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OVERCOMING DORMANCY OF Sapindus saponaria L. SEEDS/SUPERACAO DA DORMENCIA DE SEMENTES DE Sapindus saponaria L..

INTRODUCAO

Sapindus saponaria L. da familia Sapindaceae, conhecida popularmente por saboneteira, saboeiro, sabao-de-macaco, sabonete e fruta-de-sabao ocorre nas regioes Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil e caracteriza-se por ser uma arvore perenifolia ou semidecidua, heliofita, de pequeno porte, chegando a atingir de 4 a 9 metros de altura. Esta planta pode ser utilizada em paisagismo, por possuir uma copa densa que proporciona sombra, bem como em programas de recuperacao de areas degradadas e de preservacao permanente (LORENZI, 2002). A mesma destaca-se por conter em suas raizes, cascas, folhas e frutos uma substancia denominada de saponina, derivada de metabolitos secundarios (CARRIL; GARCIA, 2009), a qual vem sendo utilizada na fabricacao de saboes (LORENZI, 2002), cosmeticos e pela industria farmaceutica, ja que possui atividades adstringente, antiulcerativa e antineoplasica (ALBIERO; BACCHI; MOURAO, 2001; MARGU, 2002). Alem disso, tem acao vermifuga que auxilia no tratamento de protozoarios em ruminantes (GOEL; MAKKAR; BECKER, 2008), entre outras finalidades.

A germinacao se constitui como um fenomeno fisiologico que depende de condicoes ambientais favoraveis, como a agua, oxigenio, temperatura, luz e substrato, para que o eixo embrionario continue a se desenvolver ate a formacao da plantula (BRASIL, 2009; CARVALHO; NAKAGAWA, 2012). No entanto, as sementes de Sapindus saponaria apresentam dormencia tegumentar, que inibe a entrada de agua e oxigenio, o que impede a germinacao ou a torna lenta e irregular mesmo quando as sementes se encontram em condicoes ambientais favoraveis, acarretando em uma emergencia desuniforme que dificulta a producao de mudas (ALBUQUERQUE et al., 2007; CARVALHO; NAKAGAWA, 2012; OLIVEIRA et al., 2012).

Para a superacao da dormencia tegumentar de sementes existem na literatura diversas tecnicas que estao sendo adotadas com eficacia, destacando-se a escarificacao mecanica para sementes de Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke (DAPONT et al., 2014), escarificacao quimica para sementes de Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. var. leiostachya Benth., Cassia grandis L.f. e Samanea saman (Jacq.) Merr. (LOPES et al., 1998), tratamento termico para sementes de Guazuma ulmifolia Lam. (SOBRINHO et al., 2012), entre outras. A escarificacao mecanica e uma tecnica simples, eficaz e de baixo custo, assim como a imersao em agua em diferentes temperaturas, com ou sem escarificacao das sementes (BRASIL, 2009). A escarificacao quimica com acidos e considerada por muitos autores como um tratamento pre- germinativo eficiente, embora seja uma tecnica que requer o maximo cuidado (CRUZ; CARVALHO; QUEIROZ, 2007; MARTINS et al., 2008; BRANCALION; MONDO; COELHO, 2011; ARAUJO NETO et al., 2012).

Em pesquisa realizada por Oliveira et al. (2012), a imersao das sementes de Sapindus saponaria em acido sulfurico ([H.sub.2]S[O.sub.4]) pelo maior periodo, dentre os avaliados (60 minutos), foi suficiente para superar a dormencia e promover a emergencia das plantulas, entretanto, nao ha informacoes quanto ao efeito de um maior tempo de imersao no referido acido, sobre o uso do calor seco e umido bem como da associacao de diferentes metodos usualmente utilizados na superacao de dormencia tegumentar. Para varias especies, a aplicacao de um metodo de superacao da dormencia ja e suficiente para favorecer a germinacao, a exemplo da embebicao para sementes de Astrocaryum aculeatum G.May. (NAZARIO; FERREIRA 2010). Em outros casos, a interacao entre diferentes tratamentos pre-germinativos tambem se mostrou eficiente, como a escarificacao mecanica seguida de embebicao por 6 horas para sementes de Albizia pedicellaris (DC.) L.Rico) (FREIRE; ATAIDE; ROUWS, 2016).

Diante do exposto, o presente estudo teve por objetivo avaliar a eficiencia de diferentes tratamentos na superacao da dormencia de sementes de Sapindus saponaria.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido em ambiente protegido (temperatura media de 29 [degrees]C e umidade relativa do ar de 65%) do Laboratorio de Analise de Sementes (LAS) do Departamento de Fitotecnia e Ciencias Ambientais do Centro de Ciencias Agrarias da Universidade Federal da Paraiba, Areia-PB. Os frutos maduros de Sapindus saponaria foram colhidos de arvores matrizes localizadas no mesmo municipio, em marco de 2014, levados para o LAS, onde foram abertos manualmente com o auxilio de uma tesoura comum. Posteriormente, as sementes foram lavadas em agua corrente e imersas em uma solucao de hipoclorito de sodio diluido em agua destilada na concentracao de 1% durante tres minutos para a desinfestacao e, em seguida, foram lavadas com agua destilada e colocadas para secar a sombra por 24 horas.

Otrabalho foi realizado seguindo um delineamento inteiramente casualizado com as sementes semeadas em bandejas de polietileno com dimensoes de 47 x 33 x 7 cm (comprimento, largura e altura), sendo utilizadas 4 repeticoes de 25 sementes. Foram aplicados diferentes tratamentos pre-germinativos as sementes, a saber: testemunha-composta por sementes intactas ([T.sub.1]); imersaoem acido sulfurico concentrado ([H.sub.2]S[O.sub.4] 96% P.A) por 60, 70, 80 e 90 minutos sem embebicao ([T.sub.2], [T.sub.3], [T.sub.4] e [T.sub.5]); imersao em acido sulfurico concentrado por 60 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas ([T.sub.6], [T.sub.7] e [T.sub.8]); imersao em acido sulfurico concentrado por 70 minutos seguida de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas ([T.sub.9], [T.sub.10] e Tn); imersao em acido sulfurico concentrado por 80 minutos seguida de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas ([T.sub.12], [T.sub.13] e [T.sub.14]); imersao em acido sulfurico concentrado por 90 minutos seguido de embebicao em recipiente contendo agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas ([T.sub.15], [T.sub.16] e [T.sub.17]); imersao em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de exposicao a 6 [degrees]C em geladeira por 30 minutos ([T.sub.18] e [T.sub.19]); imersao em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de exposicao a -18 [degrees]C em freezer por 30 minutos ([T.sub.20] e [T.sub.21]); choque termico--exposicao das sementes em estufa de circulacao forcada de ar regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para geladeira por 30 minutos ([T.sub.22], [T.sub.23] e [T.sub.24]); choque termico--exposicao das sementes em estufa de circulacao forcada de ar regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para freezer por 30 minutos ([T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27]). Apos cada tratamento com acido sulfurico, as sementes foram lavadas em agua corrente durante um minuto para remocao dos residuos e, em seguida, foram distribuidas nos recipientes para o processo de embebicao. Para a verificacao do efeito dos tratamentos foram avaliadas as seguintes caracteristicas:

Teste de emergencia: foi realizado em bandejas contendo como substrato areia lavada e esterilizada, com regas diarias para manutencao da umidade do substrato. As contagens foram realizadas diariamente do 13[degrees] ate o 21[degrees] dia apos o inicio do teste, quando ocorreu a estabilizacao da emergencia e desenvolvimento de plantulas normais com os resultados expressos em porcentagem; primeira contagem de emergencia: apos a instalacao do teste de emergencia, foi contabilizada a porcentagem acumulada de plantulas normais aos 13 dias apos a semeadura; indice de velocidade de emergencia (IVE): realizado juntamente com o teste de emergencia, com contagens diarias, no mesmo horario, dos 13 aos 21 dias apos a semeadura, sendo o indice calculado de acordo com a formula proposta por Maguire (1962); comprimento e massa seca de raiz e parte aerea: ao final do teste de emergencia, todas as plantulas normais foram mensuradas com auxilio de uma regua com os resultados expressos em centimetros. Em seguida, as raizes e parte aerea das plantulas normais de cada repeticao foram acondicionadas separadamente em sacos de papel do tipo kraft, identificados e levados a estufa de circulacao forcada de ar, regulada a 65 [degrees]C por 48 horas; apos esse periodo as mesmas foram pesadas em balanca analitica com precisao de 0,001g e os resultados expressos em gramas.

Os dados obtidos foram submetidos a analise de variancia pelo teste F (p < 0,05) e as medias foram comparadas pelo teste de agrupamento de Scott-Knott a 5% de probabilidade utilizando o software SISVAR (FERREIRA, 2007).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Todos os tratamentos com sementes submetidas a imersao em acido sulfurico foram os que proporcionaram a mais rapida emergencia (Tabela 1), destacando-se a imersao em acido por 80 minutos mais embebicao em agua por 24 horas ([T.sub.13]), com 95% de emergencia. As menores porcentagens de emergencia foram observadas nos tratamentos de imersao de sementes em agua quente a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos com posterior resfriamento em freezer e geladeira ([T.sub.18], [T.sub.19] [T.sub.20] e [T.sub.21]) e choque termico em estufa a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos e, em seguida, colocadas no freezer e geladeira ([T.sub.22], [T.sub.23], [T.sub.24], [T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27]), os quais nao diferiram estatisticamente da testemunha ([T.sub.1]).

A eficiencia da utilizacao do acido sulfurico na superacao de dormencia exogena se deve provavelmente a alta afinidade do mesmo com a agua, visto que, quando os dois se misturam, ocorre uma reacao produzindo calor e, portanto, acarretando a corrosao do tegumento escarificado. O exito desse metodo de escarificacao tambem foi constatada na emergencia e formacao de plantulas normais de Parkia panurensis Benth. ex H.C.Hopkins e Parkia velutina Benoist (MELO et al., 2011) e Sideroxylon obtusifolium (Roem. & Schult.) T.D.Penn. (REBOUCAS et al., 2012), quando estas foram escarificadas com acido por 30 minutos.

Os resultados de primeira contagem de emergencia indicaram a ineficiencia da escarificacao termica, tanto para os tratamentos envolvendo a imersao das sementes em agua quente quanto resultantes da sua exposicao a circulacao forcada de ar em estufa (Tabela 1). Quando as sementes de Sapindus saponaria foram submetidas a escarificacao com acido sulfurico nos maiores tempos de imersao, 80 minutos com embebicao em agua por 24 horas ([T.sub.13]), 60 e 90 minutos com embebicao por 36 horas ([T.sub.8] e [T.sub.17]) apresentaram maior eficiencia em relacao aos demais tratamentos avaliados, proporcionando valores de 88, 84 e 87%, respectivamente. A importancia da exposicao de sementes de Sapindus saponaria ao acido por um tempo maior foi reportada por Oliveira et al. (2012), os quais destacaram que as mesmas apresentam um tegumento formado por uma camada espessa e muito rigida dificultando a emergencia de plantulas.

Diversos trabalhos na literatura evidenciam a superioridade do acido na quebra de dormencia de sementes de muitas especies vegetais com tegumento impermeavel. Neste sentido, Oliveira et al. (2012) constataram que a imersao de sementes de Parkia gigantocarpa Ducke em acido sulfurico (98%) por 30 e 40 minutos foi o metodo mais eficaz na superacao de sua dormencia, proporcionando maior germinacao. Apesar do uso de acidos ser eficiente para a superacao da dormencia de sementes de especies vegetais, e importante compreender que esta e uma tecnica que requer atencao, pois, quando mal executada, pode causar queimaduras externas por respingos e internas devido aos gases que sao liberados quando em contato com a agua.

A imersao de sementes de Sapindus saponaria em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos seguida de exposicao em geladeira (6 [degrees]C) e em freezer (-18 [degrees]C) por 30 minutos ([T.sub.18], [T.sub.19], [T.sub.20], [T.sub.21]), resultaram em baixos valores para a primeira contagem de emergencia, os quais nao diferiram da testemunha. Martins et al. (2012) estudando tratamentos para a superacao de dormencia de sementes de Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. ex DC. observaram que a imersao de sementes em agua quente por 5 e 15 minutos tambem foi ineficiente para a primeira contagem, com resultados semelhantes a testemunha.

Em relacao ao indice de velocidade de emergencia (IVE) [Tabela 1], os maiores valores foram observados nos tratamentos de imersao de sementes em acido sulfurico por 90 minutos sem embebicao em agua ([T.sub.5]), imersao em acido por 60, 70 e 90 minutos seguido de embebicao por 36, 12 e 24 horas ([T.sub.8], [T.sub.9] e [T.sub.16]), bem como atraves da imersao das sementes em acido sulfurico por 80 e 90 minutos mais embebicao em agua por 24 e 36 horas ([T.sub.13] e [T.sub.17]), os quais nao diferiram estatisticamente entre si. Resultados semelhantes foram encontrados por Alves et al. (2006) em sementes de Zizyphus joazeiro Mart. submetidas a escarificacao quimica durante 74 e 115 minutos; por Nascimento et al. (2009) em sementes de Parkia platycephala Benth. por 15, 30 e 45 min; por 60 min em sementes de Senna alata (L.) Roxb. (BRAGA et al., 2010) e em sementes de Cassia fistula L. por 20 min (GUEDES et al., 2013). Nesse sentido, a eficiencia desses tratamentos em superar a dormencia das sementes favoreceu a expressao do seu maximo potencial fisiologico.

Nao houve diferenca estatistica entre a testemunha ([T.sub.1]) e os tratamentos com choque termico com agua quente ou estufa a 70 [degrees]C seguido de acondicionamento em ambiente refrigerado ([T.sub.18], [T.sub.19], [T.sub.20], [T.sub.21], [T.sub.22], [T.sub.23], [T.sub.24], [T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27]), os quais resultaram nos menores valores de velocidade de emergencia (IVE). Estes tratamentos nao surtiram efeito na superacao da dormencia das sementes de Sapindus saponaria. Provavelmente, o tempo de exposicao ou imersao nao foi suficiente para causar fissuras no tegumento das sementes e, com isso, facilitar a entrada de agua promovendo a germinacao. Resultados diferentes foram relatados para sementes de Caesalpiniapyramidalis Tul. (ALVES et al., 2007) e Lithraea molleoides (Vell.) Engl. (PIVETA et al., 2014), pois, para estas especies, o tratamento de imersao em agua quente a 80 e 70 [degrees]C, respectivamente, foi capaz de acelerar o processo de germinacao das sementes. Para sementes de Cupania vernalis Cambess, Grinberg et al. (2012), tambem foi observado incremento da emergencia quando estas foram submetidas a imersao em agua quente (50 [degrees]C) por cinco minutos.

As medias seguidas por uma mesma letra na coluna nao diferem estatisticamente, a 5% de probabilidade, pelo teste de Scott-Knott. CV = Coeficiente de variacao. 1: [T.sub.1] = Testemunha = composta por sementes intactas; [T.sub.2], [T.sub.3] [T.sub.4] e [T.sub.5] = Imersao em acido sulfurico concentrado ([H.sub.2]S[O.sub.4] 96% P.A) por 60, 70, 80 e 90 minutos sem embebicao, respectivamente; [T.sub.6], [T.sub.7] e [T.sub.8] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 60 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.9], [T.sub.10] e Tn = Imersao em acido sulfurico concentrado por 70 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.12], [T.sub.13] e [T.sub.14] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 80 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.15], [T.sub.16] e [T.sub.17] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 90 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.18] e [T.sub.19] = Imersao em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para 6 [degrees]C em geladeira por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.20] e [T.sub.21] = Imersao em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de exposicao a -18 [degrees]C em freezer por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.22], [T.sub.23] e [T.sub.24] = Choque termico causado por exposicao das sementes a circulacao forcada de ar em estufa regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de exposicao em geladeira por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27] = Choque termico causado por exposicao das sementes em estufa de circulacao forcada de ar regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para freezer por 30 minutos, respectivamente.

Os maiores valores de comprimento de raiz das plantulas de Sapindus saponaria (Tabela 2) foram obtidos quando se utilizou a escarificacao quimica com acido sulfurico por 80 e 90 minutos mais embebicao em agua por 24 horas ([T.sub.13] e [T.sub.16]), no entanto, os valores medios obtidos atraves desses tratamentos nao diferiram estatisticamente dos resultantes da imersao em acido por 60 minutos com embebicao por 12 e 24 horas ([T.sub.6] e [T.sub.7]) e 70 minutos mais embebicao por 24 horas ([T.sub.10]). A utilizacao da escarificacao quimica com acido sulfurico (95%) tambem proporcionou os maiores valores para o comprimento de raiz de plantulas de Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong, entretanto, as sementes foram submetidas a 15 minutos de imersao sem posterior embebicao em agua (AQUINO et al., 2009).

Os tratamentos envolvendo a imersao em agua quente a 70 [degrees]C seguido de exposicao em geladeira e freezer ([T.sub.18], [T.sub.19], [T.sub.20] e [T.sub.21]) e exposicao em estufa com resfriamento em geladeira e freezer ([T.sub.22], [T.sub.23], [T.sub.24], [T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27]) nao proporcionaram bons resultados para o comprimento de raiz de plantulas de Sapindus saponaria, cujos valores nao diferiram da testemunha ([T.sub.1]). Diferentemente desses resultados, Coelho et al. (2010) constataram que dentre os tratamentos aplicados a superacao de dormencia em sementes de Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul., a imersao em agua a 100 [degrees]C por um minuto proporcionou o maior comprimento de raiz primaria. Outras especies florestais tambem toleram a escarificacao termica, proporcionando resultados de comprimento de raiz satisfatorios, como Caaesalpinia pyramidalis (ALVES et al., 2007) e Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. (LIMA et al., 2013) imersas em agua aquecida a 80 [degrees]C por um e cinco minutos, respectivamente.

O comprimento de parte aerea foi eficiente na distincao do vigor das sementes de Sapindus saponaria, uma vez que se assemelhou aos dados de emergencia. A utilizacao de acido sulfurico na superacao de dormencia tegumentar em Sapindus saponaria proporcionou os maiores valores para o comprimento de parte aerea (Tabela 2), os quais foram observados nos tratamentos de escarificacao por 60 e 70 minutos no acido seguido de embebicao em agua por 24 e 12 horas, respectivamente ([T.sub.8] e [T.sub.9]) e de imersao no acido por 80 e 90 minutos mais embebicao em agua por 24 e 36 horas, respectivamente ([T.sub.13], [T.sub.16] e [T.sub.17]). Para os demais tratamentos nao foram constatados resultados satisfatorios. Em trabalho realizado com sementes de Sideroxylon obtusifolium, Reboucas et al. (2012) tambem constataram que os maiores valores de comprimento medio de parte aerea ocorreram quando se utilizou a escarificacao quimica com acido sulfurico por 10, 20 e 30 minutos, contudo, nao houve associacao do uso do acido seguido da embebicao das sementes em agua. A imersao de sementes de Sapindus saponaria em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de exposicao em geladeira (6 [degrees]C) e em freezer (-18 [degrees]C) por 30 minutos ([T.sub.18], [T.sub.19], [T.sub.20] e [T.sub.21]) proporcionou baixos valores para o comprimento da parte aerea. Esses resultados divergiram dos obtidos por Machado et al. (2013) ao avaliarem diferentes tratamentos na superacao de dormencia em sementes de Piptadenia moniliformis Benth., os quais constataram que a imersao de sementes em agua a 70, 80 ou 90 [degrees]C (as sementes ficaram imersas ate que a agua atingisse a temperatura ambiente) estavam entre os que resultaram plantulas com maiores comprimentos da parte aerea, no entanto, quando as sementes foram colocadas em agua na temperatura de 100 [degrees]C ocorreu o menor valor para esta variavel (0,75 cm).

As medias seguidas por uma mesma letra na coluna nao diferem estatisticamente, a 5% de probabilidade, pelo teste de Scott-Knott. CV = Coeficiente de variacao. 1: T = Testemunha = composta por sementes intactas; [T.sub.2], [T.sub.3], [T.sub.4] e [T.sub.5] = Imersao em acido sulfurico concentrado ([H.sub.2]S[O.sub.4] 96% P.A) por 60, 70, 80 e 90 minutos sem embebicao, respectivamente; [T.sub.6], [T.sub.7] e [T.sub.8] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 60 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.9], [T.sub.10] e [T.sub.11] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 70 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.12], [T.sub.13] e [T.sub.14] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 80 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.15], [T.sub.16] e [T.sub.17] = Imersao em acido sulfurico concentrado por 90 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12, 24 e 36 horas, respectivamente; [T.sub.18] e [T.sub.19] = Imersao em agua a 70[degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para 6 [degrees]C em geladeira por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.20] e [T.sub.21] = Imersao em agua a 70 [degrees]C por 10 e 15 minutos, seguida de exposicao a -18 [degrees]C em freezer por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.22], [T.sub.23] e [T.sub.24] = Choque termico causado por exposicao das sementes a circulacao forcada de ar em estufa regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de exposicao em geladeira por 30 minutos, respectivamente; [T.sub.25], [T.sub.26] e [T.sub.27] = Choque termico causado por exposicao das sementes em estufa de circulacao forcada de ar regulada a 70 [degrees]C por 5, 10 e 15 minutos, seguida de transferencia para freezer por 30 minutos, respectivamente.

Baseado nos dados da Tabela 2 verificou-se que os tratamentos de escarificacao acida por 90 minutos sem embebicao em agua ([T.sub.5]), imersao em acido por 80 minutos mais embebicao em agua por 24 horas ([T.sub.13]) e imersao em acido sulfurico concentrado por 90 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 36 horas ([T.sub.17]) proporcionaram os maiores acumulos de massa seca de raizes, cujos valores corresponderam a 0,52, 0,45 e 0,49 g, respectivamente. Para Parkia gigantocarpa, as maiores massas secas de raizes primarias foram obtidas mediante a escarificacao acida das sementes por 30 e 40 minutos (OLIVEIRA et al., 2012). Os maiores conteudos de massa seca de raiz bem como de parte aerea de Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. foram registrados quando as sementes foram imersas em agua quente e acido sulfurico (DUTRA et al., 2012).

Nos tratamentos em que se utilizou acido sulfurico foram observados os valores maximos de massa seca de parte aerea de plantulas de Sapindus saponaria, especialmente quando as sementes foram imersas em acido por 80 minutos seguidos de embebicao em agua destilada durante 24 horas ([T.sub.13]) com valor de 2,17 g, contudo, nao diferiu estatisticamente dos tratamentos imersao em acido por 90 min sem embebicao em agua destilada, imersao em acido por 60 minutos seguida de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 36 horas, imersao por 70 minutos seguida de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12 horas, imersao em acido sulfurico concentrado por 80 minutos seguido de embebicao em agua destilada a temperatura ambiente por 12 horas e imersao por 90 minutos seguida de embebicao em agua a temperatura ambiente por 24 e 36 horas ([T.sub.5], [T.sub.8], [T.sub.9], [T.sub.12], [T.sub.16] e [T.sub.17]). Os tratamentos termicos em agua quente ou em estufa resultaram em baixos valores medios para a massa seca da parte area, os quais nao diferiram da testemunha.

De maneira semelhante aos bons resultados obtidos para a massa seca da parte aerea a partir da imersao das sementes em acido sulfurico por diferentes periodos seguido ou nao de imersao em agua destilada, Avelino et al. (2012) tambem constataram que a escarificacao com acido sulfurico com posterior embebicao em agua por 24 horas foi um dos metodos eficazes na quebra de dormencia tegumentar em sementes de Caesalpinia ferrea, proporcionando o maior valor medio para a referida variavel (5,77 g). Os tratamentos envolvendo a imersao em agua quente seguida de exposicao em geladeira ou freezer ([T.sub.18], [T.sub.19], [T.sub.20] e [T.sub.21]), resultaram em plantulas de Sapindus saponaria com baixos valores de comprimento da parte aerea, os quais nao diferiram da testemunha. Santos et al. (2013) ao avaliarem diferentes metodos para superar a dormencia em sementes de Erythrina velutina Willd. armazenadas em diferentes condicoes e periodos, tambem observaram que a imersao das mesmas em agua quente a 80 [degrees]C por 5 minutos e 100 [degrees]C por 2 minutos sem posterior exposicao das sementes a geladeira ou freezer, resultaram nos menores valores para a massa seca da parte aerea, os quais nao diferiram da testemunha.

CONCLUSAO

A imersao das sementes em acido sulfurico por 80 minutos seguida de embebicao em agua por 24 horas ([T.sub.13]) e eficiente para superar a dormencia, acelerar e promover a emergencia e o crescimento de plantulas de Sapindus saponaria.

AGRADECIMENTOS

Ao Programa de Pos-Graduacao em Agronomia (PPGA) da Universidade Federal da Paraiba Campus II e a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela bolsa de Doutorado concedida a primeira autora.

DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509833376

REFERENCIAS

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Rosemere dos Santos Silva (1) Edna Ursulino Alves (2) Riselane de Lucena Alcantara Bruno (2) Sueli da Silva Santos-Moura (3) Flavio Ricardo da Silva Cruz (4) Marina Matias Ursulino (4)

(1) Biologa, Mestra em Agronomia, Universidade Federal da Paraiba, Campus II, Rodovia BR 079 - Km 12, CEP 58397-000, Areia (PB), Brasil. rosyufpbio@hotmail.com

(2) Engenheira Agronoma, Dr2., Professora Associada da Universidade Federal da Paraiba, Campus II, Rodovia BR 079 - Km 12, CEP 58397-000, Areia (PB), Brasil. ednaursulino@cca.ufpb.br / lane@cca.ufpb.br

(3) Engenheira Agronoma, MSc., Doutora em Agronomia, Universidade Federal da Paraiba, Campus II, Rodovia BR 079 - Km 12, CEP 58397-000, Areia (PB), Brasil. suelidasilvasantos@yahoo.com.br

(4) Engenheiro(a) Agronomo(a), Mestre(a) em Agronomia, Universidade Federal da Paraiba, Campus II, Rodovia BR 079 - Km 12, CEP 58397-000, Areia (PB), Brasil. flricardocruz@hotmail.com / marinamatiasu@gmail.com

Recebido para publicacao em 26/04/2015 e aceito em 27/06/2017
TABLE 1: Emergence (E), first counting (PC) and emergence
speed index (IVE) of Sapindus saponaria seedlings
from seeds submitted to treatments for overcoming of dormancy.

TABELA 1: Emergencia (E), primeira contagem (PC) e indice
de velocidade de emergencia (IVE) de plantulas de
Sapindus saponaria oriundas de sementes submetidas a
tratamentos de superacao de dormencia.

Tratamentos (1)   E (%)   PC (%)    IVE

[T.sub.1]          9c       2d     0,15d
[T.sub.2]          66b     24c     1,28c
[T.sub.3]          72b     22c     1,11c
[T.sub.4]          82a     43b     1,53b
[T.sub.5]          87a     57b     1,85a
[T.sub.6]          72b     58b     1,57b
[T.sub.7]          63b     53b     1,37c
[T.sub.8]          86a     84a     1,93a
[T.sub.9]          85a     80a     1,94a
[T.sub.10]         64b     53b     1,37c
[T.sub.11]         69b     57b     1,46b
[T.sub.12]         76b     65b     1,66b
[T.sub.13]         95a     88a     2,10a
[T.sub.14]         72b     53b     1,52b
[T.sub.15]         73b     61b     1,58b
[T.sub.16]         86a     75a     1,89a
[T.sub.17]         91a     87a     2,07a
[T.sub.18]         16c      2d     0,23d
[T.sub.19]         20c      7d     0,31d
[T.sub.20]         30c      1d     0,45d
[T.sub.21]         11c      0d     0,16d
[T.sub.22]         18c      5d     0,28d
[T.sub.23]         19c      4d     0,28d
[T.sub.24]         16c      1d     0,23d
[T.sub.25]         19c      2d     0,28d
[T.sub.26]         20c      6d     0,29d
[T.sub.27]         14c      3d     0,18d
CV (%)            16,20   25,50    21,23

TABLE 2: Length and dry matter of roots and shoot of Sapindus
saponaria seedlings from seeds submitted to treatments for
overcoming of dormancy.

TABELA 2: Comprimento e massa seca de raizes e parte aerea de
plantulas de Sapindus saponaria oriundas de
sementes submetidas a tratamentos de superacao de dormencia.

                         Comprimento (cm)      Massa seca (g)
Tratamentos (1)
                  Raiz primaria   Parte aerea  Raizes   Parte aerea

[T.sub.1]             0,54c         0,81c      0,03c       0,13d
[T.sub.2]             3,88b         6,38b      0,36b       1,08c
[T.sub.3]             4,78b         6,78b      0,35b       1,23c
[T.sub.4]             4,61b         7,62b      0,37b       1,48b
[T.sub.5]             3,85b         6,48b      0,52a       1,98a
[T.sub.6]             5,94a         7,41b      0,38b       1,72b
[T.sub.7]             5,41a         6,84b      0,33b       1,54b
[T.sub.8]             4,76b         9,07a      0,38b       2,02a
[T.sub.9]             4,37b         9,34a      0,35b       2,09a
[T.sub.10]            5,25a         7,13b      0,34b       1,49b
[T.sub.11]            4,42b         7,33b      0,31b       1,53b
[T.sub.12]            5,06b         7,76b      0,35b       1,79a
[T.sub.13]            6,13a         10,85a     0,45a       2,17a
[T.sub.14]            4,05b         7,26b      0,37b       1,37b
[T.sub.15]            4,15b         8,44b      0,28b       1,52b
[T.sub.16]            6,67a         10,02a     0,36b       2,10a
[T.sub.17]            4,58b         10,15a     0,49a       2,10a
[T.sub.18]            1,71c         2,75c      0,07c       0,33d
[T.sub.19]            0,75c         0,96c      0,06c       0,16d
[T.sub.20]            1,07c         1,60c      0,09c       0,55d
[T.sub.21]            1,05c         1,36c      0,04c       0,15d
[T.sub.22]            1,13c         1,38c      0,06c       0,25d
[T.sub.23]            1,13c         1,65c      0,05c       0,24d
[T.sub.24]            0,77c         1,08c      0,04c       0,16d
[T.sub.25]            1,17c         1,60c      0,07c       0,20d
[T.sub.26]            1,10c         1,54c      0,07c       0,23d
[T.sub.27]            0,97c         1,30c      0,04c       0,19d
CV (%)                24,49         18,05      24,62       18,15
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Silva, Rosemere dos Santos; Alves, Edna Ursulino; de Lucena Alcantara Bruno, Riselane; Santos-Moura,
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jul 1, 2018
Words:6194
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