Printer Friendly

PERFIL NUTRICIONAL, COMPOSICAO CORPORAL E MATURACAO SEXUAL DE ATLETAS ADOLESCENTES DA GINASTICA RITMICA.

INTRODUCAO

A adolescencia e descrita pela World Health Organization (WHO, 1995) como um periodo que abrange entre 10 e 19 anos de idade. Ha uma constante alteracao fisiologica nos adolescentes devido a maturacao sexual, desenvolvimento osseo e hormonal, sendo que este ultimo implica em modificacoes em todas as estruturas do organismo.

Sabe-se que neste periodo de desenvolvimento e crescimento, os individuos necessitam de maior demanda de nutrientes e energia (Rosaneli e Donin, 2007).

E nesta faixa etaria que se formam os habitos alimentares que muitas vezes permanecem ao longo da vida adulta (Devaney, Gordon e Burghardt, 1995).

A ingestao energetica para um adolescente atleta deve ser analisada e adequada antes, durante e apos a pratica do exercicio fisico, com intuito de evitar queda na performance e qualquer comprometimento com o crescimento e maturacao desta populacao (Thompson, 1998).

No decorrer desse desenvolvimento somado a um contexto sociocultural, o adolescente mantem padroes alimentares influenciados principalmente pela midia (Silva e Alves, 2007).

Sabendo-se da transicao nutricional, a pratica periodica de exercicio fisico na adolescencia associa-se a modificacoes na composicao corporal, favorecendo ao aumento da massa muscular e diminuicao da massa gorda, contribuindo assim para o controle do peso do individuo (Bar-Ort e Malina, 1995).

A Ginastica Ritmica (GR) exige elementos corporais que influenciam na realizacao dos movimentos como leveza e feminilidade acompanhados de flexibilidade e principalmente forca muscular acompanhados com a harmonia de uma musica (Lafranchi, 2001).

Neste ambito esportivo, algo peculiar para a GR quando comparado a outras modalidades esportivas, seria o peso corporal reduzido (Vieira e colaboradores, 2009).

Desta forma em algumas modalidades esportivas como a propria GR, e comum a pratica de restricoes alimentares a fim de se adequar a composicao corporal (Viebig, Polpo e Correa, 2006).

A restricao alimentar, principalmente de carboidratos (CHOs), vem se tornando uma cultura constituida por habitos alimentares onde acredita-se que, para se ter uma boa aparencia e necessario estar magra (Dunker e Philippi, 2003).

Alem disso, a midia pode estimular a nao aceitacao do corpo, onde individuos praticam tecnicas de controle de peso muitas vezes nem um pouco saudaveis (Pontieri, Lopes e Eca, 2007).

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a composicao corporal, a maturacao sexual e o consumo alimentar de atletas adolescentes da ginastica ritmica.

MATERIAIS E METODOS

Delineamento Experimental

O estudo apresentou delineamento do tipo transversal sendo que participaram da presente pesquisa atletas da GR de um determinado centro de treinamento localizado em uma cidade no interior de SP.

A amostra foi constituida por 12 atletas do sexo feminino com idade entre 10 e 13 anos. Para tanto, os responsaveis legais pelas atletas assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que foi aprovado pelo Comite de Etica da Universidade de Franca (CAAE: 85418518.1.0000.5495).

Como criterios de inclusao, as adolescentes deveriam treinar pelo menos tres vezes por semana com duracao superior ou igual a duas horas por dia. A coleta de dados foi realizada na clinica de Nutricao da Universidade de Franca.

O estudo foi realizado em tres encontros, onde no primeiro foi aplicado uma anamnese alimentar para conhecer os habitos alimentares e tempo de treinamento das atletas, realizada duas avaliacoes (antropometrica e da composicao corporal) das atletas para classificar o estado nutricional das adolescentes e um recordatorio de 24 horas (R24h).

Posteriormente, realizou-se mais dois R24h, sendo um destes no final de semana, para quantificar a ingestao alimentar.

Avaliacao Antropometrica

A avaliacao antropometrica foi realizada com as participantes descalcas e com roupas leves, aferindo peso e estatura.

O peso das participantes foi averiguado em uma balanca da marca Lider[R] com capacidade maxima de 200 kg.

A estatura foi avaliada com as participantes em pe, descalcas, com os bracos estendidos ao lado do corpo, olhando ao horizonte em estadiometro portatil com altura maxima de 2,30 m e precisao de 0,1cm da marca Sannys[R], o peso foi distribuido nos dois pes para averiguar de forma correta e a cabeca ereta com o olhar em um ponto fixo na horizontal na altura dos olhos (Miranda e colaboradores, 2012).

Subsequentemente foi calculado o Indice de Massa Corporal (IMC) atraves da divisao do peso corporal (kg) pela estatura elevada ao quadrado ([m.sup.2]) e classificado de acordo com os valores propostos pela WHO (2007).

Avaliacao da Composicao Corporal

A composicao corporal foi realizada por bioimpedancia onde as participantes estavam em jejum de pelo menos 4 horas antecedente ao teste (inclusive de liquidos), sem consumir bebida alcoolica no periodo de 48 horas e diureticos sete dias antecedentes ao teste.

Alem disso, as participantes nao realizaram qualquer exercicio fisico no periodo de 12 horas que antecederam o teste e estavam presentes com roupas minimas, leves e sem aderecos metalicos. Todos os pre-requisitos e modo de conducao para tal teste foram propostos por Miranda e colaboradores (2012).

Avalicao Dietetica

A avaliacao dietetica foi realizada por meio da media de tres recordatorios de 24 horas (dois durante a semana e um ao final de semana), para analise do perfil nutricional das participantes (Miranda e colaboradores, 2012).

Posteriormente, os dados foram tabulados e quantificado a ingestao calorica em calorias e dos macronutrientes CHO, proteina (PTN) e lipidios (LIP) em gramas relativizados pelo peso corporal (Kcal/kg e g/kg, respectivamente) com auxilio do software Diet Pro[R]. Posteriormente comparou-se o consumo alimentar com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME) (2009).

Maturacao sexual

A avaliacao da maturacao sexual foi realizada pelo protocolo proposto por Tanner (1962), onde cada participante realizou um auto avaliacao sobre o desenvolvimento de pelos pubianos e seios comparando com fotos padroes propostos pelo autor.

Estatistica

Os dados estao expressos em media e desvio padrao. Apos atestada a normalidade dos mesmos (Shapiro-Wilk), realizou duas correlacoes de Pearson: a primeira entre o consumo dos macronutrientes com o peso corporal e IMC, e a segunda entre peso e idade com maturacao dos seios e pelos.

RESULTADOS

O presente estudo foi realizado com 12 atletas que possuiam idade entre 10 e 13 anos de idade.

A Tabela 1 demonstra as caracteristicas gerais de todas as participantes.

Os parametros do estado nutricional das atletas, segundo as curvas de crescimento do IMC para idade, mostraram que 91,7 % (n = 11) das participantes apresentavam eutrofia (classificadas entre o percentil 3 e 85), apenas uma atleta (8,3%) encontrava-se entre o percentil 85 e 97, classificada como risco a sobrepeso.

Quanto ao perfil nutricional das atletas, a media da ingestao de CHOs foi de 194,26 [+ or -] 37,53g (54,08% do valor calorico total - VCT), de proteinas (PTN) foi de 51,43 [+ or -] 7,84g (14,31% do VCT) e de lipidios (LIP) foi de 50,44 [+ or -] 15,42g (31,61% do VCT).

A Tabela 2 aponta a ingestao relativizada pelo peso corporal assim como a recomendacao segundo a SBME (2009).

Ao realizar a correlacao entre a ingestao de macronutrientes com peso corporal e IMC, encontrou-se um valor estatisticamente significante apenas para o nutriente CHO (Tabela 3).

Em relacao a maturacao sexual, as atletas se auto avaliaram por imagens de acordo com o protocolo de Tanner (1962).

Para o desenvolvimento de pelos pubianos, oito atletas estavam no estagio III, tres estavam no estagio II e uma estava no estagio IV de Tanner.

Para o desenvolvimento dos seios, seis das atletas estavam no estagio III, cinco estavam no estagio II e uma estava no estagio IV de Tanner.

Quanto a correlacao entre o peso corporal e idade com a variavel descrita no paragrafo anterior, a Tabela 4 demonstra este resultado.

DISCUSSAO

A ginastica ritmica e um esporte determinado e realizado por atletas de idade precoce por motivo do alto grau de flexibilidade exigido por esta populacao (Silva, Teixeira e Goldeberg, 2003).

Ao analisar a idade das adolescentes que participaram da presente pesquisa (12,4 [+ or -] 1,06 anos), pode-se dizer que tal achado e semelhante ao estudo de Bortoleto, Belotto e Gandolfi (2014), no qual analisaram 13 atletas praticantes desta modalidade esportiva com faixa etaria entre 10 e 14 anos, e Ferraz e colaboradores (2007) que realizaram um estudo com nove atletas na faixa etaria de 8 a 14 anos.

De maneira semelhante, um estudo populacional (Goncalves, Filho e Goncalves, 2010) avaliou 342 atletas entre 8 e 19 anos, verificando que a faixa etaria entre 10 e 12 anos de idade, e a que mais prevalece em ginastas.

Analisando o IMC das 12 atletas (media de 18,3 [+ or -] 1,96 Kg/[m.sup.2]) que compuseram este estudo, 11 apresentaram eutrofia, entre o percentil 3 e 85, e uma apresentou risco de sobrepeso, entre o percentil 85 e 97. Tal achado e semelhante ao encontrado por Jacques, Possamai e Dorst (2015) (media de IMC de 18,88 [+ or -] 2,59 1,96 Kg/[m.sup.2]) e diferente do resultado encontrado no artigo de Goulart (2010) que analisou 18 atletas com media de idade entre 12,11 [+ or -] 1,05 anos de ambos tipos de ginastica (ritmica e artistica) e verificou um IMC medio de 16,91 [+ or -] 1,92 Kg/m.

O percentual de gordura corporal (%GC) para essa modalidade esportiva apresenta grande importancia quanto o rendimento das atletas (Vieira e colaboradores, 2009).

Este estudo obteve um %GC medio maior (21,7 [+ or -] 6,80) quando comparado aos resultados encontrados por Laffitte e Colaboradores (2013), que encontraram um valor de 10,8%, ou de Bortoleto, Belotto e Gandolfi (2014) que verificaram um %GC de 14,7. Contudo, tais resultados podem ser ate compreensiveis, visto que em ambos os estudos citados utilizou-se dobras cutaneas enquanto o presente estudo adotou como metodo para medir a composicao corporal a bioimpedancia eletrica.

Baseando-se na ingestao calorica analisada neste estudo, verificou-se que a media foi de 1436,70 [+ or -] 477,80 Kcal, equivalente a 33,6 [+ or -] 7,3 kcal/Kg quando relativizado pelo peso corporal. Pode-se dizer que este consumo foi maior do que o encontrado por Ferraz e colaboradores (2007) (1308,42 Kcal), porem abaixo do proposto pela SBME (2009), que sugere um consumo calorico de 2000 a 3000kcal/dia, variando entre 37 a 41 kcal/kg de peso/dia.

Uma baixa ingestao energetica aliada a pratica de atividade fisica pode ocasionar baixo desenvolvimento puberal de adolescentes, havendo retardo no crescimento, podendo desenvolver deficiencias nutricionais ou ate mesmo ocasionar uma modificacao na composicao corporal afetando o rendimento e desenvolvimento atletico (Biesek, Alves e Guerra, 2015).

Ao comparar os macronutrientes, o consumo de CHO foi de 54,08 % do VCT sendo 4,7 [+ or -] 1,3 g/kg/peso/dia, de PTN foi de 14,31% do VCT sendo 1,7 [+ or -] 1,0 g/kg/peso/dia e de LIP foi de 31,61% do VCT sendo 1,2 [+ or -] 0,4 g/kg/peso/dia.

Confrontando com a diretriz proposta pela SBME (2009), pode-se dizer que o consumo de CHOs esta aquem do ideal de quando relativizado pelo peso corporal (5 a 8g/kg/peso), enquanto o consumo de PTN e de LIP estao acima do recomendado (1,2 a 1,6g/kg e 1g/kg, respectivamente). Comparando tais achados com os valores apontados na pesquisa envolvendo atletas de GR proposta por Bortoleto, Bellotto e Gandolfi (2014), pode-se dizer que a ingestao de CHO (50,8%) foi menor do que a atual pesquisa enquanto LIP e PTN foram similares (= 17 e 32%, respectivamente). Segundo Ribeiro e Soares (2002), um baixo consumo de CHOs pode causar estresse ao organismo, diminuindo o estoque de glicogenio muscular, resultando em baixo rendimento nos treinamentos e competicoes.

A literatura indica que ginastas tendem a consumir menos energia do que o recomendado para idade em nivel esportivo (Bortoleto, Belotto e Gandolfi, 2014).

Alem disso, Bortoleto, Belotto e costa (2007), descrevem que esportes que valorizam a aparencia estetica trona-se muito comum o fato de as atletas evitarem os CHOs, com intuito de atingir uma estetica corporal magra. Alem disso, atletas do sexo feminino, geralmente, tem o desejo do baixo peso em virtude de uma relacao com a autoimagem (Panza, 2007).

Quanto a classificacao da maturacao sexual, no atual estudo verificou-se que 66,6% das atletas estavam no estagio III, 25% no estagio II, 8,4% no estagio IV de acordo com Tanner para pelos pubianos. Ja em relacao ao desenvolvimento de seios, 50% delas se encontravam no estagio III, 41,6% no estagio II e 8,4% no estagio IV de acordo com Tanner.

Comparando com o estudo de Ferraz e colaboradores (2007) que analisaram nove atletas da GR entre 8 e 14 anos de idade, quanto ao desenvolvimento de pelos pubianos, 55,6% encontravam-se no estagio I, 11,1% no estagio II e 33,3% no estagio IV de Tanner, e quanto ao desenvolvimento de seios, 66,7% das atletas se encontram no estagio I, 11,1% no estagio III e 22,2% no estagio IV.

Desta forma, pode-se dizer que as atletas estavam no estagio de maturacao mais avancado do que o verificado por Ferraz e colaboradores (2007), visto que a maior parte das adolescentes estavam no estagio III, enquanto nesta pesquisa citada as participantes estavam no estagio I.

A literatura indica que a maturacao sexual e relativa ao tempo cronologico e biologico de cada adolescente, existindo variacoes dentro de um grupo do mesmo sexo e idade (Weimann e colaboradores, 2000).

Segundo Barros e colaboradores (2003), fatores intrinsecos e extrinsecos influenciam o desenvolvimento estrutural e os componentes corporais, como por exemplo a heranca genetica, os meios social e ambiental.

Alem disso, nao se pode negligenciar a ideia de que a auto avaliacao dos estagios seja sub ou superestimada pela relacao cultural das adolescentes (Duarte, 1993).

Alguns estudos apontam que a composicao corporal tenha forte associacao com a maturacao, visto que a adiposidade corporal pode estimular o desenvolvimento precoce desta variavel (Buyken, Karaolis-Danckert e Remer, 2009; Demerath e colaboradores, 2004).

Em relacao a maturacao sexual no sexo feminino, a literatura evidencia que meninas maturadas precocemente, possui maior risco a sobrepeso e obesidade (Wang, 2002).

No estudo de Ribeiro e colaboradores (2006), foram analisadas adolescentes entre 10 e 15 anos de idade, apontando que o risco de adolescentes maturadas precocemente apresentam excesso de peso duas vezes maior comparadas com as adolescentes que tende a maturacao nao precoce.

A presente pesquisa verificou uma correlacao positiva entre idade e maturacao dos pelos, assim como era de se esperar. O inicio da puberdade acontece por producoes hormonais que marcam o aparecimento de caracteres sexuais (Sievorgel e colaboradores, 2003).

Diante isto, ao avancar da idade, e esperado que se consolide esta questao hormonal e as meninas atinjam a menarca, favorecendo ao desenvolvimento de pelos pubianos e mamarios que avancam ate atingirem o estagio adulto desses processos (Malina, Bouchard e Bar-or, 2009).

Por outro lado, quanto ao peso corporal, verificou-se uma diferenca estatistica significante apenas para a maturacao de seios. Isto se deve provavelmente a composicao adiposa deste tecido quando comparado aos pelos.

Segundo Moreira e colaboradores (2004), a adiposidade no sexo feminino tem associacao direta com a maturacao sexual.

Sabe-se que este processo passa por diversos estagios, como pre-puberes onde se inicia as caracteristicas sexuais secundaria, puberes que sao individuos que estao em processo da puberdade e pos puberes onde os individuos estao na sua fase madura do desenvolvimento (Massa e Re, 2006).

CONCLUSAO

Em sintese, a maioria das atletas de ginastica ritmica que participaram deste estudo estavam eutroficas (quanto a classificacao do IMC), com um percentual de gordura corporal relativamente mais alto do que o encontrado na literatura, com estagios de maturacao mais avancados segundo os criterios de Tanner e erros alimentares (baixa ingestao energetica, baixo consumo de carboidrato e a alto consumo de proteina e lipidio) que podem atrapalhar tanto o desenvolvimento das adolescentes como tambem o desempenho esportivo.

Alem disso, verificou-se uma correlacao negativa entre a ingestao de CHO com o peso corporal e IMC das atletas, e uma correlacao positiva entre idade e maturacao (seios e pelos) e entre peso corporal e maturacao dos seios.

REFERENCIAS

1-Bar-Or O.; Malina, R. M. Activity, Fitness and Health of Children and Adolescents. In: Cheung LWY, Richmond JB, eds. Children. Health, Nutrition and Physical Activity. Champaign: Human Kinetics. 1995. p. 79-124.

2-Barros, K.M.F.T.; Fragoso, A.G.C.; Oliveira, A.L.B.; Cabral Filho, J.E.; Castro, R.M. A Comparison among Children from day Care Centers and Private Schools. Arq. Neuropsiquiatra. Vol. 62. Num. 2. 2003 p. 170-175.

3-Biesek, S.; Alves, L. A.; Guerra, I. Estrategias de Nutricao e Suplementacao no Esporte. Sao Paulo. Manole. 3a Edicao. 2015. p. 460.

4-Bortoleto, M. A. C.; Belloto, M. L.; Costa, N. E. A. Nutricao Esportiva Aplicada a Ginastica Artistica: Sistematizacao da Producao Cientifica. O Mundo da Saude. Sao Paulo. Vol. 31. Num. 4. 2007. p. 521-529.

5-Bortoleto, M.A.C.; Belotto, M.L.; Gandolfi, F. A. Habitos alimentares e perfil antropometrico de atletas de ginastica ritmica: Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 8. Num. 48. 2014. p. 392-403. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/493/445>

6-Buyken, A. E.; karaolis-Danckert, N.; Remer, T. Association of Prepubertal Body Composition in Healthy Girls and Boys with the Timing of Early and Late Pubertal Markes: The American Journal Clinical Nutrition. New york. Vol. 89. Num. 1. 2009. p. 221-230.

7-Demerath, E. W.; Li, J.; Sun, S. S.; Chumlea, W. C.; Remsberg, K. E.; Czerwinski, S. A.; Towne, B.; Siervogel, R. M. Fifty-year trends in Serial Body mass index During Adolescence in Girls: the Fels Longitudinal Study. The American Journal of Clinical Nutrition. New York. Vol. 80. Num. 2. 2004. p. 441-446.

8-Devaney, B. L.; Gordon, A. R.; Burghadt, J. A. Dietary Intakes of Studentes. The American Journal of Clinical Nutrition. New York. Vol. 61. Num. 1. 1995. p. 205-212.

9-Duarte, M. F. S. Maturacao Fisica: Uma Revisao da Literatura, com Atencao Especial em Criancas Brasileiras. Cad. Saude Publica. Rio de Janeiro. Vol. 1. Num. 9. 1993. p. 71 -84.

10-Dunker, K., L., L.; Philippi, S. T. Habitos e Comportamentos Alimentares de Adolescentes com Sintomas de Anorexia Nervosa. Revista de Nutricao Campinas. Vol. 2. Num. 2. 2003. p. 69-75.

11-Ferraz, A. P.; Alves, M. R. A.; Bacurau, R. F. P.; Navarro, F. Avaliacao da dieta, crescimento, maturacao sexual e treinamento de criancas e adolescentes atletas de ginastica ritmica. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 1. Num. 1. 2007. p. 1-10. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/1>

12-Goncalves, L. A. P.; Filho, A. A. B.; Goncalves, H. R. Caracteristicas Antropometricas de Atletas de Ginastica Ritmica: Arq. Ciencia. Saude Unipar. Umuarama. Vol. 14. Num. 1. 2010. p. 17-25.

13-Goulart, N. B. A. Plasticidade Neuromuscular de Flexores Plantares em Atletas de Ginastica Ritmica e Ginastica artistica. Monografia. Universidade do Rio Grande do sul. Rio Grande do sul. 2010.

14-Jacques, M.; Possamai, L. T.; Dorst, D. B. Relacao de Flexibilidade e Crescimento de Atletas de Ginastica Ritmica do Municipio de Cascavel, Parana: Revista Mackenzie de Educacao Fisica e Esporte. Vol. 14. Num. 2. 2015. p. 120-129.

15-Laffranchi, B. Treinamento Desportivo Aplicado a Ginastica Ritmica. Londrina. Unopar Editora. 2001. p. 157.

16-Laffite, A. M.; Zap, M.; Leandro, P.P.; Colleon, P. G. K. Relacao entre composicao corporal, consumo dietetico e tendencia a transtornos alimentares em atletas da selecao paranaense de ginastica ritmica: Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 7. Num. 38. 2013. p. 99-107. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/375>

17-Malina, R. M.; Bouchard, C.; Bar-or O. Crescimento, Maturacao e Atividade Fisica. Sao Paulo. Phorte. 2009.

18-Massa, M.; Re. A. H. N. Caracteristicas de Crescimento e desenvolvimento. In: SILVA, Luiz Roberto Rigolin. Desempenho Esportivo: treinamento Desempenho Esportivo: treinamento com infancia adolescencia. Sao Paulo. Phorte. 2006. p. 159-186.

19-Miranda, D. E. G. A.; Camargo, L.R. B.; Costa, T. M. B.; Pereira, R. C. G. Antropometria. In: (org). Manual de Avaliacao do Adulto e do Idoso. Rio de Janeiro. Rubio. 2012. Cap. 1. p. 1-46.

20-Moreira, D. M.; Fragoso, M. I. J.; Junior, A. V. Niveis Maturacional e Socioeconomico de Jovens Sambistas do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Sao Paulo. Vol. 10. Num. 1. 2004. p. 16-23.

21-Panza, V. P.; Coelho, M. S. P. H.; Pietro, P. F.; Assis, M. A. A.; Vasconcelos. F. A. G. Consumo Alimentar de Atletas: Recomendacoes Nutricionais. Revista de Nutricao. Campinas, Vol. 20. Num.6. 2007. p.681-692.

22-Pontieri, F., M.; Lopes, P., F.; Eca, V., B. Avaliacao da Presenca de Fatores de Risco para o Desenvolvimento de Transtornos Alimentares em Academicos de um Curso de Educacao Fisica. Revista Ciencias de Saude, Goias. Vol. 1. Num. 1. 2007. p. 29-37.

23-Ribeiro, B. G.; Soares, E. A. Avaliacao do Estado Nutricional de Atletas de Ginastica Olimpica do Rio de Janeiro e Sao Paulo: Revista de Nutricao. Campinas. Vol. 15. Num. 2. 2002. p. 181-191.

24-Ribeiro, J.; Santos, P.; Duarte, J.; Mota, J. Association Between Overweight and Early Sexual Maturation in Portuguese Boys and Girls. Ann Hum Biol. Vol. 33. Num. 1. 2006. p. 55-63.

25-Rosanelli, C. F.; Donin, M. Perfil Alimentar de Adoslescentes do Sexo Feminino Praticantes de Basquetebol do Municipio de Toledo-Parana. SaBios. Revista Saude e Biologia. Campo Mourao. Vol. 8. Num. 1. 2007. p. 4-13.

26-SBME, Sociedade Brasileira de Medicina no Esporte. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Modificacoes Dieteticas, Reposicao Hidrica, Suplementos alimentares e Drogas: Acao Potenciais Riscos para a Saude. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Niteroi. Vol. 15. Num. 3. 2009. p. 3-1.

27-Sievorgel, R.M.; Demerath, E. W.; Schuber, C.; Remsberg, K. E.; Chumlea, W. C.; Sun. S.; Czerwinski, S. A.; Towne, B. Puberty and Body Composition. Horm Res. Vol. 60. Num. 1. p. 36-45.

28-Silva, C.C.; Teixeira, A. S.; Goldeberg, T. B. L. O Esporte e suas Implicacoes na Saude Ossea de Atletas Adolescentes: Uma Revisao de Literatura. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Sao Paulo. Vol. 9. Num. 6. 2003. p. 433-438.

29-Silva, F. S.; Alves, J. F. Drogas e consideracoes na Imagem Corporal na Adolescencia: Uma Revisao de Licenciatura. Instituto Adventista. Sao Paulo. 2007. p. 127.

30-Tanner, J. M. Growth at Adolescence. Oxford: Blackwell Scientific Publications. 1962.

31-Thompson, J. L. Energy Balance in Young Athletes. International Journal of Sports Nutrition. Estados Unidos. Vol. 8. Num. 2. 1998. p. 160-174.

32-Viebig, R. F.; Polpo, A. N.; Correa, P. H. Ginastica Ritmica na Infancia e Adolescencia. Caracteristicas e Necessidades Nutricionais. Revista Digital. Buenos Aires. Vol. 10. Num. 94. 2006. p. 1-5.

33-Vieira, J. L. L.; Amorim, H. Z.; Vieira, L. F.; Amorim, A. C.; Rocha, P. G. M. Disturbios de Atitudes Alimentares e Distorcao da Imagem Corporal no Contexto Competitivo da Ginastica Ritmica: Revista Brasileira de Medicina Esporte. Sao Paulo. Vol. 15. Num. 6. 2009. p. 410-414.

34-Wang Y. Is obesity associated with early sexual maturation? A comparison of the association in American boys versus girls. Pediatrics. Vol. 5. Num. 110. 2002. p. 903-910.

35-Weimann, E.; Witzel, C.; Schwidergall, S.; Bohles, H. J. Peripubertal Perturbations in Elite Gymnasts Caused by Sport Specific Training Regimes and Inadequate Nutritional Intake:International Journal of Sports Medicine. Vol. 21. Num. 3. 2000. p. 210-215.

36-World Health Organization (WHO). Physical status: the use and interpretation of anthropometry. WHO Technical Report Series, Geneva, n. 854, 1995.

37-World Health Organization (WHO). Child Growth Standards: Length/height-for-age, weight-for-age, weight-for-length, weight-for-height and body mass index-for-age: methods and development. Geneva. 2007.

E-mail dos autores:

amandacristinanutricao2017@gmail.com

dienianselmo@gmail.com

bruno_parenti@hotmail.com

marina.manochio@unifran.edu.br

gabriel_franco85@hotmail.com

Autor para correspondencia:

Gabriel Silveira Franco.

Av. Dr. Armando Sales de Oliveira, 201.

Parque Universitario. Franca-SP.

CEP: 14404-600.

Recebido para publicacao em 15/04/2019

Aceito em 28/05/2019

Amanda Cristina Elias (1), Dieni Anselmo da Silva Cardozo (1) Bruno Affonso Parenti de Oliveira (2), Marina Garcia Manochio-Pina (2) Gabriel Silveira Franco (1,2)

(1) - Universidade de Franca (UNIFRAN), Franca-SP, Brasil.

(2) - Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto (FMRP), Universidade de Sao Paulo (USP), Ribeirao Preto-SP, Brasil.
Tabela 1 - Caracterizacao da antropometria e composicao corporal das
participantes da pesquisa.

Variaveis            Media   Desvio padrao

Idade (anos)         12,4    1,1
Peso (kg)            42,7    6,5
Estatura (m)          1,52   0,1
Gordura (%)          21,7    6,8
Agua Corporal (%)    57,0    5,0
IMC (kg/[m.sup.2])   18,3    2,0

Tabela 2 - Comparacao entre a ingestao calorica e dos macronutrientes
relativizados pelo peso corporal das atletas perante a diretriz.

                      Atletas             Diretrizes (SBME)

Kcal (Kcal/kg)        33,6 [+ or -] 7,3   37 a 41
Carboidratos (g/kg)    4,7 [+ or -] 1,3    5 a 8
Proteinas (g/kg)       1,7 [+ or -] 1,0    1,2 a 1,6
Lipidios (g/kg)        1,2 [+ or -] ,4       1

Legenda: Kcal: quilocalorias, g:gramas, kg: quilogramas.

Tabela 3 - Correlacao entre a ingestao de carboidrato com IMC e peso
corporal.

                     IMC (kg/[m.sup.2])   Peso (kg)
                     n=12                 n=12
                     r                    p           r        p

Carboidrato (g/kg)   -0,638               0,026       -0,820   0,001

Legenda: r:coeficiente de correlacao, p<0,05.

Tabela 4 - Correlacao entre o peso corporal e idade com a maturacao dos
seios e dos pelos.

                     Maturacao       Maturacao dos Pelos
                     dos Seios       n=12
                     n=12
                     r       p       r       p

Peso Corporal (kg)   0,649   0,022   0,492   0,104
Idade (anos)         0,653   0,021   0,689   0,013

Legenda: r:coeficiente de correlacao, p<0,05.
COPYRIGHT 2019 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2019 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Elias, Amanda Cristina; Cardozo, Dieni Anselmo da Silva; de Oliveira, Bruno Affonso Parenti; Manochi
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:4643
Previous Article:AVALIACAO DO CONSUMO ALIMENTAR DE PRATICANTES DE MUSCULACAO E ATLETAS DE JUDO DE ACADEMIAS DE CAMPO GRANDE-MS.
Next Article:NIVEL DO ESTADO DE HIDRATACAO EM CORREDORES AMADORES DE RUA ANTES E APOS UMA COMPETICAO DE 25 Km.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters