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Nutricao mineral do feijoeiro em influencia de nitrogenio e palhadas de milheto solteiro e consorciado com feijao-de-porco.

O objetivo foi avaliar o efeito das palhadas de milheto (Pennisetum typhoides (Burm.) Stapf) e milheto + feijao-de-porco (Canavalia ensiformes (L.) DC.) e diferentes doses de nitrogenio, na nutricao mineral do feijoeiro. O delineamento foi em blocos casualizados, com quatro repeticoes, em esquema de parcelas subdivididas, em Latossolo Vermelho, em plantio direto. As parcelas foram constituidas pelas palhadas e as subparcelas por um fatorial 2 x 4 + 1, representado por duas doses de N na semeadura (30 e 60 kg [ha.sup.-1]) e quatro em cobertura (0, 40, 80 e 120 kg [ha.sup.-1]), mais um tratamento adicional, correspondente a 30 kg [ha.sup.-1] de N na semeadura, sem cobertura, com inoculacao das sementes com Rhizobium tropici e aplicacao foliar de Co e Mo. A palhada de milheto + feijao-de-porco proporcionou maiores teores foliares de N e Mg. A cobertura nitrogenada aumentou o teor do nutriente ate a dose de 116 kg [ha.sup.-1], proporcionando incrementos lineares nos teores de K e S. Para os teores de Mg houve interacao tripla. O tratamento adicional aumentou o teor de N sob palhada de milheto, os teores de K e Cu e o rendimento de graos sob ambas palhadas e reduziu os teores de Ca e Mg, sob palhadas de milheto e milheto + feijao-de-porco, respectivamente. As doses de N em cobertura aumentaram o rendimento de graos em ambas as doses de base, com maior resposta na de 30 kg [ha.sup.-1] de N.

Palavras-chave: plantas de cobertura, sistema plantio direto, consorcio graminea x leguminosa, adubacao nitrogenada, fixacao biologica de nitrogenio.

Bean mineral nutrition influenced by nitrogen and straws of millet and millet plus jack bean intercropping. This study was carried out to evaluate the effect of straws of millet (Pennisetum typhoides (Burm.) Stapf) and millet plus jack bean (Canavalia ensiformes (L.) DC.) intercropping and nitrogen fertilization levels on bean mineral nutrition in a no-till system. The experiment was carried out in a randomized blocks design and four replications in a split-plot arrangement, with the straws in the plots and nitrogen levels at sowing (30 and 60 kg [ha.sup.-1]) and at topdressing (0, 40, 80 and 120 kg [ha.sup.-1]) as a 2 x 4 + 1 factorial in sub-plots, plus an additional treatment with 30 kg [ha.sup.-1] at sowing, without topdressing, and seed inoculation with Rhizobium tropici with Co and Mo foliar application. The millet plus jack bean straw provide the highest N and Mg contents. N topdressing levels increased N foliar concentration up to 116 kg [ha.sup.-1], providing a linear effect in K and S contents and differenced effects on Mg concentration, depending on the N level at sowing and straw combinations. The additional treatment increased the N concentration only in millet straw, K and Cu in two straws, and reduced the Ca and Mg contents, under millet and millet plus jack bean straws, respectively. The topdressing levels increased the grain yield, with the bigger response in 30 kg [ha.sup.-1] at of N sowing.

Key words: cover crops, no-till, grassy x leguminous intercropping, nitrogen fertilizer, biology nitrogen fixation.

Introducao

Atualmente, o sistema plantio direto (SPD) e largamente empregado em diversas regioes do Brasil, abrangendo, na safra de 2003/2004, uma area de aproximadamente 22 milhoes de hectares. No inicio da decada de 1990, o SPD rompeu as fronteiras da regiao Sul, ocupando, em 2000/2001, 4,9 milhoes de hectares na regiao dos cerrados, o que representou, naquele ano, aproximadamente 30% da area manejada sob tal sistema no Brasil. A principal dificuldade encontrada para implantacao do SPD, em areas de menor latitude, refere-se a manutencao da palhada sobre a superficie do solo. Isso ocorre pelas estacoes bem definidas, com precipitacao concentrada na primavera/verao, dificultando a producao de fitomassa na entressafra, e com altas temperaturas acelerando a decomposicao da palhada.

A obtencao dos beneficios dessa forma de cultivo esta diretamente ligada a adicao de quantidade de fitomassa suficiente para a protecao do solo pela palhada, conforme puderam comprovar Silveira e Stone (2001), os quais concluiram que os beneficios do sistema nao se manifestaram dada a naoutilizacao de plantas de cobertura. Como a expansao do SPD para diferentes regioes agricolas do pais e relativamente recente, resultados relativos as melhores plantas de cobertura e seus efeitos nas culturas comerciais ainda sao escassos.

As respostas do feijoeiro a doses de N dependem do historico da area de plantio, das doses de adubo nitrogenado na semeadura e em cobertura, do teor e da composicao da materia organica do solo, da quantidade e do tipo de palhada adicionada antes da implantacao da cultura, do esquema de rotacao de culturas e da classe de resposta do solo ao nitrogenio que, segundo Raij et al. (1997), representa a interacao dos fatores mencionados anteriormente. Oliveira et al. (1996) afirmam que doses superiores a 100 kg [ha.sup.-1] de N sao necessarias para se garantir a extracao do nutriente associada a altas producoes, tendo alguns autores encontrado respostas lineares a aplicacoes de tais doses (TEIXEIRA et al., 2000; RODRIGUES et al., 2002; CARVALHO et al., 2003). No SPD, principalmente nos primeiros anos de implantacao, a resposta do feijoeiro a aplicacao de N pode ser ainda maior, pela imobilizacao do elemento por meio de sua incorporacao pelos microrganismos do solo, os quais mediam a decomposicao da palhada.

Na regiao Sul, alguns trabalhos foram realizados com leguminosas de inverno como ervilhaca, ervilha forrageira, tremoco azul e chicharo e o consorcio ervilhaca + aveia preta, com vista a economia de N na cultura do milho. Resultados promissores foram obtidos por Amado et al. (1999), Basso e Ceretta (2000), Bortolini et al. (2000) e Aita et al. (2001), o que resultou na introducao, por Amado et al. (2002), de uma recomendacao de adubacao nitrogenada para a cultura do milho nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, baseada na expectativa de producao, no teor de materia organica do solo e na quantidade e qualidade da palhada (exclusiva de leguminosa, consorcio graminea x leguminosa ou exclusiva de graminea). De acordo com Giacomini et al. (2003), o consorcio entre gramineas e leguminosas produz palhada com relacao C/N intermediaria aquela das especies em cultivos isolados, resultando em menor taxa de decomposicao, se comparada aos residuos de leguminosas, proporcionando cobertura de solo por mais tempo e sincronizacao das etapas de fornecimento pela palhada e maior demanda de N pelas culturas. Cita-se, ainda, a liberacao mais rapida dos nutrientes contidos na palhada da leguminosa, disponibilizando-os mais rapidamente para a cultura principal. Isso foi constatado por Teixeira et al. (2008), em cujo trabalho a palhada produzida pelo consorcio entre milheto e feijao-de-porco proporcionou melhor nutricao do feijoeiro e, consequentemente, maior rendimento de graos.

Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito de doses de nitrogenio, na semeadura e em cobertura, na nutricao do feijoeiro de inverno/primavera, em sucessao a adicao das palhadas de milheto (M) e feijao-de-porco (FP).

Material e metodos

O trabalho foi conduzido em area experimental, localizada no Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no periodo de marco a novembro de 2005. A area era conduzida sob SPD ha quatro anos, alternando periodos de pousio com o cultivo de feijao. O solo foi classificado como Latossolo Vermelho distroferrico tipico (EMBRAPA, 2000) com as seguintes caracteristicas quimicas na camada de 0-20 cm, na media das parcelas com M e M+FP: pH em agua (1:2,5) 5,2; 8,3 mg [dm.sup.-3] de P; 73 mg [dm.sup.-3] de K; 2,7 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de Ca; 0,9 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de Mg; 0,2 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3] de Al, soma de bases de 3,8 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3], CTC efetiva de 4,0 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3], CTC potencial de 7,4 [cmol.sub.c] [dm.sup.-3], saturacao por bases de 51,2%, 2,7 dag [kg.sup.-1] de materia organica, 6,5 mg [dm.sup.-3] de Zn, 24,1 mg [dm.sup.-3] de Fe, 34,3 mg [dm.sup.-3] de Mn, 2,1 mg [dm.sup.-3] de Cu e 0,3 mg [dm.sup.-3] de B. O clima da regiao, de acordo com a classificacao de Koeppen, e do tipo Cwa, temperado umido, com verao quente e inverno seco (VIANELLO; ALVES, 1991). A irrigacao por aspersao convencional foi monitorada por meio de tres tensiometros instalados a profundidade de 15 cm, aplicando-se uma lamina de 18 mm sempre que a tensao de agua no solo atingia a faixa de 30 a 40 kPa (SILVEIRA; STONE, 2004).

Na area sob pousio foram aplicados 2 L [ha.sup.-1] do herbicida glifosato, com pulverizador tratorizado com 250 L [ha.sup.-1] de calda, visando dessecar a vegetacao existente. Posteriormente, procedeu-se ao sulcamento com semeadora adubadora de plantio direto de tres linhas, com tracao mecanizada, e a semeadura manual das plantas de cobertura, sem adubacao, no dia 11 de marco de 2005. O feijao-deporco (Canavalia ensiformes (L.) DC.) foi semeado na densidade de oito sementes por metro linear (CALEGARI, 1992) e o milheto (Pennisetum typhoides (Burm.) Stapf, cultivar ADR-500), na densidade de 15 kg [ha.sup.-1]. O espacamento utilizado foi de 0,5 m, com semeadura simultanea de linhas alternadas no caso do consorcio. O manejo quimico das plantas de cobertura foi realizado no dia 1 de agosto de 2005, quando o milheto se encontrava com graos farinaceos e o feijao-de-porco entre o final da floracao e inicio da frutificacao. A dessecacao foi realizada com glifosato, aplicando-se 5 L [ha.sup.-1] com pulverizador costal, com volume de calda de 300 L [ha.sup.-1]. Com esse manejo, toda a parte aerea do milheto foi dessecada, porem, algumas plantas de feijao-de-porco permaneceram vivas, sendo cortadas com rocadora costal motorizada, as vesperas da semeadura do feijao. As producoes de fitomassa seca do milheto solteiro e do consorcio com feijao-deporco foram de 2,36 e 4,18 Mg [ha.sup.-1], respectivamente, com o feijao-de-porco contribuindo com 72,9% da producao do consorcio.

A semeadura direta do feijoeiro foi realizada 15 dias apos a dessecacao das plantas de cobertura. A area foi sulcada com a mesma semeadora adubadora utilizada anteriormente para semeadura das plantas de cobertura. Apos a demarcacao das parcelas experimentais, procedeu-se a distribuicao manual dos adubos e sementes. Aos 15 dias apos a emergencia (DAE), foram contadas todas as plantas da area util da parcela para a determinacao do estande inicial.

O delineamento estatistico foi o de blocos casualizados, com quatro repeticoes, em esquema de parcelas subdivididas. As parcelas foram constituidas pelas palhadas de milheto e seu consorcio com feijao-de-porco, e as subparcelas por um fatorial 2 x 4 + 1 constituido das combinacoes entre duas doses de N na semeadura (30 e 60 kg [ha.sup.-1]) e quatro doses de N em cobertura (0, 40, 80 e 120 kg [ha.sup.-1]). O tratamento adicional foi constituido pela dose de base de 30 kg [ha.sup.-1] de N, sem cobertura, com inoculacao das sementes do feijoeiro com Rhizobium tropici e aplicacao foliar de Co e Mo. A adubacao de base constou da aplicacao de 320 kg [ha.sup.-1] da formula NPK 08-28-16, utilizando-se ureia para se complementar as adubacoes nitrogenadas da semeadura para 30 e 60 kg [ha.sup.-1], conforme os tratamentos. Para adubacao de cobertura tambem foi utilizada a ureia, em duas aplicacoes, aos 20 e 30 DAE, aplicando-se 12 mm de agua apos cada cobertura para incorporacao. Nos tratamentos adicionais, as sementes foram inoculadas com inoculante turfoso, preparado pelo Laboratorio de Microbiologia do Solo do Departamento de Ciencia do Solo da UFLA. Para 10 kg de sementes foram utilizados 100 g do inoculante com a estirpe UFLA 02-100 de Rhizobium tropici. Foram aplicados Co e Mo com pulverizador costal, aplicando-se 60 g [ha.sup.-1] de Mo aos 20 DAE (CHAGAS et al., 1999) e 25 g [ha.sup.-1] de Co (JUNQUEIRA NETTO et al., 2001), dividido em duas aplicacoes, aos 20 e 30 DAE. Cada subparcela foi constituida por cinco linhas de 5 m de comprimento, no espacamento de 0,5 m, com 4,5 [m.sup.2] de area util (tres linhas de 3 m). Aos 30 DAE, procedeu-se a aplicacao de mistura comercial (1 L [ha.sup.-1], 300 L [ha.sup.-1] de calda) dos herbicidas fomezafen e fluazifop p-butil, para controle das plantas daninhas em pos-emergencia.

A cultivar de feijoeiro utilizada foi a BRS-MG Talisma, desenvolvida pelo convenio UFLA/UFV/Epamig/Embrapa e recomendada para o Estado de Minas Gerais. Apresenta graos tipo carioca, crescimento indeterminado com guias longas (tipo III), porte prostrado, ciclo medio de 85 dias, resistencia a raca alfa Brasil (patotipo 89) de antracnose (Colletotrichum lindemuthianum) e ao mosaico comum (VMCF) e resistencia intermediaria a mancha angular (Phaeoisariopsis griseola) (CULTIVAR, 2002).

Quando 50% das plantas se encontravam com flores abertas, foram coletadas, aleatoriamente, dentro da area util, cinco plantas por subparcela, as quais foram secas em estufas de circulacao forcada de ar para a determinacao da producao de fitomassa seca, utilizando-se a massa media das cinco plantas multiplicada pelo estande final. Para determinacao dos teores foliares de macro e micronutrientes, foram coletadas folhas trifolioladas do terco medio de 20 plantas por subparcela. Apos a coleta, as folhas foram lavadas em agua, passando as mesmas, apos a lavagem, por agua destilada e procedendo-se, posteriormente, a secagem em estufa. As folhas secas foram moidas em moinho tipo Wiley e encaminhadas ao Laboratorio de Nutricao de Plantas do Departamento de Ciencia do Solo da UFLA, onde foram determinados os teores de N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn e Zn. Os teores de macro e micronutrientes foram expressos em dag [kg.sup.-1] e mg [kg.sup.-1], respectivamente. Os acumulos de macro e micronutrientes foram estimados pela relacao entre os teores dos nutrientes em cada subparcela e a sua producao de fitomassa seca, sendo utilizados para se complementar a discussao dos teores foliares.

Os efeitos das palhadas e doses de base foram avaliados pelo teste F, a 5% de probabilidade. Os efeitos das doses em cobertura foram estudados por meio de analises de regressao e, nos casos em que a interacao foi significativa, procedeu-se ao desdobramento (GOMES, 2000) das doses em cobertura dentro das palhadas e das doses de base. Quando necessario, desdobraram-se as palhadas e doses de base dentro das doses de cobertura. O tratamento adicional foi comparado com o tratamento de dose correspondente de N do fatorial, por meio de dois contrastes ortogonais (ZIMMERMANN, 2004), visando verificar o efeito da inoculacao e da aplicacao de Co e Mo dentro de cada palhada.

Resultados e discussao

A analise de variancia revelou efeito significativo das palhadas sobre os teores foliares de N, Mg e Cu no feijoeiro. As doses de N na base influenciaram os teores de Cu e Mn, enquanto as doses de cobertura influenciaram os teores de N, K, Mg e S. Ocorreram interacoes significativas entre palhadas e doses de base, para os teores de Cu, entre doses de base e doses de cobertura para o teor de Ca e rendimento de graos, e interacao tripla para os teores de Mg. As doses de N em cobertura influenciaram os acumulos dos macronutrientes e do Cu, ocorrendo interacao significativa entre doses de base e doses de cobertura para o acumulo de S e interacao tripla para o acumulo de P.

Os teores de N (Tabela 2) ficaram acima da faixa de suficiencia proposta por Martinez et al. (1999), de 3,00 a 3,50 dag [kg.sup.-1], e dentro daquela proposta por Oliveira et al. (1996), de 2,80 a 6,00 dag [kg.sup.-1]. Utilizando-se como referencia a faixa proposta por Malavolta et al. (1997), que e de 3,00 a 5,00 dag [kg.sup.-1], os valores medios sob palhada de milheto, com a menor dose de N na semeadura e sem aplicacao de N em cobertura, sao considerados suficientes, estando os demais acima da faixa de suficiencia. A faixa de suficiencia e definida como a faixa de concentracao do nutriente no tecido foliar, abaixo da qual a planta sofre carencia nutricional e acima da qual pode ocorrer toxicidade.

De acordo com as faixas de suficiencia propostas por Martinez et al. (1999), os teores medios de P, K, Ca, B e Mn, em todos os tratamentos, e o teor medio de Fe na dose de 40 kg [ha.sup.-1] de N em cobertura (Tabela 2) sao deficientes, enquanto os teores medios de S e Cu, em todos os tratamentos, e os teores medios de Zn sob milheto+feijao-deporco, e sem aplicacao de N em cobertura, sao considerados toxicos. Tomando-se como referencia as faixas de suficiencia propostas por Malavolta et al. (1997), os teores medios de S em todos os tratamentos e os teores medios de K e Mg, sem aplicacao de N em cobertura, sao considerados deficientes, e os teores de P e Ca se enquadram acima das faixas de suficiencia, sendo considerados toxicos. Todos os teores medios dos micronutrientes sao considerados adequados. Ja a faixa proposta por Oliveira et al. (1996), bem mais ampla, considera os teores medios de todos os nutrientes, em todos os tratamentos, como suficientes.

O feijoeiro cultivado sob palhada de milheto+feijao-de-porco apresentou maior teor foliar de N (Tabela 1), ao contrario do que observou Teixeira et al. (2008), que nao encontrou diferenca significativa entre os teores de N do feijoeiro sob as palhadas de milheto, feijao-de-porco, guandu-anao e dos consorcios das gramineas com as leguminosas. Com relacao aos componentes de producao do feijoeiro, a massa de 100 graos sob palhada de milheto+feijao-de-porco, sem aplicacao de N em cobertura, correspondeu a obtida sob palhada de milheto na dose de 69 kg [ha.sup.-1]. No entanto, o maior teor de N do feijoeiro, sob palhada do consorcio, nao resultou em respostas diferenciadas as doses de N para o rendimento de graos.

A maior dose de N na semeadura (60 kg [ha.sup.-1]) proporcionou maior teor foliar de Mn (Tabela 1), o que pode estar relacionado com a menor competicao intra-especifica, pelo menor estande na maior dose de N na semeadura. Cita-se ainda o fato de o feijoeiro ter respondido em producao de fitomassa a aplicacao de N em cobertura em tal dose de base, o que pode ter diluido o nutriente nas maiores doses em cobertura. Esta justificativa se confirma pelo fato de a estimativa de acumulo de Mn nao ter sido influenciada pelas doses de base.

Os teores foliares de Cu foram influenciados pelas doses de base de forma diferenciada nas duas palhadas. Na palhada de milheto, a maior dose de base proporcionou maior teor do elemento nas folhas do feijoeiro (Tabela 2), enquanto que, na palhada de milheto+feijao-de-porco, os teores obtidos em ambas as doses de base nao diferiram, o que pode estar relacionado a provavel liberacao mais rapida da palhada do consorcio, dada a maior velocidade de decomposicao. Assim como para o Mn, o efeito de diluicao promovido pelo maior crescimento pode explicar o menor teor de Cu na menor dose de N na semeadura, ja que nao ocorreu diferenca significativa entre as estimativas de acumulo do nutriente.

Apesar de o teor foliar de N ter sido maior sob a palhada de milheto+feijao-de-porco (Tabela 1), nao houve resposta diferenciada as doses em cobertura nas duas palhadas. Doses de N em cobertura ate 116 kg [ha.sup.-1] promoveram incrementos nos teores foliares do elemento, os quais variaram de 4,28 a 5,57 dag [kg.sup.-1] (Figura 1). Este resultado esta de acordo com o obtido por Carvalho et al. (2003), sob palhada de milho, em que o maior teor foi observado na dose de 108 kg [ha.sup.-1] de N. Rodrigues et al. (2002) e Nascimento et al. (2004) verificaram respostas lineares dos teores de N a aplicacoes de doses ate 120 e 90 kg [ha.sup.-1], respectivamente, indicando que os teores maximos seriam alcancados com doses ainda maiores.

[FIGURA 1 OMITIR]

Observa-se na Figura 2 que a aplicacao de N em cobertura proporcionou incremento linear nos teores de K, o que pode estar associado ao maior crescimento das plantas e, consequentemente, do sistema radicular, explorando maior volume de solo. O teor de S nas folhas do feijoeiro tambem aumentou linearmente com o aumento das doses de N em cobertura, variando de 0,32 dag [kg.sup.-1], sem aplicacao, a 0,39 dag [kg.sup.-1] na maior dose aplicada (Figura 3). Teixeira et al. (2000) tambem verificaram aumento nos teores de S com doses crescentes de N. O teor foliar de Ca foi influenciado pela aplicacao de N em cobertura apenas na maior dose de N na semeadura, aumentando ate a dose de 56 kg [ha.sup.-1] (Figura 4). Ao contrario do observado no presente trabalho, Teixeira et al. (2000) verificaram reducao linear dos teores de Ca com o aumento das doses de N, o que os autores atribuiram ao efeito de diluicao, proporcionado pelo maior crescimento.

Farinelli et al. (2006), trabalhando com doses de N em cobertura de 0 a 160 kg [ha.sup.-1], em dois anos, encontraram teores de N variando de 3,23 a 4,21 dag [kg.sup.-1], os quais seriam considerados suficientes ou ate mesmo toxicos, dependendo da faixa de suficiencia utilizada. No entanto, os autores verificaram que a producao de graos respondeu de forma quadratica ate a dose de 78,12 kg [ha.sup.-1] de N no primeiro ano do estudo, com rendimento maximo de 1.870 kg [ha.sup.-1], e linear no segundo ano, alcancando uma producao de 3.114 kg [ha.sup.-1] de graos.

[FIGURA 2 OMITIR]

[FIGURA 3 OMITIR]

[FIGURA 4 OMITIR]

As doses de N em cobertura alteraram o comportamento dos teores foliares de Mg no feijoeiro de forma diferenciada nas palhadas e nas doses de N na semeadura (Figura 5). Em ambas as palhadas houve aumento do teor de Mg, com aplicacao de N em cobertura, semelhante aos dados observados por Teixeira et al. (2000), que verificaram aumento dos teores do elemento com aumento das doses de N. A palhada de milheto+feijao-de-porco proporcionou maiores teores de Mg, podendo estar associado a maior ciclagem e a liberacao mais rapida do nutriente pela mesma. Na palhada de milheto, os teores de Mg responderam as doses de N em cobertura de forma linear, em ambas as doses de N na semeadura. Verifica-se, pelas equacoes, que essas respostas foram da mesma magnitude, porem, com teores inferiores na menor dose de N na semeadura, o que pode estar relacionado ao efeito de diluicao, ja que o feijoeiro respondeu em producao de fitomassa a adubacao de cobertura em tal dose de base. Na palhada de milheto+feijao-de-porco foram observados maiores teores de Mg na maior dose de N na semeadura, com excecao das doses inferiores a 18 e superiores a 103 kg [ha.sup.-1] de N em cobertura, onde ocorreram teores inferiores aos obtidos na menor dose de N na semeadura, com as mesmas doses em cobertura.

Os contrastes das medias dos tratamentos adicionais, com inoculacao e aplicacao de Co e Mo, com as medias dos tratamentos com doses correspondentes de N do fatorial, foram significativos para os teores de N e Ca na palhada de milheto, de Mg na palhada de milheto+feijao-deporco e de K e Cu, em ambas as palhadas (Tabela 3). O teor de N aumentou com a inoculacao + Co e Mo apenas na palhada de milheto, passando de 3,67 para 4,70 mg [kg.sup.-1] (Tabela 3). Isso pode estar relacionado ao maior teor de N no solo sob palhada de milheto+feijao-de-porco, aumentando-se os teores foliares do elemento no feijoeiro (Tabela 1).

[FIGURA 5 OMITIR]

Assim, a fixacao biologica nao proporcionou incremento nos teores foliares de N sob tal palhada, o que pode estar tambem associado ao fato de que o processo e inibido pela maior disponibilidade do nutriente no solo. Em todas as situacoes, os teores de N estiveram dentro da faixa de suficiencia proposta por Malavolta et al. (1997) e acima daquela proposta por Martinez et al. (1999). Assim como para o N, o teor de Ca tambem foi influenciado pela inoculacao + Co e Mo apenas na palhada de milheto, porem, de forma inversa, ou seja, ocorreu reducao dos teores de Ca com a inoculacao e a aplicacao dos nutrientes (Tabela 3). Os teores apresentados em todas as situacoes estiveram abaixo da faixa de suficiencia proposta por Martinez et al. (1999), estando o menor teor dentro daquela proposta por Malavolta et al. (1997) e os demais acima da mesma.

Ao contrario do Ca, o teor de Mg foi influenciado pela inoculacao + Co e Mo apenas na palhada de milheto+feijao-de-porco (Tabela 3), sendo superior no tratamento sem inoculacao. Apenas o teor sob milheto no tratamento adicional ficou abaixo da faixa de suficiencia proposta por Martinez et al. (1999), estando o teor sob a palhada do consorcio, sem inoculacao, dentro daquela proposta por Malavolta et al. (1997). Com relacao aos teores de K e Cu, o efeito da inoculacao + Co e Mo foi positivo, aumentando-se os valores em ambas as palhadas. No caso do K, o efeito da inoculacao permitiu que os teores se inserissem na faixa de suficiencia proposta por Martinez et al. (1999) e ultrapassassem aquela proposta por Malavolta et al. (1997). Em ambas as faixas, o teor de K sem inoculacao e classificado como deficiente. Os teores de Cu do tratamento adicional foram superiores em ambas as palhadas, estando todos os teores verificados acima da faixa de suficiencia proposta por Martinez et al. (1999) e dentro daquela proposta por Malavolta et al. (1997).

O maior teor foliar de N do feijoeiro sob palhada de milheto+feijao-de-porco (Tabela 1) nao interferiu no rendimento de graos, ocorrendo respostas lineares a aplicacao de N em cobertura, em ambas as doses de N na semeadura (Figura 6). Nas menores doses de N em cobertura (0 e 40 kg [ha.sup.-1]), os rendimentos com aplicacao de 60 kg [ha.sup.-1] na base foram superiores a dose 30 kg [ha.sup.-1].

[FIGURA 6 OMITIR]

No entanto, as maiores producoes foram obtidas na maior dose de N em cobertura, nao se diferindo entre as doses de 30 e 60 kg [ha.sup.-1] na semeadura. Assim, pode-se afirmar que a maior dose de N na semeadura nao proporcionou incremento no rendimento de graos. Farinelli et al. (2006), comparando a resposta do feijoeiro a cinco doses de N em cobertura (0 a 160 kg [ha.sup.-1]) no SPD, em sucessao as gramineas aveia preta e milheto e sistema convencional, tambem verificaram resposta linear no SPD; no sistema convencional, a resposta foi quadratica, indicando maior demanda por N no SPD. Com a evolucao das cultivares e das tecnicas de cultivo, o feijoeiro tem se mostrado cada vez mais responsivo a aplicacao de nitrogenio. Outros autores verificaram acrescimos no rendimento de graos com a utilizacao de doses totais superiores a 120 kg [ha.sup.-1] de N no SPD (CARVALHO et al., 2003; MEIRA et al., 2005), o que esta de acordo com os resultados obtidos no presente estudo.

Os contrastes entre as medias dos tratamentos adicionais (com inoculacao e aplicacao de Co e Mo) e as medias dos tratamentos do fatorial, com doses correspondentes de N tambem foram significativos, nas duas palhadas, para o rendimento de graos. A inoculacao e aplicacao de Co e Mo proporcionaram incrementos no rendimento de graos, aumentando em 616 e 671 kg [ha.sup.-1], nas palhadas de M e M+FP, respectivamente (Tabela 4), correspondendo, em media, a um acrescimo de 58,9%. Incrementos no rendimento de graos com aplicacao de Mo tambem foram observados por Andrade et al. (1998), Diniz et al. (1998), Amane et al. (1999) e Fullin et al. (1999). Estes resultados indicam a necessidade de mais estudos para verificar a interacao entre o fornecimento de N pelo consorcio graminea x leguminosa e a inoculacao e aplicacao de Co e Mo, visando a economia de fertilizante nitrogenado. Destaca-se a importancia do Mo sob SPD estabelecido, quando a forma nitrica de nitrogenio no solo e favorecida pelo pH mais elevado. Como o Mo e cofator da enzima redutase do nitrato, sua aplicacao pode aumentar a assimilacao do N-NO3 pelas plantas, refletindo em maior produtividade (TAIZ; ZEIGER, 2002).

Conclusao

Entre as palhadas, a palhada de milheto+feijao-deporco proporcionou maiores teores foliares de N e Mg no feijoeiro; a aplicacao de N em cobertura aumentou o teor foliar de N do feijoeiro ate a dose de 116 kg [ha.sup.-1]; a aplicacao de N em cobertura promoveu incrementos nos teores foliares de K, S e Mg; o rendimento de graos do feijoeiro elevou-se linearmente com o aumento da dose de N em cobertura, com efeito maior na menor dose do nutriente na semeadura; a inoculacao e aplicacao de Co e Mo aumentaram o teor de N apenas sob palhada de milheto e os teores de K e Cu e o rendimento de graos, sob ambas as palhadas, reduzindo o teor de Ca e Mg sob as palhadas de milheto e de milheto+feijao-de-porco, respectivamente.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.4392

Received on July 14, 2008.

Accepted on November 26, 2008.

Referencias

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Cicero Monti Teixeira (1) *, Gabriel Jose de Carvalho (2), Carlos Alberto Silva (2), Messias Jose Bastos de Andrade (2) e Jose Mauro Valente Paes (1)

(1) Empresa de Pesquisa Agropecuaria de Minas Gerais, Rua Afonso Rato, 1301, 38060-040, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. (2) Departamento de Agricultura, Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brasil. * Autorpara correspondencia.

E-mail: cicero@epamig.br
Tabela 1. Teores foliares de macro e micronutrientes do
feijoeiro, cultivar BRS-MG Talisma, em diferentes doses de
nitrogenio na base e em cobertura, em sucessao a adicao ao solo
das palhadas de milheto e milheto+feijao-de-porco no SPD.
UFLA, Lavras, Estado de Minas Gerais, 2005 (1).

                  Macronutrientes (dag [kg.sup.-1])

              N        P       K      Ca      Mg      S

M          4,91 (b)   0,35    2,06   2,45    0,41    0,35
M+FP       5,26 (a)   0,39    2,13   2,30    0,48    0,35
30           4,99     0,36    2,08   2,35    0,44    0,34
60           5,17     0,38    2,12   2,40    0,45    0,36
0            4,27     0,37    1,92   2,37    0,38    0,31
40           5,06     0,36    2,07   2,42    0,45    0,35
80           5,41     0,37    2,20   2,42    0,48    0,36
120          5,59     0,38    2,21   2,29    0,47    0,38
C.V.1 (%)    5,68    22,92    9,84   7,74   17,47   26,97
C.V.2 (%)    9,26     8,83   11,26   9,42    8,11   13,05

Micronutrientes (mg [kg.sup.-1])

              B      Cu       Fe         Mn        Zn

M           46,97   13,08   358,62   133,60       51,34
M+FP        47,42   14,05   349,22   121,55       56,44
30          47,27   13,15   385,66   113,14 (b)   53,24
60          47,11   13,98   322,17   142,01 (a)   54,54
0           49,17   12,96   355,40   143,07       57,12
40          49,19   13,79   291,93   120,89       50,57
80          44,70   13,82   351,89   127,79       53,88
120         45,71   13,69   416,45   118,57       53,99
C.V.1 (%)   19,24    7,52    61,45    63,70       35,05
C.V.2 (%)   12,42   10,33    74,32    33,91       23,64

(1) Medias seguidas de mesma letra nao diferem significativamente,
pelo teste F a 5% de probabilidade.

Tabela 2. Teores foliares de Cu do feijoeiro, cultivar BRS-MG
Talisma, em diferentes doses de N na semeadura em
sucessao a adicao ao solo das palhadas de milheto e
milheto+feijao-de-porco, no sistema plantio direto. UFLA,
Lavras, Estado de Minas Gerais, 20051.

                     Teor de Cu (mg
                       [kg.sup.-1])
Dose de N
(kg [ha.sup.-1])      M          M+FP

       60          13,91 (a)   14,04 (a)
       30          12,24 (b)   14,07 (a)

1Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, nao diferem
significativamente, pelo teste F a 5% de probabilidade.

Tabela 3. Teores de N, K, Ca, Mg e Cu, com e sem inoculacao e
aplicacao de Co e Mo no feijoeiro, cultivar BRS-MG Talisma, em
sucessao a adicao ao solo das palhadas de milheto e
milheto+feijao-de-porco, no sistema plantio direto. UFLA,
Lavras, Estado de Minas Gerais, 2005 (1).

Tratamentos                                          [kg.sup.-1]
                                  N          K           Ca

M             Inoc + Co e Mo   4,70 (a)   2,95 (a)     1,93 b
              Sem mocu^ao      3,67 (b)   1,83 (b)     2,51 a
M+FP          Inoc + Co e      4,33 (a)   2,93 (a)     2,02 a
              Mo Sem mocu^ao   4,85 (a)   1,93 (b)     2,31 a

Tratamentos                               mg [kg.sup.-1]
                                  Mg            Cu

M             Inoc + Co e Mo   0,29 (a)      16,91 (a)
              Sem mocu^ao      0,34 (a)      11,74 (b)
M+FP          Inoc + Co e      0,35 (b)      19,23 (a)
              Mo Sem mocu^ao   0,43 (a)      13,09 (b)

(1) Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, para cada palhada,
nao diferem significativamente pelo teste F a 5% de probabilidade.

Tabela 4. Rendimento de graos, com e sem inoculacao +
aplicacao de Co e Mo no feijoeiro, cultivar BRS-MG Talisma, em
sucessao a adicao ao solo das palhadas de milheto e
milheto+feijao-de-porco, no SPD. UFLA, Lavras, Estado de
Minas Gerais, 2005 (1).

          Tratamentos        Rendimento
                           (kg [ha.sup-1])

M      C/ inoc + Co + Mo      1.672 (a)
          S/ mocu^ao          1.056 (b)
       C/ inoc + Co + Mo      1.800 (a)
M+FP      S/ mocu^ao          1.129 (b)

(1) Medias seguidas de mesma letra, nas colunas, para cada palhada,
nao diferem significativamente pelo teste F a 5% de probabilidade.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Monti Teixeira, Cicero; de Carvalho, Gabriel Jose; Silva, Carlos Alberto; Bastos de Andrade, Messias
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:7274
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