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POTENTIAL OF DESLORELIN AS INDUCTOR OF OVULATION FOR TIMEDARTIFICIAL INSEMINATION IN PRIMIPAROUS Bos taurus indicus COWS/POTENCIAL DA DESLORELINA COMO AGENTE INDUTOR DA OVULACAO EM VACAS PRIMIPARAS Bos taurus indicus NA INSEMINACAO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO/POTENCIAL DE LA DESLORELINA COMO AGENTE INDUCTOR DE LA OVULACION EN VACAS PRIMIPARAS Bos taurus indicus EN LA INSEMINACION ARTIFICIAL EN TIEMPO FIJO.

INTRODUCAO

As falhas na identificacao do estro e do anestro pos-parto prolongado sao os dois principais fatores que afetam o desempenho reprodutivo de bovinos (1). O metodo tradicional para a deteccao de estro e a observacao visual, sendo altamente dependente da intensidade de estro, da experiencia do observador, e da frequencia de observacoes (2).

Visando maximizar as probabilidades das taxas de concepcao (TC) e taxas de prenhez (TP), com numero reduzido de inseminacoes artificiais (IA), varios protocolos de sincronizacao de estro foram desenvolvidos, sendo o objetivo da maioria a nao-necessidade de deteccao de estro (3), ou seja, protocolos hormonais direcionados a inseminacao artificial em tempo fixo (IATF). Estreitamente relacionada aos protocolos de IATF encontra-se a sincronizacao da ovulacao (SO), visando a otimizacao das TP. Esta biotecnica constitui-se em uma ferramenta importante na eficiencia reprodutiva de rebanhos comerciais (4).

Os protocolos classicos de IATF utilizam associacoes de implantes (intravaginais ou subcutaneos) de P4, BE, prostaglandina F2[alpha] (PGF2[alpha]), e gonadotrofina corionica equina (eCG) para sincronizacao do estro (5,6,7).

Se por um lado observam-se os efeitos beneficos da exposicao dos animais a P4, por outro a eCG atua como estimulante do crescimento folicular (sobretudo do foliculo dominante--FD) e producao de P4 pelo corpo luteo (CL) do ciclo subsequente (5). Seu uso tem-se mostrado promissor em vacas com baixa taxa de ciclicidade (animais no puerperio, por exemplo) ou em animais com baixo escore da condicao corporal (ECC) (5). Sa Filho et al. (8), verificaram que o uso de eCG pode resultar em aumento da taxa de crescimento folicular, aumento do diametro do FD, alem da elevacao da taxa de ovulacao (TO) em vacas nao ciclicas.

Por sua vez, o uso de GnRH ou estradiol no inicio do protocolo de IATF pode alterar a dinamica folicular do ovario visando sincronizar o surgimento de um novo FD. O uso do estradiol, GnRH ou hCG durante o proestro pode reduzir a variacao do intervalo a ovulacao (10). Kozicki et al. (11) testaram a DES (potente agonista do GnRH) intramuscularmente em vacas mesticas, visando a inducao da ovulacao apos previo tratamento de P4 intravaginal, obtendo taxa de ovulacao de 100,0% apos 22,3 horas da aplicacao.

Indutores da ovulacao em vacas como o GnRH (9) e a DES (12) em bufalas, foram empregados em protocolos de IATF, visando incrementar as taxas de concepcao e de prenhez. Estudo em bufalas no anestro sazonal demostrou que a DES foi significativamente mais eficiente na TO e na TP que o GnRH em protocolo de IATF (12). Estudos utilizando a DES injetavel intramuscularmente, visando a inducao da ovulacao em vacas sao escassos. Padula e Macmillan (13), utilizaram a DES com implante subcutaneo em vacas leiteiras, concluindo que o agonista do GnRH possui um potencial para controlar as funcoes reprodutivas no puerperio e manipular a fertilidade de vacas. Relacionado a isso, a hipotese no presente estudo e a de que a administracao de DES como indutora da ovulacao em protocolos de IATF otimize a eficiencia reprodutiva em vacas zebuinas primiparas, nao obstante esta categoria animal constitua uma classe especial de animais. As vacas primiparas detem frequentemente, atraso do inicio da ciclicidade no periodo pos-parto, em funcao da primeira lactacao, pois sao recem-saidas do estado de novilhas, mas ainda, nao sao vacas totalmente constituidas, devendo garantir a producao de leite para sua prole, assim como finalizar o seu proprio crescimento (14).

O objetivo do estudo foi verificar a eficiencia do acetato de deslorelina injetavel intramuscularmente, como indutor da ovulacao em protocolos de IATF, sobre as taxas de prenhez em vacas Bos taurus indicus primiparas na reproducao em escala comercial.

MATERIAL E METODOS

O presente estudo utilizou 176 vacas primiparas da raca Nelore de uma Fazenda Comercial de bovinocultura de corte, situada na Latitude 23[degrees] 53' 34", Longitude 55[degrees] 25' 52", (altitude de 429 metros) sob pastejo rotacionado de piquetes com Brachiaria brizantha (var. Marandu). Adicionalmente foi oferecido sal mineral e agua ad libitum. O escore da condicao corporal (ECC) apresentou a media de 3,5, sendo 1= magra e 5= obesa (15), e o peso medio foi de 340 kg. Os animais encontravam-se entre 37 e 53 dias apos o parto (media de 43,5 dias). As vacas foram distribuidas aleatoriamente em 3 grupos: o GNDES (Grupo Nao-Deslorelina; n = 59) que recebeu um dispositivo intravaginal de progesterona (P4) longa-acao + benzoato de estradiol (BE) no dia 0 (d0) do protocolo; em d8 ocorreu a remocao da P4 + administracao de prostaglandina F2 alfa (PGF2[alpha]) + gonadotrofina corionica equina (eCG) + cipionato de estradiol (CE); em d10 efetuou-se a IATF; o GDES (Grupo Deslorelina; n = 60) foi submetido a identico protocolo, exceto que em d10 foi aplicado 1,0 mg de acetato de deslorelina (IM) (musculo Longissimus dorsi); o GDES6 (Grupo com Deslorelina aplicada 6 horas antes da IATF; n = 57), o mesmo que GDES exceto a administracao de acetato de deslorelina (IM) 6 horas antes da IATF (Figura 1). As inseminacoes artificiais foram executadas com semen descongelado sabidamente fertil. O diagnostico de prenhez (DP) foi feito aos 35 dias, aos 60 pos a IATF e ao final da estacao de monta (EM = 90 dias). Vacas nao prenhes apos a IATF, permaneceram com touros de repasse ate o d90. As avaliacoes ovarianas foram executadas mediante aparelho portatil de ultrassom, equipado com um transdutor linear bifrequencial de 5/7,5 MHz (Concept LC, Dynamic Imaging, Scotland). Mediante exames ultrassonograficos as vacas foram classificadas em anestro (ausencia de Cl ou foliculos < que 8 mm de diametro) ou ciclicas (presenca de Cl ou foliculos > que 8 mm) (16). Os foliculos ovarianos eram identificados e o diametro (mm) foi mensurado no dia menos 7, d0 e d8. A proporcao de touros de repasse para as vacas foi de 1:25.

Os modelos estatisticos foram ajustados utilizando o Statistical Analysis System (SAS, versao 9.1 para Windows; SAS Inst, Cary, NC, EUA, 2014). A taxa de prenhez, que e uma variavel binaria, tem distribuicao Bernoulli e foi analisada por regressao logistica mista, utilizando o procedimento GLIMMIX. As variaveis independentes inicialmente consideradas no modelo estatistico foram: efeito de tratamento (Grupos GNDES; GDES; GDES6), o escore corporal (ECC) e suas interacoes para a taxa de prenhez. Para obtencao do modelo estatistico final, as variaveis explicativas foram sequencialmente removidas com base no criterio estatistico de Wald, aplicando o valor de corte de P>0,2. Seguindo este criterio, a variavel explicativa incluida no modelo final para a taxa de prenhez foi o efeito do tratamento.

Alem desses aspectos, o ECC foi dividido em tres categorias, a saber: ECC < 3,5; ECC = 3,5 e ECC > 3,5 e avaliada sua relacao com Anestro, Prenhez x IATF, Prenhez x Touro e Prenhez x Total. Adicionalmente, foi analisada a relacao entre Anestro x Prenhez (IATF), bem como, Prenhez x Touro. Finalmente, os dados foram apresentados como valores medios e porcentagens, considerando-se um nivel de significancia de 5% para todos os testes estatisticos.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os dados de ECC, Dias Abertos, Anestro ou Ciclicidade e Taxas de Prenhez encontramse na tabela 1.

Desde o desenvolvimento do protocolo Ovsynch (um dos primeiros para a IATF em bovinos) (17), inumeros outros foram desenvolvidos e testados. Muitos dos protocolos incluiram os hormonios indutores da ovulacao administrados no dia da IATF (17) ou 24 horas (18) ou 48 horas antes da IATF (19). O uso de indutores da ovulacao, tornou-se fundamental para a melhoria das taxas de prenhez em bovinos (20), sendo o GnRH (21), o BE (22) e o CE (8), os mais utilizados.

No presente estudo, utilizou-se o acetato de deslorelina injetavel via intramuscular profunda (IM), substancia empregada anteriormente (23,24,25) sob a forma de implantes subcutaneos. Contudo, os relatos conclusivos destes autores nao esclareceram suficientemente os potenciais efeitos da DES, principalmente como indutora da ovulacao e os resultados nao alcancaram a repercussao necessaria para a continuidade de outros estudos sequenciais. Os resultados mostraram-se pouco consistentes, principalmente em relacao a inducao da ovulacao em vacas de leite em programas de IATF (23).

No presente experimento o GDES recebeu a DES no dia da IATF e o GDES6 seis horas antes, e os dados foram confrontados com o grupo nao recebedor da DES (GNDES). Nossa hipotese era de que a DES atuaria como potente indutora da ovulacao em bovinos, de acordo com relatos de Kozicki et al. (11), os quais conduziram estudo em vacas mesticas de corte e de Frares et al. (12) em bufalas de leite, no anestro sazonal. Basicamente o protocolo administrado no presente estudo ja contemplava o uso de CE no d8 do protocolo (=dia da retirada da P4), com a funcao de indutor da ovulacao. Por conseguinte, a DES injetada no dia da IATF, poderia segundo nossa hipotese, proporcionar ainda maior precisao nas horas e no percentual de animais com ovulacoes. De fato, no presente estudo os grupos tratados com DES (GDES e GDES6) evidenciaram maior eficiencia na TP na IATF em numeros absolutos, quando confrontados com o GNDES, nao se mostrando, contudo significativa (P>0,05) (Tab. 1). O GDES foi superior aos demais grupos na TP na IATF, mantendo a superioridade aos 60 dias e ao final da EM. As TP dos grupos na IATF resultaram em 40,6; 53,3 e 43,8 % respectivamente para GNDES, GDES e GDES6, com TP ao final da EM de 72,9; 81,7 e 70,2 %. Isto posto, observa-se um indicativo para o uso da DES como indutora da ovulacao, em protocolos de IATF.

Na analise comparativa entre os grupos recebedores de DES, nao detectou-se diferenca nas TP entre o GDES (53,3%) e o GDES6 (43,8%) a IATF, (P>0,05). A priori o GDES6 poderia resultar em melhor TP que o GDES, pois a DES foi aplicada 6 horas antes, que seria consistente com os relatos de Kozicki et al. (11). A DES injetavel foi utilizada por Kozicki et al. (11), os quais obtiveram 100,0 % de TO em vacas mesticas, dentro de 22,3 horas apos a aplicacao, significativamente mais precoce que o grupo nao recebedor da DES (ovulacao apos 33,6 horas) naquele estudo. Hipoteticamente, a administracao da DES seis horas antes da IATF poderia resultar em maior TP que a aplicacao da DES no dia da IATF, o que na realidade nao ocorreu. Contudo, deve-se salientar que Kozicki et. (11) executaram estudos em vacas multiparas e mesticas (Bos taurus/Bos indicus), diferentemente das utilizadas no presente estudo, que foram unicamente primiparas Bos indicus, redundando por conseguinte em diferencas na TP entre os estudos. Na analise dos dados da variavel dias abertos entre os grupos, observou-se moderado valor para o coeficiente de variacao, porem nao acreditamos que isso tenha influenciado os resultados.

Frares et al. (12) trabalhando com protocolo para IATF em bufalas de leite no anestro sazonal, compararam dois indutores da ovulacao, a buserelina (GnRH) e a DES, aplicada intramuscularmente 24 horas antes da IATF, visando otimizar a TP. Os autores verificaram respectivamente para DES e buserelina, melhores TO (37,0 e 16,6%) e melhores TP (41,0 e 20,0%), em favor da DES. Bartolome et al. (25), utilizaram DES sob a forma de implante subcutaneo em vacas leiteiras no puerperio, e verificaram inducao da ovulacao, ao estimular o desenvolvimento de CL fisiologico. Ambrose et al. (23), verificaram que o implante de DES proporcionou 40,0% de TO (proxima da obtida no presente estudo) e 60,0% das vacas leiteiras falharam em ovular, aumentando contudo as TP em vacas com baixo ECC. Um implante subcutaneo com 700 mcg de DES aumentou a concentracao de LH e de P4, prolongando porem a emergencia do terceiro FD apos sua retirada (24).

Aspecto ainda a ser considerado, refere-se a dose ideal a ser administrada em vacas de corte. No presente estudo foi injetado 1,0 mg de DES (IM) por animal, 6 horas antes ou no dia da IATF. Bartolome et al. (25), administraram doses de 750 e 1000 mg de DES (sob a forma de implante subcutaneo) em vacas, concluindo que houve reducao das dimensoes do maior foliculo e ate falhas nas ovulacoes dos foliculos dominantes no dia 28 apos o inicio do estudo. Estes autores afirmaram que a DES, induziu a ovulacao, estimulou o desenvolvimento de um CL normal e prolongou o crescimento folicular no diestro subsequente. Face aos efeitos, tipo pulverizados (esparsos), e oportuno comentar que as doses utilizadas no implante subcutaneo foram elevadas, abrindo a possibilidade de influenciar as acoes da DES no eixo hipotalamohipofise-gonadas. Consideramos oportuna a sugestao de que em futuros estudos, a DES possa ser utilizada, ajustando-se porem a dose nos protocolos de IATF (25).

Visando impactar os melhores efeitos sobre a ovulacao e aumento consequente da TP, parece-nos portanto, que a DES deva ser administrada 24 horas da IATF em vacas primiparas Bos indicus, mesmo nos protocolos com emprego de BE ou de CE. Recomenda-se outras pesquisas a respeito da DES injetavel em protocolos de IATF, em funcao da escassez de dados que significativamente concedam suporte aos efeitos da DES em bovinos de corte. O presente estudo, reveste-se de carater inovatorio e inedito, uma vez que a DES foi administrada intramuscularmente, revelando-se uma substancia indutora da ovulacao nos protocolos de IATF, reiterando que novas pesquisas devam ser encetadas com esta droga.

Outro ponto relevante a ser considerado, refere-se ao uso da DES em vacas primiparas, as quais, destacam-se por apresentarem maiores dificuldades a ciclicidade fisiologica no puerperio (26). Muito embora o uso da DES no GDES e GDES6 nao tenha resultado em diferenca significante sobre o GNDES, observou-se uma TP em 3,2 e 12,7 % respectivamente maior que a do grupo controle.

Adicionalmente, foram executadas analises estatisticas da possivel influencia do ECC com anestro sobre as TP na IATF, da TP dos touros, assim como a TP total, nao se verificando diferencas, resultados estes nao consistentes com os de Ferreira et al. (27), os quais trabalharam com animais cujo ECC foi nitidamente inferior ao do presente estudo. As nao-diferencas na TP no presente estudo poderiam ser atribuidas a que os animais encontravam-se com ECC entre 2,7 a 4,0, diferentemente do ECC verificado nos animais estudados por Ferreira et al. (27). Adicionalmente, confrontou-se a condicao de anestria nos animais versus TP na IATF, e TP dos touros, nao se constatando diferencas.

CONCLUSOES

O uso da DES como indutora da ovulacao no dia da IATF ou 6 horas antes, mostrou melhoria na TP em numeros absolutos nos grupos tratados com a DES frente ao controle dadas as taxas de prenhez; as variaveis ECC, dias abertos e as condicoes de anestro ou ciclicidade verificadas nao influenciaram as TP a IATF, aos 60 dias e ao final da EM.

Recebido em: 31/03/2016 Aceito em: 15/01/2017

REFERENCIAS

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Laisa Sincero Rabelo de Oliveira [1]

Andre Luiz Bastos de Souza [2]

Luiz Ernandes Kozicki [1]

Marcio Segui [1]

Victor Breno Pedosa (3)

Jose Antonio Dell'Aqua Junior (4)

Romildo Romualdo Weiss (5)

Ana Claudia Machinski Rangel de Abreu (5)

[1] Pontificia Universidade Catolica do Parana--Escola de Ciencias da Vida, Campus Curitiba, Parana, Brasil. Correspondencia: lasincero@hotmail.com

[2] Vet, Maxi Consultoria Pecuaria--Curitiba--PR, Brasil.

[3] Departamento de Zootecnia--Universidade Estadual de Ponta Grossa.

[4] Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Campus de Botucatu, Sao Paulo, Brasil.

[5] Setor de Ciencias Agrarias--Universidade Federal do Parana, Curitiba, Parana, Brasil.

Caption: Figura 1. Diagrama do protocolo dos tres grupos de vacas.

GNDES (Grupo Nao-Deslorelina; n = 59);

GDES (Grupo Deslorelina; n = 60);

GDES6 (Grupo Deslorelina 6 horas antes da IATF; n = 57);

Caption: P4: Dispositivo Intravaginal (0,558 g Progesterona = Cronipress, Biogenesis Bago, Curitiba, Brasil); BE: (1 mg Benzoate de estradiol IM, Cronibest, Biogenesis Bago); PGF2a (0.075 mg / ml Cloprostenol = Croniben, Biogenesis Bago); eCG (400 IU Gonadotrofina corionica equina = Novohormon, Coopers); Deslorelina (1 mg IM)(substancia ainda nao comercializada; cedida graciosamente); CE (1,0 mg IM, cipionato de estradiol), Zoetis--Pfizer, Sao Paulo); DP= Diagnostico de prenhez; US= Ultrassonografia.
Tabela 1. Escore da condicao corporal (ECC), dias abertos no pos-
parto, ciclicidade, taxa de prenhez oriunda de IATF e do repasse
dos touros nos grupos de vacas Bos taurus indicus submetidas a
protocolos hormonais sem deslorelina (GNDES), com DES no dia da
IATF(GDES) e com DES 6 horas antes da IATF (n=176).

Grupos               ECC            Dias abertos        Anestro
                (x [+ or -] s)     (x [+ or -] s)         n (%)

GNDES (n=59)   3,4 [+ or -] 0,2   45,5 [+ or -] 8,1   31/59 (52,5)
 CV (%)              5,8                17,8
GDES (n=60)    3,5 [+ or -] 0,3   43,7 [+ or -] 8,4   28/60 (46,6)
CV (%)               8,5                19,2
GDES6 (n=57)   3,5 [+ or -] 0,3   41,5 [+ or -] 7,0   31/57 (54,3)
CV (%)               8,5                16,8
Valor de P           --                  --               0,34

Grupos           Ciclicas       TP IATF      TP Touros 60
                   n (%)          n (%)       dias n (%)

GNDES (n=59)   28/59 (47,5)   24/59 (40,6)   19/35 (54,2)
 CV (%)
GDES (n=60)    32/60 (53,3)   32/60 (53,3)   17/28 (60,7)
CV (%)
GDES6 (n=57)   26/57 (45,6)   25/57 (43,8)   15/32 (46,9)
CV (%)
Valor de P                        0,35           0,58

Grupos         TP ao Final
                 EM n (%)

GNDES (n=59)   43/59 (72,9)
 CV (%)
GDES (n=60)    49/60 (81,7)
CV (%)
GDES6 (n=57)   40/57 (70,2)
CV (%)
Valor de P         0,33

Nao houve diferenca significativa entre os grupos para nenhuma das
variaveis estudadas, tendo como os valores de P: Categorias de ECC
x Anestro (P=0,80), Categorias de ECC x Prenhez na IATF (P=0,56);
Categorias de ECC x Prenhez de Touros (P=0,93); Categorias de
ECC x Prenhez Total (P=0,80); Anestro x Prenhez IATF (P=0,70) e
Anestro x Prenhez Touro (P=0,97).
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Author:de Oliveira, Laisa Sincero Rabelo; de Souza, Andre Luiz Bastos; Kozicki, Luiz Ernandes; Segui, Marci
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Jun 1, 2017
Words:3832
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