando a porcentagem de vegetacao em estagios de sucessao primaria e secundaria; (2) porcentagem de area ocupada por floresta e cabrucas; (3) porcentagem de area ocupada por cabrucas; (4) porcentagem de area ocupada por pastagem e agricultura; (5) densidade de fragmentos, dividindo o numero de fragmentos pela area; (6) media da distancia mais proxima desses fragmentos a borda da mancha; (7) quilometragem total de rodovias e estradas sem pavimentacao; (8) media da distancia mais proxima de rodovias, estradas sem pavimentacao a borda da mancha; (9) quilometragem total de rios; (10) distancia mais proxima de rios ate a borda da mancha; (11) area ocupada por casas; (12) media da distancia de casas ate a borda da mancha: nao se fez distincao entre residencias e outras construcoes como igrejas, escolas, galpoes ou pequenas cabanas proximas a mata, pois todos indicam a presenca de humanos, embora possam oferecer impactos diferentes. Por fim, o (13) indice da forma (IF) de cada poligono aplicando a formula:

IF = (P/200) * [([pi] * A).sup.0.5]

Em que: IF = indice da forma; P = perimetro (m); A = area do fragmento florestal (ha).

Assim, as areas que obtiveram resultado = 1 foram consideradas areas com forma circular, enquanto as areas com valores > 1 foram consideradas areas com formato mais irregular (LAURANCE, 1991; LAURANCE; YENSEN, 1991).

Nao foram analisadas as variaveis relacionadas a densidade de fragmentos e distancia de estradas, rios, fragmentos florestais e casas na escala de mancha, do mesmo modo que o indice da forma (IF) foi calculado apenas na escala de mancha. A porcentagem de declividade do terreno foi medida em ambas as escalas, local e de paisagem, e utilizada nas analises em um estudo piloto. Porem, esta variavel nao foi considerada devido a ausencia de variancia, que enviesava os resultados.

Analise dos dados

Para avaliar o buffer mais apropriado para tracar o perfil dos remanescentes florestais com registros de Crax blumenbachii, comparou-se o coeficiente de determinacao (R2) entre cada variavel resposta e a porcentagem de floresta, considerando a porcentagem de floresta como variavel independente e cada metrica como variavel dependente. Para tanto, utilizou-se o software BioEstat versao 5.0 (2007). Selecionou-se o buffer que apresentou os maiores valores de coeficiente de determinacao ([R.sup.2]) entre as metricas de paisagem e de mancha. Este procedimento foi similar a Rocha-Santos e colaboradores (2016).

Verificou-se a multicolinearidade entre as variaveis coletadas na escala de 2 km, escala selecionada, utilizando a correlacao de Spearman. Consideraram-se para analises subsequentes apenas as variaveis nao autocorrelacionadas (r [less than or equal to] 0,70). Posteriormente, realizou-se uma Analise dos Componentes Principais (ACP) para descrever o perfil dos 14 remanescentes da Mata Atlantica estudados e verificar quais os mais semelhantes. As analises estatisticas foram realizadas no software Past versao 3.10 (2013).

RESULTADOS E DISCUSSAO

A escala de 2 km apresentou os maiores valores de [R.sup.2] e foi escolhida para descrever a configuracao e composicao da paisagem (Tabela 2). As oito variaveis nao autocorrelacionadas foram: quilometragem total de rios e estradas, distancia de estradas ate a borda do fragmento florestal, distancia de casas ate a borda do fragmento florestal, area total ocupada por casas, % de floresta, % de pastagem e agricultura e proximidade de fragmentos florestais.

Os dois primeiros eixos da Analise dos Componentes Principais (ACP) explicaram ~65% da variancia total dos dados (eixo 1 = 48,5% e eixo 2 = 16,7%). O primeiro eixo foi relacionado positivamente com a quilometragem total de estradas (peso = 0,48), quilometragem total de rios (peso = 0,48) e porcentagem de area ocupada por floresta (peso = 0,41), e foi relacionado negativamente com a distancia de casas ate a borda da mancha (peso = -0,35) e porcentagem de area ocupada por pastagem e agricultura (peso = -0,29). O segundo eixo foi relacionado positivamente com a proximidade de fragmentos ate a borda da mancha (peso = 0,79), distancia de casas ate a borda da mancha (peso = 0,40), e relacionado negativamente com a distancia de estradas ate a borda da mancha (peso = -0,35) (Figura 2). Assim, identificaram-se dois tipos de perfis de paisagens no entorno de 2 km dos remanescentes florestais com registros de Crax blumenbachii: (i) areas com alta porcentagem de cobertura florestal, com muitas estradas e muitos rios, com baixa porcentagem de pastagem/agricultura, com casas proximas aos remanescentes estudados, e.g., Parques Nacionais Monte Pascoal (14), Descobrimento (4), Pau-Brasil (7) e a Reserva Biologica de Una (3); (ii) areas distantes de casas, com fragmentos florestais proximos e com estradas proximas, e.g., Capitao (2) (Figura 2).

Os remanescentes florestais do Monte Pascoal, Descobrimento, Pau-Brasil e Una possuem perfil semelhante, pois apresentaram muitas estradas vicinais em seu interior e/ou no entorno de 2 km (Figura 2). Crax blumenbachii e frequentemente visto fazendo uso de estradas vicinais locais e trilhas dentro de fragmentos florestais em que a pressao de caca e baixa (IBAMA, 2004; SRBEK-ARAUJO; SILVEIRA; CHIARELLO, 2012; ALVES; LOPEZ-IBORRA; SILVEIRA, 2015). Tal habito esta relacionado principalmente ao forrageio (SRBEK-ARAUJO; SILVEIRA; CHIARELLO, 2012), facilidade de deslocamento e ao comportamento de ajeitar a plumagem (COLLAR; GONZAGA, 1988). Por outro lado, estradas facilitam o acesso humano as matas, alterando a paisagem em que estao inseridas e consequentemente interferindo nas especies que as compoem (COFFIN, 2007). Para cracideos ha relatos de aumento na pressao de caca e destruicao do habitat, devido a extracao seletiva de madeira, em areas em que estradas foram abertas e/ ou pavimentadas (THIOLLAY, 1992; MARTINEZ-MORALES, 1999). A proximidade de casas e porcentagem de pastagem e agricultura tambem estao relacionadas a modificacao do habitat e aumento da pressao de caca (BROOKS, 1999; HAYES; SANASIE; SAMAD, 2009; AUBAD; ARAGON; RODRIGUEZ, 2010; THORNTON; BRANCH; SUNQUIST, 2012).

Os Parques Nacionais do Monte Pascoal, Descobrimento, Pau-Brasil e Rebio de Una sao similares por terem apresentado maior quilometragem de rios (Figura 2). Trabalhos anteriores mostram a preferencia dos cracideos por areas proximas a fontes de agua, sendo locais usados para forrageio e construcao de seus ninhos (MARTINEZ-MORALES, 1999; IBAMA, 2004; BODRATI; COCKLE, 2006; HILL; ARANIBAR-ROJAS; MACLEOD, 2008; LUNA-MAIRA et al., 2013). Assim, uma estrategia eficaz para a conservacao de mutum-do-sudeste e outros cracideos e contemplar amplas extensoes de rios no planejamento e estabelecimento de areas protegidas (LUNA-MAIRA et al., 2013; SCARANO; CEOTTO, 2015). Estas mesmas areas tambem apresentaram maior porcentagem de cobertura florestal no entorno, enquanto a area Capitao apresentou fragmentos florestais mais proximos a sua borda (Figura 2). Essas caracteristicas sao importantes, pois grandes frugivoros tem maior preferencia por areas florestadas inseridas em uma paisagem pouco fragmentada (PEREIRA; DAILY; ROUGHGARDEN, 2004; BICKNELL; PERES, 2010). Areas em que mutuns nao sao registrados ha mais de 15 anos, como Camacan (11), estao inseridas em uma paisagem fragmentada. De fato, esse tipo de cenario e uma ameaca a sobrevivencia da especie (BIRDLIFE INTERNATIONAL, 2016), cujo tamanho de area de vida de um casal adulto e, em media, 250 ha (BERNARDO et al., 2011).

As areas do Descobrimento, Pau-Brasil e Rebio de Una, nas quais Crax blumenbachii ainda persiste, estao mais relacionadas a um habitat com menor porcentagem de pastagem e agricultura e mais distantes de casas no seu entorno. No entanto, esse cenario nao foi observado em todos os locais em que ha registro atual da especie, como na area Capitao. Alguns autores citam o uso de plantacoes pelo mutum-do-sudeste, situadas proximas a casas na zona rural onde a pressao de caca e baixa (ALVAREZ; DEVELEY, 2010; BERNARDO et al., 2011). Contudo, a frequencia de forrageio em areas proximas a casas e baixa, mesmo por especies de cracideos mais resilientes a um certo nivel de modificacao no habitat, como e o caso de Penelope superciliaris (MIKICH, 2002).

Os assentamentos humanos tambem podem funcionar como uma barreira fisica isolando populacoes (KATTAN et al., 2006) tornando-se um problema para manutencao da dinamica fonte-dreno (PULLIAM, 1988) especialmente porque a recuperacao das populacoes de cracideos e trabalhosa quando sofrem intensa pressao de caca (BEGAZO; BODMER, 1998), aumentando o risco de extincao local. Dentre os fragmentos florestais analisados, o da Fazenda Nossa Senhora Auxiliadora fica proximo a uma area de assentamento humano. Como nao possui protecao legal, e comum a pratica da caca pela populacao local, tendo sido observado tambem a presenca de varios caes durante uma visita na area.

CONCLUSOES

Identificaram-se dois perfis de areas com registros de mutum: (1) areas com paisagens mais florestadas, com mais rios e estradas, pouca pastagem/agricultura e casas proximas, e (2) areas distantes de casas, com estradas e fragmentos florestais proximos. Pode-se inferir que as areas em que atualmente ha registros de mutum (e.g. Una, que se encaixa no perfil 1) possuem caracteristicas importantes para a conservacao da especie. Assim, areas com perfis semelhantes sao recomendadas para a conservacao do mutum. No entanto, deve-se ter em mente que os perfis referem-se a areas em que ha ou houve registros de mutum, e nao necessariamente refletem qualidade otima de habitat para a especie.

DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509835099

AGRADECIMENTOS

Agradecemos o apoio financeiro da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), ao Programa de Pos-Graduacao em Genetica, Biodiversidade e Conservacao, aos moradores e responsaveis pelas areas analisadas e pesquisadores, que colaboraram com informacoes para esse estudo.

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Elaine Rios (1), Poliane Farias Santos (1), Christine Steiner Sao Bernardo (2)

(1) Biologa, MSc., Programa de Pos-Graduacao em Genetica, Biodiversidade e Conservacao, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Av. Jose Moreira Sobrinho, s/n, Jequiezinho, CEP 45205-490, Jequie (BA), Brasil. lanerios17@hotmail.com / polly-farias@hotmail.com

(2) Biologa, Dra., Docente do Programa de Pos-Graduacao em Genetica, Biodiversidade e Conservacao, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Av. Jose Moreira Sobrinho, s/n, Jequiezinho, CEP 45205-490, Jequie (BA), Brasil. christinesteiner@yahoo.com

Recebido para publicacao em 1/05/2017 e aceito em 9/11/2017

Caption: FIGURE 1: Location of the Atlantic Forest remnants analyzed in the current study. The numbers on the map correspond to each study area described in Table 1, field ID.

FIGURA 1: Localizacao dos remanescentes da Mata Atlantica analisados no presente estudo. Os numeros no mapa correspondem a cada area de estudo descrita na Tabela 1, campo ID.

Caption: FIGURE 2: Biplot obtained by Principal Component Analysis (PCA), representing landscape features within a 2 km buffer radius around 14 Atlantic Forest remnants with current and historical records of Crax blumenbachii. The numbers indicate the study areas (Table 1, ID field).

FIGURA 2: Biplot gerado a partir da Analise dos Componentes Principais (ACP) representando caracteristicas da paisagem no entorno de 2 km de 14 fragmentos florestais de Mata Atlantica com registros atuais e historicos de Crax blumenbachii. Os numeros indicam as areas de estudo (Tabela 1, campo ID).
TABLE 1: Characteristics of the study areas in southern Bahia state,
Brazil.

TABELA 1: Caracteristicas das areas de estudo no sul da Bahia,
Brasil.

ID            Areas              Estado de      Ano de
                                 protecao       criacao

1          RE Michelin        Area particular    1984

2            Capitao                Uso          2005
                                sustentavel

3          Rebio de Una          Protecao        1980
                                 integral

4             PARNA              Protecao        1999
          Descobrimento          integral

5        Barra do Tijuipe           Uso          1993
                                sustentavel

6          Sul do PESC           Protecao        1997
                                 integral

7        PARNA Pau-Brasil        Protecao        1999
                                 integral

8       Faz. Nossa Senhora    Area particular     --
           Auxiliadora

9      Faz. Vale do Juliana   Area particular     --

10         Sede do PESC          Protecao        1997
                                 integral

11           Camacan          Area particular     --

12         Serra Bonita             Uso          1997
                                sustentavel

13       Estacao Veracel            Uso          1998
                                sustentavel

14         PARNA Monte           Protecao        1961
             Pascoal             integral

ID        Tamanho da       Altitude             Referencia
       area ([km.sup.2])     (m)

1            0,03           92-338       Flesher e Laufer (2013)

2             6,6          100-200

3           187,15         100-200             IBAMA (1997)

4           226,939          100        Instituto Chico Mendes de
                                      Conservacao da Biodiversidade
                                                  (2014)

5            1,87          200-300     V&C Engenheiros Consultores
                                        (1998); Bernardo e Canale
                                                  (2015)

6            0,027         200-300             Bahia (2005)

7            0,115           100            Wikiparques (2016)

8            0,01          200-400       Climate-data.org (2016)

9            0,048         200-300      Fazendas Reunidas Vale do
                                              Juliana (2016)

10           0,02           0-200

11           2,47          200-950       Climate-data.org (2016)

12            20           180-960       Martins e Galileo (2010)

13           0,06           Oct-80            Veracel (2007)

14          225,006         95-536     Brasil (1995); IBAMA (2005)

Em que: ID = Numero de identificacao da area de estudo; RE = Reserva
Ecologica; RPPN = Reserva Particular do Patrimonio Natural; Rebio =
Reserva Biologica; PARNA = Parque Nacional; APA = Area de Protecao
Ambiental; PESC = Parque Estadual Serra do Conduru; Faz. = Fazenda;
(-) sem informacao.

TABLE 2: Coefficient of determination ([R.sup.2]) of the landscape
variables related to the percentage of forest in the different
scales. The highest values of coefficient of determination
([R.sup.2]) were highlighted in bold.

TABELA 2: Coeficiente de determinacao ([R.sup.2]) das variaveis da
paisagem em relacao a porcentagem de floresta nas diferentes
escalas. Os maiores valores do coeficiente de determinacao
([R.sup.2]) foram destacados em negrito.

  Variaveis     Interior     500 m       1 km       2 km
 dependentes

Kmr             0,364 **    0,484 **   0,462 **   0,623 **#
Drb                          0,037      0,004      0,141#
Kme             0,400 **    0,531 **   0,488 **   0,594 **#
Deb                          0,146      0,155#      0,126
Ca                0,064      0,031      0,213     0,430 **#
Floca           0,475 **#     0,11      0,246       0,055
Pa                0,083      0,056      0,096       0,22#
Df                 --        0,005      0,006      0,006#
Pf                 --        0,093      0,126#      0,045
Dcb                --        0,006      0,193      0,198#
Atc               0,054      0,118#     0,036       0,023
If              0,424 **

Em que: kmr = quilometragem total de rios; drb = distancia de rios
ate a borda do fragmento florestal; kme = quilometragem total de
estradas; deb = distancia de estradas ate a borda do fragmento
florestal; ca = % de cabruca; floca = % de floresta com cabruca; pa
= % de pastagem e agricultura; df = densidade de fragmentos
florestais; pf = proximidade de fragmentos florestais; dcb =
distancia de casas ate a borda do fragmento florestal; atc = area
total ocupada por casas; if = indice da forma do fragmento
florestal; ** p<0.01.

Note: The highest values of coefficient of determination ([R.sup.2])
indicated with #.
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Author:Rios, Elaine; Santos, Poliane Farias; Bernardo, Christine Steiner Sao
Publication:Ciencia Florestal
Date:Oct 1, 2018
Words:5386
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