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PERFIL DE DISPENSACAO DE ANTIMICROBIANOS ANTES E DEPOIS DA PROMULGACAO DA RDC 44/2010.

1 Introducao

O advento dos antibioticos no final da decada de 20 revolucionou a ciencia e trouxe a medicina para a era moderna. Pela primeira vez fomos capazes de combater e vencer bacterias causadoras de diversas infeccoes, a principal causa de mortalidade a epoca (TAVARES, 2009).

Considere-se antibiotico toda a substancia capaz de matar ou inibir o crescimento de bacterias. Para ser efetivo e toleravel o antibiotico precisa ser uma substancia nociva as bacterias, mas relativamente segura para as nossas celulas. Isso nao significa que nao possa haver efeitos secundarios, mas por definicao, um antibiotico deve ser muito mais toxico para germes invasores do que para o organismo invadido (BRITO, CORDEIRO, 2012).

As bacterias sao seres com capacidade de desenvolver evolucoes para que assim possam habitar qualquer local na atualidade, tanto em condicoes amenas ou ate mesmo extremas, nesse caso, como forma primaria de resistencia a antibioticos pode-se citar o alto poder de mutacao e a recombinacao dos genes, no qual ha possibilidade de serem transmitidos futuramente durante a reproducao da bacteria, de uma bacteria mutavel e outra nao mutavel, desta forma favorecendo o surgimento e o aumento dos tipos de bacterias geneticamente modificadas. Atualmente existe outra forma de resistencia, em que ha o uso abusivo e indiscriminado dos antibioticos, seja por automedicacao ou por indicacao medica, criando um ambiente extremamente favoravel ao surgimento de bacterias resistentes. Este problema afeta tanto a saude individual como a coletiva, sendo uma real preocupacao para os que lidam com a saude publica, todavia, pode- se afirmar que, hoje, as bacterias sao resistentes a acao da maioria dos antibioticos existentes (TAVARES, 2009).

No sentido de combater possiveis resistencias advindas do uso indiscriminado de antibioticos, a Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA) instituiu em 26 de outubro de 2010 a Resolucao de Diretoria Colegiada (RDC) 44, que dispoe sobre o controle de antimicrobianos, com o objetivo de diminuir a resistencia microbiana que tem como uma das causas o uso abusivo de antibioticos. De acordo com a norma, as farmacias devem condicionar a dispensacao de medicamentos a apresentacao e a retencao da primeira via da receita de controle especial (cRF-MT, 2010).

Alem disso, a RDC 44/2010 estabelece um prazo de dez dias para a validade da receita e determina que as farmacias armazenem os dados do paciente e de quem recebeu a orientacao quanto ao uso. Essa medida representa muito mais que o simples controle da venda de antibioticos. Ela devolve as maos do farmaceutico o processo de orientacao quanto ao uso correto deste tipo de medicamento (BRASIL, 2010).

O objetivo dessa pesquisa e avaliar quais as classes de antimicrobianos estavam sendo dispensadas o periodo, se havia dispensacao de antibioticos sem a devida retencao da receita, avaliando assim se a legislacao estava sendo cumprida. Essa pesquisa foi realizada levando-se em consideracao os periodos de um ano que antecederam a RDC 44/2010 e os dois anos que a procederam.

Nesse intuito foi realizado um estudo retrospectivo quantitativo e documental atraves de analise de prescricoes de farmacos antimicrobianos e historico de venda em uma farmacia comunitaria do estado do Rio de Janeiro.

1.1 Antibioticos e Resistencia Bacteriana

O conhecimento dos principios gerais que norteiam o uso de antibioticos, assim como das propriedades e caracteristicas basicas dos mesmos disponiveis sao essenciais para uma escolha terapeutica adequada (KATZUNG, 2010).

Podem existir diferentes classificacoes, mas a que se baseia em parte na estrutura quimica do antibiotico e no efeito na regiao da bacteria pode ser interessante para os pacientes e os profissionais da area de saude como medicos, farmaceuticos e enfermeiros (BARROS, 2008) (Quadro 1).

Um dos maiores problemas da medicina moderna e o uso indiscriminado dos antibioticos, o que tem levado ao surgimento de bacterias resistentes aos mesmos. Quando os primeiros antibioticos comecaram a ser comercializados, tinha-se a ideia de que as doencas infecciosas estavam com os dias contados e que era apenas uma questao de tempo para que as infeccoes bacterianas fossem erradicadas. Porem, conforme o uso de novos antibioticos foi se tornando mais disseminados, cepas resistentes de bacterias foram surgindo e multiplicando, criam-se, assim, um ciclo vicioso que persiste ate os dias atuais. Quanto mais antibioticos sao criados, mais bacterias resistentes surgem (BRITO & CORDEIRO, 2012; TAVARES, 2009).

Em uma infeccao bacteriana, geralmente essas bacterias sao da mesma especie, contudo nao sao exatamente iguais; nao sao clones. Nesse caso, e de determinante preferencia usar um antibiotico que seja eficaz contra a maioria das bacterias presentes. Nem sempre o antibiotico mata 100% das bacterias. O que acontece e que se reduz o numero de bacterias para 5% a 10%, a infeccao desaparece porque o sistema imune e capaz de controlar o que sobrou (FIOL et al, 2011).

Porem, muitas vezes o nosso organismo nao consegue se livrar completamente dessas bacterias, permitindo que as mesmas se reproduzam e causem uma nova infeccao, agora composta apenas por bacterias resistentes ao antibiotico escolhido inicialmente (ROCHA et al, 2011).

Esse e um exemplo simplificado do que ocorre na realidade. Geralmente sao necessarios alguns cursos repetidos do mesmo antibiotico, ao longo de meses ou anos, para que surjam bacterias resistentes. Esse processo e nada mais do que a selecao natural, onde os mais fortes sobrevivem e passam seus genes para seus descendentes (CLARK et al, 2010).

Algumas especies de bacterias sao propensas a criar resistencia, assim como alguns antibioticos causam resistencia com mais facilidade, alguns fatos, entretanto, favorecem o surgimento mais rapido de cepas resistentes. O principal e a interrupcao precoce do tratamento (KATZUNG, 2010).

Outro fator importante e o uso indiscriminado de antibioticos. Muitas das infeccoes que temos sao causadas por bacterias que vivem naturalmente no nosso corpo, controladas pelo nosso sistema imune, apenas a espera de uma queda nas defesas para atacarem. Se o paciente usa muitos antibioticos sem necessidade, por exemplo, para tratar infeccoes virais, ele estara previamente selecionado as bacterias mais resistentes, e, futuramente, quando houver uma real infeccao bacteriana, esta sera causada ja por bacterias resistentes (CRF-ES, 2010).

1.2 Resolucao De Diretoria Colegiada No 44/2010

A ANVISA regulamentou no dia 28 de outubro de 2010 a RDC 44, que tem como objetivo diminuir a resistencia microbiana, no qual o uso abusivo e indiscriminado de antibioticos e a principal causa.

As drogarias e farmacias privadas tem como obrigatoriedade a devida inclusao no modulo I do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), e passando a fazer a escrituracao a partir de 25 de abril de 2011, essa escrituracao tendo como base a substancia e medicamentos antimicrobiano isolado ou em associacoes deve ser atualizada no prazo maximo de 7 dias (CRF-MT, 2010). A exigencia da escrituracao foi prorrogada por mais 180 dias pela RDC 20/2011 (BRASIL, 2011).

As farmacias publicas, farmacias hospitalares, distribuidoras e industrias de medicamentos que nao foram integrados ao modulo I do SNGPC devem fazer a escrituracao no mesmo prazo das farmacias e drogarias privadas, em um livro de registro especifico para antimicrobianos onde devera ser feito a caneta de forma legivel, sem rasuras ou emendas e assinada pelo responsavel tecnico, ou em um sistema informatizado autorizado pela vigilancia sanitaria local ou estadual (BRASIL, 2010).

2 Metodologia

Foi realizado um estudo retrospectivo quantitativo e documental com o intuito de analisar o perfil de prescricoes, retencoes de receituario e dispensacao de farmacos antimicrobianos.

A primeira etapa da pesquisa avaliou a quantidade de caixas de antimicrobianos dispensadas, sendo os antimicrobianos divididos por classes. A pesquisa teve como data inicial o dia 26 de outubro de 2009, um ano antes da promulgacao da RDC 44/2010. A segunda etapa analisou-se a quantidade dispensada no ano subsequente a promulgacao da mesma e um ano apos a necessidade da escrituracao.

O estudo foi realizado atraves da analise de um banco de dados da farmacia, com o suporte de dados computadorizados pelo programa de gerenciamento para obtencao do perfil de dispensacao dos antimicrobianos.

Em seguida foi realizado um estudo documental, no qual, coletou-se dados referentes a retencao de receitas nos dois anos que sucederam a resolucao, comparando com a dispensacao dos antimicrobianos nesse periodo.

3 Resultados e Discussao

Tendo como base um ano antes da promulgacao da RDC 44/2010, pode-se observar que o perfil de dispensacao dos antimicrobianos diminuiu, sendo isso um dos principais objetivos da resolucao, que e conscientizar os profissionais da area de saude a diminuir a dispensacao de antimicrobianos para que assim, possa frear o avanco da resistencia bacteriana. A tabela 1 mostra o perfil de dispensacao no ano que antecede a resolucao e nos dois anos que se sucederam, como resultado, apresentou uma diminuicao gradual na dispensacao dos mesmos.

Analisando a classe mais dispensada no periodo, os macrolideos, houve uma diminuicao na dispensacao de 299 caixas nos anos que precedeu a resolucao para apenas 124 caixas no periodo apos a necessidade da escrituracao, sendo que, em relacao houve uma reducao de 47,9% na quantidade de caixas dispensadas no periodo apos a obrigatoriedade da escrituracao e o primeiro ano apos a promulgacao, enquanto nao era obrigatorio a escrituracao. A figura 1 demonstra a queda na dispensacao.

Durante o estudo, constatou-se que o antimicrobiano mais dispensado no periodo analisado foi a azitromicina, da classe dos macrolideos (621 caixas), seguido pela cefalexina (603 caixas).

A figura 2 mostra o perfil dos antimicrobianos mais dispensados no periodo entre 29/10/2009 a 28/10/2012.

Constatou-se tambem que nao so a dispensacao de antimicrobianos foi afetada, e importante observar a alteracao no perfil de retencao dos receituarios, apos a regulamentacao da RDC 44/2010. Como todos os farmacos antimicrobianos que fossem dispensados pelas farmacias e drogarias deveriam ter a receita retida, houve tambem um aumento na quantidade de prescricoes. A figura 3 demonstra o perfil de retencao das receitas em uma farmacia comunitaria no ano apos as promulgacoes da resolucao.

No primeiro ano que a RDC 44/2010 entrou em vigor, pode-se observar uma pequena quantidade de receitas retidas em comparacao com a quantidade de caixas antibioticos dispensados, percebe-se que em nenhuma das classes analisadas a quantidade de caixas dispensadas em relacao a retencao da receita. A classe que houve maior proporcao de retencoes foi a de cefalosporinas de 3a geracao (97,4%), enquanto que os macrolideos tiveram a menor proporcao (16,4%), apesar de ser o antimicrobiano com maior numero de caixas dispensadas, o que demonstra a existencia da automedicacao e o nao atendimento a legislacao vigente que impoe a retencao do receituario antes da dispensacao (BRASIL, 2010).

Para fazer uma comparacao sobre o perfil de retencao das receitas, a figura 4 e 5 apresentam as retencoes no periodo entre 29/10/2011 a 28/10/2012, periodo que sucedeu a obrigatoriedade de registro no SNGPC, no qual pode-se observar que proporcao de retencao aumentou em comparacao ao periodo anterior. Os macrolideos apresentaram um aumento de 233% na quantidade de prescricoes retida, apesar da diminuicao de 45,3% do numero de caixas dispensadas, porem, as classes tiveram o percentual de retencao inferior ao de caixas dispensadas, demonstrando que ainda a farmacia nao atendia a legislacao vigente.

4 Conclusao

O estudo demonstrou que a RDC 44/2010 nao esta sendo cumprida pela drogaria, na qual ainda ha antimicrobianos sendo dispensados de forma irregular, no entanto, pode- se afirmar que, a cada ano a dispensacao irracional vem diminuendo. Por outro lado, as retencoes de receituario estao aumentando, segundo os dados levantados.

No primeiro ano apos a promulgacao da RDC 44/2010 houve uma diminuicao de 22,4% da dispensacao de antimicrobianos em relacao ao ano que precedeu a resolucao, e, de 30,3% no periodo seguinte, em relacao ao primeiro ano apos a resolucao, coincidindo com a necessidade do registro das receitas no SNGPC. O deficit geral e de 45,9% na quantidade de caixas dispensadas.

O antimicrobiano mais dispensado foi o macrolideo (azitromicina) com um total de 621 caixas, tendo um decrescimo de 56,8% nas vendas, seguido pela cefalexina, com 603 caixas dispensadas e decrescimo de 50,4%.

Um destaque importante deve-se dar ao fato que, nas caixas de antimicrobianos, onde se localiza a tarja vermelha, antes da regulamentacao da RDC 44/2010 vinha impresso os dizeres: "VENDA SOB PRESCRICAO MEDICA" e com isso, apos a promulgacao da resolucao, muitas caixas ainda foram dispensadas sem a devida retencao, pois estavam estocadas na farmacia ou nas distribuidoras, que por possuir grande estoque, seguiu vendendo desse mesmo lote, apos a validacao da resolucao. As caixas de antimicrobianos, onde se localiza a tarja vermelha, vem escrito agora "VENDA SOB PRESCRICAO MEDICA, SO PODE SER VENDIDO COM RETENCAO DE RECEITA", e com isso, a retencao das receitas acabou sendo mais rigorosa, pode-se observar que o terceiro ano do estudo, 29/10/2001 a 28/10/2012, quando as caixas de antimicrobianos ja estavam impressas com os novos dizeres, todas as classes de antimicrobianos obtiveram uma reducao em seu perfil de dispensacao e no numero de retencoes de receitas.

A populacao esta mais alerta ao uso de antimicrobianos, principalmente pelo fato da resistencia bacteriana, entretanto, pode-se observar que, ainda conseguem adquirir esses medicamentos sem a devida retencao da receita, talvez pelo fato da falta de conhecimento ou da falta de fiscalizacao sanitaria no pais.

O profissional farmaceutico deve ampliar sua participacao na farmacia comunitaria, pois e exclusive responsabilidade sobre a dispensacao dos antimicrobianos, e tambem, o farmaceutico tem o papel fundamental de orientar a populacao sobre assuntos diversos e principalmente sobre cuidados com os medicamentos, interacoes medicamentosas e uso racional dos antimicrobianos.

O treinamento dos profissionais da saude, desde os preceptores aos dispensadores e muito importante para a multiplicacao e fiscalizacao do cumprimento da resolucao e no intuito de englobar toda a populacao a fim de garantir uma correta farmacoterapia, buscando assim, diminuir a resistencia bacteriana.

O cumprimento da RDC 44/2010 e indispensavel para o controle de farmacos antimicrobianos como tambem no controle da resistencia bacteriana e tem alta contribuicao para a prevencao da automedicacao.

5 Referencias

BARROS, E. Antimicrobianos: Consulta rapida. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

BRASIL, ANVISA. Especial RDC 44/2010--Antibioticos. Disponivel em: <http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/387- rdc-44-2010antibioticos.html>. Acesso em 02 mar. 2017.

BRASIL. Diario Oficial da Uniao. Resolucao--RDC No 20 de 09 de maio de 2011. DOU no 87, segunda-feira, 9 de maio de 2011, Secao 1, p. 39 a 41. Disponivel em: <http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/pdf/180809_rdc_44.pdf>. Acesso em 23 fev. 2017.

BRASIL. Diario Oficial da Uniao. Resolucao--RDC No 44 de 26 de outubro de 2010. DOU no. 207, quinta-feira, 28 de outubro de 2010, Secao 1, p. 76 e 77. Disponivel em: <http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/pdf/180809_rdc_44.pdf>. Acesso em 23 fev. 2017.

BRITO, Monique Araujo de; CORDEIRO, Benedito Carlos. Necessidade de novos antibioticos. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, Rio de Janeiro, v. 48, n. 4, p.247-249, ago. 2012. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v48n4/v48n4a02.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2017.

CLARK, Michelle A. et al. Farmacologia Ilustrada. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010

CRF-ES, Conselho Regional de Farmacia do Espirito Santo. Uso excessivo de antibioticos gera bacterias multirresistentes. Disponivel em: <http://www.crfes.org.br/noticias_20102010_2.html>. Acesso em 02 mar. 2017.

CRF-MT, Conselho Regional de Farmacia do Mato Grosso. Fiscalizacao. RDC 44/2010 controle especial de antimicrobianos. Disponivel em: <http://www.crfmt.org.br/materias.php?subcategoriaId=4&id=767>. Acesso em 02 mar. 2017.

FIOL, Fernando de Sa del et al. Perfil de prescricoes e uso de antibioticos em infeccoes comunitarias. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 1, n. 43, p.68-72, jan. 2010. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v43n1/a15v43n1>. Acesso em: 01 mar. 2017.

KATZUNG, Bertram G.; MASTERS, Susan B.; TREVOR, Anthony J. Farmacologia Basica & Clinica. 12. ed. Rio de Janeiro: Mcgraw-hill Interamericana, 2014.

PINHEIRO, Pedro. Antibioticos: O que sao, tipos, resistencia e indicacoes. 2011. Disponivel em: <http://www.mdsaude.com/2011/02/antibioticos.html>. Acesso em: 03 mar. 2017.

RANG, H. P. et al. Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

ROCHA, Diego Pessoa et al. Coordenacao De Metais A Antibioticos Como Uma Estrategia De Combate A Resistencia Bacteriana. Quimica Nova, Sao Paulo, v. 34, n. 1, p.111- 118, jan. 2011. Disponivel em: <http://quimicanova.sbq.org.br/imagebank/pdf/Vol34No1_111_21 RV10053.pdf>. Acesso em: 02 mar. 2017.

TAVARES, Walter. Antibioticos e quimioterapicos para uso clinico. 2. ed. Sao Paulo: Atheneu, 2009.

Rondinelli de Carvalho LADEIRA, William Espinato Pimentel de MORAES, Cristiano Guilherme Alves de OLIVEIRA, Sergio Henrique de Mattos MACHADO & Juliano Gomes BARRETO

Universidade Iguacu, Campus V. Itaperuna, Rio de Janeiro, Brasil.

* Autor para correspondencia: rondinellicl@uol.com.br

DOI: http://dx.doi.org/ 10.18571/acbm.139
Tabela 1: Perfil de dispensacao de antimicrobianos por classe, um ano
antes e nos dois anos subsequentes a promulgacao da RDC 44/2010.

                    29/10/2009 a
                     28/10/2010          29/10/2010 a 28/10/2011
Classe de
antibioticos           Caixas        Caixas         Proporcao em
                    dispensadas    dispensadas   relacao ao periodo
                                                      anterior

Aminosideos              77            59              -23,4%
Cefalosporinas 1a       293            231             -21,2%
  geracao
Cefalosporinas 2a        44            33              -25,0%
  geracao
Cefalosporinas 3a        30            18              -40,0%
  geracao
Diversos                261            237             -9,2%
Macrolideos             299            238             -20,4%
Penicilinicos           254            170             -33,1%
Quinolonas              146            109             -25,3%
Sulfamidas              121            93              -23,1%
Tetraciclinas            44            30              -31,8%

                             29/10/2011 a 28/10/2012
Classe de
antibioticos          Caixas      Proporcao em   Proporcao em
                    dispensadas    relacao ao     relacao a
                                    periodo       antes da
                                    anterior     promulgacao

Aminosideos             48           -18,6%         -37,7%
Cefalosporinas 1a       141          -39,0%         -51,9%
  geracao
Cefalosporinas 2a       20           -39,4%         -54,5%
  geracao
Cefalosporinas 3a       12           -33,3%         -60,0%
  geracao
Diversos                168          -29,1%         -35,6%
Macrolideos             124          -47,9%         -58,5%
Penicilinicos           140          -17,6%         -44,9%
Quinolonas              95           -12,8%         -34,9%
Sulfamidas              78           -16,1%         -35,5%
Tetraciclinas           23           -23,3%         -47,7%

Figura 1: Perfil de dispensacao de macrolideos no periodo de
29/10/2009 a 28/10/2012.

29/10/2009 a 28/10/2010    299
29/10/2010 a 28/10/2011    238
Queda na dispensacao (%)   20,4
29/10/2011 a 28/10/2012    124
Queda na dispensacao (%)   47,9
Queda na dispensao em      58,5
  relacao a antes da
  promulgacao (%)

Note: Table made from bar graph.

Figura 2: Perfil de dispensacao da azitromicina (A) e da cefalexina
(B) no periodo entre 29/10/2009 a 28/10/2012.

Azitromicina

29/10/2009 a 28/10/2010   280
29/10/2010 a 28/10/2011   221
29/10/2011 a 28/10/2012   121

Cefalexina

29/10/2009 a 28/10/2010   260
29/10/2010 a 28/10/2011   214
29/10/2011 a 28/10/2012   129

Figura 3: Perfil de retencao de receitas no periodo de 29/10/2010 a
28/10/2011.

Figura 3: Perfil de retencao de receitas no periodo de 29/10/2010 a
28/10/2011.

                             Caisxas     Receitas    Perfil de
                            dispesadas   retidas    retencao (%)

Aminosideos                     59          15          25,4
Cefalosporinas 1a geracao      231          85          36,8
Cefalosporinas 2a geracao       33          26          78,8
Cefalosporinas 3a geracao       18          17          97,4
Diversos                       237         121          51,1
Macrolideos                    238          39          16,4
Penicilinicos                  170          80          47,1
Quinolonas                     109          71          65,1
Sulfamidas                      93          43          46,2
Tetraciclinas                   30          18          60,0

Note: Table made from bar graph.

Figura 4: Perfil de retencao de receitas no periodo de 29/10/2011 a
28/10/2012.

                             Caisxas     Receitas    Perfil de
                            dispesadas   retidas    retencao (%)

Aminosideos                     48          30          62,5
Cefalosporinas 1a geracao      141          85          53,8
Cefalosporinas 2a geracao       20          19          95,0
Cefalosporinas 3a geracao       12          9           75,0
Diversos                       168         142          84,5
Macrolideos                    124          91          73,4
Penicilinicos                  140         124          88,6
Quinolonas                      95          81          85,3
Sulfamidas                      78          59          75,6
Tetraciclinas                   23          22          95,7

Note: Table made from bar graph.

Figura 5: Perfil de retencao, em termos percentuais, comparado nos
periodos apos a promulgacao da RDC 44/2010.

                            29/10/2010 a   29/10/2011 a
                             28/10/2011     28/10/2012

Aminosideos                     25,4           62,5
Cefalosporinas 1a geracao       36,8           53,8
Cefalosporinas 2a geracao       78,8           95,0
Cefalosporinas 3a geracao       97,4           75,0
Diversos                        51,1           84,5
Macrolideos                     16,4           73,4
Penicilinicos                   47,1           88,6
Quinolonas                      65,1           85,3
Sulfamidas                      46,2           75,6
Tetraciclinas                   60,0           95,7

Note: Table made from bar graph.

Quadro 1: classe dos antibioticos adaptado de Rang et al. (2012).

Classe de                       Principais
Antibiotico                    moleculas--
                                principios
                                ativos da
                                 familia

Cefalosporinas                  1a geracao
                               -Cefadroxila
                               -Cefazolina
                               -Cefalexina

                                2a geracao
                                -Cefaclor
                               -Cefuroxima

                                3a geracao
                                -Cefixima
                               -Cefpodoxima
                               -Cefotaxima
                               -Ceftazidima
                               -Ceftriaxona

Tetraciclinas                   Doxiclina
                               Minociclina
                               Tetraciclina

Macrolideos                    Azitromicina
                               Eritromicina
                              Roxitromicina
                              Claritromixina

(Fluoro)                      Ciprofloxacina
quinolonas                    Levofloxacina
                              Moxifloxacina
                               Norfloxacina
                                Ofloxacina

Sulfamidas                    Sulfametozaxol
                               Trimetoprima
                              Sulfazalazina

Antituberculosos                Etambutol
                                Isoniazida
                               Pirazinamida
                               Rifampicina

Outros (diversos)              Fosfomicina
                               Clindamicina
                               Tiamfenicol
                                 Imipenem
                               Metronidazol
                               Vancomicina

Aminosideos                     Neomicina
(aminoglicosi deos)            Tobramicina
                                Amicacina
                              Estreptomicina
                               Gentamicina

Penicilinas           Amoxicilina + ac. clavulanico
                                Ampicilina
                               Penicilina G
                               Penicilina V
                               Piperacilina
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Carvalho Ladeira, Rondinelli; de Moraes, William Espinato Pimentel; de Oliveira, Cristiano Guilhe
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Dec 1, 2017
Words:3488
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