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O uso de sistemas agroflorestais diversificados na restauracao florestal na Mata Atlantica/Agroforestry system used for restoration at the Atlantic Forest.

Introducao

Com a Lei Federal 12.651/2012 (BRASIL, 2012), que institui o Programa de Regularizacao Ambiental (PRA), a busca de alternativas ao modelo tradicional de restauracao florestal (que utiliza apenas especies nativas do bioma), tende a ganhar relevancia. Apesar da importancia da regularizacao ambiental da propriedade rural, a partir da recomposicao das areas de preservacao permanente (APP) e da criacao/regulamentacao da Reserva Legal (RL), e consenso que o alto custo de implantacao de projetos para a restauracao florestal e um obstaculo para sua realizacao por proprietarios rurais (LELES; OLIVEIRA NETO; ALONSO, 2015).

Os sistemas agroflorestais (SAF) sao formas de uso e manejo dos recursos naturais nas quais especies lenhosas sao utilizadas em associacao deliberada com cultivos agricolas ou com animais no mesmo terreno, de maneira simultanea ou em sequencia temporal (ORGANIZACION PARA ESTUDIOS TROPICAIS; CENTRO AGRONOMICO TROPICAL DE INVESTIGACION Y ENSINANSA, 1986). A combinacao de especies destes sistemas pode representar uma alternativa de estimulo economico a restauracao florestal. No entanto, ainda existem diversas duvidas sobre o potencial dos sistemas agroflorestais. A primeira diz respeito a viabilidade financeira (LUCENA; PARAENSE; MANCEBO, 2016). Esse questionamento e muito pertinente quando comparado ao modelo atual de producao agricola, baseado em cultivos homogeneos e com retorno do investimento em pouco tempo. Nao e factivel comparar nem os custos de implantacao e nem a rentabilidade de um SAF, com o cultivo de soja, por exemplo. Mas, quando se considera que essas areas de APP ou RL impoem limitacao legal ao cultivo homogeneo e, ainda, a alternativa mais propalada e o plantio exclusivo de especies florestais nativas do bioma, a grande maioria sem a possibilidade legal de uso economico, o SAF passa a ganhar outra dimensao (FAVERO; LOVO; MENDONCA, 2008).

Essa mudanca de visao precisa existir, pois o SAF deve ser encarado como uma forma de reduzir custos de implantacao para que a propriedade possa estar regularizada ambientalmente. Assim, o cultivo de culturas agricolas nas entrelinhas, alem de trazer um retorno economico direto, reduz os custos de manutencao do plantio de especies florestais nativas que, pode ser ate duas vezes maior do que os custos que envolvem o plantio (LELES; OLIVEIRA NETO; ALONSO, 2015).

O segundo questionamento e se o SAF e capaz de atender a parametros ecologicos similares aos proporcionados pelo plantio exclusivo de especies nativas. Nesse sentido, a avaliacao de atributos responsivos e sensiveis a alteracoes ambientais tem sido utilizados para validar os beneficios da adocao de SAF em diferentes tipos de solo e biomas. Entre eles: a serapilheira (DANTAS et al., 2012; SILVA et al., 2012), invertebrados do solo (LIMA et al., 2010; RESENDE et al., 2013) e fungos micorrizicos (BONFIM et al., 2010; MIRANDA et al., 2011). Esse trabalho objetiva avaliar como a producao de serapilheira, estoque de nitrogenio, fauna epigea e os fungos micorrizicos arbusculares se comportam em areas de SAF, em comparacao com a matriz de pastagem e dois fragmentos adjacentes, interligados por esse SAF.

Material e metodo

Area de estudo

A area de estudo esta localizada no bioma Mata Atlantica, no estado do Rio de Janeiro, no municipio de Seropedica (22[degrees]46'S e 43[degrees]41'O). O clima predominante na regiao e o Aw de Koppen, caracterizado por invernos secos e veroes umidos. A temperatura media anual e de 23,5[degrees]C e a precipitacao de 1200 mm (Figura 1) (INSTITUTO NACIONAL DE METEREOLOGIA, 2017). A vegetacao original dessa regiao e a Floresta Ombrofila Densa.

O SAF foi implantado em abril de 2005, em area ocupada por capim-coloniao (Megathyrsus maximus (Jacq.) SIMON & JACOBS), sobre um Planossolo Haplico. Esse sistema agroflorestal e do tipo multiestrato, com 6000 [m.sup.2] (200 m x 30 m) e faz interligacao de dois fragmentos florestais, criando um "corredor agroflorestal" entre as areas. Um dos fragmentos interligados localiza-se na encosta, denominada aqui como mata de topo (Mt), com declividade media de 20%, sobre Argissolo Amarelo e o outro na parte baixa da paisagem, mata de baixada (Mb), sobre Planossolo Haplico, possuindo aproximadamente 3 e 5 hectares, respectivamente. O SAF e as matas estao inseridos em uma matriz de pastagem de Megathyrsus maximus e Urochloa brizantha (Hochst. Ex A.Rich.) R.D. Webster, com cerca de 10 ha, sobre Planossolo Haplico.

A Mb e um antigo Horto Florestal, implantado no inicio da decada de 1950. No levantamento floristico realizado por Moura et al. (2006), na Mb, foram amostradas 16 familias, 22 generos e 25 especies. Na Mt, que e um fragmento existente a partir da regeneracao natural da area, foram encontradas 24 familias, 32 generos e 34 especies. Os fragmentos florestais apresentam predominio de especies pioneiras e secundarias iniciais, sendo que Mt apresenta-se em um estadio mais avancado em relacao a Mb (VIEIRA, 2007).

Quanto ao SAF que interliga Mt e Mb foram plantadas 36 especies florestais, todas num espacamento 1 m x 1 m, alem de especies de ciclo curto em toda a area com os seguintes espacamentos: guandu (1,0 m x 0,3 m), girassol (1,0 m x 0,5 m), abobora (3,0 m x 3,0 m) banana (3,0 m x 3,0 m), cana (3,0 m x 3,0 m) abacaxi (1,0 m x 0,4 m) e aipim (1,0 m x 0,5m), para fins comerciais e/ou adubacao verde.

As caracteristicas quimicas do solo das areas, tres anos apos a implantacao do SAF, sao apresentadas na Tabela 1.

Avaliacao da fauna do solo

As amostragens de fauna do solo foram realizadas usando armadilhas do tipo pitfall com 9 cm de diametro e 10 cm de altura, enterradas ao nivel do solo (MOLDENKE, 1994). A disposicao das armadilhas no campo foi feita ao longo de tres transectos transversais ao SAF, incluindo 20 m da pastagem vizinha a este. Nos transectos, cada um com 50 m (30 m de SAF e 20 m de pastagem), foram implantadas 15 armadilhas cada, sendo 9 dentro do SAF e 6 na pastagem.

Os transectos foram divididos em tres, sendo o primeiro, a 20 m da mata de baixada (Mb), com repeticoes no pasto (P1) e com repeticoes no SAF (C1), assim ate o transecto 3, o qual fica mais proximo da mata de topo (Mt), a 20 m desta (Figura 2). O transecto 2 fica no centro do SAF, a aproximadamente 90 m das matas. Foram colocadas tambem 10 armadilhas em um transecto em cada fragmento de mata, a fim de comparar a fauna encontrada neste local com a do SAF e a da area de pastagem. Somente na segunda amostragem coletou-se tambem em uma pastagem a cerca de 50 m do SAF, denominada pastagem distante (Pd). Esta foi realizada com a finalidade de averiguar, devido aos resultados da primeira coleta, se a pastagem vizinha ao corredor de SAF nao estava sofrendo influencia deste, criando um "efeito de borda positivo" no ambiente de pastagem. Na Pd foram colocadas 10 armadilhas.

As armadilhas permaneceram no campo por sete dias em cada estacao, epoca seca (agosto/setembro-2007) e epoca chuvosa (marco-2008), cujas medias de temperatura e precipitacao encontram-se na Figura 1.

Para cada ponto de coleta, foram registrados o numero de individuos e identificados quanto ao grupo taxonomico (COSTA, 2002). O termo grupo sera usado para o estudo da meso e macrofauna, significando ordem ou familia, objetivando agrupar individuos com a morfologia externa similar.

Para a analise de composicao da fauna do solo, o numero de individuos em cada amostra foi dividido pelo numero de armadilhas e de dias no campo para obter a atividade dos individuos por armadilha [dia.sup.-1] e foi estimado tambem o seu respectivo erro padrao. Calculou-se o indice ecologico de Pielou, alem da riqueza total e media. A abundancia e a riqueza media foram comparadas em cada tratamento por meio do teste nao parametrico de Kruskal-Wallis. Os individuos identificados foram classificados em grupos funcionais de acordo com o predominio de suas caracteristicas de uso do habitat e utilizacao do recurso alimentar, segundo a classificacao adaptada por Tarra et al. (2012). A atividade desses grupos funcionais foi comparada entre locais tambem pelo teste de Kruskal-Wallis.

Avaliacao da massa seca de serapilheira acumulada e do conteudo de nitrogenio associado

Avaliou-se a serapilheira acumulada com o auxilio de um quadrado vazado de 0,25 [m.sup.2], em julho/2008 (epoca seca). Foram retiradas em cada area quatro amostras, distantes entre si aproximadamente 12,5 m, totalizando 36 amostras. No SAF e na pastagem circunvizinha, as amostras foram coletadas em tres transectos, distantes 20 e 90 m da Mb e o ultimo a 20 m da Mt, tal qual para as amostras de fauna epigea. Considerou-se serapilheira todo material vegetal depositado sobre o solo, composto de folhas, ramos e partes vegetais reprodutivas em diferentes graus de decomposicao. No pasto, foi considerado serapilheira o material que se encontrava solto da graminea e depositado sobre o solo. As amostras foram levadas para secagem em estufa de circulacao forcada de ar a 65 (o)C, ate alcancarem peso constante.

As amostras foram estratificadas em folhas, ramos, partes reprodutivas e material nao identificado para serem moidas em moinho tipo Wiley. Nesse material analisou-se N total pelo metodo Kjeldahl (EMBRAPA, 1997). A massa da serapilheira quantificada em g [m.sup.-2] foi transformada em kg [ha.sup.-1] para analise dos dados.

Avaliacao da ocorrencia de fungos micorrizicos arbusculares (FMA)

Para avaliar a ocorrencia de FMA, foram coletadas amostras de solo nos mesmos transectos usados para a fauna epigea. Cada transecto foi composto de 12 pontos de coleta, sendo seis na area de pastagem e seis na area do SAF. Em cada fragmento de mata, foram coletadas aleatoriamente mais tres amostras. Somente na epoca chuvosa, foram coletadas 3 amostras de solo na pastagem distante do SAF. As amostras foram retiradas na profundidade de 0-5 cm com auxilio de um trado, acondicionadas em sacos plasticos e armazenadas a 10 (o)C ate serem processadas no laboratorio.

Para a extracao de esporos e preparo de laminas, utilizaram-se 50 [cm.sup.3] de cada amostra de solo, previamente seco a sombra. A partir dai, foi feita a extracao de esporos de fungos micorrizicos, segundo a tecnica de peneiramento umido descrita por Gerdemann e Nicolson (1963) usando peneiras de 38 [micro]m, seguida por centrifugacao em agua e, posteriormente, em sacarose a 45% (JENKINS, 1964). A contagem foi realizada em placa canelada com auxilio de microscopio estereoscopico. Apos a contagem, 25% do total de esporos dos diversos tipos existentes na amostra foram separados para identificacao. A classificacao adotada neste trabalho foi a proposta por Oehl et al. (2011), com atualizacoes.

A atividade dos grupos funcionais, a massa e estoque de nitrogenio da serapilheira, bem como a riqueza e abundancia dos esporos dos FMA tiveram as premissas da analise de variancia (normalidade e homocedasticidade) testadas por meio dos testes de Lilliefors e Bartlett, respectivamente. As variaveis que nao atenderam aos pressupostos foram transformadas (log x). As variaveis que atenderam foram comparadas pelo teste T de Bonferroni a 5% de significancia, enquanto nas demais utilizou-se o teste nao parametrico de Kruskal-Wallis.

Resultados e discussao

Fauna do solo

Foram coletados 2118 individuos armadilha [dia.sup.-1]. Destes, 55% foram encontrados na epoca seca e 45% na epoca chuvosa. Dantas et al. (2012) registraram uma evasao dos invertebrados em SAF relacionada a mudanca de estacao de chuvosa para seca. Para esses autores, a composicao da fauna no sistema agroflorestal pode sofrer influencia do regime climatico e do grau de desenvolvimento das plantas.

Registraram-se 32 diferentes grupos taxonomicos, considerando distincoes entre os individuos no estagio de larva e adultos nas ordens Coleoptera, Diptera (Tabelas 2 e 3), Lepidoptera, Neuroptera e Trichoptera. Na tabela 3 sao apresentados os grupos cuja media foi superior a 1 individuo armadilha [dia.sup.-1].

A diferenca na abundancia de individuos na epoca seca (Tabela 2) foi significativa entre as areas. A abundancia foi maior no SAF e no pasto, variando de 125 [+ or -] 29 (P3) a 246 [+ or -] 49 (C1) ind. arm.[dia.sup.-1]. As matas apresentaram uma abundancia de 19 [+ or -] 2 (Mb) e 28 [+ or -] 7 (Mt) ind.arm.[dia.sup.-1], nao diferindo entre si, mas sim das demais areas, com excecao do P3. Essa diferenca pode ser explicada pelo grande numero de acaros e colembolos, especialmente os da subordem Poduromorpha (Tabela 3). Esses grupos respondem em curto prazo a maior presenca de serapilheira sobre o solo (SCORIZA et al., 2015).

Na epoca chuvosa, a abundancia continuou maior nas areas de SAF e pasto proximos a ele. A maior abundancia observada foi em P1 e a menor foi em SAF C3. A pastagem distante do SAF apresentou menor abundancia (46 [+ or -]4) ind.arm.[dia.sup.-1] quando comparada ao pasto vizinho ao SAF. Tal resultado indica que o SAF exerce influencia na fauna epigea nao so na area em que foi implantado, mas tambem em uma area proxima, criando um efeito de borda "positivo", que diz respeito ao fragmento influenciando a borda da matriz de pastagem (FRAGOSO et al., 2017). O SAF parece ja estar funcionando de forma a proporcionar a "colonizacao das areas vizinhas", como descrito por Hess e Fischer (2001), no que diz respeito a fauna edafica.

A riqueza total na epoca seca variou de 18 (P2) a 24 (Mt e SAF 2) e na epoca chuvosa variou de 19 (P1) a 28 (Mb) (Tabela 2). O pasto distante do SAF apresentou uma menor riqueza total (20) em relacao a media do SAF (25) e do pasto circunvizinho (22). O aporte constante de materia organica, o teor de N, o aumento de micro-habitat, a melhoria do microclima no local e a alta diversidade de plantas no SAF (IWATA et al., 2012) podem ter proporcionado esse gradiente da fauna entre o SAF e a pastagem circunvizinha em comparacao a pastagem distante, que nao possui influencia do SAF. Em relacao a epoca seca, houve um aumento do numero de grupos de fauna e uma menor dominancia, o que aumentou a equabilidade na epoca chuvosa, nao mais havendo o predominio dos maiores valores na mata, como houve na epoca seca (Tabela 2). A mata apresenta menor variacao ambiental ao longo do ano do que areas cultivadas (SANTOS et al., 2009) e, possivelmente, essa seja a explicacao para a maior homogeneidade dos resultados entre os diferentes periodos dentro da mata.

Os valores de equabilidade de Pielou foram sempre maiores nos pastos em relacao ao SAF, indicando que a distribuicao do numero de individuos entre os grupos foi mais equitativa naquelas areas. Segundo Odum (1988), os estadios iniciais da sucessao e os ambientes sujeitos a estresse periodico, como os pastos, sao mais bem adaptados a perturbacoes.

Os colembolos sao a base alimentar de uma grande variedade de outros organismos e por isso sua presenca favorece a diversidade de um ecossistema (BARETTA et al., 2011). Sendo assim, as alteracoes em suas populacoes podem refletir-se sobre os demais niveis troficos da cadeia alimentar (DEHARVENG; D'HAESE; BEDOS, 2008). Neste estudo, a ordem Collembola foi classificada como microfaga, ja que estes animais se alimentam de fungos e tem preferencia por serapilheira colonizada por eles (HATFIELD; STEWART, 1993).

Nas duas epocas, os menores valores deste grupo foram encontrados nas matas e, na epoca chuvosa, tambem no pasto distante do SAF (Tabela 4). As areas de SAF e pasto apresentaram medias similares entre si e altas em relacao as matas. Como o SAF e uma area de implantacao recente, migrando de pastagem em monocultivo para uma estrutura de alta diversidade e com o componente arboreo e arbustivo predominando em relacao ao antigo componente herbaceo, grupos colonizadores como acaros e colembolos tenderam a dominar esse primeiro momento (Tabelas 3 e 4). A pastagem e a mata, ambas existentes ha decadas, sao mais estaveis e as relacoes ecologicas encontram-se ha mais tempo estabelecidas, fruto da estabilidade de cada uma (BENITES et al., 2010). Esse fato justifica a maior presenca desse grupo no SAF, em relacao as matas e a pastagem distante (BENITES et al., 2010). Adicionalmente, o pasto proximo parece acompanhar essa tendencia de colonizacao, sugerindo assim, que os organismos podem estar migrando para as areas vizinhas.

O grupo funcional saprofago e formado por Isopoda, Orthoptera, Diplopoda, Symphyla, Thysanoptera e Blattodea, dentre estes, o grupo de maior ocorrencia nas duas epocas foi o Isopoda (Tabelas 3 e 4). Nas epocas seca e chuvosa, as maiores incidencias destes individuos foram observadas no SAF e no pasto proximo (Tabela 3). De acordo com Barros et al. (2003), o efeito sobre esse grupo e principalmente mediado pelo rapido crescimento das plantas com aumento da producao de serapilheira e o fornecimento de condicoes de temperatura e umidade.

Cabe ressaltar, na epoca chuvosa, a incidencia de baixo numero de individuos saprofagos no pasto distante do SAF. Segundo Pimentel et al. (2006), o maior teor de carbono organico e nitrogenio aumenta a populacao e a ocorrencia de especies saprofagas e predadoras. O plantio de especies no SAF que contribuem para a entrada de nitrogenio no sistema, pode ter favorecido a maior densidade destes grupos em relacao ao pasto distante. Destacando-se que, a pastagem distante do SAF, apresenta menores valores de nitrogenio estocados quando comparado ao pasto vizinho ao SAF (Tabela 5). Diante disso, infere-se que a entrada de N no sistema agroflorestal, proporcionada pelas especies fixadoras, nao se restringe somente ao SAF, mas tambem as areas circunvizinhas a ele. Fato este que aliado a outros fatores, como melhoria do microclima e diversidade de especies vegetais, beneficiam o aparecimento da fauna do solo.

Os predadores estao representados neste trabalho pelos grupos Araneae, Chilopoda, Dermaptera e Pseudoescorpionida, dentre estes, o que apresentou maior abundancia em todas as areas, nas duas epocas, foi o grupo Araneae (Tabela 3). Dentre os grupos de predadores, o Pseudoescorpionida, por possuir somente habito predador, e um importante indicador de areas preservadas, sendo de rara incidencia em areas degradadas (OLIVEIRA FILHO; BARETTA; SANTOS, 2014). Nesta pesquisa, este grupo foi somente observado em 5 amostras, sendo 4 na epoca seca e 1 na chuvosa, todas na Mt, o que reforca o estadio inicial de sucessao ecologica das demais areas. Os predadores, por serem animais do topo da cadeia alimentar, podem expressar o equilibrio de um ecossistema, ja que para surgirem e preciso haver toda a cadeia anterior a ele estruturada (SCORIZA et al., 2015). No entanto, as areas do pasto proximo ao SAF tiveram, nas duas epocas, as maiores medias de predadores (Tabela 3). Tal fato pode estar relacionado ao alto numero de individuos conhecidos como "aranhas de campo" muito comuns neste ambiente (SCORIZA et al., 2015).

Estoque de massa seca e nitrogenio na serapilheira

A quantidade de folhas e a serapilheira total acumulada diferiu entre os locais avaliados. A Mb apresentou a maior quantidade de folhas, diferindo somente da Mt (Tabela 5). A baixa quantidade de folhas encontrada na Mt pode estar relacionada a maior declividade do local de coleta, que favorece o carreamento de fracoes leves da serapilheira junto com a agua da chuva. O pasto e o SAF foram similares as matas. No pasto, essa similaridade com os demais sistemas, com excecao da Mb, pode ter ocorrido em virtude das frequentes rocadas, o que pode ter aumentando a quantidade de material acumulado na superficie.

Maiores acumulos da serapilheira foram encontrados na Mb (6,86 Mg [ha.sup.-1]), Mt (4,18 Mg [ha.sup.-1]) e em C3 (3,42 Mg [ha.sup.-1]), sendo que as duas ultimas areas nao diferiram das demais (Tabela 5). Em todas as areas houve semelhanca entre as proporcoes de galhos e folhas em relacao ao total acumulado, cujas partes reprodutivas e o refugo foram pouco representativas (diferenca entre o total e a soma de galhos + folhas). Os estoques de N nas folhas da serapilheira acumulada nao diferem entre as areas. Ja no estoque total, os dados indicaram Mb e Mt como as areas com maior entrada de N pela serapilheira acumulada. Nas areas do SAF, os valores variaram de 28,4 (C1) a 45,6 kg [ha.sup.-1] (C3). Os pastos apresentaram os menores estoques de N na serapilheira acumulada. O Pd do corredor de SAF acumulou sete vezes menos N que o P1. A substituicao da matriz de pastagem pelo SAF acarretou uma serapilheira mais rica em N, mas ainda inferior a serapilheira existente nas matas. Resultados muito similares foram obtidos por Freitas et al. (2016) que encontraram em areas de mata e SAF, o material organico estocado no solo bem maior do que na pastagem e na roca de toco. Estes mesmo autores fizeram um diagrama de similaridade e, a partir dos indicadores de serapilheira e solo utilizados, colocaram essas duas areas com grande similaridade e separada da pastagem.

Fungos micorrizicos arbusculares (FMA)

A abundancia de esporos na epoca seca, nas oito areas estudadas, variou de 722 (Mt) a 3.387 (P2) esporos por 50 [cm.sup.3] de solo (Tabela 6). Na epoca chuvosa, a menor abundancia de esporos foi encontrada na Mt e a maior em P1. A abundancia de fungos micorrizicos nao diferiu entre as areas de pastagem e mata, no entanto, na pastagem esta foi de tres a cinco vezes maior que a mata. Picone (2000) levanta algumas hipoteses para explicar o motivo de especies de FMA produzirem mais esporos no pasto que em floresta nativa. A primeira e devido ao pastejo, fogo, seca e a morte mais frequente das especies hospedeiras do pasto em relacao a mata. A segunda, a densidade de raizes finas superficiais e maior em pasto que em florestas, a disponibilidade dessas raizes pode aumentar a esporulacao e, a ultima, devido ao pH do solo ser maior no pasto que na floresta.

Em estudo realizado em um sistema agroflorestal na Zona da Mata, Cardoso et al. (2003) constataram que estes sistemas propiciaram um maior numero de esporos nas camadas profundas do solo e as monoculturas apresentam um maior numero de esporos perto da superficie. A coleta realizada somente nos primeiros 5 cm de solo, na presente pesquisa, pode ter subestimado o numero de esporos no sistema agroflorestal (ANGELINI et al., 2012). Houve uma maior abundancia de esporos na epoca seca, o que e explicado pela diminuicao da taxa de crescimento das raizes nesta epoca, o que favorece o aumento no numero de esporos no solo (SANTOS; BARRETO; SCORIZA, 2014). Ja na epoca chuvosa ha um favorecimento da germinacao de esporos, com o desenvolvimento do micelio intra e extrarradicular, resultando em alta colonizacao e baixa producao de esporos (GUADARRAMA; ALVAREZ SANCHEZ, 1999).

Em relacao ao numero de especies de FMA, na epoca seca, o SAF teve tendencia de apresentar os maiores valores de riqueza em relacao a pastagem, mas a diferenca nao foi significativa (Tabela 6). Na epoca chuvosa, a situacao se inverteu, a riqueza variou de 4, na mata de topo ate 8 na pastagem, mas tambem sem diferenca. A conversao de floresta para pastagem pode reduzir inicialmente a riqueza e a diversidade dos fungos micorrizicos, porem, em pastos antigos, a abundancia, riqueza e diversidade ja podem ter sido reestabelecidas. Apesar disso, deve-se ressaltar que a frequencia de ocorrencia de FMA nas matas sempre foi maior que nas demais areas (Tabela 7). Cabe salientar que a avaliacao da riqueza de especies de FMA pela metodologia de extracao de esporos do solo, via peneiramento umido, pode subestimar a riqueza das areas de coleta, ja que os FMA podem estar presentes em outras formas de propagulos infectivos como hifas e/ou colonizando pedacos de raizes (SILVA, 2005).

Ainda em relacao as especies de FMA, nas epocas seca e chuvosa foram encontrados um total de 23. O genero Acaulospora destacou-se em todos os locais, nas duas epocas, com maior numero de especies no total (oito especies), seguidos dos generos Glomus (tres especies), Gigaspora, Rhizoglomus e Scutellospora (com duas especies) e Ambispora, Cetraspora, Corymbiglomus, Entrophospora, Fuscutata e Sclerocystis (com uma especie cada). Sturmer e Siqueira (2006) apontam os generos Acaulospora e Scutellospora como predominantes em agroecossistemas e areas degradadas. Alem de serem os generos com maior numero de especies descritas, Acaulospora e Glomus produzem esporos pequenos e em grande quantidade, os quais sao menos influenciados pelas mudancas sazonais quando comparados a outros generos com esporos maiores como os representantes da ordem Gigasporales (PICONE, 2000; SOUSA et al., 2014).

Das 23 especies recuperadas,15 ocorreram na epoca seca e 17 na chuvosa, sendo que nove especies comuns em ambas as epocas avaliadas (Tabela 7). As especies Acaulospora rehmii Sieverd. & S. Toro, Glomus sp1 (amarelo), Glomus sp2 (marrom), Rhizoglomus clarum (T.H. Nicolson & N.C. Schenck) Sieverd, G.A. Silva & Oehle Scutellospora sp. foram encontradas exclusivamente na epoca seca. As especies Acaulospora morrowiae Spain & N.C. Schenck, Acaulospora sp., Acaulospora splendida Sieverd, Chaverri & I. Rojas, Entrophospora infrequens (I.R. Hall) R.N. Ames & R.W. Schneid, Gigaspora margarita W.N. Becker & I.R. Hall, Rhizoglomus aggregatum (N.C. Schenck & G.S. Sm.) Sieverd, G.A. Silva & Oehl, Sclerocystis sinuosa Gerd. & B.K. Bakshi, Fuscutata heterogama Oehl, F.A. de Souza, L.C. Maia & Sieverd e Cetraspora pellucida (T.H. Nicolson & N.C. Schenck) Oehl, F.A. de Souza & Sieverd, apenas na epoca chuvosa. De acordo com a categoria de ocorrencia descrita por Sturmer & Siqueira (2005), as especies Rhizoglomus aggregatum e Corymbiglomus tortuosum sao classificadas como de ocorrencia "intermediaria". Ja Acaulospora scrobiculata, Acaulospora mellea, Rhizoglomus clarum, Gigaspora margarita, Fuscutata heterogama, Cetraspora pelucida e Ambispora leptoticha sao enquadradas na categoria "generalistas" por ocorrerem em todas as areas estudadas (Tabela 7).

As especies de FMA Glomus macrocarpum, Acaulospora foveata e Acaulospora mellea foram encontradas com maior frequencia, sendo que a primeira ocorreu em todas as areas nas duas epocas. Pouco ainda se sabe sobre a relacao de colonizacao de FMA e a diversidade de ambientes, isso justifica a dificuldade de entender a logica biologica das informacoes obtidas com esse trabalho para esse grupo de indicador.

Outra questao que precisa ser reforcada esta relacionada a sensibilidade do indicador para descrever o fenomeno da mudanca ambiental/uso nesse trabalho. A serapilheira e a fauna edafica foram mais sensiveis as mudancas impostas pela alteracao na vegetacao do que os FMA e, um acompanhamento das mudancas ao longo do tempo, e ajustes metodologicos podem ser importantes para que esse fato seja melhor compreendido.

Conclusoes

O sistema agroflorestal proporcionou a entrada de serapilheira rica em N e uma colonizacao da fauna, nao somente na sua area de implantacao, mas tambem nas areas proximas. O SAF desempenhou um papel de fonte para a fauna do solo, fornecendo estes animais para a matriz circundante. Tal resultado indica que os beneficios trazidos pelo SAF, nao se restringem ao local de plantio, mas proporciona melhorias de dentro, para fora do sistema.

Os fungos micorrizicos foram sensiveis as alteracoes sazonais das epocas avaliadas, porem, nao houve diferenca entre as areas para os indices ecologicos avaliados e na ocorrencia de especies. Sugere-se, em virtude do resultado encontrado, que outros metodos de avaliacao da presenca de FMA sejam utilizados em estudos semelhantes.

A partir dos indicadores utilizados, esta proposta de SAF pode ser indicada para proprietarios rurais no intuito de aliarem restauracao florestal, aos seus interesses agricolas.

Agradecimentos

Os autores agradecem ao CNPq, a CAPES, a Embrapa Agrobiologia por todo apoio e aos revisores ad hocs da revista Ciencia Florestal, por todas as sugestoes de melhoria do artigo.

Referencias

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Eline Matos Martins (I), Eliane Ribeiro da Silva (II), Eduardo Francia Carneiro Campello (II), Sandra Santana de Lima (III), Camila Pinheiro Nobre (IV), Maria Elizabeth Fernandes Correia (V), Alexander Silva de Resende

(I) Biologa, Dra., Universidade Federal de Goias, Departamento de Ecologia, Laboratorio de Biogeografia da Conservacao, Av. Esperanca s/n, Campus Samambaia, CEP 74690-900, Goiania (GO), Brasil. elinematosmartins@gmail.com (ORCID: 0000-0001-5334-1958)

(II) Engenheiro(a) Florestal, Dr(a.), Pesquisador da Embrapa Agrobiologia, BR 465 km 07, CEP 23891-000, Seropedica (RJ), Brasil. eliane.silva@embrapa. br (ORCID: 0000-0002-9180-9870) / eduardo.campello@embrapa.br (ORCID: 0000-0003-4484-9738)/ alexander.resende@embrapa.br (ORCID: 0000-0002-1433-9203)

(III) Biologa, Dra., Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rod. BR 465, Km 07, s/n - Zona Rural, CEP 23890-000, Seropedica (RJ), Brasil. sandra. biologa@hotmail.com (ORCID: 0000-0003-3599-8344)

(IV) Engenheira Agronoma, Dra., Pesquisadora do Programa de Pos-Graduacao em Agroecologia, Universidade Estadual do Maranhao, Cidade Universitaria Paulo VI, Av. Lourenco Vieira da Silva, 1000, Jardim Sao Cristovao, CEP 65055-310, Sao Luis (MA), Brasil. camilaenobre@yahoo.com. br (ORCID: 0000-0001-8137-7456)

(V) Biologa, Dra., Pesquisadora Embrapa Agrobiologia, BR 465 km 07, CEP 23891-000, Seropedica (RJ), Brasil. elizabeth.correia@embrapa.br (ORCID: 0000-0003-1919-6659)

Submissao: 14/09/2017 Aprovacao: 23/09/2018 Publicacao: 30/06/2019

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509829050
Tabela 1--Analise quimica do solo (0-10 cm) das areas de mata, sistema
agroflorestal e pastagem utilizadas nesse estudo, Seropedica - RJ.
Table 1--Soil chemical analysis (0-10 cm) at the evaluated areas of
forest fragments, agroforestry system and pasture, Seropedica, RJ state.

Areas / profundidade   pH [H.sub.2]O   [Al.sup.+3]   Ca+Mg
0-10 cm                                [Cmol.sub.c] [dm.sup.-3]

Mb                     4,8             0,5           2,0
SAF C1                 4,9             0,2           1,4
SAF C3                 5,6             0,0           3,0
Mt                     5,0             1,0           6,9
Pd                     5,5             0,0           1,7

Areas / profundidade   P      [K.sup.+]   C      MO     N
0-10 cm                 mg [dm.sup.-3]     g [kg.sup.-1]

Mb                     11,0    19          7,9   13,0   0,9
SAF C1                 11,0    30          5,4    9,0   0,7
SAF C3                 13,0    44          6,5   11,3   0,8
Mt                     19,0   113         16,    27,0   1,3
Pd                      9,0    36          4,5    7,0   0,5

Em que: pH em agua na relacao 1:2,5 (solo:agua); Al, Ca, Mg (trocaveis
extraidos com KCl 1 mol [L.sup.-1], analisados por titulometria); P, K
(extraidos pelo extrator Mehlich-1 e analisados por colorimetria); C
(titulometria oxi-reducao) e N (pelo metodo de Kjeldahl), segundo
EMBRAPA (1997). Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; SAF C1
= Transecto 1 no sistema agroflorestal; SAF C3 = Transecto 3 no sistema
agroflorestal; Mt = Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd =
pasto distante do corredor agroflorestal.

Tabela 2--Abundancia, riqueza e equabilidade da fauna do solo em epocas
seca e chuvosa, Seropedica - RJ.
Table 2--Soil fauna abundance richness and Pielou equitability (P), of
the fauna groups number collected rainy season data, Seropedica, RJ
state.

Tratamentos   Ind. Arm. [dia.sup.-1]              Riqueza total
              ([+ or -] erro padrao)
              Seca              Chuvosa           Seca   Chuvosa

Mb             19[+ or -]2 b     50[+ or -]13c    23     28
P1            180[+ or -]55a    150[+ or -]21a    19     19
SAF C1        246[+ or -]49a    147[+ or -]26a    24     23
P2            210[+ or -]41a    145[+ or -]22a    18     24
SAF C 2       153[+ or -]26a    140[+ or -]16a    24     27
P3            125[+ or -]29ab   117[+ or -]21a    22     22
SAF C3        197[+ or -]51a    112[+ or -]13ab   21     26
Mt             28[+ or -]7b      53[+ or -]16bc   24     23
Pd            -                  46[+ or -]4c     -      20

Tratamentos   Riqueza Media     Indice Pielou
              Seca    Chuvosa   Seca   Chuvosa

Mb            10,7a   15,7ab    0,58   0,59
P1            11,8a   15,8ab    0,32   0,56
SAF C1        12,7a   14,8ab    0,19   0,48
P2            12,0a   17,0a     0,32   0,48
SAF C 2       12,6a   15,9ab    0,25   0,33
P3            12,8a   16,2a     0,35   0,60
SAF C3        13,1a   16,3a     0,22   0,56
Mt            13,1a   12,7b     0,54   0,44
Pd            -       14,6ab    -      0,66

Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; P1 = Transecto 1 na
pastagem; SAF C1 = Transecto 1 no sistema agroflorestal; P2 = Transecto
2 na pastagem; SAF C2 = Transecto 2 no sistema agroflorestal; P3 =
Transecto 3 na pastagem; SAF C3 = Transecto 3 no sistema agroflorestal;
Mt = Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd = pasto distante do
corredor agroflorestal; Ind. Arm. [dia.sup.-1] =
Individuo/armadilha/dia. Medias seguidas pela mesma letra na coluna nao
diferem entre si pelo teste de Bonferroni a 5% de probabilidade.

Tabela 3--Medias da abundancia (Ind. Arm. [dia.sup.-1]) dos grupos de
fauna do solo nos diferentes locais e nas duas epocas de coleta.
Table 3--Soil fauna abundance of the fauna groups number collected
rainy season data, Seropedica, RJ state.

Grupos              Epoca     Mb        P1        C1        P2

                    Seca       37Aba     85 Ab     94 Aa     99 Aa
Acari                                                       101
                    Chuvosa    29 Ca    160 ABa   263 Aa    ABa
                    Seca        3 Ab      7 Ab      3 Ab      6 Ab
Araneae             Chuvosa    12 Aa     26 Aa      7 Aa     29 Aa
Coleoptera          Seca        3 Bb     13 ABa    25 Aa     32 Aa
                    Chuvosa    18 Aa     30 Aa     14 Aa     25 Aa
                    Seca        2 Ab      1 Ab      2 Ab      3 Ab
Diptera             Chuvosa    12 Aba    16 Aa     15 Aa     23 Aa
                                                   41
Entomo-bryomorpha   Seca       10 BCb    69 Ab     ABb      113 Ab
                                                  514       625
                    Chuvosa    90 Ca    557 ABa   ABa       ABa
                                                   22
Formicidae          Seca       50 Ab     52 ABb    ABb       23 ABa
                              117                  45        50
                    Chuvosa   ABCa      109 Aa    ABCa       ABCa
                    Seca        1 Ab      8 Ab      4Ab       3 Ab
Hymenoptera
                    Chuvosa     3 Ba     34 Aa     11 ABa    31 Aa
                    Seca        1 Ab      2 Aa      2 Ab      4 Aa
Isopoda
                    Chuvosa     4 ABa     3 ABa     7 ABa     3 ABa
                                                 1508      1150
                    Seca       13 Cb    980 ABa   Aa         Aa
Poduromorpha
                                                  104
                    Chuvosa    39 ABa    24 Bb     ABb       25 Bb
                    Seca        6 Bb     41 ABa    16 ABa    32 ABa
Symphypleona                   10                  17
                    Chuvosa   ABCa       37 ABa    ABCa      41 Aa

Grupos              C2       P3        C3         Mt       Pd

                     92 Aa    92 Aa     92 Aa     13 Ba    -
Acari                        121        76                 78
                     36 BCb  ABa       ABCa       25 Ca    ABC
                      4 Aa     3 Ab      2 Ab      4 Ab     -
Araneae               6 Aa    18 Aa      9 Aa      7 Aa     7 A
Coleoptera            9 ABb   12 ABa    25 Aa      9 ABb    -
                     15 Aa    15 Aa      9 Aa     15 Aa    17 A
                      1 Ab     5 Ab      2 Ab      3 Aa     -
Diptera              18 Aa    21 Aa     13 ABa     6 ABa    3 B
                     26                 40
Entomo-bryomorpha   ABCb      91 Ab     ABCb       9 Cb     -
                             336       314       250
                    755 Aa   ABCa      ABCa       BCa      92 C
                                                  13
Formicidae           10 Bb     9 Bb      8 Bb     ABa      -
                             159       135                 59
                     24 BCa   ABa       ABCa      16 Ca    ABC
                      1 Ab     2 Ab      2 Ab      1 Aa     -
Hymenoptera
                      9 ABa   20 Aa     10 ABa     1 Ba    13 AB
                      9 Aa     2 Ab      4 Ab      2 Ab     -
Isopoda
                     16 Aa     9 Aa     12 Aa      8 Aa     1 B
                             620      1173        30
                    871 Aa   ABCa      Aa        BCa        -
Poduromorpha
                     57 ABb   44 ABb   144 Ab     34 Ba    31 B
                     35 ABa   27 ABa    12 Bb    104 Aa    -
Symphypleona                  15
                     20 ABa   ABCa      33 ABa     7 BCb    1 C

Letras iguais maiusculas na mesma linha (entre areas) ou minusculas na
mesma coluna (entre epocas) nao diferem entre si significativamente a
5% de probabilidade de acordo com teste de Kruskal-Wallis. Mb: mata
baixa; P1: transecto 1 no pasto; C1: transecto 1 no corredor; P2:
transecto 2 no pasto; C2: transecto 2 no corredor; P3: transecto 3 no
pasto; C3: transecto 3 no corredor; Mt: mata topo; Pd; Pasto distante.

Tabela 4--Atividade (individuo/armadilha/dia) dos grupos funcionais
microfagos, saprofagos, predadores e outros nao classificados,
Seropedica - RJ.
Tabela 4--Activity of edaphic fauna functional groups
(specimen/trap/day), microphages, saprophages, predators and others not
classified, Seropedica, RJ state.

Tratamentos   Micr?fagos              Saprofagos              Predadores
                                      Ind. Arm. [dia.sup.-1]
              Seca        Aguas       Seca      Aguas         Seca

Mb             1,00 c      2,50 c     0,03b     0,04ab        0,10b
P1            27,00ab     15,00 a     0,14ab    0,16 (a)      0,24a
SAF C1        25,00 a     11,00 ab    0,07ab    0,04ab        0,10b
P2            32,00 a     17,00 a     0,24a     0,15 (a)      0,22a
SAF C2        16,00 abc   14,00 a     0,22a     0,07ab        0,13ab
P3            18,00 ab    11,00 ab    0,19ab    0,08ab        0,12ab
SAF C3        20,00 ab     8,00 abc   0,13ab    0,02b         0,06b
Mt             4,00 bc     5,00 bc    0,11 ab   0,08ab        0,17ab
Pd            -            5,00 bc    -         0,00b         -

Tratamentos   Predadores  Outros
              Aguas       Seca      Aguas

Mb            0,20ab      2,70abc   12,20b
P1            0,60a       6,80a     26,10a
SAF C1        0,20ab      2,80abc    7,40b
P2            0,80a       6,20a     29,80a
SAF C2        0,10b       3,70ab     6,50b
P3            0,50a       3,30ab    20,50ab
SAF C3        0,20ab      1,60c      9,90b
Mt            0,10b       4,30ab     6,70b
Pd            0,10b       -          7,40b

Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; P1 = Transecto 1 na
pastagem; SAF C1 = Transecto 1 no sistema agroflorestal; P2 = Transecto
2 na pastagem; SAF C2 = Transecto 2 no sistema agroflorestal; P3 =
Transecto 3 na pastagem; SAF C3 = Transecto 3 no sistema agroflorestal;
Mt=Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd = pasto distante do
corredor agroflorestal. Medias seguidas pela mesma letra, na coluna,
nao diferem entre si pelo teste de Bonferroni a 5%.

Tabela 5--Serapilheira acumulada (Mg [ha.sup.-1]) e conteudo de
nitrogenio (kg [ha.sup.-1]) nas areas de mata, sistema agroflorestal e
pastagem, no periodo seco, Seropedica - RJ.
Table 5--Litter (Mg [ha.sup.-1]) and nitrogen content (kg [ha.sup.-1])
at the evaluated areas of forest, agroforestry system and pasture, in
the dry season, Seropedica, RJ state.

Locais   Folhas                                Galhos
         Massa Seca         Conteudo de N      Massa Seca
         (Mg [ha.sup.-1])   (kg [ha.sup.-1])   (Mg [ha.sup.-1])

Mb       2,9a               39,2a              3,8a
P1       1,7ab              20,5a              -
SAF C1   0,8ab              11,2a              1,2b
P2       2,5ab              26,8a              -
SAF C2   1,3ab              18,6a              1,3b
P3       2,0ab              22,2a              -
SAF C3   0,9ab              17,6a              2,2ab
Mt       0,6b                8,2a              3,3a
Pd       0,6ab               3,5a               -

Locais   Galhos             Total
         Conteudo de N      Massa Seca         Conteudo de N
         (kg [ha.sup.-1])   (Mg [ha.sup.-1])   (kg [ha.sup.-1])

Mb       43,6ab             6,9a               84,4a
P1       -                  1,7b               20,5bc
SAF C1   55,7a              2,4b               28,4abc
P2       -                  2,5b               26,8abc
SAF C2   11,4c              2,9 b              34,7abc
P3       -                  2,0b               22,2bc
SAF C3   23,0bc             3,4ab              45,6abc
Mt       65,0a              4,2ab              77,7a
Pd        -                 0,6b                3,5c

Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; P1 = Transecto 1 na
pastagem; SAF C1 = Transecto 1 no sistema agroflorestal; P2 = Transecto
2 na pastagem; SAF C2 = Transecto 2 no sistema agroflorestal; P3 =
Transecto 3 na pastagem; SAF C3 = Transecto 3 no sistema agroflorestal;
Mt = Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd = pasto distante do
corredor agroflorestal. Medias seguidas pela mesma letra, na coluna,
nao diferem entre si pelo teste de Bonferroni a 5%.

Tabela 6--Abundancia, riqueza total e frequencia media de ocorrencia
das especies de fungos micorrizicos arbusculares nas amostras de
esporos, Seropedica - RJ.
Table 6--Abundance, total richness and average frequency of arbuscular
mycorrhizal fungi species occurrence at spore samples, Seropedica, RJ
state.

Tratamentos   Abundancia total          Riqueza total /frequencia
              N. de esporos de FMA/50   (%) media de
              [cm.sup.3] de solo        ocorrencia das especies
                                        nas amostras
              Seca   Aguas              Seca      Aguas

Mb            2750   1500                5 (80)   6 (55)
P1            1900   2500                6 (44)   8 (42)
SAF C1        2450   1400                8 (33)   7 (33)
P 2           3500   1500                6 (45)   8 (40)
SAF C2        1100   1450               10 (40)   7 (35)
P3            2000   1350                8 (37)   8 (40)
SAF C3        1750   2000                8 (40)   7 (43)
Mt             900    950                9 (48)   4 (75)
Pd            -      2200                -        7 (47)

Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; P1 = Transecto 1 na
pastagem; SAF C1 = Transecto 1 no sistema agroflorestal; P2 = Transecto
2 na pastagem; SAF C2 = Transecto 2 no sistema agroflorestal; P3 =
Transecto 3 na pastagem; SAF C3 = Transecto 3 no sistema agroflorestal;
Mt = Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd = pasto distante do
corredor agroflorestal; FMA= Fungos micorrizicos arbusculares. Medias,
em cada coluna, nao diferem entre si pelo teste de Kruskal-Wallis (p >
0,05). Medias seguidas pela mesma letra, na coluna, nao diferem entre
si pelo teste de Bonferroni a 5%.

Tabela 7--Frequencia relativa de ocorrencia de especies de FMAs
encontradas nas areas estudadas.
Table 7--Relative frequency of occurrence of AMF species found in the
studied areas.

Genero/Especie      Tratamento
                    Mb          P1        C1        P2          C2
                    s     c     s    c    s    c    s     c     s    c

Acaulospora         100   100   67    0   33    0    0    17    17    0
foveata
Acaulospora          67     0   50   17    0    0   17     0    33   33
mellea
Acaulospora           0    33    0    0    0   33    0    33     0   17
morrowiae
Acaulospora rehmi     0     0    0    0    0    0    0     0     0    0

Acaulospora           0    33    0    0   17    0    0     0    17   33
scrobiculata
Acaulospora sp        0     0    0    0    0   17    0     0     0    0
Acaulospora           0     0    0    0    0   17    0     0     0    0
splendida
Acaulospora           0    33    0    0   17    0    0    17    33    0
tuberculata
Ambispora             0    33    0   17    0    0    0     0    33   33
leptoticha
Entrophospora         0     0    0    0    0    0    0    17     0    0
infrequens
Gigaspora             0     0    0   33    0    0    0     0     0    0
margarita
Gigaspora sp.        67     0   17   33   17   33   17     0     0    0
Rhizoglomus           0     0    0    0    0    0    0    17     0    0
aggregatum
Glomus clarum         0     0   17    0   17    0   17     0    33    0
Glomus              100   100   83   67   83   67  100   100   100   33
macrocarpum
Glomus sp             0     0    0    0   17    0   50     0    17    0
1(amarelo)
Glomus sp2.          67     0   33    0    0    0    0     0     0    0
(marrom)
Glomus sp.3           0     0    0   83    0   33    0    50     0   83
Sclerocystis          0     0    0    0    0    0    0    17     0    0
sinuosa
Corymbiglomus         0     0    0    0    0    0    0     0    17    0
tortuosum
Fuscutata             0     0    0   66    0   33    0     0     0    0
heterogama
Cetraspora            0     0    0   17    0    0    0     0     0   17
pellucida
Scutellospora sp.     0     0    0    0   67    0   67     0   100    0

Genero/Especie       Tratamento
                     P3          C3        Mt          Pd
                     s     c     s    c    s     c     s   c

Acaulospora          33    17    17    0   100     0         0
foveata
Acaulospora          83    33    67   83    33   100         0
mellea
Acaulospora           0    17     0   17     0     0         0
morrowiae
Acaulospora rehmi    17     0    17    0     0     0         0

Acaulospora          17     0    33   17     0     0        33
scrobiculata
Acaulospora sp        0     0     0    0     0     0         0
Acaulospora           0     0     0    0     0     0         0
splendida
Acaulospora           0    17     0    0     0     0        33
tuberculata
Ambispora            17    33    17   83    33    33        33
leptoticha
Entrophospora         0     0     0    0     0     0         0
infrequens
Gigaspora             0     0     0    0     0     0         0
margarita
Gigaspora sp.         0     0    50   17    67     0         0
Rhizoglomus           0     0     0    0     0     0         0
aggregatum
Glomus clarum         0     0     0    0    17     0         0
Glomus              100   100   100   67   100   100        33
macrocarpum
Glomus sp            17     0    17    0    50     0         0
1(amarelo)
Glomus sp2.           0     0     0    0     0     0         0
(marrom)
Glomus sp.3           0    83     0   17    17    67        33
Sclerocystis          0     0     0    0     0     0         0
sinuosa
Corymbiglomus         0     0     0    0     0     0         0
tortuosum
Fuscutata             0    17     0    0     0     0       100
heterogama
Cetraspora            0     0     0    0     0     0        67
pellucida
Scutellospora sp.    17     0     0    0    17     0         0

Mb = mata localizada na parte baixa da paisagem; P1 = Transecto 1 na
pastagem; SAF C1 = Transecto 1 no sistema agroflorestal; P2 = Transecto
2 na pastagem; SAF C2 = Transecto 2 no sistema agroflorestal; P3 =
Transecto 3 na pastagem; SAF C3 = Transecto 3 no sistema agroflorestal;
Mt = Mata localizada na parte alta da paisagem e Pd = pasto distante do
corredor agroflorestal. Dados das epocas seca (s) e chuvosa (c).
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Title Annotation:Artigos
Author:Martins, Eline Matos; da Silva, Eliane Ribeiro; Campello, Eduardo Francia Carneiro; de Lima, Sandra
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2019
Words:9214
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