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Ornamental potential use of Baccharis milleflora and Baccharis tridentata as ornamental cut foliage/Potencial ornamental de Baccharis milleflora e Baccharis tridentata como folhagem de corte.

INTRODUCAO

A floricultura e um mercado bastante exigente e em constante busca por novos produtos (BOUMAZA et al., 2010). Entretanto, mesmo com a enorme biodiversidade brasileira com potencial para uso ornamental, a prospeccao da flora nativapara este fim ainda se encontra bastante incipiente (STUMPF et al., 2008). Alem disso, para definicao de uma planta como ornamental sao necessarias avaliacoes de suas caracteristicas esteticas, que preferencialmente devem ser realizadas por profissionais ligados a floricultura (HEIDEN et al., 2006; BOUMAZA et al., 2009; BOUMAZA et al., 2010).

No mercado da floricultura, um segmento de destaque e o das flores e folhagens de corte. As folhagens de corte sao utilizadas para dar sustentacao e preenchimento, melhorando a aparencia dos arranjos florais (BASKETT & SMITH, 2006; LOBO -GUERRERO, 2009). As folhagens a serem utilizadas para confeccao de arranjos sao escolhidas com base no tamanho, na forma e no dinamismo que irao conferir ao arranjo floral, podendo se mesclar mais de uma folhagem em uma mesma combinacao (SCACE, 2001).

Atualmente, as folhagens mais comumente utilizadas em arranjos florais sao: anturio (Anthurium sp.), aspargo-samambaia (Asparagus setaceus), camelia (Camellia japonica), cordelines (Cordyline terminalis), dracena (Dracena sp.), eucalipto (Eucalyptus cinerea), junco (Juncus effusus), pittosporum (Pittosporum undulatum), podocarpos (Podocarpus sp.) e ruscus (Ruscus aculeatus) (LOBO-GUERRERO, 2009). Dentre essas especies comercializadas, a maioria e exotica e demanda alta tecnificacao para producao, inviabilizando o cultivo por pequenos produtores sem infraestrutura de producao, sendo a producao de especies nativas rusticas uma vantagem.

Para suprir a demanda do mercado e fazer o resgate de especies nativas, objetivou-se, com este trabalho, prospectar e avaliar o potencial ornamental de duas especies nativas para serem utilizadas como folhagem de corte em arranjos florais.

MATERIAL E METODOS

Prospeccao de especies com potencial ornamental

Para realizacao da prospeccao das especies com potencial ornamental para uso como folhagem de corte, foram realizadas expedicoes a campo mensalmente entre os anos de 2012 e 2013 em regioes de Mata Atlantica, em borda de mata, no entorno dos Municipios de Piraquara e Quatro-Barras, no Estado do Parana (S 25[degrees]30.527'; W 49[degrees]02.225'; altitude de 818m). A regiao apresenta classificacao climatica, de acordo com Koppen, do tipo Cfb, a temperatura media anual e de 17-18[degrees]C, com precipitacao media anual de 1200-1400mm, sem estacao seca definida (IAPAR, 2014). Durante a prospeccao, foram estabelecidos os seguintes criterios visuais para selecao: exuberancia das folhas, hastes longas (acima de 40cm), coloracao verde brilhante, que se destaque na paisagem, aspecto aparentemente rustico e ocorrencia frequente da especie na regiao de estudo.

Coleta e identificacao do material vegetal

Hastes de duas especies consideradas promissoras foram coletadas no municipio de Piraquara--PR (S 25[degrees]30.527'; W 49[degrees]02.225'; altitude de 818m) em marco de 2013. Para ambas as especies, logo apos a coleta o material vegetal, foi acondicionado em recipientes plasticos de 20L com agua e imediatamente transportado ao laboratorio para conducao dos experimentos. Tambem foram preparadas exsicatas para identificacao das duas especies, sendo depositadas no Herbario das Faculdades Integradas Espiritas, sob numero de inscricao HFIE 9.125 para B. milleflora e HFIE 9.126 para B. tridentata.

Avaliacao do potencial ornamental

A caracterizacao morfologica das especies foi realizada por meio das seguintes avaliacoes: comprimento das hastes (cm), diametro das hastes (mm) e numero de ramificacoes principais/haste. O potencial ornamental de duas especies selecionadas foi determinado com base em metodologia que considera caracteristicas qualitativas e quantitativas de importancia ornamental para o mercado consumidor. Hastes dessas especies foram submetidas a avaliacao sensorial por 10 profissionais especialistas em arte floral (que corresponde a 50% das floriculturas mais representativas de Curitiba-PR), juntamente com a planilha para avaliacao dos seguintes criterios: comprimento, diametro, flexibilidade, forma e volume da haste, cor e brilho das folhas e aroma. Cada criterio foi pontuado por meio de notas de dez (minima) a 100 (maxima). Assim, o potencial ornamental foi estabelecido pela media das notas atribuidas para cada criterio nas seguintes categorias: A) acima de 70 pontos: potencial ornamental elevado; B) de 50 ate 69 pontos: potencial ornamental medio; C) de 25 ate 49 pontos: potencial ornamental baixo; D) menor que 25: potencial ornamental minimo (adaptada de STUMPF et al., 2007).

Para determinar as alternativas de uso na arte floral das duas especies, foram anexadas a planilha de avaliacao, as alternativas de uso: ikebana, bouquet, arranjo de mesa e arranjo para eventos. Assim cada avaliador marcou a (s) alternativa (s) em que a especie pode ser utilizada. Esses resultados foram expressos em porcentagem para cada alternativa de uso.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Na prospeccao de plantas nativas com potencial para uso como folhagem de corte, as especies Baccharis milleflora DC. e Baccharis tridentata Vahl foram selecionadas por apresentarem os aspectos visuais requeridos e por se destacarem das demais especies ocorrentes na regiao em estudo. Alem disso, foi observado que B. milleflora e B. tridentata sao plantas frequentes na paisagem local, mostrando-se adaptadas as condicoes climaticas da regiao. Ambas as especies apresentam hastes longas e a coloracao exuberante manteve-se ao longo dos meses do ano nos quais foram realizadas as expedicoes a campo.

B. milleflora pertence a familia Asteraceae, conhecida como carqueja (BUDEL et al., 2005), e uma especie arbustiva e endemica do Brasil que aprecia substratos rupicolas e terricolas, com distribuicao geografica na regiao Sudeste e Sul. A especie B. tridentata, tambem da familia Asteraceae e nativa do Brasil, e conhecida popularmente como vassoura ou carqueja-folhuda (BUDEL et al., 2005), apresenta folhas inteiras, com margem do limbo recortada e filotaxia alterna. Sua distribuicao geografica de ocorrencia e no Centro-Oeste, Sudeste e Sul (HEIDEN & SCHNEIDER, 2014).

As duas especies mostram aspecto de rusticidade, o que pode ser uma vantagem para seu cultivo, sem que haja necessidade de cultivo protegido ou alta tecnologia para producao, tornado se uma alternativa para o segmento da floricultura que nao dispoe de infraestrutura. Atualmente, muitas das folhagens de corte sao provenientes do extrativismo, como a guaricanga (Geonoma pohliana) (OSHIRO et al., 2001) e a samambaia (Rhumora adiantiformis) (RIBAS & MIGUEL, 2004), ou de produtores mais tecnificados e comercializadas pelo Veiling Holambra, como o ruscus (Ruscus aculeatus) e o Pitosporo (Pittosporum tobira) (IBRAFLOR, 2014), restando pouca ou nenhuma opcao de producao para pequenos produtores.

Com relacao aos aspectos esteticos, o volume e a forma das hastes sao importantes no momento da escolha do estilo do arranjo a ser confeccionado (NAEVE & MIDCAP, 2007). Hastes de B. milleflora e B. tridentata (Figura 1) apresentaram acima de 70 pontos nesses criterios (Tabela 1), entretanto, o volume, que esta relacionado ao numero de ramificacoes, no caso de B. milleflora de 7 [+ or -] 2 e de B. tridentata, que nao apresenta ramificacoes, poderia ser uma caracteristica a ser melhorada (por meio de selecao natural de plantas na paisagem) para utilizacao em diferentes estilos de arranjos florais. Contudo, na forma como se apresentam, as hastes de ambas as especies foram utilizadas para elaboracao de arranjos lineares cheios (line-mass arrangements) (Figura 2). Esse estilo de arranjo combina as influencias japonesa e europeia, apresenta forma vertical, assimetrica e organizada, e e feito para ser visto de frente (HONEYWELL & CULBERT, 2005).

O comprimento das hastes de B. milleflora (65 [+ or -] 4cm) e B. tridentata (69 [+ or -] 2cm) apresentou media de avaliacao pelos floristas de 80 e 79, respectivamente (Tabela 1), isso provavelmente porque propiciam maiores possibilidades de uso destas folhagens tanto em arranjos maiores quanto em arranjos de pequeno porte, podendo ser uma opcao para acompanhar flores tropicais como Strelitzia reginae ou Heliconia sp., que apresentam hastes mais longas. Alem disso, pelas normas de qualidade estabelecidas pelo Veiling Holambra, hastes de folhagens ornamentais devem apresentar entre 40 e 100cm de comprimento, sendo B. milleflora e B. tridentata enquadradas na Classe 60 (IBRAFLOR, 2014), o que as coloca dentro do padrao exigido pelo mercado.

Segundo NAEVE & MIDCAP (2007), a flexibilidade das hastes e uma caracteristica importante para a confeccao de arranjos florais, sendo o diametro da haste o carater que confere a maior ou menor flexibilidade. O diametro medio observado foi de 6,8 [+ or -] 1,2mm para B. milleflora e 7,1 [+ or -] 0,98mm para B. tridentata. As hastes de B. milleflora tiveram maior heterogeneidade na sua flexibilidade, ou seja, algumas hastes mostraram-se mais flexiveis que outras, fato que se comprova pela avaliacao dos floristas (Tabela 1). Essa heterogeneidade pode estar relacionada ao ponto de maturacao da planta ou a variabilidade genetica presente em especies nao melhoradas, entretanto pode ser um ponto positivo, pois amplia a sua utilizacao em diferentes tipos de arranjos. Alem disso, devido as caracteristicas das hastes de ambas as especies, a necessidade de reforco ou aramacao e dispensada (KIKUCHI, 1995), facilitando a utilizacao, armazenamento e transporte.

A coloracao e uma caracteristica de grande importancia na composicao de arranjos florais (HONEYWELL & CULBERT, 2005; NAEVE & MIDCAP, 2007), ambas as hastes de B. milleflora e de B. tridentata apresentaram avaliacao positiva para brilho e cor (Tabela 1). Com isso, supoe-se que a coloracao verde brilhante dessas especies possa fornecer a caracteristica de leveza conferida pelas folhagens verdes aos arranjos (HONEYWELL & CULBERT, 2005). Alem do mais, segundo relato dos avaliadores, as folhas brilhosas caracteristicas de B. tridentata dispensam o uso de produtos a base de cera de carnauba, comumente utilizados para dar brilho a folhagens de corte tradicionalmente comercializadas.

As hastes de B. milleflora e B. tridentata nao apresentam forte aroma. Para os avaliadores, esse criterio foi considerado favoravel (Tabela 1), pois, segundo TOGNON et al. (2015), os floristas buscam trabalhar com folhagens de corte sem aroma para que nao haja interferencia na fragrancia exalada pelas flores que farao parte do arranjo.

Segundo 78% dos avaliadores, hastes de B. milleflora foram consideradas adequadas para uso em arranjos para eventos e ikebanas, 89% sugeriram B. milleflora para compor arranjos de mesa e 56% indicaram seu uso para bouquet. Ja as hastes de B. tridentata, segundo 100% dos avaliadores, podem ser utilizadas para confeccao de ikebana e para arranjos de mesa, 80% dos avaliadores indicaram para uso em bouquet e 40% dos avaliadores sugeriram seu uso para compor arranjos para eventos.

Assim, como outras especies do genero Baccharis, como por exemplo, B. articulata, B. usterii (STUMPF et al., 2008), B. angustifolia, B. glomeruliflora, B. neglecta (BAILEY & BAILEY, 1976) e B. uncinela (TOGNON et al., 2015), as especies B. milleflora e B. tridentata foram classificadas como de alto potencial ornamental (Tabela 1), de acordo com as caracteristicas apresentadas e avaliadas pelos profissionais da floricultura. Dessa forma, estas especies surgem como alternativas para substituir outras especies exoticas usadas como folhagem de corte, como ruscus (Ruscus aculeatus) e camelia (Camellia japonica), e principalmente aquelas que sao alvo de extrativismo, como, por exemplo, a guaricanga (Geonoma pohliana) (OSHIRO et al., 2001) e a samambaia (Rumohra adiantiformis) (RIBAS & MIGUEL, 2004). Entretanto, estudos sobre a durabilidade pos-colheita ainda nao foram realizados. Em vista disso, recomendam-se estudos relacionados a sua senescencia apos a colheita e manejos adequados para prolongar a vida de vaso dessas especies, alem de estudos voltados a sua propagacao e manejo de producao.

CONCLUSAO

As especies selecionadas foram Baccharis milleflora e Baccharis tridentata. Ambas as especies apresentam alto potencial ornamental para uso como folhagem de corte, apresentando caracteristicas adequadas para o uso, como complementos, em ikebana, bouquet, arranjo de mesa e arranjo para eventos.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20150392

AGRADECIMENTOS

A Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela bolsa de doutorado concedida ao primeiro autor.

REFERENCIAS

BAILEY, E.; BAILEY, L. Hortus third. New York: MacMillan, 1976. 1312 p.

BASKETT, M.; SMITH, E. Classic floral designs. New York: Sterling Publishing, 2006. 128p.

BOUMAZA, R. et al. Visual characterization of the esthetic quality of the rosebush. Journal of Sensory Studies, v.24, p.774-796, 2009. Disponivel em: <http://onlinelibrary.wiley.com/ doi/10.nn/j.1745-459X.2009.00238.x/pdf>. Acesso em: 20 jan. 2015. doi: 10.1111/j.1745-459X.2009.00238.x.

BOUMAZA, R. et al. Sensory profiles and preference analysis in ornamental horticulture: The case of the rosebush. Food Quality and Preference, v.21, n.8, p.987-997, 2010. Disponivel em: <http:// www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0950329310000777>. Acesso em: 20 jan. 2015. doi: 10.1016/j.foodqual.2010.05.003.

BUDEL J.M. et al. O progresso da pesquisa sobre o genero Baccharis, Asteraceae: I--Estudos botanicos. Revista Brasileira de Farmacognosia, v.15, n.3, p.268-271, 2005. Disponivel em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2005000300018>. Acesso em: 20 jan. 2015. doi: 10.1590/S0102-695X2005000300018.

HEIDEN, G. et al. Consideracoes sobre o uso de plantas ornamentais nativas. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, v.12, n.1, p.2-7, 2006. Disponivel em: <http://132.248.9.34/hevila/ Revistabrasileiradehorticulturaornamental/2006/vol12/no1/1. pdf>. Acesso em: 20 jan. 2015.

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IBRAFLOR (INSTITUTO BRASILEIRO DE FLORICULTURA). Padrao de qualidade de folhagem de corte Ibraflor, 2014. Disponivel em: <http://www.ibraflor.com/publicacoes/ vw.php?cod=74>. Acesso em: 16 jun. 2015.

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LOBO-GUERRERO, A. Variedades flores y follajes. Colombia: T & E Flowers, 2009. 28 p.

NAEVE, L.; MIDCAP, J. Preparing cut flowers and houseplants for exhibits. Iowa State University. 2007. 11p. Disponivel em: <https:// sheridan.unl.edu/c/document_library/get_file?uuid=47e43acc-82114dfc -8e1f-ce1cda162f2e&groupId=135042&.pdf.>. Acesso em: 21 mar. 2014.

OSHIRO, L. et al. Comercializacao e producao de folhagem ornamental de corte no Estado de Sao Paulo. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, v.7, n.1, p.1-8, 2001. Disponivel em: <http://rbho.emnuvens.com.br/rbho/article/view/71/8>. Acesso em: 20 jan. 2015.

RIBAS, R.P; MIGUEL, L. de A. Extracao e comercializacao de folhagens ornamentais da Mata Atlantica: o caso da verdes (Rumohra adiantiformis) no RS. Revista de Economia e Sociologia Rural, v.42, n.4, p.575-596, 2004. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/resr/v42n4/24972.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2015. doi: 10.1590/S0103-20032004000400003.

SCACE, PD. The floral artist's guide. Florence: Thomson Delmar Learning, 2001. 288p.

STUMPF, E.R.T. et al. Metodo para avaliacao da potencialidade ornamental de flores e folhagens de corte nativas e nao convencionais. Revista Brasileira de Horticultura Ornamental, v.13, p.143-148, 2007. Disponivel em: <http://rbho.emnuvens. com.br/rbho/article/view/219/114>. Acesso em: 20 jan. 2015.

STUMPF, E.R.T. et al. Prospeccao de plantas nativas do bioma pampa para uso na arte floral. BioScriba, v.1, n.2, p.65-72, 2008. Disponivel em: <http://www.bioscriba.org.ar/Stumpfetal2008. pdf>. Acesso em: 20 jan. 2015.

TOGNON, G.B. et al. Ornamental potential and postharvest of Baccharis uncinella D.C. Acta Horticulturae (ISHS), v.1060, p.133-139, 2015. Disponivel em: <http://www.actahort.org/ books/1060/1060_18.htm>. Acesso em: 27 jan. 2015.

Grasiela Bruzamarello Tognon (I) * Francine Lorena Cuquel (I)

(I) Programa de Pos-graduacao em Agronomia, Producao Vegetal, Departamento de Fitotecnica e Fitossanitarismo, Universidade Federal do Parana (UFPR), Rua dos Funcionarios, 1540, CP 19061, 80035-050, Juveve, PR, Brasil. E-mail: gbtbio@gmail.com. * Autor para correspondencia.

Recebido 16.03.15 Aprovado 30.06.15 Devolvido pelo autor 08.09.15 CR-2015-0392.R1

Tabela 1--Media das notas atribuidas por 10 avaliadores,
especialistas em arranjos florais, para as caracteristicas
de interesse ornamental das hastes de Baccharis miueflora
DC. e Baccharis tridentata Vahl.

                               Baccharis mittejwra

Caracteristicas         Notas atribuidas por cada avaliador

                     1     2     3     4     5     6     7      8

Comprimento         70    80    70    80    80    70    100    80
Diametro            90    70    70    100   80    90    100    50
Flexibilidade       90    50    70    100   90    100   70     70
Forma da haste      90    80    70    80    100   100   70     90
Volume da haste     70    80    70    80    80    90    70     80
Cor das folhas      90    70    100   70    90    100   80     40
Brilho das folhas   80    60    60    100   90    100   60     70
Aroma               90    60    100   100   90    100   70     60
Media geral
                               Baccharis tridentata

Caracteristicas         Notas atribuidas por cada avaliador

                     1     2     3     4     5     6     7      8

Comprimento         90    90    70    80    100   70    80     70
Diametro            100   100   90    80    80    90    100    80
Flexibilidade       100   100   90    80    70    90    100    80
Forma da haste      100   90    80    90    100   100   80     80
Volume da haste     100   100   90    80    100   100   100    90
Cor das folhas      100   100   90    100   100   100   100    90
Brilho das folhas   100   100   70    100   100   80    90     100
Aroma               100   100   90    90    100   100   100    100
Media geral

                    Baccharis mittejwra

Caracteristicas      Notas atribuidas
                    por cada avaliador

                     9      10    Medias

Comprimento         100     70      80
Diametro            100     90      84
Flexibilidade        70     70      78
Forma da haste       80     80      84
Volume da haste      70     80      77
Cor das folhas       80     90      81
Brilho das folhas   100    100      82
Aroma               100    100      87
Media geral                        82 *

                    Baccharis tridentata

Caracteristicas      Notas atribuidas
                    por cada avaliador

                     9      10    Medias

Comprimento          80     70      79
Diametro            100    100      92
Flexibilidade        90     80      88
Forma da haste      100     90      91
Volume da haste      90     80      93
Cor das folhas       80    100      96
Brilho das folhas   100     90      93
Aroma                90    100      97
Media geral                        91 *

* Acima de 70 pontos: potencial ornamental elevado; de 50 ate 69
pontos: potencial ornamental medio; de 25 ate 49
pontos: potencial
ornamental baixo; menor que 25: potencial ornamental minimo.
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Title Annotation:fitotecnia; texto en portugues
Author:Tognon, Grasiela Bruzamarello; Cuquel, Francine Lorena
Publication:Ciencia Rural
Date:Jan 1, 2016
Words:2946
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