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O CONSUMO AGUDO DE ERVA MATE AUMENTA O GASTO ENERGETICO DE HOMENS JOVENS SAUDAVEIS: UM ESTUDO PILOTO.

INTRODUCAO

A erva mate (Ilex Paraguariensis) e consumida principalmente nos paises Latino-Americanos (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), sendo o Brasil o segundo maior produtor da erva mate da America do Sul (Heck e De Mejia, 2007).

O mate apresenta diversas nomenclaturas, no Brasil e conhecido como "chimarrao", na Argentina e Uruguai como "mate" e no Paraguai como "terere" (Bracesco e colaboradores, 2011).

A erva mate apresenta diversos compostos fitoquimicos, sendo seus principais componentes o acido clorogenico, galocatequina, acido galico, 4,5 dicafeoil quinic e cafeina (Bracesco e colaboradores, 2011; Heck e De Mejia, 2007).

Alem desses compostos, tambem apresenta alcaloides purinicos (acido cafeico), saponinas, flavonoides (quercetina, kaempferol e rutina), aminoacidos, minerais (P, Fe e Ca) e vitaminas (C, B1 e B2) (Pomilio, Trajtemberg e Vitale, 2002; Zaporozhets e colaboradores, 2004).

O mate e ingerido principalmente na forma de infusao (Heck e De Mejia, 2007) e e consumido principalmente pelas suas propriedades farmacologicas (Bracesco e colaboradores, 2011), como aumento da capacidade antioxidante (Heck e De Mejia, 2007), reducao de colesterol (De Morais e colaboradores, 2009; Filip e Ferraro, 2003) e glicemia (Oliveira e colaboradores, 2008) e possivel diminuicao de peso (Alkhatib, 2014; Arcari e colaboradores, 2009; Martinet, Hostettmann e Schutz, 1999).

Sabe-se que a prevalencia de sobrepeso e obesidade esta aumentando consideravelmente (Ogden e colaboradores, 2006) e que a obesidade e uma das principais causas de doencas cardiovasculares (Lavie, Milani e Ventura, 2009).

A erva Ilex Paraguariensis tem sido estudada como fator anti-obesidade (Andersen e Fogh, 2001; Dickel, Rates e Ritter, 2007; Pittler, Schmidt e Ernst, 2005), entretanto, os estudos que avaliaram o consumo da erva mate sobre a perda de peso em humanos sao escassos (Kim e colaboradores, 2012, 2015).

Sugere-se que o efeito da erva mate sobre a perda de peso seja provavelmente devido as concentracoes de saponina, que agiria reduzindo a absorcao da gordura (Dickel e colaboradores, 2007), e/ou a cafeina, que contribuiria para a acao lipolitica (Dickel e colaboradores, 2007) e aumentaria o gasto energetico (Leijten e Van Breemen, 1984).

No nosso conhecimento, somente dois estudos avaliaram o efeito da erva mate sobre o gasto energetico (Alkhatib, 2014; Martinet e colaboradores, 1999).

Notou-se que os individuos que consumiram a erva mate diminuiram o quociente respiratorio, indicando maior oxidacao de gordura, entretanto, nao foi observado aumento no gasto energetico apos o consumo desta erva (Martinet e colaboradores, 1999).

Adicionalmente, um recente estudo demonstrou que o consumo da erva mate aumenta o gasto energetico e oxidacao de gordura durante o exercicio (Alkhatib, 2014), mas nao houve avaliacao dos individuos enquanto estavam em repouso.

Portanto, pelo fato de poucos estudos terem avaliado o efeito do consumo da erva mate sobre o gasto energetico (Alkhatib, 2014; Martinet e colaboradores, 1999), o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito agudo do consumo da erva mate sobre o gasto energetico de individuos adultos saudaveis.

MATERIAIS E METODOS

Sujeitos

Foram avaliados 9 adultos jovens e saudaveis, do sexo masculino, recrutados voluntariamente a participar do estudo.

O criterio de exclusao foi apresentar alguma intercorrencia clinica, como disturbios cardiorrespiratorios, doenca articular, doenca hepatica, doenca renal, processo inflamatorio e infeccioso, etilistas medicacao e esteroides anabolizantes.

Os individuos foram recrutados na propria universidade (graduandos e posgraduandos).

O tamanho da amostra foi baseado em outros estudos que analisaram os efeitos beneficos do cha mate (Matsumoto e colaboradores, 2009) e tambem de efeitos do consumo de ervas sobre o GER (Diepvens e colaboradores, 2005; Dulloo e colaboradores, 1999).

Adicionalmente, foi realizado o calculo do tamanho da amostra e observou-se o valor do poder do teste de 0,639.

Todos os individuos assinaram o termo de consentimento (resolucao 196/96 sobre "Pesquisas envolvendo seres humanos, do Conselho Nacional de Saude do Ministerio da Saude") e o projeto foi aprovado pelo comite de etica da Faculdade de Medicina da UNESP (protocolo 4097-2011).

Desenho do estudo

Realizou-se estudo cruzado, placebocontrolado e cada individuo completou dois experimentos. Durante o primeiro experimento os individuos ingeriram placebo (agua) e durante o segundo experimento, consumiu-se erva mate. Os dois experimentos foram separados por pelo menos por 7 dias (washout).

Consumo da bebida

O placebo foi constituido de 500 ml de agua em temperatura ambiente, enquanto que a erva mate foi o consumo de 5 g de erva mate soluvel, diluidos em 500ml de agua.

De acordo com o fabricante, o consumo de 5 g da erva corresponde a 1 litro de cha, portanto os individuos consumiram a bebida mais concentrada. Ambas as bebidas foram consumidas na temperatura ambiente.

Gasto energetico de repouso

A avaliacao do GER foi realizada por calorimetria indireta por meio do equipamento Cosmed FitMate[TM]. Os pacientes iniciaram o teste no periodo da manha, apos jejum de 12 horas, seis a oito horas de sono, sem atividade fisica intensa nas 24h precedentes ao exame.

O teste transcorreu em ambiente silencioso, com pouca iluminacao e temperatura controlada (Compher e colaboradores, 2006).

Houve periodo de aclimatacao de 10 minutos para estabilizacao das leituras, com posterior medicao do consumo de oxigenio durante 20 minutos (Isbell e colaboradores, 1991; Stokes e Hill, 1991).

Composicao corporal

A avaliacao antropometrica foi composta pelas medidas de peso corporal e estatura, de acordo com os procedimentos ja descritos anteriormente (Heyward e Stolarczyk, 2000), com posterior calculo do IMC.

O calculo da composicao corporal (percentual de gordura corporal (%G), massa livre de gordura (MLG) e massa muscular foram obtidos por meio do exame da impedancia bioeletrica em aparelho modelo (Biodinamics, modelo 450, USA).

O procedimento foi realizado apos 12 horas de jejum e os individuos foram orientados a permenecerem deitados 5 minutos antes da avaliacao.

A temperatura ambiente foi controlada (25[degrees]C) e os ornamentos foram previamente removidos. Adicionalmente, todos foram orientados a nao praticar exercicio e nao consumir alcool e cafeina 24 horas antes do teste para nao alterar a hidratacao.

A partir da resistencia em ohm obtida pela BIA foi calculada a MLG por meio de equacao (Segal e colaboradores, 1988). Utilizando os valores da MLG estimou-se a gordura absoluta (GA) pela subtracao do peso corporal menos a MLG e foi calculado o percentual de gordura.

A massa muscular tambem foi estimada por meio de equacao (Janssen e colaboradores, 2000) e posteriormente foi calculado o indice de Massa Muscular (IMM) dividindo a massa muscular (kg) pela estatura ao quadrado. O valor de normalidade adotado foi > 10,75 kg/[m.sup.2] (Janssen e colaboradores, 2004).

Protocolo experimental

Na manha do experimento, os individuos chegaram ao laboratorio as 7:00 da manha, apos 10 a 12 horas de jejum.

Foi realizada avaliacao da composicao corporal. A seguir, ingeriram 500 ml de agua ou cha e apos 1 hora foi realizado o gasto energetico de repouso durante 30 minutos.

Analise estatistica

Todos os dados foram expressos em media + DP. Foi utilizado o teste de t de student-pareado para comparacao do gasto energetico de repouso entre os grupos. Foi utilizado o programa SAS, version 9.1. Foi adotado o nivel de significancia de 5%.

RESULTADOS

Os individuos eram jovens, com marcadores de adiposidade dentro da normalidade (IMC e %G) e com baixa quantidade de massa muscular (Tabela 1).

Foi observado que uma hora apos o consumo de cha mate a maioria dos individuos apresentou aumento do gasto energetico, entretanto dois individuos apresentaram pouco ou nenhum efeito (individuos 1 e 3) (Figura 1).

Considerando a media de todos os individuos, foi observado que apos o consumo do cha mate houve aumento significativo do gasto energetico (~125 kcal ou 7,7%) (Figura 2).

DISCUSSAO

O principal achado do presente estudo foi que 1 hora apos o consumo de cha mate houve aumento do gasto energetico em aproximadamente 7,7 %.

O principal mecanismo proposto pelo aumento do gasto energetico apos o consumo da erva mate poderia ser via cafeina, substancia que esta presente na proporcao de 8% dos compostos organicos da erva (Bracesco e colaboradores, 2011).

Apesar do presente estudo nao ter quantificado os componentes do cha, um recente estudo quantificou os componentes do mesmo extrato e foi demonstrado que ha 15 mg/g de cafeina (Borges et al., 2013), o que resultou no consumo de 75 mg de cafeina.

A cafeina tem mostrado aumentar a atividade do sistema nervoso central, aumentando as concentracoes plasmaticas de adrenalina (Jeukendrup e Randell, 2011).

Estudos in vitro sugerem que a cafeina inibe a fosfodiesterase, enzima responsavel pela degradacao do AMP-c, o que aumentaria o gasto energetico e a oxidacao de gordura (Leijten e Van Breemen, 1984).

Apos o consumo da cafeina, observase o pico plasmatico desta substancia entre 30-90 minutos, alem disso, este composto apresenta meia vida de 4-6 horas (Jeukendrup e Randell, 2011).

Baseado nestas informacoes, os individuos consumiram a bebida uma hora antes da mensuracao do gasto energetico e pudemos observar o efeito desta substancia entre 1h a 1,5h apos o consumo do cha mate, informacao que justifica nossa escolha em mensurar o gasto energetico uma hora apos o consumo.

Outro interessante aspecto foi que apesar de ter sido demonstrado o efeito termogenico (valores medios), quando observado individualmente, alguns individuos nao obtiveram aumento do gasto energetico (individuos 1 e 3), enquanto alguns apresentaram aumento do gasto superior a 300 kcal (individuos 4 e 6) apos o consumo desta erva.

A cafeina e metabolizada no figado por meio do citocromo P450 (Butler e colaboradores, 1989), entretanto, essa metabolizacao apresenta grande variabilidade entre as pessoas (Gu e colaboradores, 1992; Rasmussen e colaboradores, 2002) e alguns individuos podem metabolizar este composto mais rapidamente (Sachse e colaboradores, 1999), o que justificaria os diferentes efeitos observados.

Alem do presente estudo, somente dois trabalhos avaliaram o efeito da erva mate sobre o gasto energetico (Alkhatib, 2014; Martinet e colaboradores, 1999). Marinet e colaboradores (1999) observaram que apos o consumo desta erva nao houve aumento do gasto energetico de repouso.

Por outro lado, Alkhatib (2014) observou aumento do gasto energetico apos o consumo da erva mate, entretanto, o gasto foi avaliado durante o exercicio e nao em repouso.

Portanto, o presente estudo foi o primeiro a demonstrar que ha aumento do gasto energetico apos o consumo da erva mate quando o individuo esta em repouso.

O principal objetivo de saber se ha aumento do gasto energetico apos o consumo desta erva seria para elucidar um dos mecanismos para o possivel efeito de perda ponderal. Ate o momento, poucos estudos avaliaram as implicacoes do consumo da erva mate na perda de peso (Kim e colaboradores, 2012, 2015).

O estudo mais recente suplementou a erva mate por meio de capsulas durante 12 semanas e concluiu que esta intervencao foi capaz de reduzir a gordura corporal quando comparado ao placebo (Kim e colaboradores, 2015).

Entretanto, estes dados devem ser interpretados com cautela, pois nao houve controle da pratica de atividade fisica entre os grupos, alem do grupo placebo ter aumentado o consumo calorico durante a intervencao, o que provavelmente resultou em beneficios na reducao de gordura no grupo que ingeriu a erva mate.

O segundo estudo (Kim e colaboradores, 2012) avaliou o efeito do consumo da erva mate durante 6 semanas em individuos sobrepeso e concluiu que houve reducao do percentual de gordura corporal.

Estes resultados tambem devem ser interpretados como precaucao, pois o grupo que ingeriu a erva mate consumiu menos caloria no inicio do estudo, comparado ao controle.

Apesar dos autores terem ajustado os resultados pelo valor da caloria ingerida no momento basal, a dieta nao foi avaliada no restante do estudo, o que demonstrou que nao houve controle dietetico correto.

Portanto, ainda nao ha consenso se a erva mate e eficaz para promover a perda de peso de forma significativa e mais estudos sao necessarios, principalmente a longo prazo, para comprovar este efeito.

Como foi mencionado anteriormente, o principal componente da erva mate que poderia aumentar o gasto energetico e a cafeina e sabe-se que o efeito desta substancia sobre o gasto energetico e reduzido quando consumido a longo prazo, pelo fato do nosso organismo aumentar a capacidade de metabolizacao (Jeukendrup e Randell, 2011).

Em estudo realizado com a administracao de outra erva (cha-verde) durante 3 meses, observou-se que o efeito a longo prazo sobre a perda de peso ocorreu somente nos individuos que nao tinham habito de consumir cafeina, mostrando que talvez o mesmo possa ocorrer nos individuos que consumiram o cha mate.

Apesar de ainda nao haver comprovacao cientifica do efeito para perda de peso, e importante lembrar que o consumo da erva mate deve ser estimulado por apresentar outros beneficios, como aumento da capacidade antioxidante (Heck e De Mejia, 2007) e reducao das concentracoes e oxidacao do LDL-c (Da Silva e colaboradores, 2008; Gugliucci, 1996).

O presente estudo apresenta algumas limitacoes. Primeiramente, o gasto energetico foi mensurado apenas durante 30 minutos e nao e possivel afirmar por quanto tempo o gasto energetico permaneceu elevado e qual foi o efeito no aumento do gasto energetico em 24 horas.

Adicionalmente, nao e possivel estabelecer uma relacao direta entre aumento do gasto energetico agudo com perda de peso a longo prazo.

Alem disso, os individuos ingeriram 5 g da erva mate soluvel, que corresponde a 1 litro de cha (de acordo com o fabricante) e e importante mencionar que devido ao elevado volume, esta quantidade nao faz parte de uma recomendacao nutricional da pratica clinica, e mais estudos sao necessarios observando o efeito termogenico com o consumo de doses menores.

Alem do mais, nos avaliamos poucos individuos e mais pesquisas com maior numero de pessoas sao necessarias. Por ultimo, nao e possivel extrapolar estes dados para outras populacoes (ex: obesos), pois avaliamos individuos jovens, eutroficos e saudaveis.

CONCLUSAO

Portanto, concluiu-se que o consumo agudo da erva mate aumentou o gasto energetico de homens saudaveis.

REFERENCIAS

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Erick Prado de Oliveira [1], Gabriel Augusto Torezan [2] Livia de Souza Goncalves [2], Jose Eduardo Corrente [3] Katia Cristina Portero McLellan [2], Roberto Carlos Burini [2]

[1-] Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Uberlandia-UFU, Minas Gerais, Brasil.

[2-] Centro de Metabolismo em Exercicio e Nutricao-CeMENutri, Departamento de Saude Publica, Faculdade de Medicina de Botucatu da UNESP, Sao Paulo, Brasil.

[3-] Departamento de Bioestatistica, Instituto de Biociencia da UNESP, Sao Paulo, Brasil.

E-mails dos autores:

erick_po@yahoo.com.br

gabrieltorezan@gmail.com

liviasouzagoncalves@gmail.com

jecorren@ibb.unesp.br

kaportero@yahoo.com.br

burini@fmb.unesp.br

Endereco para correspondencia:

Erick Prado de Oliveira.

Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Uberlandia-UFU. Campus Umuarama.

Av. Para, no 20 Bloco 2U. Uberlandia-MG.

Brasil

CEP: 38400-902

Recebido para publicacao em 17/02/2016

Aceito em 19/05/2016

Caption: Figura 1--Gasto energetico (kcal) individual apos consumo de agua e erva mate em individuos saudaveis.

Caption: Figura 2--Comparacao do gasto energetico (kcal) apos consumo de agua e erva mate em individuos saudaveis.
Tabela 1--Caracteristicas demograficas e antropometricas
dos participantes.

                                          Media [+ or -] DP

Idade (anos)                              27,7 [+ or -] 4,8
Peso (kg)                                 77,5 [+ or -] 12,7
Estatura (m)                              1,75 [+ or -] 0,1
Indice de Massa Corporal (kg/[m.sup.2])   25,2 [+ or -] 2,7
Gordura corporal (%)                      17,5 [+ or -] 2
Massa Muscular (kg)                       31,3 [+ or -] 5,1
Indice de Massa Muscular (kg/[m.sup.2])   10,2 [+ or -] 1
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Author:de Oliveira, Erick Prado; Torezan, Gabriel Augusto; Goncalves, Livia de Souza; Corrente, Jose Eduard
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Date:Sep 1, 2016
Words:3880
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