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Occupational Self-Efficacy in Interventions for Populations in Social Vulnerability Scale/Escala de Autoeficacia Ocupacional em Intervencoes com Populacoes Vulneraveis.

A vulnerabilidade social pode ser identificada nos contextos em que um individuo, grupo, sistema familiar ou comunidade pode ser lesado ou ter o desenvolvimento de suas potencialidades prejudicadas pela nao disponibilidade dos recursos necessarios ao enfrentamento de situacoes desafiadoras (e.g., aprendizado de novas habilidades) ou adversas (e.g., vivenciar catastrofes naturais; Vignoli, 2001). Os recursos podem ser materiais, simbolicos, culturais ou sociais, os quais impactam a qualidade de vida das pessoas e a forma que elas manejam diferentes situacoes que vivenciam. Alem disso, os recursos sao elementos que colaboram para o individuo, grupo, sistema familiar ou comunidade criar estrategias funcionais para alcancar um desempenho satisfatorio nas tarefas que lhe sao demandadas (e.g., por instituicoes escolares e organizacoes) e serem bem-sucedidos na preservacao ou aumento dos recursos disponiveis (Abramovay, Castro, Pinheiro, Lima, & Martinelli, 2002; Vignoli, 2001).

Os grupos que vivenciam situacoes de vulnerabilidade social estao inseridos em um ambiente com escassez de recursos que contribuam ao desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Esses individuos podem vivenciar desvantagens em seu desempenho e dificuldades de mobilidade social (Abramovay et al., 2002; Morais, Paludo, & Koller, 2010; Vignoli, 2001). Em razao disso, as populacoes em situacao de vulnerabilidade social podem apresentar maior probabilidade de serem expostos a situacoes adversas, tais como violencia, impossibilidade de acesso a servicos de saude e educacao de qualidade, sendo afetados em maior intensidade por catastrofes naturais (Abramovay et al., 2002; Morais et al., 2010).

Nesse contexto de adversidades, os servicos da Rede de Protecao podem constituir-se como uma estrategia ao desenvolvimento de recursos simbolicos e materiais que contribuam para a melhoria das condicoes de vida do individuo, sua familia e comunidade (Finkler, 2011; Vignoli, 2001). Isso pode ser observado, tendo em vista que as acoes desenvolvidas pelos profissionais da Rede de Protecao visam a potencializar os recursos sociais disponiveis, prevenir acoes de violencia, proteger as vitimas e promover o seu desenvolvimento saudavel (Brasil, 2009).

No Brasil, existem servicos publicos especializados no desenvolvimento de politicas publicas de combate as situacoes de vulnerabilidade social. Entretanto, esses servicos nao conseguem, ainda, lidar de maneira satisfatoria com a demanda existente (Freitas & Habigzang, 2013; Luna, Ferreira, & Vieira, 2010; Vignoli, 2001). Os altos niveis de demanda e as condicoes de trabalho precarias dificultam a atuacao dos profissionais e a possibilidade de eles desenvolverem as intervencoes de forma efetiva (Finkler, 2011). A ausencia de qualificacao profissional necessaria para desenvolver suas atividades laborais adequadamente (Coles, Dartnall, & Astbury, 2013; Freitas & Habigzang, 2013) e a falta de apoio necessario para lidar com demandas de trabalho emocionalmente exaustivas (Shapiro, Dorman, Burkey, & Welker, 1999) tambem sao fatores que impedem os profissionais de fornecerem atendimento adequado aos usuarios dos servicos publicos.

Em relacao a capacidade de os profissionais manejarem suas tarefas laborais, observa-se que a presenca de recursos no trabalho, tais como apoio social, autonomia, afetos positivos, autoeficacia geral e ocupacional, podem ser elementos que contribuem para que os profissionais atendam suas demandas de forma efetiva (Freitas, Silva, Damasio, Koller, & Teixeira, 2014; Salanova, Llorens, & Schaufeli, 2011; Schaufeli & Salanova, 2014). A presenca desses recursos tambem pode constituir-se como um fator protetivo contra o desenvolvimento de burnout e a experiencia de afetos negativos (Consiglio, Borgogni, Alessandri, & Schaufeli, 2013; Freitas et al., 2014).

Evidencias tem indicado que profissionais que apresentam altos niveis de autoeficacia geralmente adaptam-se melhor ao ambiente de trabalho e podem avaliar altos niveis de demanda de trabalho de forma positiva (Bandura, 2000; Consiglio et al., 2013). A autoeficacia refere-se as crencas que a pessoa possui sobre suas habilidades de planejar e persistir no desenvolvimento das acoes que possibilitarao a ela alcancar seus objetivos e resultados almejados em diferentes tarefas e em diversas situacoes (Bandura, 1997; Chen, Gully, & Eden, 2001). Em razao de determinar os investimentos que serao realizados, esse recurso pessoal tambem impacta os niveis de motivacao e envolvimento dos individuos no desenvolvimento das atividades planejadas (Akhtar, Ghayas, & Adil, 2013; Bandura, 1997; Xanthopoulou, Bakker, & Fischbach, 2013).

Em razao do potencial motivador da autoeficacia, esta pode atuar como um elemento determinante no envolvimento do profissional com as atividades que desenvolve em seu trabalho (Akhtar et al., 2013; Bandura, 1997; Xanthopoulou et al., 2013). A autoeficacia pode auxiliar os profissionais no enfrentamento de suas demandas e moderar as relacoes das condicoes de trabalho e dos niveis de bem-estar (Williams, Wissing, Rothmann, & Temane, 2010; Xanthopoulou et al., 2013). Esta tambem esta positivamente relacionada aos niveis de satisfacao no trabalho e desempenho organizacional, estando negativamente relacionada aos indices de absenteismo e rotatividade (Judge, Jackson, Shaw, Scott, & Rich, 2007).

As dificuldades enfrentadas no desenvolvimento de politicas publicas de combate a vulnerabilidade social (Vignoli, 2001), associadas as condicoes de trabalho precarias as quais os profissionais da Rede de Protecao estao expostos (Finkler, 2011) indicam a relevancia desses trabalhadores se considerarem capazes de atenderem suas demandas de trabalho (Ellet, 2009). Profissionais que se percebem capazes de realizar intervencoes efetivas com populacoes em situacao de vulnerabilidade apresentam maiores chances de serem bem-sucedidos no atendimento dessa populacao. Isso se deve ao fato de que, em razao dos altos niveis de autoeficacia ocupacional, esses profissionais provavelmente irao persistir mais no desenvolvimento de suas intervencoes, assim como planeja-las de forma mais efetiva, em comparacao aos seus colegas com baixos indices de autoeficacia ocupacional (Ellet, 2009).

Segundo Salanova, Peiro e Schaufeli (2002) a autoeficacia, enquanto um recurso profissional, deve ser avaliada de forma especifica ao seu contexto, a fim de possibilitar que a relacao desse fator com as outras dimensoes presentes no trabalho seja compreendida em profundidade. Em razao disso, o presente estudo objetiva avaliar as evidencias de validade de uma escala desenvolvida para investigar os niveis de autoeficacia ocupacional no desenvolvimento de intervencoes com populacoes em situacao de vulnerabilidade dos profissionais da Rede de Protecao.

Metodo

Participantes

A amostra foi composta por 549 profissionais da Rede de Protecao (88% mulheres), com idade media de 37,8 anos (DP = 10 anos). Os participantes trabalhavam em instituicoes de atendimento a populacoes em situacao de vulnerabilidade (e.g., escolas, hospitais, Centros de Referencia de Assistencia Social, instituicoes de acolhimento) de seis regioes do Rio Grande do Sul, Brasil. O tempo de trabalho dos profissionais nas instituicoes variou de um mes a 36 anos (M = 6,6; Md = 41,0; Mo= 12,0; SD = 6,7). O nivel de escolaridade observado entre os profissionais foi: 15% haviam concluido o Ensino Medio; 51% possuiam curso superior completo; e 34% concluiram a pos-graduacao.

Instrumentos

Escala de Autoeficacia Ocupacional em Intervencoes com Populacoes Vulneraveis (EAO-IPV). A EAO-IPV objetiva investigar as crencas que os profissionais possuem sobre suas habilidades no que se refere as intervencoes que possibilitem auxiliar populacoes em situacao de vulnerabilidade. Especificamente, a EAO-IPV avalia aspectos relacionados a violacao de direitos humanos, condutas de paz, e mediacao de conflitos. Essa escala foi desenvolvida segundo as orientacoes propostas por Bandura (2000), nas quais sugere que a autoeficacia seja avaliada em um dominio especifico, investigando o quanto o sujeito se sente capaz de lidar com diversas situacoes (situacoes essas que devem ser especificas ao que o pesquisador queira investigar). A EAO-IPV foi inicialmente composta por 27 itens, respondidos por meio de uma escala Likert de cinco pontos, variando de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). Os itens foram construidos atraves de um amplo brainstorming (termo utilizado para se referir a troca de ideias, opinioes e informacoes sobre determinada tematica) realizada pelos autores do presente estudo. A EAO-IPV foi desenvolvida com o objetivo de avaliar a autoeficacia frente a diversas situacoes comumente vivenciadas por profissionais que trabalham na rede de protecao a criancas e adolescentes em situacao de vulnerabilidade social.

Escala de Autoeficacia Ocupacional (EAO-VR, Occupational Self-Efficacy Scale--Short Form--OSS-SF, Rigotti, Schyns, & Mohr, 2008, adaptada por Damasio, Freitas, & Koller, 2014). Avalia os niveis de autoeficacia ocupacional por meio de uma escala unidimensional. A escala e composta por seis itens, com alpha de Cronbach satisfatorio ([alpha] = 0,90; Rigotti et al., 2008). Na versao brasileira, apresentou uma estrutura unifatorial com adequada consistencia interna ([alpha] = 0,78). Os participantes respondem os itens segundo uma escala de cinco pontos, variando de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). O alpha de Cronbach e os indices de ajuste do instrumento na presente amostra foram satisfatorios, sugerindo adequacao da escala: [alpha] = 0,80; CFI = 0,97; TLI = 0,94; RMSEA (90% IC) = 0,061 (0,036-0,089).

Escala de Bem-Estar Afetivo no Trabalho (Job-Related Affective Well-being Scale, JAWS, Van Katwyk, Fox, Spector, & Kelloway, 2000, adaptada por Gouveia, Fonseca, Lins, Lima, & Gouveia, 2008). Investiga os afetos positivos e negativos vivenciados no trabalho. A versao original apresentou uma estrutura bifatorial, na qual cada escala utiliza 15 itens para investigar afetos positivos e 15 para avaliar os afetos negativos. Os indices de consistencia interna satisfatorios (afetos positivos, [alpha] = 0,94; e afetos negativos, [alpha] = 0,87) foram satisfatorios. Neste estudo, foi aplicada a versao reduzida da JAWS (Gouveia et al., 2008), composta por 12 itens, dos quais seis avaliam afetos positivos e seis avaliam afetos negativos. Os itens sao respondidos em uma escala de cinco pontos, variando de 1 (nunca) a 5 (sempre). A versao reduzida manteve a estrutura bifatorial do instrumento, sendo que os indices de consistencia interna obtidos foram adequados (afetos positivos, [alpha] = 0,78; e afetos negativos, [alpha] = 0,80). A consistencia interna na presente amostra foi satisfatoria (afetos positivos, [alpha] = 0,86; e afetos negativos, a = 0,82), assim como os indices de ajuste do instrumento, sugerindo adequacao da escala: CFI = 0,98; TLI = 0,97; RMSEA (90% IC) = 0,068 (0,056-0,079).

Inventario Maslach de Burnout (Maslach Burnout Inventory, MBI, Maslach & Jackson, 1981, adaptado por Lautert, 1995). Objetiva investigar os niveis de burnout por meio das dimensoes exaustao emocional, despersonalizacao e realizacao pessoal. A consistencia interna das tres dimensoes na versao original foi adequada (exaustao emocional, [alpha] = 0,90; despersonalizacao, [alpha] = 0,77; e realizacao pessoal, [alpha] = 0,74; Maslach & Jackson, 1981). Na versao brasileira do MBI, os coeficientes de [alpha] observados foram satisfatorios (exaustao emocional, [alpha] = 0,86; despersonalizacao, [alpha] = 0,69; e realizacao pessoal, [alpha] = 0,76; Lautert, 1995). As 22 questoes sao respondidas por meio de uma escala de cinco pontos, a qual varia de 1 (nunca) a 5 (sempre). A escala apresentou consistencia interna adequada na amostra investigada (exaustao emocional, [alpha] = 0,87; despersonalizacao, [alpha] = 0,54; e realizacao pessoal, [alpha] = 0,76). Os indices de ajuste do instrumento na presente amostra foram satisfatorios, sugerindo adequacao da escala: CFI = 0,93; TLI = 0,92; RMSEA (90% IC) = 0,074 (0,069-0,079).

Procedimento de Coleta de Dados

O presente estudo constitui-se como um recorte da pesquisa Avaliacao de Impacto de uma Capacitacao Profissional para Trabalhadores da Rede de Protecao a Crianca e ao Adolescente do Rio Grande do Sul, Brasil. Esse estudo objetivou promover a qualificacao profissional e avaliar o impacto da capacitacao sobre as intervencoes desenvolvidas pelos profissionais no atendimento de populacoes em situacao de vulnerabilidade. As tematicas trabalhadas foram: direitos humanos, definicao e consequencias da violencia intrafamiliar, intervencoes desenvolvidas no atendimento das vitimas de acoes de violencia e mediacao de conflitos. Essa capacitacao foi desenvolvida em seis municipios do Rio Grande do Sul.

Os profissionais que concordaram em colaborar com o estudo receberam uma copia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo explicado que sua participacao era voluntaria. A aplicacao dos questionarios foi realizada no primeiro modulo da capacitacao, de forma coletiva, em auditorios e salas de aula onde a capacitacao foi desenvolvida. Esse estudo foi iniciado apos a aprovacao do Comite de Etica da Universidade Federal de Ciencias da Saude de Porto Alegre (UFCSPA).

Analise dos Dados

Inicialmente, a amostra deste estudo foi dividida em duas partes. Com os dados resultantes da primeira parte da amostra ([n.sub.1] = 284), foi realizada uma modelagem de equacoes estruturais exploratoria (MEEE; em ingles, exploratory structural equation modeling, ESEM; Asparouhov & Muthen, 2009), que consiste em uma tecnica de analise fatorial exploratoria que permite a avaliacao de indices de adequacao de ajuste do modelo. O numero de fatores a ser retido foi investigado por meio do metodo Hull (LorenzoSeva, Timmerman, & Kiers, 2011), o qual indicou a estrutura unidimensional da escala. A adequacao de ajuste da EAOIPV foi avaliada por meio dos seguintes indices: CFI, TLI e RMSEA. De acordo com as diretrizes utilizadas (Brown, 2006), os valores de CFI e TLI devem estar acima de 0,90. Valores de RMSEA devem estar abaixo de 0,08, sendo que o limite superior do intervalo de confianca (90%) nao deve ser superior a 0,100. Indices de modificacao (IM) foram utilizados, tambem, para buscar fontes de problemas na especificacao do modelo. Erros correlacionados com IM acima de 50,00 foram considerados prejudiciais para a estimacao do modelo, sendo, portanto, inspecionados.

Posteriormente, com os dados referentes a segunda parte da amostra (n2 = 265), foi avaliada uma versao refinada da escala, utilizando, novamente a tecnica da MEEE. A avaliacao do modelo confirmatorio utilizou os mesmos indices de ajuste da MEEE (CFI; TLI; RMSEA). Para ambas as MEEE, foi utilizado o metodo de estimacao Weighted Least Squares Mean and Variance-Adjusted (WLSMV; Muthen & Muthen, 2010). O WLSMV e um metodo de estimacao para dados ordinais que nao exige pressuposto de normalidade das variaveis.

Em seguida, foram avaliadas evidencias de validade concorrente e convergente para a EAO-IPV utilizando toda a amostra (n = 549). A analise de validacao concorrente e convergente foi realizada utilizando as correlacoes de Spearman's rho, em razao da nao-normalidade dos dados. Foram utilizados os valores fatoriais das escalas EAOIPV, EAO-VR, JAWS e MBI. A analise concorrente foi desenvolvida com a EAO-VR, foi esperado que a EAO-IPV apresentasse uma relacao positiva e de magnitude moderada com o fator de autoeficacia ocupacional da EAO-VR. As hipoteses da analise convergente testadas foram que a autoeficacia ocupacional para intervencao com populacoes em situacao de vulnerabilidade estaria positivamente associada aos afetos positivos do JAWS e a realizacao pessoal do MBI, e negativamente aos afetos negativos do JAWS, assim como as dimensoes exaustao emocional e despersonalizacao avaliadas por meio do MBI.

Resultados

A dimensionalidade da EAO-IPV foi avaliada utilizando a amostra 1 ([n.sub.1] = 284). O metodo Hull demonstrou que uma estrutura unidimensional seria a mais representativa para os dados. Assim, realizou-se a MEEE, sugerindo um fator a ser retido. Os resultados (ver tabela 1) indicaram que todos os itens carregaram adequadamente no fator estipulado. Entretanto, os indices de adequacao de ajuste mostraram que o modelo unifatorial, constando os 27 itens, nao poderia ser consideravel aceitavel. Com base nesses resultados, foi desenvolvido o refinamento da EAO-IPV. Para isso, duas estrategias foram adotadas. Primeiramente, estipulou-se como ponto de corte cargas fatoriais > 0,60. Itens com cargas fatoriais abaixo de 0,60 (comunalidades < de 36%) foram excluidos da bateria. Assim, os itens 5, 8, 21 e 22 foram retirados do modelo.

Alem disso, foi utilizado o criterio dos indices de modificacao (IM) para avaliar outras fontes de ma especificacao do modelo. Os IM permitem avaliar, entre outros aspectos, sobreposicao de conteudo entre os itens (Brown, 2006), o que e um conhecido fator de prejuizo aos modelos fatoriais confirmatorios (Byrne, 2010). Itens que apresentaram erros correlacionados com valores de IM acima de 50 foram inspecionados. Para cada par desses itens, optouse por excluir aquele que apresentava menor carga fatorial. Os pares de itens com IM acima de 50 foram: Itens 1-10 (IM = 75,96; excluido o item 1; carga fatorial = 0,608); Itens 2-3 (IM = 55,54; excluido o item 3; carga fatorial = 0,702); Itens 6-7 (IM = 84,77; excluido item 6; carga fatorial = 0,638); Itens 9-18 (IM = 90,96; excluido o item 9; carga fatorial = 0,730); Itens 14-15 (IM = 77.67; excluido o item 15; carga fatorial = 0,706). Ao final de todo o processo, foram excluidos os itens 1, 3, 5, 6, 8, 9, 15, 21 e 22, de modo que a EAO-IPV ficou com 18 itens.

Essa versao de 18 itens foi avaliada, por meio de uma nova MEEE, utilizando uma amostra independente (n2 = 265). Os resultados (ver tabela 2) apresentaram uma versao mais parcimoniosa da escala, com indices de ajuste aceitaveis. Nessa amostra, nenhum par de itens apresentou IM acima de 20,0.

Apos a estrutura unidimensional da EAO-IPV ser verificada, foram desenvolvidas analises concorrentes e convergentes com toda a amostra (n = 549). As analises descritivas (tendencia central e desvio padrao) dos fatores sao apresentadas na Tabela 3, assim como as correlacoes Spearman's rho entre os fatores.

Discussao

O presente estudo teve como objetivo investigar a estrutura fatorial da EAO-IPV. Para isso, foram realizadas duas MEEE com amostras independentes. A primeira MEE foi realizada com a escala original da EAO-IPV, a qual era composta por 27 itens, e a segunda com a versao refinada da escala, com 18 itens.

Os indices de adequacao de ajuste obtidos na MEEE realizada com a EAO-IPV composta por 27 itens indicaram que esta solucao nao foi considera adequada. A fim de melhorar o ajuste da escala optou-se por retirar os itens que contribuiam menos do que 36% na explicacao do fator (5, 8, 21 e 22). Alem disso, foi observado que os seguintes pares de itens apresentavam sobreposicao de conteudo: 1 e 10 (enfrentamento de situacoes de violencia); 2 e 3 (acoes para protecao dos direitos dos individuos atendidos); 6 e 7 (difusao dos direitos humanos); 9 e 19 (atuacao no combate a violencia); 14 e 15 (atuacao na promocao da igualdade; Brown, 2006). Foram excluidos os itens que apresentavam menor contribuicao a explicacao do fator (1, 3, 6, 9, e 15).

A segunda MEEE da EAO-IPV foi realizada com os 18 itens restantes. A versao refinada da EAO-IPV apresentou uma estrutura unifatorial, sendo que os 18 itens possuiam cargas fatoriais satisfatorias (entre 0,537, item 4, a 0,781, item 10) e nao foram observadas sobreposicoes de conteudo nessa solucao. A melhora nos indices de adequacao de ajuste indica que o refinamento da EAO-IPV resultou no desenvolvimento de uma versao melhor da escala.

Esse processo de refinamento, alem de promover a melhora dos indices de adequacao de ajuste, possibilitou que os niveis de autoeficacia fossem acessados com uma escala breve e objetiva. O desenvolvimento de instrumentos breves para avaliar construtos, tal como a autoeficacia ocupacional, sao de grande relevancia as investigacoes realizadas no ambito de psicologia organizacional e do trabalho. As vantagens de serem utilizados instrumentos breves confiaveis residem no fato de que estes evitam que ocorra a sobreposicao entre os itens, reduzem as chances de os participantes deixarem questoes em branco e permitem o desenvolvimento de um processo de coleta de dados efetivo.

A estrutura unifatorial observada na EAO-IPV foi considerada como a solucao mais adequada. Essa estrutura unidimensional foi observada em diferentes instrumentos de mensuracao de autoeficacia geral (Pacico, Hutz, & Ferraz, 2014; Sbicigo, Teixeira, Dias, & Dell'Aglio, 2012; Schwarzer & Jerusalem, 1995) e ocupacional (Consiglio et al., 2013; Damasio et al., 2014; Rigotti et al., 2008; Salanova, Cifre, Martinez, & Llorens, 2007). Esses achados demonstram que a estrutura unidimensional do construto de autoeficacia mantem-se quando sao avaliados diferentes dominios da vida dos individuos.

Os niveis observados na EAO-IPV dos profissionais da Rede de Protecao estiveram fortemente associados aos indices de autoeficacia ocupacional. Esses fatores apresentaram uma variancia compartilhada proxima a 50% (r = 0,68; [r.sup.2] = 46,2%). A relacao de magnitude moderada entre as duas medidas de autoeficacia ocupacional evidencia que a EAO-IPV se constitui como um instrumento fidedigno. Alem disso, pode ser observado que, apesar de investigarem o mesmo construto, os itens dos instrumentos nao apresentam uma sobreposicao de conteudo. Isso ocorre porque a EAO-VR foi desenvolvida para investigar os niveis autoeficacia no desenvolvimento de diferentes atividades laborais em diversas ocupacoes (Damasio et al., 2014; Rigotti et al., 2008). A EAO-IPV, por sua vez, investiga especificamente as crencas dos profissionais sobre suas habilidades em realizar intervencoes com populacoes em situacao de vulnerabilidade.

As correlacoes da EAO-IPV com as dimensoes positivas relacionadas ao trabalho (afetos positivos e realizacao pessoal) foram positivas e moderadas. A EAO -IPV apresentou uma variancia compartilhada de 9% ([r.sup.2]) com os afetos positivos (r = 0,30) e de 25% ([r.sup.2]) com a dimensao de realizacao profissional de burnout (r = 0,50). Essas relacoes eram esperadas, tendo em vista que a EAO-IPV constituise como um recurso no trabalho, o qual pode repercutir sobre as condicoes emocionais e afetivas vivenciadas pelos profissionais (Consiglio et al., 2013; Guglielmi, Simbula, Schaufeli, & Depolo, 2012).

As relacoes positivas entre os indices de autoeficacia ocupacional para intervencoes com populacoes em vulnerabilidade com a realizacao profissional e os afetos positivos no trabalho tambem demonstram que a autoeficacia pode fortalecer a relacao positiva do profissional com suas atividades laborais (Williams et al., 2010; Xanthopoulou et al., 2013). Essas relacoes evidenciam que a autoeficacia pode impactar as avaliacoes do profissional sobre as atividades laborais que eles desenvolvem, de modo a promover o aumento dos indices de motivacao e bem-estar dos profissionais (Akhtar et al., 2013; Xanthopoulou et al., 2013).

Neste estudo, a magnitude da variancia compartilhada entre a EAO-IPV e a realizacao profissional pode constituir-se como um indicador de fidedignidade da escala desenvolvida. Esse entendimento origina-se da compreensao de que a realizacao profissional refere-se as avaliacoes dos profissionais sobre suas habilidades para manejar as demandas de trabalho (Demerouti & Bakker, 2007; Salanova, Schaufeli, Llorens, Peiro, & Grau, 2000).

Como esperado, as dimensoes negativas do trabalho estiveram negativamente associadas a EAO-IVP. Foram observados baixos indices de variancia compartilhada entre a EAO-IVP e os afetos negativos (r = -0,20; [r.sup.2] = 4%), a exaustao emocional (r = - 0,25; [r.sup.2] = 6%) e a despersonalizacao (r = 0,18; [r.sup.2] = 3%). Esses resultados corroboram a compreensao de que os recursos no trabalho apresentam relacoes de maior magnitude com os aspectos positivos (afetos positivos e realizacao pessoal), em comparacao aos negativos (afetos negativos, exaustao emocional e despersonalizacao; Freitas et al., 2016; Salanova et al., 2011; Schaufeli & van Rhenen, 2006).

As relacoes negativas entre os indices de autoeficacia ocupacional para intervencoes com populacoes em vulnerabilidade com os niveis de exaustao emocional e despersonalizacao explicitam o fator protetivo da autoeficacia contra o desenvolvimento de burnout (Consiglio et al., 2013; Freitas et al., 2016). Similarmente, a autoeficacia ocupacional para intervencoes com populacoes em vulnerabilidade esteve negativamente associada aos afetos negativos. Essas relacoes demonstram que a autoeficacia, alem de atuar na promocao do bem-estar (Akhtar et al., 2013; Xanthopoulou et al., 2013), contribui para que os profissionais vivenciem afetos negativos em menor frequencia (Consiglio et al., 2013; Freitas et al., 2016).

As limitacoes presentes nesta pesquisa referem-se aos instrumentos e as caracteristicas da amostra investigada. O uso exclusivo de instrumentos de autorrelato pode ter produzido um vies relacionado ao metodo de coleta, sugerindo que os dados sejam analisados com cautela. Pesquisas futuras podem buscar testar a convergencia da escala EAO-IPV correlacionando os indices de autoeficacia com indicadores externos, tais como avaliacoes de desempenho dos profissionais realizadas pelos respectivos supervisores e/ou colegas de trabalho.

Outro ponto importante a ser ressaltado refere-se ao baixo indice de consistencia interna do fator despersonalizacao da escala de burnout. Entretanto, embora a fidedignidade alpha tenha sido abaixo do esperado, os indices de ajuste do modelo, como um todo, foram satisfatorios, o que sugere que a MBI pode ser uma medida aceitavel para avaliacao do burnout. Futuros estudos devem melhor inspecionar o fator despersonalizacao da MBI, com vistas a torna-lo mais preciso. Outra limitacao foi a amostra ter sido composta predominantemente por participantes do sexo feminino. Compreende-se que essa limitacao foi amenizada, pois a amostra analisada incluiu profissionais de diferentes idades, niveis de formacao e tempo de trabalho, os quais atuavam nas areas da saude, educacao e assistencia social do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Observa-se que e necessario o desenvolvimento de outros estudos investigando as evidencias de validade da EAO-IPV com amostras maiores e mais diversificadas. Essas pesquisas contribuirao ao desenvolvimento da escala como uma ferramenta para a avaliacao das condicoes de trabalho dos profissionais que atendem demandas complexas relacionadas as populacoes em situacao de vulnerabilidade social.

Consideracoes Finais

O presente artigo contribui ao apresentar evidencias iniciais de validade da EAO-IPV. Os resultados indicam que essa escala pode se constituir como uma ferramenta util a avaliacao da autoeficacia ocupacional enquanto um recurso pessoal no trabalho. O uso da EAO-IPV pode ser vantajoso por permitir que as crencas dos profissionais sobre suas habilidades em atender demandas de trabalho complexas sejam avaliadas por meio de uma escala breve. Alem disso, a avaliacao dos niveis de autoeficacia de uma atividade especifica expande a compreensao do papel desse recurso pessoal sobre os niveis de motivacao e desempenho dos profissionais (Bandura, 1997). Dessa forma, o acesso aos niveis de autoeficacia ocupacional em intervencoes com populacoes em vulnerabilidade social dos trabalhadores possibilita o desenvolvimento de intervencoes efetivas a promocao da qualificacao profissional e de melhorias das condicoes de trabalho.

doi: http://dx.doi.org/10.1590/0102.3772e324224

Referencias

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Recebido em 20.07.2014

Primeira decisao editorial em 03.11.2014

Versao final em 15.05.2015

Aceito em 15.05.2015

Anexo I

Escala de Autoeficacia Ocupacional em Intervencoes com Populacoes em Vulnerabilidade Social--(EAO-IPV)

Abaixo esta listada uma serie de afirmacoes que dizem respeito a quanto voce se sente capaz de lidar com diversas situacoes no seu dia-a-dia de trabalho. Avalie o seu grau de confianca em si mesmo e marque com um X a opcao que melhor reflete a sua resposta. Utilize por base a escala abaixo:
ATENCAO use a escala a seguir

(1) Discordo
totalmente

(2) Discordo um
pouco

(3) Nem discordo
nem concordo

(4) Concordo um
pouco

                                                            (5)
                                                          Concordo
                                                         totalmente

1) Eu consigo ser um agente de protecao aos          1   2   3   4   5
direitos das pessoas com as quais eu trabalho.

2) Quando eu vejo uma pessoa tendo seus direitos     1   2   3   4   5
violados, consigo agir adequadamente.

3) Eu consigo difundir a importancia da              1   2   3   4   5
preservacao dos direitos humanos.

4) Eu me sinto preparado para lidar com varios       1   2   3   4   5
tipos de violencia.

5) Eu consigo identificar situacoes de violencia     1   2   3   4   5
contra as pessoas.

6) Quando uma pessoa esta sendo maltratada           1   2   3   4   5
(ameacada, agredida, discriminada, etc.), eu
consigo lhe ajudar de alguma maneira.

7) Eu sou capaz de desenvolver estrategias de        1   2   3   4   5
prevencao a situacoes de violencia.

8) Eu consigo provocar nas pessoas a necessidade     1   2   3   4   5
de que desenvolvam respeito a sua individualidade
e a dos outros.

9) Eu sou capaz de conversar com as pessoas para     1   2   3   4   5
prevenir acoes de violencia nas suas comunidades.

10) Eu consigo desenvolver com as pessoas com as     1   2   3   4   5
quais eu trabalho, valores e comportamentos que
promovem a paz (nao-violencia).

11) Eu sou capaz de falar sobre o tema "violencia"   1   2   3   4   5
em varias situacoes.

12) Eu me sinto capaz de lidar com diferentes        1   2   3   4   5
conflitos que surgem nos grupos em que trabalho
(ou que coordeno).

13) Eu consigo agir adequadamente quando vejo        1   2   3   4   5
pessoas discutindo.

14) Eu consigo identificar e antecipar situacoes     1   2   3   4   5
que podem gerar conflitos.

15) Eu consigo mediar situacoes de conflito sem      1   2   3   4   5
interferir ou impor uma solucao ao problema.

16) Eu consigo mediar uma situacao de conflito sem   1   2   3   4   5
culpar os envolvidos

17) Em uma situacao de conflito, eu consigo          1   2   3   4   5
perceber interesses, sentimentos, percepcoes e
vontades envolvidas na disputa.

18) Geralmente eu consigo auxiliar pessoas           1   2   3   4   5
envolvidas em diferentes tipos de conflitos a
construirem um acordo.


Clarissa Pinto Pizarro de Freitas (1)

Universidade Salgado de Oliveira

Bruno Figueiredo Damasio

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Silvia Helena Koller

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Optentia Research Focus Area--North-West University

Vanderbijlpark, South Africa

(1) Endereco para correspondencia: Universidade Salgado de Oliveira, Rua Marechal Deodoro, 263/Mestrado em Psicologia, Centro--Niteroi, RJ, rasil. CEP: 24.030-060. E-mail: freitas.cpp@gmail.com
Tabela 1. Modelagem de Equacoes Estruturais Exploratoria da EAO-IPV
(n1 = 284)

Itens (Conteudo resumido)                                      Carga
                                                              fatorial

Item 1 (... violacao de direitos humanos ...)                  0,608

Item 2 (... agente de protecao aos direitos das pessoas        0,713
...)

Item 3 (... agir conforme as leis e diretrizes ...)            0,702

Item 4 (... pessoa tendo seus direitos violados ...)           0,735

Item 5 (... pensar sobre direitos humanos ...)                 0,502

Item 6 (... respeito aos direitos humanos ...)                 0,638

Item 7 (... preservacao dos direitos humanos ...)              0,667

Item 8 (... identificar situacoes de violacao de direitos      0,577
humanos ...)

Item 9 (... falar sobre o tema "direitos humanos" ...)         0,730

Item 10 (... lidar com varios tipos de violencia ...)          0,719

Item 11 (... identificar situacoes de violencia contra as      0,638
pessoas ...)

Item 12 (... pessoa esta sendo maltratada eu consigo lhe       0,666
ajudar ...)

Item 13 (... estrategias de prevencao a situacoes de           0,686
violencia ...)

Item 14 (... respeito a sua individualidade e a dos outros     0,742
...)

Item 15 (...companheirismo, ajuda e atencao nas relacoes       0,706
humanas ...)

Item 16 (... prevenir acoes de violencia nas suas              0,661
comunidades ...)

Item 17 (... valores e comportamentos que promovem a paz       0,712
...)

Item 18 (... falar sobre o tema "violencia" em varias          0,760
situacoes ...)

Item 19 (... lidar com diferentes conflitos que surgem nos     0,703
grupos ...)

Item 20 (... agir adequadamente quando vejo pessoas            0,710
discutindo ...)

Item 21 (... resolver conflitos sem o uso da agressividade     0,517
...)

Item 22 (... consigo trabalhar a nocao de 'reconciliacao'      0,577
...)

Item 23 (... identificar e antecipar situacoes que podem       0,628
gerar conflitos ...)

Item 24 (... mediar situacoes de conflito sem interferir ou    0,663
impor ...)

Item 25 (... mediar uma situacao de conflito sem culpar os     0,645
envolvidos ...)

Item 26 (... perceber interesses, sentimentos, percepcoes e    0,657
vontades ...)

Item 27 (... auxiliar pessoas envolvidas em diferentes         0,746
tipos de conflitos ...)

Indices de Adequacao de ajuste do modelo

CFI      TLI      RMSEA (90% CI)

0,849   0,836   0,116 (0,111-0,122)

Tabela 2. Modelagem de Equacoes Estruturais Exploratoria da EAO-IPV
versao modificada (n2 = 265)

Itens (Conteudo resumido)                                      Carga
                                                              fatorial

Itens (Conteudo resumido)                                      Carga
                                                              fatorial

Item 2 (... agente de protecao aos direitos das pessoas        0,660
...)

Item 4 (... pessoa tendo seus direitos violados ...)           0,537

Item 7 (... preservacao dos direitos humanos ...)              0,669

Item 10 (... lidar com varios tipos de violencia ...)          0,781

Item 11 (... identificar situacoes de violencia contra as      0,618
pessoas ...)

Item 12 (... pessoa esta sendo maltratada eu consigo lhe       0,741
ajudar ...)

Item 13 (... estrategias de prevencao a situacoes de           0,710
violencia ...)

Item 14 (... respeito a sua individualidade e a dos outros     0,683
...)

Item 16 (... prevenir acoes de violencia nas suas              0,751
comunidades ...)

Item 17 (... valores e comportamentos que promovem a paz       0,726
...)

Item 18 (... falar sobre o tema "violencia" em varias          0,736
situacoes ...)

Item 19 (... lidar com diferentes conflitos que surgem nos     0,748
grupos ...)

Item 20 (... agir adequadamente quando vejo pessoas            0,704
discutindo ...)

Item 23 (... identificar e antecipar situacoes que podem       0,656
gerar conflitos ...)

Item 24 (... mediar situacoes de conflito sem interferir ou    0,711
impor ...)

Item 25 (... mediar uma situacao de conflito sem culpar os     0,665
envolvidos ...)

Item 26 (... perceber interesses, sentimentos, percepcoes e    0,710
vontades ...)

Item 27 (... auxiliar pessoas envolvidas em diferentes         0,741
tipos de conflitos ...)

Indices de Adequacao de ajuste do modelo

CFI      TLI     RMSEA (90% CI)

0,949   0,942   0,09 (0,08-0,09)

Tabela 3. Medias, Desvio-Padrao, e Correlacoes na Amostra (n = 549)

Dimensao                       M (DP)        1         2         3

1. Autoeficacia Ocupacional   4,0 (0,5)
em Intervencoes
com Populacoes Vulneraveis
2. Autoeficacia Ocupacional   4,1 (0,6)    0,68*
3. Afetos Positivos           4,2 (0,6)    0,30*     0,37*
4. Afetos Negativos           2,4 (0,8)   -0,20*    -0,30*    -0,56*
5. Exaustao Emocional         2,1 (0,6)   -0,25*    -0,36*    -0,61*
6. Despersonalizacao          1,6 (0,5)   -0,18*    -0,16*    -0,29*
7. Realizacao Pessoal         4,1(0,4)     0,50*     0,51*     0,57*

Dimensao                         4         5         6

1. Autoeficacia Ocupacional
em Intervencoes
com Populacoes Vulneraveis
2. Autoeficacia Ocupacional
3. Afetos Positivos
4. Afetos Negativos
5. Exaustao Emocional          0,65*
6. Despersonalizacao           0,32*     0,42*
7. Realizacao Pessoal         -0,40*    -0,51*    -0,30*
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Title Annotation:ARTIGO ORIGINAL
Author:de Freitas, Clarissa Pinto Pizarro; Damasio, Bruno Figueiredo; Koller, Silvia Helena
Publication:Psicologia: Teoria e Pesquisa
Date:Oct 1, 2016
Words:6722
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