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Nutritional profile of teenagers practitioners of classical ballet in Guarapuava City-PR/Perfil nutricional de adolescentes praticantes de bale classico do municipio de Guarapuava/Parana.

INTRODUCAO

O bale classico teve inicio na Italia, no seculo XVI, e juntamente com a musica, a poesia e a mimica era empregado como diversao para os nobres italianos, sendo uma evolucao da danca primitiva. Atualmente, e uma atividade que prioriza, alem da beleza, um grande desempenho fisico, delicadeza e leveza (Correa, 2010; Pereira e colaboradores, 2010).

A rotina nessa pratica esportiva requer agilidade, flexibilidade e forca, visando o treinamento com enfase na sustentacao e no equilibrio, e esta inserido entre os esportes que preconizam o baixo peso e supervalorizam a estetica corporal (Rojas e Urrutia, 2008; Haas, Garcia e Bertoletti, 2010).

Do mesmo modo, as praticantes de bale classico podem vir a desenvolver a sindrome chamada "Triade da mulher atleta", que envolve desordens alimentares, amenorreia e osteoporose, e pode ter como consequencia irregularidades menstruais, deficiencia de ferro, anemia, injurias musculoesqueleticas e desmineralizacao ossea.

Alguns fatores como o deficit do consumo energetico, o treinamento fisico de alta intensidade e o baixo percentual de gordura corporal, podem estar relacionados ao inicio desses disturbios (Vilardi, Ribeiro e Soares, 2001; Rojas e Urrutia, 2008; Pereira e colaboradores, 2010).

Vale salientar tambem que o bale classico e comumente praticado por criancas e adolescentes, especialmente do genero feminino, e tem sido uma modalidade esportiva muito divulgada na sociedade (Amaral, Pacheco e Navarro, 2008).

Assim a atividade fisica correta, juntamente com a nutricao adequada, e de grande importancia na adolescencia para o crescimento e desenvolvimento normais e tambem para a reducao de possiveis doencas. Dentre algumas influencias positivas que o esporte oferece para o adolescente, destacase menor predisposicao a enfermidades, auxilio no equilibrio de consumo e gasto de calorias e vantagens na vida social (Vieira, Priore e Fisberg, 2002; Rosaneli e Donin, 2007).

E preciso considerar que para um melhor desempenho fisico dos bailarinos, a nutricao e a atividade fisica adequadas precisam estar em harmonia, contribuindo assim para a saude presente e futura dos mesmos (Fernandes, 2009).

O metabolismo energetico, a reparacao tecidual, o sistema antioxidante e a resposta imunologica, fatores importantes na atividade fisica intensa, necessitam de importantes nutrientes que talvez faltem na ingestao negativa de energia (Panza e colaboradores, 2007).

Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo avaliar o perfil nutricional de adolescentes do sexo feminino praticantes de bale classico do municipio de Guarapuava/Parana procurando fornecer dados nutricionais especificos a esta pratica esportiva.

MATERIAIS E METODOS

Descricoes, populacao e local de estudo

Trata-se de um estudo do tipo transversal, onde a coleta de dados foi realizada em abril e maio de 2012, em duas academias particulares de bale classico do municipio de Guarapuava--Parana, caracterizando uma amostra de 32 bailarinas classicas adolescentes, com faixa etaria entre 10 e 18 anos.

Questoes eticas

A obtencao de autorizacao nas academias foi por meio de um termo assinado pelos proprietarios responsaveis. As participantes que concordaram em participar do estudo tiveram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) assinado pelos responsaveis ou pelas mesmas quando a idade foi maior ou igual a 18 anos. Foram excluidos individuos do sexo masculino, criancas, jovens, adultos, os que se recusaram a assinar o TCLE, que praticam bale ha menos de um ano e que ensaiam menos que duas vezes por semana.

A coleta de dados do presente trabalho iniciou-se somente apos a aprovacao do projeto de pesquisa pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Estadual do Centro-Oeste (COMEP/UNICENTRO), atraves do Oficio no.438/2011.

Coleta de dados: avaliacao do estado nutricional e consumo alimentar

O estado nutricional das praticantes de bale classico foi avaliado por medidas antropometricas, dados de consumo alimentar e informacoes pessoais pertinentes a pesquisa.

A coleta de dados foi realizada nas proprias academias de danca, antes dos ensaios das mesmas, de acordo com o tempo disponivel dos alunos, em uma sala separada, individualmente, mediante autorizacao previa dos proprietarios das academias.

Os dados antropometricos de peso e estatura das bailarinas classicas foram coletados de acordo com o preconizado pelo Sistema de Vigilancia Alimentar e Nutricional SISVAN (2004). Para obtencao de peso foi utilizada uma balanca portatil da marca Camry[R].

Alem desses, duas dobras cutaneas foram avaliadas para todas as praticantes (tricipital e subescapular), aferidas com adipometro cientifico Sanny[R] de segundo metodologia de Harrison e colaboradores, 1991.

As medidas obtidas de peso e estatura foram utilizadas para o calculo do Indice de Massa Corporal (IMC). O IMC foi calculado considerando-se a razao peso atual (kg) e o quadrado da estatura ([m.sup.2]), e os resultados foram apresentados em kg/[m.sup.2]. Para classificacao e diagnostico do estado nutricional por meio do IMC, foram utilizados os pontos de corte para adolescentes propostos pela Organizacao Mundial da Saude --OMS (2007), atraves dos indices IMC/idade (IMC/I) e estatura para idade (E/I). Os dados antropometricos obtidos foram calculados com o auxilio do software WHO Anthro Plus, (2009).

A avaliacao da composicao corporal foi obtida atraves do percentual de gordura corporal segundo metodo descrito por Slaughter e colaboradores, (1988) e sua classificacao se deu segundo o padrao proposto por Deurenberg, Pieters e Hautuast, (1990).

A avaliacao do consumo alimentar foi obtida pelo valor medio entre diario alimentar habitual e diario alimentar atipico, onde coletou-se dados como horarios, alimentos e quantidades consumidas nos respectivos dias analisados.

As informacoes obtidas nos diarios alimentares habitual e atipico foram convertidas em volumes (mililitros e gramas) ou medidas caseiras. Para os calculos de micro e macronutrientes e analise dietetica utilizou-se o software de avaliacao nutricional Programa AvaNutri 4.0 Revolution[R] (Santana, 2009).

Para avaliacao da adequacao da alimentacao, foi realizada a comparacao das calorias calculadas com a necessidade energetica diaria do avaliado calculada atraves das formulas propostas pelas Dietary Reference Intakes (DRIs, 2002). Apos a analise dietetica, a ingestao energetica e de alguns micronutrientes (ferro, calcio, fosforo, zinco, sodio e vitaminas A, D, C, E, B12 e acido folico) foram comparadas de acordo com o preconizado pelas Dietary References Intakes--DRI's, ja os macronutrientes foram analisados de acordo com as recomendacoes segundo a FAO/OMS (2007).

Analise dos dados

Para efeito de analise descritiva e estatistica as praticantes de bale classico foram divididas em dois grupos: Grupo 1: adolescentes com idade > 10 anos e [less than or equal to] 14 anos; e Grupo 2: adolescentes com idade > 15 e <18 anos. Para tabulacao de dados e analise descritiva dos mesmos foi utilizado o programa Microsoft Excel de 2003. Para analise estatistica dos dados utilizou-se o Programa Estatistico SPSS[R] versao 20.0.

O teste de Mann Whitney foi aplicado para verificar possiveis diferencas entre os grupos, utilizando o intervalo de confianca de 95%. Fixou-se o nivel de rejeicao da hipotese de nulidade (p<0,05).

RESULTADOS

O presente estudo identificou dados sobre as caracteristicas antropometricas e dieteticas de 32 praticantes de bale classico de academias do municipio de GuarapuavaParana. Foram avaliados individuos somente do genero feminino.

A faixa etaria das participantes do estudo incluia a idade minima de 10 anos e maxima de 18 anos, sendo a media de 12,87 [+ or -] 2,14 anos de idade. O Grupo 1 representou 78,1% (n=25) das adolescentes avaliadas, sendo que o Grupo 2 foi constituido por 21,9% (n=07).

Em relacao ao Indice de Massa Corporal para a idade, encontrou-se uma media geral de 18,9 [+ or -] 2,6kg/[m.sup.2] e constatou-se que 25 (78,1%) dos individuos avaliados encontravam-se em eutrofia. Observou-se tambem na divisao do grupo por idade, que o grupo de menor faixa etaria incluiu 3 (75%) das 4 adolescentes que encontravam-se em magreza, bem como todas as participantes (100%) classificadas como sobrepeso.

Com relacao ao percentual de gordura corporal (%GC) das participantes verificou-se uma media de 21,7 [+ or -] 4,8% para a populacao geral, com o valor minimo de 12,8% e o maximo de 34,4%. As adolescentes do Grupo 1 apresentaram uma media de 21,1 [+ or -] 5,2% de gordura corporal, enquanto no Grupo 2 este valor foi 21,7 [+ or -] 4,0%.

Verificou-se ainda, que 09 (28,1%) avaliadas apresentaram sobrepeso por meio do percentual de gordura corporal, sendo que dentre essas, 07 pertencem ao Grupo 1, ou seja, com idade entre 10 e 14 anos. Por outro lado, outras 22 (68,7%) tiveram seu percentual de gordura corporal classificado como saudavel.

De acordo com o dia alimentar habitual avaliado (media de dois dias, um semanal e outro atipico), obteve-se uma media da ingestao energetica de 2233 [+ or -] 720,4kcal, sendo o minimo e o maximo encontrados de 733 kcal e 4264 kcal, respectivamente. Quanto as necessidades energeticas, observou-se a media de 2254 [+ or -] 176,9kcal, um minimo de 1802 kcal e maximo de 2563 kcal (Figura 1).

[FIGURE 1 OMITTED]

Quanto ao consumo energetico, constatou-se (Tabela 1) uma significativa inadequacao na quantidade energetica consumida, bem como o consumo de carboidrato estava abaixo do recomendado para a maioria das praticantes, e o consumo de proteinas e lipidios estava com o consumo acima do recomendado.

Na Tabela 2, pode-se visualizar a media de ingestao de alguns micronutrientes (vitaminas e minerais) avaliados do grupo pesquisado. Percebeu-se grande inadequacao nas quantidades ingeridas para todos os micronutrientes, em especial para o calcio e a vitamina D, onde 29 (90,6%) participantes ingerem abaixo da recomendacao. Dentre as vitaminas antioxidantes estudadas observouse um percentual de ingestao acima do recomendado para vitamina C, com valor de 59,4%, sendo que a vitamina A era ingerida abaixo do recomendado por 53,1% dos participantes. O unico micronutriente que obteve 100% de ingestao abaixo do recomendado foi o acido folico. O ferro e o zinco, minerais importantes, estavam com o consumo abaixo do recomendado por 11 (34,4%) e 12 (37,5%) das avaliadas, respectivamente.

DISCUSSAO

O presente estudo encontrou como media do IMC o valor de 18,9Kg/[m.sup.2] e classifica a maioria das adolescentes (78,1%) como eutroficas, dados diferenciados foram encontrados por Arroyo e colaboradores (2009), onde ao avaliar bailarinas entre 8 e 12 anos, encontrou que 84,8% apresentaram valores de IMC abaixo da media para idade.

Contudo, sendo o IMC um indicador simples do estado nutricional, pois nao diferencia gordura corporal de massa magra, faz-se necessario associar este parametro com outros indicadores de avaliacao da composicao corporea (Amaral, Pacheco e Navarro, 2008; Ribeiro e colaboradores, 2009).

Dessa forma, o metodo de percentual de gordura corporal por meio das dobras cutaneas, demonstrou que a maioria das praticantes (68,7%), em ambos os grupos, encontrava-se em adequacao. No entanto, nota-se que o grupo 1 obteve 28% das bailarinas com um percentual de gordura acima do recomendado, diferenciando dos dados encontrados por Ferraz e colaboradores (2007), que encontrou como media 11,48% de gordura corporal em seu estudo com criancas e adolescentes da ginastica ritmica.

Hergenroeder citado por Juzwiak, Paschoal, Lopez (2000), afirma que durante a puberdade, meninos e meninas aumentam a gordura corporal, o que pode explicar o fato das bailarinas do grupo 1 apresentarem uma maior quantidade de gordura corporal.

Com relacao a ingestao energetica o atual estudo demonstrou que as bailarinas de uma maneira geral estao consumindo uma quantidade adequada de energia (99%), porem o consumo de carboidrato encontra-se abaixo do recomendado e o consumo de proteinas e lipidios encontra-se acima do recomendado para a maioria das praticantes de bale.

Guimaraes e colaboradores (2007), afirmam que a atividade fisica bem organizada em conjunto com a nutricao adequada afetam positivamente o crescimento e desenvolvimento na adolescencia e tambem reduz o risco de morbidades. Por isso, uma inadequacao entre consumo e necessidade energetica pode afetar a saude geral e acarretar diversos transtornos.

Em seu estudo com adolescentes atletas de voleibol, Dias e Bonatto (2011), encontraram que o consumo de carboidrato ficou em torno de 378g, quando a recomendacao era de 430g.

Duhamel e colaboradores (2006) afirmam que a ingestao baixa de carboidratos leva a fadiga precoce e falta de rendimento durante os treinos de alta intensidade.

Em um estudo realizado por Vargas, Bernardi e Gallon (2011), com bailarinas adolescentes, encontrou-se a media de 1,32 gramas por quilo de peso, dados inferiores ao atual estudo, onde encontrou-se 1,4 gramas por quilo de peso. No entanto, como a adolescencia e uma fase de intenso crescimento e desenvolvimento de orgaos e tecidos, a demanda de proteina torna-se maior, e a ingestao proteica deve ser maior que o gasto, ou seja, ter um balanco nitrogenado positivo (Dolinsky, 2010).

Neste estudo, 71,9% das adolescentes avaliadas estavam com o consumo lipidico elevado. Quando avaliou-se o consumo alimentar de adolescentes da rede publica de ensino de uma cidade paranaense, Bertin e colaboradores (2008), encontrou que 44,4% das meninas tinham um consumo lipidico elevado.

Azevedo e Ribeiro (2007) em seu estudo com atletas adolescentes de ginastica artistica encontrou um balanco energetico negativo, relacionando esse dado ao fato das mesmas adolescentes apresentarem uma baixa quantidade de gordura corporal, porem, como a quantidade energetica pesquisada encontrou-se adequada acredita-se que o alto consumo lipidico pode ter contribuido para uma quantidade de gordura corporal acima do recomendado.

Comparou-se a ingestao de diversos micronutrientes com as necessidades e a inadequacao encontrada foi semelhante aos dados encontrados por Amaral, Pacheco e Navarro (2008), onde a ingestao de vitamina A foi deficiente por 62,5% das adolescentes e 62,5% apresentaram uma ingestao de vitamina C acima do recomendado.

Fernandes (2009), em estudo realizado com bailarinas com media de 15,6 anos de idade, encontrou um consumo medio de 351,28mg de calcio/dia e 10,35pg/dia de vitamina D. Dados semelhantes ao de vitamina D foram encontrados, sendo de 11,8mg/dia, porem dados inferiores para calcio, sendo que na presente pesquisa encontrou-se o valor de 622,7mg/dia. Contudo, 29 (90,6%) das avaliadas consumiam tanto calcio como vitamina D abaixo do recomendado.

A vitamina D contribui fortemente no metabolismo do calcio, por isso uma dieta pobre nesses nutrientes pode acarretar consequencias na formacao do esqueleto e processo de crescimento e desenvolvimento em adolescentes (Dolinsky, 2010).

Ao avaliar a ingestao do micronutriente ferro, encontrou-se que 11 (34,4%) das avaliadas consumiam uma quantidade inadequada do mineral. Visto que o ferro e um mineral importante para a formacao das celulas vermelhas sanguineas que transportam o oxigenio, a quantidade insuficiente desse mineral possibilitara resultados negativos no treinamento (Sousa, 2006).

No estudo de Nishimori e colaboradores (2008), realizado com atletas de futebol feminino, a media de ingestao do mineral ferro foi de 11,68 [+ or -] 3,88mg.

O acido folico (vitamina B9) foi a unica vitamina cuja ingestao mostrou-se inadequada em 100% das bailarinas estudadas. Esta vitamina estimula a funcao cardiaca, por ser vasodilatadora, e melhora o desempenho atletico por melhorar o fluxo sanguineo. Mulheres com deficiencia de acido folico apresentam maior risco para desenvolver amenorreia, uma vez que a dilatacao dos vasos sanguineos nestas apresenta-se reduzida, semelhante as mulheres posmenopausa (Hoch, 2010).

Em relacao ao mineral zinco, percebeu-se que das avaliadas, 37,5% estavam com o consumo abaixo do recomendado.

Nishimori e colaboradores (2008) encontrou em seu estudo com atletas femininas o consumo medio de 8,36mg de zinco. O zinco e um mineral importante envolvido no processo respiratorio celular, e quando ingerido de forma insuficiente por atletas podem acarretar diversos problemas, dentre eles perda de peso significativa, fadiga e queda no rendimento (SBME, 2009).

Outro aspecto importante e que deve ser observado, e a associacao de fatores que podem levar a incidencia da sindrome chamada "Triade da Mulher Atleta".

De acordo com Perini e colaboradores (2009), essa sindrome pode ocorrer principalmente entre praticantes de esportes que defendem o baixo percentual de gordura para um bom desempenho, e a presenca dos tres ou de algum dos componentes dessa pode acarretar diversos problemas.

Leitao e colaboradores (2000) afirma que a triade da mulher atleta nao ocorre somente em mulheres que participam de competicoes, mas tambem em praticantes de atividade fisica de forma recreacional, sendo cada vez mais comum entre adolescentes.

CONCLUSAO

No presente estudo, pode-se observar que a maioria das bailarinas encontrava-se eutrofica em relacao a massa corporal total e o percentual de gordura corporal, porem, verificou-se a ingestao de alguns nutrientes inadequada. Dentre eles destaca-se a ingestao de carboidrato abaixo do recomendado, sendo esse um dado preocupante levando em conta a importancia da ingestao glicidica no ambito da atividade fisica.

Com relacao aos micronutrientes foram encontradas deficiencias importantes na pratica de atividade fisica como calcio, ferro, zinco e vitamina D, podendo acarretar diversos problemas caso nao haja uma intervencao.

E de extrema importancia a realizacao de mais estudos com a populacao de bailarinas, sendo esse um grupo muito suscetivel a influencia do meio em que vive para a manutencao de peso e habitos alimentares inadequados, o que pode levar a deficiencia de nutrientes muito importantes, em especial para a fase da adolescencia. Por isso faz-se necessario acompanhamento e orientacao nutricional constantes a essa populacao, maximizando o rendimento esportivo e garantindo saude e qualidade de vida as mesmas.

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Recebido para publicacao em 27/11/2012

Aceito em 28/12/2012

Camila Pereira Dourado [1], Juliana Lopes dos Santos [1], Bruno Moreira Soares [2], Indiomara Baratto [3], Elisvania Freitas dos Santos [4], Gabriela Datsch Bennemann [4]

[1]--Graduanda do curso de Nutricao da Universidade Estadual do Centro Oeste-Unicentro.

[2]--Nutricionista Prefeitura Municipal de Pitanga.

[3]--Nutricionista pos graduanda em nivel de mestrado em Obstetricia da Universidade Federal de Sao Paulo-Unifesp.

[4]--Docente. Departamento de Nutricao da Universidade Estadual do Centro Oeste-Unicentro.

Email: gabibennemann@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Gabriela Datsch Bennemann

Avenida Brasil, 1119, Bairro Coasul Sao Joao-PR

CEP: 85.570-000
Tabela 1--Avaliacao da ingestao de macronutrientes, fibras e do valor
energetico total (VET)

                        Media [+ or -] DP *   Abaixo

                                              N     %

Energia (Kcal)          2233 [+ or -] 720,4   15   46,9
Energia (Kcal/Kg) **    50,2 [+ or -] 19,6    1    3,2
Carboidrato (%)          50,5 [+ or -] 6,5    21   65,6
Carboidrato(g/Kg) ***    5,9 [+ or -] 2,5     10   31,3
Proteina (%)             14,9 [+ or -] 3,0    1    3,2
Proteina (g/Kg)          1,4 [+ or -] 0,8     1    3,2
Lipidio (%)              33,1 [+ or -] 5,9    0     0
Lipidio (g/Kg)           1,5 [+ or -] 1,0     1    3,2
Fibras (g)               12,8 [+ or -] 9,0    30   93,7

                        Adequado    Acima

                        n     %     n     %

Energia (Kcal)          8     25    9    28,1
Energia (Kcal/Kg) **    6    18,7   25   78,1
Carboidrato (%)         11   34,4   0     0
Carboidrato(g/Kg) ***   14   43,7   8     25
Proteina (%)            17   53,1   14   43,7
Proteina (g/Kg)         2    6,2    29   90,6
Lipidio (%)             9    28,1   23   71,9
Lipidio (g/Kg)          1    3,2    30   93,6
Fibras (g)              0     0     2    6,3

* DP: desvio=padrao ** Kcal por quilograma de peso *** g/Kg: gramas
por quilograma de peso

Tabela 2--Avaliacao da ingestao de micronutrientes

Nutriente                 VR **                     IG ***

                 9 a 13        14 a 18          x [+ or -] DP *
                  anos          anos

Ferro (mg)         8mg          15mg         10,7mg [+ or -] 4,6mg
Calcio (mg)      1300mg        1300mg      622,7mg [+ or -] 358,5mg
Fosforo (mg)     1250mg        1250mg      966,8mg [+ or -] 402,3mg
Zinco (mg)         8mg           9mg         9,3mg [+ or -] 5,3mg
Sodio (mg)       1500mg        1500mg      2030,2mg [+ or -] 896,5mg
Vit. A             600           700       996,3RE [+ or -] 450,6RE
  (mcgRE)
Vit. D         15[micro]g    15[micro]g     11,8ug [+ or -] 29,4pg
  ([micro]g)
Vit. C (mg)       45mg          65mg        73,3mg [+ or -] 57,3mg
Vit. E (MG)       11mg          15mg        17,7mg [+ or -] 12,6mg
Vit. B12       1,8[micro]g   2,4[micro]g     4,7ug [+ or -] 7,6ug
  ([micro]g)
Ac. Folico     300[micro]g   400[micro]g    117,7ug [+ or -] 60,4ug
  ([micro]g)

Nutriente        Abaixo

               n     %

Ferro (mg)     11   34,4
Calcio (mg)    29   90,6
Fosforo (mg)   24    75
Zinco (mg)     12   97,5
Sodio (mg)     10   31,3
Vit. A         17   53,1
  (mcgRE)
Vit. D         29   90,6
  ([micro]g)
Vit. C (mg)    11   34,4
Vit. E (MG)    11   34,4
Vit. B12       7    21,9
  ([micro]g)
Ac. Folico     32   100
  ([micro]g)

Nutriente       Adequado

               n    %

Ferro (mg)     8    25
Calcio (mg)    2   6,2
Fosforo (mg)   3   9,4
Zinco (mg)     4   12,5
Sodio (mg)     4   12,5
Vit. A         3   9,4
  (mcgRE)
Vit. D         0    0
  ([micro]g)
Vit. C (mg)    2   6,2
Vit. E (MG)    4   12,5
Vit. B12       2   6,2
  ([micro]g)
Ac. Folico     0    0
  ([micro]g)

Nutriente         Acima

               n     %

Ferro (mg)     13   40,6
Calcio (mg)    1    3,2
Fosforo (mg)   5    15,6
Zinco (mg)     16    50
Sodio (mg)     18   56,2
Vit. A         12   37,5
  (mcgRE)
Vit. D         3    9,4
  ([micro]g)
Vit. C (mg)    19   59,4
Vit. E (MG)    17   53,1
Vit. B12       23   71,9
  ([micro]g)
Ac. Folico     0     0
  ([micro]g)

* DP: desvio-padrao ** VR--Valor de referencia com base
nas DRIs (IOM, 2002; IOM, 2010) *** IG--ingestao dos
micronutrientes em relacao a alimentacao habitual.
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Author:Dourado, Camila Pereira; dos Santos, Juliana Lopes; Soares, Bruno Moreira; Baratto, Indiomara; dos S
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Sep 1, 2012
Words:4619
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