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POLUICAO DO AMBIENTE POR METAIS PESADOS E UTILIZACAO DE VEGETAIS COMO BIOINDICADORES.

1 Introducao

Na natureza existem varias fontes que podem liberar no ambiente determinadas concentracoes de metais pesados, um exemplo disso e o intemperismo de rochas, porem as atividades antropicas atualmente vem aumentando os niveis destes poluentes no solo, aguas e atmosfera. Este crescimento foi ignorado ate o evento do ano de 1932, quando em Minamata no Japao, uma industria de fabricacao de acetaldeido que expandindo-se, aumentou o despejo de seus efluentes contaminados com mercurio no mar. O mercurio se acumulou nos peixes da regiao e consequentemente chegou populacao local, onde varias pessoas morreram devido aos efeitos da intoxicacao e outras sofreram com as deformacoes em fetos durante a gravidez (SCLIAR, 2003). Apos a tragedia, observou-se um crescente interesse no monitoramento dos metais pesados, nos compartimentos ambientais (solo, agua e atmosfera). As continuas emissoes das particulas de metais pesados produzidos pelo homem podem ser absorvidas por vegetais e animais, causando intoxicacoes em todos os niveis da cadeia alimentar, caracterizando como poluentes ambientais significativos, devido a sua toxicidade, sendo um problema de importancia crescente. Em particular, sua acumulacao nos solos, aguas subterraneas e nos organismos podem ter consequencias incalculaveis (MARKERT, et al, 1999).

Alem de metais de origem geoquimica, (normalmente tendo uma elevada concentracao) (JENG, et. al 1992), podem apresentar fontes diversas, presentes em solos, na queima de combustiveis fosseis, mineracao e fundicao de minerios metalicos, residuos municipais, fertilizantes, pesticidas, alteracoes de lodo de esgoto, o uso de pigmentos e baterias (DARBON, et al. 1992).

O termo "metais pesados" e empregado para elementos metalicos com uma densidade superior a 5 g/[cm.sup.3], capazes de formar sulfuretos (ADRIANO, 1986). As propriedades quimicas dos metais pesados, entretanto, sao os fatores que mais influenciam em comparacao a este parametro. As principais propriedades destes elementos, (tambem denominados "elementos traco"), sao os elevados niveis de reatividade e bioacumulacao. Isto quer dizer que tais elementos, alem de serem capazes de desencadear diversas reacoes quimicas nao metabolizaveis (organismos vivos nao podem degrada-los), faz com que permanecam em carater cumulativo ao longo da cadeia alimentar (DUFFUS, 2002). Na classificacao de metais pesados estao o chumbo (Pb), cadmio (Cd), niquel (Ni), cobalto (Co), ferro (Fe), zinco (Zn), cromio (Cr), arsenio (As), prata (Ag) (GONCALVEZ, 2002). Dentre estes metais, alguns sao micronutrientes necessarios para o crescimento de plantas, tais como zinco (Zn), cobre (Cu), manganes (Mn), niquel (Ni) e cobalto (Co) (MARSCHNER 1995), enquanto outros nao tem qualquer funcao biologica conhecida, como cadmio (Cd), chumbo (Pb) e mercurio (Hg).

Estudos feitos a respeito da tolerancia a metais pesados levantaram que alguns microrganismos do solo podem ser aplicados para remocao desses elementos em solos poluidos, alem de proporcionar uma compreensao biologica da adaptacao de organismos vivos para ambientes extremos. Porem o aumento da producao e liberacao de substancias quimicas no ambiente atingiu uma fase em que os organismos e a sociedade ja nao sao capazes de controlar o seu impacto (MARKERT, 2007).

Para o monitoramento de poluentes as respostas biologicas podem ser consideradas mais representativas do que dados fornecidos pelos sensores quimicos ou fisicos. Alem disso, eles permitem estimar os niveis de poluentes e, ainda mais importante: o impacto sobre os receptores biologicos. O monitoramento biologico dentro de um programa de controle de qualidade envolve a utilizacao sistematica de seres vivos para a obtencao de informacoes quantitativas sobre as mudancas no ambiente (BARGAGLI, 1998).

Desta forma a melhor maneira para determinar a extensao e a ameaca da contaminacao no ambiente e atraves do monitoramento dos niveis de contaminantes nos proprios especimes. A composicao elementar de tecidos vegetais e de interesse para a ecologia e para a protecao ambiental (MARKERT, 2007).

Plantas baixas ou altas podem atuar como bioindicadores, biomonitores e bioacumuladores (MARKERT, et al, 1999; SKELLY, 2003; CHANDRA e KULSHRESHTHA, 2004). Em geral, as respostas das estruturas vegetativas sao examinadas em uma variedade de niveis de escala, desde molecular populacao ou comunidade (KRUPA, et al., 1993; CISLAGHI and NIMIS, 1997; CITTERIO, et al., 2002; MADEJONG, et al., 2004; MANNING e GODZIK, 2004; TOMASEVICET, al., 2005). Outro exemplo dentro da classe de plantas, os musgos, tambem sao amplamente utilizados como bioindicadores de poluicao por metais na atmosfera, pois permitem, com a mesma amostra, a monitorizacao simultanea de um grande numero de contaminantes (ABOAL, et al., 2012; SUN, et al., 2011). Devido s caracteristicas morfologicas e fisiologicas, essas plantas podem acumular grandes quantidades de metais, muito maiores do que os encontrados no ar, ao longo de toda a sua superficie (SUN, et al., 2011; ACHOTEGUI-CASTELLS, et al., 2013).

O biomonitoramento e essencial para avaliar a influencia da contaminacao ambiental (TYLER, 1990; WIERSMA, et al., 1990; SZEFER, et al., 1993; BECKMEN, et al., 2002). Biomonitores eficazes sao aqueles com baixo custo, com facilidade de amostragem e que fornece uma boa correlacao com a mudanca da qualidade ambiental dos ecossistemas. Varios biomateriais acumuladores de metais, como plantas (AL-SHAYEB, et al., 1994), organismos nao-parasitarios (liquenes, musgos, algas) (CAMPANELLA, et al., 2001) tecidos e orgaos animais (penas, figados, rins, ossos) (DAUWE, et al., 2002) tem sido utilizados como biomonitores ambientais.

1.1 Fontes de contaminacao por metais pesados

Os metais pesados sao inseridos no ambiente atraves de diversas fontes, tais como: naturais, agricolas, industriais, de efluentes domesticos, atmosfericas e outras. Sendo a mais importante fonte, de origem natural, caracterizada como material de origem geologica ou afloramentos rochosos. A composicao e a concentracao de metais pesados dependem do tipo de rocha e condicoes ambientais, ativando o processo de desgaste. Os materiais vegetais geologicos geralmente tem elevadas concentracoes de cromo (Cr), manganes (Mn), cobalto (Co), niquel (Ni), cobre (Cu), zinco (Zn), cadmio(Cd), selenio (Sn), chumbo (Pb) e mercurio (Hg). Rochas igneas como olivina, horneblenda augite contribuem com quantidades consideraveis de manganes (Mn), cobalto, niquel, cobre e zinco para os solos. No entanto, a formacao do solo ocorre, principalmente, a partir de rochas sedimentares, mas e apenas uma pequena fonte de metais pesados, uma vez que, em geral, nao e persistente.

Vulcoes tem sido relatados por emitir niveis elevados de aluminio (Al), zinco, manganes, chumbo, niquel, cobre e mercurio (Hg), juntamente com os gases toxicos e nocivos (NIEBOER e RICHARDSON, 1990). Aerossois marinhos e incendios florestais tambem exercem uma influencia importante no transporte de alguns metais pesados em muitos ambientes. Assim, metais pesados volateis, tais como mercurio e selenio (Se) sao parte da materia carbonacea produzida durante o incendio. Alem disso, a vegetacao natural tambem emite metais pesados nos solos e na atmosfera por lixiviacao das folhas e caules, decomposicao e volatilizacao. Tambem foram detectados muitos metais pesados em areas costeiras, devido a pulverizacoes interiores do mar e aerossois produzidos em atividades oceanicas. (NAGAJYOTI, 2010).

As fontes de metais pesados no solo agricola, incluem os fertilizantes inorganicos e organicos, a calagem, lodo de esgoto, aguas de irrigacao e pesticidas. Fertilizantes fosfatados tem niveis variaveis de cadmio, cromo, niquel, chumbo e zinco em funcao das suas fontes. Embora os niveis de metais pesados no solo agricola sejam muito pequenos, o constante uso de fertilizantes de fosfato e com as caracteristicas do solo ao qual sera aplicado, durante um longo periodo de tempo, podera ter acumulacao perigosamente elevada de alguns destes metais (VERKLEJI, 1993). A calagem aumenta os niveis de metais pesados no solo contribuindo mais que fertilizantes base de nitrato e de compostagem. De acordo com Ross, (1994) o lodo de esgoto, fontes de agua de irrigacao, tais como pocos profundos, rios, lagos ou canais de irrigacao tambem sao significantes fontes de contaminacao por metais pesados no solo agricola.

Fontes industriais de metais pesados incluem mineracao, refinamento (o transporte de minerios, fundicao e acabamento de metal e reciclagem de metais, e outros). A operacao de mineracao emite diferentes metais pesados, dependendo do tipo de extracao. Minas de carvao sao fontes de arsenio (As), cadmio, ferro, etc., que enriquecem o solo ao redor da regiao carbonifera direta ou indiretamente. A utilizacao de mercurio na mineracao de ouro e a mobilizacao de montantes significativamente elevados deste metal em antigas minas tornaram-se uma fonte significativa deste poluente para o meio ambiente (LACERDA, 1997). Processamento de alta temperatura de metais, tais como fundicao emitem metais em forma de particulas e de vapor. As formas de vapor desses metais pesados, tais como o arsenio (As), cadmio, cobre, chumbo, selenio e zinco se combinam com a agua na atmosfera formando aerossois. Esses podem ser tanto dispersos pelo vento (deposicao seca) ou precipitado (deposicao humida) provocando a contaminacao de corpos de solo ou de agua. Essa contaminacao pode ocorrer atraves de escoamento da erosao de residuos de minas, poeiras produzidas durante o transporte de minerios, corrosao e lixiviacao de metais pesados no solo e na agua subterranea. A contaminacao do solo por metais pesados, tendo como fonte as industrias, ocorre devido a diferentes tipos de processamento em refinarias. Centrais de fornecimento de energia, como usinas de carvao queimando energia, a combustao de petroleo, centrais nucleares e linhas de alta tensao tambem contribuem para isso. (VERKLEJI, 1993). Efluentes domesticos sao constituidos de aguas residuais nao tratadas ou parcialmente tratadas, mesmo apos passar atraves dos filtros das instalacoes de tratamento biologico, podem acabar, muitas vezes, no mar, a partir de areas residenciais costeiras. As aguas residuais constituem, provavelmente, a maior fonte individual de valores elevados de metal em rios e lagos. Bradford (1997) afirma, que o escoamento das aguas pluviais urbanas tem sido reconhecido como uma importante fonte de poluentes em aguas superficiais.

Metais pesados podem ser transportados entre os ambientes a partir da atmosfera (STEIMES, 1980). O transporte desses metais, devido aos processos naturais e aos provocados pelo homem, ocorre a partir da atmosfera para o solo e vegetacao por queda de poeira, precipitacao a granel ou processos de adsorcao a gas (ANDERSEN, et al., 1978). Outras fontes de enriquecimento do metal atmosferico, sao as fontes antropogenicas de alta temperatura, as quais sao de especial importancia em uma escala global. Erupcoes vulcanicas que sao de fontes exotermicas, tem tambem causado uma poluicao atmosferica significativa (ESHLEMAN, et al. 1971). Al-Hiyaly et al. (1988) sumariza que outras fontes de metais pesados, sao as que incluem a incineracao, os aterros e o transporte (automoveis, aeronaves e outros), afirmando que as duas principais fontes antropogenicas que contaminam o solo sao cinzas volantes produzidas devido queima de carvao e a corrosao de residuos de produtos comerciais, que agregam cromo (Cr), cobre (Cu), chumbo (Pb) e metais galvanizados para o meio ambiente. A queima de gasolina com chumbo tem sido uma importante fonte de chumbo (Pb) no meio ambiente. Incineracoes de residuos urbanos tambem colaboram com concentracoes significativas de zinco (Zn), chumbo (Pb), aluminio (Al), selenio (Sn), ferro (Fe) e cobre (Cu).

1.2 Poluicao dos ambientes por metais pesados

1.2.1 Em Ambientes Terrestres

Os metais presentes no solo como ions livres, complexos de metais soluveis (sequestrados dos ligantes), ions metalicos, metais permutaveis ligados organicamente, precipitado ou compostos insoluveis, tais como oxidos, carbonatos e hidroxidos, ou podem formar parte da estrutura de minerais de silicato (NAGAJYOTI, 2010).

A toxicidade dos metais no solo depende da sua biodisponibilidade, definida como a sua capacidade de ser transferidos a partir de um compartimento do solo a um organismo vivo (JUSTE, 1988). Berthelin et al., (1995) afirma que, a biodisponibilidade do metal e uma funcao nao apenas da sua concentracao total, mas tambem de fatores fisico-quimicos (por exemplo, pH, potencial redox e materia organica, conteudo de argila) e biologicos (por exemplo, biosorcao, bioacumulacao e solubilizacao). O aumento das atividades antropogenicas associadas com a industrializacao e atividades agricolas, tais como mineracao, metalurgia, queima de combustiveis, a deposicao atmosferica, tratamento de residuos, a aplicacao a longo prazo de fertilizantes, irrigacao com agua residuaria, e o crescimento populacional ou urbanizacao, sao os principais fatores que contribuem em poluicao em ambientes terrestres (DONG, et al., 2010; KEHRIG & MALM, 2011; SROGI, 2008).

1.2.2 Em ambientes Aquaticos

Uma das principais preocupacoes com os metais e a bioacumulacao desses pela flora e fauna aquatica, que pela cadeia alimentar acaba tambem atingindo o homem, ocasionando efeitos subletais e letais, devido a disfuncoes metabolicas. Diferentes metais em um sistema aquatico podem resultar em uma sensivel diminuicao da toxicidade desses metais quando comparado com a soma de suas toxicidades quando presentes individualmente (PEREIRA, 2004).

Marcovecchio (2004) afirma, que a contaminacao aquatica, e mais dramatica dentro de estuarios e zonas costeiras semifechadas, especialmente quando elas estao perto de areas densamente povoadas ou industriais (SALOMONS & FORSTNER, 1984; LACERDA, 1998). Devido a sua toxidez, os metais cadmio, cromo, mercurio, niquel, chumbo, arsenico, bario, cobre e zinco se destacam. As industrias metalurgicas, de tintas, de cloro e polimeros, utilizam metais de traco, que, quando lancados irregularmente no ambiente, majoritariamente contaminam os cursos de aguas e lencois freaticos. A incineracao de lixo urbano produz emissoes de gases ricos em metais, principalmente mercurio, chumbo e cadmio que podem ser solubilizados pela agua contaminando no processo, animais aquaticos que fazem parte da cadeia alimentar.

1.2.3 Em ambientes Atmosfericos

Particulas do ar urbano sao ricas em metais pesados potencialmente toxicos, como: cromo, ferro, chumbo, entre outros, que podem ser um verdadeiro perigo para a saude (SIRITO, et al., 2006; SAWIDIS, et al., 2011). Entre eles o transporte e a fonte mais significativa de poluicao do ar nas zonas urbanas quando se trata de elementos de traco toxicos como o chumbo, e dada especial atencao aos poluentes do trafego (BARGAGLI, 1998). Trafego rodoviario intenso e tambem responsavel por grandes emissoes de poluentes atmosfericos relacionados ao transito. No ambiente urbano, metais pesados sao liberados sob a forma de particulas de ar de diferentes tamanhos como solidas e/ou liquidas. Sua origem e a incompleta combustao de combustivel fossil de veiculos movidos a diesel ou de processos industriais. Alguns dos oligoelementos emitidos estao associados com particulas solidas ou ocorrem na fase gasosa, de acordo com os processos de combustao. Dependendo das condicoes climaticas prevalecentes, essas particulas podem percorrer grandes distancias atraves do vento, por fim sendo devolvidos na litosfera por precipitacao de chuva ou neve (BARGAGLI, 1998).

1.3 Fatores que influenciam a captacao de metais pesados em plantas

A toxicidade de um metal ou de seu composto num sistema biologico, depende de diferentes fatores: a dose de metal; toxicidade intrinseca; a capacidade vinculativa do metal; a especificidade do sistema biologico para o transporte do metal atraves de um orgao alvo; biotransformacao de um metal em formas derivadas e por vezes mais toxicos; e a capacidade do organismo vivo para sequestrar ou secretar o metal, etc. A solubilidade de certos metais ou dos seus compostos em agua ou em meio lipidico pode influenciar a sua propria acumulacao de um sistema biologico e consequentemente, o seu efeito toxico (ZATTA, et al., 1992).

Os metais pesados interferem nos processos fisiologicos, tais como troca gasosa, fixacao de C[O.sub.2], respiracao e absorcao de nutrientes. Sua absorcao nao e linear em resposta s concentracoes crescentes, muitos fatores a influenciam, como: temperatura, pH do solo, aeracao do solo, fertilizacao, a concorrencia entre as especies de plantas, o tipo de planta, seu tamanho, o sistema radicular, a disponibilidade dos elementos nos depositos de solo ou foliares, o tipo de folhas, umidade do solo e de fornecimento de energia da planta para as raizes e folhas (YAMAMOTO & KOZLOWSKI, 1987).

O estudo de organismos como monitores de poluentes, de acordo com Marcovecchio (2004) apresenta uma serie de vantagens em relacao as analises quimicas de compartimentos abioticos, estes organismos somente acumulam formas biologicamente disponiveis, para os poluentes e que estao sempre presentes no ambiente, permitindo assim a monitorizacao em continuo dos poluentes. Pois esses organismos integram flutuacoes da concentracao de poluentes atraves do tempo e da ampliacao proporcionada pela bioacumulacao, podendo ser vantajoso, quanto exatidao e detrimento da analise de poluentes vestigiais proximos aos limites da deteccao analitica.

1.4 Efeitos dos metais pesados nas plantas

Pesquisas tem sido conduzidas em todo o mundo para determinar os efeitos de metais pesados toxicos sobre as plantas (REEVES e BAKER, 2000). Como em todos os organismos vivos, as plantas sao muitas vezes sensiveis tanto para a deficiencia e quanto ao excesso de disponibilidade de alguns ions de metais pesados, ions tais como cadmio, mercurio, sao fortemente toxicos para as atividades metabolicas. Musgos (briofitas) sao utilizados como monitores para determinar a deposicao de metais pesados em ecossistemas terrestres. Estes organismos sao caracterizados como plantas mais baixas, sem raizes, cordoes vasculares e cuticulas e ocupam agua sobre a totalidade da sua superficie (ZECHMEISTER, et al., 2003; SALO, et al., 2012). Esta maneira de levar a agua e facilitada, nos musgos, devido grande relacao de superficie e volume, e da sua capacidade de armazenar grandes quantidades de agua em forma capilar entre as folhas e caules.

Os metais pesados sao passados para estas plantas da seguinte maneira: acumulando-se sobre a superficie dos musgos por deposicao umida e seca. Devido a sua capacidade de troca cationica elevada de suas paredes celulares, os musgos podem acumular concentracoes elevadas de metais pesados. Desde o final de 1960, 24 musgos tem sido regularmente utilizados para rastrear a deposicao de metais em grande escala, em alguns casos a nivel internacional (ROHLING & TYLER). Liquenes sao outro grupo de plantas com propriedades de acumulacao de metais pesados. Ha mais de 100 anos eles tem sido usados como indicadores de poluicao de SO2. Devido a filtracao de nutrientes pelo ar, chuva e neblina, os liquenes tambem acabam filtrando estes metais pesados contidos nesses meios (BRUNS, et al., 1995; HERPIN, et al., 1996). O metal pode modificar a permeabilidade da membrana celular e subcelular, a estrutura e funcao de proteinas e acidos nucleicos, o metabolismo dos neuromoduladores e hormonas com uma consequente influencia sobre os fenomenos homeostaticos (ZATTA, et al., 1992). Existem correlacoes definidas entre a quantidade de precipitacao e as concentracoes dos elementos em musgos.

Groet (1976), afirma que a natureza da precipitacao tambem afeta os processos de absorcao. As chuvas de leve e longa duracao provocam maior absorcao de poluentes do que chuvas fortes, mesmo que a quantidade total de chuva seja a mesma. Como a precipitacao cai atraves do dossel das folhas as concentracoes dos elementos sao bastante afetadas pela captacao e conversao de substancias. Este e um resultado do processo de interceptacao pelo qual a precipitacao e capturada e armazenada temporariamente nas superficies das plantas (MARKERT, 1999). O uso da vegetacao como amostradores passivos em biomonitoramento carrega a vantagem de alta resolucao espacial e temporal devido excelente disponibilidade de plantas, e baixos custos de amostragem. O acumulo de um oligoelemento por plantas confirma a sua disponibilidade no solo, mas muitas plantas concentram oligoelementos em suas porcoes acima do solo (folhas / cascas) em quantidades, muitas vezes, superiores das que estao contidas na solucao do solo (BAKER, et al., 2000; MA, et al., 2001). Embora seja dificil determinar a origem dos metais pesados (OLIVA & ESPINOSA, 2007), as arvores podem ser utilizadas como biomonitores eficazes para detectar concentracoes baixas de poluentes originarios tanto do solo quanto da atmosfera. (SAWIDIS, et al., 2011). Os metais pesados podem ser acumulados cada vez mais, por todos esses processos antropogenicos ou geogenicos e serem tambem transferidos para as cadeias alimentares (BEIJIR & JEMELOV, 1986).

1.5 Mecanismos das plantas para lidar com a toxicidade do metal pesado

O estresse ambiental e o fator limitante de maior importancia para a produtividade e rendimento de plantas. Muitos dos processos deleterios sofridos pelas plantas em condicoes adversas sao mediados por especies reativas de oxigenio (ERO) geradas em diferentes compartimentos da celula em vias metabolicas ou em processos fisiologicos normais. Em ambientes contaminados com metais pesados, as raizes das plantas sao a zona de contato primario com os poluentes do solo. A fim de sobreviver, elas desenvolvem mecanismos pelos quais, quantidades excessivas de metais pesados podem ser absorvidas e transformadas em formas fisiologicamente toleraveis (COBBETT, 2000; HALL, 2002). Hall (2002), afirma que na presenca de quantidades excessivas de metais pesados, os sintomas de toxicidade serao varias respostas a uma serie de interacoes em nivel celular/molecular. Sabe-se que a toxicidade pode promover a ligacao de metais com grupos sulfidricos de proteinas, conduzindo a inibicao da atividade ou ruptura destas estruturas, ou ainda deslocar um elemento essencial, conduzindo ao estado de deficiencia.

O excesso de metais pesados pode induzir formacao de radicais livres e de ERO, resultando em estresse oxidativo em plantas, danificando membranas, pigmentos fotossinteticos, proteinas, acidos nucleicos e lipidios (FOYER, et al., 1994). Fica claro que os radicais livres em ERO sao produzidas de forma continua em qualquer sistema vivo de metabolismo aerobico. Prontamente, os organismos desenvolvem diversos sistemas antioxidantes de defesa, visando a protecao contra os possiveis danos causados pelas ERO (HALLIWELL, et al., 1993). A formacao de ERO, pode se tornar altamente nociva para as celulas e tecidos devido a sua acao toxica e mutagenica (RICE-EVANS et al., 1991). Ocorrendo assim um desequilibrio, caracterizado pelo excesso na producao desses radicais, onde os niveis estao acima da capacidade antioxidante celular, o processo fica caracterizado como estresse oxidativo.

Sabe-se que em qualquer circunstancia em que o equilibrio redox celular e alterado, este pode gerar o estresse oxidativo ou a geracao de ERO (ASADA, 1994). Segundo Foyer et al., (1994), a celula apresenta duas estrategias basicas para lidar com a formacao de ERO e o estresse oxidativo. A primeira linha de defesa visa a evitar ou aliviar os efeitos do estresse, a qual inclui adaptacoes anatomicas: movimento e enrolamento das folhas, epiderme refratante, etc.; adaptacoes fisiologicas e mecanismos moleculares que rearranjam o aparelho fotossintetico a fim de promover um balanco de ERO dentro das celulas, e a segunda estrategia e agir diretamente sobre elas atraves das defesas antioxidantes formada por componentes enzimaticos, como a superoxido dismutase, a catalase e a ascorbato peroxidase e componentes nao enzimaticos como o acido ascorbico, a glutationa reduzida, os carotenoides e outros grupos tiolicos nao proteicos (FOYER, et al., 1994; HALLIWELL, et al., 1989).

2 Conclusao

Neste estudo foram expostas as mais diversas fontes de poluicao por metais pesados em sistemas terrestres, aquaticos e atmosfericos. O trabalho teve como proposito mostrar ao leitor uma revisao de literatura sobre os temas: poluicao do meio ambiente por metais pesados, sua biomagnificacao, como os alguns organismos componentes podem evidenciar metais pesados acumulados e suas consequencias no sistema observado. Levando em consideracao que a acumulacao de metais pesados e um processo complexo e que atinge quase todos os aspectos do crescimento, desenvolvimento e sobrevivencia de um organismo. Explanando tambem, como o biomonitoramento desses metais e realizado com plantas, tais como os musgos (briofitas) e liquenes, com o intuito de aferir sobre as quantidades crescentes de metais pesados que se acumulam nos ecossistemas. Sendo esse um problema ja citado na literatura como "fora de controle". E possivel perceber o grande nivel de significancia em reforcar e apresentar a comunidade os estudos relacionados ao monitoramento do problema abordado aqui, para que a humanidade e os ecossistemas possam progredir de forma ideal.

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Ana Kely Rufino SOUZA *; Claudio Yamamoto MORASSUTI & Warley Batista de DEUS

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil.

* Autor correspondente: annykely03@hotmail.com

DOI: http://dx.doi.org/10.18571/acbm.189
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Author:Souza, Ana Kely Rufino; Morassuti, Claudio Yamamoto; de Deus, Warley Batista
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Dec 1, 2018
Words:5880
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