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PERFIL DE CORREDORES E A RELACAO ENTRE VARIAVEIS DE TREINAMENTO COM O [VO.sub.2MAX] EM DIFERENTES NIVEIS DE DESEMPENHO/Runners profile and relationship between trainning variables and V[O.sub.2max] in different performance levels.

INTRODUCAO

A corrida de rua e uma modalidade importante do atletismo e e praticada por homens e mulheres de diferentes faixas etarias percorrendo diferentes distancias que vao de 5 km a maratona (Moraes e colaboradores, 2016).

A realizacao da corrida de rua tem como objetivos a promocao da saude, controle do estresse, estetica, busca por atividades prazerosas ou competitivas e a integracao social (Balbinotti e colaboradores, 2015; Salgado e Chacon-Mikahil, 2006).

Independente do objetivo inicial do corredor, o treinamento de corrida objetiva o aumento da capacidade aerobica (Pollock e Wilmore, 1993) a partir do aumento do consumo maximo de oxigenio (VO2 max.).

O [VO.sub.2] max e uma variavel importante para o desempenho de atletas de corrida, porem nao a unica. Variaveis de sobrecarga podem auxiliar no planejamento do treino para atletas como o volume, a intensidade, a densidade e a frequencia (Hegedus, 2008; Lorenz e colaboradores, 2013; Tubino, 2003).

O controle otimo dessas variaveis pode oferecer melhores condicoes para o desempenho fisico (Karikosk, 1984; Munoz e colaboradores, 2014).

Em iniciantes, o volume e priorizado e pode refletir melhores condicoes de treino futuramente (Dal Pupo e colaboradores, 2011), ja o incremento da intensidade objetiva aumento do [VO.sub.2] max e tambem dos limiares metabolicos e ventilatorios, como por exemplo aumentar a capacidade tamponante dos ions H+ e por consequencia aumentar o esforco tolerado em intensidades mais elevadas (Azevedo e colaboradores, 2009).

Esta bem estabelecido que a duracao e intensidade de cada sessao de treinamento esta diretamente ligada a capacidade aerobia (Bale, Bradbury, Colley, 1986; Rapoport, 2010).

Alem disso, a frequencia de treinamento como o numero de sessoes por semana influencia positiva ou negativamente no desempenho (Billat e colaboradores, 2003; Krieger, 2002).

Na busca por literaturas semelhantes a este trabalho, ate o presente momento, nao foram encontrados artigos ou trabalhos academicos que comparassem essas variaveis de sobrecarga e de consumo maximo de oxigenio por niveis de desempenho de corredores de longa distancia.

Portanto, espera-se que este estudo possa permitir futuras acoes que possibilitem ajudar na formacao e concretizacao da participacao de atletas capixabas de alto nivel nas provas de corrida de rua do pais, contribuindo tambem com os valores de referencias nacionais.

O objetivo deste trabalho foi comparar as variaveis de sobrecarga de treinamento com os de consumo maximo de oxigenio entre grupos de corredores de rua capixabas divididos em diferentes niveis de desempenho.

Com isso, nossa hipotese e que o volume e a intensidade tenham a melhor relacao com o desempenho dos corredores de ambos os sexos.

MATERIAIS E METODOS

Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo comparativo transversal, sem intervencao sobre as variaveis dependentes. O estudo foi aprovado pelo Comite de Etica e Pesquisa da UFES - Campus Goiabeiras, sob o numero 261.897, e CAAE de numero 13769613.9.0000.5542.

A amostra foi composta de 58 corredores de rua de ambos os sexos, sendo 34 do sexo masculino e 24 do sexo feminino--moradores do estado do Espirito Santo, Brasil, treinados ha pelo menos seis meses em corrida de rua, com idade em media de 32,1 [+ or -] 6,9 para o sexo masculino e 34,5 [+ or -] 8,0 para o sexo feminino, participantes de corridas de rua de 10 km.

Estes corredores foram convidados a partir de um ranking estadual feito pelos pesquisadores desse estudo, com base em 43 provas de corrida de rua no ano de 2013.

O ranking foi construido para selecionar os participantes em grupos homogeneos por nivel de desempenho, sendo catalogados em tres grupos: grupo de corredores de elite (GE), grupo de corredores amadores (GA), e grupo de corredores nao atletas (GNA).

Para identificar e ranquear os corredores do GE foi utilizado um metodo de pontuacao de forma a classificar os 15 melhores corredores que concluiram as provas de corrida ate a quinta colocacao em nivel geral.

O ranqueamento do GA tambem foi pelo metodo de pontuacao, para identificar e ranquear os 20 melhores corredores que concluiram as provas de corrida ate a terceira colocacao em nivel de faixa etaria. O GNA, por sua vez, foi composto por aqueles corredores que participaram das corridas incluidas no ranking sem o objetivo de competicao, visando o lazer e a melhoria da saude, identificado pela entrevista e, alem disso, nao pontuaram em nenhuma das provas.

Apesar de denominado "grupo de elite", isto foi feito pela posicao alcancada nos resultados das provas dos atletas em que poderia possibilitar alguma premiacao em dinheiro, dependendo do regulamento da competicao.

Mas vale ressaltar que nao ha profissionalismo (Bosch e colaboradores, 1990) no estado para esta modalidade. Assim, aqueles denominados amadores nao tiveram participacao nas premiacoes para os vencedores das provas, mas, esporadicamente, podendo receber alguma premiacao em dinheiro, quando isso estava no regulamento para vencedores de categoria.

Foi aplicado um questionario para coleta de informacoes sobre os participantes, relatando desde dados pessoais, dados medicos, pratica de exercicio e de treinamento. Foram consideradas: frequencia de treinamento por semana (no. de sessoes), o volume de treinamento semanal (km/semana), a velocidade media (vm/semana), a duracao por sessao de treino (horas) e a duracao do treino (horas/semana).

A duracao por semana (horas/sem) e velocidade media por semana (vm/semana) foram calculadas por meio das demais variaveis. O produto da frequencia de treino (no. de sessoes por semana) e a duracao por sessao (horas) resultou na duracao por semana (horas/semana), e o volume de treino semanal (km/semana) dividido pela duracao por semana (horas/semana) resultou na velocidade media semanal [(km/h)/semana].

Para a medida direta do VO2max foi realizado o teste cardiopulmonar de exercicio (TCPE) por meio do sistema metabolico Cortex Metalyzer 3B (Leipzig, Alemanha) e esteira Super ATL (Inbrasport, Porto Alegre).

Os sujeitos inicialmente realizavam um eletrocardiograma (ECG) de repouso, utilizando 12 derivacoes convencionais e era realizado por um medico cardiologista, para investigar a existencia de anormalidades que pudessem inviabilizar a participacao no TCPE.

Em seguida, em pe na esteira, eram acoplados os eletrodos para registro e interpretacoes do ECG (CM5, D2M, V2M) e o acompanhamento da frequencia cardiaca (FC) durante o esforco. Uma mascara facial de silicone era ajustada para o rosto de cada participante, permitindo a respiracao pela boca e pelo nariz e esta era conectada ao pneumotacometro (turbina Triple-V[R], digital, de uso continuo para medida do fluxo de ar e analise dos gases expirados).

Era feita a calibracao do sistema antes dos testes como orientado pelo fabricante. Para os testes foram utilizados o protocolo de rampa com 1% de inclinacao (Meneghelo e colaboradores, 2011) com incrementos de 1km/h/min em tempo estimado entre 8 e 12 minutos. As velocidades iniciais e estimativas da velocidade final do presente estudo variaram de acordo com o nivel de desempenho dos participantes, sendo: GE masculino de 8 a 20 km/h, GE feminino de 8 a 18 km/h; GA masculino 8 a 18 km/h, GA feminino 6 a 15 km/h; e GNA masculino 5 a 15 km/h e GNA feminino 5 a 14 km/h.

A temperatura da sala de teste foi mantida por meio de ar condicionado em 22[degrees] C. Essas orientacoes seguiram as normas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (Howley, Bassett e Welch, 1995).

Os criterios para aceitar o teste como maximo seguiram orientacao do proposto na literatura e incluiram: a) exaustao voluntaria; b) atingir 90% da frequencia cardiaca maxima prevista no teste, dado pela formula (220--idade); c) razao de troca respiratoria (RTR) igual ou acima de 1,05 (Billat e colaboradores, 2004; Corrar, Paulo e Dias filho, 2007). Todavia, os participantes eram instruidos a interromper o teste por exaustao voluntaria.

Para os procedimentos estatisticos, todos os resultados foram submetidos inicialmente ao teste de normalidade de Shapiro-Wilk e a caracterizacao da amostra foi realizada pelas frequencias observadas, medidas de tendencia central e de variabilidade.

Para avaliar a confiabilidade, a qual consiste em analisar a escala ou questionario de mensuracao, foi requerido o modelo de alfa de Cronbach, no qual obteve-se um coeficiente de 0,78 considerado satisfatorio (Hair e colaboradores, 2010). Mas, como as unidades de medidas eram diferentes, se fez necessario padronizar as variaveis.

Para comparacao entre os grupos de atletas elite, amadores e de nao atletas foi utilizada a ANOVA de duas vias ou o teste de Kruskal-Wallis quando as premissas da ANOVA duas vias nao foram satisfeitas. Como estes testes indicam apenas que um ou mais pares se diferenciam, requereu-se ao teste de comparacoes multiplas de Tukey.

No sexo masculino, a idade, a estatura, o peso, a duracao da sessao por semana e o consumo maximo de oxigenio seguiram uma distribuicao normal; e para o feminino, idade, estatura, peso e consumo maximo de oxigenio.

Portanto, para estas variaveis foram aplicados os testes parametricos, enquanto, nas demais, testes nao parametricos. Para correlacionar o VO2max. Com as variaveis de sobrecarga foi utilizado a correlacao de Spearman, devido a variavel VO2max. nao ter sido normal (Mukaka, 2012).

Os calculos estatisticos foram realizados com o programa SigmaStat, versao 3.5 e o nivel de significancia estabelecido em P [less than or equal to] 0,05.

RESULTADOS

Nas Tabelas 1 e 2 sao apresentados os dados relativos a caracterizacao do grupo masculino e feminino que foram divididos em grupo elite, grupo amador e grupo nao atleta.

No grupo masculino, a maior media de peso foi para os nao atletas 79,4 [+ or -] 10,5 kg. O numero de sessoes foi maior em mediana para os grupos de elite e amadores (6,0); o volume semanal (140,0 km) e a velocidade media de corrida por semana (16,3 km/h) foram maiores em mediana para o grupo elite (Tabela 1).

A idade, estatura e duracao da sessao (horas) nao apresentaram diferenca estatistica significativa, ou seja: as medias ou medianas entre os grupos sao semelhantes (Tabela 1).

No grupo feminino, a maior media de peso foi para os amadores 60,1 [+ or -] 2,9 kg. O numero de sessoes (6,0) foi maior em mediana para os grupos de elite, os quilometros por semana (120,0 km) e a velocidade media de corrida por semana (12,4 km/h) foram maiores em mediana para o grupo elite (Tabela 2).

A idade, estatura, peso e duracao da sessao (horas) e a duracao da sessao por semana nao apresentaram diferenca significativa, ou seja: as suas medias ou medianas entre os grupos feminino sao semelhantes (Tabela 2).

A Tabela 3 apresenta os dados referentes as correlacoes de Spearman das variaveis de sobrecarga--sessoes por semana (Ss/Sem), duracao da sessao (h/Ss), duracao das sessoes por semana (h/Sem), volume semanal (km/sem), velocidade media por semana ([V.sub.m]/sem)--com o [VO.sub.2] max. (ml x [kg.sup.-1] x [min.sup.-1]), divididos por grupos elite, amador e nao atleta.

A partir desses resultados, a principal correlacao encontrada quando comparada ao consumo de oxigenio foi o volume semanal (km/sem), que foi classificada como moderada positiva e significativa (r = 0,548; p = 0,034).

DISCUSSAO

Na escassez por literaturas semelhantes a este trabalho devemos considerar que os achados deste estudo, identificando que as variaveis de sobrecarga de treinamento de corrida de rua estao diretamente relacionadas com o nivel de desempenho, sao ineditos.

Pode-se assumir que uma limitacao deste estudo foi o fato de nao ter havido acompanhamento dos treinos e a coleta de dados ter-se baseada em questionario recordatorio, exigindo cautela na comparacao das variaveis e as possiveis inferencias dos resultados. Apesar disso, pela primeira vez, apresentou-se um perfil de treinamento de corredores nacionais no estado do Espirito Santo considerando os seus niveis de desempenho.

Os valores encontrados na literatura nacional para o consumo maximo de oxigenio de corredores foram compativeis com os encontrados nesta pesquisa. O GE masculino apresentou uma media de 69,1[+ or -]5,0 ml x kg-1 min-1 de [VO.sub.2] max., sendo comparados a de corredores nacionais que apresentaram 69,99 mlxkg-1xmin-1 (Enoksen, Tjelta e Tjelta, 2011).

No entanto, na literatura internacional, foram encontrados valores superiores de VO2max. quando comparados aos corredores capixabas de elite, pois estas pesquisas apontaram valores de 78, 86, e 88 ml.kg-1.min-1 (Hagan, Smith e Gettman, 1981; Rapoport, 2010; Santos e colaboradores, 2012), respectivamente para o masculino, e para o sexo feminino, 68,6 mlxkg-1xmin-1, (Rapoport, 2010) contra apenas 50,4 ml x kg-1 x min-1das corredoras capixabas de elite. Em relacao ao GA masculino, tambem foram encontrados valores de [VO.sub.2] max nacionais semelhantes (58,7 [+ or -] 5,7 mlxkg-1xmin-1 vs 62,4 [+ or -] 7,4 ml x kg-1 x min-1) (Friedrich e colaboradores, 2014).

Em relacao a variavel frequencia de treinamento semanal, Dal Pupo e colaboradores (2011), dividiu os corredores em apenas 2 grupos do sexo masculino, o primeiro grupo (G1), considerado treinado, treinava 6 sessoes por semana, enquanto que o segundo grupo (G2), considerado moderadamente treinado, treinava 4 sessoes por semana, concordando com GE (5,9 [+ or -] 0,9 sessoes por semana) e GA (3,9 [+ or -] 1,6).

Segundo Pollock e Wilmore (1993), estudos tem mostrado a importancia da frequencia de treinamento como um fator significativo ao estimulo quando realizado de forma constante, em longo prazo. E este pode ser um fator que tenha influenciado na variedade dos resultados.

A respeito do numero de sessoes de treinamento por semana, no estudo do Bale, Bradbury e Colley (1986) e (Billat e colaboradores, 2001), foram divididos os corredores em tres grupos, de acordo com os tempos em corridas de 10 km, corredores de elite, bons corredores e corredores medianos, que apresentavam 10,7 [+ or -] 1,2, 7,3 [+ or -] 1,1, 4,8 [+ or -] 1,4 sessoes por semana, respectivamente, enquanto que neste trabalho, se compararmos com a media dos grupos masculinos teriamos: 5,9 [+ or -] 1,0 (GE); 5,4 [+ or -] 1,5 (GA); 3,9 [+ or -] 1,0 (GNA); com isso, e possivel perceber que os dados dos nossos corredores em relacao aos deles estao abaixo no GE e se encontram no limite da margem de erro para GA e GNA.

Em outro estudo, realizado por Friedrich e colaboradores (2014), e apresentada uma media de 3 sessoes por semana para individuos nao atletas, tanto homens quanto mulheres, e quando comparados aos desta pesquisa, permite inferir que estao dentro da media observada.

No entanto, outras pesquisas apontam de 11 a 13 sessoes por semana para corredores de alto nivel (Billat e colaboradores, 2001; Krieger, 2002; Rapoport, 2010), diferindo do GE o que representa menos da metade vista nas pesquisas, que em longo prazo poderia afetar no desempenho dos corredores.

A respeito da duracao da sessao de treinamento dos corredores, no estudo do Friedrich e colaboradores (2014), os grupos masculino e feminino citados por eles apresentaram uma media de 1,05h por sessao de treino, o que se mostra proximo ou inferior a media dos grupos deste trabalho (>1,2h). Ja na pesquisa realizada por Enoksen e colaboradores (2011), os atletas de longa distancia treinavam cerca de 40 a 120 min por sessao de treinamento, no periodo preparatorio.

Em consideracao a variavel volume de treinamento semanal, estudos tem mostrado grandes volumes em relacao ao grupo de corredores da presente investigacao.

Segundo Billat e colaboradores (2001), corredores de elite faziam um volume semanal de 206 [+ or -] 26 km e 168 [+ or -] 20 km para os amadores.

Neste estudo foi relatado pelo GE 138,1 [+ or -] 34,8 km e 73,1 [+ or -] 34,7 km pelo GA do sexo masculino, sendo notavel a diferenca entre os volumes de treinamento.

Enoksen e colaboradores (2011) apresentou um volume para atletas de elite maratonistas de 186 [+ or -] 25,7km por semana, alem de mostrar que para um dos corredores um aumento de VO2max ocorreu (foi para 86,7 mlxkg-1xmin-1) ao modificar para um treino mais volumoso, que, inclusive, esta bem elevado se comparado aos corredores de rua investigados.

Entretanto, no estudo do Dal Pupo e colaboradores (2011) de corredores masculinos de niveis nacionais, as quilometragens variaram de 40 a 70 km por semana, sendo compativeis aos encontrados nesta pesquisa.

Para um bom efeito de treinamento e necessario um otimo planejamento durante as semanas entre volume e intensidade (Laursen, 2010), o que justificaria os altos desvios padroes encontrados nos relatos dos corredores.

Mas o principal achado deste trabalho foi em relacao ao volume de treinamento semanal, em que o grupo elite difere significativamente dos demais grupos, alem desta variavel apresentar uma relacao diretamente proporcional com consumo maximo de oxigenio.

CONCLUSAO

Analisados em conjunto, dados desse estudo sugerem que as variaveis de sobrecarga: numero de sessoes e quilometragem semanal, assim como a velocidade empregada nos treinos, pode influenciar o desempenho de corredores de rua de ambos os sexos.

Desta forma, acredita-se que este estudo possa auxiliar em pesquisas futuras, principalmente no Estado, trazendo um perfil classificatorio desses corredores capixabas, mas tambem em territorio nacional, a titulo de conhecer melhor os corredores de rua.

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Conflito de interesses

Declaro nao haver conflitos de interesses pertinentes.

Recebido para publicacao 15/08/2018

Aceito em 28/01/2019

Leticia Nascimento Santos Neves (1), Alexandra Rodrigues Gomes (1) Victor Hugo Gasparini Neto (1), Luciana Carletti (1) Anselmo Jose Perez (1)

(1-)Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), Vitoria-ES, Brasil.

E-mails dos autores:

leticiansn@gmail.com

alexandra_rodrigues18@hotmail.com

victorgasparini@gmail.com

lucianacarletti@gmail.com

anselmo.perez@ufes.br

Endereco para correspondencia:

Leticia Nascimento Santos Neves.

Rua Alexandre Martins de Figueiredo, no. 66.

Bairro Solon Borges, Vitoria, Espirito Santo.

CEP: 29072-070.
Tabela 1 - Caracterizacao do grupo de corredores capixabas.

Variaveis                      Elite

Idade (anos)                    30,4 [+ or -] 5,3
Estatura (cm)                  170,2 [+ or -] 5,7
Peso (kg)                       60,0 (2) [+ or -] 5,6
No. sessoes por semana           5,9 [+ or -] 1,0
Duracao sessoes (horas)          1,5 [+ or -] 0,5
Duracao sessao (horas/semana)    8,7 (1) [+ or -] 2,9
Volume (km/semana)             138,1 [+ or -] 34,8
Velocidade media (vm/semana)    17,3 [+ or -] 7,1
[VO.sub.2max]                   69,1 (1) [+ or -] 5,0
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

                                      Masculino
Variaveis                      Amador

Idade (anos)                    32,6 [+ or -] 6,9
Estatura (cm)                  174,6 [+ or -] 6,1
Peso (kg)                       66,1 (2) [+ or -] 8,1
No. sessoes por semana           5,4 [+ or -] 1,5
Duracao sessoes (horas)          1,3 [+ or -] 0,3
Duracao sessao (horas/semana)    6,8 (12) [+ or -] 2,4
Volume (km/semana)              73,1 [+ or -] 34,7
Velocidade media (vm/semana)    11,0 [+ or -] 3,8
[VO.sub.2max]                   58,7 (2) [+ or -] 5,7
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

                                      Masculino
Variaveis                          Nao Atleta              Valor p

Idade (anos)                      32,7 [+ or -] 8,1        0,730 (**)
Estatura (cm)                    175,2 [+ or -] 5,7        0,148 (**)
Peso (kg)                         79,4 (1) [+ or -] 10,5  <0,001 (**)
No. sessoes por semana             3,9 [+ or -] 1,0        0,002 (*)
Duracao sessoes (horas)            1,2 [+ or -] 0,5        0,340 (*)
Duracao sessao (horas/semana)      4,5 (2) [+ or -] 1,9    0,001 (**)
Volume (km/semana)                41,0 [+ or -] 12,0      <0,001 (*)
Velocidade media (vm/semana)      10,6 [+ or -] 4,5        0,044 (*)
[VO.sub.2max]                     49,2 (3) [+ or -] 8,4   <0,001 (**)
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

Legenda: Valores apresentados em Media[+ or -]DP. (123) Numeros
diferentes indicam diferencas entres a medias ou medianas
(Teste de Tukey). (*) Teste de Kruskal-Wallis. (**) ANOVA.

Tabela 2 - Caracterizacao do grupo de corredoras capixabas.

                                        Feminino
Variaveis                               Elite
                                Mediana   Media [+ or -] DP

Idade (anos)                     28,0      32,7 [+ or -] 9,5
Estatura (cm)                   162,0     160,5 [+ or -] 7,6
Peso (kg)                        56,8      55,1 [+ or -] 7,6
No. sessoes semana                6,0 (1)   5,9 [+ or -] 0,9
Duracao sessoes (horas)           1,0       1,3 [+ or -] 0,5
Duracao sessao (horas/semana)     6,0       7,9 [+ or -] 4,0
Volume (km/semana)              120,0 (1) 103,9 [+ or -]46,7
Velocidade (vm/semana)           12,4 (1)  13,8 [+ or -] 5,6
[VO.sub.2max]                    48,0      50,4 (1) [+ or -] 6,7
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

                                        Feminino
Variaveis                              Amador
                               Mediana    Media [+ or -] DP

Idade (anos)                    41,0       39,0 [+ or -] 7,8
Estatura (cm)                  160,0      160,4 [+ or -] 2,9
Peso (kg)                       58,3       60,1 [+ or -] 2,9
No. sessoes semana               3,0 (2)   3,9 [+ or -] 1,6
Duracao sessoes (horas)          1,3       1,2 [+ or -] 0,3
Duracao sessao (horas/semana)    4,5       4,7 [+ or -] 2,3
Volume (km/semana)              50,0 (2)  55,4 [+ or -] 33,3
Velocidade (vm/semana)          11,1 (2)  11,9 [+ or -] 3,7
[VO.sub.2max]                   45,0      46,4 (12) [+ or -] 4,9
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

                                          Feminino
Variaveis                               Nao Atleta
                                Mediana     Media [+ or -] DP

Idade (anos)                     32,5        32,6 [+ or -] 6,6
Estatura (cm)                   161,5       160,1 [+ or -] 5,5
Peso (kg)                        58,7        59,7 [+ or -] 6,3
No. sessoes semana                3,0 (2)     3,4 [+ or -] 1,1
Duracao sessoes (horas)           1,0         1,3 [+ or -] 0,6
Duracao sessao (horas/semana)     3,9         4,4 [+ or -] 2,4
Volume (km/semana)               30,0 (2)    34,4 [+ or -] 14,8
Velocidade (vm/semana)            7,7 (2)     8,5 [+ or -] 2,1
[VO.sub.2max]                    43,0        42,0 (2) [+ or -] 3,9
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

Variaveis                       Valor p

Idade (anos)                   0,222 (**)
Estatura (cm)                  0,988 (**)
Peso (kg)                      0,236 (**)
No. sessoes semana             0,001 (*)
Duracao sessoes (horas)        0,993 (*)
Duracao sessao (horas/semana)  0,089 (*)
Volume (km/semana)             0,002 (*)
Velocidade (vm/semana)         0,026 (*)
[VO.sub.2max]                  0,011 (**)
(ml x [kg.sup.-1] x
[min.sup.-1])

Legenda: Valores apresentados em Media[+ or -]DP. (123) Numeros
diferentes indicam diferencas entres a medias ou medianas (Teste de
Tukey). (*) Teste de Kruskal-Wallis. (**) ANOVA.

Tabela 3 - Correlacao das variaveis de sobrecarga com o
[VO.sub.2max]. por grupo.

            [VO.sub.2max.].vs  [VO.sub.2max.].vs  [VO.sub.2max.].vs
Grupos      (Ss/Sem)           (h/Ss)             (h/Sem)
            r                  r                  r

Elite       0,086              0,134              0,192
Amador      0,367              0,170              0,194
Nao Atleta  0,097              0,332              0,427

            [VO.sub.2max.].vs  [VO.sub.2max.] vs
Grupos      (Km/Sem)           (Vm/sem)
            r                  r

Elite       0,548 (*)          0,059
Amador      0,132              -0,074
Nao Atleta  0,454              -0,152

Legenda: r (Coeficiente de correlacao de Spearman), [VO.sub.2max].
(Consumo maximo de oxigenio), Ss (Sessoes de treino), Sem (Semana),
h (hora), Vm (Velocidade media). (*) diferenca estatistica
significativa, p <0,05.
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Author:Neves, Leticia Nascimento Santos; Gomes, Alexandra Rodrigues; Neto, Victor Hugo Gasparini; Carletti,
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2019
Words:5050
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