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Nutritional and environment aspects of canine obesity/Aspectos nutricionais e ambientais da obesidade canina.

INTRODUCAO

A obesidade e um disturbio nutricional que muitas vezes nao e diagnosticado como uma doenca. Em caes, ocorre quando o peso esta pelo menos 15% acima do ideal, consequente do acumulo excessivo de gordura corporal (BURKHOLDER & TOLL, 2000). A obesidade pode aumentar o risco de aparecimento de varias complicacoes (DIEZ & NGUYEN, 2006), tornando-se prejudicial a saude do cao, e pode resultar em reducao da sua qualidade de vida e da longevidade (MARKWELL et al., 1990; LAWLER et al., 2005). E uma enfermidade universal de prevalencia crescente, sendo um dos principais problemas de saude publica nos tempos atuais (MANCINI, 2001). A manutencao do peso corporal ideal e fator determinante para manutencao da saude, bem estar e qualidade de vida. Em situacoes que ocorrem desequilibrio entre a ingestao calorica e a diminuicao da pratica da atividade fisica ocorre a obesidade (SALVE, 2006).

Assim como nos humanos, o excesso de peso corporal vem se tornando uma preocupacao frequente na medicina veterinaria (BLAND et al., 2010). Fatores relacionados com os proprietarios tambEm sao identificados como fatores de risco no desenvolvimento da obesidade em caes (LUND et al., 2006; BLAND et al., 2010; COURCIER, et al., 2010). O habito alimentar dos caes e gatos passou por mudancas nas ultimas decadas, devido a influencia do homem; tornou-se comum a alimentacao desses animais com petiscos e guloseimas.

Desta forma, tendo em vista a importancia do reconhecimento da obesidade em caes, as consequencias causadas e a falta de estudos no pais, este estudo teve como objetivo realizar uma enquete, por meio de entrevistas aos proprietarios, a fim de obter informacoes sobre o perfil dos animais obesos e os aspectos nutricionais e ambientais envolvidos no desenvolvimento da obesidade em caes.

MATERIAL E METODOS

Para realizacao da enquete, foram realizadas 254 entrevistas com proprietarios de caes com sobrepeso ou obesos, atendidos nos Hospitais Veterinarios da Universidade Estadual Paulista, em Jaboticabal--SP e Universidade Federal de Vicosa--MG. Os proprietarios foram esclarecidos sobre a pesquisa e voluntariamente responderam ao questionario.

Para a selecao dos caes, foi utilizada a escala de classificacao de escore de condicao corporal (ECC) de nove pontos, descrita por LAFLAMME (1997), sendo selecionados os caes com ECC entre 6 e 9. Os proprietarios tambem foram questionados quanto a condicao corporal de seus caes. O questionario foi composto por 22 perguntas objetivas de multipla escolha e de facil compreensao. As perguntas foram lidas pelo entrevistador e, quando necessario, foram especificadas as alternativas para a resposta.

Posteriormente, os dados foram codificados e tabulados em planilhas do Microsoft Excel e foi feita a analise e descricao dos resultados. Foi realizada uma analise estatistica de frequencia. Para as correlacoes entre as questoes, foi utilizado o coeficiente de correlacao de Spearman. Utilizou-se nivel de significancia de 5%.

RESULTADOS E DISCUSSAO

A distribuicao do ECC, determinado pelo entrevistador, dos 254 caes com sobrepeso ou obesos incluidos na enquete foi a seguinte: ECC 6 (19%); ECC 7 (29%); ECC 8 (17%) e ECC 9 (35%). Na opiniao dos proprietarios, os caes foram considerados magros (1%), com condicao corporal ideal (31%), com sobrepeso (41%) ou obesos (27%). Foi encontrada uma correlacao positiva entre a opiniao dos proprietarios a respeito da condicao corporal do animal e o ECC encontrado (P<0,0001; R2=0,55). Entretanto, evidenciou-se uma discrepancia na avaliacao dos caes obesos pelo entrevistador (52% com ECC 8 ou 9) e pelos proprietarios (27%), demonstrando que a obesidade pode ser subestimada pela percepcao dos proprietarios (Figura 1). Foram realizadas perguntas sobre a opiniao dos proprietarios a respeito da sua propria condicao corporal. Dos proprietarios, 45% se consideraram com peso ideal, 36% com sobrepeso, 10% obeso e 9% magro (Figura 1). Nao houve correlacao entre a condicao corporal do proprietario e o ECC dos animais (P=0,55; R2= 0,038).

Na populacao estudada, os caes apresentavam, em media, 7 anos de idade. Esses resultados permitiram determinar que a maioria dos caes era adulto, assim como evidenciado em outros estudos epidemiologicos (LAZZAROTO, 1999; DIEZ & NGUYEN, 2006; COURCIER et al., 2010). Sabe-se que, a medida que o animal envelhece, ocorre diminuicao dos gastos de energia e do metabolismo basal. Alem disso, ha uma inversao da massa magra. que e substituida por massa gorda. Sendo assim, aconselha-se reduzir entre 10 a 15% o consumo de energia a partir dos sete anos, de acordo com a condicao corporal do animal (DIEZ & NGUYEN, 2006).

Quanto ao sexo de caes, foi encontrado: femea castrada (34%), femea nao castrada (28%), macho nao castrado (28%) e macho castrado (10%), mostrando uma maior prevalencia de femeas castradas. Estes dados corroboram os estudos de JERICO & SCHEFER (2002), podendo esse fato ser explicado, pois as femeas apresentam uma menor taxa metabolica basal do que os machos e a gonadectomia causa uma desacereleracao metabolica que predispoe ao ganho de peso (BURKHOLDER & TOLL, 2000; KIL & SWANSON, 2010). Observou-se que as femeas castradas podem ter mais predisposicao a obesidade ou sobrepeso do que os machos castrados, fato tambEm evidenciado por COURCIER et al. (2010).

Na populacao estudada, as racas de caes obesos ou com sobrepeso foram as seguintes: Poodle (15%), Cocker Spaniel Ingles (8%), American Pit Bull Terrier (8%), Labrador Retriever (7%), Teckel (5%), Rottweiler (4%), Boxer (4%), Schnauzer (3%), Beagle (3%) e demais racas (15%). Alem disso, 28% dos animais nao apresentavam raca definida. As racas de caes Cocker Spaniel Ingles e Labrador Retriever ja foram descritas como mais predispostas a obesidade no pais (JERICO & SCHEFFER, 2002; COLLIARD et al., 2006; COURCIER et al., 2010).

Com relacao ao apetite, 49% dos proprietarios consideravam que o cao apresentava um apetite normal, 48% aumentado e 4% diminuido. Apesar da fraca correlacao, observou-se que a presenca de caes com ECC 8 ou 9 se correlacionou com os animais que apresentavam maior apetite (P=0,001; R2=-0,20). Os entrevistados relataram que a possivel razao do excesso de peso foi: excesso de alimento (28%), pouca atividade fisica (13%), castracao (10%), doenca (7%), genEtica (7%) e medicamento (4%). Contudo, nao ha embasamento cientifico para afirmar que a maior causa de obesidade E de origem alimentar. A maioria dos proprietarios (69%) afirmou ter outros caes ou gatos em casa, porem, nao houve correlacao entre a presenca de outros animais no ambiente com o ECC dos obesos (P=1,0; R2=-0,12).

Quase todos os proprietarios (98%) afirmaram saber que a obesidade e prejudicial a saude do animal, porem somente metade deles (51%) ja pediu orientacao ao veterinario para controlar o peso do animal. Observou-se que ha uma consciencia por parte dos proprietarios quanto aos riscos da obesidade, entretanto, poucos procuram orientacao para tratar o problema. Este fato tambem foi observado em outro estudo, no qual nao houve correlacao significativa da consciencia do proprietario sobre os riscos da obesidade em caes com a presenca de obesidade ou sobrepeso (COURCIER et al., 2010).

Metade dos proprietarios ja havia tentado reduzir o peso do seu animal. Para isto, os proprietarios adotaram varias medidas, dentre elas: reducao na quantidade de alimento (66%), mudanca na dieta (53%), retirada de petiscos (35%), exercicio fisico (28%) e medicamentos (0,8%). Dentre os proprietarios que nao tentaram reduzir o peso de seus animais, a maioria (84%) estava disposta a iniciar o tratamento para o controle de peso dos caes. O manejo dietetico e o fator principal para o tratamento da obesidade em caes, possuindo como metodos complementares a instituicao de exercicio fisico e abordagem ao proprietario (GERMAN, 2006). Apesar dos resultados apontarem que a principal forma de tratamento estabelecida pelos proprietarios foi a reducao na quantidade do alimento, sabese que uma dieta apropriada para perda de peso deve ser estabelecida, uma vez que e totalmente contra indicado alcancar uma restricao energEtica simplesmente reduzindo a quantidade da racao de manutencao que E normalmente consumida pelo animal, pois pode levar a deficiencias nutricionais importantes sem alcancar o sucesso na terapia (DIEZ & NGUYEN, 2006, LAFLAMME, 2006).

Atualmente, a facilidade de acesso a informacao auxilia os proprietarios na escolha do tipo de alimento. Os meios mais utilizados para obtencao de informacoes pelos proprietarios foram: consulta a veterinarios/ zootecnistas (69%), lojas agropecuarias ou pet shops (18%); internet (11%); revistas/ livros (5%); estudantes de veterinaria/zootecnia (4%); televisao/radio (3%); e outros (11%).

A alimentacao e um dos fatores que esta diretamente relacionado com a condicao corporal do animal. Os tipos de alimentos fornecidos aos caes deste estudo estao dispostos na tabela 1. Vinte e cinco porcento dos proprietarios forneciam mais de um tipo de alimento a seus caes. A racao seca de manutencao foi a mais utilizada pelos proprietarios, sendo fornecida a 94% dos caes. As racoes light e terapeuticas tem sido recomendadas para caes para o tratamento da obesidade (BURKHOLDER & TROLL, 2000). Entretanto, nossos resultados mostraram que somente 25% dos proprietarios forneciam racoes secas hipocaloricas aos animais obesos. Quatro por cento dos proprietarios de caes afirmaram fornecer racao umida. Trinta e cinco por cento dos proprietarios afirmaram fornecer comida caseira aos seus animais, sendo que metade deles preparava o alimento especificamente para o cao e outra metade oferecia o alimento preparado para o consumo familiar. A racao comercial foi considerada como o tipo de alimento mais saudavel para o consumo de seus caes pela maioria dos proprietarios (89%), quando comparada com a comida caseira.

Foi constatado que os proprietarios tem o habito de oferecer aos seus animais outros tipos de alimento alem da racao ou comida caseira. Observouse que 49% dos caes recebiam petiscos diariamente, 28% nunca recebiam, 18% algumas vezes ao mes e 8% algumas vezes na semana. Sabe-se que o oferecimento de petiscos e considerado um fator de risco para o desenvolvimento da obesidade (COLLIARD, 2006; COURCIER et al., 2010). Apesar disso, observou-se que muitos caes (28%) apresentavam excesso de peso mesmo sem se alimentar de petiscos, provavelmente relacionando-se a outras causas de obesidade.

Houve grande variacao na frequencia com que os alimentos eram oferecidos aos animais: uma vez ao dia (8%), duas vezes ao dia (58%), tres vezes ao dia (14%), mais de tres vezes ao dia (3%) e alimento a vontade (18%). De acordo com os resultados, observou-se que os caes obesos ou com sobrepeso eram alimentados preferencialmente duas vezes ao dia. Contudo, uma porcentagem consideravel dos proprietarios ainda fornecia alimento a vontade, o que tambEm pode ser considerado um fator de risco para o desenvolvimento da obesidade nesses animais (DIEZ & NGUYEN, 2006). Nao houve correlacao entre a frequencia de alimentacao e o ECC (P=0,36; R2=0,05), como tambem observado em outro estudo (COURCIER et al., 2010).

Segundo informacoes obtidas pelos proprietarios que forneciam racao, a quantidade de alimento oferecido era definida por meio de: recomendacoes do veterinario/zootecnista (39%), ate o animal parar de se alimentar (26%), instrucoes do pacote (22%), pela condicao corporal do animal (9%) e outros (15%). Esses resultados mostraram que, apesar de 39% dos proprietarios terem sido instruidos por profissionais, muitos ainda estabelecem a quantidade de alimento a ser oferecida a seus caes de forma subjetiva.

De acordo com os proprietarios que forneciam racao aos animais, a escolha desse tipo de alimento foi determinada por considerarem mais saudavel (64%), por recomendacao do veterinario e/ou zootecnista (37%), por facilidade (27%), dentre outras razoes. No momento de adquirir a racao, os proprietarios levavam em consideracao, principalmente, a aceitacao pelo animal (47%), a marca (35%), recomendacao do veterinario e/ou zootecnista (35%), o custo (22%) e a recomendacao para a raca (17%). Na opiniao dos proprietarios, a escolha pelo fornecimento de comida caseira aos animais se devia a preferencia do animal (61%), facilidade (9%) ou por considerarem mais saudavel que a racao (9%). Verificou-se que a escolha por racao ou comida caseira se deveu especialmente pela aceitacao do animal.

Foram realizadas perguntas sobre a escolaridade, renda familiar e ambiente domiciliar na tentativa de correlacionar com as demais informacoes obtidas no questionario. A maioria dos entrevistados (60%) possuia ensino superior completo ou incompleto, 27% possuiam ensino mEdio completo ou incompleto, 5% cursaram entre a quinta e oitava sErie do ensino fundamental e 8% eram analfabetos ou cursaram atE a quarta sErie do ensino fundamental. Quanto a renda mEdia da familia (em salarios minimos), 59% recebia acima de 4 salarios, 18% de 2 a 4 salarios, 12% de 1 a 2 salarios, 1% menos que 1 salario. Dez por cento se negou a responder ou nao soube informar. Dentre os entrevistados, 92% viviam na area urbana e 8% na area rural.

Estudo realizado por COURCIER et al. (2010) concluiu que o excesso de peso do animal foi significativamente associado com a renda e a idade do proprietario, no qual quanto menor a renda e maior a idade do proprietario, maior a probabilidade do animal desenvolver a obesidade. Entretanto, no presente estudo, nao foi observada correlacao entre a idade do proprietario (P=0,59; R2=0,03), sexo do proprietario (P=0,36; R2=0,05), nivel de escolaridade P=0,68; R2=-0,02), renda familiar (P=0,96; R2=0,003) e ambiente domiciliar (P=0,86; R2=-0,01) e o ECC dos animais.

CONCLUSAO

As informacoes obtidas nesta enquete podem auxiliar medicos veterinarios na identificacao dos fatores nutricionais e ambientais envolvidos no desenvolvimento da obesidade em caes, podendo adotar medidas preventivas e desenvolver melhores estrategias para o tratamento da obesidade. O fato de que muitos proprietarios nao identificam o sobrepeso em seus animais, ou nao buscam tratamento, torna importante o reconhecimento deste disturbio nutricional por veterinarios e estabelecimento de dieta adequada para reducao de peso.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130524

COMITE DE ETICA E BIOSSEGURANCA

O estudo foi aprovado pela Comissao de Etica no Uso de Animais (CEUA) da Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), sob protocolo n.086/2011.

REFERENCIAS

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SALVE, M.G.C. Obesidade e peso corporal: riscos e consequencias. Movimento & Percepcao, v.6, n.8, p. 29-48, 2006. Disponivel em: <http://portalsaudebrasil.com/artigospsb/obes204.pdf>. Acesso em: 23 jul.2012.

Karina Preising Aptekmann (I), Weslem Garcia Suhett (II), Aguinaldo Francisco Mendes Junior (II), Graziela Baroni Souza (II), Ana Paula Pinto Araujo Tristao (III), Felipe Kunz Adams (V), Caroline Godoi Aoki (IV), Reinaldo Juan Garrido Palacios Junior (IV), Aulus Cavalieri Carciofi (V), Mirela Tinucci-Costa (V)

(I) Departamento de Medicina Veterinaria, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), Alto Universitario, s/no. CP 16, Guararema, 29500-000, Alegre, ES, Brasil. E-mail: kapreising@yahoo.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Centro de Ciencias Agrarias, UFES, Alegre, ES, Brasil.

(III) Programa de Residencia em Medicina Veterinaria, Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias (FCAV), Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP), Jaboticabal, SP, Brasil.

(IV) Programa de Pos-graduacao em Medicina Veterinaria, FCAV, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil.

(V) Departamento de Clinica e Cirurgia Veterinaria, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil.

Recebido 16.04.13 Aprovado 1S.04.14 Devolvido pelo autor 01.0S.14 CR-2013-0524

Tabela 1--Dieta de manutencao basica dos caes obesos ou com
sobrepeso (n=254).

Dieta            Total   Tipo                             Porcentagem

Racao seca       94%     Manutencao                       76%
                         Light                            13%
                         Terapeutica                      12%

Racao umida      4%      Manutencao                       82%
                         Light                            9%
                         Terapeutica                      9%

Comida caseira   35%     Preparada para o animal          50%
                         Preparada para consumo humano    50%
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Author:Aptekmann, Karina Preising; Suhett, Weslem Garcia; Mendes, Aguinaldo Francisco, Jr.; Souza, Graziela
Publication:Ciencia Rural
Date:Nov 1, 2014
Words:3110
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