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PEDOCLIMATIC POTENTIAL OF THE PARAIBA STATEFOR CULTURE OF THE SUGAR CANE (SACCHARUM SPP)/POTENCIAL PEDOCLIMATICO DO ESTADO DA PARAIBA PARA A CULTURA DA CANA DE ACUCAR (SACCHARUM SPP).

INTRODUCAO

A cana de acucar (Saccharum sp) originaria da Asia Meridional, geralmente, cultivada em paises tropicais e subtropicais para producao do acucar, alcool e aguardente (WALDHEIM, 2006). E cultivada entre as latitudes de 36[degrees]N e 31[degrees]S desde o nivel do mar ate 1.000 m de altitude. Essencialmente e considerada como uma planta tropical e tem o seu ciclo vegetativo longo, permanecendo no campo durante todas as estacoes do ano e, por isso, sua produtividade e bastante influenciada pelo clima (VAREJAO-SILVA & BARROS, 2001). Atualmente, a cana de acucar ocupa, no Pais, mais de 7 milhoes de hectares, sendo o Brasil o maior produtor mundial, seguido pela India, Tailandia e Australia (UNICA, 2009).

De acordo com EMBRAPA (2012), em relacao as exigencias pedologicas da cultura, consideram-se mais favoraveis os solos profundos, com textura variando de media a argilosa, bem drenados, destacando-se os Latossolos e Argissolos em relevo plano a suave ondulado, podendo-se tambem alcancar produtividades satisfatorias em Neossolos Fluvicos, Cambissolos Fluvicos, Gleissolos Haplicos e Gleissolos Melanicos quando drenados artificialmente. Em relacao as exigencias nutricionais, a planta se desenvolve bem em solos com pH na faixa de 5,5 a 6,0 e com saturacao por bases acima de 60%. Duarte Jr. e Coelho (2008) indicam que o balanco entre nitrogenio e o potassio, associado aos teores de calcio, ferro, cobre e zinco no solo, sao os principais nutrientes limitantes da produtividade, independentemente do metodo de preparo do solo.

Conforme EMBRAPA (2012), com relacao ao manejo do solo, o uso de praticas conservacionistas, tais como, rotacao de culturas, realizacao das operacoes mecanicas obedecendo as curvas de nivel do terreno, a manutencao do solo coberto por residuos vegetais, especialmente nos estadios iniciais de crescimento da cultura, e o trafego de maquinas em condicoes ideais de umidade, sao fundamentais para manter os teores de materia organica e a estrutura do solo, alem de promoverem a ciclagem de nutrientes e evitarem a compactacao do solo e sua degradacao pelo processo erosivo (PORTELA et al., 2011; ROSSETO et al., 2008; VEZZANI et al., 2008; BEZERRA & CANTALICE, 2006; MAIA & RIBEIRO, 2004; RAMALHO FILHO & BEEK, 1995). Alem disso, deve-se evitar o uso do fogo, em funcao dos efeitos negativos dessa pratica sobre a ciclagem de nutrientes e qualidade de atributos fisicos e quimicos do solo (ROSSETO et al., 2008; SILVA et al., 2007; CEDDIA et al., 1999).

EMBRAPA (2012) afirma que, os principais componentes climaticos que controlam o crescimento, a producao e a qualidade da cana de acucar, sao a disponibilidade hidrica adequada e bem distribuida, seguida de meses relativamente secos, indispensaveis a formacao de sacarose, a radiacao solar e a temperatura do solo e do ar. Se bem distribuida, um total de chuva entre 1.100 e 1.500mm e adequado para a cultura, principalmente nos meses de crescimento vegetativo, seguido por um periodo relativamente mais seco de amadurecimento. Dos elementos climaticos, a temperatura e um dos mais importantes para a producao da cana de acucar. A planta, geralmente, e tolerante as altas temperaturas, produzindo em regioes com temperatura media de verao de 35[degrees]C.

Observa-se que o estudo do comportamento espacial de um determinado elemento climatico, como e o caso da precipitacao, e fundamental para o mapeamento de areas de aptidao para agricultura, bem como para o planejamento das atividades agricolas (SILVA et al., 2010). Entende-se que no processo de avaliacao do potencial pedologico e necessario conhecer as exigencias edaficas das culturas, bem como os fatores restritivos das terras (EMBRAPA, 2012). A aptidao pedologica refere-se as potencialidades e limitacoes intrinsecas dos solos para a producao das culturas de forma sustentavel, inter-relacionando parametros e atributos (SILVA et al., 2013). Na avaliacao do potencial de um determinado ambiente para producao de lavouras nas condicoes naturais (cultivo de sequeiro), basicamente sao consideradas as exigencias das culturas em relacao ao solo (aptidao pedologica) e em relacao ao clima (aptidao climatica). Com isso, a partir do cruzamento dessas avaliacoes, chega-se a aptidao pedoclimatica. Esta ultima, de fato, e que melhor representa o potencial efetivo do ambiente para a producao agricola do ponto de vista social, economico e ambiental (MARQUES et al., 2013).

O Estado da Paraiba, com area de 56.372 [km.sup.2], apresenta variacoes significativas em relacao ao solo, geologia, clima, vegetacao e recursos hidricos. De acordo com EMBRAPA (2013), esta variacao ambiental produz espacos com diferentes potencialidades de exploracao agrossilvopastoril e riscos de degradacao ambiental. No entanto, o conhecimento destas variacoes e de fundamental importancia quando se pretende implantar estrategias de desenvolvimento rural em bases sustentaveis.

O trabalho baseado na caracterizacao de possibilidades e restricoes fisicas e climaticas, de acordo com EMBRAPA (2013), possibilita orientar a ocupacao, o uso e o manejo ambiental de forma integrada, considerando o conjunto dos recursos naturais renovaveis que coexistem nas diferentes paisagens do Estado, e com isso, contribuir para a organizacao espacial das atividades agropecuarias e florestais, e subsidiar politicas de conservacao e recuperacao dos sistemas naturais.

A area de estudo, compreende o Estado da Paraiba, que apresenta uma area de 56.372 [km.sup.2]. Seu posicionamento encontra-se entre os paralelos 6[degrees]02'12" e 8[degrees]19'18"S, e entre os meridianos de 34[degrees]45'54" e 38[degrees]45'45"W (FRANCISCO, 2010). O clima caracteriza-se por temperaturas medias elevadas, variando entre 22 a 30oC, uma amplitude termica anual muito pequena, em funcao da baixa latitude e elevacoes (<700m). A precipitacao varia entre 400 a 800mm anuais, nas regioes interiores semiaridas, e no Litoral, mais umido, pode ultrapassar aos 1.600mm (VAREJAO-SILVA et al., 1984).

O relevo apresenta-se de forma geral bastante diversificado, constituindo-se por formas de relevo diferentes trabalhadas por diferentes processos, atuando sob climas distintos e sobre rochas pouco ou muito diferenciadas. O uso atual e a cobertura vegetal caracterizam-se por formacoes florestais definidas como caatinga arbustiva arborea aberta, caatinga arbustiva arborea fechada, caatinga arborea fechada, tabuleiro costeiro, mangues, mata-umida, mata semidecidual, mata atlantica e restinga (PARAIBA, 2006). As classes predominantes de solos area de estudo estao descritas no Zoneamento Agropecuario do Estado da Paraiba (PARAIBA, 1978), e estas diferem pela diversidade geologica, pedologica e geomorfologica; atendendo tambem a uma diversidade de caracteristicas de solo, relacionadas a morfologia, cor, textura, estrutura, declividade e pedregosidade e outras caracteristicas (FRANCISCO, 2010).

Portanto, este trabalho objetiva associar e mapear as informacoes de ordem pedologica e climatica, caracterizando e indicando o potencial pedoclimatico do Estado da Paraiba para a cultura da cana de acucar, em nivel de manejo desenvolvido e em tres cenarios pluviometricos.

MATERIAL E METODOS

Neste trabalho, a base principal de dados utilizada e o Zoneamento Agropecuario do Estado da Paraiba (PARAIBA, 1978), e o mapa de solos do Plano Estadual de Recursos Hidricos (PARAIBA, 2006), na escala de 1:200.000, representando a area de estudo e a ocorrencia e distribuicao das classes de solos predominantes no Estado.

Para elaboracao dos mapas, foi utilizado a base de dados de Francisco et al. (2014) desenvolvida no software SPRING 5.2.2 com projecao UTM/SAD69. Esta base de dados contem o mapa digital de solos do Plano Estadual de Recursos Hidricos (PARAIBA, 2006) atualizado em seus limites conforme (IBGE, 2009), e o mapa de classe de capacidade de uso da terra. Utilizando o Zoneamento Agropecuario do Estado da Paraiba (PARAIBA, 1978), elaborou-se a classificacao dos poligonos de solos a partir da chave da formula basica da classe de capacidade de uso da terra, onde foram interpretadas as unidades de solos, sendo adotadas as cores das legendas conforme o manual de Lepsch et al. (1996), e elaborado o mapa.

Conforme a metodologia de PARAIBA (1978), para a avaliacao da cultura da cana de acucar, foram eleitas categorias de terras que apresentem de maneira geral os grupos de terras que apresentam as aptidoes:

* Categoria 1 (Aptidao Plena): areas com classes e/ou associacoes de classes de capacidade de uso, que sao proprias para a cultura com limitacoes ligeiras de utilizacao, impostas pelas caracteristicas dos solos, topografia e erosao. Correspondem as classes de Capacidade de Uso das categorias A e B do potencial das Terras. Da categoria A: II2 a II7, III1 a III15. Da categoria B: II8, III16 e III18.

* Categoria 1a (Aptidao Plena): areas com associacoes de classes de capacidade de uso com dominancia de terras proprias para culturas, que apresentam limitacoes ligeiras de utilizacao, impostas pelas caracteristicas dos solos, topografia e erosao. Correspondem a todas as classes de Capacidade de Uso das categorias C e C1 do potencial das Terras. Da categoria C1: II9, III19, III20, III22, III25 a III28. Da categoria C: III30, III32 a III42.

* Categoria 1b (Aptidao Plena): areas com classes e/ou associacoes de classes de capacidade de uso representada por solos aluvionais, apropriados para as culturas com problemas moderados e/ou complexos de drenagem. Correspondem as classes de Capacidade de Uso das categorias E do potencial das Terras. Da categoria E: II1, III10, III21, III31, e III105.

* Categoria 2 (Aptidao Moderada): areas com classes de capacidade de uso com limitacoes moderadas para utilizacao com a cultura, devido as caracteristicas de fertilidade e/ou topografia. Correspondem as classes de Capacidade de Uso da categoria D1 do potencial das Terras. Da categoria D1: IV1 a IV5, IV9 e IV10.

* Categoria 2a (Aptidao Moderada): areas com associacoes de classes de capacidade de uso da Categoria 2. Correspondem as classes de Capacidade de Uso da categoria D1 do potencial das Terras. Da categoria D1: IV6, IV7, IV11 a IV21.

* Categoria 2b (Aptidao Moderada): areas com classes de capacidade de uso com fortes limitacoes para utilizacao com a cultura devido as caracteristicas de drenagem e associacoes de classes de terras inaptas para a cultura. Correspondem as classes de Capacidade de Uso da categoria D2 do potencial das Terras. Da categoria D2: IV85, IV86, IV89 a IV104.

* Categoria 2c (Aptidao Moderada): areas com classes de capacidade de uso com limitacoes severas para utilizacao com a cultura devido as caracteristicas de drenagem imperfeita e associacoes de classes de terras inaptas para a cultura. Correspondem as classes de Capacidade de Uso da categoria F do potencial das Terras. Da categoria F: III17, III24, III29, IV22 a IV80.

* Categoria 3 (Aptidao Restrita): areas com classes de capacidade de uso com fortes limitacoes para utilizacao com a cultura, devido as caracteristicas de baixa fertilidade do solo e/ou da drenagem excessiva. Correspondem as classes de Capacidade de Uso da categoria D2, F e G1 do potencial das Terras. Da categoria D2: IV81 a IV84. Da categoria F: IV8. Da categoria G1: VI9.

* Categoria I (Inapta): areas improprias para a exploracao com a cultura, sendo representada por classes de capacidade de uso ou associacoes de classes cujas caracteristicas dos solos e/ou topografia apresentam restricoes severas para utilizacao, correspondendo as demais categorias do Potencial das Terras.

Nesta interpretacao considerou-se apenas o potencial dos solos em sistema de manejo desenvolvido, que se caracteriza por aplicacao mais ou menos intensiva do capital, e um razoavel nivel de conhecimentos tecnicos especializados, para a melhoria das condicoes dos solos e das culturas, nao se justificando nem um baixo, nem um muito alto nivel de manejo, com resultados duvidosos principalmente do ponto de vista economico.

Para viabilizar a elaboracao do mapa do potencial pedologico e tambem visando a padronizacao cartografica, os mapas foram categorizados de acordo com metodologia adaptada de EMBRAPA (2012), nas seguintes classes: Muito Alto--Categoria 1 (Aptidao Plena); Alto--Categoria 1a e 1b (Aptidao Plena); Media--Categoria 2, 2a, 2b e 2c (Aptidao Moderada); Baixo--Categoria 3 (Aptidao Restrita); Muito Baixo--Categoria I (Inapta).

Na metodologia de trabalho, utilizaram-se os totais mensais de precipitacoes obtidos nos postos pluviometricos da Agencia Executiva de Gestao das Aguas do Estado da Paraiba (AESA-PB). A utilizacao dos dados foi procedida de uma analise no tocante a sua consistencia, homogeneizacao e no preenchimento de falhas em cada serie. Para cada localidade com serie de observacao igual ou superior a vinte anos, foi considerado para o periodo disponivel, independente do inicio.

Na elaboracao deste trabalho, foi estimado as medias mensais de temperatura do ar naqueles locais onde apenas se dispunham de dados de chuva. Na metodologia adotada foram utilizados valores da temperatura media do ar dos ultimos 30 anos estimados pelo software Estima_T (CAVALCANTI & SILVA, 1994; CAVALCANTI et al., 2006). Na elaboracao do mapa de pluviosidade foi utilizada a metodologia proposta por EMBRAPA (2012) e adaptada para o Estado da Paraiba por Francisco et al. (2015).

A discriminacao dos cenarios pluviometricos, anos secos, regulares e chuvosos, seguiu a metodologia proposta por Varejao e Barros (2002). Para cada posto pluviometrico, foi estabelecido o total de precipitacao pluviometrica registrado nos tres meses consecutivos mais chuvosos de cada ano hidrologico completo. Em seguida, a distribuicao gama incompleta (ASSIS et al., 1996), seguindo a conceituacao de Thom (1958), foi ajustada a serie desses totais em cada posto, seguindo a metodologia indicada por Mielke (1976) e utilizada pela EMBRAPA (2012). A qualidade do ajustamento da curva teorica aos valores observados foi verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov (MASSEY, 1980), ao nivel de significancia de 95%. Esses mesmos criterios foram aplicados em todas as series pluviometricas. Como a curva de distribuicao da chuva acumulada nos tres meses consecutivos mais chuvosos e especifica para cada posto, os valores correspondentes as probabilidades de 25, 50 e 75%, tambem sao especificos de cada posto (VAREJAO-SILVA, 2001).

Os conjuntos dos anos secos, regulares e chuvosos de cada posto, foram utilizados para obter as correspondentes medias mensais dos totais pluviometricos, necessarias para caracterizar os respectivos cenarios. Os criterios para discriminar os anos hidrologicos de cada posto pluviometrico foram enquadrados em uma das categorias indicadas (VAREJAO-SILVA, 2001): a) Anos secos--aqueles em que o total de precipitacao, acumulado nos tres meses consecutivos mais chuvosos, for igual ou menor que o valor correspondente a probabilidade de 25%; b) Anos chuvosos--aqueles cujo total de precipitacao, acumulado nos tres meses consecutivos mais chuvosos, e superior ao valor correspondente a probabilidade de 75%; c) Anos regulares--todos aqueles anos nao classificados nas duas categorias anteriores.

Para o calculo do balanco hidrico, foram utilizados os dados tabulados para capacidade de campo de armazenamento de agua no solo (CAD) de 100mm, onde o modelo utilizado foi o proposto por Thornthwaite (1948; 1955). No calculo do indice de umidade, foi utilizada a equacao do balanco hidrico climatologico segundo Thornthwaite e Mather (1955), onde o Indice de umidade (Iu), de acordo com a expressao:

Iu = Ih - Ia (1)

Em que: o indice hidrico (Ih) e indice de aridez (Ia) sao calculados respectivamente por:

Ih = 100 (Exc/ETP) (2)

Ia = 100 (Def/ETP) (3)

Os criterios discriminantes utilizados neste trabalho, para identificar as potencialidades climaticas relacionadas ao cultivo da cana de acucar, foram de acordo com a metodologia utilizada pela EMBRAPA (2012), onde o indice efetivo de umidade (Iu), foi utilizado como parametro e adaptado dos criterios utilizados por Camargo et al. (1977) e Varejao-Silva e Barros (2002) (Tabela 1).

Na metodologia de trabalho, apos a elaboracao dos mapas do potencial pedologico e dos mapas da aptidao climatica, nos cenarios pluviometricos com anos chuvosos, regulares e secos, foram cruzados atraves da Linguagem Espacial Geografica Algebrica (LEGAL), utilizando o software SPRING, e obtiveram-se os mapas do potencial pedoclimatico do Estado da Paraiba para a cultura em estudo. As classes provaveis obtidas foram 4 classes e 25 subclasses do potencial pedoclimatico (Tabela 2).

Conforme a metodologia da EMBRAPA (2012), o potencial pedoclimatico e restringido pela limitacao de solo e/ou de clima que ocorrer com maior intensidade no ambiente. Por exemplo, ambiente com potencial pedologico Alto e com aptidao climatica Inapta, tera seu potencial pedoclimatico limitado pelo clima. Da mesma forma, as areas com clima favoravel ao cultivo, mas com potencial pedologico restritivo, terao o potencial pedoclimatico limitado por atributos de solo.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Conforme o mapa de potencial pedologico para a cultura da cana de acucar (Figura 1), nao se identificou terras com potencial Muito Alto. Isto ocorre devido as exigencias pedologicas para o plantio da cana de acucar, e pelos solos nao apresentarem as caracteristicas necessarias ao desenvolvimento da cultura.

Resultado similar encontrado pela EMBRAPA (2012) no Estado de Alagoas, que afirma que, isto se deve a baixa fertilidade natural dos solos na zona umida, que prejudica o crescimento da planta. Por outro lado, nos ambientes mais secos ha problemas relacionados a pequena profundidade efetiva, pedregosidade, rochosidade, salinidade, sodicidade, entre outros. De acordo com Jacomine et al. (1975), embora essa cultura encontre-se instalada em diversas classes de solos, desde os mais argilosos aos mais arenosos, de rasos a profundos, a cana de acucar desenvolve-se melhor em solos profundos e de textura argilosa, com alta capacidade de retencao de agua e boa fertilidade. E uma planta relativamente resistente a seca, mas que apresenta diminuicao no seu crescimento muito antes do solo atingir 50% de agua disponivel.

Identificou-se 5.661,87 [km.sup.2] de terras com potencial Alto, representando 10,04% (Tabela 3) da area total do Estado, distribuidas nas regioes do Agreste Acatingado, Brejo, Mata e Litoral, Alto Sertao, Alto e Baixo Sertao do Piranhas e Cariris de Princesa. As caracteristicas edaficas informam que estas terras constituem areas com classes e/ou associacoes de classes de capacidade de uso representadas por solos aluvionais, apropriados para as culturas.

As areas com potencial Medio, observada neste trabalho, perfazem um total de 19.448,72 [km.sup.2], representando 34,5% da area total, e estao distribuidas por todo o Estado. As caracteristicas edaficas informam que estas terras constituem areas com classes de capacidade de uso com limitacoes moderadas para utilizacao com a cultura, devido as caracteristicas de fertilidade e/ou topografia; e/ou areas com classes de capacidade de uso com limitacoes severas para utilizacao com a cultura, devido as caracteristicas de drenagem imperfeita e associacoes de classes de terras inaptas para a cultura.

As areas com potencial Baixo, observadas por este trabalho, perfazem um total de 523,04 [km.sup.2], representando 0,93% da area total do Estado, localizadas na regiao no Cariri, Agreste e Brejo. As caracteristicas informam que estas terras constituem areas com classes de capacidade de uso com fortes limitacoes para utilizacao com a cultura, devido a baixa fertilidade do solo e/ou drenagem excessiva.

Areas com potencial Muito Baixo perfazem um total de 30.740,37 [km.sup.2] de terras, correspondendo a 54,53% da area total, distribuidas por todo o Estado. Estas areas sao improprias para a exploracao com a cultura, sendo representada por classes de capacidade de uso, ou associacoes de classes cujas caracteristicas dos solos e/ou topografia, apresentam restricoes severas para utilizacao, correspondendo as demais categorias do Potencial Agropecuario e Florestal das Terras. Souza et al. (2013) observaram que, estes ambientes com relevo forte ondulado e montanhoso, devem ser destinados para preservacao ambiental.

No mapa de classe de aptidao climatica Plena (C1) (Figura 2), observa-se que 1.277,84 [km.sup.2] representando 2,27% da area total do Estado (Tabela 4), ocorrem numa faixa entre o litoral norte e sul, e passa a constituir a regiao do Estado com maior potencial a producao acucareira. De acordo com Francisco et al. (2016), estas areas surgem como climaticamente propicias ao desenvolvimento da cultura.

Observa-se que, 1,78% da area do Estado, com 1.005,01 km2 (Tabela 4), apresenta aptidao climatica plena com periodo chuvoso prolongado (C2), localizadas no Litoral do Estado ao sul e na regiao do Brejo. Conforme Jacomine et al. (1975), as microrregioes homogeneas abrangidas pela cultura da cana de acucar, em termos de grande lavoura, sao o Litoral Paraibano e Brejo Paraibano.

Para a classe de aptidao climatica Moderada por deficiencia hidrica (C4), observa-se que, com aumento gradativo da escassez hidrica, limitando o plantio, ocorrem na regiao do Agreste, em uma faixa estreita entre a classe Plena e a Inapta, com 1.439,52 [km.sup.2] representando 2,55% do total. Observa-se que para Estado da Paraiba nao foram mapeadas areas com aptidao climatica da classe Moderada por excesso hidrico (C3).

A classe de aptidao climatica Inapta por deficiencia hidrica acentuada (C5), com 1.439,52 [km.sup.2], representando 2,55% do total, se apresenta em toda a regiao semiarida do Estado, ocorrendo tambem nas regioes do Agreste e parte do Litoral norte e sul. De acordo com EMBRAPA (2012), nessas circunstancias e frequente a queda de producao, a restricao e morte de plantios em fase de renovacao.

De acordo com EMBRAPA (2013), a cultura da cana de acucar tem um ciclo de producao de varios anos, e por isso, na avaliacao de seu potencial pedoclimatico considera-se como referencia somente o cenario pluviometrico de anos regulares. No mapa de potencial pedoclimatico da cultura da cana de acucar (Figura 3), observa-se que o potencial Muito Alto nao esta representado no mapeamento, devido as restricoes pedologicas e climaticas para o cultivo da cana de acucar.

As areas de potencial pedoclimatico Alto, abrangem 745,48 [km.sup.2], representando 1,32% da area total do Estado (Tabela 5), com ocorrencia das subclasses A3 e A4, predominando a subclasse A4. Estas classes, ocorrem principalmente, na regiao do Litoral sul do Estado, notadamente em ambientes por apresentarem solos de potencial pedologico Alto, e aptidao climatica plena com periodo chuvoso prolongado. Neste ambiente, mesmo em regime pluviometrico menor, ainda e possivel obter indices de umidade adequados para o cultivo da cana de acucar, pois estao localizados na regiao mais umida do Estado. Os solos predominantes sao os Argissolos, apresentando baixa fertilidade, relevo de plano a suave ondulado, e boas caracteristicas fisicas. Resultados similares encontrados por Silva et al. (2015), no Estado de Alagoas, tambem em solos de tabuleiros costeiros. De acordo com Souza et al. (2013a), no conjunto, as caracteristicas destes solos, conferem as unidades de mapeamento, boas condicoes fisicas de aeracao, retencao de agua e profundidade efetiva, alem de alto potencial produtivo.

Silva et al. (2015), realizando o zoneamento do potencial pedoclimatico do Estado de Alagoas, em areas similares a este estudo, observou que, a aplicacao intensiva de capital e de resultados de pesquisas, no manejo e conservacao das terras com uso intensivo de tecnicas relacionadas com a correcao da acidez, da fertilizacao e da conservacao do solo e da agua, e da cultura, a possibilidade de mecanizacao e a condicao climatica plena, potencializam a producao e a produtividade dessas areas.

De acordo com PARAIBA (1978), analisando a cultura da cana de acucar, observou que, a lavoura esta praticamente concentrada nas regioes do Litoral, Agreste e Brejo, que somavam 95% da area no Estado. Resultados similares encontrado neste trabalho.

Os ambientes de potencial Medio abrangem 1.425,96 km2, representando 2,53% da area total do Estado (Tabela 5), com ocorrencia das subclasses M1, M2, M6 e M8, com predominio das subclasses M1 e M8. Estas classes ocorrem principalmente na regiao central do Litoral do Estado, e na regiao do Brejo, proximo ao municipio de Areia, regiao tradicional no plantio da cana de acucar, notadamente em ambientes por apresentarem solos de potencial pedologico Medio, e aptidao climatica Plena e Moderada por deficiencia. Nessas areas, os fatores mais restritivos estao relacionados com a predominancia do relevo ondulado e o risco a erosao. Resultados similares encontrados por Silva et al. (2015), devido a localizacao na regiao semiarida.

As areas de potencial Baixo, contemplam os ambientes com fortes limitacoes de solo e/ou de clima, abrangem 33,22 km2, representando 0,06% da area total do Estado (Tabela 5), com ocorrencia das subclasses B1 e B4, predominando a subclasse B4. Esta classe ocorre em pequena area no municipio de Remigio, por apresentar aptidao climatica Moderada por deficiencia hidrica, e estar localizado em Neossolos Regoliticos distroficos com potencial pedologico Baixo para a cultura.

Souza et al. (2013), elaborando o potencial pedologico para a cana de acucar do municipio de Buenos Aires, no Estado de Pernambuco, observou que em geral, os principais fatores restritivos dos solos estao relacionados com a pouca profundidade efetiva (Neossolos Litolicos e Planossolos), relevo ondulado a forte ondulado e montanhoso (Neossolos Litolicos, Argissolos Vermelhos e Argissolos Vermelho-Amarelos), todos apresentando alta suscetibilidade a erosao, apresentando, dessa forma, potencial inapto para o cultivo de cana de acucar no manejo com alta tecnologia.

As areas de potencial Muito Baixo, contemplam os ambientes com fortes limitacoes de solo e/ou de clima, abrangem 54.167,34 [km.sup.2], representando 93,08% da area total do Estado (Tabela 5), com ocorrencia das subclasses MB1, MB2, MB4, MB6, MB7, MB8 e MB9, predominando a subclasse MB9. Estas classes, ocorrem em quase todo Estado, por apresentarem aptidao climatica Inapta.

De acordo com Silva et al. (2015), de modo geral, os principais fatores restritivos dos solos, para o cultivo de cana de acucar, estao relacionados com a pequena profundidade efetiva, relevo ondulado a forte ondulado e montanhoso, riscos de erosao, impossibilidade de mecanizacao, textura arenosa, drenagem excessiva e baixa retencao de agua, pedregosidade, rochosidade, dificuldade de mecanizacao e, em areas de baixada a drenagem deficiente, e riscos de salinizacao, este ultimo, especialmente, na regiao semiarida.

A classe pedoclimatica Muita Alta nao foi representada neste trabalho, devido as condicoes de solos nao favoraveis a cultura, como a profundidade efetiva, presenca de pedregosidade, textura e principalmente a falta de condicoes pluviometricas, conforme as exigencias da cultura, isso devido estas areas estarem localizadas na regiao semiarida.

De acordo com PARAIBA (1978), a cana de acucar ocupava 4,5% da area total do Estado, e tinha uma distribuicao superior as areas pedoclimaticas apta, e neste trabalho constatou-se que as areas de classes Alta, Media e Baixa, totalizam 3,96%, corroborando com os resultados encontrados anteriormente.

Observa-se que, existe teoricamente uma margem para ampliacao das areas a serem cultivadas, mas quando se considera a mecanizacao para se conseguir a rentabilidade produtiva e economica, reduzirao as areas aproveitaveis, devido as restricoes dos solos, resultados similares tambem observados por PARAIBA (1978).

CONCLUSOES

Com o uso de tecnicas de geoprocessamento, foi possivel a espacializacao das areas, e definir os ambientes favoraveis de potencial da cultura da cana de acucar.

Sao observadas diferencas significativas na extensao territorial das classes e subclasses de potencial pedoclimatico do Estado da Paraiba, que apresenta variacoes de ordem pedologica e climatica em seu territorio, influenciando no potencial pedoclimatico para a cultura da cana de acucar.

O potencial de cultivo da cana de acucar esta concentrado no Litoral do Estado e em pequena area na regiao do Brejo.

O potencial pedoclimatico Muito Alto nao foi representado no mapeamento, devido as restricoes pedologicas e climaticas.

A exigencia hidrica e pedologica para a cultura da cana de acucar restringe as areas de plantio no Estado.

Nao foi possivel mapear areas menores, devido a escala de trabalho, havendo a possibilidade do cultivo da cultura da cana de acucar em pequenas areas que nao foram identificadas neste trabalho.

REFERENCIAS

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Paulo Roberto Megna Francisco [1], Djail Santos [1], Eduardo Rodrigues Viana de Lima [1]

[1] Universidade Federal da Paraiba (UFPB), Joao Pessoa, PB, Brasil

Correspondencia para: Paulo Roberto Megna Francisco (paulomegna@gmail.com) doi: 10.12957/geouerj.2017.23167

Recebido em: 8 jun. 2016 | Aceito em: 23 nov. 2016

Caption: Figura 1 Potencial pedologico das terras do Estado da Paraiba para a cultura da cana de acucar.

Caption: Figura 2. Aptidao climatica para cultura da cana de acucar.

Caption: Figura 3. Potencial pedoclimatico para cultura da cana de acucar.
Tabela 1. Criterios utilizados na avaliacao de aptidao climatica
da cultura da cana de acucar.

Aptidao Climatica                Indice de umidade (Iu)

Moderada por                Iu [greater than or equal to] 40
  excesso hidrico--C3
Plena com periodo          10 < Iu [less than or equal to] 40
  chuvoso prolongado--C2
Plena sem restricao--C1     0 < Iu [less than or equal to] 10
Moderada por deficiencia   -10 < Iu [less than or equal to] 0
  hidrica--C4
Inapta por deficiencia       Iu [less than or equal to] -10
  hidrica acentuada--C5

Fonte: Adaptado de EMBRAPA (2012).

Tabela 2. Classes e subclasses de potencial pedoclimatico.
PCP=Periodo chuvoso prolongado; EH=Excesso hidrico;
DH=Deficiencia hidrica; MA=Muito Alta; A=Alta; M=Medio;
B=Baixo; MB=Muito Baixo.

Potencial        Aptidao climatica (C)
pedologico
(S)          C1--    C2--Plena   C3--Moderada
             Plena     (PCP)         (EH)

S1--Muito     MA1       MA2           M3
  Alto
S2--Alto      A3        A4            M5
S3--Medio     M1        M2            M7
S4--Baixo     B1        B2            B3
S5--Muito     MB1       MB2          MB3
  Baixo

Potencial     Aptidao climatica (C)
pedologico
(S)          C4--Moderada    C5-
                 (DH)       Inapta

S1--Muito         M4         MB5
  Alto
S2--Alto          M6         MB6
S3--Medio         M8         MB7
S4--Baixo         B4         MB8
S5--Muito        MB4         MB9
  Baixo

Fonte: Adaptado de EMBRAPA (2012).

Tabela 3. Distribuicao das classes do potencial pedologico da
cultura da cana de acucar.

Classes do Potencial Pedologico

 Muito Alta               Alto                 Media

[km.sup.2]   %      [km.sup.2]   %       [km.sup.2]   %

0,00         0,00   5.661,87     10,04   19.448,72    34,50

Classes do Potencial Pedologico

     Baixo            Muito Baixo             Total

[km.sup.2]   %      [km.sup.2]   %       [km.sup.2]   %

523,04       0,93   30.736,00    54,52   56372        100,00

Tabela 4. Classes de aptidao climatica para cultura da cana
de acucar.

Legenda     Aptidao climatica      Cenario pluviometrico

                                   [km.sup.2]      %

C1                Plena             1.277,84     2,27
C2          Plena com periodo       1.005,01     1,78
            chuvoso prolongado
C3            Moderada por            0,00       0,00
             excesso hidrico
C4            Moderada por          1.439,52     2,55
           deficiencia hidrica
C5        Inapta por deficiencia   52.649,63     93,40
            hidrica acentuada

Tabela 5. Classes de aptidao pedoclimatica para cultura da cana
de acucar.

Classe        Subclasse           Cenario regular

                          [km.sup.2]     %        Total

Muito Alto       MA1          --         --
                 MA2          --         --       0,00
Alto             A3         165,88      0,29
                 A4         579,60      1,03     745,48
Media            M1         567,48      1,01
                 M2         48,96       0,09
                 M3           --         --
                 M4           --         --
                 M5           --         --
                 M6         237,78      0,42
                 M7           --         --
                 M8         571,74      1,01    1.425,96
Baixo            B1          3,06       0,01
                 B2
                 B3           --         --
                 B4         30,16       0,05      33,22
Muito Baixo      MB1        540,72      0,96
                 MB2        374,49      0,66
                 MB3          --         --
                 MB4        599,67      1,06
                 MB5          --         --
                 MB6       4.674,85     8,29
                 MB7      18.252,32    32,38
                 MB8        489,51      0,87
                 MB9      29.235,78    51,86    54.167,34
Total                     56.372,00    100,00   56.372,00
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Author:Francisco, Paulo Roberto Megna; Santos, Djail; Lima, Eduardo Rodrigues Viana de
Publication:Geo Uerj
Date:Jan 1, 2017
Words:6180
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